Uma história V

O caso é que a promessa de boquete que a Lili me fez não pôde ser cumprida porque não encontramos lugar no boteco, tava ficando tarde e a minha Euge voltava sorrindo da pista com o Adrián. Pedimos um drink pra nos despedir, a Lili sussurrou pra eu ligar na terça-feira que queria cumprir o que prometeu, a gente terminou e eu e a Euge fomos embora, ela com um sorriso que mostrava como tinha se divertido com o Adrián. O que rolou entre esse momento e a ligação da Lili (no final ela quem me ligou...) não teve muita importância. Ela pediu pra eu ir num apê que eu não conhecia às sete da noite ("tenho que cumprir a promessa"), que fosse pontual, e que o tempo todo chamasse ela de Natalia... Quando cheguei no lugar que ela tinha marcado (um apartamento bem discreto, fundos em algum dos prédios da cidade), me deparei com uma situação totalmente surreal, bem do começo do século XX: minha amiga vestida com muito elegância, mas dominadora, autoritária, feito uma madame, e três "gostosas" na casa dos trinta (como a minha Euge), mostrando muita pele e montadas em saltos altíssimos, parecendo pupilas de um bordel, mas ao mesmo tempo sugerindo educação, distinção, qualidade, nível... Ela me apresentou as minas como Martina (pra vocês imaginarem ela com cabelo castanho, na altura dos ombros), Luciana (outra morena, com uns olhos deslumbrantes, cinzentos...) e Silvana, loira também de cabelo comprido. Depois de apresentar as minas, a gente se trancou no quarto, onde a "Natalia" começou: — Que tal a mercadoria? Todas professoras, mães, e muito, muito putas, menos a Silvana, que tá começando agora. Hoje ela volta pra casa pela primeira vez na vida depois de ser comida por três ou quatro caras num dia só. É a estreia dela de verdade, mesmo ela já se achando uma vadia. Vai doer tudo quando acabar... e logo a Euge vai estar com elas, e também vai ter a primeira vez dela como prostituta... vai se acostumando com a ideia. Depois ela se ajoelhou, pediu pra eu tratá-la de Nati ou de puta o tempo todo, tirou meu pau pra fora pau e cumprimentou ela com um "oi meu amor, pode fazer comigo o que quiser", que depois era a frase de abertura do negócio. E começou a me chupar como nunca tinham feito antes...

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