Padre e Homem - Parte 9

No dia seguinte, quando abri os olhos, tava largado de barriga pra cima na minha cama. Tinha dormido daquele jeito e me sentia um lixo. Como se não tivesse dormido nada. Zumbi, com a sensação de não ter descansado porra nenhuma. Olhei pro relógio e era umas onze e meia da manhã, já tarde pra caralho. Eu nunca acordava tão tarde, nem nos fins de semana. Tinha acabado dormindo a qualquer hora ontem à noite.

Ontem à noite…

Veio uma sensação ruim quando lembrei de ontem à noite. Não sei se ruim, não sei se chamo assim. Mas desconfortável. Como uma roupa que era muito pequena e não entrava em você. Você queria usar, mas não tinha jeito. Na escuridão total da sala ontem à noite, no nosso sofá, Noelia tinha chupado minha pica enquanto eu penetrava ela e sentia a bucetinha molhada com meu dedo. Foi curioso porque lembro que assim que senti aquela boca linda apertar minha pica, junto com os gemidos suaves dela… era o que eu sempre tinha querido sentir, e naquele momento que tava rolando, por causa do nervosismo e da vergonha, meio que broxei. Mas a Noelia não pareceu se importar muito. Continuou me chupando, devagar e com carinho, me dando prazer até eu endurecer de novo. Não gozei na boca dela. Quando senti que ia explodir, tirei e gozei tudo em cima da camiseta, sentindo os dedos dela também no tronco da minha pica enquanto eu batia uma pra gozar.

Quando me recuperei, fiquei ali duro. Sem saber o que fazer ou dizer. Na escuridão completa junto com ela. Ela também não dizia nada. Depois de um tempo, senti ela se levantar, entre a pouca luz que passava pela janela vi que ela ajeitou um pouco a roupa e ouvi ela falar bem, bem baixinho, só “… vou dormir”. E assim desapareceu no quarto dela, sem dizer mais nada e fechando a porta atrás de si.

Eu fui pro meu, cambaleando de corpo e mente. Me joguei ali na escuridão e fiquei na minha cama. Pensando e repensando no que tinha acabado de fazer. Na merda enorme que tinha feito. Aquela que eu disse que nunca… Ia fazer. Podia perder tudo… minha filha, minha liberdade, tudo. Fiquei acordado remoendo todos aqueles pensamentos sobre o que aconteceu e o que poderia acontecer, até que, exausto, devo ter apagado de sono, sei lá a que horas.

Mas isso foi ontem à noite. Hoje era hoje e eu não sabia o que me esperava fora do meu quarto. Levantei, troquei de roupa, principalmente porque a camiseta ainda estava toda salpicada com os restos secos da minha porra, e saí do quarto. O apartamento estava em completo silêncio. Pensei que a Noelia não estivesse, já que normalmente ela ligava a TV ou colocava música, sei lá. Mas ela estava. Vi ela sentada na mesa, apoiando a cabeça no cotovelo enquanto olhava alguma coisa no celular. Tinha uma caneca grande de café na frente dela e também parecia bem desleixada, totalmente em casa, com o cabelo bem bagunçado, igual ao meu. Estava de pijama e uma camiseta velha.

Quando me viu aparecer andando devagar e em silêncio na sala, ela ficou me olhando, sem muita expressão no rosto. Tomou um gole do café e me encarava, como se esperasse pra ver o que eu ia fazer. Não a vi nem assustada, nem enojada, nem brava. Tinha uma expressão neutra, só me olhava. Eu parei quase por instinto, pra não chegar mais perto dela.

“Noe… eu… hã…”, realmente não sabia o que dizer.
“Tem café. Fiz.”, ela disse suavemente, bem baixinho, como se não quisesse levantar a voz, “Quer?”
Me aproximei alguns passos, meio com medo, pra ver o que ela fazia, mas ela continuava na mesma, “Noe, hã… a gente precisa conversar…”
“É, já sei, pa…”, ela disse.
“Noe, meu amor, o de ontem à noite…”, comecei, mas ela me interrompeu.
“Você vai querer café?”, ela perguntou de novo. Vi ela se levantar devagar, “Senta que eu vou pegar, vai.”

Sentei na mesa e segurei minha cabeça, esfregando o rosto, meio sonolento e envergonhado. Noelia deve ter visto o estado que eu tava. Daí a pouco ela voltou com uma caneca de café fumegante, deixou na minha frente e se sentou de novo. Sentei onde tava na mesa.
Tomei um gole e, sinceramente, já me fez bem na hora. Não sei se me clareou, mas sentir algo quente descendo pelo estômago me fez sentir melhor. “Valeu…”
Vi ela assentindo em silêncio, desligou a tela do celular, apoiou a cabeça no cotovelo e ficou me olhando beber sem falar nada.
Olhei pra ela com todo o amor que consegui juntar naquele estado. “Por favor, filha, me perdoa pelo que rolou ontem à noite. Tô me sentindo um lixo… por favor, me desculpa.”
“Te perdoo se você precisar, pai”, ela falou calma. “Mas sei lá. Pra mim já foi, já passou, não esquenta.”
Estranhei. “Já foi? Foi sério o que eu fiz, Noe…”
“É mesmo?”, ela perguntou.
“Ué, você não acha?”
Ela deu de ombros de leve e tomou um gole do café. “Sei lá, fiquei pensando ontem à noite. E hoje também, sabe. Acordei cedo. Pensei que você ia estar acordado, mas deixei você dormir.”, falou, e eu assenti. “Sinceramente… não acho que seja motivo pra fazer tanto auê, pai. Já foi.”

Enrique tinha me dito uma vez, numa das nossas várias conversas, como os caras e as minas hoje em dia tão perdidos. Como tão desencanados, que não ligam pra nada. Será que era o caso da Noelia também? Ontem à noite tinha chupado o pau do pai e hoje “já foi”? Era assim? Tão diferente das garotas que eu lembro da minha época? Tudo tinha mudado tanto?

Sinceramente, eu não sabia se agradecia a todos os santos por Noelia parecer de boa e não ligar pra isso, ou se preocupava e ficava puto por ela não se importar. “Acredita em mim, tô muito arrependido, Noe. Sério mesmo”, falei só isso.
“É, te vejo bem… sei lá, triste.”, ela disse.
“Cê acha que eu não deveria estar?”
Noelia respirou fundo, encolheu os ombros e soltou o ar. “Sei lá, pai. Aconteceu o que aconteceu e pronto, que sei eu. Foi estranho, sim, e bem pesado, sei lá. Pra mim, pelo menos. Mas também não é tão grave.”
“Se você tá puta comigo, juro que entendo”, falei. E eu mereço pra caralho. Mas acredita em mim, nunca mais vou fazer uma coisa dessas com você", olhei pra ela envergonhado.
Mas ela me olhou estranho por um momento ao ouvir isso. Franzindo um pouco as sobrancelhas: "Não tô brava, pa. Fica suave. Tudo bem."
"Tua cara me diz que você tá meio puta", respondi.
"Não, não é isso... é que eu não tô entendendo direito"
Eu suspirei: "Não dá pra explicar, Noe. Não tem explicação. Sou um idiota que fez o que fez. Me deixei levar e nunca devia ter acontecido"
"Não, pa", ela disse suavemente, "Não entendo por que você se culpa tanto."
"Ê?"
Ela me olhou em silêncio por um instante: "O que a gente fez, fizemos os dois, né? Então se tem culpa..."

Eu cortei na hora: "Noe, não. Não se culpa por algo que foi coisa minha e só minha"
"Ah, é? Só sua, pa?", ela franziu as sobrancelhas de novo, "Acho que você não lembra de nada de ontem à noite."
"O que eu tenho que lembrar?", perguntei tomando um gole do meu café.
Ela suspirou baixinho: "Você me viu ir embora ontem? Hein? Você me viu sair apavorada quando percebi o que tava rolando?"
"Não, Noe, mas...", ia argumentar algo, mas ela reclamou e puxou a cadeira pra perto de onde eu tava. Docemente colocou uma mão no meu antebraço e depois pegou minha mão na dela.
"A gente fez junto, pa", ela disse suavemente, "Não tô brava com você, nem enojada nem nada disso. Tá tudo bem."
"Como você pode dizer que tá tudo bem...", falei baixinho e não consegui olhar nos olhos dela. Olhei pra baixo, envergonhado.
"Tô te falando a verdade, só isso", ouvi ela, "Sério, não ia te sacanear com uma parada dessas"
"Sou um filho da puta que não te merece...", murmurei.
"Não fala isso. Não fala uma coisa dessas, pa...", ouvi a voz suave dela.
"Como eu pude fazer uma coisa dessas com você... tudo por causa da minha tesão", falei e senti ela soltar minha mão. Olhei pra ela e vi os primeiros sinais de raiva no rosto. Já conhecia bem aquilo. A paciência dela tava começando a estourar e dava pra ver o pavio curto que ela podia ter.

"Ah, claro, então eu não tava com tesão ontem à noite também?! protestou, levantando um pouco a voz: "Foi tudo você, tudo você... para de encher o saco, pai! Tô falando sério. Para de se culpar por algo que a gente fez junto, por favor."
"Você não teve nada a ver, Noe...", insisti, mas isso só piorou as coisas.
"Uff... como eu odeio quando você se faz de vítima assim!", ela disse séria, "Te vejo desse jeito... meio destruído... e você continua se culpando. Chega, pai!"
"Você não fez nada, meu amor..."
Ela franziu a testa feio, "Escuta aqui uma coisa, pai. Tá me ouvindo? Pode me olhar?" Eu olhei pra ela e nossos olhos se encontraram.
"O quê, Noelia..."
"Podemos conversar direito? Falar sério?"
"... sempre podemos", eu disse.
"Tomara. Porque ontem à noite, sabe quando acordei? Acordei quando senti você enfiando um dedo...", ela disse e eu fiz cara de quem não queria ouvir, "Não, para, me escuta. Acordei na hora e não entendi nada. Nem me mexi. De repente, meio sonolenta, vejo que você tava... eh... se masturbando na minha cara."
"Noe..."
"O que você queria que eu fizesse, pai? Hein?", ela rosnou um pouco, "Acha que era o único que tava com tesão ontem à noite? Depois de ver todo o pornô que a gente viu? Se você tava com tesão e se mandou fazer isso, bom... eu também tava com muito tesão."
"É diferente, Noelia", eu disse.
"Não é nada diferente", respondeu, "De repente, tenho um dedo seu dentro de mim e você enfia a pica na minha cara!"
"Noelia! Se acalma, vai", eu disse, "Não fala assim!"
Ela não gostou nada daquilo, "Ah, para com isso, pai! Não seja ridículo, por favor!"
"Ridículo como?"
"O quê, sua filha pode te chupar mas não pode falar palavrão?!", ela disparou. Eu fiquei calado, não tinha o que responder, "Como você me faz ficar puta às vezes..."
"Não é minha intenção, você sabe que não..."
"Então me escuta de uma vez", ela disse forte, "Você ficou com tesão, fez o que fez, ok, perfeito. Não me incomoda, tá tudo bem. Mas sabe o quê? Eu também fiquei com tesão. E eu também fiz o que fiz porque quis. Ponto final.", ela disse e cruzou os braços, irritada, se recostando na cadeira.
"Bom... Bueh..."
Noelia bufou, era idêntica à mãe quando ficava brava assim, "Louco, parece que... te ouvir falar assim parece que eu não tenho direito de ficar com tesão. Que só você pode fazer o que quer..."
"Não, não foi isso que quis dizer, Noe...", falei suavemente, tentando começar a desarmar a bomba, "Claro que você tem direito. Você já é grande, já te falei mil vezes."
"Pois é, não parece."
"É que isso é diferente... sou seu pai, Noe. Não devia ter feito tudo o que fiz", falei.
"E eu sou sua filha. Também não devia ter feito o que fiz. Mas fiz.", ela me olhou.

Eu suspirei, um pouco frustrado, "Você não tá me entendendo."
"Então me explica direito..."
"Eu sou seu pai, Noelia. O que eu fiz... eh... esquece a sociedade, que é crime, que é mal visto. Esquece tudo isso, tá?", falei e ela me olhava pra ver onde eu queria chegar, "É suposto que eu, como seu pai, tenha que cuidar de você, te guiar... tem uma espécie de contrato implícito entre nós dois que diz que é assim. E eu não posso deixar que por causa do meu tesão eu me permita te machucar ou abusar da sua confiança..."
"Você não abusou de nada, pai...", ela disse, "De novo? Eu também quis."
"Sim, isso eu já sei. E te entendo.", tentei sorrir pra ela, mas me sentia tão mal que não sei se consegui, "Mas eu, como pai, devia ter parado tudo. A responsabilidade de frear as coisas era minha. Frear em vez de acelerar. Ontem à noite não consegui me segurar."

Ela ficou em silêncio por um tempo, pensando nas minhas palavras. Se esticou pra pegar a xícara de novo e deu um gole, segurando-a entre as mãos, "Me explica o que aconteceu com você?"
Eu suspirei, "Fiquei com tesão, Noe... só isso. Fiquei com tesão e não consegui evitar."
"Não. Mais.", ela disse me encarando.
"Mais o quê?", perguntei.
"Essa resposta é meio idiota. Tamo falando sério ou não? Me explica melhor", ela disse.

Demorei pra responder, medindo bem o que ia dizer. Nem fodendo queria revelar minha perversão e meus desejos, "Sei lá. A gente tinha visto o pornô... É isso... e eu também fiquei com aquilo na cabeça, meu amor. Você apagou e eu te vi ali... tão linda. Não é desculpa, mas... faz tanto tempo que eu... bom, que eu não fico com uma mulher, sabe. Por um momento... por um tempinho, esqueci que você era minha filha. E te vi como mulher, como a mulher gostosa que você é... e é isso."

Noelia me olhou em silêncio enquanto eu falava, prestando toda atenção. Pareceu aceitar a resposta, balançando a cabecinha devagar e tomando café. Não pediu pra eu continuar, o que foi bom, porque eu não sabia mais o que dizer sem ter que chegar na verdade. Que não foi porque ela era qualquer mulher, porque não era qualquer mulher. Ela era ela.

"Posso te perguntar agora?", falei.
"O quê?"
"Eu te expliquei o que rolou comigo. Agora queria que você me dissesse", falei suave.

Noelia não demorou nem perto do que eu demorei pra responder, nem preparou a resposta. Falou o que veio na hora: "Quer saber? Eu também tava com um tesão danado. E quando você me acordou com o dedo... gostei pra caralho. Pensei em ficar ali e só aproveitar aquilo, mas você tirou na hora. Quando vi ele perto do meu rosto, ali mesmo... bom, saiu chupar. Achei que você ia gostar e que precisava daquilo", terminou.

"Por que você não levantou e foi embora?", olhei pra ela.
Ela só aí desviou o olhar, mas de leve: "... porque você tava me fazendo sentir muito bem com o dedo... e porque eu também precisava daquilo."
"Tá bom", falei só.

Tem momentos que podem passar da calma pra tempestade assim, num piscar de olhos. Num estalar de dedos. Noelia podia ter deixado tudo ali. Podia ter deixado. Pensei que tinha ficado por isso mesmo, já que a gente ficou uns segundos em silêncio, tomando nossos cafés e nem se olhando. Mas ela quebrou o silêncio, com a vozinha suave, me encarando.

"... e aí quando você gozou foi que eu levantei e fui embora", ela disse.
Eu concordei: "É."
Ela me olhava. Fiquei parado, sem dizer nada, até que percebi o que tava fazendo e olhei pra ela. "Você já tinha gozado. Eu não, mas fazer o quê..."
"Sim, eu sei...", falei, sem entender o que ela queria dizer.
Vi ela respirar fundo e dar um gole no café. "Parece que você tava tão confuso que... fazer o quê... não sacou."
"O que eu não sacava, Noe?", perguntei, estranhando. "Você disse que ia dormir, não rolou mais nada..."
"Não, cara...", ela falou baixinho, sem tirar os olhos de mim. "Não falei que ia dormir... falei que ia me deitar..."

Eu fiquei duro, olhando pra ela e sentindo meus olhos ficarem vidrados. Até que caiu a ficha do que ela tinha tentado dizer, do que tinha tentado insinuar. Meu coração começou a bater forte no peito e foi como se eu visse tudo vermelho. Na hora me alterei, fiquei puto pra caralho. Falei tudo que tinha que falar como pai. Que aquilo era nojento, que não importava o tesão. Que nem pensasse. Como ela podia cogitar isso. Soltei o discurso inteiro. Noelia só me olhava, envergonhada, recebendo tudo que eu jogava e tentando me parar sem sucesso.

Isso quem tava falando era o pai. O homem, porém, só queria naquele momento agarrar ela, pegar no colo, levar pro quarto dela e dar a melhor fodida que ela já tinha levado na vida. Mas quem se impôs foi o pai, não o homem. Falei que não queria mais falar sobre o assunto, que esquecesse, que deixássemos tudo ali e pronto. E que tava muito puto, que ia sair pra fazer umas coisas. Que ela fizesse o que quisesse. Fui pro meu quarto, me vesti, peguei minha carteira e meu celular e vazei, deixando a Noelia em casa sem mais.

A verdade é que não queria ficar ali sozinho com ela. Porque eu já não confiava mais em mim.

Passei o resto da manhã e a tarde fora. Sem fazer nada. Andando por aí. Entrei num bar à tarde pra tomar um café com leite e um sanduíche de metro. Mandei mensagem pro Enrique pedindo pra ele me avisar se a Noelia tentasse contato. Ele falou que Ok, mas nunca me avisou nada. Não sabia se a Noelia tinha ficado em casa ou o quê. Mas não tava nem aí. Precisava clarear a cabeça longe dali e dela.

Voltei pra casa um tempão depois. Umas oito e meia. Tinha passado o dia inteiro fora. A Noelia tava em casa, vendo TV. Nem tinha me mandado mensagem o dia todo, talvez tivesse com medo de falar comigo depois do puta esporro que eu tinha dado nela de manhã. Ela me olhou e deu um sorrisinho quando entrei.

"Oi, pai…", ela falou enquanto eu largava minhas coisas na mesinha.

"Oi, Noe…", respondi seco, sem olhar pra ela.

"Quer pedir uma pizza? A gente come?", ouvi ela perguntar. Eu só balancei a cabeça.

"Não. Não tô com fome, pra ser sincero. Pede uma pra você, se quiser."

"… tá bom…", ouvi ela dizer, meio decepcionada.

Fui tomar um banho, tomei uns copos de refrigerante e, sem falar nada, fui pro meu quarto, fechando a porta. Tinha pegado um pacote de bolacha na cozinha. Na real, tava com fome sim, só não queria jantar com a Noelia. Fiquei lá largado na cama, com meu PC, vendo Netflix e YouTube. Deixando as horas passarem. Da Noelia não ouvia nada, só o som da TV que, lá tarde, desligou. Ouvi ela ir pro banheiro e depois pro quarto dela. Acabei dormindo, depois de um dia longo andando pra todo lado.

Ouvi um barulho e me assustei, acordando na hora. Olhei o relógio e era uma e vinte da manhã. Senti a porta do meu quarto ranger um pouco ao abrir e vi a silhueta da Noelia, no escuro, contra a luz que vinha da janela longe da sala.

"Uff… que… que foi, Noe? Aconteceu algo?", murmurei.

"Não. Nada.", ouvi ela dizer e vi ela se aproximar devagar. Quando chegou perto o suficiente, a luz da rua que entrava pela minha janela foi iluminando o corpo dela devagar, de baixo pra cima. Ela tava só de lingerie, de calcinha e sutiã. Eu fiquei paralisado. vendo aquela imagem.

Ela subiu na cama e devagar, apoiando nas mãos e nos joelhos, começou a engatinhar pelo colchão até cobrir a pouca distância até onde eu estava. Tava um calorzinho, tava gostoso, então eu só estava coberto com um lençol. Ela pegou ele suavemente com uma mão e puxou, me expondo. Por sorte eu não dormia pelado, tava de cueca boxer.

— Noê... pera... calma aí... — gaguejei.

A Noelia subiu em cima de mim com cuidado, como se fosse me montar, sem parar de olhar nos meus olhos e dar aquele sorriso doce. Já tinha as pernas enroladas na minha cintura quando se inclinou sobre meu peito, se deitando amorosamente em cima de mim e apoiando as tetinhas que estavam presas no sutiã. Senti que me abraçou e ficou ali. Ficamos nos olhando enquanto ela pegou o lençol de novo e cobriu nós dois assim.

— Quero dormir com você hoje... — senti ela sussurrar.

Não falei nada porque não consegui falar nada. Tava perdido naqueles olhos lindos, na sensação da pele macia dela contra a minha. Na pressão gostosa que a ereção que eu tava por baixo da cueca fazia sentir o corpo dela ali também. Abracei ela devagar, envolvendo minha filha linda com meus braços, acariciando ela, ouvindo como ela suspirou baixinho ao sentir meu abraço, e como suspirou de novo ao sentir minha mão acariciando uma das bundinhas dela onde a lingerie não cobria.

Não falei nada porque logo não consegui mais. Minha língua já tava brincando com a dela dentro da boca linda dela.

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