Aquela não foi a última vez que minha docinha filha mentiu docemente pro pai dela pra ir embora com o filho da puta que comia ela. Tudo isso era uma grande mentira, claro. Mas, mesmo assim, no meio dessa história toda, eu me divertia com as coisas e as desculpas que a Noelia inventava pra escapar. Lembro de umas duas que foram geniais e eu gostei muito, não só pelo resultado final que depois eu acabava vendo e curtindo. Eu amei pela aventura que elas tinham sido. Pela coragem que a Noelia teve.
A primeira aconteceu quando era mais ou menos meio do ano e um dia eu fiquei batendo papo com o Enrique na entrada. Não sobre a Noelia, isso a gente já não fazia quando tava em lugar público. A gente falou de um pouco de tudo, uns reparos que precisavam ser feitos no prédio e essas coisas. Daqui a umas três semanas mais ou menos ia cair um feriadão, daqueles de quatro dias que faziam tipo feriado turístico. Ele me perguntou se eu ia pra algum lugar, pra desconectar e tal. Não fez isso como quem queria me tirar do caminho pra ficar com minha filha. Nada disso. Ele perguntou na boa, na conversa. Falei que não, que na real não tinha planos além de ficar em casa e descansar. Ele disse que talvez, quase certeza, aproveitasse e fosse pra Paraná. Que tinha visto que o sindicato dele tinha um hotel lá. Nunca tinha ido e queria conhecer, todo mundo falava que era bonito. Falei que sim, que fosse, que ele também desconectasse.
Faltavam umas três semanas praquele feriadão, mas no dia seguinte a putinha da Noelia veio toda sorridente me pedir permissão. Ela disse que uma amiga dela ia com a família pra Paraná no feriadão e tinha convidado ela. Me implorou e implorou pra deixar ela ir. Claro que eu falei que sim, eu por dentro já me cagando de rir. Ela ficou muito feliz e me agradeceu.
Naquela noite, depois do jantar, a gente trocou mensagem com o Enrique. Ele disse que tinha comentado com a menina que ia pra Paraná e a sonsa na hora ligou o foda-se. Perguntou se ele levava ela com ele.
Nós dois caímos na risada, até que percebemos. Isso nos colocava num baita problema. Noelia tinha me contado a mentira de que ia pra lá com a amiga e a família, mentira número um. E o Enrique não podia simplesmente falar pra Noelia que sim, que levava ela com ele, sem ter que pedir minha permissão "publicamente" na frente dela, por assim dizer. Ele não podia, como quem não quer nada, levar a filha de um vizinho numa viagem, sem o vizinho saber. Já era coisa séria demais. E se ele viesse fingir que pedia minha autorização pra fazer isso, primeiro que estaria fora de contexto, e segundo que eu também, "publicamente", teria que mandar o Enrique tomar no cu por sugerir uma parada dessas. Mentiras em cima de mentiras em cima de mentiras...
Não tinha uma solução possível, de verdade. O Enrique não podia dizer pra Noelia, do nada, que sim, levava ela com ele. Era uma mentira grande demais. Uma coisa era uma saída escondida à noite pra um hotel, algo assim. Ia, fazia, voltava. Perfeito. Enrique podia se arriscar numa parada dessas. Mas como é que ele ia fazer pra dizer pra Noelia que topava levá-la por quatro dias? Que ele nem ia perguntar se eu tava de acordo? Nem ia me consultar? Por mais que, na clandestinidade entre nós dois, não precisasse, se ele me pedisse permissão pra fingir, eu teria que mandar ele tomar no cu. E se não pedisse permissão e se apoiasse na mentira da Noelia, ele ia ficar parecendo um sem-vergonha que levava uma mina de casa por quatro dias.
A verdade é que a gente não sabia o que fazer. Discutimos o dia inteiro, o Enrique enrolando a Noelia, dizendo que tava pensando, até que finalmente decidimos que não tinha como conciliar tudo. O Enrique ou teria que "assumir" que levava a Noelia, ou não dava pra fazer. Decidimos que ele ia dizer não pra menina e pronto.
Noelia ficou puta da vida quando o Enrique disse que não, que não se arriscava a levá-la sem pedir pra mim. Permissão. Ela ficou mal pra valer. Até eu vi quando ele falou pra ela pelo chat. Eu via ela digitando sem parar no celular, escondido de mim, com uma cara de bunda impressionante. Resmungando, foi pro quarto dela e se trancou.
A solução, um dia depois, quem acabou dando foi ela mesma, sem perceber. Enrique me pegou naquela tarde quando eu voltava do trabalho, fomos pra um lugar discreto conversar e ele me contou. Que a Noelia tinha descido à tarde procurando ele e falou na lata, muito puta, que se ele não levasse ela pra Paraná com ele, que esquecesse dela. Dos miminhos, das siriricas, das fodas, de tudo. Disse que ela tava arriscando muito pra ver ele, mentindo pra mim o tempo todo, e que achava que ele não tava se arriscando por ela. E se ela não importava pra ele, que falasse logo e pronto. Se não fosse capaz de topar essa aventurinha com ela, que acabava tudo ali.
Olha os culhões da menina. Já tinha crescido tanto assim?
Não consegui evitar dar uma risadinha enquanto Enrique me contava, orgulhosa da minha filha gostosa e de como ela se impunha. Sim, mesmo que fosse se impor por causa disso tudo, que era uma grande cagada pra alimentar minha perversão, ainda assim ela fez. Falei pro Enrique que ok, que deixasse ela na espera por um tempo, que dissesse que tava pensando, mas que no final aceitasse levar ela "clandestinamente", "sem eu saber", pra Paraná com ele.
E claro, o humor da Noelia mudou na hora quando ela soube. Voltou a ficar de boa, de espírito leve e contando os dias ansiosa pra ir pra Paraná "com a família da amiga". Não acreditava na coragem da garota, não só se metendo nessa enganação toda, mas também enfrentando o Enrique quando ele disse que não. Que putinha linda que ela era. Que personalidade ela tava mostrando.
No final, o tão falado fim de semana longo da discórdia chegou, eu me despedi da Noelia com um sorriso, falando pra ela se divertir "com a amiga", e ela foi. Me disse que ia pegar um ônibus até a casa da amiga dela e de lá elas iam embora, mas eu sabia que ela só ia a umas duas quadras de casa encontrar o Enrique e de lá iam pra Retiro pegar um ônibus pra Paraná. Se alguém perguntasse, a gente tinha combinado com o Enrique, ele era o tio da menina. Pra caso alguém desconfiasse em algum momento, rolasse uma situação policial e me chamassem. A gente tava na mesma sintonia.
Mas não aconteceu, felizmente. Naquela noite o Enrique me mandou um vídeo gostoso de Paraná.Já chegamos, tudo certo, viagem tranquila. O hotel é muito bonito, o quarto é bem gostoso.
El Enrique me disse que elas se divertiram pra caralho. Saíam pra passear de dia e transavam feito dois coelhos à noite no hotel. Mais vídeos pra minha coleção. Quando voltou, a Noelia tava super feliz, me contando tudo que tinha visto com "a amiga" e me mostrando todas as fotos que "a amiga" tinha tirado dela, só a Noelia aparecendo. Eu sorria e ficava feliz por ela.
Uns dois meses depois da aventura na Mesopotâmia, aconteceu a outra que minha docinha aprontou. Uma noite como qualquer outra, nós dois de boa em casa, depois do jantar ela sentou do meu lado e, meio hesitante, disse que precisava me contar uma coisa. Desliguei a TV pra prestar atenção e, meio com medo, ela confessou que tinha conhecido alguém e que já tinha transado.
Claro que eu fingi que fiquei meio alterado. Na verdade, não foi difícil, porque eu pensei que a Noelia ia finalmente abrir o jogo sobre o Enrique e que ia dar uma merda danada. Mas não. Quando perguntei quem era, ela disse que era um tal de Ariel, primo de uma amiga dela do colégio. Pedi mais detalhes e ela contou que se conheceram em umas saídas com as amigas, rolou uma química e fazia mais ou menos um mês que estavam namorando. E que tinham transado uns dias antes. Quando perguntei como foi, ela me olhou envergonhada e disse que tinha chamado o cara pra ir em casa quando eu tava no trabalho à tarde. Uma coisa levou à outra, e pronto…
Eu não sabia se acreditava ou não. Esse Ariel existia mesmo? Ou era tudo invenção da minha filha, vai saber por quê? O que ela estaria tramando? Tinha um monte de dúvidas. Por enquanto, fiz o papel do pai que tava assimilando o baque de que sua docinha e pura filhinha tinha transado pela primeira vez. Briguei com ela. A gente teve uma discussão meio pesada, mas por sorte não durou muito e conseguimos nos acalmar. A gente nunca brigava muito feio, graças a Deus. Eu dizia que não gostava nada do fato de ela já ter transado, e menos ainda de ter chamado um cara. Estranho, basicamente, na minha casa enquanto eu não estava. Que podia ter feito qualquer coisa com ela e os etcéteras normais que um pai tem que jogar nessa situação.
Noelia, de novo, se posicionou comigo igual tinha feito com o Enrique. Me disse que eu estava sendo injusto. Que ela já tinha dezoito anos, já era grandinha e tinha direito de ter namorado e transar como qualquer outra garota da idade dela. Que tava cansada de ser a última de todas as amigas dela que ainda não tinha ficado com o namorado... (eu por dentro, como os caras falam agora, "lol").
A gente se acalmou. Olhei pra ela com carinho, passei a mão no cabelo dela e ela me deu um daqueles sorrisos doces pra fazer as pazes. Perguntei se o cara tinha tratado ela bem e ela disse que sim, que o Ariel era um amor, que tudo tinha sido de boa. Perguntei se ela tinha curtido e ela disse que no começo, por ser a primeira vez que tava com um cara, ficou muito nervosa (duplo "lol"), mas que no final ela também curtiu pra caralho.
Suspirei e falei que ok, que finalmente minha princesinha tinha deixado de ser uma menina pra se tornar uma mocinha. Ela sorriu pra mim. Falei que mesmo assim ela sempre seria minha filhinha e ela quase desabou a chorar ali mesmo. E olha, eu também, apesar de tudo que eu sabia que tinha rolado. A gente se abraçou forte e enchi ela de beijos.
Deixei ela se recompor um pouco e falei com uma carinha de leve que queria conhecer o Ariel. Metade porque era o que eu tinha que falar e metade porque queria saber se tudo aquilo não tinha sido uma grande enganação. Pra minha surpresa, Noelia não se abalou. Sorriu pra mim e perguntou se podia convidar ele pra jantar em casa na sexta. Claro, falei.
Chegou finalmente a noite de sexta e mais ou menos no horário combinado, a campainha elétrica de casa tocou. Noelia desceu pra abrir e depois de um tempinho subiu. Ariel aparentemente existia. Era um magrelo da idade dela, com cara meio de otário e uma cabeleira cheia de cachos que formavam uma espécie de afro vagabundo. Cara, que nunca chegava a ser. Dava pra perceber que ele era meio tímido, mas não parecia ser um cara ruim. Falei pra Noelia pedir uma pizza e enquanto esperávamos, ficamos batendo papo ali na sala, todo mundo. Não era um cara ruim. Educado, respondia bem. Bem tímidão. Não me caiu mal.
Mas o que eu queria saber era se esse tal Ariel era realmente o namorado da Noelia... ou se essa gostosa não tinha enrolado um amigo qualquer, falando qualquer coisa pra ele ajudar com isso e se passar por um suposto namorado. Tudo era possível.
Discretamente, durante a conversa e o jantar, falando um pouco de tudo, fui tirando informações do cara ou às vezes ele mesmo soltava algo que me ajudava. E... a real é que tudo batia. Se ele tava atuando como namorado, não deu nenhuma mancada grave, tipo errar onde era a tatuagem da Noelia, de quem era primo e tal. Tudo se encaixava. Não tinha motivo pra achar que esse cara não era o namorado e que eles não se conheciam há pouco tempo. Dava até pra notar que os dois já tinham uma certa intimidade, a de duas pessoas que, embora ainda não se conhecessem totalmente, já se conheciam mais do que uma simples amizade.
Terminamos de jantar e a Noelia perguntou pro cara se ele queria ir tomar um sorvete em algum lugar. Era sexta-feira, não era muito tarde e a noite tava agradável lá fora. Eu não tinha problema em deixar eles. Que fossem tomar um sorvete ou passar um tempo num bar, tudo bem. Só falei pra ele me devolver num horário razoável, porque eu precisava dela. Nos despedimos educadamente e eu fiquei sozinho, informando o Enrique pelo chat sobre o que tinha rolado. Sugerindo que, se ele pudesse, investigasse mais por conta própria, mas que, se fosse verdade que a Noelia tinha namorado, talvez ele se preparasse porque os encontros deles provavelmente iam acabar.
Tinha sido bom, muito bom, enquanto durou, pensei.
Mas me adiantei. Poucos dias depois, eu tava na empresa à tarde e recebi uma mensagem do Enrique, dizendo que a Noelia tinha chamado ele pra se ver. Queria ir no apartamento dele. Senti bastante falta, mas falei que sim, que fizesse como sempre se quisesse. E que tentasse descobrir mais sobre o que estava rolando.
À noite, ela me mandou outro vídeozinho gostoso.
Que gostosa que era minha filhinha se masturbando sozinha na pica grossa do porteiro. Como me excitava.
O Enrique me contou o que tinha conseguido descobrir sobre o cara. Ele disse pra Noelia que tinha visto ela abrir a porta várias vezes pra um cara, perguntando se ela tava namorando. Falou na brincadeira, querendo mas não querendo saber, naquele tom. Mas a Noelia olhou pra ele bem séria. Foi depois do vídeo, já tinham transado e estavam os dois na cama do Enrique, se acariciando. Noelia disse que sim, que aquele cara era o namorado dela e que ia vê-lo com bastante frequência talvez.
O Enrique olhou pra ela e perguntou se aquele sexo que tinham acabado de fazer era tipo despedida. E se fosse assim, que ela dissesse. Noelia só respondeu que não, que queria continuar vendo ele. Que gostava muito de estar com ele também. Principalmente quando ele comia ela sem camisinha e enchia ela de porra. Que o namorado não gozava daquele jeito, nem comia ela assim. Que ela queria ter namorado, sim, pra sair e ficar com alguém. Mas aquilo com o Enrique era outra coisa.
O Enrique admitiu pra mim que quando a Noelia falou isso, a pica dele endureceu de novo. E eu tenho que admitir que a minha também. Nós dois percebemos a vida dupla que minha filha tava querendo levar. Ela queria ao mesmo tempo o amor e a estabilidade emocional de poder ficar com um namoradinho, poder sair com ele e tudo mais. Mas também queria o prazer forte que o pauzão do Enrique dava pra ela. Não queria perder isso também. O coitado do Ariel tinha caído no covil de uma loba sem perceber.
E eu fiquei aquela noite no meu quarto, depois de me masturbar como sempre, pensando no que minha filha realmente era. As partes dela que estavam vindo à tona. Uma ideia começou a se formar em mim. Tênue, nebulosa no começo. Provavelmente fruto do que muitos chamam de clareza pós-gozo, como dizem.
Não sei se foi bom ou foi ruim o que eu tava pensando. Até hoje ainda não sei. Mas pensei que, dadas as circunstâncias e o quanto minha filha tinha mudado, talvez… talvez houvesse uma possibilidade, por mais remota que fosse, de que na verdade não precisava me preocupar tanto em esconder a perversão que sentia pela Noelia. Que talvez…
A primeira aconteceu quando era mais ou menos meio do ano e um dia eu fiquei batendo papo com o Enrique na entrada. Não sobre a Noelia, isso a gente já não fazia quando tava em lugar público. A gente falou de um pouco de tudo, uns reparos que precisavam ser feitos no prédio e essas coisas. Daqui a umas três semanas mais ou menos ia cair um feriadão, daqueles de quatro dias que faziam tipo feriado turístico. Ele me perguntou se eu ia pra algum lugar, pra desconectar e tal. Não fez isso como quem queria me tirar do caminho pra ficar com minha filha. Nada disso. Ele perguntou na boa, na conversa. Falei que não, que na real não tinha planos além de ficar em casa e descansar. Ele disse que talvez, quase certeza, aproveitasse e fosse pra Paraná. Que tinha visto que o sindicato dele tinha um hotel lá. Nunca tinha ido e queria conhecer, todo mundo falava que era bonito. Falei que sim, que fosse, que ele também desconectasse.
Faltavam umas três semanas praquele feriadão, mas no dia seguinte a putinha da Noelia veio toda sorridente me pedir permissão. Ela disse que uma amiga dela ia com a família pra Paraná no feriadão e tinha convidado ela. Me implorou e implorou pra deixar ela ir. Claro que eu falei que sim, eu por dentro já me cagando de rir. Ela ficou muito feliz e me agradeceu.
Naquela noite, depois do jantar, a gente trocou mensagem com o Enrique. Ele disse que tinha comentado com a menina que ia pra Paraná e a sonsa na hora ligou o foda-se. Perguntou se ele levava ela com ele.
Nós dois caímos na risada, até que percebemos. Isso nos colocava num baita problema. Noelia tinha me contado a mentira de que ia pra lá com a amiga e a família, mentira número um. E o Enrique não podia simplesmente falar pra Noelia que sim, que levava ela com ele, sem ter que pedir minha permissão "publicamente" na frente dela, por assim dizer. Ele não podia, como quem não quer nada, levar a filha de um vizinho numa viagem, sem o vizinho saber. Já era coisa séria demais. E se ele viesse fingir que pedia minha autorização pra fazer isso, primeiro que estaria fora de contexto, e segundo que eu também, "publicamente", teria que mandar o Enrique tomar no cu por sugerir uma parada dessas. Mentiras em cima de mentiras em cima de mentiras...
Não tinha uma solução possível, de verdade. O Enrique não podia dizer pra Noelia, do nada, que sim, levava ela com ele. Era uma mentira grande demais. Uma coisa era uma saída escondida à noite pra um hotel, algo assim. Ia, fazia, voltava. Perfeito. Enrique podia se arriscar numa parada dessas. Mas como é que ele ia fazer pra dizer pra Noelia que topava levá-la por quatro dias? Que ele nem ia perguntar se eu tava de acordo? Nem ia me consultar? Por mais que, na clandestinidade entre nós dois, não precisasse, se ele me pedisse permissão pra fingir, eu teria que mandar ele tomar no cu. E se não pedisse permissão e se apoiasse na mentira da Noelia, ele ia ficar parecendo um sem-vergonha que levava uma mina de casa por quatro dias.
A verdade é que a gente não sabia o que fazer. Discutimos o dia inteiro, o Enrique enrolando a Noelia, dizendo que tava pensando, até que finalmente decidimos que não tinha como conciliar tudo. O Enrique ou teria que "assumir" que levava a Noelia, ou não dava pra fazer. Decidimos que ele ia dizer não pra menina e pronto.
Noelia ficou puta da vida quando o Enrique disse que não, que não se arriscava a levá-la sem pedir pra mim. Permissão. Ela ficou mal pra valer. Até eu vi quando ele falou pra ela pelo chat. Eu via ela digitando sem parar no celular, escondido de mim, com uma cara de bunda impressionante. Resmungando, foi pro quarto dela e se trancou.
A solução, um dia depois, quem acabou dando foi ela mesma, sem perceber. Enrique me pegou naquela tarde quando eu voltava do trabalho, fomos pra um lugar discreto conversar e ele me contou. Que a Noelia tinha descido à tarde procurando ele e falou na lata, muito puta, que se ele não levasse ela pra Paraná com ele, que esquecesse dela. Dos miminhos, das siriricas, das fodas, de tudo. Disse que ela tava arriscando muito pra ver ele, mentindo pra mim o tempo todo, e que achava que ele não tava se arriscando por ela. E se ela não importava pra ele, que falasse logo e pronto. Se não fosse capaz de topar essa aventurinha com ela, que acabava tudo ali.
Olha os culhões da menina. Já tinha crescido tanto assim?
Não consegui evitar dar uma risadinha enquanto Enrique me contava, orgulhosa da minha filha gostosa e de como ela se impunha. Sim, mesmo que fosse se impor por causa disso tudo, que era uma grande cagada pra alimentar minha perversão, ainda assim ela fez. Falei pro Enrique que ok, que deixasse ela na espera por um tempo, que dissesse que tava pensando, mas que no final aceitasse levar ela "clandestinamente", "sem eu saber", pra Paraná com ele.
E claro, o humor da Noelia mudou na hora quando ela soube. Voltou a ficar de boa, de espírito leve e contando os dias ansiosa pra ir pra Paraná "com a família da amiga". Não acreditava na coragem da garota, não só se metendo nessa enganação toda, mas também enfrentando o Enrique quando ele disse que não. Que putinha linda que ela era. Que personalidade ela tava mostrando.
No final, o tão falado fim de semana longo da discórdia chegou, eu me despedi da Noelia com um sorriso, falando pra ela se divertir "com a amiga", e ela foi. Me disse que ia pegar um ônibus até a casa da amiga dela e de lá elas iam embora, mas eu sabia que ela só ia a umas duas quadras de casa encontrar o Enrique e de lá iam pra Retiro pegar um ônibus pra Paraná. Se alguém perguntasse, a gente tinha combinado com o Enrique, ele era o tio da menina. Pra caso alguém desconfiasse em algum momento, rolasse uma situação policial e me chamassem. A gente tava na mesma sintonia.
Mas não aconteceu, felizmente. Naquela noite o Enrique me mandou um vídeo gostoso de Paraná.Já chegamos, tudo certo, viagem tranquila. O hotel é muito bonito, o quarto é bem gostoso.
El Enrique me disse que elas se divertiram pra caralho. Saíam pra passear de dia e transavam feito dois coelhos à noite no hotel. Mais vídeos pra minha coleção. Quando voltou, a Noelia tava super feliz, me contando tudo que tinha visto com "a amiga" e me mostrando todas as fotos que "a amiga" tinha tirado dela, só a Noelia aparecendo. Eu sorria e ficava feliz por ela.Uns dois meses depois da aventura na Mesopotâmia, aconteceu a outra que minha docinha aprontou. Uma noite como qualquer outra, nós dois de boa em casa, depois do jantar ela sentou do meu lado e, meio hesitante, disse que precisava me contar uma coisa. Desliguei a TV pra prestar atenção e, meio com medo, ela confessou que tinha conhecido alguém e que já tinha transado.
Claro que eu fingi que fiquei meio alterado. Na verdade, não foi difícil, porque eu pensei que a Noelia ia finalmente abrir o jogo sobre o Enrique e que ia dar uma merda danada. Mas não. Quando perguntei quem era, ela disse que era um tal de Ariel, primo de uma amiga dela do colégio. Pedi mais detalhes e ela contou que se conheceram em umas saídas com as amigas, rolou uma química e fazia mais ou menos um mês que estavam namorando. E que tinham transado uns dias antes. Quando perguntei como foi, ela me olhou envergonhada e disse que tinha chamado o cara pra ir em casa quando eu tava no trabalho à tarde. Uma coisa levou à outra, e pronto…
Eu não sabia se acreditava ou não. Esse Ariel existia mesmo? Ou era tudo invenção da minha filha, vai saber por quê? O que ela estaria tramando? Tinha um monte de dúvidas. Por enquanto, fiz o papel do pai que tava assimilando o baque de que sua docinha e pura filhinha tinha transado pela primeira vez. Briguei com ela. A gente teve uma discussão meio pesada, mas por sorte não durou muito e conseguimos nos acalmar. A gente nunca brigava muito feio, graças a Deus. Eu dizia que não gostava nada do fato de ela já ter transado, e menos ainda de ter chamado um cara. Estranho, basicamente, na minha casa enquanto eu não estava. Que podia ter feito qualquer coisa com ela e os etcéteras normais que um pai tem que jogar nessa situação.
Noelia, de novo, se posicionou comigo igual tinha feito com o Enrique. Me disse que eu estava sendo injusto. Que ela já tinha dezoito anos, já era grandinha e tinha direito de ter namorado e transar como qualquer outra garota da idade dela. Que tava cansada de ser a última de todas as amigas dela que ainda não tinha ficado com o namorado... (eu por dentro, como os caras falam agora, "lol").
A gente se acalmou. Olhei pra ela com carinho, passei a mão no cabelo dela e ela me deu um daqueles sorrisos doces pra fazer as pazes. Perguntei se o cara tinha tratado ela bem e ela disse que sim, que o Ariel era um amor, que tudo tinha sido de boa. Perguntei se ela tinha curtido e ela disse que no começo, por ser a primeira vez que tava com um cara, ficou muito nervosa (duplo "lol"), mas que no final ela também curtiu pra caralho.
Suspirei e falei que ok, que finalmente minha princesinha tinha deixado de ser uma menina pra se tornar uma mocinha. Ela sorriu pra mim. Falei que mesmo assim ela sempre seria minha filhinha e ela quase desabou a chorar ali mesmo. E olha, eu também, apesar de tudo que eu sabia que tinha rolado. A gente se abraçou forte e enchi ela de beijos.
Deixei ela se recompor um pouco e falei com uma carinha de leve que queria conhecer o Ariel. Metade porque era o que eu tinha que falar e metade porque queria saber se tudo aquilo não tinha sido uma grande enganação. Pra minha surpresa, Noelia não se abalou. Sorriu pra mim e perguntou se podia convidar ele pra jantar em casa na sexta. Claro, falei.
Chegou finalmente a noite de sexta e mais ou menos no horário combinado, a campainha elétrica de casa tocou. Noelia desceu pra abrir e depois de um tempinho subiu. Ariel aparentemente existia. Era um magrelo da idade dela, com cara meio de otário e uma cabeleira cheia de cachos que formavam uma espécie de afro vagabundo. Cara, que nunca chegava a ser. Dava pra perceber que ele era meio tímido, mas não parecia ser um cara ruim. Falei pra Noelia pedir uma pizza e enquanto esperávamos, ficamos batendo papo ali na sala, todo mundo. Não era um cara ruim. Educado, respondia bem. Bem tímidão. Não me caiu mal.
Mas o que eu queria saber era se esse tal Ariel era realmente o namorado da Noelia... ou se essa gostosa não tinha enrolado um amigo qualquer, falando qualquer coisa pra ele ajudar com isso e se passar por um suposto namorado. Tudo era possível.
Discretamente, durante a conversa e o jantar, falando um pouco de tudo, fui tirando informações do cara ou às vezes ele mesmo soltava algo que me ajudava. E... a real é que tudo batia. Se ele tava atuando como namorado, não deu nenhuma mancada grave, tipo errar onde era a tatuagem da Noelia, de quem era primo e tal. Tudo se encaixava. Não tinha motivo pra achar que esse cara não era o namorado e que eles não se conheciam há pouco tempo. Dava até pra notar que os dois já tinham uma certa intimidade, a de duas pessoas que, embora ainda não se conhecessem totalmente, já se conheciam mais do que uma simples amizade.
Terminamos de jantar e a Noelia perguntou pro cara se ele queria ir tomar um sorvete em algum lugar. Era sexta-feira, não era muito tarde e a noite tava agradável lá fora. Eu não tinha problema em deixar eles. Que fossem tomar um sorvete ou passar um tempo num bar, tudo bem. Só falei pra ele me devolver num horário razoável, porque eu precisava dela. Nos despedimos educadamente e eu fiquei sozinho, informando o Enrique pelo chat sobre o que tinha rolado. Sugerindo que, se ele pudesse, investigasse mais por conta própria, mas que, se fosse verdade que a Noelia tinha namorado, talvez ele se preparasse porque os encontros deles provavelmente iam acabar.
Tinha sido bom, muito bom, enquanto durou, pensei.
Mas me adiantei. Poucos dias depois, eu tava na empresa à tarde e recebi uma mensagem do Enrique, dizendo que a Noelia tinha chamado ele pra se ver. Queria ir no apartamento dele. Senti bastante falta, mas falei que sim, que fizesse como sempre se quisesse. E que tentasse descobrir mais sobre o que estava rolando.
À noite, ela me mandou outro vídeozinho gostoso.
Que gostosa que era minha filhinha se masturbando sozinha na pica grossa do porteiro. Como me excitava.O Enrique me contou o que tinha conseguido descobrir sobre o cara. Ele disse pra Noelia que tinha visto ela abrir a porta várias vezes pra um cara, perguntando se ela tava namorando. Falou na brincadeira, querendo mas não querendo saber, naquele tom. Mas a Noelia olhou pra ele bem séria. Foi depois do vídeo, já tinham transado e estavam os dois na cama do Enrique, se acariciando. Noelia disse que sim, que aquele cara era o namorado dela e que ia vê-lo com bastante frequência talvez.
O Enrique olhou pra ela e perguntou se aquele sexo que tinham acabado de fazer era tipo despedida. E se fosse assim, que ela dissesse. Noelia só respondeu que não, que queria continuar vendo ele. Que gostava muito de estar com ele também. Principalmente quando ele comia ela sem camisinha e enchia ela de porra. Que o namorado não gozava daquele jeito, nem comia ela assim. Que ela queria ter namorado, sim, pra sair e ficar com alguém. Mas aquilo com o Enrique era outra coisa.
O Enrique admitiu pra mim que quando a Noelia falou isso, a pica dele endureceu de novo. E eu tenho que admitir que a minha também. Nós dois percebemos a vida dupla que minha filha tava querendo levar. Ela queria ao mesmo tempo o amor e a estabilidade emocional de poder ficar com um namoradinho, poder sair com ele e tudo mais. Mas também queria o prazer forte que o pauzão do Enrique dava pra ela. Não queria perder isso também. O coitado do Ariel tinha caído no covil de uma loba sem perceber.
E eu fiquei aquela noite no meu quarto, depois de me masturbar como sempre, pensando no que minha filha realmente era. As partes dela que estavam vindo à tona. Uma ideia começou a se formar em mim. Tênue, nebulosa no começo. Provavelmente fruto do que muitos chamam de clareza pós-gozo, como dizem.
Não sei se foi bom ou foi ruim o que eu tava pensando. Até hoje ainda não sei. Mas pensei que, dadas as circunstâncias e o quanto minha filha tinha mudado, talvez… talvez houvesse uma possibilidade, por mais remota que fosse, de que na verdade não precisava me preocupar tanto em esconder a perversão que sentia pela Noelia. Que talvez…
2 comentários - Padre y Hombre - Parte 7
Últimamente me han dado a la idea de que los Argentinos son bastante sumisos.
que placer leer este relato de a poco !