La relación con mi Reyna

Bom, eu sumi por tipo um ano, uau. Enfim, vamos pro drama adolescente da minha vida. Como eu tava falando nos posts anteriores, minha relação com a Brunette foi meio complicada na juventude (hoje em dia, pros mais curiosos, digamos que a gente já leva as coisas mais a sério). Depois que eu e a Skini batemos umas punhetas juntos, ela e eu ficamos pensando no que a gente queria. Pode parecer óbvio, mas a Brunette também tinha suas dúvidas, porque não sabia se o que queria comigo era só sexo. Esse prazer de fazer isso, do meu lado, era a mesma coisa, já que não tive tantas parceiras e as poucas que tive foram muito ruins. Eu me sentia inseguro pra entrar num relacionamento de novo. Mas, mesmo assim, a Brunette e eu continuávamos conversando com certa regularidade sobre coisas bestas, relembrando momentos em que a gente tinha se dado bem. Até que um dia eu criei coragem e falei que queria começar a sair com ela, quem sabe assim as ideias clareavam. No total, a gente teve umas 5 saídas normais, sem sexo nenhum, mas a gente se abria um com o outro. Do meu lado, mesmo sentindo algo por ela, minha insegurança nos relacionamentos me travava. Do lado dela, ela ainda não entendia se me queria pra sexo ou pra algo sério. Isso se esclareceu umas duas semanas depois, quando ela falou: "Vem na minha casa, a gente precisa conversar." A gente já sabe que ali acabou tudo. Fui, ela me sentou e me contou a situação. Um cara perto da onde ela morava começou a cortejá-la, ela gostou daquilo e queria tentar algo sério com ele. Isso, mesmo que não devesse, me afetou, porque foi como se antes eu já me sentisse inseguro, agora me sentia pior. Ela viu isso, tentou mudar de assunto, me dar uns beijos pra levantar meu astral, mas dessa vez eu parei ela.

**Eu:** "Espera, por favor. Então não vai rolar nada entre a gente, né?"

**Ela:** "Esse é outro problema. Quero tentar algo com esse cara, mas ainda quero transar com você. Deus, pareço tão puta. Mas é a verdade. Com ele é tudo bonitinho e tal, não tô dizendo que você não é, você também tem seu valor, mas quando olho pra ele, só penso no comum de um casal. Já em você, vejo aquela... Sensualidade, foi isso que me fez me entregar pra você naquela noite. Mas não consigo tirar esse pensamento da cabeça.
Y: Sério, não sei se devo encarar isso como algo muito ruim, mas não sei, sabe? Não quero ser a terceira roda numa relação que talvez seja o melhor pra você. Também não quero que sinta que me deve algo. Eu quero que você seja feliz. Se não for comigo, tudo bem.

M: Não, não fala isso. Não quis dizer isso. Não quero estragar tudo de novo, mas acho que tô fazendo isso. Escuta, ele pode ser o imperador do mundo, mas você... sinto que tem meu corpo e minha alma. (Ele se aproxima devagar)

Y: Sim, se você diz, eu acredito. Mas tem outra coisa, né?

M: Sim, você ainda tá inseguro. Sinto que, mesmo quando quero ficar com você, você coloca um muro. E me diz a verdade: você viu outras garotas, né?

Y: Eu... eu...

M: Calma, é normal. A gente não é nada. E mesmo quando tentamos, continuamos nos repelindo um ao outro.

Y: Eu sinto muito. Quero ficar com você, mas ainda sinto que tem caminhos que preciso explorar. Mas se eu fizer isso, posso te machucar.

M: Você nunca me machucaria.

Era pra isso que servia aquela culpa que me corroía por dentro. Eu tinha cagado feio, mas mesmo assim a morena continuava me olhando com delicadeza. Pegou minha mão pra me contar o começo da nossa vida sexual.

M: Você quer experimentar? Eu também quero experimentar. Mas a gente não pode ficar junto ainda. Que tal a gente ter uma relação de amigos com benefícios?

Y: Hmm, não me incomodaria. Ah, não, soei muito cachorro. Mas não quero fazer isso com medo de perder o que a gente tem.

M: Nada vai se perder. Vamos ser amigos que, de vez em quando, transam e ficam com outras pessoas também. Assim, você e eu vamos ver o que tem no mundo. Não se sinta mal. Se não quiser, não precisa aceitar.

Y: Se você coloca desse jeito, a gente pode tentar, pelo menos. Mas tenho algo pra te dizer antes de tudo isso.

M: Fala, tô ouvindo.

Y: Quando a gente se separou, tinha muita culpa em mim. Porque eu caguei com você. O medo me segurou. E agora também me segura. Eu luto contra ele, mas é mais difícil do que gosto de admitir. Mas quero que você saiba: enquanto você existir... Você vai ser minha prioridade, quero que você seja feliz, se encontrar outra pessoa
M: não, eu
Y: calma, deixa terminar, só se for o caso, tudo pode acontecer, mas se não, quando você estiver pronta, eu vou estar pronto pra finalmente ficarmos juntos

Isso anima muito a morena, que me diz:
M: você já tinha planejado isso, mas aaah, tudo bem, entendi seu ponto. Você também fique livre pra explorar sem culpa. Meu corpo e minha alma são seus, só cuida deles. Dessa vez não quero mais decepções
Y: eu prometo, vou cuidar

Com isso, a morena se aproxima de mim, me beijando. Eu acompanho o beijo, que só pode ser descrito como o de dois apaixonados que querem ficar juntos, mas não podem. O beijo com certeza durou mais de uma hora. Não pensamos no tempo ou no mundo, só em nós, na nova fase que íamos viver. Depois de tanta melação, estabelecemos nossas regras e combinamos de nos ver na sexta-feira seguinte, porque a paixão já estava pegando fogo.

Com isso, acabamos a parte mais melosa, mas que desencadeou todas as futuras histórias que virão. Até a próxima.

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