7 – Última noiteComo eu tava contando, a Susana tinha passado a tarde toda com eles na piscina, depois jogando sinuca e, claro, preparando o jantar. Ela tava cada vez mais bêbada, e eu continuava com a pele queimada do sol.
Quando terminamos de jantar, o salva-vidas deu uma olhada no meu tronco vermelho e, meio preocupado, decidiu me levar pra enfermaria. Era uma casinha perto da piscina, com uma maca, uns materiais médicos e quase nada mais. Ele passou um pouco de creme hidratante nas minhas costas, e olha que nem tava queimada, e disse:
— Por segurança, vou recomendar que você fique esta noite na enfermaria.
— Mas você não é médico… — respondi.
— Bom, mas tenho treinamento de salva-vidas e minha missão é cuidar das pessoas — ele disse, exagerando.
— Claro… E quem cuida da minha namorada, do jeito que vocês deixaram ela bêbada?
— Não se preocupa, eu cuido — e na mesma hora ele sumiu pela porta, trancando ela com chave atrás de si.
Ele tinha acabado de me deixar trancado. Rapidamente me levantei e tentei abrir a porta, mas não consegui. Tinha uma janela, mas era gradeada por fora. Tentei pelo menos abrir o vidro pra gritar e chamar alguém, mas nada, tava travada. Como uma revelação, meu celular começou a tocar, nem tinha pensado nisso. Com certeza era a Susana, então tirei ele nervoso do bolso, com tanta má sorte que desliguei sem querer.
— Porra! Vou ligar pra ela… — gritei sozinho.
Mas pior ainda, não tinha crédito. Caralho, não dava pra acreditar. Meu celular tocou de novo, era uma porra de uma mensagem da minha namorada:
“O salva-vidas já me disse q vc vai ficar descansando na enfermaria. Acho q já tá dormindo. Beijos doces meu amor. Vamos pra uma jacuzzi natural q esses caras conhecem. Tqmx”
Quase joguei o celular na parede de raiva. Ela meio bêbada e esses caras que a gente mal conhecia levando ela pra uma jacuzzi natural? Que porra era essa? Tentei ligar pra ela em vão, até tentei a cobrar, mas não consegui. Ouvi um carro passar bem perto com eles. lá dentro, e dava pra ouvir as risadas da minha namorada enquanto iam se afastando.
Fiquei meia hora com o olhar perdido na janela, sem piscar. Ficava repetindo pra mim mesmo: "ela vai controlar, vai controlar...". Fiquei assim um tempão até que o celular tocou de novo. Era a Susana, e dessa vez consegui atender...Ela narra:Que pena enorme do meu namorado. O "Soco" falou que ele tava bem, mas que recomendou ele passar a noite na enfermaria pra se recuperar. Tava morrendo de dó dele. Liguei, mas ele desligou, acho que tava tentando dormir, coitado. Os caras, que me viram triste, me chamaram pra ir com eles pra um jacuzzi natural que conheciam pra me animar. Falaram que não adiantava ficar se lamentando, e que eu tentasse aproveitar o momento e passar um tempo legal com eles. Acabei aceitando, com a condição de não voltarmos muito tarde desse lugar.
Entramos no carro e partimos pra lá. Mas quando tínhamos uns minutos de estrada, pedi pra pararem:
—Gente, esqueci meu biquíni! Dá pra voltar pegar?
Nacho, que tava dirigindo, respondeu:
—Nada… relaxa. Além disso, não daria tempo de voltar, olha que horas são.
Mesmo não sendo tão tarde, achei que o Nacho tinha razão. Eles eram tão gente boa que era impossível negar qualquer coisa pra eles.
Finalmente chegamos num lugar que era realmente incrível, valeu a pena ter ido com eles. Como aquela noite tinha lua cheia, quando apagamos as luzes do carro dava pra ver o suficiente pra andar pelo lugar sem tropeçar. Como eles disseram, a poucos metros tinha uma espécie de jacuzzi natural, um espaço protegido entre as rochas que enchia de água do mar por um tipo de canal.
Os caras só tiraram as camisetas e foram entrando um por um na água. Todos, menos o Nacho, que ficou do meu lado me olhando.
—Não vai entrar, Susaninha? —ele disse.
—Já falei que preciso do biquíni pra me banhar, e não quero molhar minha roupa, que deve estar bem fria aí dentro.
—Relaxa… Olha, entra sem roupa e assim não molha nada. O que acha? —ofereceu o Carlos de dentro da água.
—Poxa, é que tenho muita vergonha. Se pelo menos meu namorado estivesse aqui…
—Bom, é… você tem razão. Essas coisas só se fazem com gente de confiança… —disse Nacho, meio sem graça, os outros concordaram com a cabeça.
—Pô, Nacho… não fala isso… — eu abracei ele, e ele me envolveu com os braços fortes dele —. Vocês são pessoas incríveis… mas não acho certo…
—Então tá decidido, ou todo mundo ou ninguém — Nacho deu a palavra final —. Vamos voltar pro acampamento.
—Pô, galera, não sejam bestas… — na real, com esse comentário ele já tinha me convencido, éramos tão amigos que preferiam não se banhar a me deixar de fora —. Tá bom, vou dar um mergulho rápido, mas não olhem enquanto eu tiro a roupa.
Todo mundo comemorou minha decisão. Que pena que meu namorado não tinha vindo, o lugar era lindo e ele ia amar. Me despi enquanto eles tapavam os olhos com as mãos. Rapidinho entrei naquele jacuzzi natural maravilhoso e avisei que já podiam abrir os olhos. A água estava fria no começo. Senti meus bicos endurecerem.
As pedras permitiam sentar e a água ficar na altura do peito. Se eu deitasse um pouco, a água batia no queixo. No fim, estávamos todos no jacuzzi, comentando como a água era fresca. Eu tinha que tomar cuidado porque a água mal cobria meus peitos, e com o movimento às vezes baixava demais pra minha zona de conforto. Mas também não era tão chamativo, já que com a luz fraca não dava pra ver muito, e menos ainda o que ficava debaixo d'água.
Eu me sentia maravilhosamente bem, embora de vez em quando ficasse incomodada por ser a única mina, rodeada de caras, e ainda por cima completamente pelada. Tentava não pensar muito nisso, afinal eram bons amigos e eu confiava neles de olhos fechados. Não eram uns tarados nem nada do tipo.
Carlos estava sentado à minha direita, e parecia muito mais relaxado. Parecia que o momento ruim que a gente tinha passado de manhã, aquele incidente chato quando passei o protetor nele, já não tinha mais importância nenhuma.
Nacho estava sentado à minha esquerda, e embora com ele também tivesse tido um encontro bem constrangedor naquele mesmo dia, sentia que qualquer possível ressentimento tinha se dissipado. Eu me sentia tão feliz por estar rodeada de amigos tão bons…
Fechando o círculo estava o Pedro, com quem também não parecia haver nenhum rancor, apesar do pequeno perrengue que passamos juntos quando trombei com a ereção dele enquanto brincávamos no mar. E por último o salva-vidas do camping, "Soco", como eu o chamava carinhosamente, um cara muito gente boa e que desde o primeiro dia foi um amor com a gente, tanto com meu namorado quanto comigo.
Na real, o Soco teve uma ideia genial, ou pelo menos foi o que todo mundo achou. Ele disse que era injusto eu ter que ficar pelada e eles poderem continuar vestidos. Que o mais democrático era todo mundo ficar nu junto comigo. Eu não me opus, embora realmente não achasse que tivesse tanta importância. Mas entendi como um puta gesto da parte dele. Esses caras não se cansavam de me mostrar como eram bons amigos.
O Carlos fez uma espécie de sinal que eu não entendi muito bem. Algo como "peraí, galera", mas não fazia muito sentido. Ele começou a se remexer pra tirar o sungão, e pelo que parecia, não conseguia tirar. O resto de nós ficou na expectativa, e eu não acreditava que ele fosse tão sem jeito.
—Desisto… —disse ele finalmente—. Susana, escuta, não consigo tirar nessa posição, é que isso é pequeno demais, e sentado assim eu escorrego…
Então ele se levantou e fez menção de tirar. Eu tampei o rosto, toda envergonhada. Não podia ver aquela barra de carne enorme de novo, nem imaginar depois da vergonha que passei com ele. Ainda bem que o Nacho apelou pro bom senso.
—Não, cara, não tira assim —disse ele—, não seja exibido. Hahaha…
—Ok. Então vou tentar de novo debaixo d'água… —respondeu o Carlos.
Ele se ajoelhou dessa vez, enfiando o corpo abaixo do nível da água, mas ficando bem na minha frente em vez de ao meu lado. Enfiou uma mão debaixo d'água e parecia que alguma coisa o incomodava, porque ele ficou mexendo no nadador com dificuldade. Ficou me olhando diretamente nos olhos, eu sorri com certa indulgência pela incapacidade dele de fazer algo tão simples.
Então notei as mãos dele fazerem contato com meus joelhos debaixo d'água, e as seguraram firmemente. Não sabia o que estava rolando, mas instintivamente levei minhas mãos para trás e as coloquei debaixo da minha bunda, sobre a pedra, como para evitar afundar tendo mais pontos de apoio.
Carlos disse:
— Você vai ter que me ajudar…
Separou suave mas firmemente meus joelhos, deixando minhas pernas bem abertas na frente dele. Isso fez com que eu me deitasse levemente, afundando um pouco mais. Ele se aproximou devagar de mim, se colocando estranhamente numa posição parecida com a do papai e mamãe. Apoiou as mãos na pedra atrás de mim, me rodeando com os braços fortes e ficando bem perto, com os lábios quase colados no meu pescoço.
Levantou a voz suavemente dizendo:
— Susanita, me ajuda, que sozinho eu não consigo…
Eu não entendia nada. A situação teria sido extremamente desconfortável se não fosse porque estávamos entre amigos. Logicamente, tentei ajudar. Coloquei minhas mãos no sungão dele na altura da cintura e comecei a puxar pra baixo. Perder meu ponto de apoio fez com que eu afundasse um pouco mais na água. Ainda bem que o Nacho, todo um cavalheiro, me segurou pela parte de baixo das minhas costas pra eu não afundar de vez.
É verdade que era muito difícil puxar o sungão do Carlos pra baixo, tinha alguma coisa impedindo.
Então percebi o que estava rolando.
— Carlitos, é que primeiro você tem que tirar o nó… — falei compassiva.
— Ah, claro… Que idiota sou… — respondeu ele.
Direcionei minhas mãos pra barriga dele e procurei pela tira do sungão até achar o nó.
Mas percebi que o nó não estava por fora, e sim por dentro. Enquanto isso, o silêncio do resto do grupo era sepulcral, todos na expectativa do que ia rolar.
Tive que meter minha mãozinha dentro do sungão dele pra alcançar o nó. Me deu uma Vergonha tremenda, porque sem querer acariciei a cabecinha macia e molinha do pau dele. Me arrepiei ao sentir o toque dele entre meus dedos, e me senti mal de novo porque podia parecer que eu tava me aproveitando da nossa amizade. Ele soltou um suspiro baixinho, imagino que irritado pelo meu erro.
Me deu uma mordidinha no pescoço, tipo uma chamada de atenção pelo que eu tava fazendo.
Mas me arrepiou toda, meu pescoço é tipo meu ponto fraco. A situação tava ficando erótica demais e eu tava morrendo de vergonha. Sem querer, minhas pernas envolveram ele como por instinto.
Consegui finalmente pegar o nó, desfazer, e mais tranquilamente puxar a sunga dele pra tirar. Foi meio difícil, principalmente porque num ponto minhas mãos já não alcançavam mais pra baixo. A sunga tinha ficado na altura das coxas dele, e se eu quisesse continuar, teria que mergulhar na água.
— Usa as pernas, Susana — ele disse, dando a solução.
Fiz isso, mas cometi um erro grave. E foi que eu mesma me coloquei de novo numa situação desconfortável com meu amigo Carlos. De novo, coitadinho. Ao tentar alcançar a sunga com meus pés, dobrei muito as pernas, e ele teve que me segurar com mais força pra evitar que eu afundasse. Eu, instintivamente, envolvi ele com meus braços pra me segurar. Aí percebi que, acidentalmente, o corpo dele tava se grudando cada vez mais no meu.
No começo, os peitorais dele ficaram na altura do meu rosto, e a virilha dele mal tocava meu corpo. Mas, conforme eu ia descendo a sunga, ele ia se inclinando sobre mim, me ajudando a não afundar. Quando consegui baixar a sunga até os joelhos dele, o corpo dele entrou acidentalmente em contato comigo. O pau dele, especialmente, tava agora encostando na minha pele, deitado inteiro sobre minha barriga. Senti o pau meio molinho, e parecia descansar tranquilamente, seguindo as ondas do meu ventre.
Quando consegui tirar a sunga dele, ele desceu ainda mais sobre mim enquanto se livrava da peça de roupa aos seus pés. O pau dele tinha percorrido o caminho desde minha barriga até se posicionar diretamente em contato com minha bucetinha. Pelo caminho, e com certeza por causa do movimento infeliz de quadris que tive que fazer para ajudá-lo a tirar a sunga, ele ficou extremamente duro.
Eu até aquele momento achava que a água fria causava o efeito contrário.
As mãos dele me seguravam firmemente por trás. O frio tinha passado pra mim, e esqueci se senti frio em algum momento. Com o vai e vem das ondas, ou pelo menos foi o que me pareceu, o corpo dele se movia suavemente sobre o meu. Durou só alguns instantes, mas meu coração começou a bater a mil por hora. A cada movimento, o pau duro dele deslizava por cima da minha intimidade. Minhas pernas, como se tivessem vontade própria, se apertaram de novo em volta das dele.
Acho que se eu tivesse bebido um pouco mais naquela noite, não teria tido a coragem de fazer o que fiz em seguida, e quem sabe o que teria acontecido. Ao sentir a cabeçona do pauzão dele passear perigosamente pela entrada da minha buceta, consegui usar minhas mãos para empurrá-lo devagar e afastá-lo para o centro da hidromassagem.
O resto do grupo pareceu voltar à vida de repente. O silêncio começou a se dissipar e todo mundo acabou tirando as sungas. Isso sim, ninguém mais teve a ideia de me pedir ajuda. Por um lado, me senti aliviada por não ter que ajudar todo mundo, já que eram meus amigos e eu não podia arriscar colocá-los constantemente em situações constrangedoras como aquelas. Mas por outro lado, me senti meio mal. Talvez de alguma forma eles tinham percebido meus impulsos baixos pelo meu comportamento, e não queriam se sentir usados como o Carlos. Esse pensamento me envergonhou um pouco.
Ainda bem que eles, sempre tão compreensivos, não deixaram de ser muito carinhosos. Apesar de ter espaço de sobra na hidromassagem, o Carlos e o Nacho ficaram coladinhos em mim, fazendo gracinhas pra me divertir. E de quebra, evitando que eu sentisse frio.
—Pô, galera… vocês não sabem algum jogo? — perguntei, porque apesar de tudo, queria compartilhar aquele momento com todo mundo, não só com o Carlos e o Nacho. — Um jogo que a gente possa jogar junto…?
—Bom, eu sei de um… — disse o Pedro. — Mas não sei se vocês vão querer jogar, ou se dá, porque normalmente se joga com prendas, e disso a gente já tá meio mal… Kkkk…
Todo mundo riu junto com ele.
—Ah! Mas pensei numa parada, a gente pode jogar do mesmo jeito — e se levantando de repente, sem avisar nem nada, falou: — Já volto!
Ele ficou de pé na minha frente, e claro que não consegui evitar de olhar pras partes íntimas dele. Também não consegui evitar ficar meio vermelha por causa do tamanho generoso que eu já tinha conhecido de perto. Ele foi até o carro e, meio sem jeito, procurou alguma coisa no porta-malas. Voltou com um objeto escondido na mão, guardando o mistério. Sentou de novo e devagar mostrou o que tinha na mão.
Parecia uma bolinha de pingue-pongue, mas de cor escura, embora não desse pra ver direito a cor.
—O jogo é passar a bolinha pra quem tá na nossa direita, mas usando só a boca. Beleza? — explicou o Pedro, se divertindo. — Normalmente, se a bolinha cair, tem que pagar prenda. Mas como a gente já tá pelado, então… nada.
—Mas alguma prenda tem que ter de castigo, né? Se não, não tem graça o jogo — comentou o Carlos.
—Beleza, então… quem perder a bolinha vai ter que dar um beijinho em quem ia receber — disse o Pedro.
—Ei! — protestou o Soco. — Mas a gente vai se revezando, porque eu não quero ficar o tempo todo beijando esse cara… Kkkk…
Todo mundo riu e a gente acabou aceitando as regras do jogo. Mas não sem uma certa resistência, porque não me pareceu uma ideia muito boa. Eu imaginava que meu namorado ia ficar com ciúmes se descobrisse. Mas fazer o quê, não queria ser a estraga-prazeres do grupo.
A gente começou a rodada. O Soco passou a bolinha pro Pedro com a boca sem dificuldade nenhuma. O Pedro passou pro Nacho, que ficaram ali ponto de ter que se beijar, mas no final não rolou. Eu estava me divertindo com o jogo, embora teria sido mais divertido se eles tivessem que se beijar.
Então Nacho chegou perto do meu rosto, apoiando a mão na minha perna debaixo d'água, pronto pra me passar a bolinha. Abri os lábios e, por costume, fechei os olhos. Senti o contato direto dos lábios dele beijando os meus. Todo mundo riu do erro do Nacho, e eu também ri um pouquinho, pra ser sincera. A bolinha tinha caído bem antes e nem me deu chance de tentar pegar. Como o pobre Nacho era desastrado, já tinha me mostrado isso nos vários incidentes daqueles dias.
— Poxa, desculpa… Agora tenho que te beijar como prenda — ele disse então.
— Kkkk… que idiota você é! Mas se você acabou de me beijar! — protestei.
Ele não comentou nada. Se aproximou de mim devagar, com a mão ainda na minha coxa. Soltou só pra acariciar meu rosto. Pensei no meu namorado e me arrepiei. A mão forte do Nacho foi pra minha nuca, segurando minha cabeça de leve. Os lábios dele chegaram perto dos meus até roçar. Suspirei baixinho, antecipando o que vinha.
Ele me beijou de um jeito meigo e doce. Pra ser sincera, foi até bonito. Fiquei meio com cara de boba. Não imaginava que ele beijasse igual um dos colegas dele. Então Nacho me entregou a bolinha, me trazendo de volta à realidade.
— Tive uma ideia — disse Carlos —, deixa a bolinha na água, Nacho.
Nacho olhou pra ele com cara de quem não entendeu nada.
— Como só pode usar a boca, você tem que pegar ela na água depois de errar — explicou Carlos.
Seguindo as instruções, Nacho deixou a bolinha flutuando na água na frente dele. Me inclinei pra pegar. Os outros, de brincadeira, mexiam a água, o que deixava bem complicado encaixar meus lábios em volta da maldita bolinha. Finalmente consegui, e me virei pra passar pro Carlos, que ainda estava à minha direita. Me aproximei um pouco do rosto dele, era complicado fazer tudo isso sem tirar muito o corpo da água e sem escorregar.
Carlos também se aproximou de mim, e tentou me segurar para se manter estável enquanto a gente passava a bolinha. Mas ele fez isso tão suavemente, acariciando minhas costelas de um jeito bem devagar, que me deu uma certa cócega e, claro, a bolinha foi parar na água de novo. Dessa vez, ela ficou flutuando na frente do Carlos.
— Puxa… então você tem que pegá-la — ele disse enquanto acariciava meus lábios com os dedos —. E você já sabe como, né Susi?
Pra fazer a brincadeira, Carlos pegou a bolinha e afundou ela na água bem na frente dele. Aí ele deve ter soltado, porque ela apareceu de novo na superfície, só que dessa vez estava toda molhada e brilhante. Com a pouca luz, mal consegui reconhecer a forma redondinha dela, e me pareceu que era maior do que antes. Além disso, Carlos tinha se posicionado de um jeito meio estranho que eu não entendi direito.
Aproximei meus lábios da bolinha, abrindo eles pra poder envolvê-la. Os caras mexeram a água de novo pra fazer a brincadeira. Mas, estranhamente, dessa vez foi bem mais fácil porque a bolinha não se mexeu tanto. Na primeira tentativa, consegui fazer contato. Meus lábios acariciaram por um momento a superfície da bolinha. Senti que a textura era meio diferente, e a temperatura também. Imaginei que fosse porque o Carlos tinha segurado ela um tempo debaixo d'água.
Comecei a envolver ela com a boca pra pegar, mas, por algum motivo, não conseguia levantá-la. Ela escapava toda hora entre meus lábios. Desconfiei que o Carlos estava segurando ela por baixo pra dificultar. Tentei de novo, mas dessa vez enfiei a bolinha um pouco mais pra dentro da boca, apertando ela forte entre os lábios e até sugando pra não escorregar. Mas nada. O Carlos não soltava.
— Ei, não vale segurar a bolinha por baixo, né? — falei, levantando o olhar pra ele.
Ele não respondeu, estava muito sério e mordendo o lábio inferior. Achei que era parte do jogo, então me abaixei e tentei de novo, dessa vez sugando ainda mais forte. Por algum motivo, o silêncio estava sepulcral de novo. Percebi que minha posição não era adequada pra tarefa, e sem soltar a bolinha, me virei e passei de estar sentada e curvada pra direita a me apoiar com os joelhos e as mãos no fundo da jacuzzi, bem na frente do Carlos.
Isso ia me permitir fazer melhor e finalmente conseguir pegar a bolinha. Carlos bufava forte, parecia que ele também tava fazendo um esforço danado pra segurar a bolinha debaixo d'água.
— Muito bem, Susi… você tá conseguindo… — ele me incentivava com a voz entrecortada.
Abri mais a boca pra envolver melhor a bolinha. Tava dando um trabalho danado, parecia que ela tinha inchado com a água. Continuei sugando bem forte quando, de repente, senti uns braços me empurrando pra trás. Era o Pedro, que puxou forte meus quadris, fazendo com que eu ficasse sentada em cima dele. Vi a bolinha flutuando ali, e o Carlos, que parecia estar bem cansado.
— Já chega, Carlos, acho que você tá exagerando — ele repreendeu o Pedro.
— É só um jogo… — respondi pra acalmar ele —. Não vamos brigar.
Carlos não dizia nada. Só segurava a bolinha, completamente sério. Não sei se ele tava puto com o Pedro, então me ocorreu falar:
— Pedrinho, se quiser, pega você, porque eu não consigo.
Todo mundo começou a rir como se eu tivesse contado a piada mais engraçada do mundo.
— Nem por todo o ouro do mundo! — ele disse, rindo.
Naquele momento, percebi que ainda tava sentada em cima do Pedro, montada na perna esquerda dele. As mãos dele continuavam nos meus quadris, me puxando pra trás de leve. Eu tinha que manter o tronco debaixo d'água pra não deixar meus peitos de fora, o que deixava minha postura meio estranha. Se eu me inclinasse um pouco mais pra frente, teria ficado quase de quatro, com o Pedro atrás me segurando pela quadris.
Eu gostava da sensação. Por algum motivo estranho, me sentia bem com Pedro me protegendo de um jeito tão carinhoso. Ele era tipo o mais maduro do grupo, ou pelo menos o menos doido.
Soco do meu lado não dizia nada, e Carlos e Nacho nos observavam de frente, pareciam meio tensos com a situação.
Aí comecei a sentir na minha bunda o que claramente parecia ser a virilha do Pedro. Mas o que que esses caras tinham com essas ereções involuntárias nos momentos mais errados? Decidi aliviar o clima de qualquer jeito.
— Será que meu namorado tá bem? — falei. — Queria ligar pra ele pra saber como ele tá…
— Certeza que tá de boa, não se preocupa… — disse Pedro sem me soltar.
As mãos dele subiram um pouco até minhas costelas, roçando a parte de baixo dos meus peitos, e ele começou a me fazer cócegas, fazendo palhaçada. Claro que comecei a rir e a me mexer sem querer em cima da perna dele. Espero que não desse pra perceber que, com tanto movimento, minha intimidade pelada tava em contato com a pele da perna musculosa dele.
Enquanto ele continuava com as cócegas, fui sentindo o pau dele apertando mais forte entre minhas nádegas. Ele empurrava entre elas, ameaçando meu cu apertado de um jeito perigoso. Entre as cócegas que ele fazia e a pressão do pinto dele, fui forçada a relaxar um pouco. Quando senti ele afundar de leve dentro de mim, descobri o quanto eu tava gostando daquilo. Não podia ser, de novo nessa situação. Tinha que parar ele, então insisti na história do meu namorado pra sair dessa.
— Por favor, peguem meu celular no carro, quero falar com ele — falei meio tensa, tentando não rir por causa das cócegas e disfarçar o que tava rolando.
— Beleza, vou pegar o celular — disse Soco.
— Viu? Eu aguento cócegas se quiser… — falei pra Pedro, desafiando, meio com duplo sentido pra ver se ele entendia que eu podia resistir ao pau dele.
— É? Aguenta bem cócegas, Susana? — perguntou Carlos de repente. que parecia ter voltado à vida.
—Perfeitamente —falei, quase sem conseguir segurar o riso—. Se eu rir é pra que o Pedro não se sinta mal. Kkkk…
O Carlos se aproximou até ficar a um palmo do meu rosto. A cara dele era séria.
—Você seria capaz de falar com seu namorado sem ele perceber que eu tô te fazendo cócegas? —disse ele—. Fica sabendo que eu sou muito bom nisso…
—Bom, sei lá… talvez sim. Quem sabe? —falei sem saber muito bem o que responder.
Me parecia uma ideia meio infantil, mas também divertida ao mesmo tempo.
Embora o Pedro tenha demorado pra me soltar, no final me colocaram sentada entre ele e o Nacho, conseguindo me livrar daquela jiboia que ameaçava minha bunda debaixo d'água. O Carlos continuava na minha frente e me encarava, como se estivesse me examinando. Ele partiu pra ação, com as mãos apalpando sem jeito meu corpo debaixo d'água, tentando me fazer rir. Tocou minhas pernas, meus peitos de leve, de novo minhas pernas, que estavam dobradas. Voltou pros meus peitos outra vez, talvez por um segundo a mais que antes. Depois foi pras minhas pernas de novo, dessa vez acariciando primeiro meus joelhos e depois a pele macia das minhas coxas por dentro. Foi subindo devagar até chegar na minha barriga.
O que ele não sabia é que eu tava ficando bem excitada com tanta mãozada. Minhas mãos se agarraram na pele das minhas coxas, como se segurassem a tensão que eu tava aguentando. As mãos dele passaram pras minhas costelas, só roçando, e sem querer eu soltei um sorrisinho.
—Viu? Não me faz cócega nenhuma… —falei forçando a voz.
—Puxa… então aí você não tem cócegas, hein? —disse ele sorrindo.
Ele baixou as mãos até meus quadris e apertou com firmeza, mas de leve. Puxou um pouco eles na direção dele.
—Aqui também não tem, né? —perguntou.
Balancei a cabeça negando, olhando nos olhos dele. Ele puxou mais um pouco meus quadris pra perto dele, fazendo eu me deitar levemente. As mãos dele passaram dos meus quadris pras minhas pernas, acariciando elas. Por algum motivo, ele tava fazendo tudo ao contrário do que Normalmente se faz pra provocar cócegas. Assim a gente não ia chegar a lugar nenhum.
Enquanto acariciava minhas coxas, de vez em quando as mãos dele chegavam perto demais da minha buceta.
Eu tava ficando nervosa demais. As mãos dele apalpavam minhas pernas de novo, por todo lado. De vez em quando apertava, acho que tentando me fazer cócegas, mas a verdade é que cada aperto só fazia eu ficar mais deitada.
— Nada? Não sente nada? — ele insistiu.
— Não... aí também não me faz cócegas...
Eu já tava esquecendo que tinha que falar com meu namorado no celular. Ia ser complicado nessa situação. Tentei buscar um olhar cúmplice do Pedro e do Nacho, mas eles ficaram quietos enquanto o Carlos continuava com os apalpadelas. Na verdade, em alguns momentos tive a impressão de que tinha mais de duas mãos no meu corpo, mas achei que era coisa da minha cabeça.
Uma das mãos dele foi de novo pras minhas costelas e começou a apertar um pouco. Sorri, porque ali parecia que ele finalmente achava as cócegas. Me acalmei ao ver que a brincadeira não fugia muito do roteiro. Mas a outra mão dele pousou direto na minha bucetinha. Só um toque, sem carícias, como se estivesse se apoiando em mim.
Fiquei em choque. Minhas mãos foram direto tampar a dele, num instinto de ninguém ver. Tentei sorrir, mas não consegui. Tentei pedir pra ele parar, mas meu corpo não pedia a mesma coisa. Só consegui morder o lábio olhando fixo pra ele e soltei uma risadinha, acompanhada de um gemidinho quase imperceptível.
— Puxa, parece que aí você tem cócegas, hein? — disse o Carlos.
— Não, aí não... Bom, sim... mas aí não... — gaguejei sem saber o que falar.
A mão dele começou a acariciar minhas partes íntimas devagar. Minhas pernas não obedeceram e se abriram por conta própria, facilitando o trabalho dele. Meus lábios soltaram um suspiro. Minhas mãos já não estavam nas minhas coxas, mas nas do Pedro e Nacho do meu lado. Me segurando neles como uma menina assustada num brinquedo de dar vertigem.
Mordi o lábio inferior de novo.
—Olha só, parece que você sabe segurar o riso mesmo… vou tentar um pouquinho mais.
Os dedos dele começaram a percorrer minha bucetinha, separando os lábios e acariciando direto a maciez entre eles. Não consegui evitar soltar outro gemido abafado. Minhas mãos se agarraram mais forte nas pernas musculosas do Pedro e do Nacho, dessa vez mais perto da cintura deles, enquanto o Carlos continuava fazendo o que ele achava que eram cócegas.
—Vamos ver se você aguenta isso… — ele disse.
Senti a pressão crescente de um dos dedos dele, entrando devagar no meu interior. Eu tava completamente excitada e ele continuava brincando. Minhas pernas envolveram as dele, com ele de joelhos na minha frente. Ele começou a mexer o dedo dentro de mim fazendo círculos. Era um dedo grosso, de mão de homem forte e calejada. O coitado ainda tava tentando me fazer cócegas e eu me perguntava onde ele tinha aprendido a fazer isso.
Dessa vez meu gemido foi perfeitamente audível. Embora tenha soado mais como um gemido de dor.
—Doeu? — perguntou Carlos, todo atento.
—Nãoooh… — consegui responder com um gemido.
O dedo dele saiu delicadamente da minha intimidade. Aliviada porque aquilo tudo tinha acabado. Suspirei tranquila e relaxei um pouco, finalmente. No entanto, estranhei quando notei que a mão que o Carlos apoiava nas minhas costelas, roçando meu peito, desceu até tocar minha bunda. Ele apertou com força e puxou pra cima, fazendo com que eu ficasse ainda mais na horizontal. Minhas pernas continuavam envolvendo as dele. Minhas mãos ainda estavam apoiadas nas coxas do Nacho e do Pedro.
Agora eu podia ver meus peitos cortando a superfície da água, coroados pelos meus mamilos endurecidos. Minha respiração, ofegante, acelerava a cada momento. Carlos, bem perto na minha frente, exibia os peitorais molhados pela água e brilhando sob a luz fraca da lua. A mão esquerda dele segurava minha bunda. A mão direita sumia debaixo da água, segurando algo na profundidade que eu não conseguia ver.
Senti de novo um calor empurrando na minha entreperna. Por um momento, achei que era o dedo dele de novo. Quando começou a pressionar, entendi que era outra coisa, de um tamanho muito maior.
Tentei abrir meus lábios pra explicar que a brincadeira tinha acabado, que assim ele não ia conseguir me fazer cócegas. Mas não disse nada, não consegui.
Então senti o vidro frio do meu celular colado na minha orelha.Ele narra:Passei a última meia hora olhando petrificado pela janela, sem saber o que fazer, sem conseguir ligar pra minha namorada e tentando me convencer de que não era nada, que ela tava bem.
Em meio a um turbilhão de pensamentos de todo tipo, finalmente meu coração deu um salto quando ouvi o telefone tocar. Atendi rápido, era a Susana.
No começo não se ouvia nada, só som ambiente, e achei que ela tivesse me ligado sem querer. Dava pra ouvir passos de alguém andando, como se fosse sobre pedras, e o barulho das ondas do mar ao longe. Escutei uma conversa distante. "Doeu?", perguntou um cara.
"Nãooooh..." ouvi como resposta. Era a voz da minha namorada, meio distorcida.
— Alô? — gritei no telefone.
Ouvi um leve chapinhar de água.
— Alô? Susana? — mas nada, só silêncio—. Responde, porra... Susana.
Senti um barulho leve, como se estivessem passando o telefone de uma mão pra outra. Outro chapinhar de água.
— Alô... — finalmente a Susana respondeu, e depois de uma pausa continuou—, amor...
— O que foi? Onde você tá? Por que não ligou antes? Com quem você tá?
A resposta foi quase um silêncio mortal, e digo quase porque dava pra ouvir um leve vai e vem da água e a respiração ofegante da minha namorada. Percebi que eram perguntas demais, no fim das contas não queria sufocar ela. Não queria brigar com ela.
— Você tá bem, Susana?
— Ahamm... — ela suspirou como se concordasse, e depois ficou quieta por mais um instante—. Hmm... sim, tô bem amor... Não... mmmpf... não se preocupa...
Isso tudo me parecia muito estranho. Parecia que a Susana não tava prestando muita atenção na conversa, como se estivesse ocupada com outras coisas. E eu não entendia por que ela falava com tanta dificuldade.
— Vocês vão voltar logo, amor? — insisti.
De novo aquele silêncio, só aquele som de fundo da água chapinhando ritmadamente.
— O telefone, Soco... ahhh... pega ele... — ouvi minha namorada dizer.
Eu não entendia Nada. Depois o som da água batendo foi se afastando, ficava cada vez mais distante. Aumentei o volume do meu celular. Ouvia menos claro, mas mais alto. Dava pra escutar algo parecido com minha namorada respirando muito forte. Eu juraria que ela tava como que ofegando.
Assim ficou por uns segundos. Eu ouvia ela respirar forte, gemer. Um silêncio. Gemer de novo. E sempre o barulho da água.
— É… só… um jogo… — disse Susana entrecortado.
— Que jogo? O que vocês tão fazendo? Por que você tá assim tão estranha? — gritei desesperado pro meu celular.
— Aaaah…!!!
Porra, isso tinha sido um grito. Agora sim eu tava preocupado de verdade.
— O que foi isso? O que aconteceu?
— Uma… mmmph… é uma… — Susana não conseguia formar as palavras.
— Uma cobra — ouvi uma voz masculina falar perto do telefone.
Na hora escutei as risadas de vários caras.
— É… uma cobra… amor… — respondeu Susana finalmente.
Ouvi de novo todo mundo rindo.
— Cuidado amor, pra ela não te machucar — falei.
— E venenosa! — disse a voz masculina do outro lado do telefone.
Riram de novo, mas minha namorada não ria e continuava dando uns gritinhos baixos. Coitada, pensei, ela com medo de uma cobra e eles rindo dela e aproveitando pra assustar ela mais.
— Não se preocupa amor, não liga pra eles… — tentei animar ela —. Fica calma.
— Mmm… é… — ouvi ela dizer.
Aí veio um silêncio total. Fosse o que fosse que estavam fazendo, pararam e ficaram completamente quietos. Não tinha barulho de água nem sinal de movimento.
Ouvi alguém grunhir, um dos caras, e Susana suspirou umas duas vezes e respondeu como se estivesse assustada.
— Ela é muito grande? — perguntei sério.
— Não… grande? O quê…? — ela mal conseguia falar.
— A cobra é grande?
Então uma voz masculina disse algo tipo “porra, que talvez ele esteja nos vendo”. Não entendi nada.
— A cobra, Susana, se é muito grande, porque as grandes não têm veneno — insisti.
Riram de novo. rir, já me pareceu que de um jeito quase macabro. Até a Susana estava rindo junto com eles agora. Parece que eu disse algo engraçado, mas não vi graça nenhuma no fato de estarem brincando com uma cobra.
— Agora dá você com a cobra, Pedro — ouvi alguém dizer.
O barulho da água voltou a se ouvir, junto com os suspiros da minha namorada, acho que de medo da cobra. Malditos filhos da puta, assustando uma pobre coitada indefesa com uma cobra, e ainda com o perigo que elas têm. Tomara que no final ela não fosse picada e tudo.
— Sim… sim… meu amor… aaah… — suspirou Susana.
— O que foi, Susana? — perguntei preocupado.
— Essa é bem grande… mas não… não me…
Ela não disse mais nada por um momento, e agora o barulho da água se ouvia mais perto.
— Não te o quê, amor?
— Porra, mas que grande! — disse quase gritando, quase histérica.
Realmente deviam estar metendo um baita medo nela pra ela ficar assim, os putos.
— Sim, você já me disse isso, amor, que é grande. Mas não te o quê…?
— Susana… fala pra ele que… oohh… — era a voz de um garoto dessa vez, entrecortada —. Fala pra ele que não… te faz… mal…
— Amor… — agora era a Susana de novo —. Não… me faz… mal…
— Porra, e por que você tá assim? Você tá muito estranha…
— É só uma brincadeira…
— Que brincadeira? Do que você tá falando?
Minha pergunta ficou sem resposta de novo. O barulho ambiente parecia muito distante, como quando alguém tampa o microfone do telefone com a mão. Acho que era uma distorção da ligação, porque ainda dava pra ouvir a Susana gemendo num volume considerável.
Claro que naquele momento os piores medos passaram pela minha cabeça. E a verdade é que eu teria me escandalizado se não soubesse muito bem que a Susana quase não geme quando a gente tá transando, nem nos momentos mais intensos. Isso me tranquilizou, porque sabia que aqueles gemidos eram causados por outra coisa. Talvez a maldita cobra tivesse picado ela, ou talvez fosse só a distorção do telefone.
Fiquei muito mais Tranquilo, nem duvidei que era uma dessas duas coisas. O som da bateria do celular me avisou que a ligação ia cair logo.
— Preciso desligar, a bateria tá acabando — consegui falar—. Por favor, volta logo.
— Fica de boa, mano, já tamo terminando aqui — disse uma voz masculina que reconheci como a do salva-vidas.
Ouvi a Susana gemer bem alto, e me assustei de novo.
— O que aconteceu? — perguntei.
— Porra, vocês não têm jeito… — ouvi o salva-vidas falar—. Nada, bom, acho que a cobra picou ela, mas não se preocupa que a gente já vem.
Aí a ligação caiu.
Mais calmo, me deitei na cama da enfermaria, mesmo a ligação tendo sido bem nada a ver. Me senti um idiota por ter desconfiado dela, e prometi me desculpar no dia seguinte, embora tenha percebido que também não tinha feito nenhuma cena de ciúmes. Então talvez nem precisasse de desculpa.
Também pensei que, mesmo se a cobra tivesse picado ela, se era tão grande quanto ele dizia, não teria problema de intoxicação. E com certeza o salva-vidas poderia cuidar dela se precisasse. Fiquei feliz que alguém responsável e preparado como ele em primeiros socorros tinha ido com eles.
A única coisa que não entendi foi o que ele quis dizer com "é só um jogo". Fiquei pensando um bom tempo, mas o cansaço pesou e acabei apagando de vez.
Horas depois, acordei com a Susana me acariciando. Ela tinha acabado de tomar banho, e cheirava pra caralho ao perfume do gel de banho. Tava muito séria, até uma lágrima parecia teimosa nos olhos dela, sem cair.
Olhei pra ela, pensativo. Sem saber o que dizer ou fazer, não esperava aquela situação, ainda mais acabando de acordar.
— Desculpa mesmo pela noite passada, amor… — ela disse, sem conseguir me olhar nos olhos—. Não sei o que deu em mim... sei que não é desculpa, mas tava meio bêbada, embora não queira me justificar com isso, mas tava. Na hora curti pra caralho, admito, mas não queria te machucar. Se quiser, posso jurar que nunca mais vou ficar com Carlos, nem com Pedro. E também tenho que te dizer, pense o que pensar, contigo eu curto muito mais, love, porque você eu amo de verdade.
Eu não tava entendendo nada do discursinho. Fiquei pensativo um tempão olhando pra ela. Ela continuava olhando pra baixo. Eu achava ela linda pra caralho.
— Com o Carlos? O que rolou com o Carlos? Ou com o Pedro?
— Love… você sabe… não me faz falar isso em voz alta. Tô morrendo de vergonha.
— Sim, e eu sei o que rolou, não sou burro — falei firme. — Quando o salva-vidas me trancou aqui, no começo achei que ele queria se livrar de mim pra vocês irem todos pra festa. Mas… olha!
Minha mina continuava de cabeça baixa…
— Olha, Susana, olha! — repeti.
— O que você quer que eu olhe? — ela disse, levantando um pouco o olhar.
— Porra, que eu não tô mais queimado! — falei quase pulando de alegria. — Graças ao salva-vidas, tô curado. Devo um pedido de desculpas pra ele, sério. O que eu não entendi é qual é o problema com o Carlos ou com o Pedro…
— Por favor, love, não me faz passar por isso, tô morrendo de vergonha, você já ouviu o que rolou pelo telefone. Se você quiser, prometo nunca mais ver eles.
— Aaah, ok… agora entendi… — falei. — Foram eles que te meteram medo com a cobra, né?
Minha mina ficou quieta por uns instantes. Franzindo a testa, pensativa. Aos poucos, levantou o olhar, até encontrar o meu. A expressão dela mostrou alívio ao ver que eu não tava puto, e ela me deu um sorriso.
Tentou falar alguma coisa, mas calou. Parecia hesitar. No fim, se atreveu a dizer algo:
— Sim, love… eles ficaram me metendo “medo” com a cobra.
— E ela te picou?
— Como?
— A cobra te picou?
— Ehm… sim, um pouco.
— Então são uns idiotas… porque essas coisas não se fazem. Podiam ter te machucado pra caralho… — falei meio alterado.
— Bom… não foi nada, era só uma brincadeira…
— Mas se te picou, isso é sério, né?
— Já, mas não me machucou, amor, não se preocupa.
— Melhor assim. O salva-vidas, dá uma olhada antes da gente ir, não quero que você corra riscos, meu amor.
—Então, você não vai ficar bravo comigo? —ela disse, esboçando um sorriso.
—Não. Por que eu ia ficar bravo? Me irrita um pouco que seus amigos sejam tão idiotas, mas tudo bem, também não vou ficar puto.
—Você tem certeza que não tá bravo? —insistiu, como se não acreditasse.
—Que não, chata…
—E… você não se importaria se eu voltasse a ficar com eles…?
—Voltar a "ficar" com eles…? —perguntei, enfatizando a expressão.
—É, tipo, sair com eles, e sabe… no geral… Não só com o Carlos ou o Pedro. Bom, com o Nacho também, mas não só com ele, com todos… você sabe…
Ela parecia nervosa, eu achava graça de ver ela assim, ela sempre fica muito safada quando fica desse jeito.
—Claro, bobinha… você sabe que confio em você.
Ela se jogou em mim pra me abraçar e me encher de beijos no rosto.
—Ah, amor, você é um anjo…
8 – Antes de irmos
Depois de me reencontrar com a Susana, voltamos pro nosso lote pra começar a arrumar as coisas.
A gente tinha umas duas horas antes de pegar o ônibus. Nossos vizinhos não estavam. Minha namorada me disse que eles tinham ido pra praia, mas que não tinha problema porque ela já tinha se despedido deles.
Eu, pra ser sincero, fiquei meio decepcionado porque teria gostado de esfregar na cara deles terem assustado minha namorada com uma cobra e depois deixarem ela ser picada, mesmo que não fosse venenosa.
Mas foi até melhor assim, porque não ia querer fazer um escândalo na frente da Susana,
principalmente depois de como a gente tinha se reconciliado naquela manhã.
Perguntei pra Susana se a picada de cobra ainda doía. Ela, meio evasiva, dizia que não, que eu não me preocupasse. Mas isso só fazia eu me preocupar mais. Quando terminamos de fazer as malas, pedi por favor que, antes de irmos, a gente fosse ver o salva-vidas pra ele garantir que ela não corria nenhum risco.
—Mas o que ele tem a ver com isso, se não é médico? —ela dizia, tentando se esquivar.
—Olha pra mim, não tá vendo? —respondi, quase ofendido—. Se conseguiu curar minha queimadura tão rápido, alguma coisa você deve saber, né?
— Já, mas… posso ir ao médico amanhã na cidade.
— Susana, essas coisas podem ficar bem sérias, e você não pode esperar tanto tempo. Se tiver algum veneno, tem que se tratar agora, cada hora conta!
No final, ela não teve escolha a não ser me ouvir. Carregando nossas mochilas, fomos até a piscina, onde sabíamos que o salva-vidas estaria. Contei tudo e pedi, por favor, se ele podia dar uma olhada na Susana antes de irmos, pra garantir que não corria perigo. Me irritou um pouco que no começo ele começou a rir, como se eu tivesse contado uma piada. Mas depois ficou mais sério quando viu que eu falava sério.
Susana e ele trocaram uns sorrisos cúmplices quando ele me perguntou se eu queria mesmo que ele examinasse a picada de cobra da minha namorada. Mas eu continuei sem entender por que ele custava tanto a me compreender.
Ele nos levou para a mesma enfermaria onde eu tinha passado a noite. Entramos todos e ele trancou a porta ao fechar, suponho que pra evitar alguma visita inoportuna enquanto cuidava de examinar minha mina. Lá dentro, pediu pra Susana sentar na maca, e ele foi lavar as mãos de um jeito bem profissional. Sinceramente, só faltava o jaleco pra parecer um médico de verdade, o que me dava bastante confiança, embora na real ele estivesse só de sunga vermelha de uniforme e umas havaianas.
— Então te picou uma cobra, hein…? — continuou, falando com ela.
— É… — disse Susana, que quase soltou uma gargalhada, acho que de nervoso.
Coitadinha, às vezes ela fica assim quando fica muito nervosa e dá uma risada boba.
— Não se preocupa, Susaninha, que o salva-vidas sabe o que fazer, meu amor… — falei pra dar confiança.
— Vamos ver, onde foi que a cobra te picou…? — perguntou ele.
— Aqui embaixo… — disse minha namorada, apontando vagamente pra saia do vestido branco de verão dela. —Onde?
—Aqui… no meio… — e Susana apontou de novo através do vestido.
—Vamos, Susana, mostra pra ele que assim não vamos a lugar nenhum — falei, impaciente.
Susana foi levantando o vestido aos poucos até deixá-lo amassado na altura da barriga.
—Onde a cobra te picou, coração? — perguntou o socorrista.
Me irritava que ele continuasse falando com ela de um jeito tão íntimo, mas não era o mais importante naquele momento, então não falei nada. Susana não disse nada, só levou um dedo bem no centro da calcinha branca dela, abrindo as pernas ao mesmo tempo pra ele ver melhor.
—Aqui…? — ele disse, aproximando um dedo pra apalpar a área afetada diretamente.
—Aham… — minha namorada falou baixinho, e então soltou uma espécie de gemido.
—Deve ser aí! Parece que ainda dói… não é, meu amor? — me animei a dizer.
—É… — ela respondeu quase sem voz, bem tensa, segurando a “dor” enquanto o socorrista continuava apalpando no meio da virilha dela.
—Então vamos ter que inspecionar a área, senhorita — o socorrista disse de um jeito bem profissional.
Susana levantou a bunda pra deixar o socorrista tirar a peça branquinha que impedia de ver a picada. Já sem a calcinha, o doutor improvisado pediu pra ela se colocar com a bunda bem na borda da maca, com as pernas bem abertas e os joelhos dobrados. Eu pude ver como a bucetinha da Susana estava bem inchada e meio avermelhada.
—Olha! Deve ter sido aí que a cobra picou, porque nunca vi ela assim! — falei preocupado.
O socorrista só continuou apalpando a área afetada com uma mão, enquanto minha pobre namorada mordia o lábio tentando não gritar, provavelmente de dor.
—E agora, o que fazer? — perguntei.
—Então, olha, em casos assim, a primeira coisa é chupar o veneno pra infecção não se espalhar mais — o socorrista disse bem sério.
O garoto foi Peguei um banquinho que tinha perto de uma escrivaninha pequena e sentei bem na frente da minha namorada, entre as pernas abertas dela. Minha namorada me olhava com uma cara muito tensa, parecia que realmente tava doendo, e eu sorri de volta pra acalmar ela. Naquele momento, fiquei feliz de ter obrigado ela a olhar aquilo, porque se a gente tivesse esperado até o dia seguinte, com certeza o inchaço teria se espalhado ainda mais.
O socorrista enfiou a cara entre as pernas da Susana e, como se faz com picadas de cobra, começou a chupar pra tirar qualquer resto de veneno que pudesse ter ficado dentro. A coitada começou a gritar, devia doer pra caralho, então, pra mostrar solidariedade, cheguei perto dela e ofereci meu braço pra ela se apoiar enquanto o socorrista cuidava dela.
Susana me olhou, e vi que uma lagriminha escorria de um dos olhos dela, e com um olhar cheio de amor, ela se agarrou com força em mim enquanto aguentava as chupadas do socorrista bem ali onde a cobra tinha picado.
Depois de alguns minutos, o cara parou, e eu vi que os lábios dele estavam bem molhados de tanto sugar o veneno. Aí ele disse:
— A infecção tá se espalhando pra dentro também… consegui sentir com a língua… — ele fez uma pausa pra enxaguar a boca com um dos antebraços peludos dele —. Infelizmente, vou ter que fazer uma inspeção mais profunda, pra ver até onde vai…
— O que for preciso, mas ajuda ela, igual você me ajudou com minha queimadura — pedi.
Ele sorriu enquanto concordava e se preparava pra enfiar uns dois dedos na rachadura inchada da minha namorada. Susana me olhava com a cara desfigurada e se agarrava o mais forte que podia no meu braço enquanto era inspecionada.
— Então, infelizmente não consigo alcançar o fundo. Vou precisar de algo mais comprido pra determinar até onde a infecção se espalhou.
— E como você vai fazer isso? — perguntei, curioso.
— Olha, normalmente num hospital eles têm um instrumentos adequados, mas aqui só temos o básico, então quando precisa agir numa emergência como agora, tem outros procedimentos...
Ele não parava de enfiar vários dedos, tentando tocar o mais fundo possível, mas isso só fazia com que a Suanita soltasse mais e mais gritinhos que ela tentava abafar sem muito sucesso.
— Tanto faz, mas faz alguma coisa porque olha como a coitada grita de dor. Não quero que nada aconteça com meu amorzinho, por favor...
Então o socorrista, num piscar de olhos, desfez o nó da sunga e deixou ela cair aos pés dele, exibindo uma ereção bem notável que me surpreendeu.
— Ei! Nem ousa usar isso... — comecei a reclamar, mas ele me cortou na hora, como se estivesse puto.
— Você quer curar ela ou não? Porque é isso que tem, e a gente precisa agir agora antes que a infecção atinja algum órgão vital, tá bom?!
— Mas é que com o pau... parece meio estranho... — falei baixinho.
— Precisa apalpar a área diretamente pra avaliar a gravidade... — ele disse, um pouco mais calmo —. Eu sei que parece pouco ortodoxo, mas é assim que a medicina sempre fez tradicionalmente antes de ter instrumentos mais modernos. O tato é essencial pra determinar o tamanho da inflamação. É igual aquela parada do boca a boca, parece estranho, mas é assim que se age numa emergência...
— Tá bom, tá bom... o que for preciso — me rendi, convencido.
Aos poucos, o socorrista foi se aproximando, e devagar, foi penetrando ela. Minha namorada, com certeza morrendo de vergonha porque não ousava olhar na minha cara, se agarrou em mim enquanto aquele pedaço de carne entrava nela. Me senti meio mal porque era bem maior que o meu, e claro, ela não devia estar acostumada com um negócio daquele tamanho. Amaldiçoei aqueles moleques por terem feito ela passar por esse aperto.
— Coitada, meu amor, quanto tá doendo... — falei pra acalmá-la, acariciando o cabelo dela.
— É... tá tudo inflamado até o fundo... — disse o socorrista, que ia entrando e saindo como em círculos lentamente pra inspecionar cada cantinho da intimidade da minha namorada.
—E agora, o que tem que fazer? — perguntei.
—Por sorte, tenho aqui um ungüento que serve justamente pra esse tipo de picada, mas vou ter que aplicar e esfregar bem em toda a área afetada.
Na sequência, ele se separou da Susana e foi até um armário cheio de várias garrafas e medicamentos de primeiros socorros. Procurou por um segundo e, no fim, pegou algo que me pareceu um simples pote de hidratante.
—Ei... isso parece creme hidratante... — falei, meio desconfiado.
—É que o medicamento vem em frascos muito grandes, então a gente distribui nesses potes que sobram pra aplicar mais fácil.
—Ah... tá, bem inteligente...
—É... — respondeu com uma risadinha meio convencida—. Como eu tava dizendo, vou ter que aplicar o produto em toda a área afetada, inclusive por dentro.
O socorrista despejou um jato daquele ungüento na mão e começou a esfregar na buceta inchada da minha namorada. Não sobrou um cantinho, e ele fez isso de forma tão completa que, quando terminou, tava tudo coberto por uma fina camada branca. Aí ele jogou outro jato daquela loção na mão e passou no pau inteiro.
—Agora... agora tenho que colocar a pomada pra dentro... — falou, meio nervoso.
Enfiou sem cerimônia, pra conseguir chegar no fundo da infecção.
—Tem que esfregar bem forte pra fazer efeito... — disse pra mim, e começou a entrar e sair com força.
De tanto esfregar, fazia a maca inteira balançar. O vestido da Susana não parava de cair pra frente e atrapalhar o trabalho do socorrista, então ele me pediu pra tirar. Como minha mina não tinha previsto a parada na enfermaria, não tinha colocado sutiã, então ficou completamente pelada.
A coitada não parava de gritar, e com a violência que o socorrista esfregava a pomada lá dentro, os peitões enormes dela balançavam pra todo lado. de um jeito que me hipnotizava. Me senti mal porque fiquei um pouco excitado vendo ela, e me disse que era um tarado por ficar de pau duro enquanto a coitada tava sofrendo.
— Se tá doendo muito, coitadinha… — murmurei.
— Não… não se preocupa… — disse o socorrista, meio sem fôlego, sem parar de se mexer — Já… já vai ver que depois do tratamento… passa…
— Claro, claro — falei — Confio plenamente em você. O creme que você me deu ontem curou minha queimadura maravilhosamente…
O tratamento durou um tempão, pareceu uma eternidade. Susana se agarrava cada vez mais forte no meu braço enquanto não parava de gritar, tanto que me deixou umas marcas com as unhas.
— Já tá quase… mmm… é… já tá quase… — disse o socorrista meio alterado — Quase chego no fundo… tem que esfregar forte… senão não faz efeito… mmm… mais um pouco…
Susana esmagou o rosto contra o meu, segurando os gritos. Agora ele tava metendo bem rápido e minha mina se mexia muito na maca. Então, pra ela não se mexer tanto e poder continuar o tratamento, o socorrista agarrou ela pela cintura pra segurar. Conforme continuava, as mãos dele foram subindo, colocando elas sobre os peitos dela, impedindo também que eles balançassem pra todo lado, o que eu entendo que podia ser uma distração.
— Isso… isso… já tá quase! — gritou o socorrista — Isso…
Aí ele parou de repente. Tinha acabado o tratamento e não quis se aproveitar da situação nem um segundo a mais, ficando completamente imóvel. Devagarzinho foi tirando o instrumento dele até ficar pendurado, já não tão duro como antes, escorrendo um creme branco. Minha mina tava respirando muito forte pela boca, e me olhava direto nos olhos, exausta.
— Acho que agora… com isso… não deve ter problema nenhum — disse o socorrista pegando a sunga dele no chão e vestindo de novo.
A pomada começou a vazar pra fora da rachinha da minha mina em bastante quantidade. Achei estranho porque não me lembrava dele ter colocado tanto. —Ei, o creme tá vazando pra fora. Não tem problema? —perguntei meio preocupado.
—Ehm… não… —disse o salva-vidas—. O importante era esfregar…
—Você tá melhor, amor? —perguntei.
—Sim… muito melhor —disse ela, meio envergonhada.
—Viu? Já te falei… —disse o cara com um certo desdém.
Voltando ao normal, minha namorada se vestiu de novo, enquanto eu não parava de agradecer ao salva-vidas por ter curado a picada dela.
Antes de ir embora, perguntei se precisava seguir algum cuidado ou tratamento especial, e ele respondeu que sim, que era muito importante eu não penetrar ela por pelo menos uma semana pra área se curar direito. Depois começou a rir enquanto se despedia da gente, o que me fez duvidar se ele tava falando sério ou se era brincadeira. Mas é claro que não quis arriscar e cumpri à risca.
Dormimos quase toda a viagem de volta pra cidade, e embora estivesse triste porque aquelas férias curtas tinham acabado, fiquei com uma sensação de bem-estar, porque o que vivi com a Susana nesses dias acho que nos aproximou mais um do outro. Fiquei observando ela dormir por um tempo, pensando em como eu a amava, e me senti o homem mais sortudo do mundo.FIM
Quando terminamos de jantar, o salva-vidas deu uma olhada no meu tronco vermelho e, meio preocupado, decidiu me levar pra enfermaria. Era uma casinha perto da piscina, com uma maca, uns materiais médicos e quase nada mais. Ele passou um pouco de creme hidratante nas minhas costas, e olha que nem tava queimada, e disse:
— Por segurança, vou recomendar que você fique esta noite na enfermaria.
— Mas você não é médico… — respondi.
— Bom, mas tenho treinamento de salva-vidas e minha missão é cuidar das pessoas — ele disse, exagerando.
— Claro… E quem cuida da minha namorada, do jeito que vocês deixaram ela bêbada?
— Não se preocupa, eu cuido — e na mesma hora ele sumiu pela porta, trancando ela com chave atrás de si.
Ele tinha acabado de me deixar trancado. Rapidamente me levantei e tentei abrir a porta, mas não consegui. Tinha uma janela, mas era gradeada por fora. Tentei pelo menos abrir o vidro pra gritar e chamar alguém, mas nada, tava travada. Como uma revelação, meu celular começou a tocar, nem tinha pensado nisso. Com certeza era a Susana, então tirei ele nervoso do bolso, com tanta má sorte que desliguei sem querer.
— Porra! Vou ligar pra ela… — gritei sozinho.
Mas pior ainda, não tinha crédito. Caralho, não dava pra acreditar. Meu celular tocou de novo, era uma porra de uma mensagem da minha namorada:
“O salva-vidas já me disse q vc vai ficar descansando na enfermaria. Acho q já tá dormindo. Beijos doces meu amor. Vamos pra uma jacuzzi natural q esses caras conhecem. Tqmx”
Quase joguei o celular na parede de raiva. Ela meio bêbada e esses caras que a gente mal conhecia levando ela pra uma jacuzzi natural? Que porra era essa? Tentei ligar pra ela em vão, até tentei a cobrar, mas não consegui. Ouvi um carro passar bem perto com eles. lá dentro, e dava pra ouvir as risadas da minha namorada enquanto iam se afastando.
Fiquei meia hora com o olhar perdido na janela, sem piscar. Ficava repetindo pra mim mesmo: "ela vai controlar, vai controlar...". Fiquei assim um tempão até que o celular tocou de novo. Era a Susana, e dessa vez consegui atender...Ela narra:Que pena enorme do meu namorado. O "Soco" falou que ele tava bem, mas que recomendou ele passar a noite na enfermaria pra se recuperar. Tava morrendo de dó dele. Liguei, mas ele desligou, acho que tava tentando dormir, coitado. Os caras, que me viram triste, me chamaram pra ir com eles pra um jacuzzi natural que conheciam pra me animar. Falaram que não adiantava ficar se lamentando, e que eu tentasse aproveitar o momento e passar um tempo legal com eles. Acabei aceitando, com a condição de não voltarmos muito tarde desse lugar.
Entramos no carro e partimos pra lá. Mas quando tínhamos uns minutos de estrada, pedi pra pararem:
—Gente, esqueci meu biquíni! Dá pra voltar pegar?
Nacho, que tava dirigindo, respondeu:
—Nada… relaxa. Além disso, não daria tempo de voltar, olha que horas são.
Mesmo não sendo tão tarde, achei que o Nacho tinha razão. Eles eram tão gente boa que era impossível negar qualquer coisa pra eles.
Finalmente chegamos num lugar que era realmente incrível, valeu a pena ter ido com eles. Como aquela noite tinha lua cheia, quando apagamos as luzes do carro dava pra ver o suficiente pra andar pelo lugar sem tropeçar. Como eles disseram, a poucos metros tinha uma espécie de jacuzzi natural, um espaço protegido entre as rochas que enchia de água do mar por um tipo de canal.
Os caras só tiraram as camisetas e foram entrando um por um na água. Todos, menos o Nacho, que ficou do meu lado me olhando.
—Não vai entrar, Susaninha? —ele disse.
—Já falei que preciso do biquíni pra me banhar, e não quero molhar minha roupa, que deve estar bem fria aí dentro.
—Relaxa… Olha, entra sem roupa e assim não molha nada. O que acha? —ofereceu o Carlos de dentro da água.
—Poxa, é que tenho muita vergonha. Se pelo menos meu namorado estivesse aqui…
—Bom, é… você tem razão. Essas coisas só se fazem com gente de confiança… —disse Nacho, meio sem graça, os outros concordaram com a cabeça.
—Pô, Nacho… não fala isso… — eu abracei ele, e ele me envolveu com os braços fortes dele —. Vocês são pessoas incríveis… mas não acho certo…
—Então tá decidido, ou todo mundo ou ninguém — Nacho deu a palavra final —. Vamos voltar pro acampamento.
—Pô, galera, não sejam bestas… — na real, com esse comentário ele já tinha me convencido, éramos tão amigos que preferiam não se banhar a me deixar de fora —. Tá bom, vou dar um mergulho rápido, mas não olhem enquanto eu tiro a roupa.
Todo mundo comemorou minha decisão. Que pena que meu namorado não tinha vindo, o lugar era lindo e ele ia amar. Me despi enquanto eles tapavam os olhos com as mãos. Rapidinho entrei naquele jacuzzi natural maravilhoso e avisei que já podiam abrir os olhos. A água estava fria no começo. Senti meus bicos endurecerem.
As pedras permitiam sentar e a água ficar na altura do peito. Se eu deitasse um pouco, a água batia no queixo. No fim, estávamos todos no jacuzzi, comentando como a água era fresca. Eu tinha que tomar cuidado porque a água mal cobria meus peitos, e com o movimento às vezes baixava demais pra minha zona de conforto. Mas também não era tão chamativo, já que com a luz fraca não dava pra ver muito, e menos ainda o que ficava debaixo d'água.
Eu me sentia maravilhosamente bem, embora de vez em quando ficasse incomodada por ser a única mina, rodeada de caras, e ainda por cima completamente pelada. Tentava não pensar muito nisso, afinal eram bons amigos e eu confiava neles de olhos fechados. Não eram uns tarados nem nada do tipo.
Carlos estava sentado à minha direita, e parecia muito mais relaxado. Parecia que o momento ruim que a gente tinha passado de manhã, aquele incidente chato quando passei o protetor nele, já não tinha mais importância nenhuma.
Nacho estava sentado à minha esquerda, e embora com ele também tivesse tido um encontro bem constrangedor naquele mesmo dia, sentia que qualquer possível ressentimento tinha se dissipado. Eu me sentia tão feliz por estar rodeada de amigos tão bons…
Fechando o círculo estava o Pedro, com quem também não parecia haver nenhum rancor, apesar do pequeno perrengue que passamos juntos quando trombei com a ereção dele enquanto brincávamos no mar. E por último o salva-vidas do camping, "Soco", como eu o chamava carinhosamente, um cara muito gente boa e que desde o primeiro dia foi um amor com a gente, tanto com meu namorado quanto comigo.
Na real, o Soco teve uma ideia genial, ou pelo menos foi o que todo mundo achou. Ele disse que era injusto eu ter que ficar pelada e eles poderem continuar vestidos. Que o mais democrático era todo mundo ficar nu junto comigo. Eu não me opus, embora realmente não achasse que tivesse tanta importância. Mas entendi como um puta gesto da parte dele. Esses caras não se cansavam de me mostrar como eram bons amigos.
O Carlos fez uma espécie de sinal que eu não entendi muito bem. Algo como "peraí, galera", mas não fazia muito sentido. Ele começou a se remexer pra tirar o sungão, e pelo que parecia, não conseguia tirar. O resto de nós ficou na expectativa, e eu não acreditava que ele fosse tão sem jeito.
—Desisto… —disse ele finalmente—. Susana, escuta, não consigo tirar nessa posição, é que isso é pequeno demais, e sentado assim eu escorrego…
Então ele se levantou e fez menção de tirar. Eu tampei o rosto, toda envergonhada. Não podia ver aquela barra de carne enorme de novo, nem imaginar depois da vergonha que passei com ele. Ainda bem que o Nacho apelou pro bom senso.
—Não, cara, não tira assim —disse ele—, não seja exibido. Hahaha…
—Ok. Então vou tentar de novo debaixo d'água… —respondeu o Carlos.
Ele se ajoelhou dessa vez, enfiando o corpo abaixo do nível da água, mas ficando bem na minha frente em vez de ao meu lado. Enfiou uma mão debaixo d'água e parecia que alguma coisa o incomodava, porque ele ficou mexendo no nadador com dificuldade. Ficou me olhando diretamente nos olhos, eu sorri com certa indulgência pela incapacidade dele de fazer algo tão simples.
Então notei as mãos dele fazerem contato com meus joelhos debaixo d'água, e as seguraram firmemente. Não sabia o que estava rolando, mas instintivamente levei minhas mãos para trás e as coloquei debaixo da minha bunda, sobre a pedra, como para evitar afundar tendo mais pontos de apoio.
Carlos disse:
— Você vai ter que me ajudar…
Separou suave mas firmemente meus joelhos, deixando minhas pernas bem abertas na frente dele. Isso fez com que eu me deitasse levemente, afundando um pouco mais. Ele se aproximou devagar de mim, se colocando estranhamente numa posição parecida com a do papai e mamãe. Apoiou as mãos na pedra atrás de mim, me rodeando com os braços fortes e ficando bem perto, com os lábios quase colados no meu pescoço.
Levantou a voz suavemente dizendo:
— Susanita, me ajuda, que sozinho eu não consigo…
Eu não entendia nada. A situação teria sido extremamente desconfortável se não fosse porque estávamos entre amigos. Logicamente, tentei ajudar. Coloquei minhas mãos no sungão dele na altura da cintura e comecei a puxar pra baixo. Perder meu ponto de apoio fez com que eu afundasse um pouco mais na água. Ainda bem que o Nacho, todo um cavalheiro, me segurou pela parte de baixo das minhas costas pra eu não afundar de vez.
É verdade que era muito difícil puxar o sungão do Carlos pra baixo, tinha alguma coisa impedindo.
Então percebi o que estava rolando.
— Carlitos, é que primeiro você tem que tirar o nó… — falei compassiva.
— Ah, claro… Que idiota sou… — respondeu ele.
Direcionei minhas mãos pra barriga dele e procurei pela tira do sungão até achar o nó.
Mas percebi que o nó não estava por fora, e sim por dentro. Enquanto isso, o silêncio do resto do grupo era sepulcral, todos na expectativa do que ia rolar.
Tive que meter minha mãozinha dentro do sungão dele pra alcançar o nó. Me deu uma Vergonha tremenda, porque sem querer acariciei a cabecinha macia e molinha do pau dele. Me arrepiei ao sentir o toque dele entre meus dedos, e me senti mal de novo porque podia parecer que eu tava me aproveitando da nossa amizade. Ele soltou um suspiro baixinho, imagino que irritado pelo meu erro.
Me deu uma mordidinha no pescoço, tipo uma chamada de atenção pelo que eu tava fazendo.
Mas me arrepiou toda, meu pescoço é tipo meu ponto fraco. A situação tava ficando erótica demais e eu tava morrendo de vergonha. Sem querer, minhas pernas envolveram ele como por instinto.
Consegui finalmente pegar o nó, desfazer, e mais tranquilamente puxar a sunga dele pra tirar. Foi meio difícil, principalmente porque num ponto minhas mãos já não alcançavam mais pra baixo. A sunga tinha ficado na altura das coxas dele, e se eu quisesse continuar, teria que mergulhar na água.
— Usa as pernas, Susana — ele disse, dando a solução.
Fiz isso, mas cometi um erro grave. E foi que eu mesma me coloquei de novo numa situação desconfortável com meu amigo Carlos. De novo, coitadinho. Ao tentar alcançar a sunga com meus pés, dobrei muito as pernas, e ele teve que me segurar com mais força pra evitar que eu afundasse. Eu, instintivamente, envolvi ele com meus braços pra me segurar. Aí percebi que, acidentalmente, o corpo dele tava se grudando cada vez mais no meu.
No começo, os peitorais dele ficaram na altura do meu rosto, e a virilha dele mal tocava meu corpo. Mas, conforme eu ia descendo a sunga, ele ia se inclinando sobre mim, me ajudando a não afundar. Quando consegui baixar a sunga até os joelhos dele, o corpo dele entrou acidentalmente em contato comigo. O pau dele, especialmente, tava agora encostando na minha pele, deitado inteiro sobre minha barriga. Senti o pau meio molinho, e parecia descansar tranquilamente, seguindo as ondas do meu ventre.
Quando consegui tirar a sunga dele, ele desceu ainda mais sobre mim enquanto se livrava da peça de roupa aos seus pés. O pau dele tinha percorrido o caminho desde minha barriga até se posicionar diretamente em contato com minha bucetinha. Pelo caminho, e com certeza por causa do movimento infeliz de quadris que tive que fazer para ajudá-lo a tirar a sunga, ele ficou extremamente duro.
Eu até aquele momento achava que a água fria causava o efeito contrário.
As mãos dele me seguravam firmemente por trás. O frio tinha passado pra mim, e esqueci se senti frio em algum momento. Com o vai e vem das ondas, ou pelo menos foi o que me pareceu, o corpo dele se movia suavemente sobre o meu. Durou só alguns instantes, mas meu coração começou a bater a mil por hora. A cada movimento, o pau duro dele deslizava por cima da minha intimidade. Minhas pernas, como se tivessem vontade própria, se apertaram de novo em volta das dele.
Acho que se eu tivesse bebido um pouco mais naquela noite, não teria tido a coragem de fazer o que fiz em seguida, e quem sabe o que teria acontecido. Ao sentir a cabeçona do pauzão dele passear perigosamente pela entrada da minha buceta, consegui usar minhas mãos para empurrá-lo devagar e afastá-lo para o centro da hidromassagem.
O resto do grupo pareceu voltar à vida de repente. O silêncio começou a se dissipar e todo mundo acabou tirando as sungas. Isso sim, ninguém mais teve a ideia de me pedir ajuda. Por um lado, me senti aliviada por não ter que ajudar todo mundo, já que eram meus amigos e eu não podia arriscar colocá-los constantemente em situações constrangedoras como aquelas. Mas por outro lado, me senti meio mal. Talvez de alguma forma eles tinham percebido meus impulsos baixos pelo meu comportamento, e não queriam se sentir usados como o Carlos. Esse pensamento me envergonhou um pouco.
Ainda bem que eles, sempre tão compreensivos, não deixaram de ser muito carinhosos. Apesar de ter espaço de sobra na hidromassagem, o Carlos e o Nacho ficaram coladinhos em mim, fazendo gracinhas pra me divertir. E de quebra, evitando que eu sentisse frio.
—Pô, galera… vocês não sabem algum jogo? — perguntei, porque apesar de tudo, queria compartilhar aquele momento com todo mundo, não só com o Carlos e o Nacho. — Um jogo que a gente possa jogar junto…?
—Bom, eu sei de um… — disse o Pedro. — Mas não sei se vocês vão querer jogar, ou se dá, porque normalmente se joga com prendas, e disso a gente já tá meio mal… Kkkk…
Todo mundo riu junto com ele.
—Ah! Mas pensei numa parada, a gente pode jogar do mesmo jeito — e se levantando de repente, sem avisar nem nada, falou: — Já volto!
Ele ficou de pé na minha frente, e claro que não consegui evitar de olhar pras partes íntimas dele. Também não consegui evitar ficar meio vermelha por causa do tamanho generoso que eu já tinha conhecido de perto. Ele foi até o carro e, meio sem jeito, procurou alguma coisa no porta-malas. Voltou com um objeto escondido na mão, guardando o mistério. Sentou de novo e devagar mostrou o que tinha na mão.
Parecia uma bolinha de pingue-pongue, mas de cor escura, embora não desse pra ver direito a cor.
—O jogo é passar a bolinha pra quem tá na nossa direita, mas usando só a boca. Beleza? — explicou o Pedro, se divertindo. — Normalmente, se a bolinha cair, tem que pagar prenda. Mas como a gente já tá pelado, então… nada.
—Mas alguma prenda tem que ter de castigo, né? Se não, não tem graça o jogo — comentou o Carlos.
—Beleza, então… quem perder a bolinha vai ter que dar um beijinho em quem ia receber — disse o Pedro.
—Ei! — protestou o Soco. — Mas a gente vai se revezando, porque eu não quero ficar o tempo todo beijando esse cara… Kkkk…
Todo mundo riu e a gente acabou aceitando as regras do jogo. Mas não sem uma certa resistência, porque não me pareceu uma ideia muito boa. Eu imaginava que meu namorado ia ficar com ciúmes se descobrisse. Mas fazer o quê, não queria ser a estraga-prazeres do grupo.
A gente começou a rodada. O Soco passou a bolinha pro Pedro com a boca sem dificuldade nenhuma. O Pedro passou pro Nacho, que ficaram ali ponto de ter que se beijar, mas no final não rolou. Eu estava me divertindo com o jogo, embora teria sido mais divertido se eles tivessem que se beijar.
Então Nacho chegou perto do meu rosto, apoiando a mão na minha perna debaixo d'água, pronto pra me passar a bolinha. Abri os lábios e, por costume, fechei os olhos. Senti o contato direto dos lábios dele beijando os meus. Todo mundo riu do erro do Nacho, e eu também ri um pouquinho, pra ser sincera. A bolinha tinha caído bem antes e nem me deu chance de tentar pegar. Como o pobre Nacho era desastrado, já tinha me mostrado isso nos vários incidentes daqueles dias.
— Poxa, desculpa… Agora tenho que te beijar como prenda — ele disse então.
— Kkkk… que idiota você é! Mas se você acabou de me beijar! — protestei.
Ele não comentou nada. Se aproximou de mim devagar, com a mão ainda na minha coxa. Soltou só pra acariciar meu rosto. Pensei no meu namorado e me arrepiei. A mão forte do Nacho foi pra minha nuca, segurando minha cabeça de leve. Os lábios dele chegaram perto dos meus até roçar. Suspirei baixinho, antecipando o que vinha.
Ele me beijou de um jeito meigo e doce. Pra ser sincera, foi até bonito. Fiquei meio com cara de boba. Não imaginava que ele beijasse igual um dos colegas dele. Então Nacho me entregou a bolinha, me trazendo de volta à realidade.
— Tive uma ideia — disse Carlos —, deixa a bolinha na água, Nacho.
Nacho olhou pra ele com cara de quem não entendeu nada.
— Como só pode usar a boca, você tem que pegar ela na água depois de errar — explicou Carlos.
Seguindo as instruções, Nacho deixou a bolinha flutuando na água na frente dele. Me inclinei pra pegar. Os outros, de brincadeira, mexiam a água, o que deixava bem complicado encaixar meus lábios em volta da maldita bolinha. Finalmente consegui, e me virei pra passar pro Carlos, que ainda estava à minha direita. Me aproximei um pouco do rosto dele, era complicado fazer tudo isso sem tirar muito o corpo da água e sem escorregar.
Carlos também se aproximou de mim, e tentou me segurar para se manter estável enquanto a gente passava a bolinha. Mas ele fez isso tão suavemente, acariciando minhas costelas de um jeito bem devagar, que me deu uma certa cócega e, claro, a bolinha foi parar na água de novo. Dessa vez, ela ficou flutuando na frente do Carlos.
— Puxa… então você tem que pegá-la — ele disse enquanto acariciava meus lábios com os dedos —. E você já sabe como, né Susi?
Pra fazer a brincadeira, Carlos pegou a bolinha e afundou ela na água bem na frente dele. Aí ele deve ter soltado, porque ela apareceu de novo na superfície, só que dessa vez estava toda molhada e brilhante. Com a pouca luz, mal consegui reconhecer a forma redondinha dela, e me pareceu que era maior do que antes. Além disso, Carlos tinha se posicionado de um jeito meio estranho que eu não entendi direito.
Aproximei meus lábios da bolinha, abrindo eles pra poder envolvê-la. Os caras mexeram a água de novo pra fazer a brincadeira. Mas, estranhamente, dessa vez foi bem mais fácil porque a bolinha não se mexeu tanto. Na primeira tentativa, consegui fazer contato. Meus lábios acariciaram por um momento a superfície da bolinha. Senti que a textura era meio diferente, e a temperatura também. Imaginei que fosse porque o Carlos tinha segurado ela um tempo debaixo d'água.
Comecei a envolver ela com a boca pra pegar, mas, por algum motivo, não conseguia levantá-la. Ela escapava toda hora entre meus lábios. Desconfiei que o Carlos estava segurando ela por baixo pra dificultar. Tentei de novo, mas dessa vez enfiei a bolinha um pouco mais pra dentro da boca, apertando ela forte entre os lábios e até sugando pra não escorregar. Mas nada. O Carlos não soltava.
— Ei, não vale segurar a bolinha por baixo, né? — falei, levantando o olhar pra ele.
Ele não respondeu, estava muito sério e mordendo o lábio inferior. Achei que era parte do jogo, então me abaixei e tentei de novo, dessa vez sugando ainda mais forte. Por algum motivo, o silêncio estava sepulcral de novo. Percebi que minha posição não era adequada pra tarefa, e sem soltar a bolinha, me virei e passei de estar sentada e curvada pra direita a me apoiar com os joelhos e as mãos no fundo da jacuzzi, bem na frente do Carlos.
Isso ia me permitir fazer melhor e finalmente conseguir pegar a bolinha. Carlos bufava forte, parecia que ele também tava fazendo um esforço danado pra segurar a bolinha debaixo d'água.
— Muito bem, Susi… você tá conseguindo… — ele me incentivava com a voz entrecortada.
Abri mais a boca pra envolver melhor a bolinha. Tava dando um trabalho danado, parecia que ela tinha inchado com a água. Continuei sugando bem forte quando, de repente, senti uns braços me empurrando pra trás. Era o Pedro, que puxou forte meus quadris, fazendo com que eu ficasse sentada em cima dele. Vi a bolinha flutuando ali, e o Carlos, que parecia estar bem cansado.
— Já chega, Carlos, acho que você tá exagerando — ele repreendeu o Pedro.
— É só um jogo… — respondi pra acalmar ele —. Não vamos brigar.
Carlos não dizia nada. Só segurava a bolinha, completamente sério. Não sei se ele tava puto com o Pedro, então me ocorreu falar:
— Pedrinho, se quiser, pega você, porque eu não consigo.
Todo mundo começou a rir como se eu tivesse contado a piada mais engraçada do mundo.
— Nem por todo o ouro do mundo! — ele disse, rindo.
Naquele momento, percebi que ainda tava sentada em cima do Pedro, montada na perna esquerda dele. As mãos dele continuavam nos meus quadris, me puxando pra trás de leve. Eu tinha que manter o tronco debaixo d'água pra não deixar meus peitos de fora, o que deixava minha postura meio estranha. Se eu me inclinasse um pouco mais pra frente, teria ficado quase de quatro, com o Pedro atrás me segurando pela quadris.
Eu gostava da sensação. Por algum motivo estranho, me sentia bem com Pedro me protegendo de um jeito tão carinhoso. Ele era tipo o mais maduro do grupo, ou pelo menos o menos doido.
Soco do meu lado não dizia nada, e Carlos e Nacho nos observavam de frente, pareciam meio tensos com a situação.
Aí comecei a sentir na minha bunda o que claramente parecia ser a virilha do Pedro. Mas o que que esses caras tinham com essas ereções involuntárias nos momentos mais errados? Decidi aliviar o clima de qualquer jeito.
— Será que meu namorado tá bem? — falei. — Queria ligar pra ele pra saber como ele tá…
— Certeza que tá de boa, não se preocupa… — disse Pedro sem me soltar.
As mãos dele subiram um pouco até minhas costelas, roçando a parte de baixo dos meus peitos, e ele começou a me fazer cócegas, fazendo palhaçada. Claro que comecei a rir e a me mexer sem querer em cima da perna dele. Espero que não desse pra perceber que, com tanto movimento, minha intimidade pelada tava em contato com a pele da perna musculosa dele.
Enquanto ele continuava com as cócegas, fui sentindo o pau dele apertando mais forte entre minhas nádegas. Ele empurrava entre elas, ameaçando meu cu apertado de um jeito perigoso. Entre as cócegas que ele fazia e a pressão do pinto dele, fui forçada a relaxar um pouco. Quando senti ele afundar de leve dentro de mim, descobri o quanto eu tava gostando daquilo. Não podia ser, de novo nessa situação. Tinha que parar ele, então insisti na história do meu namorado pra sair dessa.
— Por favor, peguem meu celular no carro, quero falar com ele — falei meio tensa, tentando não rir por causa das cócegas e disfarçar o que tava rolando.
— Beleza, vou pegar o celular — disse Soco.
— Viu? Eu aguento cócegas se quiser… — falei pra Pedro, desafiando, meio com duplo sentido pra ver se ele entendia que eu podia resistir ao pau dele.
— É? Aguenta bem cócegas, Susana? — perguntou Carlos de repente. que parecia ter voltado à vida.
—Perfeitamente —falei, quase sem conseguir segurar o riso—. Se eu rir é pra que o Pedro não se sinta mal. Kkkk…
O Carlos se aproximou até ficar a um palmo do meu rosto. A cara dele era séria.
—Você seria capaz de falar com seu namorado sem ele perceber que eu tô te fazendo cócegas? —disse ele—. Fica sabendo que eu sou muito bom nisso…
—Bom, sei lá… talvez sim. Quem sabe? —falei sem saber muito bem o que responder.
Me parecia uma ideia meio infantil, mas também divertida ao mesmo tempo.
Embora o Pedro tenha demorado pra me soltar, no final me colocaram sentada entre ele e o Nacho, conseguindo me livrar daquela jiboia que ameaçava minha bunda debaixo d'água. O Carlos continuava na minha frente e me encarava, como se estivesse me examinando. Ele partiu pra ação, com as mãos apalpando sem jeito meu corpo debaixo d'água, tentando me fazer rir. Tocou minhas pernas, meus peitos de leve, de novo minhas pernas, que estavam dobradas. Voltou pros meus peitos outra vez, talvez por um segundo a mais que antes. Depois foi pras minhas pernas de novo, dessa vez acariciando primeiro meus joelhos e depois a pele macia das minhas coxas por dentro. Foi subindo devagar até chegar na minha barriga.
O que ele não sabia é que eu tava ficando bem excitada com tanta mãozada. Minhas mãos se agarraram na pele das minhas coxas, como se segurassem a tensão que eu tava aguentando. As mãos dele passaram pras minhas costelas, só roçando, e sem querer eu soltei um sorrisinho.
—Viu? Não me faz cócega nenhuma… —falei forçando a voz.
—Puxa… então aí você não tem cócegas, hein? —disse ele sorrindo.
Ele baixou as mãos até meus quadris e apertou com firmeza, mas de leve. Puxou um pouco eles na direção dele.
—Aqui também não tem, né? —perguntou.
Balancei a cabeça negando, olhando nos olhos dele. Ele puxou mais um pouco meus quadris pra perto dele, fazendo eu me deitar levemente. As mãos dele passaram dos meus quadris pras minhas pernas, acariciando elas. Por algum motivo, ele tava fazendo tudo ao contrário do que Normalmente se faz pra provocar cócegas. Assim a gente não ia chegar a lugar nenhum.
Enquanto acariciava minhas coxas, de vez em quando as mãos dele chegavam perto demais da minha buceta.
Eu tava ficando nervosa demais. As mãos dele apalpavam minhas pernas de novo, por todo lado. De vez em quando apertava, acho que tentando me fazer cócegas, mas a verdade é que cada aperto só fazia eu ficar mais deitada.
— Nada? Não sente nada? — ele insistiu.
— Não... aí também não me faz cócegas...
Eu já tava esquecendo que tinha que falar com meu namorado no celular. Ia ser complicado nessa situação. Tentei buscar um olhar cúmplice do Pedro e do Nacho, mas eles ficaram quietos enquanto o Carlos continuava com os apalpadelas. Na verdade, em alguns momentos tive a impressão de que tinha mais de duas mãos no meu corpo, mas achei que era coisa da minha cabeça.
Uma das mãos dele foi de novo pras minhas costelas e começou a apertar um pouco. Sorri, porque ali parecia que ele finalmente achava as cócegas. Me acalmei ao ver que a brincadeira não fugia muito do roteiro. Mas a outra mão dele pousou direto na minha bucetinha. Só um toque, sem carícias, como se estivesse se apoiando em mim.
Fiquei em choque. Minhas mãos foram direto tampar a dele, num instinto de ninguém ver. Tentei sorrir, mas não consegui. Tentei pedir pra ele parar, mas meu corpo não pedia a mesma coisa. Só consegui morder o lábio olhando fixo pra ele e soltei uma risadinha, acompanhada de um gemidinho quase imperceptível.
— Puxa, parece que aí você tem cócegas, hein? — disse o Carlos.
— Não, aí não... Bom, sim... mas aí não... — gaguejei sem saber o que falar.
A mão dele começou a acariciar minhas partes íntimas devagar. Minhas pernas não obedeceram e se abriram por conta própria, facilitando o trabalho dele. Meus lábios soltaram um suspiro. Minhas mãos já não estavam nas minhas coxas, mas nas do Pedro e Nacho do meu lado. Me segurando neles como uma menina assustada num brinquedo de dar vertigem.
Mordi o lábio inferior de novo.
—Olha só, parece que você sabe segurar o riso mesmo… vou tentar um pouquinho mais.
Os dedos dele começaram a percorrer minha bucetinha, separando os lábios e acariciando direto a maciez entre eles. Não consegui evitar soltar outro gemido abafado. Minhas mãos se agarraram mais forte nas pernas musculosas do Pedro e do Nacho, dessa vez mais perto da cintura deles, enquanto o Carlos continuava fazendo o que ele achava que eram cócegas.
—Vamos ver se você aguenta isso… — ele disse.
Senti a pressão crescente de um dos dedos dele, entrando devagar no meu interior. Eu tava completamente excitada e ele continuava brincando. Minhas pernas envolveram as dele, com ele de joelhos na minha frente. Ele começou a mexer o dedo dentro de mim fazendo círculos. Era um dedo grosso, de mão de homem forte e calejada. O coitado ainda tava tentando me fazer cócegas e eu me perguntava onde ele tinha aprendido a fazer isso.
Dessa vez meu gemido foi perfeitamente audível. Embora tenha soado mais como um gemido de dor.
—Doeu? — perguntou Carlos, todo atento.
—Nãoooh… — consegui responder com um gemido.
O dedo dele saiu delicadamente da minha intimidade. Aliviada porque aquilo tudo tinha acabado. Suspirei tranquila e relaxei um pouco, finalmente. No entanto, estranhei quando notei que a mão que o Carlos apoiava nas minhas costelas, roçando meu peito, desceu até tocar minha bunda. Ele apertou com força e puxou pra cima, fazendo com que eu ficasse ainda mais na horizontal. Minhas pernas continuavam envolvendo as dele. Minhas mãos ainda estavam apoiadas nas coxas do Nacho e do Pedro.
Agora eu podia ver meus peitos cortando a superfície da água, coroados pelos meus mamilos endurecidos. Minha respiração, ofegante, acelerava a cada momento. Carlos, bem perto na minha frente, exibia os peitorais molhados pela água e brilhando sob a luz fraca da lua. A mão esquerda dele segurava minha bunda. A mão direita sumia debaixo da água, segurando algo na profundidade que eu não conseguia ver.
Senti de novo um calor empurrando na minha entreperna. Por um momento, achei que era o dedo dele de novo. Quando começou a pressionar, entendi que era outra coisa, de um tamanho muito maior.
Tentei abrir meus lábios pra explicar que a brincadeira tinha acabado, que assim ele não ia conseguir me fazer cócegas. Mas não disse nada, não consegui.
Então senti o vidro frio do meu celular colado na minha orelha.Ele narra:Passei a última meia hora olhando petrificado pela janela, sem saber o que fazer, sem conseguir ligar pra minha namorada e tentando me convencer de que não era nada, que ela tava bem.
Em meio a um turbilhão de pensamentos de todo tipo, finalmente meu coração deu um salto quando ouvi o telefone tocar. Atendi rápido, era a Susana.
No começo não se ouvia nada, só som ambiente, e achei que ela tivesse me ligado sem querer. Dava pra ouvir passos de alguém andando, como se fosse sobre pedras, e o barulho das ondas do mar ao longe. Escutei uma conversa distante. "Doeu?", perguntou um cara.
"Nãooooh..." ouvi como resposta. Era a voz da minha namorada, meio distorcida.
— Alô? — gritei no telefone.
Ouvi um leve chapinhar de água.
— Alô? Susana? — mas nada, só silêncio—. Responde, porra... Susana.
Senti um barulho leve, como se estivessem passando o telefone de uma mão pra outra. Outro chapinhar de água.
— Alô... — finalmente a Susana respondeu, e depois de uma pausa continuou—, amor...
— O que foi? Onde você tá? Por que não ligou antes? Com quem você tá?
A resposta foi quase um silêncio mortal, e digo quase porque dava pra ouvir um leve vai e vem da água e a respiração ofegante da minha namorada. Percebi que eram perguntas demais, no fim das contas não queria sufocar ela. Não queria brigar com ela.
— Você tá bem, Susana?
— Ahamm... — ela suspirou como se concordasse, e depois ficou quieta por mais um instante—. Hmm... sim, tô bem amor... Não... mmmpf... não se preocupa...
Isso tudo me parecia muito estranho. Parecia que a Susana não tava prestando muita atenção na conversa, como se estivesse ocupada com outras coisas. E eu não entendia por que ela falava com tanta dificuldade.
— Vocês vão voltar logo, amor? — insisti.
De novo aquele silêncio, só aquele som de fundo da água chapinhando ritmadamente.
— O telefone, Soco... ahhh... pega ele... — ouvi minha namorada dizer.
Eu não entendia Nada. Depois o som da água batendo foi se afastando, ficava cada vez mais distante. Aumentei o volume do meu celular. Ouvia menos claro, mas mais alto. Dava pra escutar algo parecido com minha namorada respirando muito forte. Eu juraria que ela tava como que ofegando.
Assim ficou por uns segundos. Eu ouvia ela respirar forte, gemer. Um silêncio. Gemer de novo. E sempre o barulho da água.
— É… só… um jogo… — disse Susana entrecortado.
— Que jogo? O que vocês tão fazendo? Por que você tá assim tão estranha? — gritei desesperado pro meu celular.
— Aaaah…!!!
Porra, isso tinha sido um grito. Agora sim eu tava preocupado de verdade.
— O que foi isso? O que aconteceu?
— Uma… mmmph… é uma… — Susana não conseguia formar as palavras.
— Uma cobra — ouvi uma voz masculina falar perto do telefone.
Na hora escutei as risadas de vários caras.
— É… uma cobra… amor… — respondeu Susana finalmente.
Ouvi de novo todo mundo rindo.
— Cuidado amor, pra ela não te machucar — falei.
— E venenosa! — disse a voz masculina do outro lado do telefone.
Riram de novo, mas minha namorada não ria e continuava dando uns gritinhos baixos. Coitada, pensei, ela com medo de uma cobra e eles rindo dela e aproveitando pra assustar ela mais.
— Não se preocupa amor, não liga pra eles… — tentei animar ela —. Fica calma.
— Mmm… é… — ouvi ela dizer.
Aí veio um silêncio total. Fosse o que fosse que estavam fazendo, pararam e ficaram completamente quietos. Não tinha barulho de água nem sinal de movimento.
Ouvi alguém grunhir, um dos caras, e Susana suspirou umas duas vezes e respondeu como se estivesse assustada.
— Ela é muito grande? — perguntei sério.
— Não… grande? O quê…? — ela mal conseguia falar.
— A cobra é grande?
Então uma voz masculina disse algo tipo “porra, que talvez ele esteja nos vendo”. Não entendi nada.
— A cobra, Susana, se é muito grande, porque as grandes não têm veneno — insisti.
Riram de novo. rir, já me pareceu que de um jeito quase macabro. Até a Susana estava rindo junto com eles agora. Parece que eu disse algo engraçado, mas não vi graça nenhuma no fato de estarem brincando com uma cobra.
— Agora dá você com a cobra, Pedro — ouvi alguém dizer.
O barulho da água voltou a se ouvir, junto com os suspiros da minha namorada, acho que de medo da cobra. Malditos filhos da puta, assustando uma pobre coitada indefesa com uma cobra, e ainda com o perigo que elas têm. Tomara que no final ela não fosse picada e tudo.
— Sim… sim… meu amor… aaah… — suspirou Susana.
— O que foi, Susana? — perguntei preocupado.
— Essa é bem grande… mas não… não me…
Ela não disse mais nada por um momento, e agora o barulho da água se ouvia mais perto.
— Não te o quê, amor?
— Porra, mas que grande! — disse quase gritando, quase histérica.
Realmente deviam estar metendo um baita medo nela pra ela ficar assim, os putos.
— Sim, você já me disse isso, amor, que é grande. Mas não te o quê…?
— Susana… fala pra ele que… oohh… — era a voz de um garoto dessa vez, entrecortada —. Fala pra ele que não… te faz… mal…
— Amor… — agora era a Susana de novo —. Não… me faz… mal…
— Porra, e por que você tá assim? Você tá muito estranha…
— É só uma brincadeira…
— Que brincadeira? Do que você tá falando?
Minha pergunta ficou sem resposta de novo. O barulho ambiente parecia muito distante, como quando alguém tampa o microfone do telefone com a mão. Acho que era uma distorção da ligação, porque ainda dava pra ouvir a Susana gemendo num volume considerável.
Claro que naquele momento os piores medos passaram pela minha cabeça. E a verdade é que eu teria me escandalizado se não soubesse muito bem que a Susana quase não geme quando a gente tá transando, nem nos momentos mais intensos. Isso me tranquilizou, porque sabia que aqueles gemidos eram causados por outra coisa. Talvez a maldita cobra tivesse picado ela, ou talvez fosse só a distorção do telefone.
Fiquei muito mais Tranquilo, nem duvidei que era uma dessas duas coisas. O som da bateria do celular me avisou que a ligação ia cair logo.
— Preciso desligar, a bateria tá acabando — consegui falar—. Por favor, volta logo.
— Fica de boa, mano, já tamo terminando aqui — disse uma voz masculina que reconheci como a do salva-vidas.
Ouvi a Susana gemer bem alto, e me assustei de novo.
— O que aconteceu? — perguntei.
— Porra, vocês não têm jeito… — ouvi o salva-vidas falar—. Nada, bom, acho que a cobra picou ela, mas não se preocupa que a gente já vem.
Aí a ligação caiu.
Mais calmo, me deitei na cama da enfermaria, mesmo a ligação tendo sido bem nada a ver. Me senti um idiota por ter desconfiado dela, e prometi me desculpar no dia seguinte, embora tenha percebido que também não tinha feito nenhuma cena de ciúmes. Então talvez nem precisasse de desculpa.
Também pensei que, mesmo se a cobra tivesse picado ela, se era tão grande quanto ele dizia, não teria problema de intoxicação. E com certeza o salva-vidas poderia cuidar dela se precisasse. Fiquei feliz que alguém responsável e preparado como ele em primeiros socorros tinha ido com eles.
A única coisa que não entendi foi o que ele quis dizer com "é só um jogo". Fiquei pensando um bom tempo, mas o cansaço pesou e acabei apagando de vez.
Horas depois, acordei com a Susana me acariciando. Ela tinha acabado de tomar banho, e cheirava pra caralho ao perfume do gel de banho. Tava muito séria, até uma lágrima parecia teimosa nos olhos dela, sem cair.
Olhei pra ela, pensativo. Sem saber o que dizer ou fazer, não esperava aquela situação, ainda mais acabando de acordar.
— Desculpa mesmo pela noite passada, amor… — ela disse, sem conseguir me olhar nos olhos—. Não sei o que deu em mim... sei que não é desculpa, mas tava meio bêbada, embora não queira me justificar com isso, mas tava. Na hora curti pra caralho, admito, mas não queria te machucar. Se quiser, posso jurar que nunca mais vou ficar com Carlos, nem com Pedro. E também tenho que te dizer, pense o que pensar, contigo eu curto muito mais, love, porque você eu amo de verdade.
Eu não tava entendendo nada do discursinho. Fiquei pensativo um tempão olhando pra ela. Ela continuava olhando pra baixo. Eu achava ela linda pra caralho.
— Com o Carlos? O que rolou com o Carlos? Ou com o Pedro?
— Love… você sabe… não me faz falar isso em voz alta. Tô morrendo de vergonha.
— Sim, e eu sei o que rolou, não sou burro — falei firme. — Quando o salva-vidas me trancou aqui, no começo achei que ele queria se livrar de mim pra vocês irem todos pra festa. Mas… olha!
Minha mina continuava de cabeça baixa…
— Olha, Susana, olha! — repeti.
— O que você quer que eu olhe? — ela disse, levantando um pouco o olhar.
— Porra, que eu não tô mais queimado! — falei quase pulando de alegria. — Graças ao salva-vidas, tô curado. Devo um pedido de desculpas pra ele, sério. O que eu não entendi é qual é o problema com o Carlos ou com o Pedro…
— Por favor, love, não me faz passar por isso, tô morrendo de vergonha, você já ouviu o que rolou pelo telefone. Se você quiser, prometo nunca mais ver eles.
— Aaah, ok… agora entendi… — falei. — Foram eles que te meteram medo com a cobra, né?
Minha mina ficou quieta por uns instantes. Franzindo a testa, pensativa. Aos poucos, levantou o olhar, até encontrar o meu. A expressão dela mostrou alívio ao ver que eu não tava puto, e ela me deu um sorriso.
Tentou falar alguma coisa, mas calou. Parecia hesitar. No fim, se atreveu a dizer algo:
— Sim, love… eles ficaram me metendo “medo” com a cobra.
— E ela te picou?
— Como?
— A cobra te picou?
— Ehm… sim, um pouco.
— Então são uns idiotas… porque essas coisas não se fazem. Podiam ter te machucado pra caralho… — falei meio alterado.
— Bom… não foi nada, era só uma brincadeira…
— Mas se te picou, isso é sério, né?
— Já, mas não me machucou, amor, não se preocupa.
— Melhor assim. O salva-vidas, dá uma olhada antes da gente ir, não quero que você corra riscos, meu amor.
—Então, você não vai ficar bravo comigo? —ela disse, esboçando um sorriso.
—Não. Por que eu ia ficar bravo? Me irrita um pouco que seus amigos sejam tão idiotas, mas tudo bem, também não vou ficar puto.
—Você tem certeza que não tá bravo? —insistiu, como se não acreditasse.
—Que não, chata…
—E… você não se importaria se eu voltasse a ficar com eles…?
—Voltar a "ficar" com eles…? —perguntei, enfatizando a expressão.
—É, tipo, sair com eles, e sabe… no geral… Não só com o Carlos ou o Pedro. Bom, com o Nacho também, mas não só com ele, com todos… você sabe…
Ela parecia nervosa, eu achava graça de ver ela assim, ela sempre fica muito safada quando fica desse jeito.
—Claro, bobinha… você sabe que confio em você.
Ela se jogou em mim pra me abraçar e me encher de beijos no rosto.
—Ah, amor, você é um anjo…
8 – Antes de irmos
Depois de me reencontrar com a Susana, voltamos pro nosso lote pra começar a arrumar as coisas.
A gente tinha umas duas horas antes de pegar o ônibus. Nossos vizinhos não estavam. Minha namorada me disse que eles tinham ido pra praia, mas que não tinha problema porque ela já tinha se despedido deles.
Eu, pra ser sincero, fiquei meio decepcionado porque teria gostado de esfregar na cara deles terem assustado minha namorada com uma cobra e depois deixarem ela ser picada, mesmo que não fosse venenosa.
Mas foi até melhor assim, porque não ia querer fazer um escândalo na frente da Susana,
principalmente depois de como a gente tinha se reconciliado naquela manhã.
Perguntei pra Susana se a picada de cobra ainda doía. Ela, meio evasiva, dizia que não, que eu não me preocupasse. Mas isso só fazia eu me preocupar mais. Quando terminamos de fazer as malas, pedi por favor que, antes de irmos, a gente fosse ver o salva-vidas pra ele garantir que ela não corria nenhum risco.
—Mas o que ele tem a ver com isso, se não é médico? —ela dizia, tentando se esquivar.
—Olha pra mim, não tá vendo? —respondi, quase ofendido—. Se conseguiu curar minha queimadura tão rápido, alguma coisa você deve saber, né?
— Já, mas… posso ir ao médico amanhã na cidade.
— Susana, essas coisas podem ficar bem sérias, e você não pode esperar tanto tempo. Se tiver algum veneno, tem que se tratar agora, cada hora conta!
No final, ela não teve escolha a não ser me ouvir. Carregando nossas mochilas, fomos até a piscina, onde sabíamos que o salva-vidas estaria. Contei tudo e pedi, por favor, se ele podia dar uma olhada na Susana antes de irmos, pra garantir que não corria perigo. Me irritou um pouco que no começo ele começou a rir, como se eu tivesse contado uma piada. Mas depois ficou mais sério quando viu que eu falava sério.
Susana e ele trocaram uns sorrisos cúmplices quando ele me perguntou se eu queria mesmo que ele examinasse a picada de cobra da minha namorada. Mas eu continuei sem entender por que ele custava tanto a me compreender.
Ele nos levou para a mesma enfermaria onde eu tinha passado a noite. Entramos todos e ele trancou a porta ao fechar, suponho que pra evitar alguma visita inoportuna enquanto cuidava de examinar minha mina. Lá dentro, pediu pra Susana sentar na maca, e ele foi lavar as mãos de um jeito bem profissional. Sinceramente, só faltava o jaleco pra parecer um médico de verdade, o que me dava bastante confiança, embora na real ele estivesse só de sunga vermelha de uniforme e umas havaianas.
— Então te picou uma cobra, hein…? — continuou, falando com ela.
— É… — disse Susana, que quase soltou uma gargalhada, acho que de nervoso.
Coitadinha, às vezes ela fica assim quando fica muito nervosa e dá uma risada boba.
— Não se preocupa, Susaninha, que o salva-vidas sabe o que fazer, meu amor… — falei pra dar confiança.
— Vamos ver, onde foi que a cobra te picou…? — perguntou ele.
— Aqui embaixo… — disse minha namorada, apontando vagamente pra saia do vestido branco de verão dela. —Onde?
—Aqui… no meio… — e Susana apontou de novo através do vestido.
—Vamos, Susana, mostra pra ele que assim não vamos a lugar nenhum — falei, impaciente.
Susana foi levantando o vestido aos poucos até deixá-lo amassado na altura da barriga.
—Onde a cobra te picou, coração? — perguntou o socorrista.
Me irritava que ele continuasse falando com ela de um jeito tão íntimo, mas não era o mais importante naquele momento, então não falei nada. Susana não disse nada, só levou um dedo bem no centro da calcinha branca dela, abrindo as pernas ao mesmo tempo pra ele ver melhor.
—Aqui…? — ele disse, aproximando um dedo pra apalpar a área afetada diretamente.
—Aham… — minha namorada falou baixinho, e então soltou uma espécie de gemido.
—Deve ser aí! Parece que ainda dói… não é, meu amor? — me animei a dizer.
—É… — ela respondeu quase sem voz, bem tensa, segurando a “dor” enquanto o socorrista continuava apalpando no meio da virilha dela.
—Então vamos ter que inspecionar a área, senhorita — o socorrista disse de um jeito bem profissional.
Susana levantou a bunda pra deixar o socorrista tirar a peça branquinha que impedia de ver a picada. Já sem a calcinha, o doutor improvisado pediu pra ela se colocar com a bunda bem na borda da maca, com as pernas bem abertas e os joelhos dobrados. Eu pude ver como a bucetinha da Susana estava bem inchada e meio avermelhada.
—Olha! Deve ter sido aí que a cobra picou, porque nunca vi ela assim! — falei preocupado.
O socorrista só continuou apalpando a área afetada com uma mão, enquanto minha pobre namorada mordia o lábio tentando não gritar, provavelmente de dor.
—E agora, o que fazer? — perguntei.
—Então, olha, em casos assim, a primeira coisa é chupar o veneno pra infecção não se espalhar mais — o socorrista disse bem sério.
O garoto foi Peguei um banquinho que tinha perto de uma escrivaninha pequena e sentei bem na frente da minha namorada, entre as pernas abertas dela. Minha namorada me olhava com uma cara muito tensa, parecia que realmente tava doendo, e eu sorri de volta pra acalmar ela. Naquele momento, fiquei feliz de ter obrigado ela a olhar aquilo, porque se a gente tivesse esperado até o dia seguinte, com certeza o inchaço teria se espalhado ainda mais.
O socorrista enfiou a cara entre as pernas da Susana e, como se faz com picadas de cobra, começou a chupar pra tirar qualquer resto de veneno que pudesse ter ficado dentro. A coitada começou a gritar, devia doer pra caralho, então, pra mostrar solidariedade, cheguei perto dela e ofereci meu braço pra ela se apoiar enquanto o socorrista cuidava dela.
Susana me olhou, e vi que uma lagriminha escorria de um dos olhos dela, e com um olhar cheio de amor, ela se agarrou com força em mim enquanto aguentava as chupadas do socorrista bem ali onde a cobra tinha picado.
Depois de alguns minutos, o cara parou, e eu vi que os lábios dele estavam bem molhados de tanto sugar o veneno. Aí ele disse:
— A infecção tá se espalhando pra dentro também… consegui sentir com a língua… — ele fez uma pausa pra enxaguar a boca com um dos antebraços peludos dele —. Infelizmente, vou ter que fazer uma inspeção mais profunda, pra ver até onde vai…
— O que for preciso, mas ajuda ela, igual você me ajudou com minha queimadura — pedi.
Ele sorriu enquanto concordava e se preparava pra enfiar uns dois dedos na rachadura inchada da minha namorada. Susana me olhava com a cara desfigurada e se agarrava o mais forte que podia no meu braço enquanto era inspecionada.
— Então, infelizmente não consigo alcançar o fundo. Vou precisar de algo mais comprido pra determinar até onde a infecção se espalhou.
— E como você vai fazer isso? — perguntei, curioso.
— Olha, normalmente num hospital eles têm um instrumentos adequados, mas aqui só temos o básico, então quando precisa agir numa emergência como agora, tem outros procedimentos...
Ele não parava de enfiar vários dedos, tentando tocar o mais fundo possível, mas isso só fazia com que a Suanita soltasse mais e mais gritinhos que ela tentava abafar sem muito sucesso.
— Tanto faz, mas faz alguma coisa porque olha como a coitada grita de dor. Não quero que nada aconteça com meu amorzinho, por favor...
Então o socorrista, num piscar de olhos, desfez o nó da sunga e deixou ela cair aos pés dele, exibindo uma ereção bem notável que me surpreendeu.
— Ei! Nem ousa usar isso... — comecei a reclamar, mas ele me cortou na hora, como se estivesse puto.
— Você quer curar ela ou não? Porque é isso que tem, e a gente precisa agir agora antes que a infecção atinja algum órgão vital, tá bom?!
— Mas é que com o pau... parece meio estranho... — falei baixinho.
— Precisa apalpar a área diretamente pra avaliar a gravidade... — ele disse, um pouco mais calmo —. Eu sei que parece pouco ortodoxo, mas é assim que a medicina sempre fez tradicionalmente antes de ter instrumentos mais modernos. O tato é essencial pra determinar o tamanho da inflamação. É igual aquela parada do boca a boca, parece estranho, mas é assim que se age numa emergência...
— Tá bom, tá bom... o que for preciso — me rendi, convencido.
Aos poucos, o socorrista foi se aproximando, e devagar, foi penetrando ela. Minha namorada, com certeza morrendo de vergonha porque não ousava olhar na minha cara, se agarrou em mim enquanto aquele pedaço de carne entrava nela. Me senti meio mal porque era bem maior que o meu, e claro, ela não devia estar acostumada com um negócio daquele tamanho. Amaldiçoei aqueles moleques por terem feito ela passar por esse aperto.
— Coitada, meu amor, quanto tá doendo... — falei pra acalmá-la, acariciando o cabelo dela.
— É... tá tudo inflamado até o fundo... — disse o socorrista, que ia entrando e saindo como em círculos lentamente pra inspecionar cada cantinho da intimidade da minha namorada.
—E agora, o que tem que fazer? — perguntei.
—Por sorte, tenho aqui um ungüento que serve justamente pra esse tipo de picada, mas vou ter que aplicar e esfregar bem em toda a área afetada.
Na sequência, ele se separou da Susana e foi até um armário cheio de várias garrafas e medicamentos de primeiros socorros. Procurou por um segundo e, no fim, pegou algo que me pareceu um simples pote de hidratante.
—Ei... isso parece creme hidratante... — falei, meio desconfiado.
—É que o medicamento vem em frascos muito grandes, então a gente distribui nesses potes que sobram pra aplicar mais fácil.
—Ah... tá, bem inteligente...
—É... — respondeu com uma risadinha meio convencida—. Como eu tava dizendo, vou ter que aplicar o produto em toda a área afetada, inclusive por dentro.
O socorrista despejou um jato daquele ungüento na mão e começou a esfregar na buceta inchada da minha namorada. Não sobrou um cantinho, e ele fez isso de forma tão completa que, quando terminou, tava tudo coberto por uma fina camada branca. Aí ele jogou outro jato daquela loção na mão e passou no pau inteiro.
—Agora... agora tenho que colocar a pomada pra dentro... — falou, meio nervoso.
Enfiou sem cerimônia, pra conseguir chegar no fundo da infecção.
—Tem que esfregar bem forte pra fazer efeito... — disse pra mim, e começou a entrar e sair com força.
De tanto esfregar, fazia a maca inteira balançar. O vestido da Susana não parava de cair pra frente e atrapalhar o trabalho do socorrista, então ele me pediu pra tirar. Como minha mina não tinha previsto a parada na enfermaria, não tinha colocado sutiã, então ficou completamente pelada.
A coitada não parava de gritar, e com a violência que o socorrista esfregava a pomada lá dentro, os peitões enormes dela balançavam pra todo lado. de um jeito que me hipnotizava. Me senti mal porque fiquei um pouco excitado vendo ela, e me disse que era um tarado por ficar de pau duro enquanto a coitada tava sofrendo.
— Se tá doendo muito, coitadinha… — murmurei.
— Não… não se preocupa… — disse o socorrista, meio sem fôlego, sem parar de se mexer — Já… já vai ver que depois do tratamento… passa…
— Claro, claro — falei — Confio plenamente em você. O creme que você me deu ontem curou minha queimadura maravilhosamente…
O tratamento durou um tempão, pareceu uma eternidade. Susana se agarrava cada vez mais forte no meu braço enquanto não parava de gritar, tanto que me deixou umas marcas com as unhas.
— Já tá quase… mmm… é… já tá quase… — disse o socorrista meio alterado — Quase chego no fundo… tem que esfregar forte… senão não faz efeito… mmm… mais um pouco…
Susana esmagou o rosto contra o meu, segurando os gritos. Agora ele tava metendo bem rápido e minha mina se mexia muito na maca. Então, pra ela não se mexer tanto e poder continuar o tratamento, o socorrista agarrou ela pela cintura pra segurar. Conforme continuava, as mãos dele foram subindo, colocando elas sobre os peitos dela, impedindo também que eles balançassem pra todo lado, o que eu entendo que podia ser uma distração.
— Isso… isso… já tá quase! — gritou o socorrista — Isso…
Aí ele parou de repente. Tinha acabado o tratamento e não quis se aproveitar da situação nem um segundo a mais, ficando completamente imóvel. Devagarzinho foi tirando o instrumento dele até ficar pendurado, já não tão duro como antes, escorrendo um creme branco. Minha mina tava respirando muito forte pela boca, e me olhava direto nos olhos, exausta.
— Acho que agora… com isso… não deve ter problema nenhum — disse o socorrista pegando a sunga dele no chão e vestindo de novo.
A pomada começou a vazar pra fora da rachinha da minha mina em bastante quantidade. Achei estranho porque não me lembrava dele ter colocado tanto. —Ei, o creme tá vazando pra fora. Não tem problema? —perguntei meio preocupado.
—Ehm… não… —disse o salva-vidas—. O importante era esfregar…
—Você tá melhor, amor? —perguntei.
—Sim… muito melhor —disse ela, meio envergonhada.
—Viu? Já te falei… —disse o cara com um certo desdém.
Voltando ao normal, minha namorada se vestiu de novo, enquanto eu não parava de agradecer ao salva-vidas por ter curado a picada dela.
Antes de ir embora, perguntei se precisava seguir algum cuidado ou tratamento especial, e ele respondeu que sim, que era muito importante eu não penetrar ela por pelo menos uma semana pra área se curar direito. Depois começou a rir enquanto se despedia da gente, o que me fez duvidar se ele tava falando sério ou se era brincadeira. Mas é claro que não quis arriscar e cumpri à risca.
Dormimos quase toda a viagem de volta pra cidade, e embora estivesse triste porque aquelas férias curtas tinham acabado, fiquei com uma sensação de bem-estar, porque o que vivi com a Susana nesses dias acho que nos aproximou mais um do outro. Fiquei observando ela dormir por um tempo, pensando em como eu a amava, e me senti o homem mais sortudo do mundo.FIM
1 comentários - Acampando com minha gostosa - Parte 3 Final