Depois dos meus vinte e cinco anos, concluí que já estava bem grandinha pra continuar morando com meus pais, então decidi me independer. Trabalhava numa sorveteria que ficava longe pra caralho de casa, e o deslocamento me tomava muito tempo e muito dinheiro, então a situação tava insustentável. Além disso, queria ter meu próprio espaço.
Aluguei uma modesta casa nos fundos que ficava a dez minutos a pé do meu trabalho, e logo me acostumei com a ideia da minha nova vida, da minha solidão, longe do pai e da mãe e da convivência de quarto com minhas duas irmãs mais novas.
A sensação de liberdade foi estranha. Me virar cem por cento sozinha no começo não foi tão fácil quanto imaginei. Não tinha mais ninguém pra fazer as compras, nem as comidas, nem a limpeza. Ter que me encarregar de pagar meus impostos e até lavar minhas calcinhas! Pai e mãe já não estavam mais.
O apartamento era simples, pequeno: cozinha americana, banheiro e um quartinho apertado. No andar de cima, uma área gourmet envidraçada onde ficava o tanque e, do lado de fora, o varal. Nada além disso. Decorei do meu jeito, com plantas e livros, já que gosto de ler. Montei uma salinha com um par de sofás e uma TV pequena.
A construção não era muito convencional. Originalmente, era uma casa grande cujo dono teve a ideia de dividir e fazer duas menores pra ter mais retorno com aluguel. Por isso, não tinha privacidade suficiente com a casa vizinha, e a distância entre as duas era curta demais.
Antes de continuar a história, quero deixar claro que sempre fui uma garota muito normal. Nunca fui de chamar atenção, nem pelo meu jeito nem pelo meu jeito de vestir. Também não tinha o físico pra querer ser uma gostosa. Criada, como vocês devem ter notado, no seio de uma família humilde, meus objetivos de vida se resumiam a encontrar um homem bom que fosse marido e pai dos meus filhos, nada além disso. Era bem retraída, cheia de complexos e pudica com tudo. Em relação a temas sexuais, eu costumava ficar vermelha fácil com qualquer conversa desse tipo. Só tinha transado com dois caras e não tinha beijado na boca mais de seis, talvez sete, se um selinho contar como beijo na boca.
Mas as coisas dariam uma reviravolta inesperada na minha vida, e Adriano e Paula, meus vizinhos na casinha ao lado, seriam os culpados.
Eles tinham uma academia e dava pra ver, eram donos. Por causa dos nossos horários, a gente mal se cruzava de manhã. Adriano era grandalhão, fortão, de pele escura, moreno, com aquele porte de ator de filme de ação, com músculos tão marcados que parecia não ter pescoço. Descobri que apelidavam ele de 'bulldog', e quando olhava pra ele, era inevitável o apelido vir na minha cabeça. Não era um cara bonito, na verdade, até diria que era feio, mas tinha 'aquele não sei o quê' que atrai as mulheres, e era difícil não olhar pra ele com olhos femininos. Me atraía, sem dúvida, mas ele tinha namorada.
Paula era um pouco mais alta que eu, cabelos escuros e pele branca, sempre mascando chiclete ou fumando, com um olhar inquieto e profundo. O corpo dela era quase perfeito, algumas pintinhas e tatuagens davam um toque pessoal. Um detalhe? As tetonas dela, acreditem, eram algo exagerado demais, maiores que a cabeça dela. Era impossível não olhar pra elas e se perder, mesmo sendo mulher. Lembro que uma vez ela me confessou os problemas de coluna que elas causavam e o quanto era chato sentir todo mundo olhando, mas, de qualquer forma, a verdade é que ela não escondia muito e vivia ostentando aquelas bolas de carne.
Acho que foi na terceira noite depois de me mudar. Cheguei tarde do trabalho na sorveteria e só queria dormir, tava exausta. Mas quando deitei na cama, meus vizinhos tinham outros planos. Claramente, o quarto deles era do outro lado, dava pra ouvir um 'toc, toc, toc' contínuo e repetitivo da cama batendo. Contra a parede, gemidos e gritos, principalmente da Paula, com uma boca suja que me fazia corar, mais do que transar parecia que estavam matando ela, ficaram insuportáveis, chatos, eu só queria dormir, e depois de uma hora sem parar pensei que iam passar a noite inteira nessa porra. No fim, puta da vida, peguei o travesseiro e fui pro sofá da sala.
No dia seguinte, meu corpo todo doía, tinha dormido mal e poucas horas. Indo pro trampo, cruzei com a Paula por acaso, ela tava com um sorriso de puta satisfeita que só me lembrou o quanto ela tinha se divertido e, com isso, o quanto eu tinha me ferrado.
Na noite seguinte, a história se repetiria do outro lado da parede, mas não desse lado. Eu tava de bom humor e me enfiei nos barulhos deles, tudo ficou muito excitante, os gemidos, o prazer, me imaginei no lugar da Paula, montando no Adriano, chupando o pau dele, comecei a me tocar e, conforme os gritos aumentavam, meu ritmo também aumentava. Enfiei os dedos no meu buraco, tava toda molhada, respirei fundo, foi tudo muito louco, mas tive um orgasmo do caralho. Do outro lado, parecia que nunca iam terminar, então dormi no sofá de novo.
Depois de um mês, acabei alternando noites de ódio igual à primeira com noites de pura satisfação pessoal, igual à segunda, mas parecia condenada a dormir no sofá da sala. As coisas não podiam continuar assim, então decidi pegar o touro pelos chifres e falar cara a cara com minha vizinha, com quem eu tinha uma relação tranquila, não éramos amigas, mas sim boas vizinhas. Então, uma tarde nos encontramos no corredor e ficamos conversando, aí aproveitei a chance e, me aproximando pra falar baixinho, disse como quem não quer nada:
Paula, não leva a mal… tenho que te pedir um pequeno favor…
Fala, pode dizer…
Bom… como explicar… é que quando você e o Adriano… já sabe…
Ela olhava sem parecer entender e eu não queria ser direta, então me aproximei mais. Ainda e sussurrei pra ela
Quando eles gemem, Paula, quando eles gemem…
Quando a gente transa? Sim, e daí? – ela apressou, toda sem vergonha
Bom, é que… eles são muito efusivos… os barulhos… os gritos… eu não consigo dormir… e preciso descansar…
Minha vizinha riu pra caramba, com naturalidade, pediu desculpas, e se justificou dizendo que o Adriano era um amante foda, e não só isso, me contou com todos os detalhes ‘sobre a deformidade’ que ele tinha entre as pernas, que fazia ela não conseguir deixar de gritar de prazer. Depois pediu desculpas de novo e prometeu que falaria com o marido pra ver o que fariam a respeito.
Não sei por que naquele momento senti que era uma falsa modéstia e uma mentira pra se livrar, o que eu comprovaria naquela mesma noite, quando os barulhos e os gritos se repetiram como de costume.
Mas algo tinha mudado em mim depois daquela conversa rápida. Na minha cabeça, começou a surgir a imagem da pica enorme do meu vizinho, e toda vez que eles transavam, eu me imaginava no lugar da Paula e acabava me masturbando até ter orgasmos enormes. Até improvisei com frutas e legumes pra preencher meu buraco quente.
A relação com eles era ótima, e toda vez que eu cruzava com o Adriano, não conseguia parar de imaginar a virilha dele, como se tentasse adivinhar se a Paula tinha dito a verdade ou só tinha tirado sarro de mim. Além disso, o cara era um puxa-saco de primeira, e eu percebia que a Paula tinha contado sobre nossa conversa no corredor.
A varanda parecia ser um lugar de testes pra eles. O varal dava quase no meu quintal, e me parecia coincidência demais que a roupa íntima dos dois estivesse sempre secando na linha mais perto da minha casa. Será que eu imaginava ou era provocação? Dava pra descrever de memória fotográfica toda a lingerie da minha vizinha: umas calcinhas pornográficas que caberiam fácil no punho da minha mão pequena, ou os sutiãs exagerados necessários pra segurar os peitões dela, e até as cuecas justas que Não conseguia parar de imaginá-los no corpo escultural do Adriano. Eles não sabem, mas uma vez o vento arrancou uma das cuecas dele e foi parar na minha varanda, virou meu fetiche, e toda vez que eu me masturbava junto com os gemidos deles e meus brinquedos improvisados, esfregar a peça íntima dele no meu corpo era uma puta fonte de inspiração.
E nesta última semana aconteceu a coisa mais insólita.
Na terça-feira fui ao terraço pendurar minhas roupas recém-lavadas, mas algo me parou no quartinho de cima antes de sair para o varal, fiquei paralisada, dura, como se alguém tivesse parado o mundo naquele momento.
Da minha janela, quase escondida atrás das cortinas translúcidas, pude ver claramente o quartinho dos meus vizinhos, tudo estava nítido demais, Paula estava sentada em cima de uma pequena bancada, com as pernas abertas, nua, no meio, Adriano comia ela com vontade, as costas largas do meu vizinho se contraíam em milhares de músculos, ela o abraçava e rasgava com as unhas a ponto de deixá-lo marcado, ele metia uma e outra vez como um touro enfurecido, e ser uma bisbilhoteira atrás das cortinas me deu uma excitação incontrolável, me senti molhar, me senti febril, não conseguia tirar os olhos do sexo desenfreado dos meus vizinhos, comecei a acariciar meus mamilos por cima da roupa e senti meu clitóris pulsar, os minutos passavam e eu não conseguia parar de olhar…
De repente percebi que o olhar da Paula se virou para onde eu estava, um arrepio percorreu meu corpo e fiquei mais petrificada do que antes, ela não tirou mais os olhos da minha janela e eu também não consegui, será que ela tinha me pegado? será que tinham preparado tudo? será que era só minha imaginação?
Ela me deu um sorriso, desci correndo a escada em pânico, me joguei na cama e me masturbei como uma louca, gritei igual ela gritava, meus vizinhos estavam me enlouquecendo…
Passei meu dia, fui trabalhar, voltei, tomei um banho e me preparei para a festa dos meus vizinhos, mas para minha surpresa, nada acontecia…
Tinha ido para a cama, lia um livro quando meu telefone tocou
Alô?
Alô Flopi, sou o Adriano, seu vizinho…
Oi Adriano, algum problema?
Não, não… só uma pergunta, pode ser?
Sim… claro – naquele momento eu soube o que ele ia perguntar
A Paula me disse que hoje de manhã você ficou nos observando… sabe, no terraço…
Meu silêncio foi tão assim que percebi que estava encurralada
Talvez… pode ser…
Sabemos que você gostou de espiar… você gosta de espiar seus vizinhos? – notei o sorriso no rosto dele mesmo sem ver
Chega, Adriano! Qual é o assunto?
Calma, calma… a Paula e eu gostamos do jogo… então liguei só pra dizer: amanhã, mesmo horário, mesmo lugar.
Não consegui falar mais nada porque o ‘click’ da chamada encerrada veio na hora, ia ligar de volta, mas hesitei e os barulhos de sempre começaram do outro lado, como de costume, e como de costume acabei me masturbando na solidão do meu quarto, naquele ponto já tinha assumido que se não encontrasse logo uma boa rola que tirasse meu tesão, eu ia explodir…
Na quarta-feira acordei cedo, excitada, jurei que não subiria, uma e outra vez, mas ficava olhando pro relógio na parede sem parar, minuto a minuto, meus princípios morais diziam que não devia, mas a puta escondida em mim falava mais alto. Minha resistência de ferro durou dez minutos depois do horário combinado, não consegui evitar e subi a escada pulando, até pulando degraus…
Cheguei na janela, de novo observando por trás da cortina, eles estavam lá, exatamente como ele tinha dito na noite anterior, só que agora era ele quem estava apoiado na bancada e quem olhava pra minha janela, nu, lindo, perfeito, a esposa dele estava ajoelhada entre as pernas dele, claramente dando um boquete daqueles, ela estava vestida, me molhei na hora, Adriano levantou uma mão e piscou o olho pra que eu soubesse que ele estava me observando, em algum momento aquilo teria me feito corar, mas naquela manhã foi diferente, quase sem pensar me despi da cintura pra baixo, arrumei uma cadeira e coloquei meu pé direito em cima dela, me apoiando no outro, ficando toda aberta pra ele, passei minha mão direita por trás da minha bunda chegando só com meus dedos na minha buceta aberta, era desconfortável, mas era a coisa mais pornográfica que naquele momento me ocorreu oferecer pra eles.
Um curto mas O orgasmo profundo veio rápido, foi tudo muito estranho e acho que ele gostou de me observar, mas passado o prazer, a vergonha me tomou. De repente, me senti culpada, suja. Peguei minhas roupas e desci correndo para o térreo, igual no dia anterior.
À tarde, na sorveteria, confirmei o que já esperava: tinha ficado indisposta. Já vinha com os sintomas e um mau humor típico meu nessas horas.
À noite, eu estava possessa. A última coisa que queria era ouvir meus vizinhos. Para minha surpresa, nada aconteceu. Dormi tranquilamente, e a paz, curiosamente, se estendeu pela quinta-feira toda.
Na sexta de manhã, umas dez horas, o barulho do WhatsApp no meu celular chamou minha atenção. Paula do outro lado tinha escrito:
Vizinhos perversos 1 de 2
Bom dia, Flopy, ocupada?
Bom dia, Paula. Não, na verdade não.
Ok, você se importaria de vir aqui em casa uns minutos? Queria falar com você.
Não, sem problema. Me dá cinco minutos que eu vou.
Fechou, te espero.
Que diabos ela queria? Me perguntei na hora, repassando na mente todas as cenas dos dias anteriores. Me higienizei, troquei o absorvente interno e o externo, vesti uma jeans e uma camiseta, daquelas de ficar em casa.
Bati na porta e Paula me atendeu na hora, como se estivesse atrás dela me esperando…
CONTINUA
Me escreva com o título ‘VIZINHOS PERVERSOS’ para doces.prazeres@live.com
Aluguei uma modesta casa nos fundos que ficava a dez minutos a pé do meu trabalho, e logo me acostumei com a ideia da minha nova vida, da minha solidão, longe do pai e da mãe e da convivência de quarto com minhas duas irmãs mais novas.
A sensação de liberdade foi estranha. Me virar cem por cento sozinha no começo não foi tão fácil quanto imaginei. Não tinha mais ninguém pra fazer as compras, nem as comidas, nem a limpeza. Ter que me encarregar de pagar meus impostos e até lavar minhas calcinhas! Pai e mãe já não estavam mais.
O apartamento era simples, pequeno: cozinha americana, banheiro e um quartinho apertado. No andar de cima, uma área gourmet envidraçada onde ficava o tanque e, do lado de fora, o varal. Nada além disso. Decorei do meu jeito, com plantas e livros, já que gosto de ler. Montei uma salinha com um par de sofás e uma TV pequena.
A construção não era muito convencional. Originalmente, era uma casa grande cujo dono teve a ideia de dividir e fazer duas menores pra ter mais retorno com aluguel. Por isso, não tinha privacidade suficiente com a casa vizinha, e a distância entre as duas era curta demais.
Antes de continuar a história, quero deixar claro que sempre fui uma garota muito normal. Nunca fui de chamar atenção, nem pelo meu jeito nem pelo meu jeito de vestir. Também não tinha o físico pra querer ser uma gostosa. Criada, como vocês devem ter notado, no seio de uma família humilde, meus objetivos de vida se resumiam a encontrar um homem bom que fosse marido e pai dos meus filhos, nada além disso. Era bem retraída, cheia de complexos e pudica com tudo. Em relação a temas sexuais, eu costumava ficar vermelha fácil com qualquer conversa desse tipo. Só tinha transado com dois caras e não tinha beijado na boca mais de seis, talvez sete, se um selinho contar como beijo na boca.
Mas as coisas dariam uma reviravolta inesperada na minha vida, e Adriano e Paula, meus vizinhos na casinha ao lado, seriam os culpados.
Eles tinham uma academia e dava pra ver, eram donos. Por causa dos nossos horários, a gente mal se cruzava de manhã. Adriano era grandalhão, fortão, de pele escura, moreno, com aquele porte de ator de filme de ação, com músculos tão marcados que parecia não ter pescoço. Descobri que apelidavam ele de 'bulldog', e quando olhava pra ele, era inevitável o apelido vir na minha cabeça. Não era um cara bonito, na verdade, até diria que era feio, mas tinha 'aquele não sei o quê' que atrai as mulheres, e era difícil não olhar pra ele com olhos femininos. Me atraía, sem dúvida, mas ele tinha namorada.
Paula era um pouco mais alta que eu, cabelos escuros e pele branca, sempre mascando chiclete ou fumando, com um olhar inquieto e profundo. O corpo dela era quase perfeito, algumas pintinhas e tatuagens davam um toque pessoal. Um detalhe? As tetonas dela, acreditem, eram algo exagerado demais, maiores que a cabeça dela. Era impossível não olhar pra elas e se perder, mesmo sendo mulher. Lembro que uma vez ela me confessou os problemas de coluna que elas causavam e o quanto era chato sentir todo mundo olhando, mas, de qualquer forma, a verdade é que ela não escondia muito e vivia ostentando aquelas bolas de carne.
Acho que foi na terceira noite depois de me mudar. Cheguei tarde do trabalho na sorveteria e só queria dormir, tava exausta. Mas quando deitei na cama, meus vizinhos tinham outros planos. Claramente, o quarto deles era do outro lado, dava pra ouvir um 'toc, toc, toc' contínuo e repetitivo da cama batendo. Contra a parede, gemidos e gritos, principalmente da Paula, com uma boca suja que me fazia corar, mais do que transar parecia que estavam matando ela, ficaram insuportáveis, chatos, eu só queria dormir, e depois de uma hora sem parar pensei que iam passar a noite inteira nessa porra. No fim, puta da vida, peguei o travesseiro e fui pro sofá da sala.
No dia seguinte, meu corpo todo doía, tinha dormido mal e poucas horas. Indo pro trampo, cruzei com a Paula por acaso, ela tava com um sorriso de puta satisfeita que só me lembrou o quanto ela tinha se divertido e, com isso, o quanto eu tinha me ferrado.
Na noite seguinte, a história se repetiria do outro lado da parede, mas não desse lado. Eu tava de bom humor e me enfiei nos barulhos deles, tudo ficou muito excitante, os gemidos, o prazer, me imaginei no lugar da Paula, montando no Adriano, chupando o pau dele, comecei a me tocar e, conforme os gritos aumentavam, meu ritmo também aumentava. Enfiei os dedos no meu buraco, tava toda molhada, respirei fundo, foi tudo muito louco, mas tive um orgasmo do caralho. Do outro lado, parecia que nunca iam terminar, então dormi no sofá de novo.
Depois de um mês, acabei alternando noites de ódio igual à primeira com noites de pura satisfação pessoal, igual à segunda, mas parecia condenada a dormir no sofá da sala. As coisas não podiam continuar assim, então decidi pegar o touro pelos chifres e falar cara a cara com minha vizinha, com quem eu tinha uma relação tranquila, não éramos amigas, mas sim boas vizinhas. Então, uma tarde nos encontramos no corredor e ficamos conversando, aí aproveitei a chance e, me aproximando pra falar baixinho, disse como quem não quer nada:
Paula, não leva a mal… tenho que te pedir um pequeno favor…
Fala, pode dizer…
Bom… como explicar… é que quando você e o Adriano… já sabe…
Ela olhava sem parecer entender e eu não queria ser direta, então me aproximei mais. Ainda e sussurrei pra ela
Quando eles gemem, Paula, quando eles gemem…
Quando a gente transa? Sim, e daí? – ela apressou, toda sem vergonha
Bom, é que… eles são muito efusivos… os barulhos… os gritos… eu não consigo dormir… e preciso descansar…
Minha vizinha riu pra caramba, com naturalidade, pediu desculpas, e se justificou dizendo que o Adriano era um amante foda, e não só isso, me contou com todos os detalhes ‘sobre a deformidade’ que ele tinha entre as pernas, que fazia ela não conseguir deixar de gritar de prazer. Depois pediu desculpas de novo e prometeu que falaria com o marido pra ver o que fariam a respeito.
Não sei por que naquele momento senti que era uma falsa modéstia e uma mentira pra se livrar, o que eu comprovaria naquela mesma noite, quando os barulhos e os gritos se repetiram como de costume.
Mas algo tinha mudado em mim depois daquela conversa rápida. Na minha cabeça, começou a surgir a imagem da pica enorme do meu vizinho, e toda vez que eles transavam, eu me imaginava no lugar da Paula e acabava me masturbando até ter orgasmos enormes. Até improvisei com frutas e legumes pra preencher meu buraco quente.
A relação com eles era ótima, e toda vez que eu cruzava com o Adriano, não conseguia parar de imaginar a virilha dele, como se tentasse adivinhar se a Paula tinha dito a verdade ou só tinha tirado sarro de mim. Além disso, o cara era um puxa-saco de primeira, e eu percebia que a Paula tinha contado sobre nossa conversa no corredor.
A varanda parecia ser um lugar de testes pra eles. O varal dava quase no meu quintal, e me parecia coincidência demais que a roupa íntima dos dois estivesse sempre secando na linha mais perto da minha casa. Será que eu imaginava ou era provocação? Dava pra descrever de memória fotográfica toda a lingerie da minha vizinha: umas calcinhas pornográficas que caberiam fácil no punho da minha mão pequena, ou os sutiãs exagerados necessários pra segurar os peitões dela, e até as cuecas justas que Não conseguia parar de imaginá-los no corpo escultural do Adriano. Eles não sabem, mas uma vez o vento arrancou uma das cuecas dele e foi parar na minha varanda, virou meu fetiche, e toda vez que eu me masturbava junto com os gemidos deles e meus brinquedos improvisados, esfregar a peça íntima dele no meu corpo era uma puta fonte de inspiração.
E nesta última semana aconteceu a coisa mais insólita.Na terça-feira fui ao terraço pendurar minhas roupas recém-lavadas, mas algo me parou no quartinho de cima antes de sair para o varal, fiquei paralisada, dura, como se alguém tivesse parado o mundo naquele momento.
Da minha janela, quase escondida atrás das cortinas translúcidas, pude ver claramente o quartinho dos meus vizinhos, tudo estava nítido demais, Paula estava sentada em cima de uma pequena bancada, com as pernas abertas, nua, no meio, Adriano comia ela com vontade, as costas largas do meu vizinho se contraíam em milhares de músculos, ela o abraçava e rasgava com as unhas a ponto de deixá-lo marcado, ele metia uma e outra vez como um touro enfurecido, e ser uma bisbilhoteira atrás das cortinas me deu uma excitação incontrolável, me senti molhar, me senti febril, não conseguia tirar os olhos do sexo desenfreado dos meus vizinhos, comecei a acariciar meus mamilos por cima da roupa e senti meu clitóris pulsar, os minutos passavam e eu não conseguia parar de olhar…
De repente percebi que o olhar da Paula se virou para onde eu estava, um arrepio percorreu meu corpo e fiquei mais petrificada do que antes, ela não tirou mais os olhos da minha janela e eu também não consegui, será que ela tinha me pegado? será que tinham preparado tudo? será que era só minha imaginação?
Ela me deu um sorriso, desci correndo a escada em pânico, me joguei na cama e me masturbei como uma louca, gritei igual ela gritava, meus vizinhos estavam me enlouquecendo…
Passei meu dia, fui trabalhar, voltei, tomei um banho e me preparei para a festa dos meus vizinhos, mas para minha surpresa, nada acontecia…
Tinha ido para a cama, lia um livro quando meu telefone tocou
Alô?
Alô Flopi, sou o Adriano, seu vizinho…
Oi Adriano, algum problema?
Não, não… só uma pergunta, pode ser?
Sim… claro – naquele momento eu soube o que ele ia perguntar
A Paula me disse que hoje de manhã você ficou nos observando… sabe, no terraço…
Meu silêncio foi tão assim que percebi que estava encurralada
Talvez… pode ser…
Sabemos que você gostou de espiar… você gosta de espiar seus vizinhos? – notei o sorriso no rosto dele mesmo sem ver
Chega, Adriano! Qual é o assunto?
Calma, calma… a Paula e eu gostamos do jogo… então liguei só pra dizer: amanhã, mesmo horário, mesmo lugar.
Não consegui falar mais nada porque o ‘click’ da chamada encerrada veio na hora, ia ligar de volta, mas hesitei e os barulhos de sempre começaram do outro lado, como de costume, e como de costume acabei me masturbando na solidão do meu quarto, naquele ponto já tinha assumido que se não encontrasse logo uma boa rola que tirasse meu tesão, eu ia explodir…
Na quarta-feira acordei cedo, excitada, jurei que não subiria, uma e outra vez, mas ficava olhando pro relógio na parede sem parar, minuto a minuto, meus princípios morais diziam que não devia, mas a puta escondida em mim falava mais alto. Minha resistência de ferro durou dez minutos depois do horário combinado, não consegui evitar e subi a escada pulando, até pulando degraus…
Cheguei na janela, de novo observando por trás da cortina, eles estavam lá, exatamente como ele tinha dito na noite anterior, só que agora era ele quem estava apoiado na bancada e quem olhava pra minha janela, nu, lindo, perfeito, a esposa dele estava ajoelhada entre as pernas dele, claramente dando um boquete daqueles, ela estava vestida, me molhei na hora, Adriano levantou uma mão e piscou o olho pra que eu soubesse que ele estava me observando, em algum momento aquilo teria me feito corar, mas naquela manhã foi diferente, quase sem pensar me despi da cintura pra baixo, arrumei uma cadeira e coloquei meu pé direito em cima dela, me apoiando no outro, ficando toda aberta pra ele, passei minha mão direita por trás da minha bunda chegando só com meus dedos na minha buceta aberta, era desconfortável, mas era a coisa mais pornográfica que naquele momento me ocorreu oferecer pra eles.
Um curto mas O orgasmo profundo veio rápido, foi tudo muito estranho e acho que ele gostou de me observar, mas passado o prazer, a vergonha me tomou. De repente, me senti culpada, suja. Peguei minhas roupas e desci correndo para o térreo, igual no dia anterior.
À tarde, na sorveteria, confirmei o que já esperava: tinha ficado indisposta. Já vinha com os sintomas e um mau humor típico meu nessas horas.
À noite, eu estava possessa. A última coisa que queria era ouvir meus vizinhos. Para minha surpresa, nada aconteceu. Dormi tranquilamente, e a paz, curiosamente, se estendeu pela quinta-feira toda.
Na sexta de manhã, umas dez horas, o barulho do WhatsApp no meu celular chamou minha atenção. Paula do outro lado tinha escrito:
Vizinhos perversos 1 de 2
Bom dia, Flopy, ocupada?
Bom dia, Paula. Não, na verdade não.
Ok, você se importaria de vir aqui em casa uns minutos? Queria falar com você.
Não, sem problema. Me dá cinco minutos que eu vou.
Fechou, te espero.
Que diabos ela queria? Me perguntei na hora, repassando na mente todas as cenas dos dias anteriores. Me higienizei, troquei o absorvente interno e o externo, vesti uma jeans e uma camiseta, daquelas de ficar em casa.
Bati na porta e Paula me atendeu na hora, como se estivesse atrás dela me esperando…
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