Adônis 2

Carmen! ¡Carmen!

Carlos, me sacudindo pelos ombros, tentava me acordar.

Siiim?

Carmen, são nove e meia. Tentei te acordar pra gente tomar café junto, mas você não respondia. Já comi, agora vou escalar pra ter tempo de sobra no último dia.

Se diverte, Carlos.

Até mais, Carmen.

Foi assim que o dia começou. Na noite anterior, quando fui pra cama, pensei que ia custar a pegar no sono. Tinha tirado um cochilo, estava nervosa, inquieta e... um pouquinho curiosa, pensando no que meu Adônis ia fazer comigo no dia seguinte. Mas, pelo visto, os orgasmos da tarde tinham agido como o melhor sedativo. Me enfiei na cama, cocei a bunda e... dormi que nem uma pedra.

Levantei da cama, fui pro banheiro e, enquanto mijava, tomava banho e terminava minha higiene matinal, tentei lembrar e avaliar o que tinha rolado no dia anterior. Aos poucos, ondas de vergonha, remorso e culpa tomavam conta da minha mente e me sufocavam a alma. Ontem, pela primeira vez na vida, eu tinha traído meu marido.

Não só tinha botado chifre no Carlos, como tinha "escolhido" um macho novo, igual um pecuarista escolhe um garanhão. Não teve sentimento nenhum da minha parte, não teve sedução por parte do gurizinho; ele me ofereceu sexo e eu, por puro vício, peguei o sexo como quem pega uma droga. Sempre me disseram, e eu sempre repeti, que mulher não é igual homem. Que mulher não busca sexo que nem bicho no cio. Não, a gente é ser sensível, sensitivo, refinado, com sentimento, com espírito, com alma; a gente se apaixona, se compadece, dá e recebe carinho, afeto. A gente faz amor, não fode que nem cachorro!

Que vergonha, meu Deus! Uma mãe de quarenta anos, católica, casada, fiel no casamento por mais de quinze anos, e tudo jogado fora em uns minutos de loucura. Ontem eu entrei no cio que nem uma puta, que nem um animal desprezível. Sexo e nada mais que sexo. Nem amor. Sem compaixão, nem carinho, nem nada. Desejo carnal, vício profundo, foi só isso. Eu sentia nojo de mim mesma. O que meu confessor diria? Como eu teria a cara de pau de ir me confessar?

Lembrei que tinha combinado com o jovem que a gente se veria hoje. Nem pensar! O menino pode pensar o que quiser de mim, vou furar o trato, mas não vou me afundar de novo na lama do adultério. Nem promessas, nem besteiras. Melhor quebrar um acordo do que virar uma perdida de verdade. Já foi ruim eu ter tido um momento de fraqueza ontem. Mas uma coisa é um momento de fraqueza, outra coisa é cometer um pecado premeditado, tipo ir hoje pro quarto do... do... Adônis (Que vergonha, nem sabia o nome dele! Tinha me revirado na lama do pecado com ele por horas, tinha colocado o pau dele na minha boca, tinha... e nem sabia o nome dele). Impossível! Isso seria um pecado premeditado e eu não ia fazer isso. Faltava mais! Ontem eu tive um deslize, mas eu ainda era uma mulher decente.

De propósito, decidi não me maquiar. Não passei nada nos olhos, nem nos lábios, nem nada. Pra evitar tentações, decidi que não desceria pra piscina. Coloquei o vestido mais largo e menos sexy que encontrei, sem meia, com um tênis de corrida, rasteirinha, completei o look e desci pra tomar café.

Antes de entrar no salão, olhei com cuidado pra todos os comensais. Não queria que estivesse... o menino de ontem e dar uma cena. Por sorte, o Adônis não estava. Olhei o relógio, já eram dez e quinze e tinha pouca gente no salão.

Fui atendida por uma garçonete mais ou menos da minha idade, com uniforme preto e touca branca. Achei ela gorda e meio bunduda.

(Carmen! Em que coisas você repara de repente. Talvez eu seja a que devia perder um peso. Boa ideia! Além disso, se eu passar fome por um mês... isso podia ser uma penitência pelo meu pecado de ontem).

Um suco de laranja, um café com leite e uma torrada. Não quero manteiga nem geleia.

Já vou, senhora.

Isso de ter pedido pouco no café da manhã me fez bem. Me fez sentir no caminho da minha regeneração. Ia perder peso e ainda fazia penitência pra pagar pelo meu terrível pecado. Começava a me sentir virtuosa de novo.

Terminei o café da manhã, assinei a conta e voltei pro meu quarto. Pra evitar tentações, tranquei a porta com chave, decidi que não desceria pra comer ao meio-dia (mais penitência). O quarto estava recém-arrumado. Peguei o romance com a jornalista alemã e, sentada num sofá fofo cheio de almofadas, voltei pros desertos, os entardeceres, as huris e as areias quentes. Imersa no livro, esqueci minhas escorregadas, minhas fraquezas, meus pecados e... o tempo.

Toc, toc.

A porta, o que a camareira podia querer? O quarto tinham arrumado durante meu café.

— Oi, te procurei na piscina.
— Oi... oi... oi.

Lá estava o Adônis! Com a sunguinha minúscula, exibindo todos os músculos, com a pele dourada brilhando como metal polido. Como ele tinha achado meu quarto? Que idiota! Claro que ele sabia meu número de quarto. Se ontem fizemos todas as sacanagens aqui. Eu sentia que ficava vermelha, o rosto queimando e não sabia o que dizer. O gurizinho parecia não dar a mínima pra nada.

— Você tem umas meias pretas e sapatos de salto bem alto?
— Tenho...
— Então pega e vamos pro meu quarto.

Eu, feita uma otária, sem dizer palavra, me virei, abri uma gaveta, peguei as meias pretas, peguei os sapatos e falei:

— Já tô.

O Adônis pegou minha mão, e sem a menor hesitação da parte dele, nem a menor resistência da minha, subimos um andar pelas escadas e entramos no quarto dele. Todas as minhas vergonhas, contrições, propósitos, resoluções e penitências... jogadas pro alto. Lá estava eu, como ovelha indo pro matadouro, segui o gurizinho. Que nada, como um cordeirinho, como uma puta, como uma viciada, como uma gata no cio, eu tinha seguido aquela carne desejável e gloriosa.

Assim que entramos no quarto dele, ele pegou meu rosto com as duas mãos e Ele me deu um beijo profundo. Quando digo profundo, quero dizer que ele enfiou a língua até meu estômago. Enquanto a língua explorava minhas entranhas, ele desceu as mãos pelas minhas costas e, ao chegar nas minhas bundas generosas, as apalpou, acariciou e apertou. Quando paramos o beijo pra respirar um pouco, ele disse:
— Que rabão você tem! Quase não consegui dormir a noite toda pensando na sua bunda enorme e em como ia usar, abusar e aproveitar. Seu rabão me enfeitiçou. Nunca comi uma bunda tão gorda assim.

Aquilo era demais! Em algum lugar da minha mente, antes de vir pro quarto dele, eu já sabia que o moleque queria me sodomizar. Mas eu ia ensinar ele que, mesmo que eu me comportasse de forma doida, era porque tava de férias. Que um deslize todo mundo tem, mas que, deslize ou não, eu era uma senhora direita, respeitável e decente. Eu não ia aturar um pivete que, quase, quase podia ser meu filho, falando comigo daquele jeito tão vulgar. Me enchendo de retidão e autoridade, falei:
— Olha, não precisa falar assim. Pessoas finas e educadas não usam esse vocabulário.

O Adônis baixou os olhos, fez cara de arrependido, e com voz pedindo desculpas, perguntou:
— Qual é o seu nome?

— Me chamo Maria del Carmen, mas todo mundo me chama de Carmen. Antes de casar, meus amigos me chamavam de Meri. Então me chama de Meri, que me faz sentir mais jovem.

— Olha, Meri, pode-se dizer traseiro, pode-se dizer sodomizar, pode-se dizer pinto. Mas se você aprender a dizer — Quero que você me foda até não aguentar mais — em vez de dizer — gostaria de fazer amor —, vai se divertir muito mais. Experimenta e, pra você aprender, toda vez que falar palavras "finas", vou te dar uns tapas.

Sem me dar tempo de responder, ele me pegou pela cintura, me levantou, sentou na beira da cama, me colocou de joelhos, levantou minha saia e, como se eu fosse uma menina de cinco anos, me deu uns bons tapas que estralaram como chicotadas. Fiquei com muita raiva por ele me tratar com tão pouco respeito, mas gostei quando ele começou a acariciar minha bunda com ternura, dizendo:
— Meri, Meri, que delícia. Vamos nos divertir com seu cu glorioso. É... maravilhoso.
Eu, como pude, me levantei, abaixei minha saia e, tentando recuperar um pouco da minha dignidade, perguntei ao Adônis, tentando colocar um pouco de autoridade na minha voz.
— E você, como se chama?

— Apolo

— Não me fode!
Falei, sem conseguir conter minha surpresa. Acontece que quem eu estava chamando de Adônis... se chamava Apolo. Quase o tinha rebaixado!

— Fodo sim, Meri. Mas não com jogos verbais ou nominais, e sim com meu pau que tanto te agrada.
Dizendo isso, com uma mão ele moveu a parte de baixo do biquíni para o lado e com a outra mão puxou seu instrumento. Até flácido, era de um tamanho impressionante. Não consegui evitar um sorriso ao contemplá-lo.

— Minha mãe teve a brilhante ideia de fazer uma graça quando nasci e me colocou Apolo. Agora ela diz que já sabia que eu ia ser tão gostoso que por isso me chamou de Apolo. Meri, ontem você disse que nunca tinha dado o cu, é verdade?

— Claro que é verdade, você acha que sou mentirosa?

— Meri, Meri. Só estava perguntando. Baixa a guarda, não seja tão defensiva, estamos juntos para nos divertir. E fico feliz de ter perguntado, porque assim vamos fazer as coisas como Deus manda.

Ele entrou no banheiro e voltou com uma garrafa de plástico branco na mão. Sentou na cama e me chamou:

— Vem aqui, Meri.

— O que você vai fazer, A... Apolo?

— Não seja desconfiada, vou te dar um enema.

— Pra quê...?

— Pra quê vai ser? Anda, não seja difícil, Meri. Ontem eu fiz tudo o que você quis, sem duvidar nem perguntar.
Hoje é sua vez. Valeu?

— Valeu, Apolo.

— Como eu podia ser tão fraca? Como eu podia estar no quarto de Apolo depois dos remorsos que eu tinha há apenas uma hora? Como eu podia estar me rendendo como uma escrava? Como eu podia ser tão puta?

Me aproximei de Apolo e ele me colocou de novo sobre os joelhos dele. Levantou minha saia, abaixou minha calcinha e acariciou e beijou minhas nádegas.

— Meri, Meri, desde que te vi na piscina com aquele biquíni, sua bunda gostosa me deixa louco. Mas louco de verdade. Olha, vou te dar o enema. Então, depois que você for ao banheiro, tudo que a gente fizer vai estar bem limpo.

Senti ele separar minhas nádegas e algo duro entrando no meu cu. Senti uma pressão e algo frio entrando nas minhas entranhas.
Pronto. Mas fica assim um pouco pra fazer efeito o enema.
Disse Apolo e ao mesmo tempo esfregava, apertava, acariciava e dava tapinhas nas minhas nádegas.
Agora a gente pode ir ao banheiro.
Como assim, a gente?
Falei indignada. Até aí as brincadeiras tinham limite.
Cê acha que sou tão puta que pode vir no banheiro me ver cagar?
Perguntei com um tom de superioridade e indignação. Apolo não disse nada. Só me deu cinco palmadas bem fortes que me fizeram gritar e chorar. Com uma voz bem doce, disse:
Não quero te ver cagar, quero te ver defecar. Gosto do teu corpo, gosto das tuas carnes, gosto da tua bunda, quero te ver fazer de tudo. Mas se você se sentir desconfortável, em vez de bancar a superior, é só falar que prefere ficar sozinha, pronto.
Acalmei meus soluços, limpei minhas lágrimas com as costas da mão e com minha melhor voz, no tom mais doce e submisso, falei:
Apolo, prefiro ficar sozinha, por favor.
Como quiser, Meri.

Tive que sair correndo pro banheiro porque o enema tava fazendo efeito. Quase não deu tempo de chegar no vaso. De forma torrencial, limpei meus intestinos. Sentada, tentava refletir. O que tava acontecendo comigo? A qualquer momento podia ligar pra segurança do hotel (tinha um telefone no banheiro) e me "libertariam".

Mas já que não ligava, parecia que não queria ser libertada. A ideia de ser sodomizada, de tomar no cu, pussy! De Apolo meter o pauzão glorioso dele no meu cu me deixava cheia de tesão e curiosidade. Queria sentir aquela barra de carne gloriosa dentro de mim como nunca tinha sentido uma rola; No meu cu, no meu reto, me partindo ao meio, me dando prazer e vício... Tava com medo, ia doer, na minha cabeça tomar no cu era coisa de puta viciada e de quebrada, o que eu ia fazer ou deixar fazer em mim Ele me humilhava, mas... a carne é fraca.

Fui pro bidê e me lavei, até ficar brilhando. Depois de me secar, coloquei as meias pretas, calcei os saltos altos, me olhei no espelho. Pena não ter me maquiado! Apertei um pouco as bochechas pra dar uma cor, mordi levemente os lábios. Me olhando no espelho com os saltões me deixando mais alta e com as meias pretas, eu tinha um ar de profissional do amor... quer dizer, de puta. Carnes abundantes, sim, mas uns peitos e uma bunda... Me decidi, oferecia minha bunda em sacrifício. Abri a porta do banheiro, fui até a lareira, virei de frente pra parede, apoiei as mãos no parapeito e me curvei um pouco pra frente, mostrei a bundona e falei:

Apolo, pega minha bunda, pega meu corpo, faz o que quiser comigo, arrebenta meu cu, me parte no meio, me atravessa com tua lança, mas... me dá prazer, me mata de gosto, me faz tua, filho da puta!

Meri! Como eu gosto de te ver assim, de salto, meia preta e a bunda de fora. Valeu, mas já dá pra ver que você nunca deu o cu. Tem que preparar, senão vai doer e você não vai curtir. Vem cá, rabuda de peitão, vem cá e chupa aqui.

Feito uma profissional, rebolando, mexendo peitos, quadril e bunda, devagar, me aproximei do Apolo, me ajoelhei e, com gula, enfiei a pica dele na minha boca.

Meri, se não se importa, fica de cócoras com as pernas abertas. Adoro você nessa posição, assim enquanto chupa eu vejo sua boca, seus peitões e a buceta aberta, em toda a glória, assim, valeu.

Sem perceber, tava me afogando. A pica do Apolo tava crescendo e, quando ficou no auge, não cabia mais na minha boca. Com pena, tirei aquela vara de prazer da minha boca.

Desculpa, Apolo, mas é que realmente não cabe.

Já sei, Meri, já sei. Anda, deita na cama e bate uma siririca.

Que... que... você quer dizer?

Que buceta, querido. Que você se masturbe, que se toque, que se esfregue.

Apolo! Eu não faço isso, eu... eu não me toco. masturbo.
Claro que não.
E ontem, o que cê tava fazendo? Que ignorante que eu sou, enquanto eu fazia posezinha e andava de quatro, eu te vi esfregando o clitóris e enfiando os dedos na sua buceta e, olha que idiota, eu pensei que cê tava se masturbando. Toda mulher fala a mesma merda! E eu caio nessa. Também acredito que você é virgem, que os bebês vêm de Paris e que o Papai Noel traz os presentes.
Vai, se curva, apoia as mãos na cama e abre as pernas.
Eu, meio humilhada e envergonhada, fiz o que ele mandou. Ele se colocou atrás de mim, pôs as duas mãos nos meus peitos e, devagar, com doçura, enfiou a pica gloriosa dele na minha buceta faminta. Pouco a pouco, lenta mas firme, a pica enorme dele entrava até que eu senti que batia no fundo e causava uma dorzinha batendo no meu útero.
Cuidado, Apolo, cuidado. Se enfiar até o fundo, dói um pouco.
Vou tomar cuidado, Meri, não vou enfiar tudo. Por isso que o cu é tão bom. Ali não tem fundo!
Apolo, meu doce Apolo, me comeu direitinho. Que garoto maravilhoso! Que pica dos deuses! Ele enfiava, tirava, às vezes devagar, às vezes rápido, às vezes parava pra eu sentir aquela joia esticando minha xota. Ao mesmo tempo que enfiava e tirava, ele acariciava meus peitos, torcia meus mamilos de leve, beijava minha nuca, estimulava meu clitóris. Ah, o menino sabido e tão bem dotado!
Sim, Apolo, sim, me dá, me dá, vou gozar, me dá, meu amor, me dá toda sua pica, coração.
Ignorando meus gritos de satisfação e prazer, ele continuou me fodendo e fodendo enquanto uma sequência de orgasmos sacudia meu corpo.
Chega, chega, Apolo, sério, não aguento mais, me deixa um pouquinho, meu céu, me deixa, coração, deixa eu me recuperar.

O menino sabido tirou a vara imperial dele, abriu a gaveta da cadeira e pegou um tubo de lubrificante, passou um pouco nos dedos e esfregou no meu cu. Colocou a boca do tubo no meu ânus e despejou lubrificante pra dentro. Sentindo o frio, comecei a me levantar.
Quieta, Meri, quieta.
Colocando uma mão na minha nuca, me manteve curvada enquanto um dedo da outra mano violava meu cu virginal. Com destreza ele metia e tirava, girava, torcia, dilatava.
Aí, Apolo, isso relaxa muito, tá bom. Continua, continua.
Percebi que agora entravam dois dedos. Mais e mais lubrificante, eu sentia tipo cócegas no cu. A sensação mudou pra uma dorzinha.
Apolo tinha metido os dois polegares e não só metia e tirava, também esticava e dilatava. A dor sumiu e deu lugar a uma sensação de bem-estar.
Apolo, você tá me viciando, isso me agrada. Apolo, você tá me fazendo virar puta. Continua, amor, continua.
Apolo tirou os dedos, deitou no chão com a pica maravilhosa dele dura igual mastro de bandeira, passou lubrificante nela e falou:
Vem aqui Meri, vem aqui minha gordinha. Vem, vagabunda, senta na minha pica, empala você mesma, no seu ritmo, devagar.

Eu, feito uma galinha choca, me agachei e, enquanto com uma mão apontava a arma ameaçadora dele pro meu cu, lentamente dobrava os joelhos e deixava aquele aríete monstruoso violar meu cu casto. Pouco a pouco, às vezes quase não conseguia respirar, uma sensação incrível de pressão me invadia e... finalmente! Minhas nádegas encostaram na barriga do Apolo. Tinha chegado!
Quieta, Meri, quieta. Descansa, relaxa, acomoda meu pau, não temos pressa.
Eu segui o conselho dele e consegui dar umas respiradas fundas. Jogando as mãos pra trás, apoiei elas nas coxas fortes e sólidas dele e usei como alavancas. Devagar eu levantava o cu e tirava a vara de prazer dele, devagar eu abaixava o cu e me sentia plena, cheia, distendida, transbordando.
Apolo, isso é bom. Dá pra sentir a ponta do teu pau tocando e mexendo no meu útero. Não dói, eu tinha medo que fosse muito dolorido.
Levanta, Meri, vagabunda, levanta.
Muito contrariada, eu levantei.
Encosta na mesa, Meri, encosta na mesa, apoia as mãos na mesa, se dobra e mostra o cu. Que visão de glória, Meri, que visão. Teu cuzão grande, branco, acolhedor e tuas coxas grossas, as meias pretas. Os saltos deixam teu cu na altura ideal. Eu te adoro, Meri, te adoro. Vou te foder. minha pica, vou te partir no meio. Segura firme que vou...

Mãe do amor lindo! E como veio. Toda a paciência que eu tinha tido preparando minha buceta tinha acabado. Com seu imenso aríete abro minha porta de trás e de uma só estocada enfiou até o talo. A mesa, eu, e até o quarto se mexiam com suas estocadas monstruosas. Eu sentia minha buceta derretendo; sabia que amanhã ia sentir na carne viva, que não ia conseguir andar, muito menos sentar, mas... que gostoso! era o prazer mais intenso que eu já tinha sentido.

Apolo, perdendo todo o controle, gritava como um possesso:
Meri, que rabão gostoso que você tem; Obrigado por guardar ele pra mim. Vou foder sua buceta até morrer de prazer. Meri, vou te quebrar no meio, vou te partir com minha vara. Goza, sua puta, goza com meu pau como eu gozo com sua buceta.

Eu pensava que ia morrer ali mesmo, aquele Apolo lindo e musculoso estava arrombando minha buceta com seu pau monstruoso. Enquanto fodiam minha buceta, às vezes me dava tapas, às vezes apertava meus peitos, beijava minha nuca, esfregava meu clitóris. Minhas emoções pareciam estar numa montanha-russa, subiam e desciam como loucas. Um pouco de dor aqui e ali, ondas de prazer, ondas de relaxamento, orgulho de que meu corpo já maduro, um pouco gordo, um pouco flácido ainda pudesse dar tanto prazer ao meu lindo e forte Apolo e... orgasmos, sim orgasmos. Não sei se os orgasmos vinham da minha buceta, do meu clitóris ou da minha mente, mas vinham como cavalos desembestados. Finalmente meu amante gritou:

Meri, Meri, rabuda, vou gozar, você me mata com essa buceta, como você é gostosa, Ahhhhhh!
Sim Apolo, meu amor, me dá seu leite, querido, enche minhas entranhas com sua semente.

Não sei se imaginei ou não, mas senti algo quente nas minhas entranhas. Apolo desabou aos meus pés exausto e eu saciada, satisfeita, feliz me deixei cair ao lado dele e acariciei seu cabelo enquanto beijava seu rosto.

Obrigado Meri, obrigado. Acho que nunca aproveitei tanto uma buceta na minha vida, pra ser sua primeira vez você foi muito bem. Bem.
Obrigado a você, Apolo. Você me abriu um mundo novo, me fez feliz. Não lembro de ter sentido tanto prazer nunca. Pena que vou embora amanhã. Onde você mora, Apolo?
Meus pais moram em Genebra, mas eu estou estudando administração em Barcelona.
Você vem pra Madrid de vez em quando?
Não muito, umas duas vezes por ano.
Me dá um papel e um lápis.
Apolo se levantou e, da mesinha, trouxe um bloco com o timbre do hotel e uma caneta. Enquanto ele escrevia, eu disse:
Aqui está meu número de telefone. Se você vier a Madrid e quiser... companhia, meu corpo e eu estamos à sua disposição. E se tiver algum amigo que vá pra Madrid e você quiser fazer um favor...

Nisso eu tinha me transformado. A casta e formal Carmen não só convidava Apolo pra me foder de todos os lados quando viesse a Madrid, mas também me oferecia como hetaira (puta, entre nós) pra qualquer amigo dele.

Meri, com essa bunda e esses peitos que você tem, minhas viagens pra Madrid vão aumentar pra caralho.
Sem me lavar nem me arrumar, deixando as meias pretas e os saltos altos, sem calcinha nem sutiã, vesti meu roupão de castidade.

Com um último beijo na boca e outro de admiração e agradecimento no enorme cabo do seu pau imperial, nos despedimos. Pela primeira vez em mais de dez anos, me senti uma mulher desejada e desejável, me senti sensual e sexual, orgulhosa de mim como mulher. Andando pelos corredores, senti o esperma do Apolo escorrendo pelas minhas pernas. Também percebi que, com os saltos, meus peitos e minha bunda, sem nada pra segurar, balançavam como pudins, e dois ou três velhos nos corredores do hotel ficaram me olhando com a baba escorrendo pelos cantos da boca.

Eu ainda tinha umas três ou quatro horas pra tentar parecer normal quando o Carlos voltasse. Já no meu quarto, enquanto tomava banho, me arrumava e colocava calcinha e sutiã limpos, por alguma razão estranha, repetia, uma e outra vez, como um mantra, uma das poucas frases que lembrava do meu ano de grego quando tinha dez anos. Seis anos "Gnothe Seauton" — o que queria dizer?, o que queria dizer? Por que ela repetia isso agora? Ah! A memória começava a funcionar, era uma inscrição no templo de... Apolo em Delfos!

Em latim era "nosce te ipsum": Conhece-te a ti mesmo. Entre o templo de Apolo na Grécia e meu Apolo nos Pireneus, eu tinha aprendido a me conhecer. Pode ter levado quarenta anos, mas agora eu me conhecia. Sou uma mulher boa, madura, respeitável, casada (com um alto cargo no ministério, aliás), católica, mãe de dois filhos, e mais puta que as galinhas! Obrigada, Apolo, obrigada!

Graças a você, sei o que sou e o que quero.

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