(Continuação de A Caixa de Pandora)
...Comecei a ter problemas
Depois de ver minha casa toda revirada, ou pelo menos bagunçada, já que nada estava quebrado, comecei a pensar seriamente em tudo que estava acontecendo. As coisas pareciam saídas de um filme de confusão. Além disso, estava perdendo uma namorada de dois anos, com quem sempre tive uma comunicação bastante aberta, com quem me entendia cada vez melhor fisicamente, com quem tive uma última noite muito promissora sobre um amplo catálogo de loucuras que poderíamos realizar. Além disso, tinha certeza de amá-la e de que ela me amava. E o que eu tinha em troca? A presença sombria de uma desconhecida, inquietante, é verdade, mas destrutiva. Como sempre, nossas coisas refletem como estamos por dentro, assim como está sua casa, assim está seu coração. Meu coração estava então violado, saqueado, ultrajado, e a causa, assim como o suposto roubo da minha casa, era, com quase toda certeza, a mulherzinha do Toyota.
Liguei para Brenda e expliquei que nada tinha a ver com tudo, disse que na verdade a garota em questão tinha tão pouca importância que me pareceu inútil ou até irritante contar o que aconteceu, que entendesse que tive pena de contar o quão estúpido fui no estacionamento da loja de telefonia, o quão burro foi ser educado com a garota quando ela era toda apatia, e que a coisa do show foi loucura dela e não minha. Ela acreditou pela metade, mas ficamos em termos melhores, eu quase de joelhos implorando, ela suprema me perdoando, etc. etc. etc.
Desliguei o telefone e me senti mais tranquilo, então prometi a mim mesmo deixar a garota do Toyota em paz. A campainha tocou. Meu corpo estremeceu de uma curiosidade nervosa e fui atender. Era a garotinha miúda do Toyota. Fiquei paralisado por um instante com o cinismo dessa garota. Ela devia ter dezenove, talvez vinte anos. Supõe-se que as relações pessoais são uma espécie de jogo, mas o que acontece quando as regras desse jogo não são impostas por você mesmo? E mais ainda, o que fazer quando essas regras não correspondem a nada que você já tenha jogado antes?
Ela entrou na minha casa sem minha permissão, como se precisasse. Começou a fuçar, como para verificar se seus capangas empregados tinham feito bem o trabalho de bagunçar meu lar. Reagi e disse:
— O que você pensa que é? Entra na minha casa como se eu não pudesse te chutar pra fora.
— Não prometa coisas que não vai cumprir comigo.
— Mas que porra... para de soar tão profeta e vaza, te quero fora da minha casa e da minha vida, me evita se me ver na rua, me considere seu inimigo, tenha nojo de mim, me aponte como aquele que mais te cai mal, você é a pior estranha que conheço.
— Me chamo Pandora.
— Como se eu me importasse.
Ela se jogou em mim, como uma lutadora, me abraçando. Daria pra ver aquela cena que com certeza daria risada em qualquer um, até pra mim era difícil de imaginar. A garota se atirando na minha cintura e me amarrando com seus braços, exatamente como se eu fosse um dos Beatles e ela uma fã americana que conseguiu furar o cerco de segurança no meio do show do Hollywood Bowl. E aqui está o incrível: eu a rejeitando com meus braços, empurrando, tentando me soltar, separá-la, e ela se agarrando mais, tentando se livrar de mim. Sempre pensei que me deixaria ser amado por qualquer mulher, a menos que fosse muito feia, e no entanto aqui estava uma garota promissoramente deliciosa, histéyummy, doidinha da cabeça, me abraçando como um polvo, dopada por seus próprios hormônios, e eu numa luta greco-romana com ela, tentando me livrar dela. Ela me deu um beijo com seu batom vermelho, e com a língua lambeu meu pescoço.
Como se não fossem problemas suficientes ter muitos escrúpulos para dar um soco que a acalmasse, na porta apareceu nada mais nada menos que Brenda, que só viu minha boca manchada de batom, e como a garota me tinha amarrado como uma sucuri, o que foi suficiente para ela levar as mãos ao rosto e chorar muito, e correr para fora da minha propriedade.
Agora sim, eu estava furioso. Apertei os braços de Pandora tão forte que com certeza iam ficar roxos. Além disso, me irritava começar a considerá-la como Pandora, tão familiar. Fui puxando-a e gradualmente a separei dos meus ombros, ela ia caindo cada vez mais no chão. Achei que estava tendo sucesso até perceber que o que consegui era obra da teimosia dela. Vai ser que não! Com os dentes, ela abriu o zíper da minha calça. Com uma mão, arriscou deslocar o braço esquerdo enfiando-o entre o cinto da minha calça e minha cintura. Firme como estava, já não usava as duas mãos; com uma me beliscava as costas, o que me fazia usar uma das minhas para tentar arrancar o beliscão, e a outra mão ela usava para tirar meu pau para fora da calça. Engoliu meu membro como uma baleia devorando plâncton. Começou a chupar e chupar com força, sua boca era pouco hábil para essas tarefas, pois seus dientes frequentemente acidentavam minha carne.
Saliva escorria como se fosse um cacto aberto ao meio e devorando. A luta não podia ser mais ridícula agora, eu tentando afastá-la de forma estúpida e ela sem levar em conta minha opinião, pois a única opinião que parecia entender era o quão duro meu pau estava ficando. Aqui vou me permitir indicar duas citações legais que pesquisei depois, por mais absurdo que pareça. Comete o crime de estupro quem tem acesso carnal com uma pessoa, seja homem ou mulher, por meio de violência física ou moral, e contra a sua vontade. Comete o crime de ato obsceno a pessoa que, por si ou por terceiro, realize exibições obscenas. Eis que essa garota estava me estuprando, e adicionalmente Brenda tinha deixado a porta da frente aberta, então qualquer um que passasse veria que ela estava chupando meu pau. A violência da sua boca, sua fome, seu desespero, me proporcionavam uma chuva de sensações que nunca tinha sentido, me sentia escolhido, único, me sentia um objeto sexual, eu que a vida toda tinha tido que convencer as garotas a me amarem, eu que sempre tive que ser simpático, agradável e um bom partido, eu que sempre tinha pedido, agora estava sendo presa de um predador da minha sexualidade, e isso me excitava, gostava da sensação de provocar nessa garota uma loucura tão grande, ela parou de me beliscar, eu parei de afastá-la, agarrei sua cabeça, poderia arrancá-la se quisesse, mas não queria porque estava gozando no seu pescoço e peito. Ouviu-se uma sirene:
- Vão ter que nos acompanhar à delegacia. Disse o policial.
Em vez de rugir de prazer como eu teria adorado, falei com voz entrecortada, extasiada:
- Mas é minha casa, posso fazer o que quiser.
- Menos isso com a porta aberta, seu filho da puta. Faça o que é mandado e não vai se machucar, vamos, se mexam os dois. Você, lave esse pescoço e bochechas, moça.
Íamos então detidos na viatura, que era daquelas caminhonetes com caçamba e capota. Ela foi sentada num banco e eu fui algemado a um cano. Estávamos sentados juntos e eu não estava com a menor vontade de dizer qualquer coisa. Ia na caçamba um sujeito pitoresco com uma câmera fotográfica no pescoço, juraria que seu bigodinho de merda era falso.
- Pose pra foto, amigos. - Disse o imbecil.
Pandora ficou ao meu lado e se aconchegou com um sorriso, CLICK, ouviu-se depois de um flash. Eu a afastei.
- Você é repórter, né?
- Claro.
- Essa foto é minha.
- Eu sei.
- Não venha com gracinha, quero dizer que vai ter que me entregar.
- Nem sonha, é parte da minha reportagem.
- Minha reportagem! Que reportagem é essa, você não sabe que tratando-se de estupro não pode divulgar nem os nomes?
- Espere aí, isso salva minha noite. É caso de estupro?, deixa eu ver, Essa santinha aqui estuprou você?, ela de dezoito, talvez menor, estuprou você que tem seus vinte e cinco fácil. E você não pôde fazer nada pra evitar? Isso sim vai vender.
- Calma, não sou advogado, na verdade não sei por que nos pararam.
- Amigo, se você me der uma grana boa, eu esqueço que isso se trata de um estupro, mas como amigo não recomendo que você fale essas merdas na delegacia. Sabe quando vão prender essa gostosa? NUNCA, e você vai ser o motivo de piada SEMPRE. Com certeza vão acreditar que a garota mandou seu pau ficar duro.
Fiz o acordo financeiro. Fiquei na rua, na pior, só por comprar aquele rolo fotográfico. Puta vida, eu trabalho quinze dias pra receber, e esse filho da puta leva 80% do meu salário em troca de uma foto oportunista e a promessa nada confiável de ficar de boca fechada. Nos desceram na delegacia e nos levaram até um gordo inspetor de investigações preliminares.
- Por que vocês estão aqui? - Disse o inspetor, deixando muito a desejar.
- Não sei. Melhor perguntar aos oficiais.
- Que porra é essa. Tranquem esse casal na cela, e me tragam o Padilla e o Ortiz.
Nos levaram até um cubículo que cheirava a vômito e mijo. Ali eu sentia uma mistura de nojo com estranheza. Fiquei olhando pra Pandora, que parecia bem tranquila, como se estivesse esperando o desenrolar das coisas, certa de que era inútil se preocupar por estar ali, totalmente convencida de que só faltava deixar o tempo passar.
- Por que você tá fazendo isso comigo? - Perguntei, sem intenção de julgar.
- Você merece viver melhor.
- É isso que você chama de melhor? Acha essa masmorra melhor que minha casa? Acredite, você tá louca e eu quero você fora da minha vida.
Não imaginei que ela começaria a chorar com tanta dor. Seu corpinho frágil parecia mais quebradiço que nunca.
- Olha, isso me deixa muito mal. Não quis te machucar, mas desde que te conheci só tive problemas. Eu vivia muito feliz...
- Você vivia muito estável, só muito estável.
- Fala o que quiser, mas isso não é o que eu quero.
- Se a sua felicidade estivesse nas suas mãos, você já teria conseguido. É tão ruim assim eu te amar?
Que conversa de cela! Eu estava muito emocionado com aquela garota. O erro dela... era criar atrito na minha vida, mas e se ela estivesse certa? Talvez minha vida estivesse andando tranquilamente demais, possivelmente em um ano eu me casaria com a Brenda, se é que ela me perdoaria por essa "segunda ofensa", teríamos dois filhos talvez, venderíamos o Mustang e compraríamos uma perua mais familiar, criaríamos algum cachorro bem caseiro, com sorte até compraríamos um canário, ou eu começaria a gostar de novelas, e assim por diante. Deixei de lado toda a minha aversão e disse a ela que não sabia nada da vida dela, que ela se metia deliberadamente na minha vida, que agora me dizia que me amava e no entanto continuava sendo uma estranha. Ela ia começar a falar, mas vieram uns guardas e a levaram só ela. "Depois te conto", foi a última coisa que ela disse. A mim me tiraram depois.
Voltei para casa e a senti incompleta. A Brenda não atendeu meu telefone. Dormi tendo muitos pesadelos, neles faziam amor Brenda e Pandora, para isso Pandora acabava tendo um pênis monstruoso com o qual arrombava o cu da Brenda, que gritava de forma angustiada mas submissa. Tendo-a assim, de quatro, a embestia duramente e em cada chegada se ouvia um grito. Brenda, cega pela posse carnal, inclinava seu corpo até os lençóis, mesmos que mordia com raiva, enquanto Pandora aproveitava essa cegueira para sacar uma navalha afiada, e na tela que era a costas branquíssimas e perfeitas da Brenda, tingia a ponta de feridas um retrato que não era outra coisa senão meu rosto rindo.
No dia seguinte joguei no lixo o caro rolo. Depois o tirei do cesto de lixo, sem saber por que o levei para revelar. A revelação me saiu mais cara do que esperava, pois as imagens não eram totalmente publicáveis, mas do tipo obsceno. Paguei. Minha surpresa foi grande devido a várias questões. Cabe dizer que o lugar onde revelei as fotos fica em frente à catedral, também é preciso prestar atenção que o calor na cidade naquele dia era sufocante. Ambos os elementos justificaram que eu entrasse na catedral, que, se bom, não tem ar condicionado, as paredes são tão grossas, as janelas e tetos tão altos, que nos bancos da igreja se sente um fresquinho delicioso. Ali, em um dos bancos lá atrás da igreja quase vazia, me sentei para ver as fotos que o repórter tinha tirado. Acabei me sentindo blasfemo.
Na primeira, estávamos Pandora e eu, sentados na viatura, ela livre, eu algemado, ela sorrindo para a câmera, eu puto da vida, feito uma fúria. Ela com o corpo totalmente voltado para mim, eu com os ombros para fora, como se quisesse fugir. Havia algo no olhar dela para a câmera, amor, ternura, intensidade, e ainda assim tinha um toque malévolo. Os peitos dela estavam bem bonitos. A segunda foto éramos nós dois também, nela ela engolia completamente meu pau com a boca, os olhos dela estavam em branco, como se estivesse envolvida em uma embriaguez total, enquanto minha cara era de prazer absoluto. Ninguém que visse essa foto acreditaria que eu estava recebendo esse boquete à força. Tudo me parecia muito estranho, para o repórter ter tirado a foto era preciso que ele estivesse lá desde antes da polícia aparecer, pois os uniformizados chegaram depois que eu tinha gozado. Em outra foto aparecia um homem ao lado de Brenda, estavam dentro de um carro, e ele a penetrava com força. Em uma dessas fotos ela montava nele de cavalinho, enquanto o cara sorria não sei se para a câmera enquanto mordia uma das tetas dela por cima da blusa, em outra foto ela chupava o pau dele, e em uma terceira foto ele a comia de quatro e ela colava o rosto no vidro, louca de tesão, apagando com a bochecha o vapor que tinha deixado a janela cinza de umidade. Outra foto era de um lugar, o Hotel Améyummy, que era o hotel que Brenda e eu costumávamos, e uma última foto era da porta do quarto seis, nosso quarto. A câmera era daquelas que registram a data e a hora. Brenda tinha me substituído anteontem às 21:35. E esse repórter, mais do que um repórter comum, parecia um duende íncubo escapado de um filme do David Lynch.
No sábado, a Brenda me ligou, queria falar sobre tudo que aconteceu. Nos vimos na minha casa. Ela estava muito confusa, dizia, e mesmo sentindo que tinha razões pra ficar puta comigo, não conseguia me esquecer, que caía na real que o tempo que tivemos como casal tinha mostrado que fazíamos um belo par, que não tinha por que perder uma relação tão bonita. Afinal, dizia, que bom que as dificuldades apareciam pra testar nosso amor, pra provar que nosso amor é maior que as vicissitudes que o destino pudesse jogar na nossa frente. Enquanto ela falava, eu pensava no idiota que eu tinha sido ao queimar o rolo de fotos e as fotos em si, exceto aquelas em que a Pandora e eu aparecíamos juntos. Vendo a cara da Brenda me soando tão sincera, eu queria ter as fotos nas mãos, não pra jogar na cara dela, mas pra olhar com calma. E se não era ela? Se era só uma mina muito parecida com um top de girassóis idêntico ao dela, com uns saltos idênticos, com uma pulseira igual, com uma bunda igual? Comecei a me dizer que, pelo menos, ela não tinha me traído enquanto era minha namorada, mas naqueles dias em que ela e eu não éramos nada.
"Quero que você seja meu namorado de novo", ela disse como se estivesse implorando. Até se ajoelhou, mesmo sem necessidade. Minha resposta foi ficar de pé na frente dela, deixando minha braguilha na altura da boca dela. Ela sorriu radiante, considerando aquilo como um sim, e engoliu meu pau, passando aquela língua mágica que ela tem por toda parte. Ela tirou minha calça e começou a chupar minhas bolas, depois colocou meu pau na entrada da boca, como se fosse só lamber a cabeça, pra então me pegar pela bunda e empurrar meus quadris pra frente, enfiando meu pau inteiro na boca dela. Ficou assim um tempão. Depois me pediu pra ficar completamente pelado, Ela fez a mesma coisa.
Na sua coluna vertebral, na altura da cintura, havia uma tatuagem que não estava lá antes, uma pequena figura de uma aranha que, em sua bolsinha gorda e preta, carregava uma mancha, como se fosse uma viúva-negra e sua mancha vermelha fosse uma aranha menor, possivelmente seu consorte recém-devorado. Sentei-me no sofá com meu pau bem duro, apontando para o céu, e ela se agachou sobre as almofadas da poltrona, como uma nave que precisa pousar na lua, tomando cuidado para se encaixar no abastecedor de combustível que estava em terra firme. Assim, devagar, ela começou a se deixar encaixar, envolvendo meu pênis em um fogo abrasador, até me envolver por completo, subindo e descendo com paixão. Peguei suas nádegas e as apertava, acompanhando seu vai e vem, roçando seu ânus de vez em quando com meu dedo indicador. Ela ficava cada vez mais quente, deitei-a na beirada da poltrona e, com ela empinada, comecei a meter com força. Ela gozou abundantemente, e eu, que já estava no ponto, tirei meu pau para que a cabeça beijasse a entrada do seu cu e, sem penetrá-la analmente, esfreguei meu pau em seu ânus, esperando que meu sêmen ardente começasse a pintar de branco seu escuro esfíncter. E assim foi, meu porra começou a jorrar, primeiro com tanta violência que uma gota voou e caiu exatamente sobre sua nova tatuagem, enquanto o resto do sêmen saciava a sede daquele cu que se contraía sedento.
Naquela noite, ela dormiu na minha casa, havia mentido em casa dizendo que iria acampar. Fodi ela sem parar a noite toda até que caímos no sono, abraçados. Quando acordei, ela já não estava, a luz entrava pela janela e saborear a noite anterior durou apenas o tempo que levei para ver que, na mesa da sala de jantar, estavam cortadas com tesoura as duas fotos de Pandora e eu. O corte foi feito de tal forma que nos separava, como se as metades fossem a silueta de cada um de nós. Fiquei puto da vida. Tinha sido um idiota de guardar aquelas fotos, de não jogá-las fora sabendo que Brenda voltaria. Ela não atendeu minhas ligações durante o dia.
No final da tarde, o Toyota Celica estacionou na frente da minha casa. Pandora buzinou e eu saí para perguntar o que ela queria. "Te dar problemas", respondeu numa piada que achei de péssimo gosto. Ela me convidou para sair, para uma surpresa, se é que eu tinha coragem. Aceitei num transe quase hipnótico. Ela disse que, para ser surpresa, eu deveria deixá-la vendar meus olhos. Mesmo sabendo que isso era um risco, tratando-se dessa esquizofrênica, aceitei. No caminho, fiquei ouvindo sua voz cantando as músicas que tocavam no rádio, sentindo a mão que não segurava o volante tocar minha perna, minha mão, sentindo como ela puxava minha mão para colocá-la sobre sua perna, embora impedisse que eu a levasse até sua buceta. As dúvidas voltaram a me assaltar: entre suas pernas haveria uma buceta ou um pau.
Chegamos a um lugar que tentei inutilmente identificar pelo cheiro, pois, embora me parecesse familiar, cheirava como qualquer hotel. Entramos num quarto, ouvi ela trancar as duas fechaduras da porta. Ela tirou a venda do meu rosto. Não havia nada de especial no quarto, que, embora fosse uma suíte, era uma suíte comum. Com uma cama enorme, uma mesinha com duas cadeiras ao redor, espelhos nas paredes. Ela me convidou para sentar nas cadeiras. Lá conversaríamos. Sua voz não era como sempre, soava mais grossa que antes. Fiquei arrepiado pensando que poderia ser um homem, o que seria praticamente impossível, a menos que minha idade não fosse suficiente para distinguir uma mulher de um excelente travesti.
— Você deve ter muitas perguntas. Qual você mais gostaria de responder?
— Por que eu?
— Porque eu gosto de você e sempre pego o que me agrada.
— Mas você não pediu minha opinião.
— Sua opinião é algo que você me deu o tempo todo. Não passou um segundo em que você não tenha pensado em mim, você sai na rua e essas são só mais uma chance de você esbarrar comigo, até nos seus sonhos você me chama, e acredite, sou muito sensível a isso, a ser o objeto de paixão de um homem. Só estou retribuindo o favor pensando no momento em que você vai me abrir completamente, me encher de carícias, me aproveitar por inteiro, ou seja, retribuo o favor pensando nesse momento.
Ela serviu chá em duas xícaras que estavam ali e começamos a beber. Nunca gostei de chá, mas esse eu bebi cegamente, como se fosse a primeira das ordens que eu teria que cumprir. Bebi várias xícaras. Comecei a me sentir meio relaxado, visceral, intenso.
— De que é esse chá? — perguntei.
— De maconha e outras ervas.
Nossa, agora eu estava até drogado! A verdade é que sempre achei que a ilegalidade da maconha é uma grande injustiça, considerando que álcool e cigarro desfilam por aí sem nenhuma restrição, sendo que não são mais nobres que a cannabis. No entanto, não gostei da ideia de estar agora drogado sem ter consentido, mas pensando bem, essa maneira covarde de fazer "sem saber" é a que melhor combina com gente covarde como eu.
Ela se levantou da cadeira, ficou de pé na minha frente, desatou o laço do vestido e o abriu como se fosse uma laranja exibicionista, deixando ver que estava nua, perfumada, branquíssima, com a buceta cheia de uma pelos grossos e abundantes. Uma mulher sortuda. Parecia um anjo inacabado, inocente, frágil, ainda sem virtudes, ainda sem asas, lindo. A erva estava começando a me fazer sentir o dom de ver a beleza, de tal forma que comecei a olhar para ela como nunca tinha visto uma mulher antes. Sua pele me parecia brilhante, como se fosse um pedaço de sol, e cada poro me parecia tão vital que quase ouvia o assobio silencioso que faziam ao respirar. Seu cheiro me embriagava completamente, enquanto eu sentia um calor intenso por todo o corpo. Sentia que cada fio de ar batia em cada um dos meus pelos, como se fossem palmeiras dançando à beira de uma praia prestes a ser atingida por um furacão, enquanto meu sangue se transformava numa complexa rede de rios que avançavam em ebulição incessante, banhando meu corpo completamente.
Tocá-la foi uma sensação elétrica, seus seios eram um par de vulcões que se moldavam aos meus dedos, resistindo com força própria à pressão das minhas mãos. Sua cintura, suas nádegas, suas pernas, seus pés, suas mãos, seu pescoço, suas orelhas, tudo precisava ser beijado. Ela me deitou na cama, deixando meu pau ereto como o mastro de uma bandeira ausente, e pôs a língua para fora, não a ponta, e começou a tocar minha glande com ela. Eu sentia como se sobre a cabeça do meu pênis passeasse um caracol do inferno, ou pelo menos um pedaço de lava consciente. Com a boca, começou a me chupar, primeiro muito mal, parecia que estava enfiando meu pau num apontador, mas de repente o lápis começou a gostar da sensação. Ela mordia, chupava, lambia, e cada uma dessas ações eu curtia pra caralho. Sua mão apertava minhas bolas num beliscão que me excitava demais. Ela me levantou e me colocou de quatro, enfiou o rosto entre minhas pernas e continuou chupando. Do meu pênis foi para minhas bolas, e dali para o pedaço de carne entre o ânus e as bolas, mordendo, e quanto mais ela mordia, mais meu falo ficava duro, balançando como a espada cantante de um desenho animado que eu vi. Ela se ajoelhou e a falta de contato da boca dela com meu corpo sugeria que estava olhando o mapa da minha bunda, memorizando minha impressão anal, então senti uma mordida bem na bunda, o passar de uma língua quente fazendo seu trabalho de dilatar meu esfíncter.
Tal carícia era para mim não só desconhecida, mas em outras condições eu provavelmente tomaria cuidado para não deixar que fizessem isso comigo. Mas a verdade é que eu me sentia maravilhoso com o percurso daquela língua entre as rugas do meu cu. Ela percebeu que When his tongue slipped between the ring of my ass, I clenched my cheeks, but when he traced it around the outside, I bent lower, spreading myself open. That gave him a clue about something true—penetration didn’t interest me, but ass-licking and biting my cheeks certainly did. As he licked my ass, one of his hands jerked me off furiously, so much that I almost burst in his hand.
I stood up and wanted to return the favor, putting her on all fours in turn. The scent of her sex was sweet, and so was its taste. I voraciously sucked her sex for a long time, and unlike the oral sex I practiced on Brenda—where it was clear I did it so she’d feel yummy, even if for me it was more like a venial sacrifice—with Pandora, I enjoyed it for myself, feeling her pussy like an alluring alien mouth that responded to my kiss with endless expressions. Then I wanted to feel what she felt in her mouth when I started licking her asshole, slowly and rhythmically at first, then harder and deeper. Each lick of her asshole was accompanied by a moan of pleasure she let out with her divine voice. Having her there, bent over, with her hands spreading her cheeks, made me incredibly hot. I stood up and started fucking her doggy-style, and she violently pulled away from me, terrified.
I followed her, laid her on her back with her legs spread, but she still wore the face of a deer in headlights. I played with her sex and the tip of my cock, and she seemed to enjoy it, but when I penetrated, her face filled with panic. I leaned in to kiss her, and when we were locked in a deep kiss, I thrust into her again, burying myself completely. She wasn’t a virgin, and her sex was so swollen or so accustomed to an immense cock that it was hard to guess why she was so terrified. The truth is, I penetrated her to the hilt and held her by the outer part of her thigh and ass, so she couldn’t escape. She thrashed like a spider while I drove deeper. meu ferrão em forma letal.
Era como se o corpo dela estivesse aberto para a penetração, mas a alma resistisse a se entregar por completo. Penetrei mais suavemente, olhando em seus olhos, notando a cor que tinham, seus cílios, a umidade, e naquele instante algo cedeu, pois sua alma parou de resistir e se fundiu também. Não havia dúvida de que agora estávamos em uma fusão total. Apesar de a suíte sugerir muitas coisas, ficamos na posição básica, pois não era preciso muito circo para gozar como estávamos. Depois de um tempo, nos surpreendemos olhando no espelho para ver como estávamos. Sua buceta formava em volta do meu pau um emaranhado perfeito, como se fosse uma gota caída do corpo de um Deus líquido, enquanto meu pau se marcava com uma silhueta interna que deixava ver que, sob a pele, havia uma atividade celular enorme.
Enquanto a possuía avidamente, ela me deu um tapa fortíssimo. Segurei sua mão incrédulo. Ela me prendeu com as pernas para que eu não saísse de seu corpo. "Me bate também", ela disse, e eu, que nunca tive essas preferências, fiquei relutante. Ela me deu outro golpe. Finalmente, bati nela. Ela fez uma careta de prazer. Bati em suas nádegas porque sentia que era o lugar onde faria menos dano. Mas depois dei tapinhas em seus peitos, na bunda, segurei seu pescoço, seu cabelo. Continuei superexcitado. Em pouco tempo, era pura violência, até que a violência máxima se manifestou em uma ejaculação que tive, tão intensa que o que produziu foi dor, e pela primeira vez ficou claro para mim que meu sêmen era parte de mim, parte viva de mim que permanecia nela mesmo depois de nos separarmos. Ela gemeu também quando gozei.
Ela me perguntou como eu me sentia, e eu disse que fabuloso. Ela me chamou de "Meu Monstro", e não sei como interpretar isso. Eu estava deitado na cama, ainda suado. Ela se levantou da cama feliz. Tirou da geladeira uma jarra que continha um elixir verde, como polpa de pepino, mas consideravelmente mais verde, mais escuro. Ela me deu para beber, o sabor era azedo. Com desgosto, eu disse que não gostei, mas ela insistiu que eu bebesse, que era para revitalizar meu corpo, para modificar o efeito do chá, e para me preparar para o que vinha a seguir.
Quando ela colocou a venda novamente, depois que só eu tomei do elixir, comecei a pensar no que era aquilo que ela chamava de "o que vinha a seguir". Ela me levou andando pelo hotel, me conduzindo a outro quarto, eu soube porque o lugar em que entramos estava fresco, quase frio, ela me sentou em uma cadeira e me amarrou pelas mãos e pés. Eu deixei ela fazer porque imaginei que se tratava de um jogo mais ousado. De certo modo, era. Ela tirou a venda e eu vi que estava a um metro de uma parede, e que, nessa parede, bem na minha frente, havia uma cortina vermelha. Vi que a cadeira em que eu estava estava parafusada no chão e que, definitivamente, eu estava muito bem amarrado.
Ela ficou atrás de mim e começou a me dizer:
— Não me pergunta do que era o suco?
— Suponho que seja seguro o que você me deu para beber.
— É um suco de peiote. Amanhã você vai ter o estômago solto, isso vai ser normal, mas não vai ser normal você ir ao médico por causa disso.
Era incrível tudo isso. Ter me dado chá de maconha não era nada comparado a me dar suco de peiote. Ter batido nela enquanto fazíamos amor era algo que não partia de mim. Deixar minha namorada não era algo meu. Parar a polícia. Ela era ainda baixinha, baixa demais para ser minha parceira, seu tom de pele não é o que me agrada e seu corpo tão miúdo é quase a antítese do meu gosto, sua língua é ainda por cima bobinha, e suas mãos não são como as que me agradam. É exatamente o oposto do meu gosto, e ainda assim essa mulher tão contrária me fez sentir, em menos de três meses, uma gama de sensações que para mim estavam proibidas. Não tenho certeza se vou ficar ao lado dela, mas por enquanto é uma alternativa de prazer que eu me ofereço.
Ela puxou uma corda e as cortinas se abriram, ficando uma espécie de moldura, como se fosse uma tela de televisão de cinquenta polegadas. No entanto, o vidro estava cinza. Não parecia ser uma janela, tampouco uma TV. O quadro se iluminou quando alguém abriu a porta do quarto ao lado. Agora eu entendia, o cômodo vizinho devia ter um espelho, daqueles que permitem que um voyeur veja do outro lado, assim, você se reflete no espelho sem saber que está sendo observado por um espião que fica do outro lado do vidro. Quando a luz acendeu, o "espetáculo" começou para mim. O cara que entrou veio sozinho e colocou sobre a cômoda o porta-retratos que tinha sido roubado da minha casa. Logo em seguida, Brenda entrou no quarto, acompanhada do cara das fotos da putaria no carro. Um deles deu dinheiro para Brenda e ela guardou na bolsa, depois começou a se despir.
Aquilo tudo era forte demais para o meu orgulho. Brenda sendo uma puta era algo que simplesmente não era possível. O quarto em que ela tinha acabado de entrar com os dois caras era nada mais, nada menos que o quarto seis que eu e ela sempre frequentávamos. Ela não poderia ser uma puta porque sempre foi mais passiva. O peiote começava a me fazer ver coisas muito estranhas, minha raiva, a maconha, o peiote, minha excitação e as centenas de pontas soltas estavam me deixando realmente louco.
Quase sem aviso, lá estava Brenda chupando os paus dos dois desconhecidos. Enfiando a carne dos dois ao mesmo tempo nos lábios que até hoje eu considerava meus. Lembrava na minha própria pele as carícias que agora ela dava a eles, e me surpreendia com a capacidade dela de satisfazê-los. Depois de um tempo, os dois a tinham nas posições mais variadas, penetrando-a na buceta e no cu, ambos ao mesmo tempo, depois na boca e na ppk, ânus e boca, e até os dois na buceta, numa vagina tão elástica que eu não conhecia. Para mim, tudo aquilo era tão irreal, tão absurdo, tão francamente incrível que me dava vontade de rir, uma risada de me saber um fantoche cósmico, uma marionete. Eu via Brenda e os caras cheios de pelos, como se fossem animais que acoplam sem culpa, sem neuroses, se entregando a todo o prazer cego de que são capazes. Enquanto eu via tudo aquilo, Pandora me contou a seguinte história: "Desde que te vi soube que você seria meu de muitas formas. Desde que te vi estacionando seu Mustang que nem um fodão atrás do outro carro, soube que eu teria que te ensinar muitas coisas. Desde que vi a curvatura das suas costas, tão frágil, tão cansada, tão enfadada, senti tanta pena de você que decidi me aproximar. Não foi você que me encontrou, fui eu que sempre estive ali, a única dona do acaso. Além de tudo, te senti crédulo, com fé, isso fez você me parecer encantador. Te segui no shopping, te segui no show, te segui no cinema, ali um dos meus garotos, aquele que está enfiando o pau na sua mulher no cu, aquele impediu que ninguém entrasse no banheiro enquanto eu me dava ao trabalho de descobrir se sua fisionomia é como eu gosto. Viu os paus daqueles dois? São grandes de verdade, e bem retos, e com a cabeçona, acredite, sua obsessão com língua pontuda não é nada comparada com a minha de ter um pau exatamente como esse par tem. Nesse instante sua mulher está sentindo que vai ficar louca de prazer com esses dois, eles sabem o que fazer quando estão comendo alguém num sanduíche daqueles, eles brincam com a distância fina que há entre seus troncos, tocam as glandes um do outro, e com isso te fazem gozar como nunca, eu sei porque aprenderam esse truque nos meus quadris. Sua obsessão com língua, que é algo muito fácil de adivinhar, não é nada. Já deixei muitos homens, homens realmente encantadores, pelo simples detalhe de não ter o membro como eu gosto, ou de não saber movê-lo como eu prefiro. Você me agradou para te dar problemas, mas tinha que descobrir se você era dos meus. No cinema não fiz outra coisa além de avaliar, me dar conta com tristeza que você não é como eu quero, sua vagabundice genética não te ajuda comigo. O outro cara, aquele que está comendo a Brendita na buceta, é o mesmo que enfiou o dedo naquele mesmo buraco dentro do cinema. O que a vadia te contou? Que ele só tocava nela. Não te disse que ele enfiou dois dedos completos na vulva dela, com certeza não contou nada disso. Posso garantir que ela começou a ser mulher naquele dia, e posso saber porque eu estava aqui, onde você está sentado agora, vendo como você e aquela putinha se consolavam. Você também nasceu, você me deve isso, você também nasceu como homem, porque antes disso você era um saco de batatas sem iniciativa, eu sei porque os vi alguma vez, depois de conhecê-lo. Eu sempre estive, lembre-se disso. Aquele que está comendo sua namorada pela boca é o ladrão que invadiu para roubar seu retrato, porque ele acredita, e está certo, que é perfeitamente capaz de foder sua namorada com o porta-retratos na cômoda. Ele também é o repórter que tirou aquelas lindas fotos que você sem dúvida revelou, que sem dúvida guardou para me ter, mesmo que fosse um pouquinho. O que está comendo sua namorada na buceta é o cara do carro, ele diz que sua futura esposa é fácil de levar para a cama, que não consegue resistir a ninguém que tenha um pau maior que o seu, o que não é nada difícil, ele diz que ela adora pica, mas é egoísta, só quer se satisfazer, que precisa aprender muita coisa para ser uma boa transa, que o dinheiro cega o escrúpulo e abre as nádegas dela. Mas não se preocupe, com o que estão fazendo com ela, vão deixá-la em ótima forma, estão abrindo não só o cu, mas milhares de possibilidades. Eu chamei a polícia, eu disse para Brenda ir na sua casa quando eu estava nela, tudo e qualquer coisa que acontece é meu plano. Não mexa comigo. Não tente me foder porque eu sou Pandora e na minha mão tenho a caixa amaldiçoada completamente aberta. Até hoje eu vou ficar perto de você. Nada do que você valoriza como amor entre você e eu é real, eu sou apenas a mulher do futuro, mais forte e voraz do que você imagina. Estou muito longe das burras como as que você está acostumbrado, você não está no meu nível, ainda precisa crescer. Hoje você me esquece. Você tem duas alternativas. Ficar aqui, esperar que eles vão embora, se soltar, voltar para casa odiando a Brenda, se sentindo impotente por nunca poder me ter, levando anos para aceitar tudo o que aconteceu, ou então, se juntar àquilo que você vê através do vidro, a Brenda teria os olhos vendados, você participaria do corpo dela, e do meu, assim você a teria de volta, que é uma mulher como a que você merece e no fundo sim te quer."
Alucinado completamente como estava, aceitei a segunda opção. Ela marcou para o quarto seis e um dos caras disse para Brenda que precisaria vendar os olhos dela, enquanto Pandora me fez jurar que não falaria nem emitiria nenhum som que me entregasse. "Brenda está igual a você, muito dopada", foi a última coisa que Pandora me disse.
Já no outro quarto, penetrei Brenda pelo cu enquanto um dos caras fazia o mesmo pela buceta, e assim me revezei em cada um dos seus buracos e até participei de uma dupla penetração na vagina. Pandora sempre tinha um pau dentro, e prestava muita atenção em chupar o cu de alguém sempre, ou a buceta da Brenda enquanto qualquer um de nós a metia. Brenda era outra, era um ser possuído pela luxúria. De repente Brenda estava sentada de cavalinho em mim, enquanto os dois caras penetravam Pandora ao mesmo tempo. Eles gozaram dentro dela, um no cu e outro na buceta. Brenda, ouvindo que os caras estavam gozando, exigia de mim sua cota de porra, e assim sentada deu reboladas cada vez mais violentas para extrair toda a minha seiva.
Ao ver todo esse estertor, Pandora e os dois caras deixaram o quarto, fechando-o com cuidado. Entrei em erupção dentro dela, que tremeu violentamente, mordendo meu ombro. Totalmente em êxtase, ela me abraçou. Finalmente tirei a venda dos olhos dela e ela pôde ver que era eu. Começamos a chorar, acho que de alegria. Nesse instante sentimos uma união absoluta, e também uma liberdade irreprimível. Nos beijamos na boca, alucinando que nos saíam asas, que voávamos, que tudo o que aconteceu nas últimas semanas era fruto de um sonho muito louco que nos levaria a este instante, sem culpa, certos de termos vivido juntos as experiências que se tornavam como um delírio do corpo.
Quando amanheceu, estávamos nus sobre a cama do quarto seis, ela ainda dormindo, eu olhando para o teto e me perguntando: Por que nos atrai aquilo que não temos? Até que ponto alguém pode se afastar daquilo que considera seu gosto e começar a aceitar situações que em teoria nunca viveríamos? Até onde vai a elasticidade deste corpo, para quantos prazeres mais ele resiste? Em que medida o corpo do ser amado contém o que amamos e o que nos dá repulsa? Brenda é tudo o que eu quero e faria, é o que ignoro e gostaria de conhecer, o que odeio, mas me dá prazer, tudo isso é ela.
A Caixa de Pandora se abriu, e me presenteou com uma mulher.
...Comecei a ter problemas
Depois de ver minha casa toda revirada, ou pelo menos bagunçada, já que nada estava quebrado, comecei a pensar seriamente em tudo que estava acontecendo. As coisas pareciam saídas de um filme de confusão. Além disso, estava perdendo uma namorada de dois anos, com quem sempre tive uma comunicação bastante aberta, com quem me entendia cada vez melhor fisicamente, com quem tive uma última noite muito promissora sobre um amplo catálogo de loucuras que poderíamos realizar. Além disso, tinha certeza de amá-la e de que ela me amava. E o que eu tinha em troca? A presença sombria de uma desconhecida, inquietante, é verdade, mas destrutiva. Como sempre, nossas coisas refletem como estamos por dentro, assim como está sua casa, assim está seu coração. Meu coração estava então violado, saqueado, ultrajado, e a causa, assim como o suposto roubo da minha casa, era, com quase toda certeza, a mulherzinha do Toyota.
Liguei para Brenda e expliquei que nada tinha a ver com tudo, disse que na verdade a garota em questão tinha tão pouca importância que me pareceu inútil ou até irritante contar o que aconteceu, que entendesse que tive pena de contar o quão estúpido fui no estacionamento da loja de telefonia, o quão burro foi ser educado com a garota quando ela era toda apatia, e que a coisa do show foi loucura dela e não minha. Ela acreditou pela metade, mas ficamos em termos melhores, eu quase de joelhos implorando, ela suprema me perdoando, etc. etc. etc.
Desliguei o telefone e me senti mais tranquilo, então prometi a mim mesmo deixar a garota do Toyota em paz. A campainha tocou. Meu corpo estremeceu de uma curiosidade nervosa e fui atender. Era a garotinha miúda do Toyota. Fiquei paralisado por um instante com o cinismo dessa garota. Ela devia ter dezenove, talvez vinte anos. Supõe-se que as relações pessoais são uma espécie de jogo, mas o que acontece quando as regras desse jogo não são impostas por você mesmo? E mais ainda, o que fazer quando essas regras não correspondem a nada que você já tenha jogado antes?
Ela entrou na minha casa sem minha permissão, como se precisasse. Começou a fuçar, como para verificar se seus capangas empregados tinham feito bem o trabalho de bagunçar meu lar. Reagi e disse:
— O que você pensa que é? Entra na minha casa como se eu não pudesse te chutar pra fora.
— Não prometa coisas que não vai cumprir comigo.
— Mas que porra... para de soar tão profeta e vaza, te quero fora da minha casa e da minha vida, me evita se me ver na rua, me considere seu inimigo, tenha nojo de mim, me aponte como aquele que mais te cai mal, você é a pior estranha que conheço.
— Me chamo Pandora.
— Como se eu me importasse.
Ela se jogou em mim, como uma lutadora, me abraçando. Daria pra ver aquela cena que com certeza daria risada em qualquer um, até pra mim era difícil de imaginar. A garota se atirando na minha cintura e me amarrando com seus braços, exatamente como se eu fosse um dos Beatles e ela uma fã americana que conseguiu furar o cerco de segurança no meio do show do Hollywood Bowl. E aqui está o incrível: eu a rejeitando com meus braços, empurrando, tentando me soltar, separá-la, e ela se agarrando mais, tentando se livrar de mim. Sempre pensei que me deixaria ser amado por qualquer mulher, a menos que fosse muito feia, e no entanto aqui estava uma garota promissoramente deliciosa, histéyummy, doidinha da cabeça, me abraçando como um polvo, dopada por seus próprios hormônios, e eu numa luta greco-romana com ela, tentando me livrar dela. Ela me deu um beijo com seu batom vermelho, e com a língua lambeu meu pescoço.
Como se não fossem problemas suficientes ter muitos escrúpulos para dar um soco que a acalmasse, na porta apareceu nada mais nada menos que Brenda, que só viu minha boca manchada de batom, e como a garota me tinha amarrado como uma sucuri, o que foi suficiente para ela levar as mãos ao rosto e chorar muito, e correr para fora da minha propriedade.
Agora sim, eu estava furioso. Apertei os braços de Pandora tão forte que com certeza iam ficar roxos. Além disso, me irritava começar a considerá-la como Pandora, tão familiar. Fui puxando-a e gradualmente a separei dos meus ombros, ela ia caindo cada vez mais no chão. Achei que estava tendo sucesso até perceber que o que consegui era obra da teimosia dela. Vai ser que não! Com os dentes, ela abriu o zíper da minha calça. Com uma mão, arriscou deslocar o braço esquerdo enfiando-o entre o cinto da minha calça e minha cintura. Firme como estava, já não usava as duas mãos; com uma me beliscava as costas, o que me fazia usar uma das minhas para tentar arrancar o beliscão, e a outra mão ela usava para tirar meu pau para fora da calça. Engoliu meu membro como uma baleia devorando plâncton. Começou a chupar e chupar com força, sua boca era pouco hábil para essas tarefas, pois seus dientes frequentemente acidentavam minha carne.
Saliva escorria como se fosse um cacto aberto ao meio e devorando. A luta não podia ser mais ridícula agora, eu tentando afastá-la de forma estúpida e ela sem levar em conta minha opinião, pois a única opinião que parecia entender era o quão duro meu pau estava ficando. Aqui vou me permitir indicar duas citações legais que pesquisei depois, por mais absurdo que pareça. Comete o crime de estupro quem tem acesso carnal com uma pessoa, seja homem ou mulher, por meio de violência física ou moral, e contra a sua vontade. Comete o crime de ato obsceno a pessoa que, por si ou por terceiro, realize exibições obscenas. Eis que essa garota estava me estuprando, e adicionalmente Brenda tinha deixado a porta da frente aberta, então qualquer um que passasse veria que ela estava chupando meu pau. A violência da sua boca, sua fome, seu desespero, me proporcionavam uma chuva de sensações que nunca tinha sentido, me sentia escolhido, único, me sentia um objeto sexual, eu que a vida toda tinha tido que convencer as garotas a me amarem, eu que sempre tive que ser simpático, agradável e um bom partido, eu que sempre tinha pedido, agora estava sendo presa de um predador da minha sexualidade, e isso me excitava, gostava da sensação de provocar nessa garota uma loucura tão grande, ela parou de me beliscar, eu parei de afastá-la, agarrei sua cabeça, poderia arrancá-la se quisesse, mas não queria porque estava gozando no seu pescoço e peito. Ouviu-se uma sirene:
- Vão ter que nos acompanhar à delegacia. Disse o policial.
Em vez de rugir de prazer como eu teria adorado, falei com voz entrecortada, extasiada:
- Mas é minha casa, posso fazer o que quiser.
- Menos isso com a porta aberta, seu filho da puta. Faça o que é mandado e não vai se machucar, vamos, se mexam os dois. Você, lave esse pescoço e bochechas, moça.
Íamos então detidos na viatura, que era daquelas caminhonetes com caçamba e capota. Ela foi sentada num banco e eu fui algemado a um cano. Estávamos sentados juntos e eu não estava com a menor vontade de dizer qualquer coisa. Ia na caçamba um sujeito pitoresco com uma câmera fotográfica no pescoço, juraria que seu bigodinho de merda era falso.
- Pose pra foto, amigos. - Disse o imbecil.
Pandora ficou ao meu lado e se aconchegou com um sorriso, CLICK, ouviu-se depois de um flash. Eu a afastei.
- Você é repórter, né?
- Claro.
- Essa foto é minha.
- Eu sei.
- Não venha com gracinha, quero dizer que vai ter que me entregar.
- Nem sonha, é parte da minha reportagem.
- Minha reportagem! Que reportagem é essa, você não sabe que tratando-se de estupro não pode divulgar nem os nomes?
- Espere aí, isso salva minha noite. É caso de estupro?, deixa eu ver, Essa santinha aqui estuprou você?, ela de dezoito, talvez menor, estuprou você que tem seus vinte e cinco fácil. E você não pôde fazer nada pra evitar? Isso sim vai vender.
- Calma, não sou advogado, na verdade não sei por que nos pararam.
- Amigo, se você me der uma grana boa, eu esqueço que isso se trata de um estupro, mas como amigo não recomendo que você fale essas merdas na delegacia. Sabe quando vão prender essa gostosa? NUNCA, e você vai ser o motivo de piada SEMPRE. Com certeza vão acreditar que a garota mandou seu pau ficar duro.
Fiz o acordo financeiro. Fiquei na rua, na pior, só por comprar aquele rolo fotográfico. Puta vida, eu trabalho quinze dias pra receber, e esse filho da puta leva 80% do meu salário em troca de uma foto oportunista e a promessa nada confiável de ficar de boca fechada. Nos desceram na delegacia e nos levaram até um gordo inspetor de investigações preliminares.
- Por que vocês estão aqui? - Disse o inspetor, deixando muito a desejar.
- Não sei. Melhor perguntar aos oficiais.
- Que porra é essa. Tranquem esse casal na cela, e me tragam o Padilla e o Ortiz.
Nos levaram até um cubículo que cheirava a vômito e mijo. Ali eu sentia uma mistura de nojo com estranheza. Fiquei olhando pra Pandora, que parecia bem tranquila, como se estivesse esperando o desenrolar das coisas, certa de que era inútil se preocupar por estar ali, totalmente convencida de que só faltava deixar o tempo passar.
- Por que você tá fazendo isso comigo? - Perguntei, sem intenção de julgar.
- Você merece viver melhor.
- É isso que você chama de melhor? Acha essa masmorra melhor que minha casa? Acredite, você tá louca e eu quero você fora da minha vida.
Não imaginei que ela começaria a chorar com tanta dor. Seu corpinho frágil parecia mais quebradiço que nunca.
- Olha, isso me deixa muito mal. Não quis te machucar, mas desde que te conheci só tive problemas. Eu vivia muito feliz...
- Você vivia muito estável, só muito estável.
- Fala o que quiser, mas isso não é o que eu quero.
- Se a sua felicidade estivesse nas suas mãos, você já teria conseguido. É tão ruim assim eu te amar?
Que conversa de cela! Eu estava muito emocionado com aquela garota. O erro dela... era criar atrito na minha vida, mas e se ela estivesse certa? Talvez minha vida estivesse andando tranquilamente demais, possivelmente em um ano eu me casaria com a Brenda, se é que ela me perdoaria por essa "segunda ofensa", teríamos dois filhos talvez, venderíamos o Mustang e compraríamos uma perua mais familiar, criaríamos algum cachorro bem caseiro, com sorte até compraríamos um canário, ou eu começaria a gostar de novelas, e assim por diante. Deixei de lado toda a minha aversão e disse a ela que não sabia nada da vida dela, que ela se metia deliberadamente na minha vida, que agora me dizia que me amava e no entanto continuava sendo uma estranha. Ela ia começar a falar, mas vieram uns guardas e a levaram só ela. "Depois te conto", foi a última coisa que ela disse. A mim me tiraram depois.
Voltei para casa e a senti incompleta. A Brenda não atendeu meu telefone. Dormi tendo muitos pesadelos, neles faziam amor Brenda e Pandora, para isso Pandora acabava tendo um pênis monstruoso com o qual arrombava o cu da Brenda, que gritava de forma angustiada mas submissa. Tendo-a assim, de quatro, a embestia duramente e em cada chegada se ouvia um grito. Brenda, cega pela posse carnal, inclinava seu corpo até os lençóis, mesmos que mordia com raiva, enquanto Pandora aproveitava essa cegueira para sacar uma navalha afiada, e na tela que era a costas branquíssimas e perfeitas da Brenda, tingia a ponta de feridas um retrato que não era outra coisa senão meu rosto rindo.
No dia seguinte joguei no lixo o caro rolo. Depois o tirei do cesto de lixo, sem saber por que o levei para revelar. A revelação me saiu mais cara do que esperava, pois as imagens não eram totalmente publicáveis, mas do tipo obsceno. Paguei. Minha surpresa foi grande devido a várias questões. Cabe dizer que o lugar onde revelei as fotos fica em frente à catedral, também é preciso prestar atenção que o calor na cidade naquele dia era sufocante. Ambos os elementos justificaram que eu entrasse na catedral, que, se bom, não tem ar condicionado, as paredes são tão grossas, as janelas e tetos tão altos, que nos bancos da igreja se sente um fresquinho delicioso. Ali, em um dos bancos lá atrás da igreja quase vazia, me sentei para ver as fotos que o repórter tinha tirado. Acabei me sentindo blasfemo.
Na primeira, estávamos Pandora e eu, sentados na viatura, ela livre, eu algemado, ela sorrindo para a câmera, eu puto da vida, feito uma fúria. Ela com o corpo totalmente voltado para mim, eu com os ombros para fora, como se quisesse fugir. Havia algo no olhar dela para a câmera, amor, ternura, intensidade, e ainda assim tinha um toque malévolo. Os peitos dela estavam bem bonitos. A segunda foto éramos nós dois também, nela ela engolia completamente meu pau com a boca, os olhos dela estavam em branco, como se estivesse envolvida em uma embriaguez total, enquanto minha cara era de prazer absoluto. Ninguém que visse essa foto acreditaria que eu estava recebendo esse boquete à força. Tudo me parecia muito estranho, para o repórter ter tirado a foto era preciso que ele estivesse lá desde antes da polícia aparecer, pois os uniformizados chegaram depois que eu tinha gozado. Em outra foto aparecia um homem ao lado de Brenda, estavam dentro de um carro, e ele a penetrava com força. Em uma dessas fotos ela montava nele de cavalinho, enquanto o cara sorria não sei se para a câmera enquanto mordia uma das tetas dela por cima da blusa, em outra foto ela chupava o pau dele, e em uma terceira foto ele a comia de quatro e ela colava o rosto no vidro, louca de tesão, apagando com a bochecha o vapor que tinha deixado a janela cinza de umidade. Outra foto era de um lugar, o Hotel Améyummy, que era o hotel que Brenda e eu costumávamos, e uma última foto era da porta do quarto seis, nosso quarto. A câmera era daquelas que registram a data e a hora. Brenda tinha me substituído anteontem às 21:35. E esse repórter, mais do que um repórter comum, parecia um duende íncubo escapado de um filme do David Lynch.
No sábado, a Brenda me ligou, queria falar sobre tudo que aconteceu. Nos vimos na minha casa. Ela estava muito confusa, dizia, e mesmo sentindo que tinha razões pra ficar puta comigo, não conseguia me esquecer, que caía na real que o tempo que tivemos como casal tinha mostrado que fazíamos um belo par, que não tinha por que perder uma relação tão bonita. Afinal, dizia, que bom que as dificuldades apareciam pra testar nosso amor, pra provar que nosso amor é maior que as vicissitudes que o destino pudesse jogar na nossa frente. Enquanto ela falava, eu pensava no idiota que eu tinha sido ao queimar o rolo de fotos e as fotos em si, exceto aquelas em que a Pandora e eu aparecíamos juntos. Vendo a cara da Brenda me soando tão sincera, eu queria ter as fotos nas mãos, não pra jogar na cara dela, mas pra olhar com calma. E se não era ela? Se era só uma mina muito parecida com um top de girassóis idêntico ao dela, com uns saltos idênticos, com uma pulseira igual, com uma bunda igual? Comecei a me dizer que, pelo menos, ela não tinha me traído enquanto era minha namorada, mas naqueles dias em que ela e eu não éramos nada.
"Quero que você seja meu namorado de novo", ela disse como se estivesse implorando. Até se ajoelhou, mesmo sem necessidade. Minha resposta foi ficar de pé na frente dela, deixando minha braguilha na altura da boca dela. Ela sorriu radiante, considerando aquilo como um sim, e engoliu meu pau, passando aquela língua mágica que ela tem por toda parte. Ela tirou minha calça e começou a chupar minhas bolas, depois colocou meu pau na entrada da boca, como se fosse só lamber a cabeça, pra então me pegar pela bunda e empurrar meus quadris pra frente, enfiando meu pau inteiro na boca dela. Ficou assim um tempão. Depois me pediu pra ficar completamente pelado, Ela fez a mesma coisa.
Na sua coluna vertebral, na altura da cintura, havia uma tatuagem que não estava lá antes, uma pequena figura de uma aranha que, em sua bolsinha gorda e preta, carregava uma mancha, como se fosse uma viúva-negra e sua mancha vermelha fosse uma aranha menor, possivelmente seu consorte recém-devorado. Sentei-me no sofá com meu pau bem duro, apontando para o céu, e ela se agachou sobre as almofadas da poltrona, como uma nave que precisa pousar na lua, tomando cuidado para se encaixar no abastecedor de combustível que estava em terra firme. Assim, devagar, ela começou a se deixar encaixar, envolvendo meu pênis em um fogo abrasador, até me envolver por completo, subindo e descendo com paixão. Peguei suas nádegas e as apertava, acompanhando seu vai e vem, roçando seu ânus de vez em quando com meu dedo indicador. Ela ficava cada vez mais quente, deitei-a na beirada da poltrona e, com ela empinada, comecei a meter com força. Ela gozou abundantemente, e eu, que já estava no ponto, tirei meu pau para que a cabeça beijasse a entrada do seu cu e, sem penetrá-la analmente, esfreguei meu pau em seu ânus, esperando que meu sêmen ardente começasse a pintar de branco seu escuro esfíncter. E assim foi, meu porra começou a jorrar, primeiro com tanta violência que uma gota voou e caiu exatamente sobre sua nova tatuagem, enquanto o resto do sêmen saciava a sede daquele cu que se contraía sedento.
Naquela noite, ela dormiu na minha casa, havia mentido em casa dizendo que iria acampar. Fodi ela sem parar a noite toda até que caímos no sono, abraçados. Quando acordei, ela já não estava, a luz entrava pela janela e saborear a noite anterior durou apenas o tempo que levei para ver que, na mesa da sala de jantar, estavam cortadas com tesoura as duas fotos de Pandora e eu. O corte foi feito de tal forma que nos separava, como se as metades fossem a silueta de cada um de nós. Fiquei puto da vida. Tinha sido um idiota de guardar aquelas fotos, de não jogá-las fora sabendo que Brenda voltaria. Ela não atendeu minhas ligações durante o dia.
No final da tarde, o Toyota Celica estacionou na frente da minha casa. Pandora buzinou e eu saí para perguntar o que ela queria. "Te dar problemas", respondeu numa piada que achei de péssimo gosto. Ela me convidou para sair, para uma surpresa, se é que eu tinha coragem. Aceitei num transe quase hipnótico. Ela disse que, para ser surpresa, eu deveria deixá-la vendar meus olhos. Mesmo sabendo que isso era um risco, tratando-se dessa esquizofrênica, aceitei. No caminho, fiquei ouvindo sua voz cantando as músicas que tocavam no rádio, sentindo a mão que não segurava o volante tocar minha perna, minha mão, sentindo como ela puxava minha mão para colocá-la sobre sua perna, embora impedisse que eu a levasse até sua buceta. As dúvidas voltaram a me assaltar: entre suas pernas haveria uma buceta ou um pau.
Chegamos a um lugar que tentei inutilmente identificar pelo cheiro, pois, embora me parecesse familiar, cheirava como qualquer hotel. Entramos num quarto, ouvi ela trancar as duas fechaduras da porta. Ela tirou a venda do meu rosto. Não havia nada de especial no quarto, que, embora fosse uma suíte, era uma suíte comum. Com uma cama enorme, uma mesinha com duas cadeiras ao redor, espelhos nas paredes. Ela me convidou para sentar nas cadeiras. Lá conversaríamos. Sua voz não era como sempre, soava mais grossa que antes. Fiquei arrepiado pensando que poderia ser um homem, o que seria praticamente impossível, a menos que minha idade não fosse suficiente para distinguir uma mulher de um excelente travesti.
— Você deve ter muitas perguntas. Qual você mais gostaria de responder?
— Por que eu?
— Porque eu gosto de você e sempre pego o que me agrada.
— Mas você não pediu minha opinião.
— Sua opinião é algo que você me deu o tempo todo. Não passou um segundo em que você não tenha pensado em mim, você sai na rua e essas são só mais uma chance de você esbarrar comigo, até nos seus sonhos você me chama, e acredite, sou muito sensível a isso, a ser o objeto de paixão de um homem. Só estou retribuindo o favor pensando no momento em que você vai me abrir completamente, me encher de carícias, me aproveitar por inteiro, ou seja, retribuo o favor pensando nesse momento.
Ela serviu chá em duas xícaras que estavam ali e começamos a beber. Nunca gostei de chá, mas esse eu bebi cegamente, como se fosse a primeira das ordens que eu teria que cumprir. Bebi várias xícaras. Comecei a me sentir meio relaxado, visceral, intenso.
— De que é esse chá? — perguntei.
— De maconha e outras ervas.
Nossa, agora eu estava até drogado! A verdade é que sempre achei que a ilegalidade da maconha é uma grande injustiça, considerando que álcool e cigarro desfilam por aí sem nenhuma restrição, sendo que não são mais nobres que a cannabis. No entanto, não gostei da ideia de estar agora drogado sem ter consentido, mas pensando bem, essa maneira covarde de fazer "sem saber" é a que melhor combina com gente covarde como eu.
Ela se levantou da cadeira, ficou de pé na minha frente, desatou o laço do vestido e o abriu como se fosse uma laranja exibicionista, deixando ver que estava nua, perfumada, branquíssima, com a buceta cheia de uma pelos grossos e abundantes. Uma mulher sortuda. Parecia um anjo inacabado, inocente, frágil, ainda sem virtudes, ainda sem asas, lindo. A erva estava começando a me fazer sentir o dom de ver a beleza, de tal forma que comecei a olhar para ela como nunca tinha visto uma mulher antes. Sua pele me parecia brilhante, como se fosse um pedaço de sol, e cada poro me parecia tão vital que quase ouvia o assobio silencioso que faziam ao respirar. Seu cheiro me embriagava completamente, enquanto eu sentia um calor intenso por todo o corpo. Sentia que cada fio de ar batia em cada um dos meus pelos, como se fossem palmeiras dançando à beira de uma praia prestes a ser atingida por um furacão, enquanto meu sangue se transformava numa complexa rede de rios que avançavam em ebulição incessante, banhando meu corpo completamente.
Tocá-la foi uma sensação elétrica, seus seios eram um par de vulcões que se moldavam aos meus dedos, resistindo com força própria à pressão das minhas mãos. Sua cintura, suas nádegas, suas pernas, seus pés, suas mãos, seu pescoço, suas orelhas, tudo precisava ser beijado. Ela me deitou na cama, deixando meu pau ereto como o mastro de uma bandeira ausente, e pôs a língua para fora, não a ponta, e começou a tocar minha glande com ela. Eu sentia como se sobre a cabeça do meu pênis passeasse um caracol do inferno, ou pelo menos um pedaço de lava consciente. Com a boca, começou a me chupar, primeiro muito mal, parecia que estava enfiando meu pau num apontador, mas de repente o lápis começou a gostar da sensação. Ela mordia, chupava, lambia, e cada uma dessas ações eu curtia pra caralho. Sua mão apertava minhas bolas num beliscão que me excitava demais. Ela me levantou e me colocou de quatro, enfiou o rosto entre minhas pernas e continuou chupando. Do meu pênis foi para minhas bolas, e dali para o pedaço de carne entre o ânus e as bolas, mordendo, e quanto mais ela mordia, mais meu falo ficava duro, balançando como a espada cantante de um desenho animado que eu vi. Ela se ajoelhou e a falta de contato da boca dela com meu corpo sugeria que estava olhando o mapa da minha bunda, memorizando minha impressão anal, então senti uma mordida bem na bunda, o passar de uma língua quente fazendo seu trabalho de dilatar meu esfíncter.
Tal carícia era para mim não só desconhecida, mas em outras condições eu provavelmente tomaria cuidado para não deixar que fizessem isso comigo. Mas a verdade é que eu me sentia maravilhoso com o percurso daquela língua entre as rugas do meu cu. Ela percebeu que When his tongue slipped between the ring of my ass, I clenched my cheeks, but when he traced it around the outside, I bent lower, spreading myself open. That gave him a clue about something true—penetration didn’t interest me, but ass-licking and biting my cheeks certainly did. As he licked my ass, one of his hands jerked me off furiously, so much that I almost burst in his hand.
I stood up and wanted to return the favor, putting her on all fours in turn. The scent of her sex was sweet, and so was its taste. I voraciously sucked her sex for a long time, and unlike the oral sex I practiced on Brenda—where it was clear I did it so she’d feel yummy, even if for me it was more like a venial sacrifice—with Pandora, I enjoyed it for myself, feeling her pussy like an alluring alien mouth that responded to my kiss with endless expressions. Then I wanted to feel what she felt in her mouth when I started licking her asshole, slowly and rhythmically at first, then harder and deeper. Each lick of her asshole was accompanied by a moan of pleasure she let out with her divine voice. Having her there, bent over, with her hands spreading her cheeks, made me incredibly hot. I stood up and started fucking her doggy-style, and she violently pulled away from me, terrified.
I followed her, laid her on her back with her legs spread, but she still wore the face of a deer in headlights. I played with her sex and the tip of my cock, and she seemed to enjoy it, but when I penetrated, her face filled with panic. I leaned in to kiss her, and when we were locked in a deep kiss, I thrust into her again, burying myself completely. She wasn’t a virgin, and her sex was so swollen or so accustomed to an immense cock that it was hard to guess why she was so terrified. The truth is, I penetrated her to the hilt and held her by the outer part of her thigh and ass, so she couldn’t escape. She thrashed like a spider while I drove deeper. meu ferrão em forma letal.
Era como se o corpo dela estivesse aberto para a penetração, mas a alma resistisse a se entregar por completo. Penetrei mais suavemente, olhando em seus olhos, notando a cor que tinham, seus cílios, a umidade, e naquele instante algo cedeu, pois sua alma parou de resistir e se fundiu também. Não havia dúvida de que agora estávamos em uma fusão total. Apesar de a suíte sugerir muitas coisas, ficamos na posição básica, pois não era preciso muito circo para gozar como estávamos. Depois de um tempo, nos surpreendemos olhando no espelho para ver como estávamos. Sua buceta formava em volta do meu pau um emaranhado perfeito, como se fosse uma gota caída do corpo de um Deus líquido, enquanto meu pau se marcava com uma silhueta interna que deixava ver que, sob a pele, havia uma atividade celular enorme.
Enquanto a possuía avidamente, ela me deu um tapa fortíssimo. Segurei sua mão incrédulo. Ela me prendeu com as pernas para que eu não saísse de seu corpo. "Me bate também", ela disse, e eu, que nunca tive essas preferências, fiquei relutante. Ela me deu outro golpe. Finalmente, bati nela. Ela fez uma careta de prazer. Bati em suas nádegas porque sentia que era o lugar onde faria menos dano. Mas depois dei tapinhas em seus peitos, na bunda, segurei seu pescoço, seu cabelo. Continuei superexcitado. Em pouco tempo, era pura violência, até que a violência máxima se manifestou em uma ejaculação que tive, tão intensa que o que produziu foi dor, e pela primeira vez ficou claro para mim que meu sêmen era parte de mim, parte viva de mim que permanecia nela mesmo depois de nos separarmos. Ela gemeu também quando gozei.
Ela me perguntou como eu me sentia, e eu disse que fabuloso. Ela me chamou de "Meu Monstro", e não sei como interpretar isso. Eu estava deitado na cama, ainda suado. Ela se levantou da cama feliz. Tirou da geladeira uma jarra que continha um elixir verde, como polpa de pepino, mas consideravelmente mais verde, mais escuro. Ela me deu para beber, o sabor era azedo. Com desgosto, eu disse que não gostei, mas ela insistiu que eu bebesse, que era para revitalizar meu corpo, para modificar o efeito do chá, e para me preparar para o que vinha a seguir.
Quando ela colocou a venda novamente, depois que só eu tomei do elixir, comecei a pensar no que era aquilo que ela chamava de "o que vinha a seguir". Ela me levou andando pelo hotel, me conduzindo a outro quarto, eu soube porque o lugar em que entramos estava fresco, quase frio, ela me sentou em uma cadeira e me amarrou pelas mãos e pés. Eu deixei ela fazer porque imaginei que se tratava de um jogo mais ousado. De certo modo, era. Ela tirou a venda e eu vi que estava a um metro de uma parede, e que, nessa parede, bem na minha frente, havia uma cortina vermelha. Vi que a cadeira em que eu estava estava parafusada no chão e que, definitivamente, eu estava muito bem amarrado.
Ela ficou atrás de mim e começou a me dizer:
— Não me pergunta do que era o suco?
— Suponho que seja seguro o que você me deu para beber.
— É um suco de peiote. Amanhã você vai ter o estômago solto, isso vai ser normal, mas não vai ser normal você ir ao médico por causa disso.
Era incrível tudo isso. Ter me dado chá de maconha não era nada comparado a me dar suco de peiote. Ter batido nela enquanto fazíamos amor era algo que não partia de mim. Deixar minha namorada não era algo meu. Parar a polícia. Ela era ainda baixinha, baixa demais para ser minha parceira, seu tom de pele não é o que me agrada e seu corpo tão miúdo é quase a antítese do meu gosto, sua língua é ainda por cima bobinha, e suas mãos não são como as que me agradam. É exatamente o oposto do meu gosto, e ainda assim essa mulher tão contrária me fez sentir, em menos de três meses, uma gama de sensações que para mim estavam proibidas. Não tenho certeza se vou ficar ao lado dela, mas por enquanto é uma alternativa de prazer que eu me ofereço.
Ela puxou uma corda e as cortinas se abriram, ficando uma espécie de moldura, como se fosse uma tela de televisão de cinquenta polegadas. No entanto, o vidro estava cinza. Não parecia ser uma janela, tampouco uma TV. O quadro se iluminou quando alguém abriu a porta do quarto ao lado. Agora eu entendia, o cômodo vizinho devia ter um espelho, daqueles que permitem que um voyeur veja do outro lado, assim, você se reflete no espelho sem saber que está sendo observado por um espião que fica do outro lado do vidro. Quando a luz acendeu, o "espetáculo" começou para mim. O cara que entrou veio sozinho e colocou sobre a cômoda o porta-retratos que tinha sido roubado da minha casa. Logo em seguida, Brenda entrou no quarto, acompanhada do cara das fotos da putaria no carro. Um deles deu dinheiro para Brenda e ela guardou na bolsa, depois começou a se despir.
Aquilo tudo era forte demais para o meu orgulho. Brenda sendo uma puta era algo que simplesmente não era possível. O quarto em que ela tinha acabado de entrar com os dois caras era nada mais, nada menos que o quarto seis que eu e ela sempre frequentávamos. Ela não poderia ser uma puta porque sempre foi mais passiva. O peiote começava a me fazer ver coisas muito estranhas, minha raiva, a maconha, o peiote, minha excitação e as centenas de pontas soltas estavam me deixando realmente louco.
Quase sem aviso, lá estava Brenda chupando os paus dos dois desconhecidos. Enfiando a carne dos dois ao mesmo tempo nos lábios que até hoje eu considerava meus. Lembrava na minha própria pele as carícias que agora ela dava a eles, e me surpreendia com a capacidade dela de satisfazê-los. Depois de um tempo, os dois a tinham nas posições mais variadas, penetrando-a na buceta e no cu, ambos ao mesmo tempo, depois na boca e na ppk, ânus e boca, e até os dois na buceta, numa vagina tão elástica que eu não conhecia. Para mim, tudo aquilo era tão irreal, tão absurdo, tão francamente incrível que me dava vontade de rir, uma risada de me saber um fantoche cósmico, uma marionete. Eu via Brenda e os caras cheios de pelos, como se fossem animais que acoplam sem culpa, sem neuroses, se entregando a todo o prazer cego de que são capazes. Enquanto eu via tudo aquilo, Pandora me contou a seguinte história: "Desde que te vi soube que você seria meu de muitas formas. Desde que te vi estacionando seu Mustang que nem um fodão atrás do outro carro, soube que eu teria que te ensinar muitas coisas. Desde que vi a curvatura das suas costas, tão frágil, tão cansada, tão enfadada, senti tanta pena de você que decidi me aproximar. Não foi você que me encontrou, fui eu que sempre estive ali, a única dona do acaso. Além de tudo, te senti crédulo, com fé, isso fez você me parecer encantador. Te segui no shopping, te segui no show, te segui no cinema, ali um dos meus garotos, aquele que está enfiando o pau na sua mulher no cu, aquele impediu que ninguém entrasse no banheiro enquanto eu me dava ao trabalho de descobrir se sua fisionomia é como eu gosto. Viu os paus daqueles dois? São grandes de verdade, e bem retos, e com a cabeçona, acredite, sua obsessão com língua pontuda não é nada comparada com a minha de ter um pau exatamente como esse par tem. Nesse instante sua mulher está sentindo que vai ficar louca de prazer com esses dois, eles sabem o que fazer quando estão comendo alguém num sanduíche daqueles, eles brincam com a distância fina que há entre seus troncos, tocam as glandes um do outro, e com isso te fazem gozar como nunca, eu sei porque aprenderam esse truque nos meus quadris. Sua obsessão com língua, que é algo muito fácil de adivinhar, não é nada. Já deixei muitos homens, homens realmente encantadores, pelo simples detalhe de não ter o membro como eu gosto, ou de não saber movê-lo como eu prefiro. Você me agradou para te dar problemas, mas tinha que descobrir se você era dos meus. No cinema não fiz outra coisa além de avaliar, me dar conta com tristeza que você não é como eu quero, sua vagabundice genética não te ajuda comigo. O outro cara, aquele que está comendo a Brendita na buceta, é o mesmo que enfiou o dedo naquele mesmo buraco dentro do cinema. O que a vadia te contou? Que ele só tocava nela. Não te disse que ele enfiou dois dedos completos na vulva dela, com certeza não contou nada disso. Posso garantir que ela começou a ser mulher naquele dia, e posso saber porque eu estava aqui, onde você está sentado agora, vendo como você e aquela putinha se consolavam. Você também nasceu, você me deve isso, você também nasceu como homem, porque antes disso você era um saco de batatas sem iniciativa, eu sei porque os vi alguma vez, depois de conhecê-lo. Eu sempre estive, lembre-se disso. Aquele que está comendo sua namorada pela boca é o ladrão que invadiu para roubar seu retrato, porque ele acredita, e está certo, que é perfeitamente capaz de foder sua namorada com o porta-retratos na cômoda. Ele também é o repórter que tirou aquelas lindas fotos que você sem dúvida revelou, que sem dúvida guardou para me ter, mesmo que fosse um pouquinho. O que está comendo sua namorada na buceta é o cara do carro, ele diz que sua futura esposa é fácil de levar para a cama, que não consegue resistir a ninguém que tenha um pau maior que o seu, o que não é nada difícil, ele diz que ela adora pica, mas é egoísta, só quer se satisfazer, que precisa aprender muita coisa para ser uma boa transa, que o dinheiro cega o escrúpulo e abre as nádegas dela. Mas não se preocupe, com o que estão fazendo com ela, vão deixá-la em ótima forma, estão abrindo não só o cu, mas milhares de possibilidades. Eu chamei a polícia, eu disse para Brenda ir na sua casa quando eu estava nela, tudo e qualquer coisa que acontece é meu plano. Não mexa comigo. Não tente me foder porque eu sou Pandora e na minha mão tenho a caixa amaldiçoada completamente aberta. Até hoje eu vou ficar perto de você. Nada do que você valoriza como amor entre você e eu é real, eu sou apenas a mulher do futuro, mais forte e voraz do que você imagina. Estou muito longe das burras como as que você está acostumbrado, você não está no meu nível, ainda precisa crescer. Hoje você me esquece. Você tem duas alternativas. Ficar aqui, esperar que eles vão embora, se soltar, voltar para casa odiando a Brenda, se sentindo impotente por nunca poder me ter, levando anos para aceitar tudo o que aconteceu, ou então, se juntar àquilo que você vê através do vidro, a Brenda teria os olhos vendados, você participaria do corpo dela, e do meu, assim você a teria de volta, que é uma mulher como a que você merece e no fundo sim te quer."
Alucinado completamente como estava, aceitei a segunda opção. Ela marcou para o quarto seis e um dos caras disse para Brenda que precisaria vendar os olhos dela, enquanto Pandora me fez jurar que não falaria nem emitiria nenhum som que me entregasse. "Brenda está igual a você, muito dopada", foi a última coisa que Pandora me disse.
Já no outro quarto, penetrei Brenda pelo cu enquanto um dos caras fazia o mesmo pela buceta, e assim me revezei em cada um dos seus buracos e até participei de uma dupla penetração na vagina. Pandora sempre tinha um pau dentro, e prestava muita atenção em chupar o cu de alguém sempre, ou a buceta da Brenda enquanto qualquer um de nós a metia. Brenda era outra, era um ser possuído pela luxúria. De repente Brenda estava sentada de cavalinho em mim, enquanto os dois caras penetravam Pandora ao mesmo tempo. Eles gozaram dentro dela, um no cu e outro na buceta. Brenda, ouvindo que os caras estavam gozando, exigia de mim sua cota de porra, e assim sentada deu reboladas cada vez mais violentas para extrair toda a minha seiva.
Ao ver todo esse estertor, Pandora e os dois caras deixaram o quarto, fechando-o com cuidado. Entrei em erupção dentro dela, que tremeu violentamente, mordendo meu ombro. Totalmente em êxtase, ela me abraçou. Finalmente tirei a venda dos olhos dela e ela pôde ver que era eu. Começamos a chorar, acho que de alegria. Nesse instante sentimos uma união absoluta, e também uma liberdade irreprimível. Nos beijamos na boca, alucinando que nos saíam asas, que voávamos, que tudo o que aconteceu nas últimas semanas era fruto de um sonho muito louco que nos levaria a este instante, sem culpa, certos de termos vivido juntos as experiências que se tornavam como um delírio do corpo.
Quando amanheceu, estávamos nus sobre a cama do quarto seis, ela ainda dormindo, eu olhando para o teto e me perguntando: Por que nos atrai aquilo que não temos? Até que ponto alguém pode se afastar daquilo que considera seu gosto e começar a aceitar situações que em teoria nunca viveríamos? Até onde vai a elasticidade deste corpo, para quantos prazeres mais ele resiste? Em que medida o corpo do ser amado contém o que amamos e o que nos dá repulsa? Brenda é tudo o que eu quero e faria, é o que ignoro e gostaria de conhecer, o que odeio, mas me dá prazer, tudo isso é ela.
A Caixa de Pandora se abriu, e me presenteou com uma mulher.
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