Continuando com a série de acontecimentos sem estar em ordem cronológica... (As imagens não são minhas, usadas pra ajudar a recriar o ocorrido) A gente ainda tava no colégio, cursando o 2º ano do ensino médio, e tava fazendo serviço comunitário porque a escola é pública e a gente tem que cumprir uma certa quantidade de horas, já que tem que devolver isso pro governo. Mais ou menos leva de 4 a 8 meses pra terminar. A gente fazia isso depois que as aulas acabavam, tipo depois das 13h.
Beleza, só pra dar um contexto, vocês precisam ler o post anterior pra situar melhor o pessoal envolvido. A gente tá num tempo depois da treta entre os caras do serviço, o chefe da organização não conseguiu nos ver naquele dia, então a gente encarou como folga e foi beber algo na beira de uma praia. A ideia foi do amigo do Bully, e os outros caras mais na deles decidiram não ir, então só sobraram 3 caras e 3 minas. Mas antes de chegar no destino, a gente passou na casa do Bully pra pegar umas paradas, e lá convidaram o irmão mais velho. Ele ia nos levar no carro dele, mas a gente era uma galera que não cabia num carro. De repente, uma das minas falou: "Ah, sem problema, a gente vai amontoada, até porque não vai rolar de a gente se pegar", e soltou uma risadinha safada, mas deixando claro que era só zoação (imagino que pra não parecer muito afim).
Naquela época, a comunicação entre a Lily e eu começava a ficar mais profunda, a gente ainda não era nada, dava pra dizer que éramos amigos, mas daqueles que rola uma atração. Nenhum dos dois dava o próximo passo, mas as conversas e os olhares entregavam tudo.
(Dado importante: o motivo de eu não dar esse passo era porque a Lily tinha namorado, e eu não queria parecer muito desesperado ou que seria só uma rapidinha, então me segurava um pouco) No final, todo mundo foi e a gente foi amassado.
Na frente, o irmão tava no volante e a gostosa no carona.
Na parte de trás, a Lily carregava a tímida, o amigo e o Bully de lado, e eu por um lado, quase deitado no meio de todo mundo. Lembrando aqui, eu lembro que, sem saber direito por que saiu... mentira, já sei. A Lily recebeu uma ligação, era do namorado dela, ela mentiu sobre o que tava fazendo e onde tava; quando desligou, virou pra mim e falou "não arruma namorada, é assim que funciona...". Essa última frase era o que ela sempre dizia quando se tratava de uma situação de namoro em que ela fazia algo questionável: "É assim que funciona!" Usando isso como justificativa tipo "queria namorada, agora aguenta".
Fomos comprar álcool, cigarro e o irmão do Bully levou um beck. Chegamos no local, ficamos no papo e na bebida, depois de um tempo, eles tiram o baseado e falam "aí, dá um trago". Eu falei "passo" (eu nunca tinha experimentado droga nenhuma até então), e meio que senti uma certa reprovação de todo mundo. Mesmo com uns comentários debochando, eu mantive o NÃO. O resto do pessoal deu uns pegas. A menina tímida também nunca tinha experimentado nada disso, mas ela caiu na pressão dos olhares e deu um trago. Assim como a Lily e a foxy, que já usavam direto antes.
Depois disso, a parada começou com o jogo da garrafinha (o pessoal senta em círculo e no meio fica uma garrafa, o bocal da garrafa manda e quem recebe é quem tem que pagar o fundo — nesse jogo vale tudo: desafios, castigos ou perguntas sem vergonha).
Começou o jogo, a primeira coisa foi quebrar o gelo, perguntas sobre posição favorita, com quantas pessoas já ficou, como foi sua primeira vez, etc... depois vêm os desafios. (Nesse ponto, eu sentia que o Bully e o irmão dele tinham feito algum tipo de trato ou acordo, que consistia em me excluir da situação e se divertirem com o resto).
Desafiam a rabuda a dar um beijo no irmão.
Lily recebeu uma lambida na barriga.
Tímida me dar um tapa, o amigo ir com a tímida pro banheiro por 5 minutos (que viraram 30min). Depois vem a parte interessante...
O irmão desafia a Lily a beijar o Bully, e que esse beijo dure o quanto ela quiser que tenha que durar. Termina de dar as instruções e todo mundo começa a rir, fazendo "Uoohh!! Belo desafio
Eu ouvi aquilo e, mesmo depois de vários anos, ainda me sobe uma emoção misturada entre raiva, nojo, decepção e um apagão...
Como é que eu ia interferir naquilo se a gente tava num jogo? Sendo só um jogo, que direito eu tinha de falar "não faz isso, Lily"? A gente não era nada, também não tinha rolado nada entre a gente, mas eu não queria que ela fizesse aquilo, não com ele, depois da treta que ela se envolveu... mas lá estava eu, com minha cara de "tenta não sentir nada", mas a risada não era tão grande quanto a dos outros, porque por dentro eu tava morrendo de ciúme. Sentado bem do lado do Bully, e ela quase de frente... Parece que o momento dura uma eternidade, pensando que ela ia desistir de fazer aquilo (talvez porque não queria me machucar, quem sabe ela tava começando a sentir algo por mim e achava que não era certo), enquanto eu fico preso nos meus pensamentos... vejo o Bully se jogar e colar os lábios dele na boca dela.
Ela, surpresa, tentando não cair de costas por não estar preparada no equilíbrio, acontece tão rápido, mas tenho gravado como em câmera lenta.. ela desiste, mas ao mesmo tempo não consegue evitar responder, ela me olha por cima dos ombros.. eu a vejo e noto como é vencida pelos lábios dela.
Antes de fechar os olhos e se deixar levar pela extinção, ela tem um ponto chave em que revira as retinas jogando elas pra cima e aí fecha as pálpebras...
Todo mundo aplaude e ri enquanto eu só bebo da minha garrafa e olho desmotivado ao meu redor.. Putz, tô puto comigo mesmo por não ter coragem de botar um limite, mas ao mesmo tempo conformado porque ela não é minha, a gente não era nada e as decisões tinham que ser dela, não minhas.
Pra mim, com a visão da realidade totalmente alterada, esses momentos foram eternos, não saberia dizer com certeza se foram só segundos ou vários minutos.
Talvez toda essa cena me fez sentir como se ela estivesse me traindo, mas a gente nem era nada ainda. Era como ver ela transando na minha frente.
O jeito que ele passava a mão na areia e ela segurava o pescoço dele com a outra mão, aqueles movimentos lentos e puxões de cabeça de um lado pro outro




Minha mente viajou pra todas aquelas putarias surreais, como eu tô falando, não saberia dizer quanto tempo durou tudo aquilo, mas eu senti como se fossem horas. Até que finalmente ela parou e empurrou ele, tirando ele de dentro dela. Depois de fazer isso, ela baixou o olhar e tava tão vermelha que podia se confundir com vergonha ou tesão.
Enquanto mantinha o olhar baixo, virou rapidamente pra me ver e logo voltou a vista pro chão.
Ao ver aquilo, eu segui o olhar dela na direção que ela estava vendo, e foi aí que percebi que alguma coisa tinha provocado aquele beijo e o momento.
Lily tava vestindo um shortinho jeans bem curto, sentada de pernas abertas na minha frente. Então não foi difícil ver o que ela tava tentando esconder.
Era óbvio que ela não queria encarar meus olhos.
A qualquer movimento, ela fingia que não estava ali, mas foi difícil porque eu tava quase de frente pra ela.
O jogo continuou e, pra relaxar, todo mundo fez outros tipos de desafios. Mas pra equilibrar as coisas, a tímida quis retribuir o favor e agora tinha desafiado a Lily a me dar um beijo de 30 segundos (Talvez fosse pouco, mas já era alguma coisa). Eu tava quase me levantando quando sinto um aperto no meu braço que me puxa.
O Bully me pegou e disse "Nada disso! Vocês não vão fazer isso não
Beleza, só pra dar um contexto, vocês precisam ler o post anterior pra situar melhor o pessoal envolvido. A gente tá num tempo depois da treta entre os caras do serviço, o chefe da organização não conseguiu nos ver naquele dia, então a gente encarou como folga e foi beber algo na beira de uma praia. A ideia foi do amigo do Bully, e os outros caras mais na deles decidiram não ir, então só sobraram 3 caras e 3 minas. Mas antes de chegar no destino, a gente passou na casa do Bully pra pegar umas paradas, e lá convidaram o irmão mais velho. Ele ia nos levar no carro dele, mas a gente era uma galera que não cabia num carro. De repente, uma das minas falou: "Ah, sem problema, a gente vai amontoada, até porque não vai rolar de a gente se pegar", e soltou uma risadinha safada, mas deixando claro que era só zoação (imagino que pra não parecer muito afim).
Naquela época, a comunicação entre a Lily e eu começava a ficar mais profunda, a gente ainda não era nada, dava pra dizer que éramos amigos, mas daqueles que rola uma atração. Nenhum dos dois dava o próximo passo, mas as conversas e os olhares entregavam tudo.
(Dado importante: o motivo de eu não dar esse passo era porque a Lily tinha namorado, e eu não queria parecer muito desesperado ou que seria só uma rapidinha, então me segurava um pouco) No final, todo mundo foi e a gente foi amassado.
Na frente, o irmão tava no volante e a gostosa no carona.
Na parte de trás, a Lily carregava a tímida, o amigo e o Bully de lado, e eu por um lado, quase deitado no meio de todo mundo. Lembrando aqui, eu lembro que, sem saber direito por que saiu... mentira, já sei. A Lily recebeu uma ligação, era do namorado dela, ela mentiu sobre o que tava fazendo e onde tava; quando desligou, virou pra mim e falou "não arruma namorada, é assim que funciona...". Essa última frase era o que ela sempre dizia quando se tratava de uma situação de namoro em que ela fazia algo questionável: "É assim que funciona!" Usando isso como justificativa tipo "queria namorada, agora aguenta".
Fomos comprar álcool, cigarro e o irmão do Bully levou um beck. Chegamos no local, ficamos no papo e na bebida, depois de um tempo, eles tiram o baseado e falam "aí, dá um trago". Eu falei "passo" (eu nunca tinha experimentado droga nenhuma até então), e meio que senti uma certa reprovação de todo mundo. Mesmo com uns comentários debochando, eu mantive o NÃO. O resto do pessoal deu uns pegas. A menina tímida também nunca tinha experimentado nada disso, mas ela caiu na pressão dos olhares e deu um trago. Assim como a Lily e a foxy, que já usavam direto antes.
Depois disso, a parada começou com o jogo da garrafinha (o pessoal senta em círculo e no meio fica uma garrafa, o bocal da garrafa manda e quem recebe é quem tem que pagar o fundo — nesse jogo vale tudo: desafios, castigos ou perguntas sem vergonha).
Começou o jogo, a primeira coisa foi quebrar o gelo, perguntas sobre posição favorita, com quantas pessoas já ficou, como foi sua primeira vez, etc... depois vêm os desafios. (Nesse ponto, eu sentia que o Bully e o irmão dele tinham feito algum tipo de trato ou acordo, que consistia em me excluir da situação e se divertirem com o resto).
Desafiam a rabuda a dar um beijo no irmão.
Lily recebeu uma lambida na barriga.
Tímida me dar um tapa, o amigo ir com a tímida pro banheiro por 5 minutos (que viraram 30min). Depois vem a parte interessante...
O irmão desafia a Lily a beijar o Bully, e que esse beijo dure o quanto ela quiser que tenha que durar. Termina de dar as instruções e todo mundo começa a rir, fazendo "Uoohh!! Belo desafio
Eu ouvi aquilo e, mesmo depois de vários anos, ainda me sobe uma emoção misturada entre raiva, nojo, decepção e um apagão...
Como é que eu ia interferir naquilo se a gente tava num jogo? Sendo só um jogo, que direito eu tinha de falar "não faz isso, Lily"? A gente não era nada, também não tinha rolado nada entre a gente, mas eu não queria que ela fizesse aquilo, não com ele, depois da treta que ela se envolveu... mas lá estava eu, com minha cara de "tenta não sentir nada", mas a risada não era tão grande quanto a dos outros, porque por dentro eu tava morrendo de ciúme. Sentado bem do lado do Bully, e ela quase de frente... Parece que o momento dura uma eternidade, pensando que ela ia desistir de fazer aquilo (talvez porque não queria me machucar, quem sabe ela tava começando a sentir algo por mim e achava que não era certo), enquanto eu fico preso nos meus pensamentos... vejo o Bully se jogar e colar os lábios dele na boca dela.
Ela, surpresa, tentando não cair de costas por não estar preparada no equilíbrio, acontece tão rápido, mas tenho gravado como em câmera lenta.. ela desiste, mas ao mesmo tempo não consegue evitar responder, ela me olha por cima dos ombros.. eu a vejo e noto como é vencida pelos lábios dela.
Antes de fechar os olhos e se deixar levar pela extinção, ela tem um ponto chave em que revira as retinas jogando elas pra cima e aí fecha as pálpebras...
Todo mundo aplaude e ri enquanto eu só bebo da minha garrafa e olho desmotivado ao meu redor.. Putz, tô puto comigo mesmo por não ter coragem de botar um limite, mas ao mesmo tempo conformado porque ela não é minha, a gente não era nada e as decisões tinham que ser dela, não minhas.
Pra mim, com a visão da realidade totalmente alterada, esses momentos foram eternos, não saberia dizer com certeza se foram só segundos ou vários minutos.
Talvez toda essa cena me fez sentir como se ela estivesse me traindo, mas a gente nem era nada ainda. Era como ver ela transando na minha frente.
O jeito que ele passava a mão na areia e ela segurava o pescoço dele com a outra mão, aqueles movimentos lentos e puxões de cabeça de um lado pro outro




Minha mente viajou pra todas aquelas putarias surreais, como eu tô falando, não saberia dizer quanto tempo durou tudo aquilo, mas eu senti como se fossem horas. Até que finalmente ela parou e empurrou ele, tirando ele de dentro dela. Depois de fazer isso, ela baixou o olhar e tava tão vermelha que podia se confundir com vergonha ou tesão.
Enquanto mantinha o olhar baixo, virou rapidamente pra me ver e logo voltou a vista pro chão.
Ao ver aquilo, eu segui o olhar dela na direção que ela estava vendo, e foi aí que percebi que alguma coisa tinha provocado aquele beijo e o momento.
Lily tava vestindo um shortinho jeans bem curto, sentada de pernas abertas na minha frente. Então não foi difícil ver o que ela tava tentando esconder.
Era óbvio que ela não queria encarar meus olhos.
A qualquer movimento, ela fingia que não estava ali, mas foi difícil porque eu tava quase de frente pra ela.
O jogo continuou e, pra relaxar, todo mundo fez outros tipos de desafios. Mas pra equilibrar as coisas, a tímida quis retribuir o favor e agora tinha desafiado a Lily a me dar um beijo de 30 segundos (Talvez fosse pouco, mas já era alguma coisa). Eu tava quase me levantando quando sinto um aperto no meu braço que me puxa.
O Bully me pegou e disse "Nada disso! Vocês não vão fazer isso não
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