No capítulo anterior, chegamos ao Uruguai com meu pai, jantamos juntos e eu dormi no sofá admirando a paisagem da janela da minha sacada no hotel. No dia seguinte, acordei na minha cama e pensei: o que aconteceu? Como vim parar aqui? E ouço batidas na porta. — Fran? — Sim, pai... pode entrar... — Bom dia, love. — Bom dia, pai... — Ele me deu um beijo na bochecha e me acariciou. — Foi você que me colocou na cama? — Sim, love... você tinha dormido naquele sofá e preferi te levar pra cama pra dormir confortável... dormiu bem? — Sim, papai... e você? — Sim, sim... linda. — Pai... posso te perguntar uma coisa? — Sim, love... pergunta. — Tomara que você não fique bravo, mas ontem à noite, quando você se levantou pra se servir, eu olhei seu celular pra ver as fotos que você tirou de mim e me chamou a atenção: por que você tirou tantas fotos? — É que te ver ali, naquele momento, você parecia a cara da sua mãe. Você tem o mesmo sorriso dela, o cabelo lindo e aquela personalidade que te faz igual a ela... igual, igualzinha. — Ahhh... pensei que fosse por outra coisa. — Não, não, love... sou seu pai e me surpreende te ver tão gostosa, tão crescida e tão parceira comigo! Mas me desculpa, se tirei tantas fotos. — Não, pai... sem problemas! — Tá bem, love... vamos descer pra tomar café? — Sim, sim, papai... vamos! Nos trocamos e descemos com meu pai. Tomamos um café da manhã continental com café, torradas e croissants, suco de laranja e até tinha geleias variadas. Quando voltamos pro quarto, ele diz: — Vou me barbear e trocar porque às 10 temos nossa primeira reunião! Você precisa tomar banho? — Não, acho que não... só vou me trocar, escovar bem o cabelo, os dentes e acho que já tá bom. — Tá bem... love. Ele foi pro banheiro, enquanto eu me trocava e fui ver no meu notebook se tinha mensagens das minhas amigas ou do Blas. Me surpreendi ao ter uma mensagem da minha mãe na minha rede social. Abri e, enquanto lia, meu coração parecia que ia pular pra fora do peito: "Oi Fran, como você tá? Tomara que a... esteja passando muito bem, assim que voltarem, você e eu temos que conversar. Veio ontem sua amiga Natali e me contou que todos estavam preocupados com você, quando perguntei quem, ela disse que suas amigas e especialmente o namorado dela, parece que pelo olhar dele, achava que eu sabia de quem ela tava falando, você não me contou que tá se encontrando com alguém e também tão chegando mensagens no seu celular mas não dá pra ver de quem é e também não dá pra desligar, porque é um tsunami o dia inteiro de mensagens chegando! Por favor, não vou olhar suas mensagens, mas... você pode me dizer como silenciar isso? Dá um beijo grande no seu pai e a gente se fala" Na minha mente passou que ela ia falar algo sobre as mensagens com o Barti. A parada de um suposto cara na minha vida seria mais fácil de lidar do que as mensagens que eu tinha com o ex dela e eu escrevi: "Oi mãe. Aqui tudo bem, ontem jantamos muito bem com o pai, ele tomou vinho e eu tomei um refrigerante. Hoje tomamos café e já estamos nos preparando pra ir pra reunião que vamos ter. Sobre o Blas, é um cara que conheci há pouco, não é nada sério, por isso não te contei. Meu celular desbloqueia com os meus últimos seis dígitos da minha data de nascimento. Não dá pro Guille. Não quero que ele mexa ou veja meu celular! Mando muitos beijos e tô com muita saudade, mãe!" Meu pai saiu do banheiro, já barbeado e com um pouco de gel no cabelo, enquanto terminava de arrumar o cabelo com o pente pequeno que ele tinha -Já tô quase pronto, filha... e você, como tá? -Pai... tava escrevendo pra mãe que me mandou uma mensagem na minha rede social perguntando como podia desligar ou silenciar meu celular porque chegam muitas mensagens das minhas amigas e outras pessoas que têm meu contato... -Mas você, love, sempre, mas sempre tem que tomar cuidado com gente nova que queira te adicionar ou pedir amizade. Porque uma vez sua mãe me contou que você tem uma rede social e ela tava e ainda continua muito brava, embora nesse caso eu não ache ruim que a ... mas tem que tomar cuidado, viu... porque principalmente com os amigos das suas amigas ou amigos dos seus colegas, porque você, filha, eu sei que é uma menina muito boa e nunca se deixaria fazerem mal a você, não gosto de me meter na sua vida pessoal, mas o mundo em que a gente vive é uma merda, tem gente de bosta que quer se aproveitar de meninas como você, minha princesa, minha filha que em breve será toda uma mulher! -Obrigada, pai... você é o homem mais importante junto com os avós... -Eu sei que você terá homens na sua vida que vão te amar ou vão dizer que te amam, mas não esqueça disso, meu amor. Eu vou estar sempre, mas sempre pra você e o papai vai te amar pra sempre e vai te ver como aquela menina que você era há muitos anos atrás, que só queria estar segura nos meus braços e me pedir mil e uma coisas... Eu estava tão emocionada que até levantei o olhar e vi ele enxugando as lágrimas... não podia acreditar: meu pai estava chorando, emocionado falando comigo do fundo do coração dele -Me perdoa, filha. Vamos?? -Sim... sim... Dessa vez, fui prendendo o cabelo com uns grampinhos enquanto ia em direção ao elevador. Meu pai fechou bem a porta do nosso quarto e guardou a chave no bolso e esperamos pacientemente o elevador, enquanto ele segurava umas pastas e ouvimos o celular dele tocar -Peraí, amor... pode segurar isso pra mim, por favor? -Claro, pai... me dá que eu levo pra você - ele atendeu -Alô? Ah sim, sim, sim... ah tá bom... tá bom... sim, sim, em alguns minutos a gente chega aí. Tô indo com minha filha e também levo os contratos e convênios pra vocês darem uma olhada... tá certo. Perfeito. Um abraço - Desligou e olhou pra mim e sorriu. Descemos no elevador e ficamos no hall de entrada enquanto ele esperava uma ligação e me disse: -Peraí, gostosa... você colocou um grampinho torto, deixa eu arrumar? -Claro, pai... - eu joguei a cabeça bem pra trás pra ele poder arrumar sem problemas -Agora sim ficou ótimo! Saímos de lá e um carro totalmente preto veio nos buscar E muito grande, e lá dentro vi a cara conhecida do homem de ontem à noite que me confundiu com minha mãe, e ele vinha junto com outros dois homens e um garoto bem jovem, mais ou menos da minha idade. A gente cumprimentou todo mundo meio por cima e, quando chegamos no escritório de um deles, aí sim cumprimentamos bem melhor. Estavam o Marcelo, o Ricardo, o Osvaldo, e o jovem se apresentou bem docemente como Ezequiel, filho do Ricardo. Eu e o Ezequiel ficamos na área dos sofás, e os outros foram pra sala de reunião que era perto de onde a gente tava. Ezequiel: — Oi, gostosa! Qual é o seu nome? Eu: — Oi, Ezequiel, me chamo Francesca. É um prazer... Eze: — O prazer é meu, você é daqui? Eu: — Não, não, eu sou da Argentina, vim com meu pai pra essas reuniões e de quebra pra conhecer e passear. Eze: — Ahhh, seu pai é o famoso Martin? Eu: — O que faz meu pai ser tão famoso aqui? Eze: — Não saberia te dizer, gostosa, mas aqui em todas as reuniões que meu velho me leva, ele sempre fala de um tal de Martin, e acho que é o seu pai! Eu: — Me sinto lisonjeada que meu pai seja tão respeitado aqui no Uruguai. Eze: — Quantos anos você tem, gostosa? Eu: — Eu tenho 17, daqui a pouco faço 18. E você? Eze: — Eu tenho 22, tô estudando administração de empresas na universidade pra poder ajudar meu velho nessa parada toda, porque esse trampo é bem complexo e eu sempre tenho que prestar atenção em tudo que ele faz... Eu: — Ahhh, que legal... Eze: — E você tá namorando ou tá sozinha? Eu: — Conheci um cara legal faz pouco tempo, ele é bem doce e a gente conversou bastante. E você? Eze: — Me sinto lisonjeado que você me veja assim, linda — eu sorri — mas não, tô solteiro, não tenho nada com ninguém ainda, mas é muito difícil eu me apaixonar porque vivo ocupado com minhas atividades e ajudando meu velho. Eu: — Você é um jovem empresário! Eze: — Você também vai ser logo, gostosa! Vou adorar trabalhar com você, gostosa! Ele se aproximou de mim e me ofereceu um café que tinha numa mesinha tipo centro, junto com um monte de coisas tipo bolachinhas e mini cookies. Eu: Valeu, você é muito atencioso.
Eze: — É que nesse ramo de negócio, o café não pode faltar, assim como o mate pra gente, uruguaios...
Eu: — Pra gente também, eu tomo mate com minhas amigas e às vezes com minha mãe, porque meu pai não curte muito mate.
Eze: — Ahhh... e você tem irmãos?
Eu: — Sim, sim... tenho só uma irmã, mas ela ficou em casa com minha mãe. E você?
Eze: — Sim, tenho dois irmãos, um mais velho que eu e a outra, a caçula: uma mimada danada. Meu irmão tem 26 e tá morando no Brasil há uns anos, e agora sobrou eu com ela e meus velhos! Tô doido pra me virar e viajar pra outro país... você mora aí com seus pais?
Eu: — Sim, sim... adoraria já ter meu canto, minha casa ou apartamento, porque não aguento mais minha irmã, ela é muito chata, e além disso quero minha privacidade e espaço pra trazer minhas amigas ou, se um dia eu tiver um namorado.
Eze: — Já te falei, não vou pra Argentina, não insiste, por favor — a gente riu junto —. A verdade é que você é muito legal, gosto de estar com você e conversar.
Eu me sentei no sofá e ele trouxe um pufe redondo pra perto de mim, e eu sorri tímida. Ele tentou olhar nos meus olhos, se aproximou mais, acariciou minha bochecha, me olhou nos olhos e tentou me tocar.
Eu: — Me desculpa, Ezequiel, mas eu tenho um possível namorado lá na Argentina e não seria capaz de fazer nada errado.
Eze: — Desculpa, Fran, é que é a primeira vez que uma mulher me atrai tanto desde o primeiro minuto que conheci. Não quero que a gente perca uma amizade e talvez no futuro a gente possa ser algo mais, vou esperar você.
A gente terminou de tomar o café e ouviu a porta abrir. O pai do Ezequiel apareceu:
Ricardo: — Eze, pede pra mocinha as pastas que eles trouxeram? Dá uma olhada e depois me traz pra assinar.
Ezequiel: — Sim, pai!
Ricardo fechou a porta, eu levantei pra entregar as pastas, ele se levantou e foi sentar num sofá mais confortável. Tava por perto e ele fala, imitando a voz de um senhor mais velho:
— Moça, pode me dar as pastas que a senhora trouxe?
Eu: — Claro, cavalheiro... aqui estão as pastas e os convênios da empresa que eu administro, e acho que não tem nada fora do lugar, mas o senhor decide!
E a gente riu junto. Ezequiel apoiou o pé sobre a outra perna e examinava as pastas com cuidado, lia em silêncio e folheava devagar. Eu estava do lado dele, olhando, esperando a aprovação de que estava tudo certo.
Ezequiel: — Sinceramente, moça, estou muito surpreso. Sua empresa atende a tudo que a gente precisa pra poder operar com ela... então, parabéns! Vamos ser sócios de agora em diante! — Fechou a pasta e estendeu a mão pra mim.
Eu olhei surpresa, porque era exatamente como meu pai tinha me descrito que seria uma reunião, com os acordos, assinaturas de convênios e o modo de operação. Mas, pra ser a primeira vez sozinha com uma pessoa desconhecida falando sobre papéis, contratos e convênios, me senti muito bem e muito à vontade.
Eu: — Sinceramente, o prazer é todo meu, e vai ser um prazer trabalhar com vocês.
Ezequiel se levantou e estendeu a mão pra mim, mas pegou minha mão com suavidade e deu um beijo. Isso me deixou completamente ruborizada, e eu baixei o olhar.
Ezequiel: — Moça, não seja tímida! É só um beijo, um gesto nobre pra você.
Eu: — É que é a primeira reunião formal que eu tenho.
Ezequiel: — E virão muitas outras reuniões. Tomara que tenha muito mais convênios, negócios e acordos com você e sua empresa, moça! Porque eu gosto do seu jeito e da sua seriedade no trabalho.
Eu sorri de novo, tímida.
— Olha, moça, se continuar sorrindo desse jeito, vou ter que aplicar um pequeno corretivo num futuro contrato que a gente tiver.
Eu: — O que a gente precisa mudar ou melhorar nele?
E Ezequiel se aproximou de mim, acariciou meu braço devagar, levantou levemente meu queixo e me olhou com os olhos cor de mel, e sorriu. Eu não tinha reparado antes... Esse olhar e essa cor de olhos que pareciam muito mais chamativos do que um olho verde que eu já vi num colega um dia. Quando menos esperava, o Ezequiel tava colado no meu corpo, o braço dele rodeando minhas costas e com uma mão acariciando minhas bochechas e afastando devagar os fios de cabelo que caíam no meu rosto. Ezequiel: - A gente podia jantar a sós pra acertar um pequeno trato que a senhorita precisa revisar e me dar o OK pra começar o mais rápido possível. Porque eu tô muito interessado nisso. Eu: - Desculpa, mas acho melhor a gente falar disso outro dia. Como já te falei, eu tenho um relacionamento... um possível relacionamento com alguém já... no meu país... e... não... não é legal discutir isso agora. Eze: - Mas senhorita, a senhora sabe das minhas intenções e eu faria qualquer coisa por você, te cortejar onde precisar, cuidar de você durante sua estadia e te mostrar lugares lindos do meu país, é só me dar o OK e assinar meu novo contrato. Me deixa te dar meu cartão pessoal, se a senhora mudar de ideia, pode me mandar uma mensagem e me dar um possível sim pro meu pedido. Uma mão dele foi pro bolso do paletó, eu aproveitei e me afastei, e ele me deu o cartão junto com um bombom que tava lá. - Não leva como atrevimento, mas a verdade é que só quero te cortejar, te mimar e cuidar de você durante sua estadia. Tem muito homem sem noção por aí, e eu vou ser seu segurança, seu motorista e seu guia turístico, tudo num só. Eu: - Valeu, você é muito gentil! - O Marcelo chegou rindo e perguntou. Marcelo: - Fala, juventude! Eze: - Beleza, Marcelo? Eu: - Oi... o que cê tava precisando? Marcelo: - As pastas que trouxeram com seu pai - apontando pra mim - pra entregar pro seu pai - apontou pro Ezequiel. Eze: - Tão aqui comigo. Fala pro meu pai que tá tudo certo, já conferi tudo e tá tudo bem. E fala pros nossos pais que vou levar essa gatinha pra dar uma volta aqui perto. Marce: - Beleza. bem... tentem não ir muito longe
Eze: - Relaxa, é aqui perto...
Marce: - OK, se cuidem
E o Ezequiel me pegou pela cintura e fomos andando até a saída, e eu vi a vista da manhã, totalmente diferente da que tinha visto com meu pai na noite anterior
Eu: - Nossa, esse lugar é incrível, cada vez gosto mais!
Ezequiel: - É que Punta é um dos lugares mais tops e mais escolhidos por turistas internacionais e pelos próprios daqui. Vou te levar a um lugar emblemático de Punta, que são as famosas mãos, e de lá tem um restaurante lindo com comidas variadas
Seguimos caminhando e cada vez fazia mais calor, eu ia me abanando com as mãos. Passamos por uma barraca de chapéus, bonés e roupas mais leves, e parei pra olhar. Ele disse:
Eze: - Escolhe uma coisa pra você e depois a gente acerta
Eu: - Não, não... não é educado da minha parte
Eze: - Pelo amor de Deus, Fran... experimenta essa capelina... uauuuu ficou maravilhosa em você... se olha!
Me olhei no espelho que eles tinham e amei. Ezequiel pagou e seguimos andando. Paramos numa descida, ele desceu e, com o celular, tirou uma foto minha. Eu sorri e apoiei a mão no corrimão, e ele tirou outra foto.
Nós dois sorrimos e continuamos descendo até a praia. Ele tirou os sapatos e as meias que estava usando e andou descalço. Me pegou pela mão e eu me senti no paraíso.
Fomos até a área das mãos e ele tirou várias fotos minhas posando. Num momento, ele disse:
- Vamos tirar uma selfie!
Eu sorri e ele encostou minha cabeça na dele e sorriu. Depois fez uma foto 360, girou o celular completamente pra mostrar tudo como estava, e a última foi aquela foto redonda onde parece que somos os únicos no planeta.
Ele me pegou pela mão e caminhamos pela praia. Íamos em silêncio, eu apreciando a paisagem e ele me olhando. Num momento, olho pra ele e ele sorri pra mim.
- Você é tão linda, Fran... não pensei em dizer isso, mas... tô me apaixonando. Agora não consigo parar de te olhar e ver como você é maravilhosa...
Paramos e ele me pegou pela cintura e me acariciou. devagar pelas minhas costas e com a mão ele acariciou meu rosto devagar, eu fechei os olhos e nos beijamos. A gente parou quando sentiu que a água tocava nossos pés. Continuamos andando devagar pra voltar pro escritório e fomos em silêncio. Quando chegamos lá, meu pai estava com Ricardo e Marcelo na entrada, e quando nos viram chegar, meu pai sorriu aliviado.
Eu: — Oi, pai!
Pai: — Oi, love... oi... hmm
Eze: — Sou Ezequiel, sou filho do Ricardo... prazer, senhor. Levei sua filha pra conhecer o monumento das mãos.
Pai: — Valeu, você é muito respeitoso e muito atencioso comigo, e com certeza também foi com minha filha.
Eze: — Sim, senhor — eles apertaram as mãos.
Ricardo: — A gente podia terminar essas assinaturas e selar essa parada almoçando juntos, que tal, Martin?
Pai: — Perfeito.
Fomos pro mesmo restaurante que a gente tinha jantado sozinhos na noite passada com meu pai, mas dessa vez com Ezequiel, Ricardo, Osvaldo e Marcelo. Dessa vez sentei do lado do meu pai, mas na minha frente tava o Ezequiel. Me surpreendi de novo que meu pai, assim como os outros, escolheu o rodízio de novo.
Eze: — Por que você não escolhe o rodízio, Francesca?
Eu: — É que tem muita coisa e eu não ia me decidir...
Eze: — Posso te acompanhar pra você ver tudo que tem pra você. — falando com meu pai — Com licença, senhor. Vou levar sua filha um minutinho — ele concordou com a cabeça.
Fomos pro buffet e ele me mostrou.
Eze: — Aqui tem todo tipo de entrada, o que você quiser: frios, guarnição de verduras, caldos e até sopas. Mais lá tem empadas, tortas, bolinhos, guarnições, cubos de verdura e mais lá estão os peixes, o que você imaginar tem ali: lula frita, cornalitos, camarão, mexilhão, salmão, lula, polvo e até tubarão!
Eu: — Uauuuu... meu pai tava certo!
Eze: — Vocês já vieram aqui?
Eu: — Sim, sim, ontem à noite, mas eu escolhi cazuela... acho que dessa vez também vou de rodízio.
Fomos escolhendo uma variedade de comidas nós dois, enquanto nossos pais e os outros ainda continuavam conversando e não tinham se levantado. a se servir. Quando chegamos na mesa com nossos pratos, meu pai me viu e disse:
Pai: - Ahhhh, que bom, love... você escolheu o rodízio!
Eu: - Sim, pai... Eze... Ezequiel me mostrou tudo que tem pra comer.
Meu pai, Marcelo, Osvaldo e Ricardo foram se servir, ficando nós dois a sós na mesa.
Eze: - Fran, posso confessar uma coisa?
Eu: - Claro, fala aí.
Eze: - Queria que o tempo parasse pra você não voltar ainda pro seu país.
Eu: - Ainda tenho dois dias antes de ir...
Eze: - Sério?? Pensei que você fosse hoje... Posso te convidar pra sair pra dançar numa balada exclusiva daqui?
Eu: - Vou ter que pedir permissão pro meu pai.
Eze: - Tenho certeza que ele vai deixar, porque hoje à noite eles têm outra reunião com jantar e você ficaria sozinha no hotel.
Eu: - Como você sabe?
Eze: - Sou filho do homem que mais fecha negócios no Uruguai.
Eu: - Ah... então talvez a gente se veja hoje à noite...
Eze: - Agora, assim que terminarmos, a gente podia ir pra praia...
Eu: - Mas não sei se trouxe nada pra vestir, um biquíni ou maiô.
Eze: - Por isso não se preocupa, lá onde comprei sua capelina vende de tudo, a gente pode ir dar uma olhada...
Eu: - Agora?
Eze: - Sim, claro, agora... Vamos deixar eles quietos comendo, bebendo e falando de negócios.
Eu: - Tá bom...
Meu pai voltou com o Ricardo, e atrás vinham Marcelo e Osvaldo. Ele parou eles antes de chegar na mesa e falou a proposta sobre mim. Meu pai concordou com a cabeça.
Eu coloquei minha capelina e saímos pra caminhar. Enquanto olhávamos algumas vitrines, parei numa que tinha um biquíni de várias cores e no meu modelo favorito. Também tinha vestidos de praia e escolhi um.
Ele, junto com o pai dele que tinha chegado no lugar de carro, se ofereceu pra deixar minhas roupas que tirei depois da compra. Foi trocar de roupa, deixou a chave com um manobrista e fomos caminhando. Ele segurou minha mão.
Quando tirei minha capelina, também tirei o vestido. Ele me viu assim e ficou de boca aberta. Sentei na areia e ele ficou em pé. Me olhando...
—Uauuuuu, Fran... a verdade é que você tá muito gostosa... me deixou sem palavras
—Você não gostou do meu biquíni?
—Gostei, sim... mas é que é a primeira vez que venho com uma garota pra praia e você é a mais linda que tem aqui!
Eu fiquei vermelha e baixei o olhar. Ele estava de short de praia e uma camisa branca com as mangas dobradas até os cotovelos. Tirou a camisa devagar e ficou com o peito nu: nunca tinha visto um cara com uns pelinhos e uma barriguinha, e fiquei impactada. Ele me olhou, e eu sorri.
—Vejo que você é curiosa...
—Desculpa... é que é a primeira vez que alguém tira a roupa na minha frente...
—E você gosta de me ver?
Eu corei e olhei pra baixo de novo.
—Vamos, Fran... me fala...
—É que você tá muito gostoso!!
—E você também, é linda e adoro estar com você... sinto que a gente se conhece há anos!
Ele senta do meu lado e acaricia devagar minha bochecha. Eu baixo o olhar, e ele levanta meu rosto de novo, me olha nos olhos, se aproxima ainda mais e me beija de novo, um beijo suave e calmo, sem abrir os olhos. Eu acariciava o corpo dele, e ele me beija com mais paixão, abrindo mais minha boca e mexendo nossas línguas devagar. A gente se deita na areia, e ele acaricia meu rosto lentamente.
—Ah, Fran... você é tão linda. Não acredito que me apaixonei por você
—Ah, Eze... não... não... não quero brincar com seus sentimentos. Você também é muito gato e adoro compartilhar tudo isso com você, mas sabe que eu... eu tô num relacionamento recente com um cara de lá e não gosto de fazer esse tipo de coisa...
—Mas a gente só se beijou... não estamos machucando ninguém. Não vou dar nenhum outro passo se você não quiser, não vou te obrigar nem forçar. Quero que a decisão seja sua!
CONTINUA...
Eze: — É que nesse ramo de negócio, o café não pode faltar, assim como o mate pra gente, uruguaios...
Eu: — Pra gente também, eu tomo mate com minhas amigas e às vezes com minha mãe, porque meu pai não curte muito mate.
Eze: — Ahhh... e você tem irmãos?
Eu: — Sim, sim... tenho só uma irmã, mas ela ficou em casa com minha mãe. E você?
Eze: — Sim, tenho dois irmãos, um mais velho que eu e a outra, a caçula: uma mimada danada. Meu irmão tem 26 e tá morando no Brasil há uns anos, e agora sobrou eu com ela e meus velhos! Tô doido pra me virar e viajar pra outro país... você mora aí com seus pais?
Eu: — Sim, sim... adoraria já ter meu canto, minha casa ou apartamento, porque não aguento mais minha irmã, ela é muito chata, e além disso quero minha privacidade e espaço pra trazer minhas amigas ou, se um dia eu tiver um namorado.
Eze: — Já te falei, não vou pra Argentina, não insiste, por favor — a gente riu junto —. A verdade é que você é muito legal, gosto de estar com você e conversar.
Eu me sentei no sofá e ele trouxe um pufe redondo pra perto de mim, e eu sorri tímida. Ele tentou olhar nos meus olhos, se aproximou mais, acariciou minha bochecha, me olhou nos olhos e tentou me tocar.
Eu: — Me desculpa, Ezequiel, mas eu tenho um possível namorado lá na Argentina e não seria capaz de fazer nada errado.
Eze: — Desculpa, Fran, é que é a primeira vez que uma mulher me atrai tanto desde o primeiro minuto que conheci. Não quero que a gente perca uma amizade e talvez no futuro a gente possa ser algo mais, vou esperar você.
A gente terminou de tomar o café e ouviu a porta abrir. O pai do Ezequiel apareceu:
Ricardo: — Eze, pede pra mocinha as pastas que eles trouxeram? Dá uma olhada e depois me traz pra assinar.
Ezequiel: — Sim, pai!
Ricardo fechou a porta, eu levantei pra entregar as pastas, ele se levantou e foi sentar num sofá mais confortável. Tava por perto e ele fala, imitando a voz de um senhor mais velho:
— Moça, pode me dar as pastas que a senhora trouxe?
Eu: — Claro, cavalheiro... aqui estão as pastas e os convênios da empresa que eu administro, e acho que não tem nada fora do lugar, mas o senhor decide!
E a gente riu junto. Ezequiel apoiou o pé sobre a outra perna e examinava as pastas com cuidado, lia em silêncio e folheava devagar. Eu estava do lado dele, olhando, esperando a aprovação de que estava tudo certo.
Ezequiel: — Sinceramente, moça, estou muito surpreso. Sua empresa atende a tudo que a gente precisa pra poder operar com ela... então, parabéns! Vamos ser sócios de agora em diante! — Fechou a pasta e estendeu a mão pra mim.
Eu olhei surpresa, porque era exatamente como meu pai tinha me descrito que seria uma reunião, com os acordos, assinaturas de convênios e o modo de operação. Mas, pra ser a primeira vez sozinha com uma pessoa desconhecida falando sobre papéis, contratos e convênios, me senti muito bem e muito à vontade.
Eu: — Sinceramente, o prazer é todo meu, e vai ser um prazer trabalhar com vocês.
Ezequiel se levantou e estendeu a mão pra mim, mas pegou minha mão com suavidade e deu um beijo. Isso me deixou completamente ruborizada, e eu baixei o olhar.
Ezequiel: — Moça, não seja tímida! É só um beijo, um gesto nobre pra você.
Eu: — É que é a primeira reunião formal que eu tenho.
Ezequiel: — E virão muitas outras reuniões. Tomara que tenha muito mais convênios, negócios e acordos com você e sua empresa, moça! Porque eu gosto do seu jeito e da sua seriedade no trabalho.
Eu sorri de novo, tímida.
— Olha, moça, se continuar sorrindo desse jeito, vou ter que aplicar um pequeno corretivo num futuro contrato que a gente tiver.
Eu: — O que a gente precisa mudar ou melhorar nele?
E Ezequiel se aproximou de mim, acariciou meu braço devagar, levantou levemente meu queixo e me olhou com os olhos cor de mel, e sorriu. Eu não tinha reparado antes... Esse olhar e essa cor de olhos que pareciam muito mais chamativos do que um olho verde que eu já vi num colega um dia. Quando menos esperava, o Ezequiel tava colado no meu corpo, o braço dele rodeando minhas costas e com uma mão acariciando minhas bochechas e afastando devagar os fios de cabelo que caíam no meu rosto. Ezequiel: - A gente podia jantar a sós pra acertar um pequeno trato que a senhorita precisa revisar e me dar o OK pra começar o mais rápido possível. Porque eu tô muito interessado nisso. Eu: - Desculpa, mas acho melhor a gente falar disso outro dia. Como já te falei, eu tenho um relacionamento... um possível relacionamento com alguém já... no meu país... e... não... não é legal discutir isso agora. Eze: - Mas senhorita, a senhora sabe das minhas intenções e eu faria qualquer coisa por você, te cortejar onde precisar, cuidar de você durante sua estadia e te mostrar lugares lindos do meu país, é só me dar o OK e assinar meu novo contrato. Me deixa te dar meu cartão pessoal, se a senhora mudar de ideia, pode me mandar uma mensagem e me dar um possível sim pro meu pedido. Uma mão dele foi pro bolso do paletó, eu aproveitei e me afastei, e ele me deu o cartão junto com um bombom que tava lá. - Não leva como atrevimento, mas a verdade é que só quero te cortejar, te mimar e cuidar de você durante sua estadia. Tem muito homem sem noção por aí, e eu vou ser seu segurança, seu motorista e seu guia turístico, tudo num só. Eu: - Valeu, você é muito gentil! - O Marcelo chegou rindo e perguntou. Marcelo: - Fala, juventude! Eze: - Beleza, Marcelo? Eu: - Oi... o que cê tava precisando? Marcelo: - As pastas que trouxeram com seu pai - apontando pra mim - pra entregar pro seu pai - apontou pro Ezequiel. Eze: - Tão aqui comigo. Fala pro meu pai que tá tudo certo, já conferi tudo e tá tudo bem. E fala pros nossos pais que vou levar essa gatinha pra dar uma volta aqui perto. Marce: - Beleza. bem... tentem não ir muito longe
Eze: - Relaxa, é aqui perto...
Marce: - OK, se cuidem
E o Ezequiel me pegou pela cintura e fomos andando até a saída, e eu vi a vista da manhã, totalmente diferente da que tinha visto com meu pai na noite anterior
Eu: - Nossa, esse lugar é incrível, cada vez gosto mais!
Ezequiel: - É que Punta é um dos lugares mais tops e mais escolhidos por turistas internacionais e pelos próprios daqui. Vou te levar a um lugar emblemático de Punta, que são as famosas mãos, e de lá tem um restaurante lindo com comidas variadas
Seguimos caminhando e cada vez fazia mais calor, eu ia me abanando com as mãos. Passamos por uma barraca de chapéus, bonés e roupas mais leves, e parei pra olhar. Ele disse:
Eze: - Escolhe uma coisa pra você e depois a gente acerta
Eu: - Não, não... não é educado da minha parte
Eze: - Pelo amor de Deus, Fran... experimenta essa capelina... uauuuu ficou maravilhosa em você... se olha!
Me olhei no espelho que eles tinham e amei. Ezequiel pagou e seguimos andando. Paramos numa descida, ele desceu e, com o celular, tirou uma foto minha. Eu sorri e apoiei a mão no corrimão, e ele tirou outra foto.
Nós dois sorrimos e continuamos descendo até a praia. Ele tirou os sapatos e as meias que estava usando e andou descalço. Me pegou pela mão e eu me senti no paraíso.
Fomos até a área das mãos e ele tirou várias fotos minhas posando. Num momento, ele disse:
- Vamos tirar uma selfie!
Eu sorri e ele encostou minha cabeça na dele e sorriu. Depois fez uma foto 360, girou o celular completamente pra mostrar tudo como estava, e a última foi aquela foto redonda onde parece que somos os únicos no planeta.
Ele me pegou pela mão e caminhamos pela praia. Íamos em silêncio, eu apreciando a paisagem e ele me olhando. Num momento, olho pra ele e ele sorri pra mim.
- Você é tão linda, Fran... não pensei em dizer isso, mas... tô me apaixonando. Agora não consigo parar de te olhar e ver como você é maravilhosa...
Paramos e ele me pegou pela cintura e me acariciou. devagar pelas minhas costas e com a mão ele acariciou meu rosto devagar, eu fechei os olhos e nos beijamos. A gente parou quando sentiu que a água tocava nossos pés. Continuamos andando devagar pra voltar pro escritório e fomos em silêncio. Quando chegamos lá, meu pai estava com Ricardo e Marcelo na entrada, e quando nos viram chegar, meu pai sorriu aliviado.
Eu: — Oi, pai!
Pai: — Oi, love... oi... hmm
Eze: — Sou Ezequiel, sou filho do Ricardo... prazer, senhor. Levei sua filha pra conhecer o monumento das mãos.
Pai: — Valeu, você é muito respeitoso e muito atencioso comigo, e com certeza também foi com minha filha.
Eze: — Sim, senhor — eles apertaram as mãos.
Ricardo: — A gente podia terminar essas assinaturas e selar essa parada almoçando juntos, que tal, Martin?
Pai: — Perfeito.
Fomos pro mesmo restaurante que a gente tinha jantado sozinhos na noite passada com meu pai, mas dessa vez com Ezequiel, Ricardo, Osvaldo e Marcelo. Dessa vez sentei do lado do meu pai, mas na minha frente tava o Ezequiel. Me surpreendi de novo que meu pai, assim como os outros, escolheu o rodízio de novo.
Eze: — Por que você não escolhe o rodízio, Francesca?
Eu: — É que tem muita coisa e eu não ia me decidir...
Eze: — Posso te acompanhar pra você ver tudo que tem pra você. — falando com meu pai — Com licença, senhor. Vou levar sua filha um minutinho — ele concordou com a cabeça.
Fomos pro buffet e ele me mostrou.
Eze: — Aqui tem todo tipo de entrada, o que você quiser: frios, guarnição de verduras, caldos e até sopas. Mais lá tem empadas, tortas, bolinhos, guarnições, cubos de verdura e mais lá estão os peixes, o que você imaginar tem ali: lula frita, cornalitos, camarão, mexilhão, salmão, lula, polvo e até tubarão!
Eu: — Uauuuu... meu pai tava certo!
Eze: — Vocês já vieram aqui?
Eu: — Sim, sim, ontem à noite, mas eu escolhi cazuela... acho que dessa vez também vou de rodízio.
Fomos escolhendo uma variedade de comidas nós dois, enquanto nossos pais e os outros ainda continuavam conversando e não tinham se levantado. a se servir. Quando chegamos na mesa com nossos pratos, meu pai me viu e disse:
Pai: - Ahhhh, que bom, love... você escolheu o rodízio!
Eu: - Sim, pai... Eze... Ezequiel me mostrou tudo que tem pra comer.
Meu pai, Marcelo, Osvaldo e Ricardo foram se servir, ficando nós dois a sós na mesa.
Eze: - Fran, posso confessar uma coisa?
Eu: - Claro, fala aí.
Eze: - Queria que o tempo parasse pra você não voltar ainda pro seu país.
Eu: - Ainda tenho dois dias antes de ir...
Eze: - Sério?? Pensei que você fosse hoje... Posso te convidar pra sair pra dançar numa balada exclusiva daqui?
Eu: - Vou ter que pedir permissão pro meu pai.
Eze: - Tenho certeza que ele vai deixar, porque hoje à noite eles têm outra reunião com jantar e você ficaria sozinha no hotel.
Eu: - Como você sabe?
Eze: - Sou filho do homem que mais fecha negócios no Uruguai.
Eu: - Ah... então talvez a gente se veja hoje à noite...
Eze: - Agora, assim que terminarmos, a gente podia ir pra praia...
Eu: - Mas não sei se trouxe nada pra vestir, um biquíni ou maiô.
Eze: - Por isso não se preocupa, lá onde comprei sua capelina vende de tudo, a gente pode ir dar uma olhada...
Eu: - Agora?
Eze: - Sim, claro, agora... Vamos deixar eles quietos comendo, bebendo e falando de negócios.
Eu: - Tá bom...
Meu pai voltou com o Ricardo, e atrás vinham Marcelo e Osvaldo. Ele parou eles antes de chegar na mesa e falou a proposta sobre mim. Meu pai concordou com a cabeça.
Eu coloquei minha capelina e saímos pra caminhar. Enquanto olhávamos algumas vitrines, parei numa que tinha um biquíni de várias cores e no meu modelo favorito. Também tinha vestidos de praia e escolhi um.
Ele, junto com o pai dele que tinha chegado no lugar de carro, se ofereceu pra deixar minhas roupas que tirei depois da compra. Foi trocar de roupa, deixou a chave com um manobrista e fomos caminhando. Ele segurou minha mão.
Quando tirei minha capelina, também tirei o vestido. Ele me viu assim e ficou de boca aberta. Sentei na areia e ele ficou em pé. Me olhando...
—Uauuuuu, Fran... a verdade é que você tá muito gostosa... me deixou sem palavras
—Você não gostou do meu biquíni?
—Gostei, sim... mas é que é a primeira vez que venho com uma garota pra praia e você é a mais linda que tem aqui!
Eu fiquei vermelha e baixei o olhar. Ele estava de short de praia e uma camisa branca com as mangas dobradas até os cotovelos. Tirou a camisa devagar e ficou com o peito nu: nunca tinha visto um cara com uns pelinhos e uma barriguinha, e fiquei impactada. Ele me olhou, e eu sorri.
—Vejo que você é curiosa...
—Desculpa... é que é a primeira vez que alguém tira a roupa na minha frente...
—E você gosta de me ver?
Eu corei e olhei pra baixo de novo.
—Vamos, Fran... me fala...
—É que você tá muito gostoso!!
—E você também, é linda e adoro estar com você... sinto que a gente se conhece há anos!
Ele senta do meu lado e acaricia devagar minha bochecha. Eu baixo o olhar, e ele levanta meu rosto de novo, me olha nos olhos, se aproxima ainda mais e me beija de novo, um beijo suave e calmo, sem abrir os olhos. Eu acariciava o corpo dele, e ele me beija com mais paixão, abrindo mais minha boca e mexendo nossas línguas devagar. A gente se deita na areia, e ele acaricia meu rosto lentamente.
—Ah, Fran... você é tão linda. Não acredito que me apaixonei por você
—Ah, Eze... não... não... não quero brincar com seus sentimentos. Você também é muito gato e adoro compartilhar tudo isso com você, mas sabe que eu... eu tô num relacionamento recente com um cara de lá e não gosto de fazer esse tipo de coisa...
—Mas a gente só se beijou... não estamos machucando ninguém. Não vou dar nenhum outro passo se você não quiser, não vou te obrigar nem forçar. Quero que a decisão seja sua!
CONTINUA...
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