Bom começo

Bem, continuo com o relato. Desde aquele último sábado de novembro de 2014, começamos a conversar e saímos várias vezes com a Lu. Embora eu já tivesse ficado com outras minas e a Lu com outros caras, nenhum de nós dois nunca tinha namorado de verdade. Pra ser sincero, sempre achei uma puta perda de tempo ter que conhecer alguém. Por vários motivos. Primeiro, sou muito tímido (hoje em dia lido melhor com minha timidez, mas naquela época, falar com um desconhecido era insuportável, me deixava nervoso, entediado, etc.). Depois, sempre tive uma personalidade meio estranha (até minha família vivia falando que eu era raro como cachorro verde, que era a ovelha negra, o corcunda, o rebelde, o teimoso. Não falavam por mal, nem de forma agressiva, mas era assim). Nunca gostei de sair pra balada, não curtia socializar com quem eu não conhecia, andava sempre de roupa esportiva, não ligava pra me vestir na moda ou fazer um corte de cabelo descolado, não tava nem aí pra ter carro e dirigir, mesmo sabendo como fazer. No fim, nunca me importei com minha aparência, com o que os outros podiam falar ou pensar de mim, do meu jeito, das minhas roupas, etc. E sempre dizia que não ia fingir ser algo que não sou pra pegar uma gatinha, fazer um amigo ou agradar alguém, e que se me aceitassem assim, era porque realmente me valorizavam como eu era. Mas com a Lu, desde o começo, quando começamos a conversar e toda aquela chatice de conhecer alguém, percebi que tinha algo diferente. Não era como sempre acontecia, quando eu falava com uma mina, a gente se perguntava sobre a vida e, se no segundo ou terceiro papo não rolasse nada, eu me entediava e parava de falar. Com a Lu, começamos a conversar e, mesmo que a parte de nos conhecermos me entediasse completamente, percebi rápido que tava rolando algo diferente. Entrava no Facebook quase toda hora pra ver se tinha mensagem dela, esperava ansioso, mesmo que a gente falasse das mesmas besteiras de Sempre com as pessoas que você conhece. Perguntas sobre família, gostos, relacionamentos anteriores (que no nosso caso, nunca tivemos um namoro sério com ninguém, apesar de já ter ficado com outras pessoas antes). Isso me entediava pra caralho no geral, e por isso também não rolava nada além de uns dois encontros e acabava tudo ali. Mas com a Lu, eu até queria falar dessas merdas. Começamos a conversar e bateu uma química foda. Começamos a nos ver. Ela começou a aparecer nos finais de semana que a gente fazia com a galera do boxe, com os amigos e amigas dela do crossfit, e a coisa foi fluindo do melhor jeito. Ela começou a vir aqui em casa (nunca tinha trazido uma mina sozinha pra minha casa, já tinham entrado várias gatas, mas sempre em grupos de amigos, nunca tinha trazido uma sozinha). Ela começou a conhecer minha família. Apresentei como amiga da academia. E foi assim que tudo começou. A Lu, por outro lado, era estranha porque era super divertida, extrovertida, festeira, brincalhona e te encarava de frente, mas primeiro meus nervos e minha timidez me faziam ir bem devagar, e depois, cada vez que eu via que tudo tava indo bem e eu podia avançar, percebia que ela recuava. Algo me dizia que alguma coisa ruim tinha acontecido com ela quando era mais nova, alguma experiência ruim, um estupro, não sei, eu pressentia isso. Mas ao mesmo tempo ela era super aberta e divertida, e me deixava confuso e em dúvida sobre o que estava rolando. A gente se beijava, começava a se tocar, e de repente eu percebia que ela ficava rígida, que tava desconfortável, que não tava gostando, e aí eu parava. E ao mesmo tempo, eu também não queria que ela pensasse que eu era um lerdo que não partia pra cima, mas toda vez que eu avançava, sentia um freio da parte dela. Desde aquele último sábado de novembro de 2014 até o dia do meu aniversário, no final de maio de 2015, não rolou absolutamente nada (a gente não transou). A gente se beijava, se tocava, ela tinha me chupado, eu tinha chupado os peitos dela, tentamos duas vezes transar, mas quando eu ia descer pra chupar um pouco a buceta dela... lubrificar pra conseguir meter. percebia que ela ficava desconfortável. na primeira vez que meti, fiquei menos de dois minutos, saiu e foi impossível meter de novo. outra vez aconteceu a mesma coisa: meti, fiquei menos de cinco minutos e, ao mudar de posição, não consegui meter de novo. no dia do meu aniversário. ela não só conheceu o resto da família que ainda não conhecia, como também ficou pra dormir pela primeira vez, e foi a primeira vez que a gente transou com todas as preliminares e uma penetração bem longa, em várias posições. a gente também tava meio altinho. a partir daquele dia começou nosso namoro, porque não dava mais pra continuar falando pra minha família que era uma amiga da academia, e ela ficava pra dormir, vinha em casa, a gente se beijava, saía pra passear, pra comer. já tava na cara. até o dia do meu aniversário, a coisa era assim: muitos beijos, carícias, amassos, saídas, risadas, se divertir pra caralho, mas nada de sexo.

1 comentários - Bom começo

muy bueno. se ve real. sin fantassias pajeras ja . ojala sigas