Lições de sedução felina

Lecciones de seducción felina— Hoje você foi bem de novo, Felicia — disse Selina, se inclinando pra dar um apertão carinhoso no ombro da sua protegida —. Daqui a pouco você vai ser minha igual. — É, claro — respondeu Felicia, debochando e revirando os olhos. Mas não conseguiu esconder o sorriso que se formou no rosto, e Selina também não achou que ela tava tentando esconder. Felicia adorava receber elogios, pelo menos da mulher que a tinha pegado sob sua proteção —. Ainda tenho um longo caminho pela frente até chegar no seu nível, se é que um dia chego. — Ah, e que modéstia! — Selina riu e deu um tapinha na bochecha da protegida —. Mas não precisa de tanta modéstia. Hoje foi um trabalho espetacular. Eu mesma mal teria feito melhor, mesmo com todos meus anos de experiência. Não era exagero. Ela tava genuinamente impressionada com a habilidade que Felicia tinha mostrado no roubo de hoje. Tinha sido um trampo grande; de longe o maior que Selina tinha deixado ela tomar a frente. A experiente Mulher-Gato tinha ficado pronta e preparada pra intervir e ajudar sua protegida de dezoito anos se as coisas dessem errado, mas não precisou. Felicia executou o roubo ao banco sem problemas. Até surgiram alguns imprevistos, tipo um certo vigilante que apareceu perto do fim, mas Felicia não perdeu a calma. Agiu com coragem e confiança, e as duas ladras escaparam sem nenhum problema. — Cê não acha que eu fui muito devagar com a janela? — perguntou Felicia, como se procurasse um defeito pra encanar ou algo que merecesse crítica. Isso também era algo positivo. Ter confiança nas próprias habilidades e não deixar a dúvida entrar enquanto fazia o roubo era bom, mas arrogância não era. Excesso de confiança podia levar a falta de preparo e execução descuidada. e uma execução ou preparação deficiente podia derrubar até o ladrão mais talentoso. Bastava um passo em falso e tudo podia se perder. Era bom que Felícia estivesse procurando coisas pra melhorar, mesmo depois de um roubo tão bem-sucedido. Mostrava que ela levava o treinamento a sério e prestava atenção nas lições que Selina tava ensinando. "Não foi tão rápido quanto eu teria feito", disse Selina sem rodeios. "Mas não tem muitos ladrões tão bons quanto eu." — Não tem nenhum ladrão tão bom quanto você — respondeu Felícia, e isso fez Selina rir. — Puxa-saco — disse ela de brincadeira, bagunçando o cabelo loiro platinado de Felícia. Isso era algo que ela fazia muito desde que tinha a mulher mais nova sob sua proteção, mas ultimamente tinha ganhado um significado um pouco diferente. Antes era uma demonstração de afeto quase familiar, não muito diferente do que uma irmã mais velha faria com a irmã mais nova. Mas agora era diferente; mais suave e com um sentimento por trás que nenhuma relação fraternal de verdade teria. Tinha sido uma mudança gradual da parte de Selina, e totalmente intencional também, e ela sabia que tava funcionando. Foi uma transição sutil enquanto Selina procurava mudar os parâmetros da relação delas e fazer com que a contraparte mais nova a visse sob uma nova luz, e ela sabia que tava funcionando. O sucesso dos seus esforços era óbvio em como o sorriso de Felícia cresceu e como ela inclinou a cabeça com o toque levemente. — Não é bajulação se é verdade — disse Felícia. — E é. Você é a melhor, Selina. — Eu sou — concordou Selina. Era verdade, embora ela não deixasse esse conhecimento a deixar confiante demais enquanto trabalhava. Ou talvez fosse verdade porque ela não deixava isso a deixar confiante demais. Mas não tinha nada de errado em admitir a verdade nesse caso. — Só existe uma Mulher-Gato. — A admiração que Felícia sentia por ela era adorável, francamente. Essa admiração era uma das as principais razões pelas quais a Selina a tinha colocado sob sua proteção em primeiro lugar. Ela não tinha o costume de aceitar protegidos e, no geral, preferia trabalhar sozinha, a menos que não houvesse outra opção. Mas ela via um pouco de si mesma na Felicia. Via uma jovem que podia moldar para se tornar uma ladra e justiceira à sua própria imagem, e alguém que valia a pena dedicar tempo para dar aulas particulares. Felicia não a tinha decepcionado nem feito ela pensar que tinha cometido um erro ou que estava perdendo seu tempo precioso com ela. O progresso dela tinha sido notável e, honestamente, não restavam muitas lições que a Selina pudesse ensinar. — Sim, tem — respondeu Selina. Inclinou o rosto para se aproximar bem da Felicia, o suficiente para olhar fundo nos olhos verdes dela, que pareciam piscar mais rápido que o normal. Selina sabia que, daquele ângulo, estava mostrando um bom pedaço do decote com a blusinha que tinha vestido depois de voltar do assalto, mas isso não era problema. Na verdade, era o oposto de um problema. Era uma vantagem, e se os olhos da Felicia descessem para admirar a pele dela, tudo bem pra Selina. "Mas a Gata Negra está se tornando uma ladra mestra muito, muito digna por mérito próprio", continuou. "Mal posso esperar pra ver no que você vai se transformar depois que eu terminar todas as minhas lições." Ela bagunçou o cabelo da Felicia de novo e apertou o ombro dela, e então se endireitou e saiu do quarto. Se ela balançava um pouco os quadris ao andar, bem, isso era parte da última lição dela para a Felicia. A jovem tinha se adaptado muito bem a todas as outras lições que a Selina tinha dado e a todo o conhecimento que tinha passado pra ela, e, sabendo ou não, já estava no meio da última lição fazia um tempinho. Enquanto preparava a Felicia para o primeiro grande assalto do dia, onde ela estava no comando e tinha a chance de mostrar tudo o que tinha aprendido até agora, Selina tinha começado sutilmente com a última lição. Ela já tinha aprendido tudo sobre entradas sem problemas, roubos precisos e fugas apressadas, como lidar com a polícia e como usar os civis a seu favor quando necessário. Tinha aprendido a reagir quando outros criminosos ou justiceiros apareciam, e até o que fazer quando o cruzado da capa em pessoa surgia pra tentar estragar a festa. Agora, era hora de aprender a arte da sedução. Selina estava se divertindo pra caralho ensinando essa lição. Mas por mais que mal pudesse esperar pra terminar, agora era o momento de ser sutil. Era cedo demais pra ser óbvia. Agora, ela só podia se contentar com uma sedução mais emocional, embora também com um pouco de provocação física. Tudo estava funcionando. Não precisava se virar nem olhar por cima do ombro pra sentir os olhos da Felícia seguindo a bunda dela balançando enquanto se afastava.dominacao— Acha que é um bom plano? Selina sorriu. Apesar de todo o treinamento e até mesmo da prova concreta das habilidades dela nos últimos golpes que tinha realizado, Felicia ainda queria a aprovação dela. Tinham tido vários trabalhos desde aquele em que primeiro deixou sua protegida tomar a iniciativa, e Selina tinha assumido um papel mais de apoio em cada um deles. Felicia tinha tido sucesso como líder todas as vezes, executando cada plano depois de identificar os pontos de entrada ideais e as condições perfeitas para realizar seu roubo. Selina ainda estava lá para ajudar quando e onde precisavam dela, mas não tinha tido muita necessidade de se esforçar. Não importava o nível de risco ou complexidade de qualquer trabalho, a execução de Felicia era impecável. Ela lidava habilmente com qualquer variável inesperada que surgisse, que era uma das habilidades mais importantes que qualquer bom ladrão devia ter. Não importava o quão bem pensado fosse seu plano, o quão fácil um alvo parecesse ou quanta habilidade você tivesse: sempre surgiria algo inesperado e, se você não fosse capaz de manter a cabeça fria e se adaptar rápido, não ia ser ladrão por muito tempo. Felicia tinha mostrado que estava pronta pra tudo que aparecia. Ela realizava cada trabalho quase tão bem quanto sua mentora teria feito, e melhor que praticamente qualquer outra pessoa envolvida naquela linha de trabalho em particular. Selina tinha conhecido muitos colegas ladrões que tinham metade do talento de Felicia e, ainda assim, seriam arrogantes demais pra pensar que havia algo que pudessem aprender com a Mulher-Gato, mas Felicia não tinha deixado os primeiros sucessos subirem à cabeça. Ela ainda entendia que havia espaço pra melhorar, e não tinha medo de pedir pra sua mentora, que era mais velha e muito mais experiente, que lhe emprestasse sua sabedoria. Claro, essa não era a única razão pela qual Felicia estava correndo pra mostrar as anotações que tinha feito no diagrama que mostrava a disposição do próximo alvo. Ela queria genuinamente o conselho e a sabedoria da Selina, e Selina ficava tão feliz em dar isso quanto sempre. Mas tinha mais do que isso. Felicia queria a opinião dela, mas o que ela queria acima de tudo era a aprovação dela. Esse era um resultado inevitável depois de um treinamento tão cuidadoso por parte da Selina. Ela tinha ensinado sua protegida a desejar o reforço positivo dela, e sempre esteve lá pra dar quando ela merecia. No começo, eram só palavras simples de elogio e incentivo, e a sinceridade delas sempre brilhava e fazia Felicia sorrir. Mas conforme Selina foi se esforçando pra ensinar a arte da sedução, ela complementou essas palavras de incentivo e elogios com toques leves e, finalmente, com vislumbres do corpo dela. Ela queria que Felicia se sentisse tão animada e feliz quando Selina a tocava quanto quando a elogiava, e também queria que ela associasse o corpo da mentora com esses mesmos sentimentos quentes. Selina sabia como seus métodos de sedução funcionavam bem e agora estava feliz em tirar proveito disso. Ela se inclinou pra olhar por cima do ombro de Felicia pra poder ver as anotações que a mulher mais nova tinha feito e, embora realmente analisasse o plano com seriedade pra ver se conseguia identificar alguma falha ou coisa que sua protegida pudesse ter deixado passar, também aproveitou a oportunidade pra dar um pouco mais do contato físico que Felicia estava aprendendo a desejar aos poucos, mas com certeza. Ela apoiou o queixo no ombro de Felicia, que ficava exposto pela camiseta regata que ela usava. — Hmm — disse Selina, lenta e suavemente, quase como se estivesse ronronando. Ela ouviu Felicia puxar o ar rapidamente e sentiu o braço dela tremer levemente, e isso fez a mulher mais velha sorrir. Essa garota Era tão adorável! —Posso ser completamente honesta com você, Felicia? —Sim, claro —disse Felicia rapidamente. Selina percebeu um pouco de ansiedade na voz da mulher mais nova quando ela falou. Obviamente, estava nervosa por ter cometido um erro ou por ter percebido algo que ela não tinha notado. "Está impecável", disse Selina quase num sussurro. "Eu não poderia ter feito melhor". —Sério? —disse Felicia, e no caso dela, foi num sussurro também. Mas não foi para causar efeito; foi porque o sussurro de Selina a afetou. —De verdade —confirmou Selina—. Você apontou cada ponto fraco no sistema de segurança dela que eu teria notado, traçou exatamente a mesma rota e o mesmo horário de início que eu teria escolhido, e se tem uma única coisa aqui que você deixou passar, significa que eu também deixei passar. —Ambas sabiam o quão improvável isso era, então, a menos que a capacidade de avaliação da Mulher-Gato estivesse falhando, sua protegida tinha bolado um plano perfeito. —Bom —disse Felicia—. Tá certo. Podemos colocar em prática amanhã à noite, a menos que você esteja ocupada. "Não tenho nada planejado", disse Selina com sinceridade. "E mesmo que tivesse, abriria espaço na minha agenda pra isso. Tem poucas coisas na vida que me dão mais alegria do que ver com meus próprios olhos o quanto minha putinha cresceu". Ainda apoiando o queixo no ombro de Felicia, envolveu a nuca dela com os braços e deu um apertãozinho no corpo dela. Os tremores de Felicia voltaram, mas agora estavam bem mais intensos. Selina via os arrepios subindo na pele macia dela e sabia que naquele quarto fazia calor demais pra ser por causa da temperatura. A garota estava incrivelmente excitada naquele momento, e Selina estava prestes a dar ainda mais motivos pra ela tremer de tesão. —Estou muito orgulhosa de você —disse, e então deu um beijinho na bochecha de Felicia. Não durou muito, e Selina tomou cuidado pra não deixar seus lábios se aproximaram os lábios à boca dela antes de se afastar. Isso teria sido óbvio e direto demais para o que ela estava fazendo ali. Aquilo tinha sido uma sedução gradual e de desenvolvimento lento, e foi intencional. Provavelmente ainda levaria um tempo até que ela considerasse que era o momento certo para intensificar as coisas numa direção mais explícita, então um beijo diretamente nos lábios estava fora de cogitação por enquanto. Quase dava para ver como um beijo casto, sem nenhum fundo romântico ou sexual, pelo menos se olhasse isoladamente, sem saber da dinâmica entre as duas mulheres e como ela vinha mudando recentemente. Mas aquele beijo rápido na bochecha não aconteceu no vácuo. Veio logo depois que ela abraçou o pescoço da Felicia e deu o elogio genuíno que ela tanto queria ouvir. Felicia já teria ficado fascinada só com o elogio e o abraço casual. Sentir os lábios macios da Selina pressionando a bochecha dela, mesmo que por um instante, foi só a cereja do bolo nessa deliciosa sedução. —Tô doida pra te apoiar, Black Cat — disse Selina, jogando os braços pra trás e dando um passo pra trás, quebrando o feitiço que mantinha a protegida nas garras dela. Ouviu Felicia soltar um suspiro—. Sei que você vai me orgulhar de novo amanhã à noite. —Vou sim — disse Felicia, soando tão determinada quanto Selina jamais a ouvira. Ouvir a mentora elogiar as habilidades dela e definir as expectativas deu a Felicia um objetivo claro, e ela sabia que, se quisesse estar à altura dessas expectativas e ganhar mais elogios, precisava se garantir no roubo de amanhã à noite, não importando os perrengues que pudessem aparecer—. Não vou te decepcionar.Desculpe nao posso traduzir esFoi esplêndido, Felicia!", disse Selina, sorrindo de orelha a orelha enquanto se inclinava e apoiava as mãos no encosto do sofá. "Você lidou com aquela interrupção grossa do duo dinâmico perfeitamente". Até Selina tinha ficado preocupada quando Batman e Robin apareceram no meio do assalto. Lidar com o Batman sozinha já era complicado pra caralho, mas ter o parceiro mais novo dele ali pra ajudar era uma notícia ruim pra porra. A própria Selina já tinha sido pega pelo duo uma ou duas vezes, e mesmo que sempre conseguisse dar um jeito de escapar e fugir da prisão depois que a colocavam sob custódia de gente menos foda que Batman e Robin, as capturas ainda feriam seu orgulho. Ela tinha certeza de que poderia ter encontrado um jeito de ajudar Felicia a escapar eventualmente, mas essa não era a preocupação dela. O que a preocupava era que uma captura, e até uma prisão curta ali, pudesse causar um dano duradouro na confiança de Felicia, especialmente com o quanto ela tinha passado a desejar a aprovação de Selina. Uma falha dessas poderia muito bem ter destruído a carreira florescente da Gata Negra no crime antes mesmo dela realmente começar, e isso teria sido uma pena! Mas Felicia tinha superado as expectativas dela. Não entrou em pânico quando Batman e Robin apareceram inesperadamente. Nem deixou a chegada deles a dissuadir de ir embora com o butim, que agora estava em cima da mesa do escritório de Selina. A jovem de 18 anos, com só um punhado de assaltos no currículo, não se entregou à pressão e ao estresse de ter os vigilantes mais famosos (ou infames, dependendo da perspectiva) de Gotham na sua cola. —Obrigada — disse Felicia, sorrindo feliz com o elogio —. Mas eu não teria conseguido sem você. —Besteira — disse Selina, balançando a cabeça —. A única coisa que fiz foi distrair o morcego por um momento. Ele percebeu meu truque e sacou que era você indo em direção ao cofre quase na hora. Eu te ganhei uns segundos no máximo. —Mas foi por pouco que escapamos —disse Felicia—. Cada segundo conta, como você sempre diz. Sem você como ameaça, quem sabe como Batman e Robin teriam tentado me pegar. Selina não podia discutir esse ponto. A participação real dela tinha sido mínima além da pequena distração que deu à sua protegida um tempo valioso, mas sua presença era algo que Batman e Robin tinham que levar em conta enquanto faziam a perseguição. —Bom, se você insiste em me dar crédito, acho que vou ter que aceitar —disse rindo—. Que tal a gente simplesmente concordar que formamos uma dupla foda? Afinal, fomos boas o bastante pra superar o duo dinâmico. —Sim, fomos —disse Felicia, rindo—. Aposto que não tem muita gente que pode dizer isso! —Com certeza não. Eles são um casal perigoso. Mas encontraram a rival deles agora que têm um par de felinas graciosas prontas pra atacar. Selina pulou no encosto do sofá e aterrissou na almofada ao lado de Felicia, mostrando sua agilidade e graça ao fazer tudo num movimento só, bem fluido. Felicia ofegou, mas Selina sabia que não era porque ela estava impressionada com sua agilidade. Elas tinham trabalhado juntas por tempo demais pra ela não saber o quanto era fácil pra sua mentora fazer aquele movimento. Porra, a própria Felicia seria capaz de fazer aquilo sem esforço nenhum. Não foi o atletismo que fez Felicia ficar sem fôlego, mas o quão perto Selina estava dela. Ela ficava cada vez mais consciente da presença de Selina e do corpo dela enquanto a lenta sedução continuava. Cada vez que ficavam tão perto fisicamente assim, Selina não tinha dificuldade em ver o quão eficazes seus métodos de sedução tinham sido. Felicia parecia corada; ela lambeu os lábios várias vezes e se remexeu no sofá como se estivesse com calor demais pra ficar confortável. —Muito em breve nem vou mais poder te chamar de minha protegida —disse Selina. fazendo um biquinho fingido para Felícia —. Você poderia sair por conta própria agora mesmo e ser uma das melhores ladras do mundo. — Ele se inclinou e colocou um braço sobre os ombros de Felícia —. Mas mesmo quando você for uma ladra mundialmente famosa por mérito próprio, quero que saiba que sempre terá um lugar aqui comigo quando precisar ou quiser. — Sério? — sussurrou Felícia —. Quando eu quiser? — Quando você quiser — confirmou Selina, e aproximou os lábios da orelha de Felícia —. Você não pode ser minha protegida para sempre, e já aprendeu quase tudo que eu posso te ensinar. — Ela sussurrava em seu ouvido, sabendo que seria muito mais eficaz e impactante —. Mas mesmo que eu não possa ser sua mentora para sempre, não me importaria de ser sua parceira. — Selina sorriu enquanto saía do quarto, depois de ter tomado banho e se secado. Não havia nada como um bom banho quente depois de um assalto bem-sucedido, e ver como Felícia tinha se saído bem, mesmo diante do Batman e do parceiro dele, a deixou tão feliz quanto teria ficado se fosse ela mesma quem tivesse realizado um roubo tão bem executado. Era um sinal de até onde o talento de sua protegida tinha se desenvolvido ao longo do treinamento, e Selina não podia estar mais feliz com isso. Ela já sabia que tinha escolhido sabiamente quando quebrou suas próprias regras e pegou Felícia como protegida para passar todos os truques do ofício, mas nunca a jovem Black Cat tinha deixado isso mais claro do que hoje. Ela realmente tinha merecido uma grande recompensa. Talvez Selina roubasse um daqueles quadros que Felícia tanto gostava e desse de presente para ela pendurar em casa quando tivesse uma. Ou poderia pendurar no quarto dela aqui na casa de Selina. Ela não estava brincando sobre ela ter um lugar aqui quando quisesse. Selina saiu de suas divagações sobre o que podia fazer para recompensar Felícia pela atuação impressionante de hoje quando ouviu o som inconfundível de um gemido vindo de trás da porta fechada do quarto da Felícia. Não era a primeira vez que a Selina ouvia um som daqueles desde que tinha acolhido a jovem; longe disso. Nunca tinha dado muita importância nem chamado a atenção quando ouvia a Felícia se envolvendo naquela atividade no passado. Era algo perfeitamente natural pra uma mulher jovem e saudável como a Felícia, e ela sempre fazia no quarto dela e não falava alto. A pessoa comum provavelmente nunca teria ouvido, mas os ouvidos da Selina eram afiados. Normalmente, ela teria passado reto pelo quarto e não teria mencionado que tinha ouvido. Teria deixado a Felícia com o prazerzinho particular dela e pronto.

Mas os pés dela pararam dessa vez e ela se deu um tempinho pra escutar, só pra confirmar que o barulho era o que ela achava que era. Não duvidava que tava certa, mas nunca é demais ter certeza. Quando ouviu outro gemido mais longo, soube que não tinha dúvida do que tava rolando atrás daquela porta. A Felícia com certeza tava se masturbando. Os pés da Selina deslizaram pelo chão em silêncio até ela ficar parada na frente da porta. Parou ali, pensando no que devia fazer.

O motivo da reflexão era simples: ela sabia por que a Felícia tava se masturbando naquele momento e no que ela tava pensando enquanto fazia isso. Só tinha uma explicação lógica que a Selina conseguia ver. A Felícia tinha que estar tão excitada com o elogio da Selina ao desempenho dela e o comentário sobre passar de uma relação de mentora e protegida pra uma relação de parceiras que precisava se dar um agrado antes do jantar enquanto a Selina relaxava no banho. E depois do abraço apertado e do jeito que a Selina tinha sussurrado no ouvido dela, tinha certeza de que só tinha uma pessoa que a Felícia tava imaginando na cabeça enquanto se tocava.quadrinhos da DC

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