Jovem Midoriya, você precisa trabalhar sua oratória em público", disse All Might, dando um tapinha no ombro do seu jovem protegido. "Você tem o coração de um herói, mas isso é só uma parte das suas responsabilidades. Precisa aprender a se comunicar e a lidar com a mídia." "É-é realmente necessário, All Might?" — perguntou Izuku. "Tem uns heróis bons que não dão entrevista." Falar em público o deixava nervoso, como ficou claro na sua atuação meio capenga quando a Mt. Lady veio na UA como convidada pra dar um treinamento de mídia recentemente.
"Sim, tem", concordou seu ídolo, e por um segundo Izuku pensou que poderia escapar dessa. "Mas você não é um herói qualquer. Você é o atual portador do One For All. É quem eu escolhi pra se tornar um novo Símbolo da Paz, e isso é mais do que só parar vilões e resgatar civis. Precisa inspirar confiança. Precisa que o povo se sinta seguro quando você chega, e não consegue isso a menos que seja capaz de agir e falar como um herói o tempo todo."
"Entendi", disse Izuku, e ele entendeu mesmo. Não era uma grande parte do apelo do All Might, além da força óbvia, o jeito que ele sempre tinha um sorriso no rosto? O povo não ficava tão seguro com a declaração dele de 'Estou aqui!' quanto ficava com o poder dele? Era uma combinação de tudo isso que tinha inspirado tanto Izuku quando criança, então ele não podia argumentar contra a importância dessa imagem pra si mesmo se esperava provar que era digno do poder imenso que All Might tinha depositado nele.
"Boa!" disse All Might. "Pedi pra Mt. Lady te dar umas sessões de treinamento particular pra te treinar e ensinar como se comunicar melhor com o público e a mídia. Ela gentilmente topou tirar um tempo pra fazer isso, então dá o seu melhor, Midoriya."
"Entendi, All Might", disse Izuku, balançando a cabeça. Depois do claro... que não tinha conseguido impressioná-la com seu discurso em público da última vez, estava nervoso sobre sua capacidade de fazer o tempo dela valer a pena. Mas ele daria tudo de si. Afinal, All Might havia depositado uma grande confiança nele. Se ele queria estar à altura das expectativas de All Might e também realizar seus próprios sonhos de um dia se tornar o novo herói número um, precisava dar o máximo para melhorar em todas as áreas possíveis. Ser um herói, especialmente um herói de alto nível, envolvia mais do que dominar o poder incrível que lhe foi concedido. "Não vou te decepcionar", prometeu. -- "Ah, isso foi muito impressionante, Midoriya!" disse Mt. Lady, batendo palmas. "Muito melhor do que da última vez!" "Obrigado!" disse Izuku, sorrindo. As coisas pareciam estar indo muito melhor até agora, e dessa vez ela parecia realmente impressionada com o uso do Black Whip. "Ainda estou dominando, mas acho que vai ser muito útil quando eu pegar o jeito." Ele se conteve para não dar uma explicação muito detalhada sobre o Black Whip e as várias formas de usá-lo no trabalho de herói, lembrando o quanto Mt. Lady tinha ficado irritada quando ele fez isso da última vez. "Sua individualidade é interessante", disse Mt. Lady. "Você está cheio de potencial aí. Dá pra ver por que o All Might está tão interessado em você." De repente, ela se aproximou dele e lhe lançou um olhar estranho. "Talvez seja porque sua individualidade se parece muito com a dele. Mas ele realmente cuida de você, né? Eu já sabia disso antes mesmo de ele vir me pedir para te ensinar em particular, mas agora é ainda mais óbvio. Vocês dois são próximos, hein?" Izuku riu nervosamente. Ele sabia que era importante que ninguém descobrisse a conexão entre ele e All Might e a natureza do One for All. Bem, pelo menos ninguém além do Bakugo, a quem Izuku tinha contado a verdade por culpa num momento de decisão questionável. Felizmente, Kacchan não tinha contado pra mais ninguém, mas Izuku não podia arriscar contar pra mais ninguém. Precisava dar um jeito de desviar e mudar de assunto.
"Ah, não sei nada sobre isso", disse, dando de ombros. "Ele cuida de mim, sim, mas se preocupa com todos os alunos dele. Trabalhou muito com o Kacchan. E sei que ajuda a Uraraka e a Asui sempre que pode." Não tinha tanta certeza se a última parte era verdade, mas sentiu que precisava sugerir que o interesse do All Might ia além dele e da outra pessoa que sabia que tinha recebido o poder do One For All. A Mt. Lady de repente sorriu pra ele. "Ah é? E você, Izuku? Você é útil pra alguma das garotas da sua turma? Tem alguma dama na sua vida? Você deve ter uma namorada, né?" Izuku corou. Tinha conseguido desviar a atenção dela da conexão com o All Might e das semelhanças nas peculiaridades, mas no processo, acabou entrando numa nova e constrangedora linha de pensamento. "N-não, não tenho namorada", disse, ignorando o rosto da Uraraka que aparecia na mente dele enquanto falava. Embora não pudesse chamá-la de namorada; ela era amiga dele e só amiga. "Sério?" A mulher mais velha inclinou a cabeça com a resposta dele. "Me surpreende que as garotas não estejam em cima de você, considerando como você é gostoso." Izuku corou e arregalou os olhos. Era a última coisa que esperava ouvir dela. "Eu? Não sou nada de especial." Ela riu. "Posso te garantir que você é gostoso", disse com confiança. "Seu apelo físico é um pouco mais sutil que, digamos, o do filho do Endeavor, e talvez uma garota demore um pouco pra perceber. Mas sim, você é um jovem atraente, Midoriya. Você é bonitinho e ainda tem um corpão." "Você acha?" ele murmurou. Se sentia incrivelmente desconfortável, parado ali ouvindo aquela mulher madura listar os atributos físicos desejáveis dele. Nunca antes uma mulher tinha falado assim dele, e parecia surreal que alguém como a Mt. Lady o considerasse genuinamente atraente. "Ah, com certeza!" disse com entusiasmo. "Se você crescer mais alguns centímetros e Daqui a alguns anos, você vai ser um verdadeiro galã. Se alguma garota da sua sala tiver um pingo de bom senso, vai agarrar você agora, antes que o segredo venha à tona. Com o tempo, você vai se tornar um herói famoso, e garotas do país inteiro, e até de fora, vão vir em bando atrás de você quando isso acontecer." Izuku, não acostumado com esse tipo de conversa, tentou desviar e minimizar. "Duvido", disse ele. "Tenho certeza de que não sou tão bonito quanto alguns dos caras com quem você já esteve." Ela congelou, e Izuku fez uma careta um instante depois, ao perceber o erro. Pode ser que ele não soubesse muito sobre mulheres ou como falar com elas, mas até ele sabia que tinha acabado de pisar na bola feio. "De-deculpa!" disse rapidamente. Não adiantou muito. A surpresa dela tinha virado raiva num instante, e o pedido de desculpas apressado não suavizou nem um pouco a expressão dela. "Você deve acreditar naquela porcaria que lê nos tabloides", cuspiu ela. "Sei tudo o que escrevem sobre mim. Se não tão dizendo que eu sou uma putinha pessoal do Edgeshot, do Kamui e dos Lurkers, e que a única razão de eu existir é pra ser usada em surubas constantes, tão dizendo que eu comi todos os heróis masculinos do top vinte, menos o Endeavor, e que é a única razão de eu ter tido tanta atenção.
Izuku balançou a cabeça e tentou se desculpar de novo, mas ela ignorou. A raiva dela passou e ela soltou um suspiro fundo. "Essas malditas fofocas me perseguem pra todo lado", disse ela. "Todo cara que eu saí até hoje acha que vou dar pra ele na primeira noite. Eles acreditam nos boatos e esperam que eu seja uma gostosa fácil pra transar. Nenhum deles nunca se interessou por *mim* de verdade. Só querem meu corpo, igual qualquer fã da Mt. Lady. Seja como Mt. Lady ou só como a velha Yu, todo homem só espera uma coisa. É a única coisa que falam sobre meu trabalho de heroína também." "Isso não é verdade!" Disse Izuku. Mesmo aliviado que ela tinha parado de ficar brava com ele, agora ele estava mais preocupado em ajudá-la a superar essa autodepreciação. "Você é uma heroína incrível e sua individualidade é super útil! Mesmo que as pessoas falem da sua aparência, elas devem saber que você também é uma heroína competente! Senão, não falariam tanto de você." "Errado", disse ela, balançando a cabeça. "Embora eu não seja a puta fácil que o povo diz, a única razão pela qual cheguei tão longe no meu trabalho de heroína é pelo meu apelo sexual. Talvez seja culpa minha por ter usado isso a meu favor, mas é a realidade." "Tenho certeza que os Lurker's valorizam tudo que você pode fazer", disse ele. "Eles trabalham mais perto de você do que ninguém. Eles veem o que você faz todo dia. Mesmo que algumas pessoas não enxerguem seu talento, não tem como o Kamui Woods e o Edgeshot não verem seu verdadeiro valor." Ele tinha esperado que mencionar os colegas de equipe ajudasse a recuperar um pouco da confiança dela. Parecia fazer sentido pra ele. Ele não conseguia imaginar fazer equipe com alguém se não respeitasse e valorizasse o que eles podiam fazer, e com certeza Kamui e Edgeshot eram assim. Infelizmente, não teve o efeito desejado. Mencionar os outros Lurker's não animou Yu em nada e, na verdade, Isso pareceu desanimar ainda mais o ânimo dela. Ela fez uma careta e desviou o olhar. "É isso que você acha, né?" ela disse. "Foi o que eu pensei também. Achei que as coisas poderiam ser diferentes quando o Kamui me chamou pra sair umas semanas atrás. Mesmo que a maioria das pessoas só visse meu apelo sexual e fofocasse sobre como seria fácil me levar pra cama, pelo menos meus colegas de equipe me conheceriam melhor que isso. Eles veriam tudo que eu tenho a oferecer, além da minha bunda gostosa. Quando o Kamui me chamou pra sair, pensei que finalmente tinha uma chance de encontrar alguém que apreciasse não só a Mt. Lady, a heroína sexy e provocante, mas também a Yu Takeyama, a mulher por trás do uniforme." Izuku prendeu a respiração, desejando que fosse esse o caso. Mas era óbvio pelo tom e pela expressão dela que não tinha saído como ela esperava. "Mas acabou sendo igual a todos os outros", ela disse de forma cortante. "Ele me chamou pra sair porque acreditava nas histórias sobre minha promiscuidade, mesmo sabendo que as dos trios do nosso time eram uma bobagem. Ele esperava que eu ficasse puta com ele depois do nosso primeiro encontro. Agora ele sabe o quanto estava errado sobre mim." "Desculpa", disse Izuku. Ele estava se desculpando não só pelo que tinha dito e por acidentalmente trazer tudo isso à tona, mas pela insensibilidade do próprio colega de equipe dele. Ele pensava nos colegas de classe como algo parecido com membros de uma equipe e não conseguia imaginar tratar nenhum deles daquele jeito. "Não sei por que confio em você desse jeito", ela disse de repente. "Talvez porque eu percebo que você é confiável? Mas já que estou confiando em você, quer saber um segredo?" "Hã, claro", disse Izuku hesitante depois de uma pausa. Ele não tinha tanta certeza se queria ouvir, mas era óbvio que ela queria contar. Parecia que ela tinha guardado tudo isso e o comentário sem querer rude dele finalmente tinha feito a represa estourar, e se ela precisava desabafar e despejar tudo isso nele, ele sentia que era sua responsabilidade aguentar. "Não só não sou a puta que todo mundo pensa que sou, como também sou virgem", disse Yu. Ele tentou disfarçar a surpresa, mas não conseguiu evitar que seus olhos se arregalassem. Ele acreditou nela quando disse que não era promíscua como a mídia costumava afirmar, mas que ela fosse virgem era inesperado, pra dizer o mínimo. "É verdade", ela disse, respondendo ao olhar de silenciosa surpresa dele. "Nunca transei. Na real, mesmo tendo aceitado usar meu corpo a meu favor com meu traje de heroína, nenhum homem jamais me viu nua. Não é que eu esteja esperando o casamento nem nada do tipo, mas também não quero desperdiçar minha primeira vez. Não quero simplesmente cair na cama com um cara pra ter uma aventura de uma noite que não significa nada. Na verdade, quero ter um relacionamento com um cara e desenvolver sentimentos reais por ele antes de transar com ele." "Entendi", disse Izuku. "Faz sentido." E realmente fazia. Sinceramente, ele sentia o mesmo. Embora houvesse muitas garotas gostosas na UA e até na própria turma dele, ele não queria sexo sem sentido com nenhuma delas. Ele gostaria de ter um relacionamento e fazer todas essas coisas com alguém que realmente importasse pra ele. "Infelizmente, todos os caras com quem saí esperavam que eu desse pra eles quase na hora", disse ela. "Tô começando a sentir que nunca vou encontrar um cara que não esteja só atrás de uma rapidinha, e a reputação pública que construí desde que me tornei profissional não tem ajudado nisso." "Nem todo mundo é assim", disse Izuku, tentando tranquilizá-la. "Tenho certeza de que a pessoa certa está por aí pra você. Com o tempo, você vai encontrar um homem que possa te apreciar pela mulher que você é, e não pelo que o público pensa que você é. Esse cara existe, eu sei." Yu olhou para ele com curiosidade e então assentiu devagar. "Talvez exista mesmo", disse ela, soando contemplativa. "Talvez seja". A expressão sumiu do rosto dela rapidamente enquanto desviava a conversa da vida amorosa dela, ou da falta dela. "Então, você já encontrou uma agência pra fazer seus estudos sobre o trabalho de herói depois do Ano Novo?" "Ainda não", disse Izuku, balançando a cabeça. "Me surpreende ouvir isso", ela disse. "Mas vou dar um jeito pra você." -- "Midoriya, você tem uma oferta pros seus estudos de trabalho", disse Aizawa depois que o resto da turma começou a sair da sala. "O Edgeshot te convidou pra trabalhar com a agência dele e fazer seus estudos de herói com os Lurker." "Entendi", disse Izuku. "Valeu, sensei!" Não foi difícil perceber que a Mt. Lady estava por trás disso. A promessa dela de resolver a situação estava se cumprindo. Ela pode não ser a líder do time, mas claramente teve influência suficiente pra convencer o Edgeshot a aceitá-lo. Ele não tinha esquecido as frustrações da Mt. Lady com o time dela, e especificamente com o Kamui, mas não tinha como deixar passar uma oportunidade como essa.
Depois das férias e do amanhecer do ano novo, Izuku apareceu pra trabalhar com os Lurker. Ele já tinha causado uma boa impressão no Edgeshot desde o começo, e o herói classificado como número um só ficou mais impressionado com ele conforme o tempo com os Lurker passava. Izuku tava feliz por ter conquistado o respeito de um dos melhores heróis e trabalhava duro não só pra ser útil, mas também pra aprender tudo que podia com o herói ninja. Kamui Woods não era tão fã do Izuku, e pelo que ele sabia da relação do cara (por mais que fosse) com a única mulher do time, não foi difícil descobrir o porquê. Enquanto o Edgeshot tinha agradecido pelos esforços dele e elogiado muito sua atuação, a Mt. Lady era ainda mais amigável e gostava ainda mais dele, e não tinha vergonha de mostrar esse apreço. Ela tava sempre lá com um abraço ou um tapinha nas costas enquanto o elogiava com entusiasmo, mas isso era só o começo do "apreço" dela por ele. Izuku tinha certeza de que os outros Lurker não deixavam passar batido que, toda vez que saíam pra patrulhar, ela de algum jeito sempre acabava em situações que envolviam ele fazendo contato físico com o uniforme de herói dela e o corpo voluptuoso que ele tentava cobrir. Kamui claramente ficava puto toda vez que via isso, enquanto o Edgeshot parecia ignorar na maior parte, desde que todo mundo continuasse fazendo o trabalho quando precisava. Quanto ao próprio Izuku, ele não sabia o que fazer com todo aquele contato e os sorrisinhos que ela dava pra ele. A maioria das pessoas que via a Mt. Lady agir assim ia assumir que os rumores eram verdade, que ela era tão promíscua quanto todo mundo dizia e que essa era a forma dela de chegar junto, mas ele acreditou completamente quando ela disse que era virgem. A frustração e a dor que ele sentiu por ela enquanto ela desabafava os problemas pareciam... genuínos demais pra ser mentira. Então por que ela continuava armando essas situações que os colocavam em contato tão próximo? Será que ela só tava brincando com ele, ou talvez ajudando ele a se acostumar a flertar com garotas pra ele ficar mais preparado pra lidar com isso no futuro? Ou será que era pra deixar Kamui nervoso como vingança por ele ter assumido que ela ia pular direto na cama com ele? Izuku não fazia ideia do jogo que ela tava jogando. Mas hoje tinha sido a coisa mais descaradamente sexual que ela já tinha feito com ele até agora. Enquanto lutavam contra um grupo de vilões que, honestamente, não tinham sido um grande desafio, ela acabou pressionada com força contra ele, de costas pra ele. Ele tava tão focado nos vilões que não tava preparado pras ações sugestivas de sempre dela, o que fez o choque ser ainda maior quando ela mexeu os quadris de um lado pro outro e esfregou a bunda grande dela na virilha dele. Mesmo com os uniformes de herói entre eles, tinha sido incrível. Ele não tinha certeza se ela tinha percebido ele endurecer contra ela antes de se afastar, mas o sorrisinho que ela deu por cima do ombro dizia que talvez ela tivesse percebido sim. Ele não podia continuar assim. Precisava de respostas. E agora, com Edgeshot e Kamui resolvendo negócios em outro lugar enquanto os dois tinham voltado pro escritório, ele tava determinado a conseguir elas. Ele voltou da sala de descanso e caminhou até Yu, que tava de costas pra ele enquanto se inclinava sobre a mesa dela, olhando uns documentos. Isso, claro, tinha o efeito de mostrar a bunda grande dela com o justo uniforme de heroína. Era uma visão da qual Izuku tinha tanta dificuldade de desviar o olhar quanto qualquer outra pessoa na posição dele. Ela não levantou o olhar mesmo sendo impossível que não tivesse ouvido ele se aproximar, o que fez ele ter quase certeza de que ela tava fazendo de propósito. Ela tava exibindo a bunda dela. a mesma bunda que tinha esfregado nele antes, e não parecia ter pressa para parar. Ele decidiu que ia depender dele forçar ela a admitir isso e limpou a garganta com força. Isso fez Yu se levantar e se virar, embora ela tenha feito isso de um jeito bem lento e deliberado, e ele tinha quase certeza de que ela mexeu um pouco a bunda no final. Quando ela se virou para olhar pra ele, tinha um sorriso provocador no rosto. "Sim, Deku?" ela disse. "Precisa de alguma coisa?" Izuku tentou reunir toda a determinação com que tinha chegado ali. Tentou lembrar que estava lá pra confrontar ela sobre o comportamento dela e conseguir uma resposta direta sobre o que ela estava fazendo e por quê. Mas ver ela olhando pra ele daquele jeito, ver aquele sorriso safado no rosto dela, fez ele hesitar nas palavras. "Você, eu, hum, precisamos conversar", ele conseguiu dizer. Foi um milagre ele ter conseguido falar tanta coisa com o desconforto e a vergonha que sentia. Perguntar pra uma mulher por que ela tinha ficado esfregando o corpo nele estava totalmente fora da zona de conforto e do nível de experiência dele. "Tá bom", disse Yu, leve. "Vamos conversar. O que você tem em mente, Deku?" O sorriso dela dizia que ela sabia exatamente o que ele tinha em mente, mas aparentemente ia forçar ele a cuspir logo. "Você tem sido muito física comigo desde que comecei meu trabalho e estudo aqui", ele disse. "Sim, eu tenho", ela concordou com um movimento fácil de cabeça. Mas ela não disse mais nada além disso. Ela estava enrolando ele, forçando ele a ser claro sobre o que queria dela. De certa forma, foi ela quem ajudou ele a aprender a se comunicar melhor, como o All Might queria. Mas ele duvidava seriamente que o All Might tivesse imaginado ela esfregando a bunda no pau dele enquanto lutavam contra vilões. "Por quê?" Era uma palavra simples, mas custou a sair apesar da vergonha e da incerteza dele. Ele se sentia perfeitamente confortável trabalhando nas ruas com os Lurkers, lutando contra vilões e fazendo trabalho de herói, mas perguntar pra Yu por que ela tinha ficado flertando de brincadeira com ele fez ele se sentir um mero amador. "Porque você me atrai", ela disse facilmente, fazendo ele ofegar. "Eu já sabia que você era gostoso e foi tão séria quando me disse que sou mais do que só minha atração sexual e me garantiu que eu encontraria alguém que me valorizasse. E cada vez que saímos pra patrulhar juntos e te vi trabalhar, minha atração por você só cresceu." "Então você decidiu me provocar?" ele perguntou. Ela riu baixinho. "Quem disse algo sobre provocação, Deku? Não é brincadeira se eu pretendo fazer todas as coisas que nossos pequenos rabiscos juntos te fazem pensar." Ela sorriu. "Todas as coisas que você tava pensando quando seu pau endureceu contra minha bunda hoje, por exemplo? Podemos fazer todas." "M-mas eu pensei que você tava esperando o cara certo aparecer antes de se entregar pela primeira vez!" ele gaguejou. "A gente nem teve um primeiro encontro!" "O que importa não é o número de encontros que tivemos, mas o que eu sinto por você", ela disse. "Mesmo que a gente não tenha tido um encontro, eu sei que te quero." "Você quer transar comigo?" ele disse, se sentindo ridículo ao falar. De todas as explicações possíveis que passaram pela cabeça dele quando se perguntou por que Yu tinha esfregado o corpo gostoso dela nele com tanta determinação, que ela realmente quisesse dar a primeira vez dela pra ele (e pegar a primeira vez dele no processo) tinha parecido absurdo demais pra considerar. Mesmo que ela dissesse que achava ele bonitinho, não tinha como ela não encontrar alguém muito melhor que ele. "Eu quero começar um relacionamento com você", ela disse, surpreendendo ele ainda mais. "Obviamente a gente precisaria manter em segredo por enquanto já que você ainda é aluno da UA, mas quero dar uma chance de verdade. Você é diferente de qualquer outro cara que eu conheci. Talvez você seja aquele cara que devia encontrar, e talvez você não seja. Não tô pedindo casamento nem nada do tipo, mas quero tentar e ver como vai.
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