A garota de azul
...Minha vida é mais ou menos assim... tenho três amigas, a gente curte balada gay, não conhecemos héteros e principalmente eu, não tenho héteronormativos, pra continuar... garota que conheço na balada, garota que me testa... sou fácil e passiva...Tenho um cavalo, difícil... nem liso, nem cacheado, cor de cobre, ou loiro acobreado, pra ser mais exata... olhos azuis... não vou me fazer de humilde, sou muito gostosa... e eu gostava, mas já faz um tempo que deixei a vaidade no espelho... meus pais morreram quando eu era pequena e acho que isso me fez ver as coisas de outro jeito, amadurecer cedo e também ser um pouco dura, ou pelo menos não tão frágil... minha tia e minha avó, que também já morreu, cuidaram de mim...Amo pintar murais, o meu negócio é arte, mas disso tem pouco, embora eu ame. A Dara me paga uma grana cobrindo os trâmites que ela acha chatos e visitando as casas de uns casos não tão complicados, só pra eu preencher formulários e tal. Foi assim que conheci o Rey...
A segunda vez que a gente se viu foi no escritório da Dara... as respostas que eu tinha colocado no formulário de relatórios não batiam com as denúncias dos vizinhos de Chira, na visão da minha tia.
Então eu chamei ele na minha frente porque ela achava que se repetisse o que foi dito, tinha coincidência... pra mim parecia uma puta besteira, mas lá estava eu... de novo na frente dele... bom, na verdade atrás, a Dara queria que eu não olhasse ele de frente pra não influenciar ele...
Quando ela entrou, me cumprimentou estendendo a mão pra apertar a minha, a mão dela envolveu a minha mão pequena, com força e o olhar dela penetrou no meu como uma flecha... a mão dela era grande e quentinha... o olhar dela voava entre meus olhos e minha boca, sutilmente...
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