A melhor amiga dela. Não sei o porquê, mas sei como.

Fomos almoçar no carro dela. Como fazia tempo. Ela estava linda, com sua camisa branca, que apertava aqueles peitos. A calça social que exigia aquele bumbum perfeito, malhado. Estava mil vezes mais linda que antes.
— Senti sua falta... — falei, com o coração.
— Eu não, Juan. — Maca me respondeu sem me olhar.
— Acho que te devo uma des...
— Uma? Mil desculpas você me deve! Não só perdi minha melhor amiga, mas também você.
Esse final me partiu ao meio. Fiquei calado porque eu também tinha sentido assim. E aqueles dias que passamos juntos acho que ambos tínhamos sentido algo.
— O que você quer? — ela me interpelou depois de alguns minutos.
— Preciso te explicar que eu não consigo te esquecer e...
— Juan! — ela me interrompeu de novo, acelerada, nervosa.
— O melhor que você pode fazer é me esquecer, casar e parar de me perseguir.
— Não, Maca. Eu não te per...
— Ah! Tudo isso é coincidência? — Ela cruzou os braços.
Um pouco de razão ela tinha. Esses meses tinham sido difíceis. Com Paula, nossa intimidade tinha voltado a zero. Era chato, monótono. A confiança pendia por um fio e acho que nenhum de nós dois sabia por que ainda estávamos juntos. Talvez o costume, o não saber o que fazer. Que tudo tivesse nos desbordado.
— O que você esperava que eu fizesse? — perguntei a ela.
— Sabendo desse final? Continuar sendo um baita de um cuzão. — Ela respirou fundo e continuou.
— E por se ainda restam dúvidas, você voltou a ser um grande cuzão quando me iludiu, bancando o homemzão! — Ela engoliu em seco. Eu a olhava atento, triste, compungido.
— Ah! E como você não diz nada, eu esclareço: Desde o começo achei que você era um idiota, depois me superapeguei a você e traí o impensável e quando parecia que era uma decisão certa, você virou um cuzão e covarde!
— Chega, Maca.
— Você tem razão! Desce. — Ela esticou o braço e abriu a porta do carro.
Não obedeci. Ela não me olhava. Acho que estava chorando. Eu também não faltavam vontades.
— Não soube o que fazer. Juro que naquele dia fui direto pegar minhas coisas e ir com você e depois? O que a gente faria? - Juan! Não seja sem vergonha.
- Ela me olhou com ódio. - Sério, Maca.
- Você queria que eu fosse sua amante. Você é tão perverso que pretendia que eu fosse a segunda até você se cansar, e você se cansou. Já está, pronto, entendi. - Ela deixou a porta aberta e movia seus lindos olhos para todos os lados, fazendo gestos com a boca como se estivesse superando a situação. - Você não tem ideia do que eu sinto por você. Você nunca acreditou em mim.
- Quando você teve que provar, você foi embora.
- Você tem razão. Eu deveria ter dito para a Paula que há um tempo eu estava comendo sua melhor amiga. Eu deveria ter dito que em todo esse tempo, eu tinha encontrado em você o que tanto precisava na minha vida. - Comecei a esquentar, a soltar tudo que estava guardado. - Eu deveria ter dito que naqueles dias eu tinha ido na sua casa fazer de casalinho, enquanto ela chorava! E quando ela pensasse que você era uma merda, porque pra mim não importava se ela pensasse que eu era uma merda, naquele momento pegar minhas coisas e ir com você! No fim, quem perdia mais, você ou eu? E você perdia.
- Respirei fundo e me preparei para sair do carro. - Bom, pode ser.
- Ah! Não era tão fácil, então.
- Que idiota. - Ela respondeu e suspirou profundamente. - O que você quer agora?
- Eu disse que sinto sua falta.
- Eu não.
- Te entendo.
- Vou voltar a falar com a Paula. Não sei como você vai lidar com isso. Ah, e vou ir no casamento com alguém.
- Senti uma facada. A mesma de cada uma das mentiras da Paula ou até mais dolorosa porque aqui eu não podia dizer nada. - Nem sei se vou me casar.
- Faz o que quiser. - Ela me respondeu, olhando para frente, com as mãos no volante como se estivesse dirigindo, mesmo com o motor desligado. - Se naquele dia eu tivesse voltado e tivesse dito para irmos longe de tudo isso, o que você teria dito?
- Já é tarde.
- O que você teria dito?
- Que eu precisava de tempo para fazer uma loucura, mas sim.
- Fiquei gelado, gelado e com a felicidade de saber que ser um covarde; não ser o protagonista do meu próprio filme, estava me machucando e machucando a Às vezes, em algum momento, eu gostava de um pouco de tudo aquilo.
- Podemos nos ver de novo?
- Não sei, Juan.
- Você está com alguém? - perguntei, com um pouco de ciúmes.
- Não é da sua conta. - Ela riu e me olhou.
Automaticamente, a beijei. Ela tentou se afastar, mas não a deixei. Sua respiração acelerou, a minha estava a mil. Senti que ela relaxou e nos comemos de beijo como dois desesperados. Sentimos o fogo, o calor que tínhamos sempre que nos encontrávamos. Comecei a beijar seu pescoço, toquei seus peitos, ela me beijou de novo e me afastou.
- Chega, Juan. Acabou. - Sentenciou, ofegante, com nossas bocas a menos de dez centímetros e minha mão ainda em um de seus peitos.
- Pelo menos precisamos de uma despedida.
- Você está louco. - Ela riu.
Desci, com o pau duro. Voltei ao meu trabalho e era impossível me concentrar com a tesão. Durante a tarde não parei de pensar na Maca e em como com a Pauli tínhamos perdido tudo.
Essa tarde voltei como sempre, embora mais excitado que o normal. Pauli chegou dez minutos depois.
- Oi, amor. - falei, cansado.
- Oi... - Ela veio correndo e se jogou em cima de mim.
Começou a me beijar desesperada, como fazia tempo que não fazia. Agarrou minhas mãos e as levou ao seu corpo.
- Me toca, amor. Ah... me toca...
- O que aconteceu?
Comecei a tocar seus peitos, seu cabelo, enquanto ela gemía com tesão.
- Juan, precisamos recuperar isso... Ahg... me toca a bunda, por favor...
Meti minha mão pelo jeans largo que mal marcava sua bunda. Fazia muito tempo que não a sentia assim e nem lembrava quando tínhamos transado.
- O que aconteceu?
- Chega... me come, por favor... - Ela se levantou, baixou minha calça rapidamente e começou a chupar meu pau com força. Eu me retorcia de excitação. Fazia tempo que ela não me chupava.
- Me diz o que aconteceu...
Ela começou a chupar minhas bolas e passar a língua por todo o pau até a cabeça, que ela devorava com vontade.
- Fui comprar coisas para limpar e o Lucio estava na porta da quitanda. - Ela me disse, enquanto se levantava e baixava a calça, deixando ver uma calcinha branca de renda sem bunda.
- Faz quanto tempo que a gente não ficava assim?
- Me perguntou, enquanto agarrava meu pau e enfiava na minha buceta.
- Eu não fiz nada, juro. Ahg... só... Ahg... só entrei na quitanda... Ahg... o Mario tava... Ahg... Ahg... continua, continua...
- Sem perceber, já estava metendo nela com vontade, com raiva.
- O que você fez, putinha?
- O Mario foi lá pra dentro... ai, isso... entrou e o Lucio começou a apertar minha bunda... Ahg...
- Ele te comeu de novo, putinha?
- Ai... ai... continua, por favor... Ahg... juro que não.
- Ela saltava no meu pau, que estava duríssimo e prestes a explodir a qualquer momento.
- Ai...
- Ela fez força pra baixo e rebolava a bunda com força, sem me deixar mexer.
- Só deixei ele tocar, um pouquinho... um pouquinho pra vir aqui te deixar com tesão Ahg... Ahg... continua que eu tô quase, por favor...
- Comecei a meter com força, a campainha começou a tocar insistentemente. Cortou o clima na hora. A Pauli saiu e se aproximou do interfone.
- Quem é?
- Perguntou, disfarçando a agitação.
- O que você faz aqui?
- O rosto dela se desfigurou. Fiz gestos, ela não respondia.
- É o Mario, quer devolver uma coisa.
- Sussurrou.
Era óbvio. Tão óbvio que parecia que tudo tava num círculo. Só pensei que a Pauli não tinha me contado tudo. Não sei o que ela disse, não quis ouvir. Já com meu pau mole, com a calça meio aberta, me dirigi à porta pra abrir. Me arrumei e o Mario passou.
- Olá, senhor. Desculpe...

1 comentários - A melhor amiga dela. Não sei o porquê, mas sei como.

Que bueno que hayas vuelto con esta historia. Viene pintando muy bien, van 10 puntos