—Pois se eu chupo e daí…!!!! —respondeu na mesma hora o moleque, que se sentia triunfante pela resposta ousada que tinha dado ao padrasto.Assim que o velho irado conseguiu se levantar, pegou o enteado de surpresa e o arrastou pelo pescoço até espremê-lo contra uma das paredes, só pra avisar ele.
—Me escuta bem, seu pedaço de idiota… Você não vai encostar naquela potranca amanhã, nem amanhã… nem nunca, e sabe por quê? Porque ela não vai se juntar com você, vai te deixar plantado de novo, como já fez outras vezes, ou você acha que não ouvi quando conta pra sua mãe chorando que nem um viadinho…!!! E fica claro, seu arrombado… essa mulher é muita areia pro seu caminhãozinho, essa aspirante a gostosa foi feita pra deitar e ser comida por homens de verdade, ou seja, por homens como eu…!!! Ficou claro, seu estúpido…!!!??
—Solta ele, Severiano…!!! Tá machucando ele…!!! Dona Maria, que tinha saído pra fazer umas compras, voltou em silêncio e ouviu todo o último discurso que o marido tava dando pro filho enquanto o mantia semi-enforcado contra uma das paredes da casa.
—Cala a boca, sua desgraçada…!!!! Ou quer que eu vá aí e te encha de porrada…!!!! —Seu Severiano tava louco, gritando com a mulher, olhando pra ela com os olhos vermelhos de raiva e sem soltar o enteado das garras. O ciúme tinha cegado ele, então continuou berrando: —Essa conversa é entre homens…!!!! Ou melhor, entre um homem e um viado, hahahaha…!!!! —Aí o velho virou a cara gorda e bigoduda pra falar o mais perto possível do ouvido do moleque. A ideia era humilhar e diminuir ele, como sempre fazia. —Então já sabe, seu filho da puta, e não vem de galinho não. Amanhã vou te ver voltar derrotado e entrar por essa porta chorando que nem sempre. Então fica claro… Você não é homem pra esse tipo de mulher… hahahaha…!!!! —falou por fim, até soltar o aperto opressivo no pescoço do jovem.
Já eram 4 da tarde. do sábado e a mamasota que tinha acabado de sair de um banho refrescante estava só enrolada numa toalhinha apertada no corpo, toda a pele e o cabelo dela exalavam aromas frescos de sabão, lavanda e flores primaveris, na pele branca dos ombros ainda dava pra ver algumas gotinhas d'água que mostravam o quanto ela era limpinha. Depois de secar os cabelos e pentear pra um lado da carinha, ela foi escolher o tipo de roupa íntima que agora Rodrigo poderia ver com todos os detalhes, segundo ela pensava, então escolheu um conjunto minúsculo de sutiã e fio dental vermelho escuro meio arroxeado, o primeiro pra segurar as peitolas dela e deixá-las apetitosamente empinadinhas e o segundo pra tampar só o necessário, na ideia de que o jovem quase enlouquecesse na hora em que ela tirasse o vestido que ia usar, este último seria um dos favoritos dela, com alças nos ombros deixando ver só o começo dos dois globos de pele lisa e brilhante que a mina gastava de peitos, o vestido que era branco com florzinhas se ajustava perfeitamente na cintura dela desenhando-a esticada e chegando bem na altura da metade das duas coxas bem torneadas, pra finalizar calçou umas sapatilhas de salto médio que faziam elevar ainda mais o porte e a figura dela. E assim, já vestida, nossa mamasota ficava de novo com a imagem de ser uma mulher soberba e imponente, só a carinha de adolescente de quinze anos contrastava com aquelas curvas lascivas e diabólicas que já se adivinhavam por baixo do tecido do vestido escolhido. Foi na hora em que estava se perfumando suavemente atrás das orelhinhas que quase se mijou de horror ao ouvir o som insistente do telefone, sabia que se seu Pedro estivesse ligando de novo pra aquelas exigências safadas, os planos dela com Rodrigo iam pro lixo de novo. A assustada mina descartou assim que viu que a ligação era do seu amado, já que sabia que naquela hora ele estava no trabalho e era muito difícil o chefe deixar ele ligar.
Com muito medo, foi se aproximando da mesa onde o celular tocava, e ao pegá-lo pra ver quem era a pessoa que ligava tão insistentemente, com alívio viu que a chamada era da mãe dela:
— Alô… mãe…? — atendeu, agradecendo a Deus por não ser o Dom Pedro ligando.
— Oi, filha… por que você demora tanto pra atender o telefone?
— Ahhh, é que eu tava tomando banho, lembra que você me deixou ir dormir na casa da Cláudia… né?
— Sim, lembro, filha, só queria saber que horas você chega amanhã?
— Mmmm… é que com a Cláudia a gente ainda não tem planos…
— Bom, se for assim… se quiser, vem pra casa no fim da tarde, lembra que eu não vou estar — a boa senhora Isabel sabia que a filha não gostava de ficar sozinha em casa, por isso tava avisando que ela chegaria no fim da tarde de domingo.
— Ahhh… que bom que você avisou, assim aproveito pra estudar umas matérias com a Cláudia, você sabe que ela não vai muito bem na escola.
— Combinado, então a gente se vê umas 7 da noite? Nessa hora eu já vou ter voltado.
— Sim, mãe… umas 7 tá bom…
— Bom, filha, vou deixar você, que tenho que terminar o turno… — a abnegada progenitora se despediu da filha.
— Tchau, mãe…! E se divirta com suas colegas…
— Obrigada, filha, se divirta você também.
Assim que terminou a conversa e já estando Cielo Riveros em condições, e sabendo que não tinha nenhuma ligação do Dom Pedro no celular fazendo exigências pra ela ir até ele pra ele fazer todo tipo de sacanagem, a menina foi pra casa da Cláudia, como tinham combinado, já que a nossa precavida mamasota tinha dito pra mãe que ia dormir na casa da loira, aproveitando que ela também ia sair com as amigas.
A colegial pensava em ficar com a Cláudia umas duas horas já que Rodrigo terminava o turno dele na farmácia às 8 da noite e combinaram de se encontrar às 9 bem na entrada do cinema. A amiga loira dela sabia tudo o que tinha que fazer se a mãe da Evelin resolvesse ligar pra casa dela perguntando pela filha, além de que agora ela também tinha permissão pro domingo inteiro, já ia ver se essas horas ia passar com Rodrigo ou se ia pra casa da Claudia matar o tempo, já que achava improvável que a loira quisesse estudar igual tinha falado pra mãe dela. A parada é que nessa altura a adolescente impressionante de 18 anos já tava na porta da casa da Claudia, com essa última recebendo ela no portão.
— Oi amiga…! — cumprimentou a loira patricinha, enquanto com uma inveja saudável examinava ela — Mas como você tá gostosa com esse vestido, Cielo Riveros…! Esse Rodrigo vai se divertir pra caramba com você hoje à noite, hein…! — Claudia olhava dos pés à cabeça a amiga do coração, dessa vez cúmplice na noite quente de amor que a Evelin ia aprontar com o amado dela.
A colegial, com as palavras elogiosas da amiga, corou na hora, porque se ela tinha se arrumado daquele jeito era pro Rodrigo achar ela bonita, e não pra ele se divertir com ela porque ela tava gostosa igual a Claudia tava dizendo, tipo… sim, mas essas palavras eram muito frias, ela pensava em se entregar pro Rodrigo porque ele amava ela e não porque dessa vez ele achava ela gostosa, valha a redundância.
Foi a voz da amiga que tirou ela dessas divagações estranhas.
— E? Que horas é o encontro? — perguntou a linda Claudia, fechando a porta de casa.
— Às 9, a gente vai se encontrar no cinema que fica do lado do shopping…
— Ahhh, olha, que legal, então a gente vai ter tempo de bater um papo rapidinho, vamos pro meu quarto que lá a gente fica mais à vontade, quer um refri?
— Sim, um refri ia ser bom, cadê seus pais…? — quis saber a menina, que olhava com timidez pra ver se Os pais da amiga dela estavam em algum lugar da sala.
—Não se preocupa com eles, Cielo Riveros…!!, eles saíram e só voltam amanhã…!!! — a loira gritava da cozinha enquanto servia os refrigerantes.
—E você não vai sair com seu namorado…? — Cielo Riveros perguntava isso à amiga, já que a tinha visto vestida só com uns jeans bem apertados, com uma blusa branca que se ajustava na cintura e com umas sandálias de salto médio. A amiga era muito gostosa, e, embora entre a gente, naquele look, a loira tava pedindo pra ser pelada e macetada de qualquer jeito, Cielo Riveros sabia que, quando a Cláudia saía pros rolês com o namorado, as favoritas dela eram as minissaias ou os vestidos justos e curtíssimos.
—Não, o chato do caralho foi num show com os amigos. Me convidou, mas eu não curto sair com ele se não for gastar grana, então preferi ficar em casa morrendo de tédio — ela disse com um tom de irritação na voz.
—Ahhh, claro, entendi…! — respondeu a colegial, enquanto pegava o copo de refrigerante da amiga interessada, que já tinha voltado. As duas já entravam no quarto da jovem e loira anfitriã.
—Aja…! Já que temos umas horas pra conversar, que tal você ir me explicando aquilo que aconteceu na semana passada? — Cláudia, ao falar a última parte, foi se deitando na parte de cima da cama, se acomodando contra os travesseiros, como se estivesse esperando por esse momento.
—Ehhhh… que coisa? Não sei do que você tá falando… — Cielo Riveros estava sentada no meio da cama rosada da Cláudia. Tinha sacado na hora do que ela queria saber, mas tentaria evitar essa conversa.
—Não se faz de sonsa, Cielo Riveros, você sabe muito bem do que eu tô falando… No centro de saúde, tinha uma ficha daquelas que controlam as putas, e, pra piorar, nela tava arquivada uma multa daquelas que as mulheres levam por transar na rua. Tava todos os seus dados, até o endereço. da sua casa, e pra completar, ainda tava assinado por você, amiga. Eu conheço sua letra, então me diz… em que enrascada você se meteu? — a expressão da garota loira agora era de seriedade, ela tava realmente preocupada com a situação da amiga de infância.
Cielo Riveros já imaginava que esse momento ia chegar um dia, porque o que aconteceu naquele maldito posto de saúde público tinha sido mais do que comprometedor, mas também pensava e reconhecia que, naquele dia, a amiga nunca a deixou na mão, tinha esperado por ela por mais de duas horas na saída do consultório público, e essas sim são as amizades que valem a pena, refletia a mamasota antes de dar a resposta. Então, sem mais opção, teve que admitir pra melhor amiga que, sim, aquela multa por prostituição tinha sido aplicada a ela.
— Ah, Clauuu…!!! Sim, era minha letra e minha assinatura, mas é que você nunca entenderia… — disse finalmente, olhando nos olhos dela com seus lindos olhos verdes, cheios de preocupação, e com o cabelo preto azulado penteado pro lado do rostinho meigo.
A Cláudia, que já tinha se preparado mentalmente pra uma resposta assim, tentou pensar com calma e dar todo o apoio do mundo pra amiga, embora uma resposta dessas mexesse um pouco com os sentidos dela. Não sabia o que pensar, até que finalmente falou:
— Cielo Riveros… vou ser bem sincera com você só porque você é minha melhor amiga. Me escuta bem: se você precisa de dinheiro pra alguma coisa, eu posso falar com meus pais, ou sei lá, achar uma solução, mas você não pode ficar por aí se deitando com qualquer um por dinheiro, não é da sua essência… — Cielo Riveros, ao ouvir essas palavras, reagiu na hora e não conseguiu evitar que seus lindos olhinhos verdes se enchessem de lágrimas de novo, ainda mais ao perceber que a amiga realmente achava que ela era uma putinha vulgar de rua.
— C… Cla… Cláudia… eu não sou uma p… pros… prostituta…! Já te falei, e não me deito com ninguém por dinheiro, como se… Não entendeu?
A estudante loira e provocante acreditava nas palavras de Cielo Riveros, mas de qualquer jeito achava que a situação era mais do que comprometedora para sua amiga introvertida. Mais do que não acreditar nela, a Claudia estava totalmente intrigada com a situação da amiga.
— Então me dá uma explicação razoável, amiga, se você acabou de admitir que era sua letra e sua assinatura…! — respondeu finalmente, com as sobrancelhas douradas arqueadas para cima. A situação da colega de colégio era mais do que complicada, e ela queria chegar ao fundo da questão.
A colegial, esquecendo por um momento que o motivo de estar na casa da Claudia era só pra matar o tempo antes de encontrar o namorado, e sabendo que ainda faltavam umas duas horas pra ele sair da farmácia, tentou explicar pra amiga o porquê da existência daquele sórdido boletim policial que dizia que ela estava se prostituindo.
— Clauuu…! Vou te explicar desde o começo…! — No quarto da loira, tudo ficou em silêncio depois das últimas palavras da colegial, e as duas jovens entenderam que Cielo Riveros tinha carta branca pra se explicar pra amiga investigadora. — Lembra do dia em que me perdi na área do touro mecânico? — A garota perguntou com os olhos fechados, como se estivesse se dando força pra começar a contar como tinha caído nas garras do abominável mecânico seu Pedro Ventura, que aos poucos foi tomando conta da vida e do corpo dela.
— Claro que lembro. Com o mestre Túlio e com aquele fuck you que é auxiliar do colégio, a gente deu a volta na feira toda te procurando por todo lado, e você parecia ter sumido. — Claudia mantinha uma expressão séria no rosto nórdico de Deusa do Leste Europeu…
— Pois foi naquele dia que conheci seu Pedro…! — revelou Cielo Riveros, agora com os olhinhos abertos e mordendo o lábio inferior, como se aquela confidência fosse um pecado. cometida por parte dela.
—Não me diga…! E o que isso tem a ver com a infração por prostituição? — quis saber sua amiga gostosa.
—Se eu te contar…! Mas deixa eu continuar te explicando. É que quando você foi pro banheiro, eu precisava de um ar fresco, então depois de provar uns morangos com creme, decidi te esperar bem atrás do touro mecânico porque ali não tinha tanta gente e corria uma brisa refrescante. Aí, depois de um tempo, senti alguém falando comigo…
A loira ouviu impactada aquela história fantástica que a amiga tava contando, de como o seu Pedro tinha comido ela na frente dos amigos, bem atrás do touro mecânico (claro que não com palavras obscenas ou putaria, pelo menos por enquanto, mas a loira entendia tudo exatamente como tá sendo explicado aqui), e de como depois ele levou ela pelada no carro velho dele e que tinham sido pegos numa operação policial, onde ela, obrigada pelo mecânico tarado, teve que dizer pra polícia sem escapatória que era uma puta e que por isso tava nua dentro do carro do velho, pra depois os dois irem pra uma área bem ordinária onde tinha uma oficina mecânica na qual o velho pervertido, além de ter batido nela, tinha transformado ela em mulher, na mulher dele, e dentro de um escritório sinistro onde tinha um catre no qual eles meteram.
O temperamento da Claudia foi mudando aos poucos enquanto ouvia os detalhes das desgraças da amiga, e apesar de tudo, agora a loira tava eufórica e perguntava pra Evelin até os mínimos detalhes de tudo que tinha acontecido naquela ocasião, e a Cielo Riveros, morrendo de vergonha, ia contando como tinha sido toda aquela experiência assustadora, exatamente como a colega de classe queria saber.
—Tá entendendo agora? É por isso que existe essa infração por prostituição, e o seu Pedro também tem uma cópia com ele.
—Mmmmm…, já entendi…! É por isso que você Você ainda tá transando com aquele velho, né? — a loira tava super interessada na história estranha da Cielo Riveros, de certa forma sentia pena dela, mas tinha algo nisso tudo que também a fascinava e fazia o corpo dela sentir umas coisas estranhas, o coração agora batia a mil, e ela não pensava em parar a conversa por ali, tava disposta a arrancar da amiga até o último detalhe íntimo que ela já tinha cometido, já que lembrava muito bem que ela tinha deixado escapar que também fazia com o professor Túlio, mas tudo a seu tempo, pensava a garota safada de cabelos dourados.
Cielo Riveros, que continuava sentada a só meio metro de onde a amiga estava, não teve outra escolha senão admitir a última pergunta que ela tinha feito, balançando a cabeça afirmativamente.
— E como é que ele me conhecia de antes de a gente se juntar com eles na feira? Se eu nunca tinha visto ele na minha vida — Cláudia, sem perceber e enquanto interrogava a amiga com as mãozinhas, brincava nervosamente puxando uns fios loiros do cabelo, a conversa cada vez ficava mais fascinante pra ela.
— Ele nos viu na hora que a gente entrou na feira, acho que a partir daí ele tava nos seguindo, ou algo assim.
— Ele pediu pra você me convidar pra gente ir transar com o irmão dele também?
— Ai, Clauuu…!! Mas eu não queria, por favor, não fica brava comigo… ele me obrigou…!! E se eu não obedecesse, ele ia na escola mostrar a infração pros professores…
E a loira ia ficar brava com a Cielo Riveros? Pelo contrário, tava surpresa com a experiência safada que a amiga do coração acabava de contar, com todos os detalhes, e por isso quis se aprofundar mais naquela conversa surpreendente.
— Sim, sim, entendo e não se preocupa, não tô brava com você… até porque, no fim das contas, eu também me diverti naquele dia.
Cielo Riveros, que naquele momento tava dando um gole no copo de refrigerante que Cláudia tinha servido, já que a boca e a garganta estavam secas de tanto falar, mas O líquido quase saiu pelo nariz dela ao ouvir que, afinal, a amiga tinha se divertido com os dois velhos ordinários, segundo ela dizia.
— Você se divertiu!? Como você me diz isso? Se eles nos vi… vi… estupraram!!! — exclamou Cielo Riveros pra loira, depois de se recuperar do engasgo.
— Ps…! Me diverti e pronto! Além disso, não senti que fui estuprada, e você não vai vir me dizer que não se divertiu porque não acredito, jijiji, principalmente quando fez com os dois ao mesmo tempo, lembra?
— Claudia!!! Eu… eu… não posso te dizer essas coisas… são particulares…!
A loira, que não era boba, percebeu que a amiga tímida não estava negando a pergunta, mas sim dizendo que o que ela pode ter sentido na hora em que foi comida por dois velhos ao mesmo tempo era algo particular, então quis continuar insistindo pra arrancar da menina como ela tinha se sentido.
— Qual é, Cielo Riveros… não seja tão careta, depois do que passamos juntas não precisa bancar a santinha comigo, vamos, me diz… me diz como é que é? — agora a libertina Claudia estava apoiada com as costas no encosto da cama, estranhamente esticou as duas pernões estilizadas enfiadas em jeans, e colocou um travesseiro bem na parte da cintura pra baixo, como se estivesse fazendo pressão com ele por algum motivo.
— Ehhh… Como é que é o quê!? — perguntou uma envergonhada Cielo Riveros, que ao mesmo tempo levou o dedo indicador à boca, isso a menina fazia sempre que tentava evitar uma pergunta, e a esperta Claudia já tinha percebido isso também.
— Ser comida por dois homens ao mesmo tempo, ué, Cielo Riveros…! É disso que estamos falando — nessa altura, as palavras da loira soavam mais como exigências do que como uma conversa inocente entre duas garotas.
— Já chega, Claudia…! Acho que já conversamos o suficiente…!! Já te disse o que queria saber…!
A loira, que percebeu que a amiga dava sinais de querer encerrar o assunto, Aquela conversa quente quis se mostrar mais compreensiva com ela, pra que ela se sentisse mais à vontade.
— Olha, a gente tá só começando, Cielo Riveros… e você não sabe o orgulho que tô sentindo de você agora que sei que se comporta como uma mulher adulta. Além disso, ainda é cedo, então vamos lá, bora continuar conversando. — Claudia, junto com falar isso, se afastou um pouco na cama, deixando espaço pra Cielo Riveros se deitar também na área dos travesseiros, pra ficar mais confortável, igual faziam desde que eram molecas e se juntavam pra contar segredos.
— E o que mais você quer saber? — perguntou a guria, assim que se sentou contra o encosto e esticou as duas pernas poderosas, do mesmo jeito que a loira tava. De certa forma, o fato da amiga se orgulhar dela pelas experiências quentes e não condená-la, como ela tinha pensado, deu uma acalmada. Uma calma que, infelizmente, fez ela começar a baixar a guarda.
— Mas, Cielo Riveros… me responde com a verdade, lembra que eu sou sua melhor amiga. Além disso, o que te aconteceu também não é nenhum bicho de sete cabeças, e eu não vou contar pra ninguém, ok?
Cielo Riveros já se preparava psicologicamente pra enxurrada de perguntas sem noção que Claudia com toda certeza ia fazer, mas sabia que elas eram amigas de verdade, então falou:
— Jura que não vai contar pra ninguém? Nem… nem pras suas outras amigas do colégio? — O corpo inteiro da estudante tremia, porque ela achava que sabia pra onde as perguntas da loira iam.
— Palavra de escoteira, minha Cielo Riveros…! Lembra disso!? Além disso, aquelas patricinhas metidas a besta não são minhas amigas, pô… só uso elas pra roubar os namorados delas, kkk… você me conhece, amiga, então não precisa ter medo…
— Se é assim, então tá valendo. O que você quer saber, Claudia? — Cielo Riveros, junto com perguntar pra Claudia e pra não sujar a cama com a ponta dos pés, tirou os tênis e depois subiu as… joelhos brancos para envolver com seus braços
parte de suas pernas, o vestido subiu um pouco mostrando parte de suas
coxas, mas naquela situação isso não importava, ela sabia que não tendo
nenhum velho tarado e sem vergonha por perto, não corria perigo, além disso
estava com sua amiga, a mesma que desde a infância sempre tinha dado a cara
a tapa por ela nos momentos em que se meteu em alguma enrascada na
escola, além de que, conforme foram crescendo, era a loira quem se
encarregava de apresentar vários caras pra ela arrumar um namorado,
mas a menina sempre tinha rejeitado todos, claro que bem
diplomaticamente e como manda o figurino pra não parecer uma metida.
A suspeita e intrigada Cláudia já começava seu interrogatório:
— Primeiro me diz… qual é a sensação de ter dois paus dentro de
você!?, — a loira adolescente se virou de lado na cama com um cotovelo
apoiado nela e a mão sustentando o rosto, todo seu corpo curvilíneo
estava esticado ao lado de onde estava a nervosa guria, que quase
desmaiou com uma pergunta dessas.
— Ai não, Cláudia…! não me pergunta essas coisas…! me dá
vergonhaaa…!!
— Não seja boba, Cielo Riveros, e como assim você tem vergonha de mim?, se
eu estava bem ali na hora que te fizeram, só me diz se você gostou… vamos me conta… é gostoso…!?
Depois de pensar por alguns segundos, a trêmula
gostosona pensou que Cláudia estava certa, que diferença fazia se ela tinha
presenciado quando os dois velhos estavam comendo ela ao mesmo tempo,
somando que ela (a Cláudia) também sofreu sacanagens de todo tipo,
então se propôs a dizer a verdade, mesmo que custasse.
— Cielo Riveros — Ehhh… s… sim, é b… bo… bom…!!, — a guria não sabia onde se
meter, nunca na vida tinha contado suas intimidades pra ninguém, e por
sua vez a loira estava mais que maravilhada com a resposta de Cielo Riveros.
— Bom…!?, ou seja, você gostou…!!??
Cielo Riveros aos
poucos ia caindo nesse jogo morboso e gostoso palavras com que sua amiga loira a estava interrogando, então de uma forma estranhamente nervosa ela respondeu exatamente como a Claudia queria ouvir:
- Céu Riveros - Acho que sim... e... é... é gostosooo quando a gente faz com... com... dois!! - a menina, apesar dos sentimentos confusos, não percebia que aquela conversa já estava começando a excitar ela também.
- Ai, minha Céu Riveros, você é toda uma putinha...! Nunca pensei que você aguentava dois caras ao mesmo tempo, quem diria...!? - opinou Claudia, que mesmo animada e tudo, tentava amenizar a situação, obviamente para a amiga ficar mais à vontade. Ela queria saber de tudo, então continuou: - Olha, Céu Riveros, outro dia eu te confessei que uma vez eu transei com o professor Túlio, e você deixou escapar que também já tinha feito com ele. Vamos, me conta como foi isso.
- Ai, Clau, já te falei que foi na sua casa, com isso já basta... pra que quer saber mais? Além do mais, foi no mesmo dia em que o seu Pedro me estuprou...!!!
- E foi a única vez que o professorzinho te comeu...? - a loira não dava ouvidos à amiga e não dava trégua. Ela já sabia que a Céu Riveros ia soltar tudo o que ela quisesse saber.
Depois de um silêncio quase sepulcral no quarto, a loira estudante percebeu que tinha rolado mais de uma vez, então continuou pressionando a nervosa coroa gostosa, que naquele momento já estava quase na hora de ir embora para encontrar o Rodrigo, embora a menina nem lembrasse mais disso.
- Vamos, me responde, Céu Riveros...! Teve mais alguma vez com o professor Túlio?
- Ehhh... tipo, s... sim, t... teve u... uma vez na escola, dentro do escritório dele, mas dessa vez ele só me fez chupar ele...! - ela soltou como se isso diminuísse a gravidade da ação tão errada da parte dela. Só tinha chupado e nada mais, segundo ela. A menina cada vez se soltava mais e confiava sem censura e com toda a crueza suas aventuras sexuais. —Qual é? A loira foi perguntando,
—Você chupou ela!?? S... Se... Se você chupou ela no próprio colégio...!!?? —Cláudia sentia que o coração ia explodir a qualquer momento, o corpo dela aos poucos começava a reagir, e nessa altura as bochechas já estavam visivelmente rosadas, ao mesmo tempo que ela continuava, pra não correr o risco de Cielo Riveros voltar com aquele jeito santarrão dela.
—E antes disso, o quê...?
—Ai Clau...!, não quero que você pense que sou uma puta qualquer, mas sim, algumas vezes me pegaram no porão do colégio ele... ele... e o... seu J... Ju... João —a mãezona ficou olhando pra amiga, esperando inconscientemente qual seria a próxima pergunta, Cláudia já tava igual uma louca varrida.
—Com aquele fodeu nojento Cielo Riveros!!!???, mas se no porão ele tem o quarto dele... Cielo Riveros... me conta o que eles fizeram com você aí...!?
—Me deixaram pelada... e só me apalparam, pelo menos o professor Túlio só me apalpou, mas o corno... —agora era a própria Cielo Riveros que, quase com emoção nas palavras, soltava tudo com detalhes pra loira.
—Mas o fodeu o quê...!!!???, Ahhh entendi... pelo menos o profe te apalpou, ou seja, ou... seja... que com o fodeu você também fez isso...!? —a loira eufórica ia entendendo tudo, e era ela mesma quem dava as respostas certas, enquanto Cielo Riveros confirmava.
—Ai Clau, isso é horrível mas sim, o fodeu auxiliar do colégio também fez isso comigo... foram algumas vezes... mais ainda... o fodeu foi o primeiro que fez isso por... por... trás... me arrebentou o cu e saiu sangue, eu era virgem do ânus!!, e seu Pedro foi o primeiro pela frente, desde aquela vez sou uma puta do sexo, me entrego sem cobrar nada...
—Uffff...!!!, o fodeu João foi o primeiro que fez isso por trás, ou seja... ou seja, você ficou de quatro pro auxiliar do colégio e pra completar ainda deu o cu!!!???, Ai Cielo Riveros...!!! Ai Cielo Riveros...!!!, e como você foi Cair nessa situação, será que você gostava…?, porque aquele homem é nojento pra caralho…!
— Nããão…!!, não gosto…!!!! E como você disse… aquele coxo é nojento…!!!!, mas acontece que um dia perdi meu diário, e então…
A garota se estendeu nos detalhes de como o coxo Juan pegou seu diário e como ele a chantageou pra divulgar o conteúdo, diante de uma Claudia absorta, que a cada palavra obscena dita pela amiga tímida sentia uma pontada na sua buceta loira, de tão safado que era tudo aquilo.
— Inacreditável…!!, ele ficou te comendo a tarde inteira e trancados no quarto dele…!?, amiga, não sei o que te dizer, você me deixou chocada, nunca imaginei que você era tão fogosa…!!!
— Claudia… não me fala essas coisas, já te falei que não sou assim, além disso, o don Juan só me comeu por trás… — a menina já não tinha os olhos lacrimejando, mas dava pra ver que não queria que Claudia, sua melhor amiga, ficasse com uma imagem ruim dela.
— Mas e o que você quer que eu pense, se do jeito que você conta dá pra ver que você se divertiu, ou vai negar? — A Claudia já estava muito excitada, mas ainda assim custava a assimilar as histórias de Cielo Riveros.
A colegial, por sua vez, também pensava no quão estranho era ter essa conversa com Claudia, não sabia por quê, mas tinha algo que a empurrava a continuar se abrindo com a amiga.
— Ai, Clau… não sei como te explicar, não é que eu goste de ser comida, mas você tem um pouco de razão, apesar de no começo me fazerem à força, sempre acabo metendo com gosto com eles e fico mais puta que uma slut quando os velhos me estupram, eles são tão dotados e mais manhosos, por favor, amiga… não conta pra ninguém, eu não gosto desses velhos, é só que não sei como te explicar… de verdade, não sei…!!!
— Não se preocupa, Cielo Riveros, por isso somos irmãs…, mas tenho outra pergunta pra você… — a loira até custava a engolir saliva pra poder falar, e agora falava com Os olhos dela fechados, a conversa com Cielo Riveros a deixava extremamente excitada, mas sabia que a amiga já estava na hora de ir embora, então se quisesse saber mais pra depois se masturbar sozinha no quarto imaginando as façanhas alucinantes da sua amiga gostosa e inocente, tinha que ser rápida.
— Me fala, Claudia… mas pelo amor de Deus, que sejam as suas últimas perguntas, tô morrendo de vergonha de te contar tudo isso.
— Sim, sim, fica tranquila, lá vai minha pergunta… além de seu Pedro, seu Cipriano, o mestre Túlio e o fuck you João, você já fez com algum outro velho?
— Claudia…! Mas por que você quer saber disso? Não te entendo…?
— Só me fala, bobinha, se não vou contar pra ninguém, só quero saber… — a bucetinha da loira já tava derretendo diante da resposta certa que já tava vindo, por isso a loira ansiava pela resposta da menina.
— Jura que não vai contar pra ninguém?
A loira quase saltou os olhos das órbitas, porque se a amiga tava pedindo silêncio sob juramento, era porque tinha mais coisa ainda. Então, segurando a vontade de mijar na cama de tanta sensação de nervosismo proibido, jurou discrição.
— Pela virgemzinha de Guadalupe, minha amiga…! Vai, me conta tudo…!!!
— Ah… bom, é que um dia foi lá em casa o seu Lucas, nosso inquilino, mas ele só chupou a minha buceta...
— Ele chupou você?
As perguntas da loira vinham uma atrás da outra, mesma coisa com as respostas da mãezona, que também tava sentindo um gostinho na sua perereca só de falar.
— Sim, e quem comeu mesmo lá em casa foi o policial, aquele mesmo que me deu a multa por prostituição, segundo ele. Naquele dia a gente ficou sozinho um tempinho porque minha mãe foi no mercado com meu avô, aí o sargento Sinforoso…
— Nossa Senhora, Cielo Riveros…!!! Você fez com um sargento da polícia? Continua, com quem mais você transou…?
Depois de uma declaração de tirar o fôlego sobre como o bom sargento tinha comido ela Corada, a colegiala soltou pra amiga o segredo mais íntimo e doido.
—Ps… ps… eu também transei com o seu Severiano…!!!
—Seu Severiano…!?, e quem é esse…!!??, —apesar da pouca idade, a Cláudia tava quase tendo um troço, e além disso os neurônios dela tavam totalmente pirados com a coleção de coroas que a amigona dela tava pegando.
—Isso sim é um segredo, Clau, ninguém pode ficar sabendo… porque o seu Severiano é… é… o p… pa… pa… drastro do Rodrigo…
—O padrasto do seu namorado…!!!???, e você transou com ele…!!!???
—Ele me obrigou… mas depois… depois aconteceu a mesma coisa de sempre…
—Tipo, você ficou com tesão?, ficou com tesão no padrasto do seu namorado!?
—É… acho que fiquei com tesão… fiquei com tesão no padrasto do meu namorado… Ai, Clau… eu não devia tá te contando tudo isso…!!!
As duas gurias agora se olhavam nos olhos, com a respiração meio ofegante. Cláudia sabia que a amiga ia vazar a qualquer momento, mas como todo mundo imagina, ela não queria encerrar a conversa de jeito nenhum.
—Deixa eu fazer um resumo, amiga, vamos por partes: seu Lucas, seu locador, com aquele fuck you João, o mestre Túlio, seu Pedro, seu Cipriano, aquele Sargento que você me falou, e com seu Severiano, seu sogro, ou seja, você transou com 7 caras diferentes e todos são velhos tarados… amiga, te peguei no flagra, só com coroas, quantos litros de porra você já engoliu, puta!!!
—É, mas o seu Lucas não conseguiu meter em mim, hein…!, —a guria se defendia em nome da reputação dela.
—Mas mesmo assim você ficou deitada pelada com ele, né…?, —perguntou Cláudia, inquisitiva.
—Ehhhh… siiiim…!
—Então também conta… você transou com 7 velhos diferentes, Cielo Riveros, jijiji, ainda não consigo acreditar…!!!
—Por favor, Clau, não conta pra ninguém, por favorzinho…!!!, —pediu a colegiala com a carinha dela de súplica.
—Pode deixar que vou ser um túmulo, mas sabe o que, minha Cielo Riveros?
—O quê…!?, —Cielo Riveros já imaginava que Talvez com outra coisa a amiga dela se safasse, mas ela nunca imaginou o que seus ouvidos ouviram e que, infelizmente, era a mais pura verdade.
— Tipo, eu me considerava a maior puta da escola, amiga, mas agora, comparando com você e com tudo que você contou, você leva a coroa... tipo, você é a maior puta, não só da escola, mas de quarteirões inteiros, você é a puta do bairro. Já imagino seus buracos todos abertos, você é uma gulosa, kkkkk. Se do seu lado eu sou só uma freira, não acha?
— Cláudia, como você me diz isso...!? Se já te falei que quase todos me estupraram...!!! — respondeu finalmente nossa pobrezinha e alterada Cielo Riveros, que, apesar das palavras frias e humilhantes de Cláudia, achava que havia um fundo de verdade nelas.
— Sim, mas pelo visto você gosta de ser estuprada, kkkkk...
— Cielo Riveros: — Já, Clau... para com isso, sim...?
— Sim, sim, bobinha, são brincadeiras, não liga pra mim... maaaaas... — Cláudia, que apesar de suas palavras risonhas se sentia estranhamente excitada, não estava disposta a deixar a amiga ir embora sem revelar aquela perguntinha que há tempos rondava morbidamente sua cabecinha loira.
— Mas o que mais você quer saber? Se já te contei tudo...!
— É que agora eu quero te fazer uma perguntinha pessoal, minha Cielo Riveros, mas quero que você me diga toda a verdade também...
Cielo Riveros: — Ai, nãooo...!!! Já tenho que ir, já estou meio atrasada, meu Rodri já deve estar vindo...! — dizendo isso, a garota esticou as pernas na cama com claras intenções de se levantar e depois ir encontrar Rodrigo.
— Só a última pergunta e você vai... — interceptou Cláudia, colocando uma de suas mãozinhas delicadas sobre uma das pernas da nervosa gostosona, bem um pouquinho acima dos joelhos bem feitos.
— Cielo Riveros: — Ehhh... e o que você quer saber agora? — o olhar da garota se fixou firmemente na mão de Cláudia sobre uma de suas pernas.
— Is... Isso... isso que Fizemos as duas juntas outro dia
que estivemos com os velhos… v… vo… gos… gostou?
A pergunta foi um baita choque na cabeça da
nossa garota, porque embora depois da conversa quente que estava
tendo com a amiga de infância até tivesse sentido umas sensações
estranhas na sua fenda íntima, mas a pergunta atual ela realmente não
esperava. Aquilo que a Claudia estava perguntando era antinatural, se ela
tinha feito aquilo com a Claudia foi porque os velhos a obrigaram e não porque
ela gostasse de mulheres, ou seja, o ato sexual para a colegial
envolvia a união de um macho e uma fêmea, e não duas mulheres esfregando
suas coisinhas, mas apesar de todos esses princípios sólidos a menina não conseguia
negar para si mesma que Sim, tinha gostado, intimidade que agora não estava
disposta a contar para a Claudia, porque aí sim nunca mais poderia
olhar na cara dela se admitisse isso.
Cielo Riveros — Nããão…!, Claudia, como você me pergunta isso?. Se eu fiz isso com você e deixei você fazer também
foi porque nos obrigaram…!!!, — agora os dois olhares esverdeados estavam
frente a frente, um mostrando timidez e o outro uma excitação nervosa.
— Nos obrigaram?, Você acha Cielo Riveros …? Nos
obrigaram?, — A Claudia nem ela mesma sabia por que não conseguia tirar a mão da
perna macia da amiga.
— Sim, nos obrigaram…!, — a menina levou a mãozinha
de novo aos lábios, e a Claudia já achava que sabia o significado do sinal que
inconscientemente a amiga mandava para a mente dela.
— Pois eu não fiz obrigada, além disso, se eu
tava com vontade de fazer em você…, — a loira, ao dizer essas confissões
calientes sem ter planejado, já estava acariciando suavemente a perna trêmula
de Cielo Riveros que, diante da situação, se sentia sem ar nos pulmões.
— Mas Claudia…!, — ela conseguiu finalmente dizer, — Que coisas você está me dizendo…!?, isso só se faz entre um homem e uma mulher, nós
somos amigas… só isso… eu não gosto de mulheres, e você Também não...!!!
—Ps...! É, tonta, somos amigas, e eu tenho namorado e você também... juro que não gosto de mulheres, e sei que você também não... maaas...
—Mas o quê...!!! —agora a nossa *slut* Cielo Riveros também reagia como uma verdadeira desequilibrada mental.
A loira estudante, sem ter planejado nem imaginado, se viu numa conversa tão quente e íntima com a amiga, que já não era mais sobre velhos safados ou estupros, mas só sobre elas. E claro, como já dissemos antes, a Claudia, por ser uma garota patricinha e de condição econômica e social melhor que a Cielo Riveros, já tinha se envolvido em algumas oportunidades em pequenos jogos sexuais com outras amigas. E desde aquela época, por alguma razão estranha, mais de uma vez sentiu uma vontade imensa de fazer o mesmo com a Cielo Riveros, mas, conhecendo o temperamento tímido dela, achou que nunca teria uma chance. Agora sabia bem que, com tudo o que aconteceu, o cenário mudava completamente. E, embora já tivessem feito aquilo forçadas pelos dois velhos, ela agora sentia uma vontade poderosa de que fizessem de novo, mas agora só as duas. Então, sem pensar duas vezes, deixou de lado a amizade de infância e se abriu pra confessar à amiga o que pensava de todo aquele assunto entre elas.
—Jijiji, mas com você é diferente, sabe? Olha, de vez em quando as amigas fazem coisinhas *yummy* entre si, coisas de garotas, que ninguém mais pode saber ou descobrir... entendeu?
—Não, não entendo, Claudia...! E já vai parar, que você tá me assustando...! —a menina via como a amiga não parava de acariciar delicadamente sua perna, no ritmo da conversa enlouquecedora.
—Tipo, coisinhas *yummy*, entre a gente, exatamente como as que fizemos... lembra? —agora a loira se deitou, colando todo o corpo nas curvas trêmulas da mamasota, que já estava nervosamente assustada com as loucuras da Claudia. Agora, em melhor posição, ela tinha ido subindo a mãozinha e já estava... estava acariciando desde o joelho dela até um pouco acima da metade da coxa macia e brilhante dela.
—Ai, Claudia… tu é doida varrida…!!! —a quase histérica menina falava tudo isso pra amiga dela olhando pra qualquer canto do quarto, sem se mexer da cama, coisa rara; em qualquer outra ocasião teria saído correndo pra casa dela, mas agora, por algum motivo, simplesmente não fazia isso. Mesmo assim, a guria tava muito nervosa.
—Ps…! A culpa é sua, Cielo Riveros…, com essas histórias dos velhos com quem você transa, me fizeram sentir umas sensações… —a loira falava baixinho, de olhos fechados, se concentrando naquela suavidade nunca antes sentida nas mãozinhas dela, que era a pele da amiga de infância.
—S… sen… sentiu s… sen… sensações…!? —perguntou agora Cielo Riveros também de olhos semicerrados, a respiração dela ia se cortando aos poucos, já que ela também tava começando a sentir umas sensações. A menina nem lembrava que naquela hora ela deveria estar se encontrando com o Rodrigo na entrada do cinema.
—Sim, e tão me dando vontade de fazer isso agora que a gente tá sozinhas… —a loira soltou a proposta enlouquecedora pra colega de colégio.
Cielo Riveros, diante da proposta sórdida que a amiga loira tava fazendo, voltou meio que à realidade. Mesmo assim, ela ainda não se mexia da cama; na mente dela só rodava aquilo que a amiga tinha dito, ou seja, a Claudia tava abertamente propondo que elas transassem?. Até que, quando conseguiu entender, com um pouco de sanidade, deu a resposta pra amiga.
Cielo Riveros —Ah, não, Claudia…! Acho que não…!! Além disso, tenho que ir me encontrar com o Rodrigo…!!!
A patricinha, já toda empolgada com as pernas macias da amiga introvertida, respondeu só pra fazer ela ficar mais à vontade e prolongar um pouco mais aquele momento tão gostoso, já que ela sabia que a Cielo Riveros tinha que ir encontrar o namorado e não queria se meter nos assuntos dos dois.
—Então vai igual Cielo Riveros, eu não quero te privar de sair com teu namorado, até porque vocês têm a noite toda pra ficar juntos, é só que me deu uma vontade de te tocar um pouquinho… me deixa?
Cielo Riveros — S… Só me tocar…? — as palavras da Claudia, aquela de que ela não pensava em privá-la de se encontrar com o Rodrigo, acalmaram ela um pouco.
— Sim, só vou tocar um pouquinho… e talvez… um beijo…? Depois você pode ir se encontrar com teu namorado, o que me diz?
A garota rapidamente cruzou uma perna sobre a outra, fechando-as, porque a mão delicada da Claudia subia centímetros perigosos, se aproximando da sua zona proibida, e ela não entendia por que motivos não conseguia impedi-la, só se viu respondendo:
— Só um beijo…!?
— Sim, só um beijo…!! — a loira, já sem se segurar, colou os lábios rosados no ombro brilhante e macio da amiga, notando ele suave, fresco e bem perfumado.
— Ai, Clau, nós duas somos garotas, isso é errado…!!! — Cielo Riveros dizia isso pra amiga, olhando pro lado oposto de onde estava a saída, enquanto a Claudia já subia com os lábios no começo do pescoço limpo da colegial, que não sabia como reagir diante de uma situação tão louca.
— Já te expliquei que às vezes as meninas como a gente fazem coisas de garotas, e isso não é errado. Eu não gosto de mulheres machudas, você não é, e eu também não sou. Ambas somos duas gostosas bem femininas, segundo os comentários na escola e em todo lugar. Além disso, você preenche todos os meus requisitos pra eu ficar com você um pouquinho, kkkk. Vamos, me dá um beijo igual ao outro dia, mas agora só nós duas.
Cielo Riveros — Ai, Claudia, você me faz corar com todas essas coisas que você fala…! — dizia a assustada e incrédula Cielo Riveros, com os olhinhos fechados e mordendo o lábio inferior, e claro, a carinha dela estava bem corada.
— Se você cora, é porque talvez você também queira… — dizia a loira tesuda pra amiga, bem perto dos ouvidos perfumadinhos dela, que incrivelmente, ao ter falado bem pertinho deles, fez toda a pele da menina se arrepiar, exatamente como acontecia nas vezes em que seus antigos estupradores falavam todo tipo de putaria e safadeza antes de comer ela. A loira foi subindo o vestido dela, deixando ele um pouco levantado, e dava pra ver o começo daquele triângulo lindo que a menina tinha de buceta. A loira ficou ainda mais tesuda só de ver um pouquinho daquele triângulo enfiado num pano vermelho bem escuro, igual sangue.
Diante daquele arrepio todo de pelinhos e cabelos, a menina não teve escolha a não ser admitir que talvez um beijinho entre duas garotas não faria mal a ninguém. Ela sabia que o vestido estava levantado e que mostrava uma pequena parte da calcinha, mas mesmo assim não fez nada pra se cobrir.
— Ah, não sei…! Ehhhh…! Tá bom, mas só um beijo…! — falou finalmente, olhando pro lado e se fazendo de sonsa.
— Vai ser só um beijo, amiga… então não se preocupa… — Claudia, enquanto falava isso, já ia subindo com os lábios pela bochecha da menina, que só ficava de olhos fechados esperando o que tinha que rolar entre elas, sentindo a mãozinha de Claudia pousar na cintura dela por baixo da roupa, acariciando de leve.
— Mas como amigas…? — perguntou Cielo Riveros só pra deixar menos comprometedora a putaria enorme que ela estava prestes a cometer, se deixando levar pela sem-vergonha da amiga.
— Como amigas, Cielo Riveros… sempre como amigas, kkkk… — ria a loira, roçando os lábios e a pontinha da língua em vários lugares da cara macia de Cielo Riveros.
— E depois vou encontrar com o Rodrigo…? — A menina sentia os lábios de Claudia já se aproximando dos dela, o hálito fresco da loira já chegava nas narinas da pobre garota.
— Sim, vai encontrar com seu Rodrigo, eu não vou te prender… — disse Claudia. agora com seu narizinho empinado colado no nariz perfilado e perfeito da nossa gostosa trêmula, ambas se olhando nos olhos e depois nos lábios, até que Claudia foi fechando os olhos enquanto pousava seus lábios rosados nos vermelhos de Cielo Riveros, até que simplesmente as duas entreabriram suas boquinhas e se beijaram. Na sala da casa de Claudia e dentro da bolsa, o celular da colegial vibrava com mais de 10 chamadas perdidas de Rodrigo.
(No mesmo instante, na entrada do cinema onde Cielo Riveros e Rodrigo deviam se encontrar)
O moleque andava nervosamente de um lado para o outro, naquele dia tinha ido comprar calças e sapatos novos porque a ocasião merecia, além das longas horas que o separavam daquele momento memorável, mas sua namorada já deveria ter chegado há mais de 30 minutos. Na mente dele ecoavam os xingamentos do padrastro no dia anterior:
“Amanhã você não vai tocar naquela égua, nem amanhã… nem nunca, e sabe por quê? Porque ela não vai se encontrar com você, vai te deixar plantado de novo como já fez outras vezes…”; “que fique claro, seu merda… essa mulher é muita areia pro seu caminhãozinho de idiota, essa iniciante de gostosa foi feita pra se deitar e ser comida por machos de verdade, ou seja, por caras como eu…!! Ficou claro, seu estúpido…!!??...”
Isso era loucura para o pobre garoto, enquanto sua mente martelava o que o padrastro disse, seus olhos quase chorosos viam a longa fila dos vários casais de namorados felizes que esperavam para entrar na sala de cinema, conversando abraçados e se amassando. Será que ele também não deveria estar assim naquela hora com a namorada?, ele se perguntava enquanto voltava ao banco onde estavam as duas caixas de pipoca que tinha comprado para ele e Evelin, e depois de olhar de novo os dois ingressos que havia comprado, guardou-os no bolso. da camisa dele e discar de novo o número de Cielo Riveros, que tocava e tocava sem ninguém atender.
O tempo passou sem piedade pro pobre Rodrigo, que viu duas filas enormes de gente entrando e saindo do cinema em cada sessão.
Já passava da meia-noite e Cielo Riveros definitivamente não tinha chegado. Entre uma sessão e outra, ele até pegou um táxi pra casa da namorada, onde encontrou a casa toda apagada e ninguém atendendo a porta.
Depois ele pensou que, com toda certeza, Cielo Riveros tinha se atrasado por algum motivo e que chegaria na segunda sessão. Afinal, tinham a noite toda pela frente. Mas quando voltou pro cinema, não encontrou a namorada esperando por ele como tinha imaginado.
Já era quase 1 da manhã quando avisaram que as cortinas do cinema estavam descendo pra fechar. Foi aí que ele se convenceu da triste realidade: tinham dado o bolo nele de novo, exatamente como o padrasto tinha previsto.
O jovem ferido e quase destruído, à beira do choro, foi pra casa, mas não sem antes jogar as duas caixas de pipoca no lixo e rasgar os dois ingressos do cinema que ele tinha comprado com tanta esperança pra ele e pra namorada.
—Me escuta bem, seu pedaço de idiota… Você não vai encostar naquela potranca amanhã, nem amanhã… nem nunca, e sabe por quê? Porque ela não vai se juntar com você, vai te deixar plantado de novo, como já fez outras vezes, ou você acha que não ouvi quando conta pra sua mãe chorando que nem um viadinho…!!! E fica claro, seu arrombado… essa mulher é muita areia pro seu caminhãozinho, essa aspirante a gostosa foi feita pra deitar e ser comida por homens de verdade, ou seja, por homens como eu…!!! Ficou claro, seu estúpido…!!!??
—Solta ele, Severiano…!!! Tá machucando ele…!!! Dona Maria, que tinha saído pra fazer umas compras, voltou em silêncio e ouviu todo o último discurso que o marido tava dando pro filho enquanto o mantia semi-enforcado contra uma das paredes da casa.
—Cala a boca, sua desgraçada…!!!! Ou quer que eu vá aí e te encha de porrada…!!!! —Seu Severiano tava louco, gritando com a mulher, olhando pra ela com os olhos vermelhos de raiva e sem soltar o enteado das garras. O ciúme tinha cegado ele, então continuou berrando: —Essa conversa é entre homens…!!!! Ou melhor, entre um homem e um viado, hahahaha…!!!! —Aí o velho virou a cara gorda e bigoduda pra falar o mais perto possível do ouvido do moleque. A ideia era humilhar e diminuir ele, como sempre fazia. —Então já sabe, seu filho da puta, e não vem de galinho não. Amanhã vou te ver voltar derrotado e entrar por essa porta chorando que nem sempre. Então fica claro… Você não é homem pra esse tipo de mulher… hahahaha…!!!! —falou por fim, até soltar o aperto opressivo no pescoço do jovem.
Já eram 4 da tarde. do sábado e a mamasota que tinha acabado de sair de um banho refrescante estava só enrolada numa toalhinha apertada no corpo, toda a pele e o cabelo dela exalavam aromas frescos de sabão, lavanda e flores primaveris, na pele branca dos ombros ainda dava pra ver algumas gotinhas d'água que mostravam o quanto ela era limpinha. Depois de secar os cabelos e pentear pra um lado da carinha, ela foi escolher o tipo de roupa íntima que agora Rodrigo poderia ver com todos os detalhes, segundo ela pensava, então escolheu um conjunto minúsculo de sutiã e fio dental vermelho escuro meio arroxeado, o primeiro pra segurar as peitolas dela e deixá-las apetitosamente empinadinhas e o segundo pra tampar só o necessário, na ideia de que o jovem quase enlouquecesse na hora em que ela tirasse o vestido que ia usar, este último seria um dos favoritos dela, com alças nos ombros deixando ver só o começo dos dois globos de pele lisa e brilhante que a mina gastava de peitos, o vestido que era branco com florzinhas se ajustava perfeitamente na cintura dela desenhando-a esticada e chegando bem na altura da metade das duas coxas bem torneadas, pra finalizar calçou umas sapatilhas de salto médio que faziam elevar ainda mais o porte e a figura dela. E assim, já vestida, nossa mamasota ficava de novo com a imagem de ser uma mulher soberba e imponente, só a carinha de adolescente de quinze anos contrastava com aquelas curvas lascivas e diabólicas que já se adivinhavam por baixo do tecido do vestido escolhido. Foi na hora em que estava se perfumando suavemente atrás das orelhinhas que quase se mijou de horror ao ouvir o som insistente do telefone, sabia que se seu Pedro estivesse ligando de novo pra aquelas exigências safadas, os planos dela com Rodrigo iam pro lixo de novo. A assustada mina descartou assim que viu que a ligação era do seu amado, já que sabia que naquela hora ele estava no trabalho e era muito difícil o chefe deixar ele ligar.
Com muito medo, foi se aproximando da mesa onde o celular tocava, e ao pegá-lo pra ver quem era a pessoa que ligava tão insistentemente, com alívio viu que a chamada era da mãe dela:
— Alô… mãe…? — atendeu, agradecendo a Deus por não ser o Dom Pedro ligando.
— Oi, filha… por que você demora tanto pra atender o telefone?
— Ahhh, é que eu tava tomando banho, lembra que você me deixou ir dormir na casa da Cláudia… né?
— Sim, lembro, filha, só queria saber que horas você chega amanhã?
— Mmmm… é que com a Cláudia a gente ainda não tem planos…
— Bom, se for assim… se quiser, vem pra casa no fim da tarde, lembra que eu não vou estar — a boa senhora Isabel sabia que a filha não gostava de ficar sozinha em casa, por isso tava avisando que ela chegaria no fim da tarde de domingo.
— Ahhh… que bom que você avisou, assim aproveito pra estudar umas matérias com a Cláudia, você sabe que ela não vai muito bem na escola.
— Combinado, então a gente se vê umas 7 da noite? Nessa hora eu já vou ter voltado.
— Sim, mãe… umas 7 tá bom…
— Bom, filha, vou deixar você, que tenho que terminar o turno… — a abnegada progenitora se despediu da filha.
— Tchau, mãe…! E se divirta com suas colegas…
— Obrigada, filha, se divirta você também.
Assim que terminou a conversa e já estando Cielo Riveros em condições, e sabendo que não tinha nenhuma ligação do Dom Pedro no celular fazendo exigências pra ela ir até ele pra ele fazer todo tipo de sacanagem, a menina foi pra casa da Cláudia, como tinham combinado, já que a nossa precavida mamasota tinha dito pra mãe que ia dormir na casa da loira, aproveitando que ela também ia sair com as amigas.
A colegial pensava em ficar com a Cláudia umas duas horas já que Rodrigo terminava o turno dele na farmácia às 8 da noite e combinaram de se encontrar às 9 bem na entrada do cinema. A amiga loira dela sabia tudo o que tinha que fazer se a mãe da Evelin resolvesse ligar pra casa dela perguntando pela filha, além de que agora ela também tinha permissão pro domingo inteiro, já ia ver se essas horas ia passar com Rodrigo ou se ia pra casa da Claudia matar o tempo, já que achava improvável que a loira quisesse estudar igual tinha falado pra mãe dela. A parada é que nessa altura a adolescente impressionante de 18 anos já tava na porta da casa da Claudia, com essa última recebendo ela no portão.
— Oi amiga…! — cumprimentou a loira patricinha, enquanto com uma inveja saudável examinava ela — Mas como você tá gostosa com esse vestido, Cielo Riveros…! Esse Rodrigo vai se divertir pra caramba com você hoje à noite, hein…! — Claudia olhava dos pés à cabeça a amiga do coração, dessa vez cúmplice na noite quente de amor que a Evelin ia aprontar com o amado dela.
A colegial, com as palavras elogiosas da amiga, corou na hora, porque se ela tinha se arrumado daquele jeito era pro Rodrigo achar ela bonita, e não pra ele se divertir com ela porque ela tava gostosa igual a Claudia tava dizendo, tipo… sim, mas essas palavras eram muito frias, ela pensava em se entregar pro Rodrigo porque ele amava ela e não porque dessa vez ele achava ela gostosa, valha a redundância.
Foi a voz da amiga que tirou ela dessas divagações estranhas.
— E? Que horas é o encontro? — perguntou a linda Claudia, fechando a porta de casa.
— Às 9, a gente vai se encontrar no cinema que fica do lado do shopping…
— Ahhh, olha, que legal, então a gente vai ter tempo de bater um papo rapidinho, vamos pro meu quarto que lá a gente fica mais à vontade, quer um refri?
— Sim, um refri ia ser bom, cadê seus pais…? — quis saber a menina, que olhava com timidez pra ver se Os pais da amiga dela estavam em algum lugar da sala.
—Não se preocupa com eles, Cielo Riveros…!!, eles saíram e só voltam amanhã…!!! — a loira gritava da cozinha enquanto servia os refrigerantes.
—E você não vai sair com seu namorado…? — Cielo Riveros perguntava isso à amiga, já que a tinha visto vestida só com uns jeans bem apertados, com uma blusa branca que se ajustava na cintura e com umas sandálias de salto médio. A amiga era muito gostosa, e, embora entre a gente, naquele look, a loira tava pedindo pra ser pelada e macetada de qualquer jeito, Cielo Riveros sabia que, quando a Cláudia saía pros rolês com o namorado, as favoritas dela eram as minissaias ou os vestidos justos e curtíssimos.
—Não, o chato do caralho foi num show com os amigos. Me convidou, mas eu não curto sair com ele se não for gastar grana, então preferi ficar em casa morrendo de tédio — ela disse com um tom de irritação na voz.
—Ahhh, claro, entendi…! — respondeu a colegial, enquanto pegava o copo de refrigerante da amiga interessada, que já tinha voltado. As duas já entravam no quarto da jovem e loira anfitriã.
—Aja…! Já que temos umas horas pra conversar, que tal você ir me explicando aquilo que aconteceu na semana passada? — Cláudia, ao falar a última parte, foi se deitando na parte de cima da cama, se acomodando contra os travesseiros, como se estivesse esperando por esse momento.
—Ehhhh… que coisa? Não sei do que você tá falando… — Cielo Riveros estava sentada no meio da cama rosada da Cláudia. Tinha sacado na hora do que ela queria saber, mas tentaria evitar essa conversa.
—Não se faz de sonsa, Cielo Riveros, você sabe muito bem do que eu tô falando… No centro de saúde, tinha uma ficha daquelas que controlam as putas, e, pra piorar, nela tava arquivada uma multa daquelas que as mulheres levam por transar na rua. Tava todos os seus dados, até o endereço. da sua casa, e pra completar, ainda tava assinado por você, amiga. Eu conheço sua letra, então me diz… em que enrascada você se meteu? — a expressão da garota loira agora era de seriedade, ela tava realmente preocupada com a situação da amiga de infância.
Cielo Riveros já imaginava que esse momento ia chegar um dia, porque o que aconteceu naquele maldito posto de saúde público tinha sido mais do que comprometedor, mas também pensava e reconhecia que, naquele dia, a amiga nunca a deixou na mão, tinha esperado por ela por mais de duas horas na saída do consultório público, e essas sim são as amizades que valem a pena, refletia a mamasota antes de dar a resposta. Então, sem mais opção, teve que admitir pra melhor amiga que, sim, aquela multa por prostituição tinha sido aplicada a ela.
— Ah, Clauuu…!!! Sim, era minha letra e minha assinatura, mas é que você nunca entenderia… — disse finalmente, olhando nos olhos dela com seus lindos olhos verdes, cheios de preocupação, e com o cabelo preto azulado penteado pro lado do rostinho meigo.
A Cláudia, que já tinha se preparado mentalmente pra uma resposta assim, tentou pensar com calma e dar todo o apoio do mundo pra amiga, embora uma resposta dessas mexesse um pouco com os sentidos dela. Não sabia o que pensar, até que finalmente falou:
— Cielo Riveros… vou ser bem sincera com você só porque você é minha melhor amiga. Me escuta bem: se você precisa de dinheiro pra alguma coisa, eu posso falar com meus pais, ou sei lá, achar uma solução, mas você não pode ficar por aí se deitando com qualquer um por dinheiro, não é da sua essência… — Cielo Riveros, ao ouvir essas palavras, reagiu na hora e não conseguiu evitar que seus lindos olhinhos verdes se enchessem de lágrimas de novo, ainda mais ao perceber que a amiga realmente achava que ela era uma putinha vulgar de rua.
— C… Cla… Cláudia… eu não sou uma p… pros… prostituta…! Já te falei, e não me deito com ninguém por dinheiro, como se… Não entendeu?
A estudante loira e provocante acreditava nas palavras de Cielo Riveros, mas de qualquer jeito achava que a situação era mais do que comprometedora para sua amiga introvertida. Mais do que não acreditar nela, a Claudia estava totalmente intrigada com a situação da amiga.
— Então me dá uma explicação razoável, amiga, se você acabou de admitir que era sua letra e sua assinatura…! — respondeu finalmente, com as sobrancelhas douradas arqueadas para cima. A situação da colega de colégio era mais do que complicada, e ela queria chegar ao fundo da questão.
A colegial, esquecendo por um momento que o motivo de estar na casa da Claudia era só pra matar o tempo antes de encontrar o namorado, e sabendo que ainda faltavam umas duas horas pra ele sair da farmácia, tentou explicar pra amiga o porquê da existência daquele sórdido boletim policial que dizia que ela estava se prostituindo.
— Clauuu…! Vou te explicar desde o começo…! — No quarto da loira, tudo ficou em silêncio depois das últimas palavras da colegial, e as duas jovens entenderam que Cielo Riveros tinha carta branca pra se explicar pra amiga investigadora. — Lembra do dia em que me perdi na área do touro mecânico? — A garota perguntou com os olhos fechados, como se estivesse se dando força pra começar a contar como tinha caído nas garras do abominável mecânico seu Pedro Ventura, que aos poucos foi tomando conta da vida e do corpo dela.
— Claro que lembro. Com o mestre Túlio e com aquele fuck you que é auxiliar do colégio, a gente deu a volta na feira toda te procurando por todo lado, e você parecia ter sumido. — Claudia mantinha uma expressão séria no rosto nórdico de Deusa do Leste Europeu…
— Pois foi naquele dia que conheci seu Pedro…! — revelou Cielo Riveros, agora com os olhinhos abertos e mordendo o lábio inferior, como se aquela confidência fosse um pecado. cometida por parte dela.
—Não me diga…! E o que isso tem a ver com a infração por prostituição? — quis saber sua amiga gostosa.
—Se eu te contar…! Mas deixa eu continuar te explicando. É que quando você foi pro banheiro, eu precisava de um ar fresco, então depois de provar uns morangos com creme, decidi te esperar bem atrás do touro mecânico porque ali não tinha tanta gente e corria uma brisa refrescante. Aí, depois de um tempo, senti alguém falando comigo…
A loira ouviu impactada aquela história fantástica que a amiga tava contando, de como o seu Pedro tinha comido ela na frente dos amigos, bem atrás do touro mecânico (claro que não com palavras obscenas ou putaria, pelo menos por enquanto, mas a loira entendia tudo exatamente como tá sendo explicado aqui), e de como depois ele levou ela pelada no carro velho dele e que tinham sido pegos numa operação policial, onde ela, obrigada pelo mecânico tarado, teve que dizer pra polícia sem escapatória que era uma puta e que por isso tava nua dentro do carro do velho, pra depois os dois irem pra uma área bem ordinária onde tinha uma oficina mecânica na qual o velho pervertido, além de ter batido nela, tinha transformado ela em mulher, na mulher dele, e dentro de um escritório sinistro onde tinha um catre no qual eles meteram.
O temperamento da Claudia foi mudando aos poucos enquanto ouvia os detalhes das desgraças da amiga, e apesar de tudo, agora a loira tava eufórica e perguntava pra Evelin até os mínimos detalhes de tudo que tinha acontecido naquela ocasião, e a Cielo Riveros, morrendo de vergonha, ia contando como tinha sido toda aquela experiência assustadora, exatamente como a colega de classe queria saber.
—Tá entendendo agora? É por isso que existe essa infração por prostituição, e o seu Pedro também tem uma cópia com ele.
—Mmmmm…, já entendi…! É por isso que você Você ainda tá transando com aquele velho, né? — a loira tava super interessada na história estranha da Cielo Riveros, de certa forma sentia pena dela, mas tinha algo nisso tudo que também a fascinava e fazia o corpo dela sentir umas coisas estranhas, o coração agora batia a mil, e ela não pensava em parar a conversa por ali, tava disposta a arrancar da amiga até o último detalhe íntimo que ela já tinha cometido, já que lembrava muito bem que ela tinha deixado escapar que também fazia com o professor Túlio, mas tudo a seu tempo, pensava a garota safada de cabelos dourados.
Cielo Riveros, que continuava sentada a só meio metro de onde a amiga estava, não teve outra escolha senão admitir a última pergunta que ela tinha feito, balançando a cabeça afirmativamente.
— E como é que ele me conhecia de antes de a gente se juntar com eles na feira? Se eu nunca tinha visto ele na minha vida — Cláudia, sem perceber e enquanto interrogava a amiga com as mãozinhas, brincava nervosamente puxando uns fios loiros do cabelo, a conversa cada vez ficava mais fascinante pra ela.
— Ele nos viu na hora que a gente entrou na feira, acho que a partir daí ele tava nos seguindo, ou algo assim.
— Ele pediu pra você me convidar pra gente ir transar com o irmão dele também?
— Ai, Clauuu…!! Mas eu não queria, por favor, não fica brava comigo… ele me obrigou…!! E se eu não obedecesse, ele ia na escola mostrar a infração pros professores…
E a loira ia ficar brava com a Cielo Riveros? Pelo contrário, tava surpresa com a experiência safada que a amiga do coração acabava de contar, com todos os detalhes, e por isso quis se aprofundar mais naquela conversa surpreendente.
— Sim, sim, entendo e não se preocupa, não tô brava com você… até porque, no fim das contas, eu também me diverti naquele dia.
Cielo Riveros, que naquele momento tava dando um gole no copo de refrigerante que Cláudia tinha servido, já que a boca e a garganta estavam secas de tanto falar, mas O líquido quase saiu pelo nariz dela ao ouvir que, afinal, a amiga tinha se divertido com os dois velhos ordinários, segundo ela dizia.
— Você se divertiu!? Como você me diz isso? Se eles nos vi… vi… estupraram!!! — exclamou Cielo Riveros pra loira, depois de se recuperar do engasgo.
— Ps…! Me diverti e pronto! Além disso, não senti que fui estuprada, e você não vai vir me dizer que não se divertiu porque não acredito, jijiji, principalmente quando fez com os dois ao mesmo tempo, lembra?
— Claudia!!! Eu… eu… não posso te dizer essas coisas… são particulares…!
A loira, que não era boba, percebeu que a amiga tímida não estava negando a pergunta, mas sim dizendo que o que ela pode ter sentido na hora em que foi comida por dois velhos ao mesmo tempo era algo particular, então quis continuar insistindo pra arrancar da menina como ela tinha se sentido.
— Qual é, Cielo Riveros… não seja tão careta, depois do que passamos juntas não precisa bancar a santinha comigo, vamos, me diz… me diz como é que é? — agora a libertina Claudia estava apoiada com as costas no encosto da cama, estranhamente esticou as duas pernões estilizadas enfiadas em jeans, e colocou um travesseiro bem na parte da cintura pra baixo, como se estivesse fazendo pressão com ele por algum motivo.
— Ehhh… Como é que é o quê!? — perguntou uma envergonhada Cielo Riveros, que ao mesmo tempo levou o dedo indicador à boca, isso a menina fazia sempre que tentava evitar uma pergunta, e a esperta Claudia já tinha percebido isso também.
— Ser comida por dois homens ao mesmo tempo, ué, Cielo Riveros…! É disso que estamos falando — nessa altura, as palavras da loira soavam mais como exigências do que como uma conversa inocente entre duas garotas.
— Já chega, Claudia…! Acho que já conversamos o suficiente…!! Já te disse o que queria saber…!
A loira, que percebeu que a amiga dava sinais de querer encerrar o assunto, Aquela conversa quente quis se mostrar mais compreensiva com ela, pra que ela se sentisse mais à vontade.
— Olha, a gente tá só começando, Cielo Riveros… e você não sabe o orgulho que tô sentindo de você agora que sei que se comporta como uma mulher adulta. Além disso, ainda é cedo, então vamos lá, bora continuar conversando. — Claudia, junto com falar isso, se afastou um pouco na cama, deixando espaço pra Cielo Riveros se deitar também na área dos travesseiros, pra ficar mais confortável, igual faziam desde que eram molecas e se juntavam pra contar segredos.
— E o que mais você quer saber? — perguntou a guria, assim que se sentou contra o encosto e esticou as duas pernas poderosas, do mesmo jeito que a loira tava. De certa forma, o fato da amiga se orgulhar dela pelas experiências quentes e não condená-la, como ela tinha pensado, deu uma acalmada. Uma calma que, infelizmente, fez ela começar a baixar a guarda.
— Mas, Cielo Riveros… me responde com a verdade, lembra que eu sou sua melhor amiga. Além disso, o que te aconteceu também não é nenhum bicho de sete cabeças, e eu não vou contar pra ninguém, ok?
Cielo Riveros já se preparava psicologicamente pra enxurrada de perguntas sem noção que Claudia com toda certeza ia fazer, mas sabia que elas eram amigas de verdade, então falou:
— Jura que não vai contar pra ninguém? Nem… nem pras suas outras amigas do colégio? — O corpo inteiro da estudante tremia, porque ela achava que sabia pra onde as perguntas da loira iam.
— Palavra de escoteira, minha Cielo Riveros…! Lembra disso!? Além disso, aquelas patricinhas metidas a besta não são minhas amigas, pô… só uso elas pra roubar os namorados delas, kkk… você me conhece, amiga, então não precisa ter medo…
— Se é assim, então tá valendo. O que você quer saber, Claudia? — Cielo Riveros, junto com perguntar pra Claudia e pra não sujar a cama com a ponta dos pés, tirou os tênis e depois subiu as… joelhos brancos para envolver com seus braços
parte de suas pernas, o vestido subiu um pouco mostrando parte de suas
coxas, mas naquela situação isso não importava, ela sabia que não tendo
nenhum velho tarado e sem vergonha por perto, não corria perigo, além disso
estava com sua amiga, a mesma que desde a infância sempre tinha dado a cara
a tapa por ela nos momentos em que se meteu em alguma enrascada na
escola, além de que, conforme foram crescendo, era a loira quem se
encarregava de apresentar vários caras pra ela arrumar um namorado,
mas a menina sempre tinha rejeitado todos, claro que bem
diplomaticamente e como manda o figurino pra não parecer uma metida.
A suspeita e intrigada Cláudia já começava seu interrogatório:
— Primeiro me diz… qual é a sensação de ter dois paus dentro de
você!?, — a loira adolescente se virou de lado na cama com um cotovelo
apoiado nela e a mão sustentando o rosto, todo seu corpo curvilíneo
estava esticado ao lado de onde estava a nervosa guria, que quase
desmaiou com uma pergunta dessas.
— Ai não, Cláudia…! não me pergunta essas coisas…! me dá
vergonhaaa…!!
— Não seja boba, Cielo Riveros, e como assim você tem vergonha de mim?, se
eu estava bem ali na hora que te fizeram, só me diz se você gostou… vamos me conta… é gostoso…!?
Depois de pensar por alguns segundos, a trêmula
gostosona pensou que Cláudia estava certa, que diferença fazia se ela tinha
presenciado quando os dois velhos estavam comendo ela ao mesmo tempo,
somando que ela (a Cláudia) também sofreu sacanagens de todo tipo,
então se propôs a dizer a verdade, mesmo que custasse.
— Cielo Riveros — Ehhh… s… sim, é b… bo… bom…!!, — a guria não sabia onde se
meter, nunca na vida tinha contado suas intimidades pra ninguém, e por
sua vez a loira estava mais que maravilhada com a resposta de Cielo Riveros.
— Bom…!?, ou seja, você gostou…!!??
Cielo Riveros aos
poucos ia caindo nesse jogo morboso e gostoso palavras com que sua amiga loira a estava interrogando, então de uma forma estranhamente nervosa ela respondeu exatamente como a Claudia queria ouvir:
- Céu Riveros - Acho que sim... e... é... é gostosooo quando a gente faz com... com... dois!! - a menina, apesar dos sentimentos confusos, não percebia que aquela conversa já estava começando a excitar ela também.
- Ai, minha Céu Riveros, você é toda uma putinha...! Nunca pensei que você aguentava dois caras ao mesmo tempo, quem diria...!? - opinou Claudia, que mesmo animada e tudo, tentava amenizar a situação, obviamente para a amiga ficar mais à vontade. Ela queria saber de tudo, então continuou: - Olha, Céu Riveros, outro dia eu te confessei que uma vez eu transei com o professor Túlio, e você deixou escapar que também já tinha feito com ele. Vamos, me conta como foi isso.
- Ai, Clau, já te falei que foi na sua casa, com isso já basta... pra que quer saber mais? Além do mais, foi no mesmo dia em que o seu Pedro me estuprou...!!!
- E foi a única vez que o professorzinho te comeu...? - a loira não dava ouvidos à amiga e não dava trégua. Ela já sabia que a Céu Riveros ia soltar tudo o que ela quisesse saber.
Depois de um silêncio quase sepulcral no quarto, a loira estudante percebeu que tinha rolado mais de uma vez, então continuou pressionando a nervosa coroa gostosa, que naquele momento já estava quase na hora de ir embora para encontrar o Rodrigo, embora a menina nem lembrasse mais disso.
- Vamos, me responde, Céu Riveros...! Teve mais alguma vez com o professor Túlio?
- Ehhh... tipo, s... sim, t... teve u... uma vez na escola, dentro do escritório dele, mas dessa vez ele só me fez chupar ele...! - ela soltou como se isso diminuísse a gravidade da ação tão errada da parte dela. Só tinha chupado e nada mais, segundo ela. A menina cada vez se soltava mais e confiava sem censura e com toda a crueza suas aventuras sexuais. —Qual é? A loira foi perguntando,
—Você chupou ela!?? S... Se... Se você chupou ela no próprio colégio...!!?? —Cláudia sentia que o coração ia explodir a qualquer momento, o corpo dela aos poucos começava a reagir, e nessa altura as bochechas já estavam visivelmente rosadas, ao mesmo tempo que ela continuava, pra não correr o risco de Cielo Riveros voltar com aquele jeito santarrão dela.
—E antes disso, o quê...?
—Ai Clau...!, não quero que você pense que sou uma puta qualquer, mas sim, algumas vezes me pegaram no porão do colégio ele... ele... e o... seu J... Ju... João —a mãezona ficou olhando pra amiga, esperando inconscientemente qual seria a próxima pergunta, Cláudia já tava igual uma louca varrida.
—Com aquele fodeu nojento Cielo Riveros!!!???, mas se no porão ele tem o quarto dele... Cielo Riveros... me conta o que eles fizeram com você aí...!?
—Me deixaram pelada... e só me apalparam, pelo menos o professor Túlio só me apalpou, mas o corno... —agora era a própria Cielo Riveros que, quase com emoção nas palavras, soltava tudo com detalhes pra loira.
—Mas o fodeu o quê...!!!???, Ahhh entendi... pelo menos o profe te apalpou, ou seja, ou... seja... que com o fodeu você também fez isso...!? —a loira eufórica ia entendendo tudo, e era ela mesma quem dava as respostas certas, enquanto Cielo Riveros confirmava.
—Ai Clau, isso é horrível mas sim, o fodeu auxiliar do colégio também fez isso comigo... foram algumas vezes... mais ainda... o fodeu foi o primeiro que fez isso por... por... trás... me arrebentou o cu e saiu sangue, eu era virgem do ânus!!, e seu Pedro foi o primeiro pela frente, desde aquela vez sou uma puta do sexo, me entrego sem cobrar nada...
—Uffff...!!!, o fodeu João foi o primeiro que fez isso por trás, ou seja... ou seja, você ficou de quatro pro auxiliar do colégio e pra completar ainda deu o cu!!!???, Ai Cielo Riveros...!!! Ai Cielo Riveros...!!!, e como você foi Cair nessa situação, será que você gostava…?, porque aquele homem é nojento pra caralho…!
— Nããão…!!, não gosto…!!!! E como você disse… aquele coxo é nojento…!!!!, mas acontece que um dia perdi meu diário, e então…
A garota se estendeu nos detalhes de como o coxo Juan pegou seu diário e como ele a chantageou pra divulgar o conteúdo, diante de uma Claudia absorta, que a cada palavra obscena dita pela amiga tímida sentia uma pontada na sua buceta loira, de tão safado que era tudo aquilo.
— Inacreditável…!!, ele ficou te comendo a tarde inteira e trancados no quarto dele…!?, amiga, não sei o que te dizer, você me deixou chocada, nunca imaginei que você era tão fogosa…!!!
— Claudia… não me fala essas coisas, já te falei que não sou assim, além disso, o don Juan só me comeu por trás… — a menina já não tinha os olhos lacrimejando, mas dava pra ver que não queria que Claudia, sua melhor amiga, ficasse com uma imagem ruim dela.
— Mas e o que você quer que eu pense, se do jeito que você conta dá pra ver que você se divertiu, ou vai negar? — A Claudia já estava muito excitada, mas ainda assim custava a assimilar as histórias de Cielo Riveros.
A colegial, por sua vez, também pensava no quão estranho era ter essa conversa com Claudia, não sabia por quê, mas tinha algo que a empurrava a continuar se abrindo com a amiga.
— Ai, Clau… não sei como te explicar, não é que eu goste de ser comida, mas você tem um pouco de razão, apesar de no começo me fazerem à força, sempre acabo metendo com gosto com eles e fico mais puta que uma slut quando os velhos me estupram, eles são tão dotados e mais manhosos, por favor, amiga… não conta pra ninguém, eu não gosto desses velhos, é só que não sei como te explicar… de verdade, não sei…!!!
— Não se preocupa, Cielo Riveros, por isso somos irmãs…, mas tenho outra pergunta pra você… — a loira até custava a engolir saliva pra poder falar, e agora falava com Os olhos dela fechados, a conversa com Cielo Riveros a deixava extremamente excitada, mas sabia que a amiga já estava na hora de ir embora, então se quisesse saber mais pra depois se masturbar sozinha no quarto imaginando as façanhas alucinantes da sua amiga gostosa e inocente, tinha que ser rápida.
— Me fala, Claudia… mas pelo amor de Deus, que sejam as suas últimas perguntas, tô morrendo de vergonha de te contar tudo isso.
— Sim, sim, fica tranquila, lá vai minha pergunta… além de seu Pedro, seu Cipriano, o mestre Túlio e o fuck you João, você já fez com algum outro velho?
— Claudia…! Mas por que você quer saber disso? Não te entendo…?
— Só me fala, bobinha, se não vou contar pra ninguém, só quero saber… — a bucetinha da loira já tava derretendo diante da resposta certa que já tava vindo, por isso a loira ansiava pela resposta da menina.
— Jura que não vai contar pra ninguém?
A loira quase saltou os olhos das órbitas, porque se a amiga tava pedindo silêncio sob juramento, era porque tinha mais coisa ainda. Então, segurando a vontade de mijar na cama de tanta sensação de nervosismo proibido, jurou discrição.
— Pela virgemzinha de Guadalupe, minha amiga…! Vai, me conta tudo…!!!
— Ah… bom, é que um dia foi lá em casa o seu Lucas, nosso inquilino, mas ele só chupou a minha buceta...
— Ele chupou você?
As perguntas da loira vinham uma atrás da outra, mesma coisa com as respostas da mãezona, que também tava sentindo um gostinho na sua perereca só de falar.
— Sim, e quem comeu mesmo lá em casa foi o policial, aquele mesmo que me deu a multa por prostituição, segundo ele. Naquele dia a gente ficou sozinho um tempinho porque minha mãe foi no mercado com meu avô, aí o sargento Sinforoso…
— Nossa Senhora, Cielo Riveros…!!! Você fez com um sargento da polícia? Continua, com quem mais você transou…?
Depois de uma declaração de tirar o fôlego sobre como o bom sargento tinha comido ela Corada, a colegiala soltou pra amiga o segredo mais íntimo e doido.
—Ps… ps… eu também transei com o seu Severiano…!!!
—Seu Severiano…!?, e quem é esse…!!??, —apesar da pouca idade, a Cláudia tava quase tendo um troço, e além disso os neurônios dela tavam totalmente pirados com a coleção de coroas que a amigona dela tava pegando.
—Isso sim é um segredo, Clau, ninguém pode ficar sabendo… porque o seu Severiano é… é… o p… pa… pa… drastro do Rodrigo…
—O padrasto do seu namorado…!!!???, e você transou com ele…!!!???
—Ele me obrigou… mas depois… depois aconteceu a mesma coisa de sempre…
—Tipo, você ficou com tesão?, ficou com tesão no padrasto do seu namorado!?
—É… acho que fiquei com tesão… fiquei com tesão no padrasto do meu namorado… Ai, Clau… eu não devia tá te contando tudo isso…!!!
As duas gurias agora se olhavam nos olhos, com a respiração meio ofegante. Cláudia sabia que a amiga ia vazar a qualquer momento, mas como todo mundo imagina, ela não queria encerrar a conversa de jeito nenhum.
—Deixa eu fazer um resumo, amiga, vamos por partes: seu Lucas, seu locador, com aquele fuck you João, o mestre Túlio, seu Pedro, seu Cipriano, aquele Sargento que você me falou, e com seu Severiano, seu sogro, ou seja, você transou com 7 caras diferentes e todos são velhos tarados… amiga, te peguei no flagra, só com coroas, quantos litros de porra você já engoliu, puta!!!
—É, mas o seu Lucas não conseguiu meter em mim, hein…!, —a guria se defendia em nome da reputação dela.
—Mas mesmo assim você ficou deitada pelada com ele, né…?, —perguntou Cláudia, inquisitiva.
—Ehhhh… siiiim…!
—Então também conta… você transou com 7 velhos diferentes, Cielo Riveros, jijiji, ainda não consigo acreditar…!!!
—Por favor, Clau, não conta pra ninguém, por favorzinho…!!!, —pediu a colegiala com a carinha dela de súplica.
—Pode deixar que vou ser um túmulo, mas sabe o que, minha Cielo Riveros?
—O quê…!?, —Cielo Riveros já imaginava que Talvez com outra coisa a amiga dela se safasse, mas ela nunca imaginou o que seus ouvidos ouviram e que, infelizmente, era a mais pura verdade.
— Tipo, eu me considerava a maior puta da escola, amiga, mas agora, comparando com você e com tudo que você contou, você leva a coroa... tipo, você é a maior puta, não só da escola, mas de quarteirões inteiros, você é a puta do bairro. Já imagino seus buracos todos abertos, você é uma gulosa, kkkkk. Se do seu lado eu sou só uma freira, não acha?
— Cláudia, como você me diz isso...!? Se já te falei que quase todos me estupraram...!!! — respondeu finalmente nossa pobrezinha e alterada Cielo Riveros, que, apesar das palavras frias e humilhantes de Cláudia, achava que havia um fundo de verdade nelas.
— Sim, mas pelo visto você gosta de ser estuprada, kkkkk...
— Cielo Riveros: — Já, Clau... para com isso, sim...?
— Sim, sim, bobinha, são brincadeiras, não liga pra mim... maaaaas... — Cláudia, que apesar de suas palavras risonhas se sentia estranhamente excitada, não estava disposta a deixar a amiga ir embora sem revelar aquela perguntinha que há tempos rondava morbidamente sua cabecinha loira.
— Mas o que mais você quer saber? Se já te contei tudo...!
— É que agora eu quero te fazer uma perguntinha pessoal, minha Cielo Riveros, mas quero que você me diga toda a verdade também...
Cielo Riveros: — Ai, nãooo...!!! Já tenho que ir, já estou meio atrasada, meu Rodri já deve estar vindo...! — dizendo isso, a garota esticou as pernas na cama com claras intenções de se levantar e depois ir encontrar Rodrigo.
— Só a última pergunta e você vai... — interceptou Cláudia, colocando uma de suas mãozinhas delicadas sobre uma das pernas da nervosa gostosona, bem um pouquinho acima dos joelhos bem feitos.
— Cielo Riveros: — Ehhh... e o que você quer saber agora? — o olhar da garota se fixou firmemente na mão de Cláudia sobre uma de suas pernas.
— Is... Isso... isso que Fizemos as duas juntas outro dia
que estivemos com os velhos… v… vo… gos… gostou?
A pergunta foi um baita choque na cabeça da
nossa garota, porque embora depois da conversa quente que estava
tendo com a amiga de infância até tivesse sentido umas sensações
estranhas na sua fenda íntima, mas a pergunta atual ela realmente não
esperava. Aquilo que a Claudia estava perguntando era antinatural, se ela
tinha feito aquilo com a Claudia foi porque os velhos a obrigaram e não porque
ela gostasse de mulheres, ou seja, o ato sexual para a colegial
envolvia a união de um macho e uma fêmea, e não duas mulheres esfregando
suas coisinhas, mas apesar de todos esses princípios sólidos a menina não conseguia
negar para si mesma que Sim, tinha gostado, intimidade que agora não estava
disposta a contar para a Claudia, porque aí sim nunca mais poderia
olhar na cara dela se admitisse isso.
Cielo Riveros — Nããão…!, Claudia, como você me pergunta isso?. Se eu fiz isso com você e deixei você fazer também
foi porque nos obrigaram…!!!, — agora os dois olhares esverdeados estavam
frente a frente, um mostrando timidez e o outro uma excitação nervosa.
— Nos obrigaram?, Você acha Cielo Riveros …? Nos
obrigaram?, — A Claudia nem ela mesma sabia por que não conseguia tirar a mão da
perna macia da amiga.
— Sim, nos obrigaram…!, — a menina levou a mãozinha
de novo aos lábios, e a Claudia já achava que sabia o significado do sinal que
inconscientemente a amiga mandava para a mente dela.
— Pois eu não fiz obrigada, além disso, se eu
tava com vontade de fazer em você…, — a loira, ao dizer essas confissões
calientes sem ter planejado, já estava acariciando suavemente a perna trêmula
de Cielo Riveros que, diante da situação, se sentia sem ar nos pulmões.
— Mas Claudia…!, — ela conseguiu finalmente dizer, — Que coisas você está me dizendo…!?, isso só se faz entre um homem e uma mulher, nós
somos amigas… só isso… eu não gosto de mulheres, e você Também não...!!!
—Ps...! É, tonta, somos amigas, e eu tenho namorado e você também... juro que não gosto de mulheres, e sei que você também não... maaas...
—Mas o quê...!!! —agora a nossa *slut* Cielo Riveros também reagia como uma verdadeira desequilibrada mental.
A loira estudante, sem ter planejado nem imaginado, se viu numa conversa tão quente e íntima com a amiga, que já não era mais sobre velhos safados ou estupros, mas só sobre elas. E claro, como já dissemos antes, a Claudia, por ser uma garota patricinha e de condição econômica e social melhor que a Cielo Riveros, já tinha se envolvido em algumas oportunidades em pequenos jogos sexuais com outras amigas. E desde aquela época, por alguma razão estranha, mais de uma vez sentiu uma vontade imensa de fazer o mesmo com a Cielo Riveros, mas, conhecendo o temperamento tímido dela, achou que nunca teria uma chance. Agora sabia bem que, com tudo o que aconteceu, o cenário mudava completamente. E, embora já tivessem feito aquilo forçadas pelos dois velhos, ela agora sentia uma vontade poderosa de que fizessem de novo, mas agora só as duas. Então, sem pensar duas vezes, deixou de lado a amizade de infância e se abriu pra confessar à amiga o que pensava de todo aquele assunto entre elas.
—Jijiji, mas com você é diferente, sabe? Olha, de vez em quando as amigas fazem coisinhas *yummy* entre si, coisas de garotas, que ninguém mais pode saber ou descobrir... entendeu?
—Não, não entendo, Claudia...! E já vai parar, que você tá me assustando...! —a menina via como a amiga não parava de acariciar delicadamente sua perna, no ritmo da conversa enlouquecedora.
—Tipo, coisinhas *yummy*, entre a gente, exatamente como as que fizemos... lembra? —agora a loira se deitou, colando todo o corpo nas curvas trêmulas da mamasota, que já estava nervosamente assustada com as loucuras da Claudia. Agora, em melhor posição, ela tinha ido subindo a mãozinha e já estava... estava acariciando desde o joelho dela até um pouco acima da metade da coxa macia e brilhante dela.
—Ai, Claudia… tu é doida varrida…!!! —a quase histérica menina falava tudo isso pra amiga dela olhando pra qualquer canto do quarto, sem se mexer da cama, coisa rara; em qualquer outra ocasião teria saído correndo pra casa dela, mas agora, por algum motivo, simplesmente não fazia isso. Mesmo assim, a guria tava muito nervosa.
—Ps…! A culpa é sua, Cielo Riveros…, com essas histórias dos velhos com quem você transa, me fizeram sentir umas sensações… —a loira falava baixinho, de olhos fechados, se concentrando naquela suavidade nunca antes sentida nas mãozinhas dela, que era a pele da amiga de infância.
—S… sen… sentiu s… sen… sensações…!? —perguntou agora Cielo Riveros também de olhos semicerrados, a respiração dela ia se cortando aos poucos, já que ela também tava começando a sentir umas sensações. A menina nem lembrava que naquela hora ela deveria estar se encontrando com o Rodrigo na entrada do cinema.
—Sim, e tão me dando vontade de fazer isso agora que a gente tá sozinhas… —a loira soltou a proposta enlouquecedora pra colega de colégio.
Cielo Riveros, diante da proposta sórdida que a amiga loira tava fazendo, voltou meio que à realidade. Mesmo assim, ela ainda não se mexia da cama; na mente dela só rodava aquilo que a amiga tinha dito, ou seja, a Claudia tava abertamente propondo que elas transassem?. Até que, quando conseguiu entender, com um pouco de sanidade, deu a resposta pra amiga.
Cielo Riveros —Ah, não, Claudia…! Acho que não…!! Além disso, tenho que ir me encontrar com o Rodrigo…!!!
A patricinha, já toda empolgada com as pernas macias da amiga introvertida, respondeu só pra fazer ela ficar mais à vontade e prolongar um pouco mais aquele momento tão gostoso, já que ela sabia que a Cielo Riveros tinha que ir encontrar o namorado e não queria se meter nos assuntos dos dois.
—Então vai igual Cielo Riveros, eu não quero te privar de sair com teu namorado, até porque vocês têm a noite toda pra ficar juntos, é só que me deu uma vontade de te tocar um pouquinho… me deixa?
Cielo Riveros — S… Só me tocar…? — as palavras da Claudia, aquela de que ela não pensava em privá-la de se encontrar com o Rodrigo, acalmaram ela um pouco.
— Sim, só vou tocar um pouquinho… e talvez… um beijo…? Depois você pode ir se encontrar com teu namorado, o que me diz?
A garota rapidamente cruzou uma perna sobre a outra, fechando-as, porque a mão delicada da Claudia subia centímetros perigosos, se aproximando da sua zona proibida, e ela não entendia por que motivos não conseguia impedi-la, só se viu respondendo:
— Só um beijo…!?
— Sim, só um beijo…!! — a loira, já sem se segurar, colou os lábios rosados no ombro brilhante e macio da amiga, notando ele suave, fresco e bem perfumado.
— Ai, Clau, nós duas somos garotas, isso é errado…!!! — Cielo Riveros dizia isso pra amiga, olhando pro lado oposto de onde estava a saída, enquanto a Claudia já subia com os lábios no começo do pescoço limpo da colegial, que não sabia como reagir diante de uma situação tão louca.
— Já te expliquei que às vezes as meninas como a gente fazem coisas de garotas, e isso não é errado. Eu não gosto de mulheres machudas, você não é, e eu também não sou. Ambas somos duas gostosas bem femininas, segundo os comentários na escola e em todo lugar. Além disso, você preenche todos os meus requisitos pra eu ficar com você um pouquinho, kkkk. Vamos, me dá um beijo igual ao outro dia, mas agora só nós duas.
Cielo Riveros — Ai, Claudia, você me faz corar com todas essas coisas que você fala…! — dizia a assustada e incrédula Cielo Riveros, com os olhinhos fechados e mordendo o lábio inferior, e claro, a carinha dela estava bem corada.
— Se você cora, é porque talvez você também queira… — dizia a loira tesuda pra amiga, bem perto dos ouvidos perfumadinhos dela, que incrivelmente, ao ter falado bem pertinho deles, fez toda a pele da menina se arrepiar, exatamente como acontecia nas vezes em que seus antigos estupradores falavam todo tipo de putaria e safadeza antes de comer ela. A loira foi subindo o vestido dela, deixando ele um pouco levantado, e dava pra ver o começo daquele triângulo lindo que a menina tinha de buceta. A loira ficou ainda mais tesuda só de ver um pouquinho daquele triângulo enfiado num pano vermelho bem escuro, igual sangue.
Diante daquele arrepio todo de pelinhos e cabelos, a menina não teve escolha a não ser admitir que talvez um beijinho entre duas garotas não faria mal a ninguém. Ela sabia que o vestido estava levantado e que mostrava uma pequena parte da calcinha, mas mesmo assim não fez nada pra se cobrir.
— Ah, não sei…! Ehhhh…! Tá bom, mas só um beijo…! — falou finalmente, olhando pro lado e se fazendo de sonsa.
— Vai ser só um beijo, amiga… então não se preocupa… — Claudia, enquanto falava isso, já ia subindo com os lábios pela bochecha da menina, que só ficava de olhos fechados esperando o que tinha que rolar entre elas, sentindo a mãozinha de Claudia pousar na cintura dela por baixo da roupa, acariciando de leve.
— Mas como amigas…? — perguntou Cielo Riveros só pra deixar menos comprometedora a putaria enorme que ela estava prestes a cometer, se deixando levar pela sem-vergonha da amiga.
— Como amigas, Cielo Riveros… sempre como amigas, kkkk… — ria a loira, roçando os lábios e a pontinha da língua em vários lugares da cara macia de Cielo Riveros.
— E depois vou encontrar com o Rodrigo…? — A menina sentia os lábios de Claudia já se aproximando dos dela, o hálito fresco da loira já chegava nas narinas da pobre garota.
— Sim, vai encontrar com seu Rodrigo, eu não vou te prender… — disse Claudia. agora com seu narizinho empinado colado no nariz perfilado e perfeito da nossa gostosa trêmula, ambas se olhando nos olhos e depois nos lábios, até que Claudia foi fechando os olhos enquanto pousava seus lábios rosados nos vermelhos de Cielo Riveros, até que simplesmente as duas entreabriram suas boquinhas e se beijaram. Na sala da casa de Claudia e dentro da bolsa, o celular da colegial vibrava com mais de 10 chamadas perdidas de Rodrigo.
(No mesmo instante, na entrada do cinema onde Cielo Riveros e Rodrigo deviam se encontrar)
O moleque andava nervosamente de um lado para o outro, naquele dia tinha ido comprar calças e sapatos novos porque a ocasião merecia, além das longas horas que o separavam daquele momento memorável, mas sua namorada já deveria ter chegado há mais de 30 minutos. Na mente dele ecoavam os xingamentos do padrastro no dia anterior:
“Amanhã você não vai tocar naquela égua, nem amanhã… nem nunca, e sabe por quê? Porque ela não vai se encontrar com você, vai te deixar plantado de novo como já fez outras vezes…”; “que fique claro, seu merda… essa mulher é muita areia pro seu caminhãozinho de idiota, essa iniciante de gostosa foi feita pra se deitar e ser comida por machos de verdade, ou seja, por caras como eu…!! Ficou claro, seu estúpido…!!??...”
Isso era loucura para o pobre garoto, enquanto sua mente martelava o que o padrastro disse, seus olhos quase chorosos viam a longa fila dos vários casais de namorados felizes que esperavam para entrar na sala de cinema, conversando abraçados e se amassando. Será que ele também não deveria estar assim naquela hora com a namorada?, ele se perguntava enquanto voltava ao banco onde estavam as duas caixas de pipoca que tinha comprado para ele e Evelin, e depois de olhar de novo os dois ingressos que havia comprado, guardou-os no bolso. da camisa dele e discar de novo o número de Cielo Riveros, que tocava e tocava sem ninguém atender.
O tempo passou sem piedade pro pobre Rodrigo, que viu duas filas enormes de gente entrando e saindo do cinema em cada sessão.
Já passava da meia-noite e Cielo Riveros definitivamente não tinha chegado. Entre uma sessão e outra, ele até pegou um táxi pra casa da namorada, onde encontrou a casa toda apagada e ninguém atendendo a porta.
Depois ele pensou que, com toda certeza, Cielo Riveros tinha se atrasado por algum motivo e que chegaria na segunda sessão. Afinal, tinham a noite toda pela frente. Mas quando voltou pro cinema, não encontrou a namorada esperando por ele como tinha imaginado.
Já era quase 1 da manhã quando avisaram que as cortinas do cinema estavam descendo pra fechar. Foi aí que ele se convenceu da triste realidade: tinham dado o bolo nele de novo, exatamente como o padrasto tinha previsto.
O jovem ferido e quase destruído, à beira do choro, foi pra casa, mas não sem antes jogar as duas caixas de pipoca no lixo e rasgar os dois ingressos do cinema que ele tinha comprado com tanta esperança pra ele e pra namorada.
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