O irmão do meu namorado

Me chamo Camila, tenho vinte e quatro anos, e vou compartilhar minha história através desse meio, porque preciso desabafar, e que melhor jeito de fazer isso do que diante de um monte de estranhos anônimos. Vou começar a contar minha história a partir do momento em que minha vida começou a se complicar. Isso foi há apenas três meses. Era um dia chuvoso, bem fresco considerando que era verão. Eu estava na casa do meu namorado. Não moramos juntos, mas a verdade é que eu passava mais tempo lá do que na casa da minha avó, que é onde eu realmente moro. Tínhamos acabado de ver um filme na Netflix, e já era mais de meia-noite. Nenhum de nós estava com sono, então decidimos que veríamos outro. Mas antes eu precisava de uns carinhos. Eu tinha colocado uma saia, de propósito, esperando que o Oscar, meu namorado, acariciasse minhas pernas enquanto assistíamos TV. Isso me deixa a mil: que acariciem minhas pernas. Mas ele não tinha feito nada. Mesmo assim, não fiquei chateada. Não acredito nisso de que o homem deva tomar sempre a iniciativa, e menos ainda, quando já há uma relação de um ano no meio. Enquanto o Oscar explorava na página, procurando o próximo filme, dei um beijo no pescoço dele, e depois um chupão. — O que você tá fazendo? — disse o Oscar, entre risadas, já que sentia cócegas no pescoço. — Isso. — Disse eu, e enquanto continuava beijando-o, minha mão de unhas longas apertou o volume dele, por cima da calça. Oscar virou e me beijou nos lábios, ao mesmo tempo que envolvia minha cintura fina com as mãos. — Não íamos ver um filme? — me perguntou, quando os lábios se separaram. — Temos a noite toda pra ver filmes. Qual é? Já não me quer mais? — disse eu, esfregando o sexo dele, sentindo como muito lentamente começava a inchar. — Claro que eu te quero. — disse ele, acariciando com as pontas dos dedos todo o comprimento das minhas costas. — Eu te quero muito. — O que você gosta em mim? — perguntei, ávida por elogios. — Tudo. — Minhas pernas, você gosta? — Eu adoro — disse ele, e apoiou a mão no meu joelho, e a meteu por debaixo da saia com lentidão e ternura. — E o que mais? — perguntei. — Você sabe o que eu gosto. — disse ele, enquanto voltava a beijar meu pescoço. — seus lábios carnudos, seu pescoço de cisne, sua cintura de vespa, sua pele morena, seu cabelo negro como a noite. — E meus peitos? São pequenos? — perguntei, com um tom fingido de tristeza. — São lindos. — Disse Oscar, e em seguida agarrou um dos meus peitos, cujo mamilo estava quase tão duro quanto o pau dele. — Mas tem uma coisa que eu gosto mais. — sussurrou. Deslizou lentamente a mão que já estava bem perto da minha calcinha, e agarrou minha bunda. — Eu amo sua bunda. Ele tirou minha calcinha. Eu me virei e fiquei de quatro no sofá. Oscar levantou minha saia até a cintura e lambeu minhas nádegas com paixão, alternando lambidas e mordidas. Depois abaixou as calças e enquanto apalpava minha bunda com uma mão, com a outra se ajudava a apontar o pau na direção... certa. Me penetrou uma e outra vez, me fazendo gemer de prazer, até que ele gozou, ejaculando nas nádegas que tanto gostava. Mas só durou cinco minutos. — Já volto. — disse. Levantando a saia com as mãos, para não sujar, sentindo o sêmen impregnado na minha bunda escorrendo até as pernas. Entrei no banheiro e me limpei. Enquanto fazia isso pensava se era oportuno dizer algo ao Oscar. Cada vez que fazíamos amor durava um pouco menos que da última vez. Não o considerava um ejaculador precoce, mas fazia muito tempo que ele não durava o suficiente para eu chegar ao orgasmo. Decidi não dizer nada. Certamente ele estaria consciente do problema, e faria o necessário para resolvê-lo. — Olha, esse filme parece bom. — disse ele assim que voltei para a sala. Percebi que ele fingia que nada tinha acontecido, mas seu sorriso era um pouco forçado. Pensei que se ele não queria falar sobre o assunto era melhor não incomodar. Se eu pressionasse poderia piorar as coisas. Melhor seria perguntar se havia algo que estivesse incomodando. Algo que lhe causasse estresse e desconcentração. Mas isso eu faria no dia seguinte. Ficamos aconchegados, assistindo ao filme. De vez em quando eu o observava, e dava pra notar certa contrariedade no seu semblante. Me senti mal por ele. Homens gostam de se sentir uns garanhões, e o Oscar estava longe de ser um. Para que ele entendesse que, da minha parte, estava tudo bem, quando o filme terminou eu fiz um boquete nele. Quando ele... ...gozou, deixei que ele metesse dentro de mim, mesmo isso não sendo muito a minha praia. E pra completar, mostrei como eu engolia toda a porra dele. — Eu te amo quando você faz isso. — ele disse. — Eu sei. — respondi. Em seguida, ele acariciou minhas pernas com vontade. Se ajoelhou. Tirou minha calcinha fio-dental e me retribuiu o favor fazendo sexo oral em mim. Eu estava bem molhadinha depois de tanto toque, mas mesmo assim ele teve muito trabalho pra me fazer gozar. De qualquer forma, pude ver no sorriso dele que ele havia recuperado parte da masculinidade que havia perdido algumas horas atrás. — O Franco vem me visitar. — ele disse quando estávamos tomando café da manhã. Nós havíamos acordado às dez da manhã. Bem cedo, considerando que ficamos até as quatro da madrugada assistindo filmes. O Oscar tinha olheiras profundas enquanto tomava um gole de café que o ajudaria a despertar. Quando pronunciou essas palavras, falou com uma voz baixa, e eu mal entendi. — O Fran vem? — Perguntei. — Sim, ele vem hoje. — ele respondeu, direcionando seus encantadores olhos azuis para mim. Apesar de estar despenteado e vestindo uma camiseta amassada e um short de futebol, eu não podia deixar de me sentir cativada por seu olhar celestial. O Oscar é um cara que à primeira vista passa despercebido, e provavelmente por isso é tão humilde e, às vezes, inseguro. Mas uma vez que você o tem por perto, descobre seus traços peculiares, herdados de seus antepassados hebreus, e principalmente, seus olhos hipnotizantes. No entanto, naquele momento, sua beleza estava ofuscada por sua expressão melancólica. — Que — Bom, mas você não está feliz de ver seu irmão? Faz anos que você não o vê. — perguntei.
— É… sei lá, mais ou menos. — Martín me respondeu. — Você sabe como o Fran é. — disse, deixando a frase pairando no ar.

Eu sabia como o Fran era. Conheço os dois desde a adolescência. Nunca fomos muito próximos (com nenhum dos dois), mas no bairro todo mundo se conhecia. Fran era hiperativo, desenrolado, forte e, principalmente, zoeiro. E o alvo da maioria das piadas era seu irmão mais novo.

Eu suspeitava que o Fran não percebia o dano que sua atitude causava no relacionamento com o Oscar, porque me parece impossível acreditar que ele quisesse afastar o irmão dele. Mas o Oscar era muito sensível, e, como ele mesmo me confessou numa noite de intimidade, sempre precisou de um verdadeiro irmão mais velho, alguém que o protegesse, alguém que desse os conselhos que ele não tinha coragem de pedir ao pai. Mas no Fran ele não encontrou nada disso.

Sempre guardou um certo rancor, já que, mesmo adultos, o Fran o tratava como um bobo. Usava o físico para intimidar, lembrava ele constantemente das mancadas que cometia quando criança, e era tão carismático que todos os garotos (e principalmente as garotas) o seguiam como se fosse um líder natural, enquanto o Oscar passou uma adolescência solitária, vivendo à sombra do irmão mais velho.

— Calma, meu amor — falei, e me levantei para sentar no colo dele. — Você vai ver que vocês vão se dar bem. Ele deve sentir sua falta pra caramba. É seu irmão! — disse com ternura, não sem sentir, ao mesmo tempo, que quem eu estava convencendo não era um homem, mas uma criança.

— É, eu sei. Também sinto falta dele. — disse o Oscar, esboçando um meio sorriso forçado.

Me levantei, dando as costas para ele. Fiquei bem apertada, entre a mesa e ele.
— Vou levantar a mesa. — falei.

Martín não tinha terminado o café. Mas comecei a juntar as xícaras para levar à cozinha. Para pegar a minha, tive que esticar os braços e me inclinar levemente. Fiz devagar para que Martín pudesse apreciar minha bunda, que dessa vez estava envolta numa legging preta que me abraçava como uma luva. Meu namorado não pareceu entender o jogo — Você tem uma bunda de infartar — ele disse. — E é toda sua, meu amor. — Vamos para a cama ou para o sofá? — perguntei. — Ainda está muito cedo — ele respondeu. Me deu um beijo molhado que me deu um prazer fraco, mas agradável. Depois ouvi a cadeira sendo arrastada e, em seguida, — Me desculpe, não estou com vontade agora — ele sussurrou envergonhado. — Tudo bem, tranquilo — respondi, enquanto ele puxava a calça e ia para o banheiro, me deixando com a bunda exposta sobre a mesa. Depois daquela cena, tentei mentalizar que não deveria me preocupar. Os dois agimos como se nada tivesse acontecido, e eu fui para a casa da minha avó para deixá-lo sozinho um pouco. Mas à tarde foi impossível não refletir sobre o que aconteceu. Óscar me desejava, não havia dúvida. Ele ficava louco quando começava a me tocar. Mas, por algum motivo, ele estava com dificuldade para manter a ereção. E o que aconteceu naquele dia foi a gota d'água. Mal tinha começado a me comer e já não conseguiu continuar. Será que a visita iminente do irmão dele o deixava tão perturbado? Sempre soube que ele era exagerado. É daquelas pessoas super sensíveis, que a simples existência do mundo já as machuca, mas já estava na hora de ele encarar a vida com maturidade. Prometi a mim mesma que conversaria com ele sobre seus problemas sexuais, mas só depois da visita do Franco... quando tivéssemos tempo só para nós. À tarde, recebi uma mensagem do Oscar. Ele pedia para eu ir jantar com ele e o Franco à noite. Respondi que era melhor ele jantar a sós com o irmão e sugeri que, se o Franco tivesse alguma atitude que ele não gostasse, que falasse na hora. Ele não respondeu, então imaginei que estava decepcionado com minha atitude. Mas eu estava fazendo um favor a ele. Agora, meses depois, percebo que Oscar interpretaria minha resposta como uma pequena vingança pelo que aconteceu de manhã. Coisa que feriria sua masculinidade, já de si deteriorada. No dia seguinte, para me certificar de que o coitado não estivesse atormentado, mandei uma mensagem perguntando como ele tinha ido. “Muito bem. Como sempre, ela me lembrou coisas vergonhosas da infância, e é uma bagunça, deixa as toalhas molhadas em qualquer lugar, e arrota enquanto come. Mas ela me contou sobre a vida dela em Guadalajara, e conversamos como dois adultos. Coisa que acho que fizemos pela primeira vez” ele respondeu, fechando a mensagem agradecendo por perguntar, e com vários emoticons de carinhas sorridentes. Depois me pediu que naquela noite eu não deixasse de ir visitá-lo “o Franco quer te ver. Diz que se lembra de você de quando morávamos no bairro” ele escreveu. E eu respondi que estava bem, que naquela noite iria jantar com os dois. Cheguei no apartamento. Abri a porta com o jogo de chaves que o Oscar me entregou algumas semanas atrás. Enquanto abria a… — Cami! — me cumprimentou, alegre. Me abraçou com força, e eu senti todos os músculos dele apertando meu corpo. Me deu um beijo na bochecha. — Olha o bombom que meu irmãozinho foi pegar. — disse quando me soltou. O Oscar também tinha saído da cozinha e notei que, apesar do sorriso dele não ter sumido, o comentário não agradou muito. Por sinal, a mim também não gostei. Quem era o Franco para decidir que tipo de mulheres o irmão dele podia pegar? Tinha acabado de vê-lo depois de muito tempo, sendo essa a primeira vez que compartilhávamos um encontro tão pequeno, e já começava a pegar a rejeição que meu namorado sentia. No entanto, logo esqueci isso. Para mal-humorados, com o Oscar, já bastava. Apesar desse pequeno deslize com que a noite começou, depois tudo correu bem. O Franco nos contou sobre o trabalho chato dele como contador, e nos deliciou com as descrições dos lugares que visitou nas férias, graças ao salário que aquele mesmo trabalho que ele detestava proporcionava. Tomamos uma cerveja, e depois mais uma. O clima ficou animado e colocamos música. — Vamos dar uma olhada na varanda — sugeriu Franco. — É, desculpa não ter pensado em te mostrar antes. Você não tem ideia da vista que é. Moramos no décimo andar, e nosso apartamento fica num dos poucos prédios altos do bairro. Na verdade, a gente só tem... casas e prédios baixos em volta, então a vista é espetacular. De noite, dá pra ver a cidade toda iluminada, e os carros parecem uns brinquedinhos deslizando numa pista de corrida. — Isso é lindo. Parabéns — disse Franco. Eu olhei pro Oscar, que soltou um sorriso orgulhoso. Conversamos na varanda, e depois começamos a dançar. Oscar sempre foi meio sem jeito e só dançava quando tava alegre. Mas o Franco era muito solto com as pernas, e o quadril dele se mexia melhor que o de muita mulher. Dancei no meio dos dois. Oscar me beijava de vez em quando, e o Franco me segurava pela cintura sempre que podia. Sentir aquelas mãos estranhas, fortes como um alicate, no meu corpo, me dava um arrepio meio perturbador. Não estava bêbada, mas tava um pouco alegre por causa do álcool. Enquanto olhava pro céu estrelado e ouvia a música, que vinha baixinha da sala, lembrei de uma coisa que há muito tempo não lembrava (ou fingia esquecer). O Franco dançava, leve como uma pluma no vento, naquele espaço tão pequeno, e eu via ele, como quando éramos jovens. Eu, uma adolescente de dezesseis anos. Ele, um garoto de dezoito, quase virando adulto. Lembrei do rosto dele, sempre sorridente, igual naquela noite, e dos olhos, azuis como os do irmão, mas muito mais vivos. Lembrei da minha obsessão por aquele corpo sarado, o mesmo corpo que agora se movia, cheio de sensualidade, só pro meu deleite, diante do olhar inocente do irmão. Lembrei das noites que tive que apaziguar... minha paixão com a masturbação, enquanto pensava naquele garoto, aparentemente inalcançável. Senti vergonha de mim mesma. Me disse que já não era mais uma menina, e que tinha que esquecer. aquilo, ou melhor, que só devia lembrar como algo distante, algo que aconteceu com outra pessoa. Consegui fazer isso. Pelo menos naquela noite. — E por quanto tempo você fica? — perguntei no dia seguinte, enquanto os três tomávamos café da manhã. — Já quer que eu vá embora, cunhada? — perguntou Franco, e todos rimos. — Não, de jeito nenhum. É só curiosidade. — disse eu, um pouco envergonhada. — Em alguns dias preciso voltar para a rotina de papéis e teclados. — comentou, sem dar muitos detalhes. — Mas antes gostaria de convidar vocês para algum bar, comer alguma coisa e ficar bêbados. — Pulo a parte da bebedeira, mas a gente te acompanha no bar, certo, meu amor? — Sim, claro. — respondi. — Faz tempo que não saímos à noite. — acrescentei, sem perceber que poderia soar como uma reclamação. — Então hoje a gente sai. — disse Oscar — Muito bem, assim que eu gosto! — exclamou Franco. — E acho bom que você não leve essa gostosa para sair com muita frequência. Imagino que mais de um cara já deve ter tentado passar dos limites com ela, até na sua frente. Mas comigo cuidando as costas, ninguém vai incomodar vocês. — brincou. Oscar ficou vermelho, e eu me senti desconfortável. Em uma mesma frase ele tinha dado em cima de mim e feito o Oscar parecer um idiota incapaz de cuidar da namorada. Por outro lado, o silêncio do meu namorado também me irritou. Ele não... não conseguia pensar em nenhuma resposta para botar o irmão no lugar dele? Já estava na hora de ele começar a ter atitude. — Era brincadeira, não fiquem bravos, eu sou assim mesmo. — disse Franco, aliviando a tensão no ambiente, só um pouco. Comecei a levantar a mesa. Franco quis me ajudar. Seguiu atrás de mim até a cozinha. Senti o olhar dele grudado na minha bunda. Naquela manhã eu estava de calça, não tão justa quanto a legging da outra vez, mas o suficiente para marcar meu bumbum de maneira sensual. Virei para pegá-lo em flagrante, e Franco, ao ser descoberto, sorriu descaradamente para mim. — Que sorte tem meu irmãozinho. — me disse. Não respondi. Apoiei as xícaras na pia da bancada. Deixa aqui mesmo, que eu lavo — falei, apontando para a bancada onde ele deveria colocar os talheres que trazia. Franco se aproximou por trás. Me agarrou com uma mão pela cintura, gesto totalmente desnecessário. E com a outra mão apoiou os talheres na pia. Para fazer isso, ele teve que se aproximar muito de mim, e eu senti por alguns segundos o volume atrás da braguilha dele pressionando sem muita sutileza contra minha bunda. Fingi que não estava acontecendo nada. Queria ver qual seria a reação dele. Talvez eu estivesse errada e fosse um ato não premeditado. No entanto, diante do meu silêncio e imobilidade, Franco se apertou mais contra mim. — Tem certeza que não quer que eu ajude? — sussurrou, agarrando minha mão com a qual eu começava a lavar as xícaras de café. Minha bunda… sentia como, lentamente, o pau dele começava a endurecer, e também senti seu abdômen plano e duro contra minhas costas. — Tá bom, lava você. — disse, e depois me soltei dele, não sem certo esforço. Fiquei atordoada com essa desfaçatez. Como ele se atrevia a fazer isso com o irmão dele? Me sentia indignada, mas ainda assim não conseguia ficar com raiva. Talvez eu tivesse dado algum sinal sem perceber. Minhas fantasias de adolescente tinham voltado desde que ele visitou o Oscar, e provavelmente ele notava. Mas não por isso o que ele fez estava certo. Tentei me acalmar. Não queria que o Martin percebesse minha perturbação. Voltei para a cozinha, e meu namorado estava sentado, alheio a tudo que acabara de acontecer. — Tudo bem? — me perguntou. — Sim, tudo bem. — respondi, esboçando o melhor sorriso que pude. — Legal seu irmão, né? — perguntei, sondando. — É — respondeu — continua o mesmo chato de sempre, mas percebo que eu também sou exagerado. Tenho que ter mais tolerância com quem é diferente de mim. — disse. Naquele momento, eu quis contar a verdade para ele. Dizer que a rejeição dele pelo irmão não era infundada. Mas algo me impediu. Não queria estragar a alegria que ele estava sentindo naquele momento. Além disso, se o Franco era um deslocado, o que eu era? Eu tinha permitido um contato corporal, mas isso seria tudo. Pelo menos, era o que eu pensava naquele momento. À noite, enquanto estava na casa da minha avó, recebi a mensagem do Oscar, ...... lembrando que a gente tinha combinado de sair com o Franco. Minha primeira reação foi inventar uma desculpa. Mas eu não queria levantar suspeitas. Meu namorado é meio lento, mas não tanto. Além do mais, era uma boa oportunidade pra mostrar pro Franco que entre a gente nunca ia rolar nada, e se desse a chance, eu ia dar uma bronca nele pela atitude traiçoeira que ele teve naquele dia. Eram oito da noite. Então eu tinha tempo suficiente pra me arrumar. Tomei banho. Passei maquiagem. Escolhi uma saia jeans e uma camiseta azul, e um tênis azul também. Simples mas sensual, era meu lema, e aquela noite não seria exceção. Eles me buscaram e fomos no carro do Franco até um bar em Palermo. A gente não comeu, porque todo mundo já tinha jantado. Bebemos cerveja artesanal, e muito rápido a gente tomou três chopes cada um. Durante a primeira hora da noite, era quase como se eu não estivesse com eles. Os irmãos conversavam sobre coisas banais, levantando a voz acima da música e do barulho do resto dos clientes, pra conseguirem se ouvir. Eu observava eles, especialmente o Franco. Ele estava vestido com uma camisa de manga longa, bem justa no corpo musculoso, com o peito à mostra. Tinha colocado uma calça jeans, e o cinto, com uma fivela grande e chamativa, fazia ser impossível não desviar o olhar pra região púbica, onde dava pra notar o membro dele, grande demais pra uma calça tão apertada. Por sorte, naquele momento ele estava sentado, e eu não precisava me preocupar... com meus reflexos me traírem, e minha atenção ir toda pra aquela zona proibida. No entanto, era difícil não prestar atenção no rosto dele, de traços bonitos, e olhos azuis que brilhavam no escuro do bar. Ao lado dele, o Oscar parecia só uma cópia defeituosa. Senti vergonha de mim mesma, por pensar nisso. E também senti muita pena pelo meu namorado, e muito ódio do Franco. — Vamos dançar, gente? — perguntou meu cunhado em um momento. — Não tem ninguém dançando. — disse o Oscar, escrutando com o olhar todo o estabelecimento. — E daí? Eu gosto dessa música. — retrucou meu cunhado. — Na verdade não tô a fim. — disse meu namorado. — Então te roubo a Cami. — disse o Franco. Ele se levantou e me agarrou pelo pulso. — Te devolvo já já. Vamos, cunhada. — disse, me puxando com força pelo pulso. Enquanto me arrastava até um lugar onde havia espaço suficiente para dançar, observei a expressão contrariada do meu namorado, que ficou sozinho na mesa, nos olhando com intriga e desconforto. — Você não me perguntou se eu queria dançar. — eu disse, enquanto começávamos a nos mexer. — Desculpa, Camila, é que tive medo de você dizer não, só por causa do meu irmão chato. — ele sussurrou no meu ouvido enquanto suas mãos se apoiavam na minha cintura, e sua pélvis roçava no meu quadril. — O Franco não é chato, só é diferente de você. — consegui dizer. Mas ele fingiu que não ouviu. Dançamos duas ou três músicas e voltamos para sentar. O Franco era um dançarino muito habilidoso e eu não pude evitar de me perguntar se sua destreza física se transferia para outras situações da vida. — Tudo bem, irmãozinho? — disse o Franco ao voltar para a mesa. — Sua namorada dança muito bem, você devia aproveitar e levá-la pra sair mais. — Obrigado pelo conselho. — disse o Oscar, irritado. — Sério, as meninas gostam de se divertir. Se você não a diverte, alguém vai fazer isso por você. Houve um silêncio tenso no ar. Eu pensei que finalmente tinha chegado o momento em que meu namorado botaria o Franco petulante no seu lugar, além do mais, o álcool deveria tê-lo feito mais ousado. Mas depois de cravar nele um olhar assassino, ele baixou os olhos e disse baixinho. — Acho que já tá na hora de voltar pra casa. — Já? — perguntou surpreso o Franco, que parecia não ter percebido que tinha estragado o momento. — E você, o que Acha que a Cami? — Sim, melhor a gente ir. — Mas que chatos. — disse ele, decepcionado. — Toma, levem o carro, eu vejo como chego depois. — disse, entregando a chave ao Óscar. — Não precisa. — Não quero que andem sozinhos na rua a essa hora. Por mim não se preocupem, depois pego um Uber. Vou ficar um pouco, ver se pego alguma. Peguei a chave pra não entrar numa discussão sem sentido. Se o Franco queria pagar a corrida, problema dele. Viajamos em silêncio. Não tinha muito o que dizer. O Franco era um imbecil, disso não tinha dúvida. Só me limitei a pegar a mão do Franco, como pra... ele saber que eu entendia. No entanto, a falta de caráter dele me indignava muito, ele é maricas ou o quê? Mas não disse nada a respeito. — Você não me disse nada sobre como eu vim vestida. — falei quando chegamos no apartamento. — Você está linda. — Vamos fazer alguma coisa? — propus, me aproximando dele pra abraçá-lo. — Hoje não tô a fim. — respondeu, seco. — Vou dormir. — Tá bom, eu fico um pouco vendo TV. Fiquei sozinha e chateada no sofá, procurando filmes por uma hora, sem achar nenhum que me interessasse o suficiente. Depois de um tempo, o Franco chegou. — Vejo que não pegou nada. — falei, irônica. — Não deu sorte, cunhada. — me disse, se deliciando com minhas pernas nuas, que estavam cruzadas, sem disfarçar nem um pouco. — Não gosto da sua atitude. — falei. — E não gosto de como você trata o Óscar. Ele ficou sério, como nunca tinha visto. — Sabe o que acontece, Cami. — me disse, olhando nos meus olhos, com uma expressão tão sincera que me surpreendeu. — Meu irmão já tem vinte e três anos, e parece um menino. Se eu não o tratar com certa dureza, o mundo vai comê-lo vivo. Ele tem que aprender a lidar com situações adversas. Pra você pareceu boa a atitude que ele teve no bar? Era óbvio que ele não gostou de te ver dançar comigo, e gostou menos ainda do comentário que fiz depois, mas o que ele fez a respeito? Nada, e você não sabe como me dói que meu irmão seja tão fraco, porque pra conseguir segurar... uma mulher tão gostosa como você tem que ser mais forte. Não me diga que não te incomoda... que ele seja tão pouco homem. — Oscar é pouco homem mesmo. Só é tímido — disse, ofendida, embora não pudesse evitar sentir que concordava com a maioria do que Franco pensava. — Além disso, há outras maneiras de se preocupar com um irmão. — Pode ser, mas eu tenho meu jeito de ser, e meu jeito de fazer as coisas. — Isso eu sei muito bem. E te deixo claro que não gosto nada dos seus jeitos. O que aconteceu ontem na cozinha foi o cúmulo da desfaçatez — disse, sussurrando. Não queria que Martín nos ouvisse, embora tivesse certeza de que ele já estava completamente dormindo. — Então você não gostou. — disse ele. — Eu pensei que tinha gostado. — Não seja ridículo — disse, indignada. — Olha, Cami, você é uma gatinha muito boa, mas dá pra ver que sua carne é fraca. — Você está louco, eu nunca traí o Franco — exclamou, furiosa. — E o que aconteceu ontem não foi uma traição? Você contou pro Franco o que aconteceu? — Não, mas só porque não quis incomodá-lo. — disse. — Pode ser que você tenha razão. Não quero que pense mal de mim. Eu só queria me certificar de que a namorada do meu irmão seja uma garota séria e recatada. Mas tenho minhas dúvidas. — E você quem é pra me julgar? — perguntei, e mal terminei de falar, ele me agarrou com força pela cintura. Me puxou contra seu corpo e me beijou, invadindo minha boca com sua língua e seu hálito de cerveja. — Você está louco! Me solta. — disse, desviando o rosto. Ele apoiou a mão com força na minha perna, e quando comecei a reclamar, me deu outro beijo. Dessa vez, respondi com um tapa forte no rosto. Vá embora amanhã e não volte mais. — disse, com lágrimas nos olhos, enquanto me afastava dele e ia para meu quarto. No quarto, Franco dormia profundamente, totalmente alheio ao que acabara de acontecer. Como ele reagiria se descobrisse o que aconteceu? Me indignei ao perceber que não saberia como lidar com aquela situação, exatamente como o Franco tinha dito. Saí do quarto, me sentindo muito sozinha. De que adiantava ter um namorado com o... que não podia ser contado? Além disso, havia outra coisa em que Franco tinha acertado. Minha carne era fraca, e se até agora eu tinha conseguido ser fiel a ele, não estava tão certa de por quanto tempo ainda seria, menos agora que Franco já não me comia direito. Pensei em ir para a casa da minha avó, mas era muito tarde, melhor tentaria dormir algumas horas, e depois sairia cedo, para não ter que cruzar com meu cunhado. Mas antes saí na varanda para tomar um pouco de ar fresco, e meditar sobre meu namoro. Precisava falar urgentemente com Franco. Havia coisas que precisavam mudar, senão, o relacionamento não duraria muito tempo. Tinham passado uns quinze minutos, quando ouvi uma das portas do apartamento se abrir. Da varanda, não podia ter certeza se era meu namorado ou Franco. Fiquei nervosa, e me senti tão fraca e insegura quanto Óscar. Ouvi os passos, que se aproximavam devagar. Depois o barulho do vidro que dava para a varanda ao abrir, e finalmente o corpo parar atrás de mim. Eu estava de costas, olhando para o... ... bairro noturno. O céu estava limpo e as luzes artificiais que se viam ao longe, se misturavam com as estrelas. Duas mãos se pousaram na minha cintura. Eram mãos fortes, e impetuosas. Eu tinha minhas mãos apoiadas sobre o metal que fazia de limite da varanda, com uma perna flexionada, e o torso levemente inclinado. Sabia que, involuntariamente, tinha me colocado numa pose sensual, e me inclinei ainda mais empinando a bunda. As mãos, desceram até meus quadris e me acariciaram com perícia, por cima da saia. — Não diga nada — sussurrei na noite silenciosa. Ele não disse nada. Eu não queria olhar para ele. Continuei observando as luzes da madrugada, enquanto os dedos fortes desciam, mais e mais, até chegar no final da minha saia, e se encontrarem com minhas pernas nuas. No começo, senti um frio que me estremeceu, mas diante das carícias insistentes, as mãos logo se tornaram quentes. Senti como meu cabelo era jogado para o lado, e a língua ele saboreava meu pescoço. Depois soprou, bem onde havia deixado um rastro de saliva, e quando me encolhi pela sensação, mistura de cócegas e prazer, apoiou uma mão na minha bunda, já sem delicadeza, e a apalpou com impunidade, como quem agarra uma coisa que não é sua. Apertou, com violência. Senti meus músculos se contraírem, como se com aquele par de toques já estivesse prestes a chegar ao orgasmo que ultimamente tanto trabalho me custava. Depois aproximou seu corpo do meu. Senti toda sua dureza em minhas próprias carnes. Os braços me... cercavam, como se me expressassem. Seu torso malhado era sentido nas minhas costas. Suas pernas duras, que deviam estar acostumadas a cavalgadas incansáveis, com os joelhos semiflexionados, me instigavam a me encurralar contra a grade de metal. E sua pelvis fincava na minha bunda, fazendo-me sentir o enorme volume que o jeans escondia, um volume que já estava semiduro, e que endurecia mais e mais a cada segundo que passava. Fiquei apertada, olhando a cidade escura. Muito longe se viam pessoas andando pelas ruas, mas nenhuma parecia perceber o espetáculo que começava a se desenrolar no décimo andar do prédio do meu namorado. Senti minha saia sendo levantada, lentamente. Seus dedos já não tocavam minha pele, mas agarravam o tecido e o puxavam para cima, milímetro a milímetro. De modo que por um momento senti que a saia se levantava por vontade própria, ou pela vontade da minha buceta pulsante, que estava ansiosa para ser penetrada. A bunda ficou exposta, só coberta pela minúscua calcinha branca que eu havia escolhido para aquela noite. Ele meteu o dedo indicador por baixo do tecido que afundava na bunda, e puxou para baixo, até que minha bunda ficou completamente nua. Agarrou a calcinha e senti ele fazer um movimento brusco com o braço. No instante seguinte vi minha peça íntima cair lentamente no vazio. Apesar de já saber, aquele último gesto audacioso me convenceu de vez de que quem estava prestes a me pegar, ele não era meu namorado. ... ... o Oscar nunca faria algo assim. — Isso também é um teste? — perguntei, percebendo que minha voz saía ofegante. — Sim — respondeu Franco. — Quero saber quão gostosa é a namorada do meu irmão. Embora eu já saiba a resposta. — Você é um pervertido. — falei, enquanto ouvia o som do zíper da calça abrindo. — me come — disse depois — me come enquanto meu namorado dorme. Abri mais as pernas e senti a cabeça enorme se aproximar da minha buceta. Ele empurrou um pouco e a cabeça do pau me penetrou, fazendo-me abrir os olhos pelo prazer e pela dor que causava. Depois empurrou mais, e o tronco afundou deliciosamente em mim. Acariciava meus peitos enquanto metia na minha xota molhada de novo e de novo. Virei a cabeça, e ele devorou minha boca, inundando-a novamente com seu sabor de cerveja e traição. Não sei quanto tempo ficamos fodendo ao ar livre. Mas ele continuava duro como uma pedra, e, incrivelmente, eu gozei depois de alguns minutos. Eu gozei e meus fluidos banharam o pau incansável dele. Minha visão se distorceu, e as luzes da cidade se misturaram com as das estrelas, e me senti voando em um céu imenso de êxtase. E meu cunhado não parou de meter até me fazer gozar de novo. — Não posso acreditar como você fode bem. — eu disse, parabenizando-o. — E você é uma sexy girl linda, mas ainda não acabei, gostosa, e temos que nos apressar, o Franco pode acordar a qualquer momento. — ele me disse, sussurrando, alternando suas palavras com beijos na minha boca e pescoço. — Franco... dorme como uma pedra. — eu disse — mas tudo bem, vamos terminar, mas quero que você goze. — Já estou quase lá, minha putinha. — Quer que eu te chupe? Quero beber todo seu gozo. — eu disse. — não vou gozar dentro — ele respondeu. Ele tirou o pau de dentro de mim. Estava jorrando porra quando ele terminou. Gostei de sentir na minha pele. Engoli o pau todo. A maioria dos meus antigos amantes costumava me parabenizar por como era habilidosa nos boquetes, e naquela noite me esforcei para fazer jus à fama. que me precede. Chupei o pau dele, na varanda, onde qualquer um podia nos ver, enquanto meu namorado dormia profundamente. Ele gozou quando ainda estava dentro de mim. Engoli a porra dele, e foi a coisa mais gostosa que já bebi. Ele voltou pro México dois dias depois, mas nessas duas noites transamos enquanto meu namorado dormia. Algumas semanas depois descobri que estava grávida. Era óbvio que não era do meu namorado, mas tudo bem, ele cuidaria do filho do irmão dele, pensei. E disse pra ele que esperava um filho. Continua...

1 comentários - O irmão do meu namorado