Sua melhor amiga. Não sei o porquê, mas sei o como. XVIII Era terça-feira, na noite anterior a gente tinha transado como nas últimas vezes antes desses encontros. A putaria já tinha baixado. Acordamos perto das sete da manhã. Café da manhã em silêncio, como é típico da rotina. — E aí? — Comecei a conversa. — Aí o quê? — O que você vai fazer? — Falei, enquanto focava num biscoitinho cheio de doce. — Nada, love. Sinto que a excitação me domina e não gosto desses impulsos. — Disse ela, sentada com uma perna em cima da cadeira e ainda de pijama. — É. Acho que os dois passamos pelo mesmo. Talvez seja hora de parar. — Falei e comi. Pauli fez o mesmo, concordando. Depois de alguns minutos e vários mates no meio, ela se agarrou na perna como se tentando se conter e suspirou fundo. — Sabe o pior? — Falou, com raiva. — Me diz. — Desde que comecei a me libertar, só penso em transar e essa situação de puta não sei, me dá um tesão. — Ela se agarrava na perna, depois na cabeça, nervosa. — E então vamos dar um basta. Já deu. — Peguei a mão dela. Naquele momento sorri, aceitando que era parte do passado, aceitando que a contraparte, ou seja, o velho, já iria embora em um ou dois dias. E acima de tudo, assumindo que a Maca tinha me "deixado". — Entende que eu me vestia mais puta pra um velho? Deixei ele comer meu cu, Juan. Encheu meu cu de porra, pra caralho. — — Bom, já deu... — — Não, Juan! — Ela levantou a voz, quase na hora que eu falei isso. — Olha. — Pegou minha mão bruscamente, enfiou por baixo do pijama e da calcinha fio dental. — Tô encharcada, Juan. Isso me dá um tesão do caralho. Eu sei que a gente tem que parar, mas não sei por que tô com vontade de ir na verdureira, ir no apartamento dele e deixar ele arrebentar meu cu e... — eu já tava perdido, com tesão e perdido. —... voltar pra casa te contar ou você ver e depois te falar como me senti, e isso me fode demais! porque te deixa a mil, e dormir abraçados e no outro dia, sentir que vou casar como tudo Uma senhora...
— Isso é por causa do casamento?
Tentei sondar, mesmo estando perdido.
— Não, Juan. Ou sim, tô confusa. O que sei é que o velho me excita. Os dedos grossos, o jeito meio "fuck you", que ele não seja atraente mas também não sem graça. Me excita ser uma puta e você me dominar e depois ele fazer o mesmo e...
— Bom, para aí... — Interrompi ela, — ... já deu. Vamos parar com isso. Volta a ser como a gente era um tempo atrás e pronto.
— Como a gente era? Eu uma chata que não mostrava tudo o que queria transar e provocar, e você um insatisfeito com uma gatinha que não te agradava sexualmente? Porque não me nega que a de agora te agrada mais que a de antes. — Ela apontava o dedo, me julgando, me culpando, e eu concordei. — E ainda, se for possível, como a gente esquece isso? Já fizemos, já parece parte da gente.
— Não precisa ser assim.
— Mas é. — Ela segurou a cabeça, enquanto me negava um mate. — Você gosta disso?
— Tô na mesma. Confuso. Se eu negar, tô mentindo pra você, mas se afirmar, é mentir pra mim mesmo.
Isso aqui era tão real. Sentia aquela angústia constante no peito, era tipo aquela punheta com culpa que corrói a cabeça porque você sabe que não devia bater uma, mas era mais forte que você. Bom, isso era a mesma coisa, mas com sua mulher sendo comida por outro.
— Sabe qual é o problema? Tenho medo de que hoje seja com o Lucio, e depois com outro, e outro, e outro, e eu acabar sendo um corno manso de verdade, que a mulher todo mundo come.
— Não sei, love. Não sei como fechar essa porta.
Aquela porta que parecia aberta e eu nem sabia que existia. Mas claramente a chave não estava comigo.
— Podia ter ido transar com qualquer uma. Sei lá. Escolhi o velho.
— O que você me contou ontem, era verdade?
— Sim, Juan.
— Ok... — Respondi, meio puto porque no fundo sabia que tinha mais. Mas, quem era eu pra julgar ela? Paula foi se trocar, eu enquanto isso avisei o escritório pra mandar um médico em casa. Sabia que não chegaria antes de três horas e... honestamente, não tava legal. Quando ela voltou, tava com uma leggings bem justa que marcava as pernas finas dela e a bunda redonda, e uma jaquetinha leve, esportiva. — Cê vai comprar? — Cê já vai? — Não... falei que tava doente. — Por quê? — Pauli, sê honesta. Se eu for, cê vai dar pra ele? — Não. — Jura. — Juro. — Ela fez a cruz com os dedos e beijou. — Mas cê ficou porque cê quer isso. Saímos pra comprar umas nove da manhã. Parecia de propósito, mas o Lucio tava na porta da verdureira como um soldado, esperando. Desde quando ele tava ali? E quanto tempo ele ia ficar se a gente não tivesse ido? A real é que podia ficar o dia inteiro, sendo aposentado não tinha mais nada pra fazer. — Oi. — Cumprimentei o velho com um sorriso. — Como vai? — Ele respondeu e mostrou que já tinha comprado. Pauli cumprimentou ele com um gesto e um sorrisinho. Seu Lucio entrou. Quando eu tentei entrar, ele saiu. Ela tava nervosa. Entrou, saiu e balançou a cabeça. — Vamo, não tem nada hoje. — Ela falou e andou uns passos em direção ao nosso apê. Lucio ainda tava fora, conversando com o verdureiro. — O que foi? — Perguntei, procurando o olhar desvairado dela. — Porra, cê não viu? — O que ele fez? — Entrou e enfiou o dedo no meio da minha buceta. Sorte que o verdureiro não viu. — Vamo embora. — Comecei a andar pra casa porque senão ia ter que encher ele de porrada. — Para. — Ela segurou meu braço. — Deixa eu falar com ele. Agora quero saber se ele contou pra mais alguém. Imagina se fico parecendo uma puta. — Ai, Paula. É coisa que um velho fala, quem vai acreditar? Não sei se eu era muito mole ou ela muito convincente, mas mais uma vez tava carregando as sacolas do velho. Subimos, o Lucio passou, e a Paula me parou na entrada. — Ele quer conversar a sós. — Paula, não sou otário. A gente falou disso há pouco. Já sabemos como isso vai acabar. — Faz uma coisa, fica do lado de dentro e eu falo com ele. Volto, te conto e Decidimos.— Aceitei de má vontade. Fiquei ali, eles foram pra sala de jantar. Tentei me aproximar, mas ia fazer barulho. «Quanto tempo você acha que leva pra ouvir o primeiro gemido?» Pensei, e já tava excitado. Passaram uns 3 ou 4 minutos, ela voltou e a cara já era outra. — Me disse que não falou com ninguém. — Bom, vamos embora. — Você consegue espiar? — Que?! — Juan... — Ela me pegou pelo pescoço e se aproximou do meu. — Me fez chupar a rola mole e falei que se você não tivesse por perto, não ia fazer nada. — Peguei ela pela nuca e a fiz ajoelhar. Abri o zíper e a calça. Ela me chupou e eu fiz ela engasgar. Levantei ela de um pulo. — Que goze e isso acaba aqui. Acaba isso ou o nosso. — Sussurrei. Pauli ficou pálida. — Vamos pra casa. — Me disse, quase angustiada. — Se não fizer, o velho vai falar. Faz e acaba. Fico no corredor olhando. — Ela foi pra sala. Me aproximei devagar, segurando minha calça e com a rola dura pra fora. Enfiei a cabeça e o velho tava no sofá de lado e Pauli ajoelhada chupando ele. Passava a língua pelo tronco até quase as bolas e voltava e chupava. O velho segurava a cabeça dela, desesperado. — Você é tão puta. Nenhuma me deixou tão duro quanto você. — É? — Incentivava entre as chupadas. — Sentiu falta de chupar minha rola ontem? — O filho da puta sabia que eu tava ali. Ela não respondia. — Te excita chupar rola escondido, né? — Agh... Sim... — Respondeu ela, entre engasgos. — Contou pro seu marido como anteontem, antes de ir embora, você implorou pra chupar minha rola? — Paula começou a chupar mais rápido. Fiquei indignado, confuso, excitado ou... perturbado, mas aquilo não era o que ela tinha me dito. O velho levantou ela, virou e abaixou a legging. — Colocou a que eu pedi... — Sorriu o velho ao ver uma fio dental bem pequena, de duas tiras. «Como? O que é isso?» Pensei e tentei lembrar dos encontros que tivemos e nunca tinha usado aquilo. O velho abriu a bunda dela. Pauli começou a chupar ele. Ela me olhava e amassava os próprios peitos, mordia os lábios, gemia. Eu me masturbava devagar. — Ahg... ahg... — Ela me olhava e segurava a cabeça do velho. — Me toca o clitóris, Dom Lúcio, me toca... — Ela implorava, entre gemidos. — Que puta que você é... — Ele se afastou e deu um tapa na bunda dela. Voltou a chupar e, dois minutos depois, fez sinais para o corredor, para mim. Ela se aproximou, de fio dental, desfigurada. — Escuta, amor... é... ele vai me comer sem camisinha. Já foi. Já... já foi, ok? — Não me perguntou, me avisou. Voltou para onde estava. O velho passou gel na pica e Pauli passou gel no cu. Sentou devagar. — Cumpriu, puta... — Ele cravou, ofegante. Pauli se jogou para trás, na barriga do Lúcio, e se mexia rápido. Gemiam como nunca, como se eu não estivesse ali. Pauli segurava a cabeça dele, e o velho a pegava pelos quadris para ela se mover mais rápido. — Você contou pro seu marido que adora minha pica? — Ahg... ahg... ahg... — Contou ou não? — Ahg... não... ahg... — Ela começou a pular na pica do velho. Lúcio se jogou para trás, já não conseguia falar, todo excitado. Eu me masturbava com mais força. Pauli se levantou e se ajoelhou no sofá, de quatro. O velho ficou atrás e começou a comê-la no ritmo dele. Dava uns tapas na bunda de vez em quando. Agarrou ela pelo cabelo, e isso deixava Pauli em chamas. Ela começou a gemer mais forte, gritava. — Seu marido sabe que essa calcinha você vestiu mais de uma vez pra vir entregar verduras? — Ele disse, e Pauli diminuiu o ritmo. — Ele sabe que você enfiava os dedos no cu na minha frente, quando deixava as coisas? — Ela quase parou. Eu parei de me masturbar. Ele puxou ela mais para trás. — Ele sabe, puta?! — Virou a cabeça dela para que ela me visse. Ela negou com a cabeça. — Você fazia isso? — Ele a confrontou de novo. Ela pediu desculpas, em silêncio, só com os lábios. — Ele sabe o quão puta você é? — Não... agh... não... — O velho começou a tirar a pica quase inteira e enfiava de novo. a meter. — Então era assim que você enfiava os dedos no cu quando gozava?
Ela começou a gemer igual uma louca. — Era assim? — ahg, sim! ah, ah, ah! mais forte, mais forte!
— Joga a bunda, puta, joga pra trás!
Pauli começou a rebolar, gemia e olhava pra ele. O velho começou a se agitar. Em menos de um minuto, o velho gozou. Sentou do lado da Pauli. — Tá bem?
— Me traz água, por favor... — ela disse pra ele, ofegante.
Paula correu pelo corredor, deu a água pra ele e veio até mim, enquanto o velho relaxava. — Paula, que porra é essa? — perguntei, confuso.
— Juan, por favor. Não sei, me deixei levar.
— Me fala logo, o que mais você fez.
— Já foi, Juan. O velho vai embora e a gente esquece tudo isso.
— Tem mais? — falei — Neném...
— Lucio chamou e ela foi. Eu devia ter ido embora naquela hora, mas fiquei. — Bate uma pra mim, do jeito que você gosta. — ele disse, sentado, e ela de joelhos igual uma puta. — Assim, assim... — Ele olhava ela batendo uma e ela sorria pra ele. —... vem, senta aqui em cima e olha pra ele... — ele indicou, perverso, como todo esse jogo de merda. Ela pulou de novo no pau dele. — Vou comer esse cu sempre? ahg... ahg... ah... toda vez que eu vier? — Ele começou a meter mais forte. — ahg... ahg... — — Vai, puta... Olha pra ele e fala o que você me disse. Fala tudo. Repete. — — Sim... ah, goza, Lucio. — Ela não tratou ele por tu. — Fala... — — ahh! ah! Sim! ah... você vai comer meu cu quando quiser porque eu amo seu pau! — Ela começou a pular com mais força. — Pede minha porra igual no outro dia! — — Enche meu cu, senhor. Quero sua porra, o senhor me dá? — — Tudo no cu? — Pauli me olhou, compungida. — ah... e depois na boquinha... — Paula pulou mais duas vezes, começou a se tocar no clitóris e o velho começou a explodir. — Que puta que você é! — — ah, mais, bombeia mais um pouco que eu vou gozar. — Ela saiu pro banheiro, eu segui. — A gente vai embora. — — Eu chupo ele e a gente vai. — — Você é burra ou só uma puta qualquer? — — Juan! Ele disse que se eu não fizer o que ele quer, conta pra todo mundo. — Me Olhou, com os olhos meio lacrimejantes. — Vou matar ele. — — Para! — Ela me segurou. — Faço isso e a gente vaza. — — Era tudo verdade? — — Já foi, Juan. — Lucio se aproximou. A gente saiu pro corredor. Dava pra ouvir a água correndo e ela se limpando. Voltou pro sofá. Ela se ajoelhou e começou a chupar ele de novo. — Vem, vou te chupar também. — Ela me chamou e eu fui. — Eu não sabia que ela era assim e peço desculpas, mas não consegui recusar. Olha essa carinha. — Tocou o rosto dela e ela sorriu, enquanto alternava entre o meu pau e o dele. Ficou um tempão e eu gozei. — Durou pouco, hein. — Me humilhou e ela sorriu, engolindo o pau do velho inteiro. Levantei, arrumei a roupa, passei pelo corredor. Abri a porta, não me mexi e fechei. — De novo te largou? — — Sim, seu Lucio... — Dava pra ouvir a voz de puta. — Amanhã antes de eu ir, você vem sozinha e chupa bem meu pau, ouviu, puta? — — Sim, seu Lucio... — — E vou te foder bem o cu e a buceta? — Ouvi ela cuspir no pau dele e chupar como uma louca. — Vai vir, vai vir. — Ouvi o velho gozar entre gritos. Paula ria, chegou no corredor com a porra na boca. Me viu parado ali, chorando. Abri a porta e saí. Acho que ela falou comigo ou gritou. Cheguei correndo em casa. Fiz a mala com duas ou três coisas. Ouvi a porta e o choro dela. Ela se aproximou, eu empurrei. Continuou chorando e a gente se xingou no caminho do quarto até a porta. Fiquei andando o dia inteiro. Almocei num restaurante que eu amava. Fui no escritório falar com meu chefe e inventei um problema de família pra evitar mais treta. Deu oito da noite. Peguei o ônibus, desci, andei quatro quarteirões. Toquei a campainha. — Alô? — — Sou eu. — — Juan? Que porra você tá fazendo aqui? — — Maca... acho que vou me separar. — Um instante depois, o porteiro abriu e eu entrei.
— Isso é por causa do casamento?
Tentei sondar, mesmo estando perdido.
— Não, Juan. Ou sim, tô confusa. O que sei é que o velho me excita. Os dedos grossos, o jeito meio "fuck you", que ele não seja atraente mas também não sem graça. Me excita ser uma puta e você me dominar e depois ele fazer o mesmo e...
— Bom, para aí... — Interrompi ela, — ... já deu. Vamos parar com isso. Volta a ser como a gente era um tempo atrás e pronto.
— Como a gente era? Eu uma chata que não mostrava tudo o que queria transar e provocar, e você um insatisfeito com uma gatinha que não te agradava sexualmente? Porque não me nega que a de agora te agrada mais que a de antes. — Ela apontava o dedo, me julgando, me culpando, e eu concordei. — E ainda, se for possível, como a gente esquece isso? Já fizemos, já parece parte da gente.
— Não precisa ser assim.
— Mas é. — Ela segurou a cabeça, enquanto me negava um mate. — Você gosta disso?
— Tô na mesma. Confuso. Se eu negar, tô mentindo pra você, mas se afirmar, é mentir pra mim mesmo.
Isso aqui era tão real. Sentia aquela angústia constante no peito, era tipo aquela punheta com culpa que corrói a cabeça porque você sabe que não devia bater uma, mas era mais forte que você. Bom, isso era a mesma coisa, mas com sua mulher sendo comida por outro.
— Sabe qual é o problema? Tenho medo de que hoje seja com o Lucio, e depois com outro, e outro, e outro, e eu acabar sendo um corno manso de verdade, que a mulher todo mundo come.
— Não sei, love. Não sei como fechar essa porta.
Aquela porta que parecia aberta e eu nem sabia que existia. Mas claramente a chave não estava comigo.
— Podia ter ido transar com qualquer uma. Sei lá. Escolhi o velho.
— O que você me contou ontem, era verdade?
— Sim, Juan.
— Ok... — Respondi, meio puto porque no fundo sabia que tinha mais. Mas, quem era eu pra julgar ela? Paula foi se trocar, eu enquanto isso avisei o escritório pra mandar um médico em casa. Sabia que não chegaria antes de três horas e... honestamente, não tava legal. Quando ela voltou, tava com uma leggings bem justa que marcava as pernas finas dela e a bunda redonda, e uma jaquetinha leve, esportiva. — Cê vai comprar? — Cê já vai? — Não... falei que tava doente. — Por quê? — Pauli, sê honesta. Se eu for, cê vai dar pra ele? — Não. — Jura. — Juro. — Ela fez a cruz com os dedos e beijou. — Mas cê ficou porque cê quer isso. Saímos pra comprar umas nove da manhã. Parecia de propósito, mas o Lucio tava na porta da verdureira como um soldado, esperando. Desde quando ele tava ali? E quanto tempo ele ia ficar se a gente não tivesse ido? A real é que podia ficar o dia inteiro, sendo aposentado não tinha mais nada pra fazer. — Oi. — Cumprimentei o velho com um sorriso. — Como vai? — Ele respondeu e mostrou que já tinha comprado. Pauli cumprimentou ele com um gesto e um sorrisinho. Seu Lucio entrou. Quando eu tentei entrar, ele saiu. Ela tava nervosa. Entrou, saiu e balançou a cabeça. — Vamo, não tem nada hoje. — Ela falou e andou uns passos em direção ao nosso apê. Lucio ainda tava fora, conversando com o verdureiro. — O que foi? — Perguntei, procurando o olhar desvairado dela. — Porra, cê não viu? — O que ele fez? — Entrou e enfiou o dedo no meio da minha buceta. Sorte que o verdureiro não viu. — Vamo embora. — Comecei a andar pra casa porque senão ia ter que encher ele de porrada. — Para. — Ela segurou meu braço. — Deixa eu falar com ele. Agora quero saber se ele contou pra mais alguém. Imagina se fico parecendo uma puta. — Ai, Paula. É coisa que um velho fala, quem vai acreditar? Não sei se eu era muito mole ou ela muito convincente, mas mais uma vez tava carregando as sacolas do velho. Subimos, o Lucio passou, e a Paula me parou na entrada. — Ele quer conversar a sós. — Paula, não sou otário. A gente falou disso há pouco. Já sabemos como isso vai acabar. — Faz uma coisa, fica do lado de dentro e eu falo com ele. Volto, te conto e Decidimos.— Aceitei de má vontade. Fiquei ali, eles foram pra sala de jantar. Tentei me aproximar, mas ia fazer barulho. «Quanto tempo você acha que leva pra ouvir o primeiro gemido?» Pensei, e já tava excitado. Passaram uns 3 ou 4 minutos, ela voltou e a cara já era outra. — Me disse que não falou com ninguém. — Bom, vamos embora. — Você consegue espiar? — Que?! — Juan... — Ela me pegou pelo pescoço e se aproximou do meu. — Me fez chupar a rola mole e falei que se você não tivesse por perto, não ia fazer nada. — Peguei ela pela nuca e a fiz ajoelhar. Abri o zíper e a calça. Ela me chupou e eu fiz ela engasgar. Levantei ela de um pulo. — Que goze e isso acaba aqui. Acaba isso ou o nosso. — Sussurrei. Pauli ficou pálida. — Vamos pra casa. — Me disse, quase angustiada. — Se não fizer, o velho vai falar. Faz e acaba. Fico no corredor olhando. — Ela foi pra sala. Me aproximei devagar, segurando minha calça e com a rola dura pra fora. Enfiei a cabeça e o velho tava no sofá de lado e Pauli ajoelhada chupando ele. Passava a língua pelo tronco até quase as bolas e voltava e chupava. O velho segurava a cabeça dela, desesperado. — Você é tão puta. Nenhuma me deixou tão duro quanto você. — É? — Incentivava entre as chupadas. — Sentiu falta de chupar minha rola ontem? — O filho da puta sabia que eu tava ali. Ela não respondia. — Te excita chupar rola escondido, né? — Agh... Sim... — Respondeu ela, entre engasgos. — Contou pro seu marido como anteontem, antes de ir embora, você implorou pra chupar minha rola? — Paula começou a chupar mais rápido. Fiquei indignado, confuso, excitado ou... perturbado, mas aquilo não era o que ela tinha me dito. O velho levantou ela, virou e abaixou a legging. — Colocou a que eu pedi... — Sorriu o velho ao ver uma fio dental bem pequena, de duas tiras. «Como? O que é isso?» Pensei e tentei lembrar dos encontros que tivemos e nunca tinha usado aquilo. O velho abriu a bunda dela. Pauli começou a chupar ele. Ela me olhava e amassava os próprios peitos, mordia os lábios, gemia. Eu me masturbava devagar. — Ahg... ahg... — Ela me olhava e segurava a cabeça do velho. — Me toca o clitóris, Dom Lúcio, me toca... — Ela implorava, entre gemidos. — Que puta que você é... — Ele se afastou e deu um tapa na bunda dela. Voltou a chupar e, dois minutos depois, fez sinais para o corredor, para mim. Ela se aproximou, de fio dental, desfigurada. — Escuta, amor... é... ele vai me comer sem camisinha. Já foi. Já... já foi, ok? — Não me perguntou, me avisou. Voltou para onde estava. O velho passou gel na pica e Pauli passou gel no cu. Sentou devagar. — Cumpriu, puta... — Ele cravou, ofegante. Pauli se jogou para trás, na barriga do Lúcio, e se mexia rápido. Gemiam como nunca, como se eu não estivesse ali. Pauli segurava a cabeça dele, e o velho a pegava pelos quadris para ela se mover mais rápido. — Você contou pro seu marido que adora minha pica? — Ahg... ahg... ahg... — Contou ou não? — Ahg... não... ahg... — Ela começou a pular na pica do velho. Lúcio se jogou para trás, já não conseguia falar, todo excitado. Eu me masturbava com mais força. Pauli se levantou e se ajoelhou no sofá, de quatro. O velho ficou atrás e começou a comê-la no ritmo dele. Dava uns tapas na bunda de vez em quando. Agarrou ela pelo cabelo, e isso deixava Pauli em chamas. Ela começou a gemer mais forte, gritava. — Seu marido sabe que essa calcinha você vestiu mais de uma vez pra vir entregar verduras? — Ele disse, e Pauli diminuiu o ritmo. — Ele sabe que você enfiava os dedos no cu na minha frente, quando deixava as coisas? — Ela quase parou. Eu parei de me masturbar. Ele puxou ela mais para trás. — Ele sabe, puta?! — Virou a cabeça dela para que ela me visse. Ela negou com a cabeça. — Você fazia isso? — Ele a confrontou de novo. Ela pediu desculpas, em silêncio, só com os lábios. — Ele sabe o quão puta você é? — Não... agh... não... — O velho começou a tirar a pica quase inteira e enfiava de novo. a meter. — Então era assim que você enfiava os dedos no cu quando gozava?
Ela começou a gemer igual uma louca. — Era assim? — ahg, sim! ah, ah, ah! mais forte, mais forte!
— Joga a bunda, puta, joga pra trás!
Pauli começou a rebolar, gemia e olhava pra ele. O velho começou a se agitar. Em menos de um minuto, o velho gozou. Sentou do lado da Pauli. — Tá bem?
— Me traz água, por favor... — ela disse pra ele, ofegante.
Paula correu pelo corredor, deu a água pra ele e veio até mim, enquanto o velho relaxava. — Paula, que porra é essa? — perguntei, confuso.
— Juan, por favor. Não sei, me deixei levar.
— Me fala logo, o que mais você fez.
— Já foi, Juan. O velho vai embora e a gente esquece tudo isso.
— Tem mais? — falei — Neném...
— Lucio chamou e ela foi. Eu devia ter ido embora naquela hora, mas fiquei. — Bate uma pra mim, do jeito que você gosta. — ele disse, sentado, e ela de joelhos igual uma puta. — Assim, assim... — Ele olhava ela batendo uma e ela sorria pra ele. —... vem, senta aqui em cima e olha pra ele... — ele indicou, perverso, como todo esse jogo de merda. Ela pulou de novo no pau dele. — Vou comer esse cu sempre? ahg... ahg... ah... toda vez que eu vier? — Ele começou a meter mais forte. — ahg... ahg... — — Vai, puta... Olha pra ele e fala o que você me disse. Fala tudo. Repete. — — Sim... ah, goza, Lucio. — Ela não tratou ele por tu. — Fala... — — ahh! ah! Sim! ah... você vai comer meu cu quando quiser porque eu amo seu pau! — Ela começou a pular com mais força. — Pede minha porra igual no outro dia! — — Enche meu cu, senhor. Quero sua porra, o senhor me dá? — — Tudo no cu? — Pauli me olhou, compungida. — ah... e depois na boquinha... — Paula pulou mais duas vezes, começou a se tocar no clitóris e o velho começou a explodir. — Que puta que você é! — — ah, mais, bombeia mais um pouco que eu vou gozar. — Ela saiu pro banheiro, eu segui. — A gente vai embora. — — Eu chupo ele e a gente vai. — — Você é burra ou só uma puta qualquer? — — Juan! Ele disse que se eu não fizer o que ele quer, conta pra todo mundo. — Me Olhou, com os olhos meio lacrimejantes. — Vou matar ele. — — Para! — Ela me segurou. — Faço isso e a gente vaza. — — Era tudo verdade? — — Já foi, Juan. — Lucio se aproximou. A gente saiu pro corredor. Dava pra ouvir a água correndo e ela se limpando. Voltou pro sofá. Ela se ajoelhou e começou a chupar ele de novo. — Vem, vou te chupar também. — Ela me chamou e eu fui. — Eu não sabia que ela era assim e peço desculpas, mas não consegui recusar. Olha essa carinha. — Tocou o rosto dela e ela sorriu, enquanto alternava entre o meu pau e o dele. Ficou um tempão e eu gozei. — Durou pouco, hein. — Me humilhou e ela sorriu, engolindo o pau do velho inteiro. Levantei, arrumei a roupa, passei pelo corredor. Abri a porta, não me mexi e fechei. — De novo te largou? — — Sim, seu Lucio... — Dava pra ouvir a voz de puta. — Amanhã antes de eu ir, você vem sozinha e chupa bem meu pau, ouviu, puta? — — Sim, seu Lucio... — — E vou te foder bem o cu e a buceta? — Ouvi ela cuspir no pau dele e chupar como uma louca. — Vai vir, vai vir. — Ouvi o velho gozar entre gritos. Paula ria, chegou no corredor com a porra na boca. Me viu parado ali, chorando. Abri a porta e saí. Acho que ela falou comigo ou gritou. Cheguei correndo em casa. Fiz a mala com duas ou três coisas. Ouvi a porta e o choro dela. Ela se aproximou, eu empurrei. Continuou chorando e a gente se xingou no caminho do quarto até a porta. Fiquei andando o dia inteiro. Almocei num restaurante que eu amava. Fui no escritório falar com meu chefe e inventei um problema de família pra evitar mais treta. Deu oito da noite. Peguei o ônibus, desci, andei quatro quarteirões. Toquei a campainha. — Alô? — — Sou eu. — — Juan? Que porra você tá fazendo aqui? — — Maca... acho que vou me separar. — Um instante depois, o porteiro abriu e eu entrei.
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