A professora (jogo suspenso)...

Ia me encontrar de novo com o professor de futebol do meu filho. Já dava pra dizer que éramos amantes. Não era algo casual, esporádico, só pra aliviar as vontades. Era algo muito mais sério que isso. Pelo menos duas vezes por semana, a gente se matava de gozar em algum hotel das redondezas. Sempre em um lugar diferente, como faria qualquer casal que está traindo. No meu caso não tinha problema, não corria o risco do meu marido me descobrir dando chifre nele, mas quanto a ele, me disse que a esposa dele era bem tóxica, que revistava o celular, os e-mails, por isso ele apagava todas as minhas mensagens assim que recebia. Não me surpreenderia se ela mesma estivesse vigiando ele ao sair do Clube, ou mandasse alguém pra segui-lo, por isso estávamos sempre mudando a forma de nos encontrar. Eu passava pra buscá-lo em esquinas diferentes, em horários diferentes, outras vezes a gente se encontrava perto de algum motel previamente combinado. Mas além de algum incômodo, todas essas precauções adicionavam um morbo extra na nossa relação. Me excitava essa coisa de ficar me escondendo pra trepar. Dessa vez a gente ia se ver no quarto de um hotel que ele mesmo tinha reservado. Eu já estava chegando, faltando só algumas quadras, quando recebo uma notícia devastadora. Tinha parado no semáforo, por isso li a mensagem, senão teria deixado pra depois. Tinha morrido a mulher do Damián. Era uma notificação do Facebook, de um conhecido em comum. Ele tinha postado a foto da falecida, com um laço preto, as datas de nascimento, de morte, e um sentido pêsame pra toda a família, e em especial pro seu amado marido, Damián. Quem acompanha meus relatos há tempos, com certeza sabe do Damián. Um pintor de parede que é o Grande amor da minha vida... Mais um de tantos... Amo o pai do Ro, amo o pai da Romi, amo meu marido, mas o Damián é especial. Conheci ele já faz dez anos quando me enfiaram três pintores que estavam trabalhando num departamento vizinho ao meu, onde a gente morava antes de se mudar. E mesmo que os colegas dele fossem dois garanhões fogosos e selvagens, o Damián foi o detonador de todos os meus orgasmos. Sem que eu percebesse, ele tinha pegado meu número de celular naquele dia. Teve coragem de me ligar e a gente se encontrou pra tomar alguma coisa. Não dá pra dizer que ele é um cara atraente, na verdade, quem eu tinha gostado era o chefe dele, com quem eu já vinha transando antes, e que foi quem me incentivou a fazer o mesmo com os ajudantes dele. Foi assim que conheci o Damián, já que ele era um deles, o mais velho e feio dos três, mas que no final acabou conquistando meu coração. Naquele dia, em que ele me ligou e fomos tomar alguma coisa, eu queria comprovar se o que eu tinha sentido com ele foi potencializado pelos colegas, ou se realmente era mérito dele, por isso sugeri irmos a um hotel, dessa vez só nós dois. E sim, ele me deixou sem ar de novo. Dessa vez senti de novo o que tinha sentido no gangbang, mas mais e melhor. A partir daí, a gente teve um relacionamento de idas e vindas. E mesmo que a gente não se veja por um bom tempo, nós dois sabemos que quando nos encontrarmos, hoje, amanhã, daqui a dez anos, vamos acabar transando como se o tempo não tivesse passado. Uns anos atrás, fiquei sabendo que ele estava num relacionamento. Acho que esse foi um dos grandes tabus na nossa relação. Mesmo que a atração entre nós fosse mútua, e ele soubesse que eu estava me apaixonando, o que realmente o incomodava era que eu fosse casada e tivesse um filho, já que eu só tinha o Ro quando nos conhecemos. Ele não gostava muito da ideia da traição. Se eu fosse solteira, ele provavelmente teria me pedido pra ir morar com ele. Mas nossos destinos não estavam traçados pra ficarmos juntos. E agora eu vinha descobrir isso. Os carros atrás de mim começaram a buzinar, já que eu não avançava mesmo com o sinal verde. Então encostei e liguei pro conhecido que tinha feito a publicação. Ele me contou que a morte da mulher do Damián não tinha sido repentino, ela estava doente desde o final do ano passado. Câncer. Fez quimio, mas não adiantou. Eu comecei a chorar. Imaginar o que o homem que eu amava deve ter sofrido, e eu não estar lá pra confortar ele, isso partiu meu coração. Perguntei pra esse conhecido onde eu poderia encontrar o Damián e ele me passou o endereço. Mandei um áudio rápido pro Professor explicando que tinha tido um imprevisto, que não poderia ir, e fiquei offline pelo resto do dia. Fui pro endereço que me deram, a casa do Damián, não onde ele morava antes, em Mataderos, mas um lugar novo, em Santos Lugares. A casa estava cheia naquele momento, com amigos e familiares que tinham ido dar os pêsames. A porta estava aberta, então entrei, circulando entre a galera que ia e vinha. Alguém me ofereceu café, mas eu disse que não, que só tinha vindo dar meus pêsames e já ia embora. — Onde posso encontrar o Damián? — perguntei. Apontaram pra um quarto com a porta entreaberta. Espiei e vi ele, sentado na beirada da cama, com o rosto entre as mãos, derrotado, cabisbaixo, cercado por dois, três amigos que tentavam animá-lo. — Damián? — falei, entrando no quarto. Os amigos se viraram, me olhando como se eu tivesse saído de dentro de uma revista Playboy. O olhar do Damián se iluminou quando me viu. Ele se levantou e se aproximou pra me abraçar. — Perdão, acabei de saber — disse, soluçando junto com ele. Mesmo sendo a mulher do amor da minha vida, a que dividia os dias, as noites, as alegrias, as tristezas dele, eu realmente lamentava a morte dela. — Podem nos deixar sozinhos um momento... — peço pros amigos dele. Não tô interessada em me apresentar nem saber quem são. A única coisa que eu quero é ficar a sós com o Damián. Quando eles saem, fecho a porta e, voltando pra ele, o beijo na boca. Ele me abraça e me aperta contra o corpo dele. E aí... **OPA!**... sem medo de errar, posso dizer que o que sinto contra meu ventre é uma ereção. Mesmo Ele está chorando pela esposa que recentemente faleceu, mas o Damián ficou de pau duro ao me ver, o que não me parece estranho nem surpreendente, porque eu estou toda molhada. Acaricio o volume por cima da calça, confirmando que sim, ele está de pau duro. —Aqui não dá, pode entrar alguém— ele me avisa, intuindo o que desejo, o que ambos desejamos. Nossos últimos encontros sempre foram assim: nos ver, nos cumprimentar e foder. —Onde então?— pergunto, dando como certo que, apesar das circunstâncias do nosso encontro, nossa rotina não sofreria mudanças. Ele ia me dizer algo, mas justamente alguém bate na porta e abre para avisar que os pais da esposa dele haviam chegado. Damián tem quase sessenta anos, pelas fotos que vi sua mulher era bem mais jovem, então ele é praticamente contemporâneo dos sogros. Enquanto ele compartilha o luto com eles, dou uma volta pela casa. Desta vez aceito o café que me oferecem. Os amigos que estavam acompanhando ele no quarto se aproximam e se apresentam. Não reconheço em nenhum deles os outros dois pintores que estavam naquela suruba de quase dez anos atrás. —Mariela, uma amiga— me apresento, apertando a mão de cada um. —Da Elena?— pergunta um deles, referindo-se à falecida. —Não, do Damián, nos conhecemos há muito tempo, somos muito bons amigos— digo e vou embora, deixando-os com a interpretação que cada um quiser dar. No segundo andar encontro um banheiro amplo, perfumado, com banheira, decorado certamente com o gosto de quem já não poderá usá-lo. Todo mundo usa o de baixo, mais acessível, então este se mantém impecável. Fico um momento lá dentro, e então me decido. Desço, procuro Damián e, me aproximando como se estivesse dando os pêsames, digo para ele me encontrar em cinco minutos no banheiro de cima. Subo, entro de novo no banheiro, e enquanto o espero, tiro a calcinha e guardo na bolsa, para ganhar tempo. Aos ele chega em poucos minutos. Mesmo estando em casa, ele bate na porta. Eu abro, deixo ele entrar e depois tranco a porta com a chave. Eu o abraço e beijo, pedindo desculpas por não ter estado ao seu lado, por não ter percebido o quão mal ele estava passando. Eu volto a acariciar a virilha dele, sentindo já sua ereção. Meu toque reconhece rapidamente sua forma, seu comprimento, a curvatura que se forma por ainda estar apertada sob a roupa. Quero consolá-lo, dar a ele tudo aquilo de que nos privamos durante todo o tempo, anos, em que não nos vimos. Abaixo o zíper da calça, enfio a mão e pressiono com ternura. O calor, a textura, a dureza, tudo me é familiar. Eu a tiro para fora, faço uma punheta rápida, fugaz, e, agachando-me, a chupo. Eu adoraria ficar horas chupando, sentindo com a língua cada inchaço das veias, mas não temos tempo. Dou um último beijo ali, na ponta, e me levanto. Levanto minha saia e, sem soltá-la, esfrego ela por toda a minha buceta, para cima e para baixo, passando para ele minha umidade e calor. Embora ambos saibamos que não é o contexto ideal, que há pessoas fora desse banheiro que podem subir para procurá-lo a qualquer momento, não conseguimos resistir. Não é uma boa ideia, eu sei, até acho que é algo moralmente injustificável. "Como você vai transar com o marido de alguém que acabou de morrer?", podem pensar. Mas antes de me apedrejarem, devem saber que o que há entre mim e Damián é incontrolável, é nos vermos, nos sentirmos e os hormônios de um e de outro se agitam de tal forma que não podemos fazer nada. É instintivo, primordial, uma força natural que nos empurra, fazendo-nos colidir e explodir em mil pedaços. Ele me agarra pela cintura, me senta sobre a bancada da pia e a enfia... E que enfiada, por favor!... O pau do Damián parece ter sido esculpido no mesmo molde que minha buceta, côncavo e convexo, ambos do mesmo elemento. Sei que é algo ilusório, mas O encaixe é perfeito, total, simétrico, chegando a se expandir para preencher cada canto, cada buraquinho, sem deixar nenhum buraco para tampar. Que prazer! Que delícia! Os anos passam e continuo sentindo o mesmo. Esse fogo, essa paixão, esse crepitar que me transtorna e enlouquece. Flui livremente dentro de mim, me golpeando no mais profundo, desferindo golpe atrás de golpe, fazendo os potes de creme e loções se sacudirem, ameaçando cair no chão. Tento me conter para não gritar, para não explodir em berros. Mordo seu ombro, seu pescoço, deixando em sua pele as marcas do meu amor, da minha paixão.
— Eu te quero, Damián, te quero...! — digo no ouvido, me fundindo em seu corpo, ficando tonta com o aroma de sua pele. Já tinha dito mil vezes no passado, mas agora, naquelas circunstâncias, sentia com maior intensidade. — Quero ser sua para sempre!
As penetrações ecoam no meu interior, implacáveis, vigorosas, impulsivas, me fazendo gozar uma e mil vezes, terminando com um gemido final que é melodia celestial para meus ouvidos. Na cabeça sinto como uma martelada TOC TOC TOC contínua, persistente... Mas não, não é na minha cabeça, alguém está batendo na porta. Nos olhamos e decidimos ir até o fim.
— Vai... Vai... Não para...! — digo, correndo o risco de ser pega transando com o recém-viúvo. Damián continua, decidido a não parar apesar da insistência da batida. TOC TOC TOC... TOC TOC TOC
— Sim... Siiiiiii... Siiiiiiiiiiiiiii...! — não grito, apenas solto um suspiro ofegante quando sinto a enfiada e logo a inundação quente. Acabo com ele, unindo minha essência à sua. Meu corpo se enche de calor, uma onda violenta e caudalosa. Vou tomar a pílula do dia seguinte mais tarde, o único que quero naquele momento é aproveitar ao máximo as sensações que explodem por todo o meu interior.
Ele tira, se limpa rápido com papel higiênico e sobe a calça. Com a mesma pressa, desço do balcão, me limpo a buceta também com papel, formando um montinho para pegar o que sai de dentro de mim e jogar na privada. Tiro a calcinha da bolsa e coloco junto com um protetor diário, para evitar vazamentos. Nos arrumamos e abrimos a porta. É um dos amigos dele, para dizer que já estão saindo em direção ao funeral, onde será o sepultamento. O banheiro cheira a sexo, o que não passa despercebido para quem veio buscá-lo. Abraço o Damián, acaricio suas costas e lhe dou um beijo. Ele vai embora, mas antes de cruzar a porta, para, se vira e volta para mim. -"Você me acompanharia?"- me pergunta. -"Sim, claro..."- respondo sem hesitar. Se não estivesse o amigo e mais alguém que entrou depois, eu teria dito que a única coisa que queria era estar ao lado dele. Ele me apresenta como uma amiga dele e da esposa, então junto da família o acompanho até mesmo ao cemitério. Depois do enterro, e quando já estávamos todos voltando, cada um para o carro que lhe cabia, o amigo se aproxima de mim e diz: -"Posso te fazer uma pergunta?"- Digo que sim. -"No banheiro, antes de eu chegar... vocês estavam... fazendo o que estou imaginando?"- Não confirmo nem nego. -"Eu te disse que o Damián e eu somos muito amigos"- lembro a ele com um sorriso largo e sedutor. Ele fica paralisado. Não sei se porque não imagina que alguém como eu possa ser amante do Damián, ou por termos feito isso no mesmo dia em que a esposa dele faleceu, embora já se soubesse que o fim era inevitável e poderia acontecer a qualquer momento. Só quando chego em casa ligo o celular. Além das mensagens habituais, tenho várias do Professor querendo saber o que tinha acontecido comigo. Ele estava preocupado que meu marido tivesse descoberto nosso caso. "Não se preocupa, não foi nada, prometo compensar você...", respondo e vou dormir, feliz e agradecida por ter estado com o amor da minha vida...El profe (partido suspendido)...

10 comentários - A professora (jogo suspenso)...

como siempre marita, sos unica con tus relatos, cada detalle, cada opinion, una descripcion que los que te seguimos y leemos hace muchos años, valoramos y mucho @maritainfiel te dejo +10 pero si pudiera te daria 100...gracias por compartir
Con la pija dura, desde el primer momento me tuviste
Nunca más oportuno. Recuerdo que la vez que te enteraste de su pareja, te dio una especie de episodio de celos. En fin, espero que le ayudes a consolarse en estos tiempos tan agrios.
ufff como envidio a ese tipo, etas de compra otra ves???
Jajaja... No, otra vez, no...
jajaja bueno mi cielo pusiste foto con pancita jajajaja, sos un sueño, muero por conocerte enpersona, me das ese privilegio, te mande MP
Sute41
Sos una genia Marita... Cómo no acordarse de Damián. Que lindo consuelo le diste.
Así que volviste con tu marido. Lo que es el amor.
Pero aunque estés enamorada, seguís siendo atorranta.
Van puntos Diosa.
Gracias, pero el consuelo me lo dió él, estaba destrozada por no haberlo acompañado en esos momentos...
Cada vez que te leo mis ratones se vuelven locos, sos mí fantasia