Complot de gostosas

Foram passando os dias, meu relacionamento com a Maria foi se consolidando, em poucos dias nossos pais já sabiam. Sempre que podia, ia na casa dela me vestir. As horas que passava com ela, passava sempre como garota. Nos fins de semana, quando saíamos pra balada, também pra não pagar, íamos nas lojas provar roupas. Um dia, já com quase 19 anos, prestes a fazer aniversário, minha mãe me pegou de novo vestida na rua. Tive que abrir o jogo com ela e explicar tudo. E claro, nossas amizades já sabiam também, era difícil sair e não trombar com alguém. Começamos a trabalhar as duas, eu numa empresa de serigrafia e ela num supermercado. Aos 21, fomos morar juntas. O sexo entre a gente era bom, único problema: eu só ficava excitada usando roupa de garota. Meu grande hobby era pôquer online. Com o tempo, eu tinha tanta roupa de garota quanto ela, principalmente lingerie, cinta-liga e meia, que eu amo. E ela curtia meu travestismo tanto quanto eu. Dizia que era um 2x1: o homem da vida dela e, ao mesmo tempo, a melhor amiga. Pouco depois de morarmos juntos, um dia ela me surpreendeu com dois lindos seios de silicone adesivos. Ela sempre inovava no sexo. Uma noite, me surpreendeu dizendo que naquela noite a gente ia foder como lésbicas, mas ela ia tomar o controle. Estávamos as duas de lingerie, que ela escolheu: eu de rosa, conjunto completo — calcinha, sutiã, cinta-liga, meia e um baby doll transparente — e ela de preto. Ela me amarrou na cama, braços e pernas bem abertos de cada lado, e começou a me acariciar, me beijar, chupar meu pescoço, meu peito, passava a mão por cima da calcinha, enfiando até o cu, como se tivesse acariciando uma buceta. — Hoje você vai ser minha putinha — disse, chegando perto do meu ouvido. — Sim. — Quer ser? — Siiim. — Mesmo se não quisesse, você seria. Tô com você na minha mercê e vontade, bem amarrada. E quero ver se você é tão submissa e safada quanto aquelas travestis putinhas dos contos que lemos juntas. Continuou com o jogo, e eu me deixava fazer. Bom, não tinha outra opção, tava bem presa na cama. Ele brincou um pouco com a minha virilha, senti um dedo empurrando meu cu, reclamei na hora. Ele parou, pegou uma calcinha na gaveta e enfiou na minha boca, amarrou um lenço pra eu não conseguir tirar. Voltou com o dedo, não entrava direito, eu sentia uma pressão estranha. Pegou mais coisa na gaveta, passou um gel no meu cu e o dedo entrou sem esforço, depois um segundo dedo. Ficou uns minutos enfiando e tirando, foi buscar algo de novo na gaveta. — Olha que bonito, 18 cm pra minha putinha. Eu balançava a cabeça dizendo não, na minha frente tinha um consolo rosa em forma de pau. — Que pena que você tá amordaçada, porque primeiro podia chupar ele. Passou no meu rosto, esfregou nos meus lábios, pegou o gel da mesinha e passou nele, afastou minha calcinha e senti o frescor daquilo roçando meu cu. Começou a empurrar pra dentro, sentia entrando devagarzinho, minha boca amordaçada não deixava eu reclamar, só se ouvia: — Mmmmm, mmmmm. — Calma, relaxa, não tem outra opção, sei que você vai gostar. Ou você acha que na primeira vez que me comeu o cu eu não tava com medo? Tava, e muito, mas daqui a pouco você vai pedir mais. — Mmmmm, mmmmm. — Já tá metade dentro. Não era bem dor o que eu sentia, era uma sensação muito estranha, aquilo continuava entrando. — Viu, já tá toda dentro, não foi tão ruim assim, né? — Mmmmm, mmmmm. Ele começou a meter e tirar devagar, o incômodo ainda tava lá, mas a surpresa veio quando aquilo começou a vibrar e o incômodo virou prazer. — Você gostou, né, putinha, vejo na sua cara, até o brilho dos seus olhos mudou. Eu concordei com a cabeça. — Sabia, no final todas são iguais, quer que eu continue, né? Concordei de novo. Ele deixou enfiado vibrando e subiu beijando meu corpo devagar, parou nos peitos um tempo, subiu pelo pescoço até uma das orelhas. — Se eu soltar sua boca, você vai se comportar? Bem, isso se eu não quiser que você articule palavra alguma. Afirmei. Ela desamarrou a mordaça, liberou minha boca, e um forte suspiro escapou, seguido logo depois por gemidos. — Parece que minha putinha gostou do brinquedo novo. A pika não parava de vibrar dentro de mim, enquanto ela se dedicava a beijar minha boca. Com uma mão, foi desamarrando primeiro um braço, depois o outro, em seguida as pernas. Pegou o vibrador de novo e começou a entrar e sair, até que eu não aguentei mais e gozei. — Parece que minha vadiazinha molhou bem a calcinha. — Um pouco. — Só um pouco? Acho que você deixou ela toda encharcada, hahaha. Ela tirou o vibrador do meu cu, beijou meus lábios. — Fica aqui que já volto, e não tira a calcinha, quero você bem molhadinha até o final. Saiu do quarto com o vibrador na mão e voltou em menos de 2 minutos. — Agora é sua vez, sou toda sua. Comecei a percorrer o corpo dela com os lábios, primeiro o pescoço, a boca, desci devagar, me demorei nos peitos dela — não são muito grandes, mas deliciosos. Desci um pouco mais até minha cabeça se perder entre as pernas dela. A buceta estava bem molhada, eu a ouvia gemer. Passei um bom tempo saboreando os fluidos dela, subi de novo para beijá-la, me posicionei entre as pernas dela e, quando ia tirar a pika para foder, ela me parou. — Não, me fode com o vibrador. Somos sapatão, querido. Comecei a enfiar nele na buceta dela, enquanto a beijava igual uma louca. Aquela situação também me deixou bem excitada, e eu gozei de novo, depois de um orgasmo intenso que ela teve. — Deixa ele vibrando dentro e me beija, sua safada. Ela tirou o vibrador, que estava totalmente encharcado com os fluidos dela, e se posicionou como se tivesse uma pika. — Gostou da minha pika? — Sim. — Chupa ela. Chupei todos os sucos dela que estavam ali, e naquele dia o sexo acabou. Mas desde aquele dia, Manolito — foi assim que apelidamos o vibrador — passou a fazer parte das nossas brincadeiras. O dia a dia continuava entre nós duas. Ela adorava me fazer entrar em lojas cheias de garotas para revirar roupas, me deixando a Sozinhas, mas ela logo percebeu que eu também estava. María começou a trabalhar como voluntária numa associação contra o bullying, e lá conheceu muita gente, mas fez amizade mesmo com dois caras: Rafa, que com o tempo me disse que estava afim dela, mas que eu não me preocupasse com isso, embora ele fosse bem gostoso, ela me disse; e Luis, que estava lá pra ajudar garotos e garotas como ele, que sofriam bullying, assim como ele tinha sofrido. Num sábado que a gente tinha saído pra olhar lojas, eu tava de minissaia jeans, camiseta preta e meus saltinhos. Ao passar por uma perfumaria, ela ficou olhando. — Porra, viu que gostoso aquele cara da loja? — Gostoso e daí? — Daí que você vai comprar um negócio pra mim. Preciso de absorvente interno e você vai comprar pra mim. Você vai entrar, ir direto no cara, perguntar se eles têm e onde fica, e quando ele te falar, você vai dizer "valeu, gato". Era a primeira vez que ela me mandava ir direto num cara perguntar alguma coisa. — Pede você, se precisa. — Não, quero que seja você. Depois de discutir um pouco, acabei entrando. — Oi, desculpa, vocês têm absorvente interno? — Oi, tem sim, estão ali. — Valeu, gato. — De nada, gata. Acho que fiquei vermelha porque a cabeça tava pegando fogo. Peguei os que a María pediu, paguei pro cara e fui embora. — Mandou muito bem, Estrela. — Esse eu guardo pra mim. — Pois é, eu também, hahaha. Três semanas depois, ela me fez entrar de novo pra comprar um lápis de boca, batom vermelho e gloss, e claro, eu tinha que pedir conselho pro cara. Aliás, o cara era loiro, um pouco mais alto que eu, e olha que eu tava de salto. Embora não fosse muito musculoso, dava pra ver que malhava, tinha uns braços bonitos. E assim foi se repetindo essa operação toda vez que a gente saía só as minas: ela me fazia entrar pra comprar alguma coisa. A situação começou a me agradar, me dava tesão e uma certa excitação toda vez que eu falava com ele. Uma hora rímel, outra hora delineador, sombra, paleta de maquiagem, pó compacto, creme depilatório... cada vez uma coisa. O cara já me reconhecia. entrar e veio pra cima de mim, no dia que comprei o picolé, bem na hora de pagar quando já tava indo embora. —Ô gostosa, já que você é uma das minhas melhores clientes, podia me dizer como você se chama? — ele perguntou enquanto se aproximava. —Estrela. —Nome bonito, eu sou Luis. Ele chegou o rosto perto e me deu dois beijos, me virei pra ir embora, não esperava por aquilo. —Tchau. —Até mais, gata. A Maria tava parada na porta rindo. —No final ele vai acabar te pegando, —Que nada. Enquanto isso passava o tempo, a Maria um dia que me fez ficar de joelhos chupando o Manolito que tava entre as pernas dela começou a falar. —Tô te imaginando de joelhos na frente do seu consultor de maquiagem, bem, seu amiguinho, chupando a rola dele, e enchendo sua boca de porra, afffff fico com o cuzinho molhado só de pensar, pra depois te colocar de quatro e te dar uma boa foda. —Que imaginação hein. —Pois é, cê devia experimentar, te garanto que é muito melhor que esse treco aí. —Vai que depois eu gosto e te abandono. —Qualquer dia desses eu arrumo um encontro pra você com algum cara. —Ah para com essas bobagens. Cada vez ela falava mais do Luis nas nossas transas, no começo até me incomodava, mas com o tempo comecei a imaginar como seria uma experiência assim. As compras continuaram, dessa vez foram cílios postiços, unhas e esmalte vermelho. Uns dias antes do Natal e 3 dias depois do meu aniversário, num sábado pra ser mais exata, logo que acordamos. —Hoje quero que você tenha um dia muito especial pra comemorar seus 23 anos. —Fala aí. —Hoje à noite vamos sair pra comemorar e quero você muito mulher, quero você gostosa, quero que os homens te devorem com os olhos, então já pode ir tomar banho que tenho trabalho com você, quando terminar me avisa. Assim que terminei, sequei o cabelo com o secador sem passar pente e quando terminei de secar, meu cabelo liso tinha ganhado volume, borrifei spray e comecei a ondular com a chapinha, quando terminei mais spray ainda, deixou um modelado bem feminino, em seguida foi a vez das unhas, ela Enrosco minhas mãos. — Preciso que você coloque unhas postiças em mim. — Claro, quero você bem feminina. — Mas dá pra tirar depois, né? — Sim, não se preocupa. Ela colocou as que eu tinha comprado umas semanas antes. Mesmo tendo vontade, nunca tinha conseguido colocar unhas. Antes de cortá-las pra dar forma, deixou secar enquanto arrumava as dos meus pés e pintava de vermelho. Depois voltou pras das mãos, deu um acabamento reto e bem comprido. — Ei, não deixou muito compridas? — Qual nada, olha as minhas. — Pois eu acho grandes demais. — Se fosse pra deixar mais curtas, nem teria colocado. Ela pinta e decora algumas com brilhinhos. — Bom, primeira parte do dia vencida, vamos comer. Primeiros problemas: me senti toda desastrada pegando as coisas, que difícil usar unhas assim. Depois de comer, de volta à cadeira. Primeiro as sobrancelhas: passa um pente e começa a arrancar os pelinhos. Eu não via o que ela fazia. Elas foram modeladas e, por fim, pintadas. — Ei, você não tá exagerando? — Fica tranquila e deixa eu fazer. — Vamos ver onde isso vai dar. Agora foi pras cílios postiços, já bem colocados e com rímel. Depois disso, me olhando no espelho, nem precisava mais de maquiagem. Já tenho um rosto bem feminino, mas com as sobrancelhas e os cílios, ganhei um olhar sensual e sedutor. Aí veio a base, os olhos em tons escuros e, por fim, lábios vermelhos. — Maquiagem pronta, agora é hora de se vestir. Ela pegou a roupa que já tinha separado e colocou na cama: um kit completo. Um vestido vermelho que comprei e só tinha usado em casa — achava muito curto pra sair com ele. Do peito até o decote redondo é de renda, junto com mangas compridas. Lingerie vermelha com liga incluída, meia-calça preta e saltão preto. — Esse vestido é curto demais pra sair, e ainda com liga que vai aparecer as tiras. — Por isso escolhi. Você tem que ir feminina e provocante, fazendo os homens virarem a cabeça quando te verem. — A verdade é que você me deixou com... Uma intriga, não sei que buceta passou pela sua cabeça. Enquanto me vestia — que, por sinal, com essas unhas do caralho, até pra colocar a calcinha foi um parto e precisei da ajuda dela pra vestir quase tudo —, depois ela se vestiu e se maquiou. Tava parecida comigo, mas de preto, o vestido uns dois dedos mais comprido. Me surpreendeu que ela também colocou liga, porque ela não gosta muito de usar. Eu esperava sentada; de pé não dava pra ver, mas sentada dava pra ver as tiras. E, pra finalizar, brincos prateados, uma bolsa preta pequena e uma jaqueta preta na altura da cintura.

— Olha, Estrela, me veio um jogo na cabeça. Já que você adora jogar pôquer, hoje vai jogar uma partida bem diferente. Pega essas duas cartas e guarda na bolsa. Como você vai ver, são duas damas, exatamente como você e eu: um par de damas.

— Não tô entendendo.

— Vamos começar a tarde/noite sendo um par de damas. E, no decorrer da noite, podem entrar mais cartas. Você vai ter que jogar a partida: arriscar ou desistir.

— Ainda não entendi.

— Bom, você vai descobrir aos poucos. Vamos nessa.

Às 6 da tarde, saímos pra rua. Fomos pro centro. Logo percebi que aquele vestido ia me dar problema: ele ia subindo enquanto eu andava e deixava a tira da liga à mostra, e eu tinha que ficar puxando ele pra baixo toda hora. A verdade é que parecíamos duas putonas. Pela rua que ela pegou, vi na hora que estávamos indo direto pra perfumaria. Antes de chegar, ela disse que precisava comprar. O que eu ainda não sabia é que aquele dia ia virar minha vida de cabeça pra baixo.

— Oi, Luís.

— Oi, Estrela. De novo aqui? Porra, menina, como você tá gostosa hoje.

— Obrigada.

— O que você quer hoje?

— Tenho um encontro e quero um perfume bom pra usar.

— Beleza, qual você procura?

— Queria que você me aconselhasse.

— Deixa eu pensar... Já sei. O que eu mais gosto pra você é esse Classique X, da Jean Paul Gaultier.

Ele pegou um cartãozinho e me deu pra cheirar.

— Gostou?

— Sim.

— Então vem, me segue.

Ele me levou pra parte de trás da loja e passou o perfume atrás das minhas orelhas. pescoço e nos pulsos. — fui eu que convidei pro perfume, e o encontro comigo pra quando. — não sei. — espero que seja logo. — bom, tenho que ir. A gente se deu dois beijos na porta e no ouvido, me segurando pelo ombro, ele sussurrou: — espero te ver logo, bombom. Lá fora, Maria me esperava, olhando como sempre. — e o perfume, não pegou? — ele não passou o que mais gosta, e disse que era convite dele. — deixa eu ver, chega aqui, hummm, que cheiro bom. — é, cheira muito bem. — ei, e o que ele te falou no ouvido? — que espera ter um encontro comigo logo. — huuuuum, parece que você deixou ele doidinho. — acho que sim, a gente devia parar de vir. — isso quem decide sou eu. Acho que vocês já perceberam que sou bem submissa e acabo aceitando todas as confusões que a Maria me mete, e não vou negar que eu gosto. A gente jantou numa pizzaria, depois ela me levou pra um lugar, era perto da meia-noite, nunca tinha ido lá. Assim que entrei, olhei pra vários lados, parada. — tão ali. — quem? — vamos, vou te apresentar um amigo que marquei de encontrar. Ela puxou minha mão pra lá, eu cumprimentei um homem com dois beijos. — olha, Rafa, essa é minha amiga Estrela, ele é o Rafa da Associação. Só apertei a mão dele, não esperava por aquilo, que ela tivesse marcado com um cara, mas as surpresas não tinham acabado. Maria estendeu a mão e puxou alguém na minha direção, colocando na minha frente. — e o Luís não vou te apresentar porque você já tá flertando com ele faz um tempo. Porra, eu tinha o Luís na minha frente, acho que até meu coração parou, porque ele me deu dois beijos e eu nem me mexi, só senti um ardor subindo pelo peito. — viu? sabia que a gente ia ter um encontro logo — ele sussurrou no meu ouvido. Quando reagi, olhei pra Maria, fazendo um gesto com a cabeça, perguntando o que era aquilo. Ela me pegou pela mão e me puxou pro fundo do lugar, me enfiando no banheiro. — te falei que ia arrumar um encontro com um cara pra você. — mas por quê? — já te disse, uma fantasia. — você é maluca, tia, não vai me dizer que vou realizar a porra da sua fantasia. — nunca. Isso depende de você. Por enquanto, eu gostaria que você encarasse a noite como qualquer outra e aproveitasse pra sair como mulher, tomar uns drinks com uns amigos e dar uma dançada. — Vale, mas no primeiro sinal de que um dos dois tentar alguma coisa, eu vou embora. — Combinado. Pode ficar tranquila com o Rafa. Já o Luis, talvez seja um pouco mais perigoso pra você. Ele é bissexual, então pode se interessar por você tanto como homem quanto como mulher. — O que você tá dizendo? — Que não precisa se preocupar, não vai rolar nada. Ah, e toma mais duas cartas: dois reis. Agora temos um par duplo. Ainda tá jogando? — Bom, a gente vê. Voltamos pra eles, ficamos bebendo um pouco. No começo, eu não falava nada, só ouvia eles conversando sobre os assuntos da Associação. Até que o Luis começou a puxar papo comigo sobre coisas bestas. O lugar foi enchendo aos poucos, e já quase não cabia mais ninguém. Eu fui me animando com os dois cubas-libres que já tinha tomado e comecei a dar umas risadas com o Luis, mesmo mantendo uma certa distância. Mas com a música alta e a multidão, eu acabava ficando bem colada nele. De vez em quando, sentia o braço dele na minha cintura enquanto ele falava, aproximando a boca do meu ouvido. No começo, me sentia incomodada com o braço dele e afastava. Aos poucos, fui deixando de me importar, me senti à vontade e acabei deixando o braço ali. A Maria continuava conversando animadamente com o Rafa e de vez em quando me olhava e sorria. Dava pra ver que ela tava adorando ver o Luis me deixando entretida, mas o que mais devia excitá-la era ver ele me segurando. Ele me explicou que era psicólogo, mas por enquanto tocava o negócio da família, a perfumaria, e na Associação colaborava como psicólogo. Depois do segundo cuba-libre, eles sugeriram ir pra outro lugar que o Rafa conhecia, mais tranquilo, com menos barulho. Nesse aqui, além de não caber mais ninguém, não tinha lugar pra sentar, e dava pra conversar melhor. Na rua, tava um frio danado, e com aquele vestido eu tava congelando. O Luis ia do meu lado, conversando comigo. — Espero que a gente chegue logo, tô congelando. — 10 minutos. — disse Rafa. Finalmente chegamos ao local, entramos. A iluminação era baixa, praticamente só tinha casais, a música mais tranquila. Procuramos onde sentar. Eles dois ficaram lá e nós fomos ao banheiro. — Que isso, Estrela, tá bem com o Luis, né? — Sim. — Já vi, já. Como você ri com ele, e como deixa ele te pegar na cintura e se encostar nele. — É pra conversar melhor. — Claro que é isso. Não vai ser que você tá afim dele e não quer admitir. — Ah, cala a boca, cala a boca. Voltamos pra eles e nós sentamos no meio dos dois, num sofá que rodeava a mesa por três lados. No fundo tinha uma pista de dança quadrada pequena, com vários casais dançando. Pedi um San Francisco e continuamos conversando, agora os quatro, por um bom tempo. — E se a gente dançar um pouco? — disse Maria. Olhei pra pista: tinha três casais dançando bem colados e se beijando. A música convidava pra isso, era lenta e tranquila, e era o único jeito de dançar aquilo. — Na real, não tô a fim — respondi. — Qual é, se anima. Luis, chama a Estrela pra dançar. — Sério, não tô com vontade. — Faz por mim, por favor. Aproveita a noite, provavelmente vai ser uma das nossas últimas noites assim — Maria sussurrou no meu ouvido. — Aconteceu alguma coisa? — Nada de ruim, não se preocupa. Quando chegarmos em casa, te conto. — Tá bom, vamos dançar. Luis me ofereceu a mão pra me ajudar a levantar, e fomos até a pista. Reparei como os casais estavam se segurando. Luis me pegou pela cintura, coloquei uma mão no ombro dele e a outra no peito pra não ficar muito colada. Senti que o cara tinha um peitoral bonito, e começamos a dançar devagar. — Gostei muito do seu perfume. — Que esperto você é, se foi você quem escolheu. — Kkkk. — E não só isso, toda a maquiagem que tô usando é sua, você escolheu. Que babacas vocês são, Maria e você me enganaram entre os dois. — Pois é, tudo foi tramado e escolhido entre nós dois, até a calcinha. — O quê, isso também? — Não, é brincadeira, kkkk, mas tenho certeza que é vermelha. — E como você tem tanta certeza? — Pela cor da cinta-liga, que eu vi. vi você ao sentar. —pois é, é vermelha. —conversei muito com a Maria sobre você e queria te perguntar umas coisas como psicólogo, depois de te conhecer fui observando seu comportamento e hoje tirei algumas conclusões. —pergunta. —quero que seja sincera nas suas respostas, combinado. —sim. —o que prefere, saia ou calça. —saia. —sapato de homem ou salto alto. —salto alto. —cueca boxer ou lingerie de renda. —lingerie de renda. —você gosta de homens. —não. —eu acho que sim, mas você não quer assumir, vou te explicar seu comportamento esta noite, no primeiro bar te peguei pela cintura, na primeira vez você tirou meu braço e se afastou um pouco de mim, te notei desconfortável, na segunda você afastou meu braço de novo, na seguinte você deixou ele ali, te segurei um pouco mais forte e você mesma buscou o contato comigo, se sentia confortável, verdade ou não. —não sei. —vou ver se tiro suas dúvidas agora, te peguei pra dançar, você colocou um braço no meu ombro e uma mão no meu peito, marcando uma certa separação entre nós dois e uma certa tensão, estamos dançando há 10 minutos só enquanto conversamos, sua mão do peito passou pro meu ombro, e chegou até lá percorrendo meu peito e ombro com um carinho sensual e você está mais colada em mim, certo. Fiquei pensando por uns segundos. —sim. —agora fecha os olhos e relaxa. —sim. —você está confortável. —sim. —estar assim comigo te faz sentir, como vou te dizer, feminina, por exemplo. —sim. —agora vou te dar a conclusão que cheguei, você gosta de se vestir como garota, porque mesmo que você ainda não saiba, você é uma garota, age como garota e pensa como garota, você deveria pensar nisso, dar um passo à frente e viver a vida que você quer viver, ou seja, como garota sempre, Estrela, você é transexual, e eu me ofereço pra te ajudar se você quiser. —como você chegou a essa conclusão tão rápido. —com o que a Maria me contou e o que eu vi, é mais que suficiente, ah, e mais uma coisa, saiba que você é uma garota linda pra caralho. —obrigada. Fiquei pensativa enquanto Nós dançávamos. — Preciso beber algo — falei pra ele. — É, eu também, deixa que eu pago. Fomos até o bar, pedi outro San Francisco e ele um gin tônica, voltamos pro lugar onde a gente tinha sentado. Maria continuava dançando com Rafa, e dava pra ver que estavam conversando animadamente. Eu, porém, tava pensativa. Agora entendia muitas coisas, ou pelo menos achava que tava começando a entender. Meu gosto por tudo que é feminino, minhas relações com Maria... Quando era moleque, nunca consegui ter uma ereção nem transar com ela, sempre tive pelo menos de calcinha. As minas não me excitavam. Mas, por outro lado, nunca parei pra pensar se eu gostava de caras. Também nunca tinha reparado em nenhum. Minha cabeça tava a mil. Claro, até a Maria colocar o Luis na minha frente. Ele devia ser o primeiro cara que, sem eu perceber, eu realmente gostava. Agora entendia por que meu coração acelerava toda vez que eu via ele, por que ficava nervosa quando ia na loja e ele tava na minha frente. Tava imersa nos meus pensamentos quando o Luis quebrou o silêncio. — Estrela, no que cê tá pensando? — No que você me falou. — E tá tirando alguma conclusão? — Sim, que quero que você me tire pra dançar de novo. — Vamos — ele estendeu o braço, me oferecendo a mão. Peguei a mão dele, e ele me levou até a pista. Coloquei minhas mãos nos ombros dele, me encostei bem nele, senti os braços fortes dele me segurando pela cintura. Começamos a dançar devagar. Durante a música, fui fechando meus braços em volta do pescoço dele. — Obrigada, Luis. Você abriu meus olhos. — De nada, tô aqui pro que você precisar. Virei um pouco a cabeça e dei um beijo suave na bochecha dele, e logo em seguida outro. No terceiro, busquei os lábios dele. O beijo foi correspondido, e nossos lábios se selaram por um tempão. Tive a sensação de que tudo ao redor desaparecia, e éramos só eu e ele. Me senti feliz pra caralho, uma felicidade imensa percorreu meu corpo. Aquele beijo e me sentir abraçada pelo Luis daquele jeito tiraram um peso que eu carregava sem saber há muitos anos. A excitação que senti com aquele beijo é... Indescritível, não sei quanto tempo durou, tive a sensação de que o tempo tinha parado. Gozei, o beijo e apoiei minha cabeça no Luis, e foi aí que vi a María com o celular na mão gravando a cena e sorrindo. A excitação depois do beijo foi tanta que tive que sair correndo pro banheiro pra não mijar nas calças. Quando saí do banheiro, lá estava a María na frente do espelho me esperando. A primeira coisa que pensei foi que ela tava brava. — Me desculpa, María, não... — Shiii — ela me calou colocando a mão na minha boca — isso eu provoquei, é o que eu tava procurando essa noite, senão hoje, outra hora, mas mais cedo ou mais tarde esse momento ia chegar. Além disso, acho que você gosta do Luis, né? — Acho que sim, mas é porque você não me ama mais? — É por isso que eu faço, porque te amo, e vou ser breve porque lá fora tem um cara te esperando. Por enquanto, essa noite. Amanhã, não sei o que vai rolar. Conversei muito com o Luis sobre você, seu caso, mostrei fotos suas. Antes de você ir pela primeira vez na perfumaria, ele já tinha te visto na rua, te viu dançando, estudava seu comportamento. Ele me explicava as conclusões que tirava sobre você, que são as mesmas que ele deve ter te explicado hoje à noite. Ele disse que queria te conhecer, se não fosse um problema pra mim, que você gostava dele. No começo eu disse que não, porque tinha medo de te perder, mas depois de tudo que ele me explicou, pensei que era o melhor. Se ele tivesse razão, ele te ajudaria a ser feliz, e aí montamos as idas à perfumaria. Eu sabia que se eu pedisse pra você entrar pra comprar alguma coisa, você entraria, porque você gosta dessas situações, te dá tesão. Depois do dia que ele te deu dois beijos, pensei que você não ia querer entrar mais, mas voltamos e você entrou de novo. Em vez de ficar mais calma, cada vez você ficava mais nervosa na frente dele. Te colocamos à prova. Teve dias que passamos na frente sem fazer você entrar. Ele sabia quando a gente ia passar, mas fingia que não te via. Você, ao passar, procurava ele com o olhar. Outro dia passamos, ele estava encostado na porta, olhando pra você. Você levantou a Cara, e você cumprimentou ele, ele fingiu que não te viu e a gente seguiu em frente, você se virou nervosa várias vezes procurando ele com o olhar, aí confirmamos que ele te atraía e assim até hoje, e para de me enrolar, então mexe essa bunda e volta pro Luis. — Só você mesmo pra pensar nisso — e dei um beijo na boca dela. — Vamos logo, e esses beijos você dá é pra ele. — Tem certeza disso? — Claro que sim. Voltamos pra perto deles, sentei do lado do Luis, que passou o braço por trás me puxando pra perto dele, apoiei a cabeça no ombro dele e ele não demorou pra procurar minha boca, me acomodei bem coladinha nele e comecei a acariciar o peito dele com as mãos, uma das mãos dele percorria minhas pernas subindo até chegar na bunda, sentia a mão dele acariciando enquanto eu continuava no peito dele, quanto mais eu acariciava, mais feminina eu me sentia e mais tesão eu ficava, ele mudou minha posição, me sentei de pernas abertas em cima dele de frente pra ele, foi quando vi a Maria enrolada com o Rafa, mas eu segui na minha, me agarrei no pescoço do Luis pronta pra continuar saboreando a língua dele, as duas mãos dele apertavam bem minha bunda, eu tava super excitada, minhas mãos se moviam sozinhas como se eu não tivesse controle, percorrendo o corpo dele, uma delas desceu até a virilha e comecei a acariciar o pau dele por cima da calça, tava bem duro, ele continuava me acariciando as coxas e a bunda, uma das mãos subiu até meus peitos e apertava com força, mesmo sendo silicone, aquilo me fazia me sentir toda uma menina, eu ia acariciando e segurando o pau dele por cima da calça até que ele me parou. — Calma, Estrela, vai acabar fazendo eu gozar aqui. Eu ia continuar, mas minha calcinha tava toda molhada, já tinha gozado uma vez. Uns 10 minutos depois, a Maria perguntou se a gente já ia embora. — Vale, mas primeiro preciso ir no banheiro. — Vou com você. Lá dentro. — Maria, você tem lenço umedecido? — Pra quê? — Pra me limpar um pouco. Quando eu abaixei a calcinha. — Uffff, parece que o Luis te deixou bem gostosa, você tá toda molhada hahaha. - Para de rir.
- É que me dá graça, mas é normal você estar assim, acontece com todas nós, a excitação leva a isso.
- Imagino, mas não ri.
- Tá bom, mas anda logo e me deixa fazer xixi.

Quando saí, já estavam esperando em pé. Luis segurava minha jaqueta na mão e me ajudou a vestir. Pegou minha mão e saímos pra rua. O frio, que não passava de 8 ou 10 graus, subiu pelas minhas pernas e eu sentia ainda mais a umidade da calcinha na minha entreperna. Eu tremia, e Luis me puxou pela cintura. Eu me encostei nele, buscando o calor dele. Estava gelada, mas me sentia feliz, sem nem procurar. Acho que tinha encontrado uma resposta e o que podia marcar meu futuro. Se não fosse por eles, e principalmente pela María, que tinha se empenhado em me arrumar um cara pra me abrir um novo caminho — que com certeza mais cedo ou mais tarde chegaria, mas foi naquele momento. Também pensei no que ia rolar entre mim e a María. Assim, entre pensamentos e uns beijos pelo caminho, chegamos no apartamento do Rafa, que era o próximo destino. Pelo que a María me disse, a gente ia tomar a última lá, mas eu já tinha certeza de que iam me dar a primeira: meu primeiro tesão. Não vou negar que senti um medinho ao chegar, mas por outro lado, minha mente fazia eu desejar aquilo. Era um loft bem pequeno: um quarto, uma sala com a cozinha junto, um banheiro pequeno e dois sofás individuais.

Luis sentou e me sentou no colo dele. Não perdeu tempo: colocou uma das mãos nas minhas pernas. Eu me agarrei no pescoço dele e a gente colou os lábios de novo. Uma das minhas mãos percorria o peito dele. Não sei por que, mas aquele peito me atraía. Desabotoei os botões um por um e continuei acariciando ele, já com o peitoral nu. Minha bunda ficava em cima da entreperna dele, e eu sentia o pau crescendo. Ele tirou meu vestido. As mãos dele começaram a percorrer meu corpo enquanto continuava comendo minha boca e enfiando a língua até a garganta. Tirei a camisa dele como pude. Eu me deliciava com o torso dele. Enfiou uma mão por um lado da calcinha, me agarrava a bunda com força, senti um dedo tentando abrir caminho dentro de mim, dei um pulinho ao sentir. — Relaxa, gatinha. Tentou de novo, mas custou a entrar e desistiu. Me levantou como se fosse uma bonequinha, me senti pequena e delicada nos braços dele. Me sentou na frente dele e levou minhas mãos até a braguilha, acariciei por cima, desabotoei os botões e abaixei a calça. Dava pra ver um belo volume por baixo da cueca. Passei a mão de novo por cima, agora sim senti a dureza. Parecia grande, embora eu não entendesse de medida de pica. A minha tem uns 15 cm e já me parecia grande, mas aquela era maior. A ponta apareceu por cima da cueca, olhei pra ele e puxei a cueca pra baixo, e apareceu a uns 5 centímetros do meu rosto um pau totalmente duro. Era um pouco maior que o Manolito. Peguei com uma mão e comecei a masturbar ele. O cheirinho que ele soltava me invadia. Olhei nos olhos dele e aproximei a boca. Não sabia como fazer, se ia gostar. Fiquei na dúvida por uns segundos, mas passei os lábios pela ponta um pouco, um pouquinho mais, até que me ajoelhei e acabei enfiando ele inteiro na boca. Quanto mais chupava e mais a boca ficava cheia de líquido, mais eu gostava. Chupei a ponta, me entretive com ela, foi o que mais gostei de fazer, como se chupasse um sorvete. Olhava pra ele enquanto fazia, me sentia uma putinha, como a Maria me chamava, toda uma vagabunda gulosa. Tava de costas pra Maria e não conseguia ver ela, mas pelo barulho que ela fazia, tava chupando o Rafa também. Imaginar ela assim me deixava ainda mais tesuda. Acabei passando a língua por ele todo por fora, da base até as bolas, dos lábios até a garganta, mais rápido, mais devagar, sugando a ponta. — Hummm, vou gozar. Acelerei os movimentos. Como a Maria tinha me dito uma vez, uma boa putinha tem que receber a gozada do macho na boca e na cara. Então, como uma boa putinha... Recebi tudo na boca e um pouco no rosto, com uns engasgos aqui e ali. Luis me levantou segurando meu queixo, passou o dedo no meu rosto, juntou todo o sêmen que tinha espalhado e foi colocando de volta na minha boca, e eu chupei o dedo dele com provocação. Ainda tinha resto de sêmen na boca quando Luis me beijou, enquanto eu sentia ele procurando algo com uma mão. Ele me sentou no sofá, e vi que Maria continuava chupando. Luis colocou uma camisinha, pegou mais uma coisa, lubrificante. Me colocou de quatro, afastou minha calcinha pra um lado e besuntou meu cu. Primeiro enfiou um dedo, que entrou fácil, depois dois, que custaram um pouco mais, doeu um pouco. Ele segurou meu quadril com uma mão e eu senti algo que não era um dedo começando a abrir caminho pra dentro, devagar mas com facilidade. Não vou negar que doeu, mas Luis fez com muita delicadeza. Começou a meter e tirar, devagar no começo e cada vez mais rápido. Eu comecei a gemer igual uma louca, e não só isso, soltava uns gritinhos bem femininos. Olhei pra trás, abaixando a cabeça, queria ver Luis me penetrando, e foi quando vi Maria de pé, apoiada no sofá, de costas pro Rafa, de pernas abertas, recebendo com certeza uma bela foda igual a minha. Ela já tava olhando como Luis me tinha de quatro, recebendo as estocadas dele. Ela sorriu pra mim, a fantasia dela tinha se realizado. Bom, ela tinha proposto e conseguiu. O par de moças que tinha saído de casa na tarde anterior tinha virado um par de putas bem empaladas por uma boa pica. Luis me virou, me colocou de barriga pra cima como deu no sofá pequeno, abriu bem minhas pernas e meteu tudo de novo. A cada estocada eu sentia os ovos dele batendo em mim. Agora eu via ele de frente, via o corpo dele, o vai e vem, via ele aproveitando e isso me fazia aproveitar também. Luis tinha me feito mulher, e era assim que eu me sentia. Eu gemia, gritava e soluçava ao mesmo tempo. Ele deu umas 4 ou 5 estocadas fortes e eu soube que... Ele tinha gozado, deixou dentro e se jogou em cima de mim, me dando um beijo suave nos lábios. — Foi incrível, gatinha. Me chamar de gatinha daquele jeito tão sensual que ele falou, eu adorei, ainda extasiada respondi com um simples: — Siiim. Mais um tempinho de beijos e ele terminou de tirar, sentou no chão entre minhas pernas que ainda estavam bem abertas. Maria e Rafa já tinham terminado fazia um tempo. Levantei pra ir ao banheiro, queria me lavar um pouco. Não sei quantas vezes gozei, estava toda melada, minhas pernas tremiam ao levantar e eu mal conseguia andar, sentia uma dor no cu. Me limpei o melhor que pude, me vesti. Eram quase 6 da manhã e achamos que era hora de voltar pra casa. Luis nos acompanhou parte do caminho, me deu um amasso de despedida. — Vou te ver de novo, estrela. — Sei lá, é possível. — Beleza. Ainda faltavam uns 20 minutos até em casa pra nós duas, minha bunda doía um pouco e, sinceramente, eu não tava andando muito bem por causa do incômodo, e ainda por cima me irritava estar de calcinha molhada. A primeira coisa que fiz quando cheguei em casa foi tomar um banho. Me deitei na cama junto com a Maria. — Então, conta, como foi sua noite com o Luis? — O que você quer que eu conte, se viu tudo? — Gostou? — Sim, mas agora minha bunda tá doendo. — Não me admira, que transa violenta que ele te deu, se você visse a cara de safada que você tava. — E você com o Rafa, hein? Parece que você gosta daquele cara. — Tá com ciúmes? — Sei lá, mas responde: você gosta? — Ele não é ruim, mas não gosto dele. Mas não ia deixar você foder sozinha. — Certeza que você não gosta. — Que nada, eu gosto é de você. Embora o Luis seja muito, mas muito gostoso, que inveja de você. — Vai ver que é você que tá com ciúmes. — Não, e se tivesse, teria que aguentar, fui eu que provoquei isso. Ela me beijou nos lábios. — E agora tenho uma última surpresa pra você. — Qual? Ela abriu a gaveta do criado-mudo e tirou algo que escondeu entre as mãos. — Fecha os olhos. Fechei os olhos e ela colocou algo na minha mão. — Pode olhar agora. Era um preditor. — E isso não me diga que... — Sim, tô grávida. — Mas desde quando você sabe? Por que não me contou antes? — Só faz uma semana, desculpa, mas se eu tivesse te contado, acho que não teria rolado o que rolou essa noite, e a gente passou muito tempo planejando isso, eu e o Luis. Tava nervosa, não sabia se abraçava ela, beijava ou dava um tapa por não ter me contado, mas por outro lado tava feliz porque talvez ela tivesse razão e nada do que aconteceu teria rolado, e ali eu descobri que tinha mais de mulher do que eu imaginava. Meu gosto agora eu já sabia que não era só pela roupa, mas também pelos caras, ou pelo menos pelo Luis, que tinha tirado a gostosa que tava escondida. E foi com esse pensamento que a gente dormiu, as duas abraçadas.

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