Já fazia quase 2 meses desde o que rolou com a minha prima, quase não tinha falado com ela de novo, só sabia alguma coisa pelo grupo do WhatsApp que ainda tava lá dentro, eu não costumava falar, a não ser que às vezes perguntavam por mim, mas respondia com mensagens bem curtas até que em meados de outubro recebi uma mensagem dela no meu WhatsApp privado. — "Oi priminha, como cê tá?" — "Bem." — "Ó, olha só, daqui a 3 semanas é o aniversário da Isa e a gente alugou uma casa na serra pra comemorar, e vamos todas com nossos namorados, e claro, o coitado do Ramon não vai ficar sozinho." — "Pode esquecer, não contem comigo." — "Claro que conto sim." — "Então esquece." — "Bom, como você quiser, mas aguenta as consequências." — "Que consequências?" Ela não respondeu mais, eu tava no meu quarto e minha mãe entrou. — "Ó, isso aqui você não tinha me contado." — "O quê?" — "Que a Eva tinha te vestido de menina." Ela me mostrou o celular, tinha mandado 2 fotos minhas, uma do primeiro dia com o vestidinho rosa e outra com a jaqueta jeans, eu morri de vergonha na hora. — "Olha tia, que priminha mais gostosa que eu tenho." — "E essas fotos, de onde saíram?" — "É o Javi, desse verão." — "É, já percebi, mas o que ele tá fazendo vestido assim?" — "Nada, a gente tava entediada com minhas amigas e convencemos ele a se vestir, e agora vi na minha galeria e mandei pra você ver como ele tava lindo." — "Hahaha, é, tava lindo mesmo." — "Bom, um beijo tia, vou nessa." — "Tchau." — "Então mãe, já te explicou tudo." — "Puta merda com sua prima, mas cê tava bem gostosa mesmo." — "Tá bom." Minha mãe não deu mais importância e foi embora, corri pegar meu celular e mandei um WhatsApp pra Eva. — "Como você teve a cara de pau de mandar essas fotos pra minha mãe?" — "Te falei, aguenta as consequências." — "Safada." — "É, eu sei que sou, mas você vai ser de novo, porque vai vir com a gente se não quiser que eu mande uma sua beijando o Ramon, vai vir, né?" — "Porra, você venceu." — "Viu como não custa nada se entender?" — "É." — "Bom, a gente se vê logo, priminha, hahaha. — "Que jeito, né?" As três semanas passaram voando. Preparei minha bolsa com roupas que não ia usar naquele fim de semana — minha prima ia ter outra pronta pra mim. Peguei o trem e em uma hora já tava na casa dela. Comi com minha tia e ela, e assim que terminamos, fomos pra casa da Laura. Lá, me pentearam, me maquiaram, me colocaram uma minissaia branca, uma camiseta preta de manga longa, roupa íntima branca, meia-calça clara e sapatos pretos. — Já tá pronta. Tira a roupa da sua bolsa e guarda essa que é pra você. Em cima da cama tinha várias calcinhas, sutiãs, meias, um par de saias, um vestido preto, uma camisolinha vinho e um tênis branco e rosa. Guardei tudo na minha bolsa. — Pra que tanta roupa pra dois dias? — Nunca se sabe, Mônica. Pouco depois, recebemos uma mensagem dizendo que os caras já tavam nos esperando. — Vamos, meninas, os caras tão esperando lá embaixo. Elas começaram a vestir as jaquetas. — Pô, Mônica, esqueci uma jaqueta pra você. Laura, não tem uma pra emprestar pra ela? Ela tirou do armário uma bege, comprida, com pelo no colarinho e capuz. Na rua, quando me encontrei com Ramon, ele chegou perto, me pegou pela cintura, me puxou pra perto dele e me comeu a boca. — Como que minha mina tá? — Bem. — Vamos, gata, você vem comigo. Nos dividimos em quatro carros. Eu fui de carona com Ramon. A viagem durou quase três horas. Durante o trajeto, ele foi passando a mão nas minhas pernas. A sensação que eu sentia era gostosa — sentia a mão dele por cima da meia. Chegamos já de noite. Depois de nos instalarmos na casa, eu ia dormir com Ramon no mesmo quarto que minha prima — eram duas camas pequenas. Fomos dar uma volta pela cidade. Tava muito frio, eu tava congelando com aquela minissaia, o que fazia com que, como Ramon me levava abraçada, eu me grudasse mais nele. Procuramos um lugar pra tomar alguma coisa e jantar. Não foi difícil — só tinha dois restaurantes. Depois de jantar, apesar do frio, sentamos do lado de fora pra tomar umas cervejas e fumar um baseado. Não saímos de lá muito tarde. Mas em casa a gente continuou a festa com mais bebida e um pouco de música. O ponto alegre que eu tava me deixou toda carinhosa com o Ramon. Eu tava sentada do lado dele, ele me segurava por trás e minha cabeça descansava no ombro dele. Me sentia confortável e de vez em quando oferecia minha boca pra ele, e a gente se beijava. Lá pra 1h a gente foi pra cama. Coloquei a camisola e ele entrou de cueca na cama. Mesmo a casa estando numa temperatura agradável, a cama tava gelada. Quando me deitei, me grudei no Ramon procurando o calor dele. Ele me abraçou, segurando minha barriga, e não demorou nada pra começar a me acariciar. Eu continuava bem colada nele. Ele foi me tocando os peitos falsos de espuma, afastou meu cabelo e foi beijando meu pescoço. Eu sentia o pau dele colado na minha bunda, crescendo devagar. Eu deixava ele fazer enquanto, na penumbra do quarto, via as silhuetas da Eva e do namorado dela se esfregando na cama. Enquanto isso, ele continuava com os beijos e carícias, e eu cada vez mais mole. Só precisei virar um pouco a cabeça pra buscar os lábios dele e juntar os nossos num beijo sensual. Me virei, apoiando uma das mãos no peito dele, comecei a percorrer cada centímetro, cada vez mais pra baixo. Enquanto isso, ele já tinha levantado minha camisola e tava segurando minha bunda com força, e eu já tinha o pacote dele na mão, acariciando por cima da cueca. Enfiei a mão por dentro, agarrei e comecei a bater uma pra ele. Desci pelo pescoço dele, passando os lábios, o peito, a barriga. Me distraí chupando a base do pau, enquanto continuava a masturbação. Enfiei um ovo na boca, depois o outro. Ele, enquanto isso, continuava amassando minha bunda por cima da calcinha. Passei a língua pelo pau inteiro até chegar na ponta, comecei a chupar como se fosse um sorvete. Queria aproveitar cada dobra, cada milímetro. Meus lábios percorreram ele inteiro de cima pra baixo, de baixo pra cima. Acelerava, diminuía, acelerava de novo. Minha boca ficou cheia do líquido escorregadio do pré-gozo. Já tava desejando que ele me enchesse toda. Boceta gulosa de porra quentinha, acelerei sem parar, sabia que o momento ia chegar, ouvia a respiração dela ofegante, isso me deixava mais puta. A mão dela já tava debaixo da minha calcinha, acariciou meu pintinho pequeno, senti uma pressão no meu cu, um dedo abrindo caminho. Era uma sensação estranha, cada vez sentia ele mais pra dentro. Eu continuava concentrada na minha tarefa, acho que já tinha o dedo enfiado até o fundo. Me deu uma sensação de derreter quando começou um vai e vem contínuo, tava totalmente entregue. E foi quando minha boca encheu de porra, engoli o que dava, o que não dava fui resgatando com a língua. Mesmo no escuro, deixei ela bem limpinha. Rastejei pra cima até a altura da orelha dela sem soltar a pika da minha mão. — É, eu gosto da sua pika. — Ehh, cê tá dizendo o quê? Ahh, sim. — Sim, me deixa louca. — Hummm, então vou te dar mais pika. Na minha mão, ela cresceu de novo e ficou bem dura. Estendi a mão, procurei alguma coisa, ouvi um barulhinho, deduzi que era uma camisinha. Eu continuava agarrada nela, não queria soltar. Ela afastou minha mão e colocou a camisinha. Já sabia o que vinha, senti medo, mas ao mesmo tempo desejava. Me virei, ela abriu minhas pernas, me colocou de quatro, afastou um pouco minha calcinha, senti a ponta no meu cu e como começou a abrir caminho devagar. Sentia uma dor misturada com outra sensação que não saberia descrever. Me agarrei no travesseiro, mordendo ele. Ela foi enfiando com cuidado, parava, tirava um pouco, enfiava de novo mais um pouco, até que a barriga dela bateu na minha. Começou a meter e tirar, a dor foi se transformando em prazer aos poucos. Ao mesmo tempo, eu gemia e dava uns gritinhos. Ela tirou, me colocou de barriga pra cima, se meteu entre minhas pernas e enfiou de novo enquanto me beijava. — Assim, minha menina gosta da minha pika. — Siiim. — Se não gostar, eu paro. — Nãao, se parar agora, te mato. — Kkkk, safada. — Siiim. Ela me comeu uns 10 minutos, mais ou menos. Gozei umas 2 vezes, pelo menos. Quando ela gozou, ficou um tempinho com ela dentro, deitada em cima de mim. Eu tava Exausta, toda suada, me joguei de lado e abracei ele. Tive que ajeitar minha calcinha, uma parte tinha ficado enfiada na minha rachinha do cu. Senti que elas estavam encharcadas. Ficamos assim um tempão até ele ir pro banheiro. Eu me toquei na entreperna, e sim, tava toda molhada. Depois dele, fui eu. Peguei umas calcinhas limpas e fui me lavar e trocar. Tinha acabado de fechar a porta quando bateram. — Priminha, posso entrar? — Pode. — Putz, que foda da porra que te deram, vadiazinha. — Foi incrível. — Conta, conta, como foi? Você gostou? — Ah, não sei como foi, só me deixei levar. — Mas você gostou? — Sim. — Não acredito, quem diria que no final o Ramon ia acabar te comendo. — Nem eu, mas isso eu devo a você, obrigada, Eva. Hoje eu tirei muitas dúvidas que tinha. — Ah é? Que dúvidas? — Muitas. Eu gosto de me vestir assim, gosto quando o Ramon me chama de "minha menina", gosto de como ele me trata, gosto de como ele me beija. Percebi que gosto de ser garota. Me abracei nela, agradecendo. Comecei a me lavar. Minha calcinha tava toda melada da minha gozada e até com um pouco de sangue. Enquanto me lavava, minha prima sentou e fez xixi na minha frente. Troquei de calcinha e depois fui eu que sentei como uma mocinha — era a primeira vez que fazia assim. Me excitou ver a calcinha abaixada até os joelhos, segurando a camisola na cintura, e depois de terminar, subi ela de novo. Fomos as duas juntas até o quarto. Antes de entrar, ela me deu um beijo na bochecha e cada uma foi pra sua cama. Me ajeitei, o Ramon me abraçou e eu me encostei nele. Ele me deu um último beijo na boca. — Boa noite, minha menina. — Boa noite, Ramon. E assim eu dormi. De manhã, depois de tomar café, a Eva queria falar comigo. — Mônica, te devo desculpas. Passei muito dos limites com você e me desculpa. E pra você ver que tô falando sério, vou apagar todas as fotos comprometedoras que tenho suas. Na minha frente, ela apagou todas as fotos e vídeos que tinha de mim chupando ele. Ramon e os vídeos, os do Facebook eu não apaguei, eram normais e era difícil me reconhecer. Naquela manhã, a gente deu um passeio por uma represa perto da cidade, que frio do caralho, entrava por baixo da saia e eu sentia na minha bunda. No meio-dia, fizemos um churrasco e tiramos o bolo da Isa. Depois de uma soneca à tarde, as minhas amigas e eu fomos nos arrumar, porque à noite a gente ia pra uma cidade vizinha jantar e depois ir pra balada. Quando comecei a preparar minha roupa, não tinha muita opção, mas ia me vestir pela primeira vez pra ficar gostosa pra um cara. O que tava claro é que eu ia usar o vestido preto. Por baixo, escolhi uma calcinha fio-dental preta de renda, meia-calça preta e salto alto preto. O vestido era curtinho. Depois de vestida, elas tiveram que me maquiar e pentear, porque eu ainda não sabia fazer isso. A gente comeu umas pizzas e depois fomos pra balada. Era pequena, não tinha muita gente e a música nem era atual, mas a gente dançou a noite quase toda mesmo assim. Me diverti pra caralho naquela noite, me senti bem sendo a Mônica. De vez em quando, o Ramon me pegava e me beijava, as mãos dele quase sempre pegavam na minha bunda, como se quisesse mostrar que aquele rabo que eu tinha entregado pra ele na noite anterior era dele. Eu não reclamava, adorava sentir a mão dele ali. A noite de festa passou voando. Quando me dei conta, a gente já tava se despindo um ao outro no quarto. Eu tirei tudo dele, ele só deixou o meu sutiã. Depois de uns amassos entre nós dois, dei um boquete nele, mas dessa vez ele não deixou eu terminar. Ele me deitou de barriga pra cima na cama, passou um líquido na minha bunda, se enfiou entre minhas pernas, meteu com cuidado e foi me comendo devagar enquanto me beijava. A verdade é que no começo doeu de novo, mas aos poucos o prazer tomou conta de mim. Eu sentia ele entrando e saindo, e com os beijos dele, ele quase não me deixava gemer direito, isso me deixava com mais tesão e eu me abria mais. pernas, minha barriga e entre as pernas estavam completamente molhadas do meu próprio gozo. Quando eu gozava, o prazer chegava ao máximo. Ele não estava me fodendo, estava me fazendo amor. A transa inteira foi suave, menos no final, que ele acelerou para gozar. Foi quando percebi que ele não tinha colocado camisinha, ao sentir algo quente dentro de mim. Depois de nos beijarmos um pouco, me lavei por uns minutos e dormi o que restava da noite abraçada nele. Na manhã seguinte, acordamos tarde. Tivemos que arrumar tudo rápido, precisávamos sair do lugar antes do meio-dia e não podíamos chegar muito tarde na casa da Laura. Eu precisava trocar de roupa e tirar a maquiagem para voltar pra minha casa. Enquanto tirava a roupa, me sentia triste. Não sabia quando voltaria a usar um vestido ou uma saia, nem se voltaria a ver o Ramon. Sabia que em pouco mais de um mês a gente comemorava o Ano Novo na casa dos meus tios, mas seria muito difícil me vestir por poucas horas. Durante aquele mês e pouco, fui ficando obcecada com isso. Quando ficava sozinha, pegava as calcinhas e saias da minha mãe e vestia. Criei uma conta no Facebook com o perfil da Mônica, trocando a ordem dos sobrenomes. Só tinha como amigas as gulosas. Lá coloquei as fotos que a Eva me mandou e fotos que tirava da cintura pra baixo em casa com a roupa da minha mãe. Assisti um monte de tutoriais de maquiagem, como vestir, como andar, etc. Sem perceber, as festas chegaram. A véspera de Natal foi na minha casa. Meus tios vieram, minha prima e eu ficamos juntos a noite toda, mas sem sair de casa. Na minha cidade não tem praticamente nada. Faltavam dois dias para o Ano Novo e, com a desculpa de que era pra minha namorada, comprei umas calcinhas vermelhas. Era a única coisa que eu poderia vestir, já que meus pais e tios estariam lá. Chegou o dia, antes do jantar, contei pra Eva e vesti as calcinhas por baixo da minha roupa no quarto dela. Um pouco depois da meia-noite, saímos pra festa. Naquela noite, iríamos a um bar musical, as baladas eram muito caras. Lá, encontramos com Os outros... Meu encontro com Ramon foi frio, mais por minha causa do que pela dele. Eu me sentia desconfortável e me afastei um pouco deles. Agora eu era aquele garoto distante e solitário. Minha prima chegou depois de um tempo. — O que foi? — Não tô me sentindo bem assim. — Já sei o que é, espera aqui. Ela demorou pouco e voltou com a Laura. — Vem, que a gente vai resolver isso. Saímos do bar e, ao passar pelo Ramon, ouvi a Eva dizer: — Já voltamos, vamos buscar sua garota. Fomos pra casa da Laura, que ficava a menos de 5 minutos. Ela revirou o armário, pegou uma saia preta, camiseta, meia-calça e sapatos dela. Ela era uma das que tinha meu número. Não faltou um sutiã vermelho que encheram com meias. Passaram um pouco de maquiagem em mim e pronto pra sair de novo. De volta ao local e direto pra pista dançar. Não fazia nem um minuto que tava dançando quando uma mão deslizou pela minha cintura, me virou e me beijou na boca. Praticamente não se separou de mim a noite toda, mas não passou de beijos e danças. Voltamos pra casa umas 6 da manhã, primeiro tive que me trocar na casa da Laura. De novo, volta à monotonia, à solidão da minha casa. Quanto mais roupa eu experimentava, mais gostava e mais vontade tinha de me vestir. Os dias passavam rápido e o carnaval já tava na esquina, e eu passaria com minha prima. Sabia que iria vestido igual a elas numa comparsa, mas não tinham me falado de quê. Pra minha surpresa, quando o dia chegou, meus pais disseram que também iam passar o fim de semana lá. Descemos no sábado de manhã e, depois do almoço, minha mãe perguntou pra Eva: — De que você vai se fantasiar, Eva? — Vamos em grupo, as meninas de cheerleader e os meninos de jogador de futebol americano. Acabei de descobrir como eu ia. — Ah, que legal! Então o Javi não preparou nada. — Fica tranquila, tia, falta um. Um do grupo furou e deixou a roupa dele pro Javi. — Ah, olha que bom! Enquanto isso, as meninas foram chegando. — Bom, vamos nos preparar. Já no quarto... Falei pra minha prima: — Ei, como é que eu vou me vestir assim? Meus pais estão aqui. — É carnaval, não tem problema. Começaram por mim, eu era quem dava mais trabalho. Passaram o babyliss no meu cabelo e depois spray rosa, que ficou tipo mechas. Falaram que quando lavasse saía. Ajeitaram minhas sobrancelhas de leve, pintaram minhas unhas de rosa e depois foi hora de vestir. Aí já fomos todas nos vestindo ao mesmo tempo. Primeiro a roupa íntima: um conjunto de renda rosa. Por cima, uma camiseta justa de manga longa cor da pele pra quebrar um pouco o frio. O vestido era rosa e branco, na frente no peito tava escrito "greedys", que significa gostosas em inglês, e atrás tinha o nome de cada uma de nós. Meia branca até a coxa com três listras rosa na parte de cima e um salto branco. Já tava todo mundo pronto. Era hora de sair do quarto e passar na frente dos meus pais e tios. Eu tava morrendo de vergonha de me verem daquele jeito e fiquei parada na porta do quarto. — Vai, anda pra frente, Mônica. — falou minha prima. — É que me dá muita vergonha meus pais me verem assim. — Ah, bobinha, sai logo. Saí bem devagar, eu era a penúltima. Chegamos na sala. Eva, que vinha por último, disse que já estávamos prontas. — A gente já vai, família. — E o Javi, cadê? — perguntou minha tia. — Aqui, mãe, na minha frente. — disse ela, me colocando na frente deles e me puxando pelo braço. — Kkkk, nem tinha reconhecido, parece uma menina de verdade. Os meninos não iam fantasiados de jogador. — É, mas a Mônica não pôde vir e a gente aproveitou a roupa dela pro Javi. Meus pais me olhavam espantados, e foi minha mãe quem falou: — Eu também não tinha reconhecido de primeira, tá muito gostosa. Bom, todas estão lindas. — Valeu, tia. — Fiquem todas juntas que vou tirar uma foto. Minha mãe tirou umas fotos com o celular: uma de todas juntas, outra com minha prima e uma só minha. — Pronto, agora tenho uma lembrança de hoje. Mas, pensando bem, não é a primeira vez que você se veste de... Garota no verão, já fez isso. - Isso eu não sabia. Disse minha tia. - Ela não te mostrou a foto que me mandou? - Não. - Tô com ela no celular, vou procurar e te mostrar. - Bom, a gente vai indo. - Tá, divirtam-se. Falaram quase em uníssono todos. - E cuida da sua prima. - Sim, tia. Saímos de casa atrás dos caras, meu reencontro com Ramon foi entre vergonha e excitação. Ele se aproximou de mim, a timidez tomou conta de mim, eu não olhava diretamente pra ele, olhava mas sem encarar o rosto dele, mas ao mesmo tempo queria sentir os braços dele na minha cintura, a mão dele na minha bunda. Ele me agarrou pela cintura, me puxou pra perto dele e me beijou apaixonadamente. Mais tarde, a gente fez o bloco de carnaval pela cidade, depois jantamos e fomos pro baile que organizaram na vila. Tinha uma orquestra e música de todo tipo. Depois de umas duas horas de dança, saí com Ramon pra respirar um ar fresco. A noite tava fria e eu sentia o frio subindo pelas minhas pernas até chegar na minha bunda. - Tô congelando. - Vou te aquecer. - Ah é, como? Ele me encostou na parede, começou a me beijar, as mãos dele percorriam minha bunda, apertando e amassando. Uns minutos depois, ele me pegou pela mão e puxou. Eu segui ele, quase sem conseguir acompanhar, ele andava rápido. Dez minutos depois, a gente chegou na porta de um estacionamento que abriu automaticamente. Ele me levou pra dentro, quase até o fundo, lá estava o carro dele no meio de muitos outros. Ele me apoiou contra o carro e continuou o que tinha começado um tempo atrás. Uma das minhas mãos não demorou a procurar entre as pernas dele. Peguei e comecei a masturbar ele, rapidamente ele cresceu na minha mão. Virei ele, apoiei ele contra o carro, me abaixei rápido. Na escuridão do lugar, vi na minha frente aquela pica linda. Aproximei meus lábios, comecei a beijar ela, passar a língua, hummmm como tinha sentido falta daquele cheiro, daquele gosto, sentir ela inteira dentro da boca, saborear até sentir o gozo dele encher minha boca e descer garganta abaixo. Lembro do dia que minha prima me disse que eu seria uma putinha chupadora de rola e ela não se enganou, e como eu adorava ser isso e dar prazer com a boca pro meu boy, que ele curtisse um boquete gostoso assim como eu curtia chupando ele. Fui me levantar, mas ele empurrou minha cabeça pra baixo. — Continua chupando, gostosa. Continuei de cócoras com o pau na boca, sentindo ele crescer de novo lá dentro. Ele me pegou pelo queixo, me levantou, me virou, me inclinou apoiando meu peito no capô do carro. As mãos dele foram pro meu rabo, apalparam, amassaram com força. Minhas pernas já se abriam sozinhas. Ele baixou minha calcinha, que ficou presa acima dos joelhos. Senti o frescor do lubrificante no cu enquanto ele massageava com cuidado. A calcinha, por inércia, acabou caindo e ficou nos meus pés. Ele começou a brincar com o pau, esfregando ele no meu cu. Abri mais as pernas, mas a calcinha não deixava abrir muito. Levantei um pé e consegui tirar ela. Abri as pernas o máximo que pude. Ele se posicionou bem entre minhas pernas e foi me penetrando devagar. Doía enquanto entrava, mas eu sabia que aquela dor logo viraria prazer, e foi assim. Com o vai e vem contínuo, meus gemidos e gritos só me deixavam mais excitada, até sentir o calor do leite dentro de mim. Ele ficou um tempo encostado em mim, com o pau inteiro enfiado. Quando tirou, eu sentia o leite escorrendo entre minhas pernas, que ainda tremiam. Não ousava ficar de pé com medo de falhar. Levantei devagar, tirei umas lençinhas íntimas da bolsa e me limpei bem. Subi a calcinha, mas antes coloquei um absorvente diário pra não sujar. Esses hábitos tão femininos me faziam sentir cada vez mais uma garotinha. De volta ao baile de novo, e mais tarde pra casa, perto das 6 da manhã. Dormi com um pijama que minha mãe tinha trazido, com a calcinha por baixo. Acordamos cedo porque tínhamos que ir pra rua matinal. Depois do café, voltei a me vestir e tive que pedir outra calcinha pra minha prima. As Do dia anterior, estavam meio sujas do chão do estacionamento.
— Mas o que você fez com a calcinha, tá nojenta.
— Caiu no chão e eu pisei, hahaha.
— Caiu ou te fizeram cair, sua putinha?
— Mais a segunda opção, hahaha.
Ela me deu outra rosa também, a gente trocou e foi embora. Sabia que meus pais e tios iam estar por lá, então tomei muito cuidado pra não fazer nada com Ramon. De volta pra casa, comemos com a família, embora eu soubesse que naquela tarde a gente tinha que voltar logo pro povoado, já que meu pai tinha que viajar com o caminhão. Tinha combinado com Ramon, não podia ir sem me despedir direito dele. Saí com minha prima e fomos num bar onde a gente tinha marcado. Minha prima ficou com os outros e eu fui com Ramon no carro dele. Tava começando a anoitecer. Ele saiu da cidade e entrou numa estrada de terra, procurou um lugar afastado. Ali a gente começou a se beijar e a se apalpar. Desabotoei a calça dele e comecei a bater uma pra ele devagar, enquanto nossas línguas se enroscavam num beijo contínuo e sem fim. A pica na minha mão já tava bem dura e, como uma boa putinha, tinha que chupar ela de novo. Me joguei ali e não parei até ele gozar. Ainda não tinha tirado a boca dele quando meu celular começou a tocar. Era minha mãe.
— Fala, mãe — respondi, quase sem ter tempo de engolir a gozada do Ramon.
— Javi, cadê você? A gente já tem que ir.
— Sim, mãe, já vou, daqui a pouco tô aí.
— Tá, mas se apressa.
Ramon desceu o mais rápido que pôde pra buscar minha prima e nos deixou em casa.
— Já chegamos, mãe.
— Já era hora, a gente tava esperando um tempão.
— Desculpa, me perdoa. Vou me trocar rápido e a gente vai.
— Você se troca em casa, não dá tempo, seu pai tá super em cima da hora. Além disso, já tá tudo no carro com seu pai esperando.
45 minutos de carro depois, a gente chegou onde meu pai tinha o caminhão. Ele ficou lá e eu fui com minha mãe no carro. Sentei na frente com ela.
— Então, me conta, se divertiu?
— Sim, bastante.
— Que tal a gente... Vamos as duas jantar em algum lugar. — Agora, assim. — Sim, claro. — Mas assim, e se alguém me vê? — E daí, a gente tá no carnaval. — Bom, como quiser. Fomos a um restaurante da cidade, não tinha muita gente, nos sentaram numa mesa pra duas quase no fundo. A primeira coisa que fiz foi ir ao banheiro, hesitei um momento em qual entrar e no final entrei no das minas. Depois de pedir e ficar um tempão em silêncio, minha mãe quebrou o gelo. — Sabe, Javi, eu sabia que esse momento ia chegar mais cedo ou mais tarde. — Que momento? — Esse. Como você prefere que eu te chame, Javi ou Mônica? — Ué, Javi, por que isso? — E você não gosta mais de Mônica? — Por quê? Pegou o celular sem me responder e ficou olhando pra ele um tempo. — Olha, no Facebook, te mandei um pedido de amizade. — Mas você não tem Facebook. — Agora tenho. Tirei o celular e olhei. — Não, não chegou nenhum pedido seu. — Tem certeza? Olha direito. Ela se referiu a mim no feminino e me deixou meio desconfortável. — Sim, olha. — Naquele não, no da Mônica. — Mas como você sabe disso? — Bom, olha, mostrei pra sua tia a foto que a Eva me mandou quando você se vestiu de mina com ela, pra dizer que não era a primeira vez ontem que você se vestia assim. E quando ela viu, disse que já tinha visto mais fotos dessa garota no Facebook da Eva. Ela entrou com o perfil da sua prima e me mostrou, e não sei como depois encontrou esse da Mônica e não tem dúvida que é você. Aí fiz um pra mim e acabei de te mandar o pedido. Não sabia o que dizer, fiquei em branco. Levantei e fui direto pro banheiro, nervosa. Os dois que tinham estavam ocupados. Minha mãe veio atrás de mim, entrou junto. Eu já tava chorando. Ela chegou perto, me abraçou e começou a falar num tom bem suave e calmo no meu ouvido, e curiosamente se referia a mim no feminino. — Calma, minha menina, eu sabia que qualquer dia você ia me dizer que era gay ou transsexual. Faz anos que esperava e tava preparada pra isso, mas esperava que você mesma me contasse. Mas isso agora é igual. Eu escutava ela em silêncio enquanto continuava chorando e Abracei ela com força, e depois de dizer isso, ela me beijou com força na bochecha. — Amor, para de chorar. Além disso, sabe de uma coisa? Quando a gente chora, estraga a maquiagem e a gente fica feia. Isso me fez soltar uma risada. Ela se afastou de mim, olhou na minha cara e disse: — Viu? Já borrou o rímel. Ela pegou um lenço e começou a secar minhas lágrimas, limpando o que tinha borrado. — Você é feliz assim? — Sim. — Então eu sou feliz, Mônica. Que tal a gente continuar jantando? — Sim. Durante o jantar, ela não parava de perguntar. Expliquei por cima como comecei, mas sem contar a verdade. Depois, já em casa, sentamos no sofá e ela foi vendo todas as fotos que eu tinha no Facebook, fazendo perguntas ou dizendo como eu estava gostosa. Até que, claro, chegou numa em que eu estava abraçada na cintura com o Ramon. — E esse quem é? — Ramon, um amigo. — Ahhh, e com os amigos você se beija assim, igual nessa foto? — Bom, ele é meu ficante. — Hummm, então a minha menina também tem namorado. — Sim. — Ele é bonitinho, quando vai me apresentar? — Sei lá. — Bom, menina, vamos dormir que já são quase 2 da madrugada e amanhã você tem colégio. — Uff, que saco. E se eu não for amanhã? — Hummm, tá bom. Se quiser, a gente pode passar um dia de meninas. — Valeu. — Vamos, então, dormir. Antes de ir pro meu quarto, fui no banheiro. Quando saí e passei na frente do quarto dos meus pais: — Mônica, vem aqui um momento. — Sim, mãe. Entrei e ela já estava de camisola. — Olha, você gosta? — mostrando uma camisola rosa com corações brancos. — Sim. — Então é pra você, eu não uso. — Sério? — Claro, veste pra eu ver como fica. Sentei na cama e comecei a me despir. Verdade, fiquei meio sem graça de ficar de calcinha na frente da minha mãe. Ela já tinha me visto muitas vezes, mas não de calcinha. Ia vestir a camisola quando ela parou: — Para, para. Tira o sutiã sempre pra dormir. — Ok, mãe. Coloquei a camisola. Fiquei super feliz com aquele primeiro presente da minha mãe. Ela chegava bem na altura da bunda. Joelho. —Hmm, fica muito bem em você. Vem cá, chega mais perto e me dá um abraço. Abracei ela com força, deitada na cama, e acabei dormindo ali. Acordei e minha mãe já estava acordada. Tomamos café da manhã, tomei um banho, vesti a mesma calcinha do dia anterior, não tinha outra, e saí de novo com a camisola. Minha mãe estava no quarto dela. Em cima da cama tinha várias roupas. —Olha, ainda tenho roupas da época que eu tinha a sua idade por aqui, com certeza servem em você, você tem quase o mesmo corpo que o meu. Comecei a olhar: a maioria era minissaia, alguns vestidos e camisetas. Fui experimentando. Decidi ficar com uma mini preta e uma camiseta preta justa de manga comprida. Minha mãe continuou procurando e foi tirando mais algumas peças. Deixei elas pra outro momento. E por último, ela pegou um conjunto de calcinha e sutiã branco com renda e um lacinho na frente. —Toma, é pra você, tá novinho. Assim você pode trocar a calcinha. E por último, ela me deu umas meias pretas. —Veste, que lá fora tá frio. —Vamos sair? —Sim, vamos as duas fazer compras. —Pra onde? —Você já vai ver. Ela me levou pro banheiro, me sentou num banquinho, me penteou e me maquiou. A única coisa que faltava eram sapatos. Os da minha mãe não serviam em mim. Coloquei um tênis branco meu. Entramos no carro e, depois de quase uma hora de estrada, chegamos num grande shopping. Ela me levou direto pra uma sapataria, onde comprei uns sapatos pretos com um salto bem baixinho e já saí com eles nos pés. Me diverti pra caralho escolhendo e experimentando roupa. Comprei umas saias, um vestido, um pijama, umas roupinhas íntimas e umas camisetas. Depois de almoçar, comprei outro sapato e um tênis rosa. E assim voltei pra casa, super feliz. —Agora você já tem roupa. Por mim, pode se vestir como quiser. —E o papai, o que vai dizer? —Não se preocupa com o papai, ele sabia que uma hora ou outra isso ia acontecer. Faltavam quase quatro meses de colégio. Nesse tempo, fizemos algumas visitas a médicos especialistas, sempre Fiz as visitas vestida de garota, no colégio continuava indo como sempre e quando chegava em casa me trocava. Terminei o ano letivo e 15 dias depois, e 4 antes de completar 20, comecei com a terapia de reposição hormonal. No dia do meu aniversário, fizeram uma festa surpresa na casa da minha prima. Naquele dia, fiz a apresentação oficial do Ramon aos meus pais. Meus pais, mais pra frente, decidiram mudar de residência e, depois de muita enrolação, fomos morar perto da minha prima. Lá terminei meus estudos já como Mônica e depois comecei um curso de cabeleireira, que ainda estou fazendo. Daqui a pouco mais de um mês, comemoro meus 2 anos de hormônios e meus 22 anos. E, mesmo tendo perdido um pouco da libido, meu Ramon cuida pra eu continuar sendo uma gostosa.
— Mas o que você fez com a calcinha, tá nojenta.
— Caiu no chão e eu pisei, hahaha.
— Caiu ou te fizeram cair, sua putinha?
— Mais a segunda opção, hahaha.
Ela me deu outra rosa também, a gente trocou e foi embora. Sabia que meus pais e tios iam estar por lá, então tomei muito cuidado pra não fazer nada com Ramon. De volta pra casa, comemos com a família, embora eu soubesse que naquela tarde a gente tinha que voltar logo pro povoado, já que meu pai tinha que viajar com o caminhão. Tinha combinado com Ramon, não podia ir sem me despedir direito dele. Saí com minha prima e fomos num bar onde a gente tinha marcado. Minha prima ficou com os outros e eu fui com Ramon no carro dele. Tava começando a anoitecer. Ele saiu da cidade e entrou numa estrada de terra, procurou um lugar afastado. Ali a gente começou a se beijar e a se apalpar. Desabotoei a calça dele e comecei a bater uma pra ele devagar, enquanto nossas línguas se enroscavam num beijo contínuo e sem fim. A pica na minha mão já tava bem dura e, como uma boa putinha, tinha que chupar ela de novo. Me joguei ali e não parei até ele gozar. Ainda não tinha tirado a boca dele quando meu celular começou a tocar. Era minha mãe.
— Fala, mãe — respondi, quase sem ter tempo de engolir a gozada do Ramon.
— Javi, cadê você? A gente já tem que ir.
— Sim, mãe, já vou, daqui a pouco tô aí.
— Tá, mas se apressa.
Ramon desceu o mais rápido que pôde pra buscar minha prima e nos deixou em casa.
— Já chegamos, mãe.
— Já era hora, a gente tava esperando um tempão.
— Desculpa, me perdoa. Vou me trocar rápido e a gente vai.
— Você se troca em casa, não dá tempo, seu pai tá super em cima da hora. Além disso, já tá tudo no carro com seu pai esperando.
45 minutos de carro depois, a gente chegou onde meu pai tinha o caminhão. Ele ficou lá e eu fui com minha mãe no carro. Sentei na frente com ela.
— Então, me conta, se divertiu?
— Sim, bastante.
— Que tal a gente... Vamos as duas jantar em algum lugar. — Agora, assim. — Sim, claro. — Mas assim, e se alguém me vê? — E daí, a gente tá no carnaval. — Bom, como quiser. Fomos a um restaurante da cidade, não tinha muita gente, nos sentaram numa mesa pra duas quase no fundo. A primeira coisa que fiz foi ir ao banheiro, hesitei um momento em qual entrar e no final entrei no das minas. Depois de pedir e ficar um tempão em silêncio, minha mãe quebrou o gelo. — Sabe, Javi, eu sabia que esse momento ia chegar mais cedo ou mais tarde. — Que momento? — Esse. Como você prefere que eu te chame, Javi ou Mônica? — Ué, Javi, por que isso? — E você não gosta mais de Mônica? — Por quê? Pegou o celular sem me responder e ficou olhando pra ele um tempo. — Olha, no Facebook, te mandei um pedido de amizade. — Mas você não tem Facebook. — Agora tenho. Tirei o celular e olhei. — Não, não chegou nenhum pedido seu. — Tem certeza? Olha direito. Ela se referiu a mim no feminino e me deixou meio desconfortável. — Sim, olha. — Naquele não, no da Mônica. — Mas como você sabe disso? — Bom, olha, mostrei pra sua tia a foto que a Eva me mandou quando você se vestiu de mina com ela, pra dizer que não era a primeira vez ontem que você se vestia assim. E quando ela viu, disse que já tinha visto mais fotos dessa garota no Facebook da Eva. Ela entrou com o perfil da sua prima e me mostrou, e não sei como depois encontrou esse da Mônica e não tem dúvida que é você. Aí fiz um pra mim e acabei de te mandar o pedido. Não sabia o que dizer, fiquei em branco. Levantei e fui direto pro banheiro, nervosa. Os dois que tinham estavam ocupados. Minha mãe veio atrás de mim, entrou junto. Eu já tava chorando. Ela chegou perto, me abraçou e começou a falar num tom bem suave e calmo no meu ouvido, e curiosamente se referia a mim no feminino. — Calma, minha menina, eu sabia que qualquer dia você ia me dizer que era gay ou transsexual. Faz anos que esperava e tava preparada pra isso, mas esperava que você mesma me contasse. Mas isso agora é igual. Eu escutava ela em silêncio enquanto continuava chorando e Abracei ela com força, e depois de dizer isso, ela me beijou com força na bochecha. — Amor, para de chorar. Além disso, sabe de uma coisa? Quando a gente chora, estraga a maquiagem e a gente fica feia. Isso me fez soltar uma risada. Ela se afastou de mim, olhou na minha cara e disse: — Viu? Já borrou o rímel. Ela pegou um lenço e começou a secar minhas lágrimas, limpando o que tinha borrado. — Você é feliz assim? — Sim. — Então eu sou feliz, Mônica. Que tal a gente continuar jantando? — Sim. Durante o jantar, ela não parava de perguntar. Expliquei por cima como comecei, mas sem contar a verdade. Depois, já em casa, sentamos no sofá e ela foi vendo todas as fotos que eu tinha no Facebook, fazendo perguntas ou dizendo como eu estava gostosa. Até que, claro, chegou numa em que eu estava abraçada na cintura com o Ramon. — E esse quem é? — Ramon, um amigo. — Ahhh, e com os amigos você se beija assim, igual nessa foto? — Bom, ele é meu ficante. — Hummm, então a minha menina também tem namorado. — Sim. — Ele é bonitinho, quando vai me apresentar? — Sei lá. — Bom, menina, vamos dormir que já são quase 2 da madrugada e amanhã você tem colégio. — Uff, que saco. E se eu não for amanhã? — Hummm, tá bom. Se quiser, a gente pode passar um dia de meninas. — Valeu. — Vamos, então, dormir. Antes de ir pro meu quarto, fui no banheiro. Quando saí e passei na frente do quarto dos meus pais: — Mônica, vem aqui um momento. — Sim, mãe. Entrei e ela já estava de camisola. — Olha, você gosta? — mostrando uma camisola rosa com corações brancos. — Sim. — Então é pra você, eu não uso. — Sério? — Claro, veste pra eu ver como fica. Sentei na cama e comecei a me despir. Verdade, fiquei meio sem graça de ficar de calcinha na frente da minha mãe. Ela já tinha me visto muitas vezes, mas não de calcinha. Ia vestir a camisola quando ela parou: — Para, para. Tira o sutiã sempre pra dormir. — Ok, mãe. Coloquei a camisola. Fiquei super feliz com aquele primeiro presente da minha mãe. Ela chegava bem na altura da bunda. Joelho. —Hmm, fica muito bem em você. Vem cá, chega mais perto e me dá um abraço. Abracei ela com força, deitada na cama, e acabei dormindo ali. Acordei e minha mãe já estava acordada. Tomamos café da manhã, tomei um banho, vesti a mesma calcinha do dia anterior, não tinha outra, e saí de novo com a camisola. Minha mãe estava no quarto dela. Em cima da cama tinha várias roupas. —Olha, ainda tenho roupas da época que eu tinha a sua idade por aqui, com certeza servem em você, você tem quase o mesmo corpo que o meu. Comecei a olhar: a maioria era minissaia, alguns vestidos e camisetas. Fui experimentando. Decidi ficar com uma mini preta e uma camiseta preta justa de manga comprida. Minha mãe continuou procurando e foi tirando mais algumas peças. Deixei elas pra outro momento. E por último, ela pegou um conjunto de calcinha e sutiã branco com renda e um lacinho na frente. —Toma, é pra você, tá novinho. Assim você pode trocar a calcinha. E por último, ela me deu umas meias pretas. —Veste, que lá fora tá frio. —Vamos sair? —Sim, vamos as duas fazer compras. —Pra onde? —Você já vai ver. Ela me levou pro banheiro, me sentou num banquinho, me penteou e me maquiou. A única coisa que faltava eram sapatos. Os da minha mãe não serviam em mim. Coloquei um tênis branco meu. Entramos no carro e, depois de quase uma hora de estrada, chegamos num grande shopping. Ela me levou direto pra uma sapataria, onde comprei uns sapatos pretos com um salto bem baixinho e já saí com eles nos pés. Me diverti pra caralho escolhendo e experimentando roupa. Comprei umas saias, um vestido, um pijama, umas roupinhas íntimas e umas camisetas. Depois de almoçar, comprei outro sapato e um tênis rosa. E assim voltei pra casa, super feliz. —Agora você já tem roupa. Por mim, pode se vestir como quiser. —E o papai, o que vai dizer? —Não se preocupa com o papai, ele sabia que uma hora ou outra isso ia acontecer. Faltavam quase quatro meses de colégio. Nesse tempo, fizemos algumas visitas a médicos especialistas, sempre Fiz as visitas vestida de garota, no colégio continuava indo como sempre e quando chegava em casa me trocava. Terminei o ano letivo e 15 dias depois, e 4 antes de completar 20, comecei com a terapia de reposição hormonal. No dia do meu aniversário, fizeram uma festa surpresa na casa da minha prima. Naquele dia, fiz a apresentação oficial do Ramon aos meus pais. Meus pais, mais pra frente, decidiram mudar de residência e, depois de muita enrolação, fomos morar perto da minha prima. Lá terminei meus estudos já como Mônica e depois comecei um curso de cabeleireira, que ainda estou fazendo. Daqui a pouco mais de um mês, comemoro meus 2 anos de hormônios e meus 22 anos. E, mesmo tendo perdido um pouco da libido, meu Ramon cuida pra eu continuar sendo uma gostosa.
0 comentários - La placentera venganza de mi prima , nace Mónica