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LA VOZ INTERIOR
Todos tenemos esa voz interior, esos pensamientos que nos hablan y nos hacen reflexionar, esa voz secreta que muchas veces nos dice verdades que no podemos asumir desde la boca para afuera, esa que sabe todos tus secretos, esa que te confronta, esa que te dice lo que realmente piensas, sentís, imaginas.
Ella vive en tu cabeza, metida en tu cerebro, no puedes engañarla, no puedes mentirle, no puedes evadirla, porque ella es parte de ti, de tu esencia, ella sabe de tus pensamientos morbosos, de tus bajos instintos, de tu verdadero sentir.
Sabes de que hablo, esa voz que te habla cuando estás solo, distendido, lejos del mundo, cuando no están tus padres, o tu pareja, o tus hijos, o tus amigos.
A veces puede ser cómplice, dulce, cuando todo está en armonía, suele disfrutar contigo, alentarte a ir por más, a felicitarte por un logro y a darte oscuras ideas, perversas, y sabes que no puedes estar sin ella.
Pero a veces te confronta, cuando no estás en eje, te dice las cosas como son, aunque no te guste escucharlas, pero en el fondo sabes que te grita lo que prefieres ignorar
Tuve conocimiento de esa voz interior cuando era muy pequeño. El viejo José era un loco lindo, era famoso en el barrio, un arquitecto venido a menos, siempre estaba en proyectos faraónicos de imposible concreción que lo habían llevado a la ruina, y decían que un poco eran culpable de su locura. Siempre andaba caminado de un lado a otro, de vestir desprolijo, con los cabellos largos y una barba blanquecina, sin visibilizar a su entorno, encerrado en sus pensamientos, con la mirada perdida, siempre hablando solo. Mamá le tenía miedo, nos decía que estaba loco y que no lo miráramos, pero yo supe que era una buena persona, y que él, en verdad hacía algo que todos hacíamos, él hablaba con su voz interior, discutía con ella, acordaba con ella, solo que, en lugar de hacerlo en el secreto de su cabeza, él lo exteriorizaba y daba una imagen entre risueña y tenebrosa.
Pasaron los años, mi adolescencia, mis primeros años de adultez, y si bien no supe más nada del loco arquitecto, nunca me olvidaría de él, y cada vez que mi voz interior me hablaba no podía dejar de recordarlo. Esa voz interior me dijo que Alicia era la indicada el día que la conocí, que fuera por ella que no me equivocaría. Discutí un poco, es que le veía un tanto gordita, excedida de peso, pero mi voz interior me dijo que sería un tonto si la dejaba pasar, las flacas sabían desabridas y hasta histéricas, y fui por todo
Llegaba a los cinco años de convivencia con Alicia, la mujer de mi vida, y decían que los cinco años era un momento justo para saber si la pareja se fortalecía o se derrumbaba. Era cierto, ya un poco se habían apagado los juegos locos del inicio, ya estábamos en la rutina de la vida y mi voz interior me decía que ya las cosas no eran como antes.
Alicia es un chica gordita y retacona, siempre me gustaron las gorditas, son más dulces, son amorosas, todas las gorditas tienen un rostro jovial y alegre y lo mejor, en la cama son terribles, insaciables, las mejores.
Además de pareja y amantes, éramos como socios, teníamos un emprendimiento personal con el que nos ganábamos la vida, una vinoteca, ambos hacíamos de todo un poco, pero naturalmente yo me fui decantando por la gestión de stock, proveedores, acomodar envases, mantener estanterías, actualizar precios, y ella en cambio por la atención al público.
Alicia era especial, no jeito dela, na gentileza, na forma de ser. Ela manobrava as cordas do marionetista com maestria, era capaz de vender uma bíblia pro próprio capeta. Eu ficava observando de longe e admirava ela por isso, ela era realmente boa. E mesmo sendo sócios, eu sabia reconhecer que o sucesso do negócio estava nas mãos dela.
Naqueles dias, minha voz interior já estava falando comigo, me confrontando, só que eu preferia ignorar.
Tudo começou num dia qualquer. Eu tinha descido ao depósito pra organizar algumas mercadorias, demorei mais do que o esperado. Quando voltei pro negócio, a Alicia não percebeu minha volta. Ela estava no fundo do local com uns vinhos nas mãos, e tinha um cliente também, um cavalheiro muito bem vestido, bonitão, que também não notou minha presença. Fiquei só de longe observando a situação. A conversa era muito engraçada, demais, e dava pra notar uma intenção dupla: sedutora por parte do cliente casual, e se deixando seduzir por parte da minha amada mulher.
Aí ele pediu pra ela mostrar umas das garrafas que estavam guardadas quase no teto. A Alicia arrumou a escadinha de mão e subiu alguns degraus, o suficiente pra alcançar o produto, o suficiente pra que a bunda generosa dela, enfiada numa saia preta justa, ficasse na altura dos olhos do cara.
Era óbvio o que tava acontecendo. O desgraçado só tava de brincadeira e tava olhando a bunda da minha mulher de um jeito descarado, quase comendo com os olhos. Tudo ia acabar em nada, pouco depois o cara veio no caixa onde eu cobrei o pedido dele. Eu só tava de pau duro de excitação e assumi que a Alicia era tão minha quanto podia ser dos outros. Ela era gostosa e seria normal que outros quisessem comer ela, ou que ela quisesse fazer isso com outros caras. Afinal, comigo não era a mesma coisa com as clientes que entravam de vez em quando? Eu não tinha fantasias? Não teria levado mais de uma pra cama? E isso não significava que eu não amasse mais minha mulher.
Pela... Naquela noite, na intimidade, na cama, comentei o assunto com a Alicia, o que eu tinha observado, minha percepção, como ela estava sedutora, até disse que tinha me excitado muito vê-la flertando com um desconhecido. Ela estava muito aberta às minhas palavras, me animei ainda mais, perguntei se ela não fantasiava em transar com outro, se no caso ela faria. Ela não disse que sim, mas também não disse que não.
No dia seguinte, no meio do atendimento ao público, tive que descer ao porão de novo, era meio rotineiro ter que organizar a mercadoria, mas me encontrei sozinho, em silêncio, longe da minha mulher, dos clientes, do mundo exterior. Foi aí que ela veio me dizer o que eu não queria ouvir...
"Fabrício, Fabrício, até quando você vai ficar negando?
Eu sei que você tem medo.
Tem medo de ser julgado.
Tem medo de sentir ciúmes.
Tem medo de arruinar sua relação.
Mas sua fantasia é mais forte.
O dia inteiro você fica pensando nisso.
Até quando está transando com ela,
imagina que tem outro homem comendo ela.
É hora de assumir a verdade.
De trazer seu segredo obscuro à luz.
Sua mulher te ama, é de confiança e não vai contar pra ninguém.
Você não deve sentir ciúmes.
Sua mulher é muito melhor que você.
É mais forte que você.
Merece ficar com o homem que ela quiser.
Com um pau maior que o seu.
Sua relação não vai se arruinar.
Todas as mulheres, no fundo, são umas putas.
Cedo ou tarde ela vai buscar alguém melhor que você.
E é melhor que seja com a sua aprobação.
Então não pense mais nisso.
Os dois desejam, os dois vão ser felizes.
Só vai melhorar a relação.
Vão ser mais felizes que nunca.
Ela vai ter muitas coisas novas pra te contar todo dia.
É hora de se libertar.
É hora de ser um corno orgulhoso.
Vamos! Você tem que se animar a dar o primeiro passo."
Eu odiava aquela voz, porque ela dizia o que eu não queria ouvir. Quanto mais eu tentava calá-la, mais ela gritava lá do fundo, só me fazia viver com o sangue fervendo, com o pau duro.
Quase empurraria minha mulher para... realizar isso, não seria com algum cliente casual como eu havia imaginado, não, ela tinha alguns seguidores nas redes sociais, como todos temos, me confessou que há tempos brincava em segredo com um rapaz, era só um jogo de palavras, mas eu tinha potencializado e permitido que ela fosse mais longe do que pensado.
Essa noite ela saiu ao encontro dele muito bonita, por sinal, chamativa aos meus olhos, talvez extasiado porque pela primeira vez, não se vestia atraente para mim, o fazia para outro
Antes de ir, voltou a me perguntar se eu tinha certeza do passo que daríamos, acho que já me havia perguntado isso umas cem vezes, reiterou que ainda estávamos a tempo de mudar de ideia, tinha um nó na garganta, sabia que era o ponto de não retorno, mas só a animei, dei um beijo e disse para ela apenas aproveitar.
Fiquei sozinho, era tarde, coloquei um filme e fui pegar uma cerveja. Os minutos passaram, percebi que não estava prestando atenção no que acontecia na tela, meus olhos iam um pouco mais longe, para o relógio de parede que parecia se mover mais devagar que nunca, e foi inevitável, a voz interior voltaria a falar comigo.
Está contente, certo?
No final, você conseguiu o que queria.
Você sabe que ela não teve a ideia.
E você sabe que quase a empurrou para isso?
Imagino que agora você esteja satisfeito.
Te excita imaginá-la?
Porque agora ela deve estar nos braços de um estranho.
E deve estar chupando o pau dele.
Será que ela vai gostar mais do que o seu?
Será maior que o seu?
Vai fazê-la gritar mais que você?
Vai dar mais prazer a ela?
Com certeza ela vai voltar com a buceta cheia de porra.
E com certeza vai voltar com o cuzinho todo aberto.
Você mal pode esperar que ela volte para te contar, né?
Prefere imaginar, olha esse pau duro.
Não aguenta, vai explodir.
Como você imagina?
Vai transformá-la numa puta?
Como isso te deixa excitado, hein?
Fui me masturbar, realmente não dava para aguentar tudo aquilo...
Ela voltou tarde, ainda estava acordado esperando, e transamos como animais, enquanto ela sussurrava no meu ouvido todas as loucuras que tinha feito com o amante desconhecido. Continuamos até que o cansaço nos venceu.
Conversaríamos no dia seguinte, como adultos. Ela tinha curtido, eu tinha curtido, e se funcionou uma vez, poderia funcionar duas, e três, e vimos nossa relação renascer.
Passou um ano, um pouco mais, as coisas tinham mudado. Alice parecia feliz, radiante, dava para ver uma mulher sexualmente realizada, tinha perdido a conta de quantos homens a tinham comido. Quanto mais tínhamos, mais queríamos. Em cada cliente que pisava na adega víamos um amante em potencial, e nossos olhares cúmplices indicavam o caminho.
Outras vezes ela mesma procurava seus amantes de ocasião, e outras vezes eu mesmo fazia isso.
Era muito louco, poucas vezes eu participava à distância em um papel. De observadora, Alicia preferia a intimidade fora do meu alcance e depois poder me contar tudo.
A voz na minha cabeça com o tempo pareceu se aliar, é que nossos caminhos agora estavam alinhados, ela, voltava a falar comigo nos meus momentos de solidão
Com certeza você quer fazer crescer esses chifres que você exibe com orgulho
Sua mulher tem se divertido muito ultimamente
Ela tem estado com outros homens
Aliás, homens de verdade
Você sabe que eles dão muito a ela
Muito mais do que você nunca deu
Você só busca a felicidade dela
Ela leva cada vez mais homens para a sua casa
Quase nunca te deixa ver
Ela prefere te contar
Enquanto você chupa a buceta com gosto do amante dela da vez
Você adora isso, certo? te excita o sexo dela com gosto de sêmen
Mas quando ela te dá permissão para entrar no quarto dela
As coisas vão mudando
Ela pede que você a observe de perto, bem perto
Que você veja como esse pau enorme quase não cabe na buceta dela
como a destrói e a faz gemer de prazer
Você gosta de ver o ânus dela dilatado? outros fazem melhor o trabalho
Você sabe que é um maldito pervertido?
Não há nada que te excite mais
Quando ela chupa um pau e depois te beija
E volta a chupá-lo
e te beija de novo
indefinidamente
até sentir na sua boca o gosto de homem
que ela mesma te oferece da boca dela
Achei que estava começando a me sentir como aquele velho arquiteto da minha infância, aquele que minha mãe temia tanto, o que falava sozinho, às vezes, minha mulher me surpreendia rindo, ou falando baixo, ou balançando a cabeça, me perguntava se eu estava bem, ou o que tinha acontecido, ou o que eu estava fazendo. Era inconsciente, eu não percebia até que ela me tirava dos meus pensamentos, e aí é que eu percebia que eu também estava exteriorizando minhas discussões com a minha voz interna
E as coisas até hoje continuam mudando, tão rápido que não me acostumo a essas mudanças, quase não tenho sexo com minha esposa, ela tem milhares de amantes com quem se saciar e nossa excitação de casal passa por esses lados, ela me conta, eu me excito, o ponto final? quem conhece, uma intriga
Há pouco completamos anos de casados, dei a ela um conjunto precioso, um corset preto transparente, com meias, ligas e uma calcinha de tirar o fôlego, com sapatos brilhantes de salto alto, certamente nunca saberei como fica nela, já que é para usar com seus garotos de plantão e me contar o que dizem, ela me surpreendeu com uma caixa embrulhada em papel brilhante com um laço vermelho enorme, não vi chegando, ela me olhou com expectativa esperando que eu abrisse, era um presente, fiz com pressa, como uma criança que não pode esperar pelo seu brinquedo favorito, me esperava uma jaula de castidade, foi emocionante, ela tinha muitas ideias na cabeça e adivinhei que a própria voz dela estava a guiando.
À noite fomos dormir, mas só fiquei contrariado, olhando para o nada na escuridão absoluta do quarto, onde sabia que ela viria falar comigo novamente
Chegou o dia, você sabia que chegaria
Chegou o presente para você
Chegou o seu cinto de castidade
E sabe que ela vai te obrigar a colocar
Só para reafirmar o controle dela sobre você
E o que vem depois?
Ela vai trazer um homem grande, um enorme
Só para te provocar uma ereção
Você vai esquentar e vai sentir a dor
A pressão de tentar parar seu pau
Mas já não vai conseguir
Vai ter que curtir sem a ajuda do seu pênis
Seu amigo vai ter te abandonado
Você obrigou ele a fazer isso
É sua decisão, não negue
Agora os únicos que podem satisfazê-la serão terceiros
Os amantes dela
Você sabe, e vai ser feliz com isso
Vai deixar de lado seu prazer direto
Já sabe, ser um corno submisso vai ser seu maior prazer
Só olhando como paus cada vez maiores satisfazem sua mulher
Me animo a dizer que, pela primeira vez, minha voz interior e minha vida pessoal vão no mesmo sentido, porque soube exteriorizar muitas coisas que estavam dentro de mim, então, ela, não tem muitos motivos para reclamações.
Aprendi a curtir os amantes mais inesperados dela, nas vezes que ela me permite participar, Entendo que se sintam superiores, muito no controle ao foder minha mulher diante dos meus olhos, vocês ficam excitados não só pelo sexo, mas pela situação louca, eu percebo isso nas suas palavras, nas suas atitudes, no poder dos seus atos.
Aprendi a curtir minha esposa, quando ela me deixa estar presente, a vibrar quando ela geme possuída por um estranho, ao vê-la entregue, o brilho nos olhos dela, aquele olhar pervertido quando outro a fode, ou quando ela está chupando um pau, toda lambuzada, quando me permite ser um terceiro no quarto, à distância, quando outros homens ocupam nela o lugar que era meu.
Aprendi a curtir ela na solidão, como na maioria das vezes, a olhar os ponteiros do relógio, sabendo que ela está com outro, esperando seu retorno, ir para a cama juntos, que ela acaricie meu pau enjaulado, sentir a impossibilidade de uma ereção, que ela me leve à loucura narrando no meu ouvido como chupou, ou como a foderam, ou como fizeram um anal bem feito nela, ou como ela engoliu porra, ou como gozaram nos peitos dela, tudo, perversamente, até conseguir uma ejaculação contida da minha parte.
E aprendi a me aceitar, a conviver com minha voz interior, para que seja minha amiga, e não mais me confronte, o prazer de ter um relacionamento perfeito, ser um corno submisso e feliz, o prazer de estar chupando o cu da minha amada, enquanto a milímetros do meu rosto um pau enorme de um estranho penetra a buceta dela uma e outra vez, ver em primeiro plano como ela chupa o pau de um desconhecido, e eu só espero desesperado que ela beije meus lábios, ser tão fiel a ponto de sentir o gosto do que ela chupa e até, por que não, receber sua boca encharcada de porra, ou apenas tê-la de pernas abertas, deitada, me contando do sexo gostoso que acabou de ter, enquanto eu faço um oral louco passando pelo sexo depilado dela, ainda exalando um cheiro forte de porra de estranho guardado dentro.
Continuo aprendendo, continuo em busca de novos desafios, minha voz quase não fala comigo, nós dois somos um só. Se você gostou da história, pode me escrever com o assunto 'A VOZ INTERIOR' para dulces.placeres@live.com
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LA VOZ INTERIOR
Todos tenemos esa voz interior, esos pensamientos que nos hablan y nos hacen reflexionar, esa voz secreta que muchas veces nos dice verdades que no podemos asumir desde la boca para afuera, esa que sabe todos tus secretos, esa que te confronta, esa que te dice lo que realmente piensas, sentís, imaginas.
Ella vive en tu cabeza, metida en tu cerebro, no puedes engañarla, no puedes mentirle, no puedes evadirla, porque ella es parte de ti, de tu esencia, ella sabe de tus pensamientos morbosos, de tus bajos instintos, de tu verdadero sentir.
Sabes de que hablo, esa voz que te habla cuando estás solo, distendido, lejos del mundo, cuando no están tus padres, o tu pareja, o tus hijos, o tus amigos.
A veces puede ser cómplice, dulce, cuando todo está en armonía, suele disfrutar contigo, alentarte a ir por más, a felicitarte por un logro y a darte oscuras ideas, perversas, y sabes que no puedes estar sin ella.
Pero a veces te confronta, cuando no estás en eje, te dice las cosas como son, aunque no te guste escucharlas, pero en el fondo sabes que te grita lo que prefieres ignorar
Tuve conocimiento de esa voz interior cuando era muy pequeño. El viejo José era un loco lindo, era famoso en el barrio, un arquitecto venido a menos, siempre estaba en proyectos faraónicos de imposible concreción que lo habían llevado a la ruina, y decían que un poco eran culpable de su locura. Siempre andaba caminado de un lado a otro, de vestir desprolijo, con los cabellos largos y una barba blanquecina, sin visibilizar a su entorno, encerrado en sus pensamientos, con la mirada perdida, siempre hablando solo. Mamá le tenía miedo, nos decía que estaba loco y que no lo miráramos, pero yo supe que era una buena persona, y que él, en verdad hacía algo que todos hacíamos, él hablaba con su voz interior, discutía con ella, acordaba con ella, solo que, en lugar de hacerlo en el secreto de su cabeza, él lo exteriorizaba y daba una imagen entre risueña y tenebrosa.
Pasaron los años, mi adolescencia, mis primeros años de adultez, y si bien no supe más nada del loco arquitecto, nunca me olvidaría de él, y cada vez que mi voz interior me hablaba no podía dejar de recordarlo. Esa voz interior me dijo que Alicia era la indicada el día que la conocí, que fuera por ella que no me equivocaría. Discutí un poco, es que le veía un tanto gordita, excedida de peso, pero mi voz interior me dijo que sería un tonto si la dejaba pasar, las flacas sabían desabridas y hasta histéricas, y fui por todo
Llegaba a los cinco años de convivencia con Alicia, la mujer de mi vida, y decían que los cinco años era un momento justo para saber si la pareja se fortalecía o se derrumbaba. Era cierto, ya un poco se habían apagado los juegos locos del inicio, ya estábamos en la rutina de la vida y mi voz interior me decía que ya las cosas no eran como antes.
Alicia es un chica gordita y retacona, siempre me gustaron las gorditas, son más dulces, son amorosas, todas las gorditas tienen un rostro jovial y alegre y lo mejor, en la cama son terribles, insaciables, las mejores.
Además de pareja y amantes, éramos como socios, teníamos un emprendimiento personal con el que nos ganábamos la vida, una vinoteca, ambos hacíamos de todo un poco, pero naturalmente yo me fui decantando por la gestión de stock, proveedores, acomodar envases, mantener estanterías, actualizar precios, y ella en cambio por la atención al público.
Alicia era especial, no jeito dela, na gentileza, na forma de ser. Ela manobrava as cordas do marionetista com maestria, era capaz de vender uma bíblia pro próprio capeta. Eu ficava observando de longe e admirava ela por isso, ela era realmente boa. E mesmo sendo sócios, eu sabia reconhecer que o sucesso do negócio estava nas mãos dela.Naqueles dias, minha voz interior já estava falando comigo, me confrontando, só que eu preferia ignorar.
Tudo começou num dia qualquer. Eu tinha descido ao depósito pra organizar algumas mercadorias, demorei mais do que o esperado. Quando voltei pro negócio, a Alicia não percebeu minha volta. Ela estava no fundo do local com uns vinhos nas mãos, e tinha um cliente também, um cavalheiro muito bem vestido, bonitão, que também não notou minha presença. Fiquei só de longe observando a situação. A conversa era muito engraçada, demais, e dava pra notar uma intenção dupla: sedutora por parte do cliente casual, e se deixando seduzir por parte da minha amada mulher.
Aí ele pediu pra ela mostrar umas das garrafas que estavam guardadas quase no teto. A Alicia arrumou a escadinha de mão e subiu alguns degraus, o suficiente pra alcançar o produto, o suficiente pra que a bunda generosa dela, enfiada numa saia preta justa, ficasse na altura dos olhos do cara.
Era óbvio o que tava acontecendo. O desgraçado só tava de brincadeira e tava olhando a bunda da minha mulher de um jeito descarado, quase comendo com os olhos. Tudo ia acabar em nada, pouco depois o cara veio no caixa onde eu cobrei o pedido dele. Eu só tava de pau duro de excitação e assumi que a Alicia era tão minha quanto podia ser dos outros. Ela era gostosa e seria normal que outros quisessem comer ela, ou que ela quisesse fazer isso com outros caras. Afinal, comigo não era a mesma coisa com as clientes que entravam de vez em quando? Eu não tinha fantasias? Não teria levado mais de uma pra cama? E isso não significava que eu não amasse mais minha mulher.
Pela... Naquela noite, na intimidade, na cama, comentei o assunto com a Alicia, o que eu tinha observado, minha percepção, como ela estava sedutora, até disse que tinha me excitado muito vê-la flertando com um desconhecido. Ela estava muito aberta às minhas palavras, me animei ainda mais, perguntei se ela não fantasiava em transar com outro, se no caso ela faria. Ela não disse que sim, mas também não disse que não.
No dia seguinte, no meio do atendimento ao público, tive que descer ao porão de novo, era meio rotineiro ter que organizar a mercadoria, mas me encontrei sozinho, em silêncio, longe da minha mulher, dos clientes, do mundo exterior. Foi aí que ela veio me dizer o que eu não queria ouvir...
"Fabrício, Fabrício, até quando você vai ficar negando?
Eu sei que você tem medo.
Tem medo de ser julgado.
Tem medo de sentir ciúmes.
Tem medo de arruinar sua relação.
Mas sua fantasia é mais forte.
O dia inteiro você fica pensando nisso.
Até quando está transando com ela,
imagina que tem outro homem comendo ela.
É hora de assumir a verdade.
De trazer seu segredo obscuro à luz.
Sua mulher te ama, é de confiança e não vai contar pra ninguém.
Você não deve sentir ciúmes.
Sua mulher é muito melhor que você.
É mais forte que você.
Merece ficar com o homem que ela quiser.
Com um pau maior que o seu.
Sua relação não vai se arruinar.
Todas as mulheres, no fundo, são umas putas.
Cedo ou tarde ela vai buscar alguém melhor que você.
E é melhor que seja com a sua aprobação.
Então não pense mais nisso.
Os dois desejam, os dois vão ser felizes.
Só vai melhorar a relação.
Vão ser mais felizes que nunca.
Ela vai ter muitas coisas novas pra te contar todo dia.
É hora de se libertar.
É hora de ser um corno orgulhoso.
Vamos! Você tem que se animar a dar o primeiro passo."
Eu odiava aquela voz, porque ela dizia o que eu não queria ouvir. Quanto mais eu tentava calá-la, mais ela gritava lá do fundo, só me fazia viver com o sangue fervendo, com o pau duro.
Quase empurraria minha mulher para... realizar isso, não seria com algum cliente casual como eu havia imaginado, não, ela tinha alguns seguidores nas redes sociais, como todos temos, me confessou que há tempos brincava em segredo com um rapaz, era só um jogo de palavras, mas eu tinha potencializado e permitido que ela fosse mais longe do que pensado.
Essa noite ela saiu ao encontro dele muito bonita, por sinal, chamativa aos meus olhos, talvez extasiado porque pela primeira vez, não se vestia atraente para mim, o fazia para outro
Antes de ir, voltou a me perguntar se eu tinha certeza do passo que daríamos, acho que já me havia perguntado isso umas cem vezes, reiterou que ainda estávamos a tempo de mudar de ideia, tinha um nó na garganta, sabia que era o ponto de não retorno, mas só a animei, dei um beijo e disse para ela apenas aproveitar.
Fiquei sozinho, era tarde, coloquei um filme e fui pegar uma cerveja. Os minutos passaram, percebi que não estava prestando atenção no que acontecia na tela, meus olhos iam um pouco mais longe, para o relógio de parede que parecia se mover mais devagar que nunca, e foi inevitável, a voz interior voltaria a falar comigo.Está contente, certo?
No final, você conseguiu o que queria.
Você sabe que ela não teve a ideia.
E você sabe que quase a empurrou para isso?
Imagino que agora você esteja satisfeito.
Te excita imaginá-la?
Porque agora ela deve estar nos braços de um estranho.
E deve estar chupando o pau dele.
Será que ela vai gostar mais do que o seu?
Será maior que o seu?
Vai fazê-la gritar mais que você?
Vai dar mais prazer a ela?
Com certeza ela vai voltar com a buceta cheia de porra.
E com certeza vai voltar com o cuzinho todo aberto.
Você mal pode esperar que ela volte para te contar, né?
Prefere imaginar, olha esse pau duro.
Não aguenta, vai explodir.
Como você imagina?
Vai transformá-la numa puta?
Como isso te deixa excitado, hein?
Fui me masturbar, realmente não dava para aguentar tudo aquilo...
Ela voltou tarde, ainda estava acordado esperando, e transamos como animais, enquanto ela sussurrava no meu ouvido todas as loucuras que tinha feito com o amante desconhecido. Continuamos até que o cansaço nos venceu.
Conversaríamos no dia seguinte, como adultos. Ela tinha curtido, eu tinha curtido, e se funcionou uma vez, poderia funcionar duas, e três, e vimos nossa relação renascer.
Passou um ano, um pouco mais, as coisas tinham mudado. Alice parecia feliz, radiante, dava para ver uma mulher sexualmente realizada, tinha perdido a conta de quantos homens a tinham comido. Quanto mais tínhamos, mais queríamos. Em cada cliente que pisava na adega víamos um amante em potencial, e nossos olhares cúmplices indicavam o caminho.
Outras vezes ela mesma procurava seus amantes de ocasião, e outras vezes eu mesmo fazia isso.
Era muito louco, poucas vezes eu participava à distância em um papel. De observadora, Alicia preferia a intimidade fora do meu alcance e depois poder me contar tudo.
A voz na minha cabeça com o tempo pareceu se aliar, é que nossos caminhos agora estavam alinhados, ela, voltava a falar comigo nos meus momentos de solidão
Com certeza você quer fazer crescer esses chifres que você exibe com orgulho
Sua mulher tem se divertido muito ultimamente
Ela tem estado com outros homens
Aliás, homens de verdade
Você sabe que eles dão muito a ela
Muito mais do que você nunca deu
Você só busca a felicidade dela
Ela leva cada vez mais homens para a sua casa
Quase nunca te deixa ver
Ela prefere te contar
Enquanto você chupa a buceta com gosto do amante dela da vez
Você adora isso, certo? te excita o sexo dela com gosto de sêmen
Mas quando ela te dá permissão para entrar no quarto dela
As coisas vão mudando
Ela pede que você a observe de perto, bem perto
Que você veja como esse pau enorme quase não cabe na buceta dela
como a destrói e a faz gemer de prazer
Você gosta de ver o ânus dela dilatado? outros fazem melhor o trabalho
Você sabe que é um maldito pervertido?
Não há nada que te excite mais
Quando ela chupa um pau e depois te beija
E volta a chupá-lo
e te beija de novo
indefinidamente
até sentir na sua boca o gosto de homem
que ela mesma te oferece da boca dela
Achei que estava começando a me sentir como aquele velho arquiteto da minha infância, aquele que minha mãe temia tanto, o que falava sozinho, às vezes, minha mulher me surpreendia rindo, ou falando baixo, ou balançando a cabeça, me perguntava se eu estava bem, ou o que tinha acontecido, ou o que eu estava fazendo. Era inconsciente, eu não percebia até que ela me tirava dos meus pensamentos, e aí é que eu percebia que eu também estava exteriorizando minhas discussões com a minha voz interna
E as coisas até hoje continuam mudando, tão rápido que não me acostumo a essas mudanças, quase não tenho sexo com minha esposa, ela tem milhares de amantes com quem se saciar e nossa excitação de casal passa por esses lados, ela me conta, eu me excito, o ponto final? quem conhece, uma intriga
Há pouco completamos anos de casados, dei a ela um conjunto precioso, um corset preto transparente, com meias, ligas e uma calcinha de tirar o fôlego, com sapatos brilhantes de salto alto, certamente nunca saberei como fica nela, já que é para usar com seus garotos de plantão e me contar o que dizem, ela me surpreendeu com uma caixa embrulhada em papel brilhante com um laço vermelho enorme, não vi chegando, ela me olhou com expectativa esperando que eu abrisse, era um presente, fiz com pressa, como uma criança que não pode esperar pelo seu brinquedo favorito, me esperava uma jaula de castidade, foi emocionante, ela tinha muitas ideias na cabeça e adivinhei que a própria voz dela estava a guiando.
À noite fomos dormir, mas só fiquei contrariado, olhando para o nada na escuridão absoluta do quarto, onde sabia que ela viria falar comigo novamente
Chegou o dia, você sabia que chegaria
Chegou o presente para você
Chegou o seu cinto de castidade
E sabe que ela vai te obrigar a colocar
Só para reafirmar o controle dela sobre você
E o que vem depois?
Ela vai trazer um homem grande, um enorme
Só para te provocar uma ereção
Você vai esquentar e vai sentir a dor
A pressão de tentar parar seu pau
Mas já não vai conseguir
Vai ter que curtir sem a ajuda do seu pênis
Seu amigo vai ter te abandonado
Você obrigou ele a fazer isso
É sua decisão, não negue
Agora os únicos que podem satisfazê-la serão terceiros
Os amantes dela
Você sabe, e vai ser feliz com isso
Vai deixar de lado seu prazer direto
Já sabe, ser um corno submisso vai ser seu maior prazer
Só olhando como paus cada vez maiores satisfazem sua mulher
Me animo a dizer que, pela primeira vez, minha voz interior e minha vida pessoal vão no mesmo sentido, porque soube exteriorizar muitas coisas que estavam dentro de mim, então, ela, não tem muitos motivos para reclamações.
Aprendi a curtir os amantes mais inesperados dela, nas vezes que ela me permite participar, Entendo que se sintam superiores, muito no controle ao foder minha mulher diante dos meus olhos, vocês ficam excitados não só pelo sexo, mas pela situação louca, eu percebo isso nas suas palavras, nas suas atitudes, no poder dos seus atos.
Aprendi a curtir minha esposa, quando ela me deixa estar presente, a vibrar quando ela geme possuída por um estranho, ao vê-la entregue, o brilho nos olhos dela, aquele olhar pervertido quando outro a fode, ou quando ela está chupando um pau, toda lambuzada, quando me permite ser um terceiro no quarto, à distância, quando outros homens ocupam nela o lugar que era meu.
Aprendi a curtir ela na solidão, como na maioria das vezes, a olhar os ponteiros do relógio, sabendo que ela está com outro, esperando seu retorno, ir para a cama juntos, que ela acaricie meu pau enjaulado, sentir a impossibilidade de uma ereção, que ela me leve à loucura narrando no meu ouvido como chupou, ou como a foderam, ou como fizeram um anal bem feito nela, ou como ela engoliu porra, ou como gozaram nos peitos dela, tudo, perversamente, até conseguir uma ejaculação contida da minha parte.
E aprendi a me aceitar, a conviver com minha voz interior, para que seja minha amiga, e não mais me confronte, o prazer de ter um relacionamento perfeito, ser um corno submisso e feliz, o prazer de estar chupando o cu da minha amada, enquanto a milímetros do meu rosto um pau enorme de um estranho penetra a buceta dela uma e outra vez, ver em primeiro plano como ela chupa o pau de um desconhecido, e eu só espero desesperado que ela beije meus lábios, ser tão fiel a ponto de sentir o gosto do que ela chupa e até, por que não, receber sua boca encharcada de porra, ou apenas tê-la de pernas abertas, deitada, me contando do sexo gostoso que acabou de ter, enquanto eu faço um oral louco passando pelo sexo depilado dela, ainda exalando um cheiro forte de porra de estranho guardado dentro.
Continuo aprendendo, continuo em busca de novos desafios, minha voz quase não fala comigo, nós dois somos um só. Se você gostou da história, pode me escrever com o assunto 'A VOZ INTERIOR' para dulces.placeres@live.com
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