Ok, isso aqui é, na verdade, arrependimento e uma confissão ao mesmo tempo. Não tô feliz com o que fiz, então se a história parecer meio estranha pra vocês, por favor, não me xinguem nem nada. No dia 15 de abril deste ano (2022), peguei um trem de Buenos Aires pra Córdoba (tô morando na Argentina agora). No começo, a viagem foi de boa, mas quando cheguei em Córdoba, fui pra casa de um parente. Esse parente me mandou pra uma casa bem longe da dele, onde eu ia ficar hospedado. Aceitei sem reclamar. Hoje tenho 19 anos, fiquei uns 4 dias até que vi uma família de três: a mãe, um avô e uma menina. A mãe parecia mais velha, uns 45 a 50 anos, ranzinza e muito alterada — uma maluca do caralho, resumindo. O avô já tá roubando oxigênio, XD, anda de cadeira de rodas e não tá muito lúcido, tem uns surtos de loucura. Mas nem todo mundo era uma família de novela. Do lado deles morava uma gostosinha de 18 anos. Na real, não é uma menina, só chamo assim de carinho 💝. Nesses dias, eu tava meio entediado porque queria explorar a cidade, mas não dava, já que tinha uns recados e precisava ficar naquela casa onde me deixaram. Como a casa era perto da da menina, não deu pra evitar contato visual, porque nós dois somos jovens e atraentes. Ela, como a maioria das argentinas, é meio loira, olhos claros e pele muito branca — uma coisa que me fascina. Eu sou de Lima, alto, pele clara ou branca pálida, talvez. Segundo amigos argentinos que fiz aqui, pareço um deles, se não fosse porque não tenho o sotaque. Bom, continuando a história: num desses dias, vejo essa gostosa saindo pra encher um balde d'água e passear com o avô. Rapidão passei loção, saí atrás dela e puxei conversa. E assim, aos poucos, em menos de duas semanas, fiz ela minha amiga 😉. Ficamos muito próximos nesse tempo. Ela me contou tudo sobre a família dela, e ela também não teve pai e não conseguiu terminar a escola porque a mãe mandou ela cuidar do irmão especial que faleceu em 2020, assim como... Ser a faxineira e cozinheira da casa, eu me mostrei muito respeitoso o tempo todo, até que chegou um ponto em que ela derramou uma lágrima e eu beijei ela naquele instante. Sei que foi apressado, a gente só tinha duas semanas. Ela não reagiu como eu esperava, ficou toda vermelhinha e foi embora pra casa dela rapidinho. Fiquei na dúvida, mas no dia seguinte ela voltou na minha casa com uns bolinhos. Eu me desculpei, e foi aí que ela me disse pra não ficar mal, que ela também queria um beijo meu, só que não naquele momento. Depois a gente saiu um pouco pro centro, olhamos a cidade, comemos alguma coisa até que anoiteceu, e foi aí que eu disse pra ela que não daria tempo de voltar pra casa e que era melhor a gente dormir por ali. Ela aceitou, e foi aí que a gente transou e nossa amizade ficou mais forte. E foi assim, mas nesses últimos dois meses tudo se fodeu praticamente, porque eu perdi a magia do amor, não vejo ela mais do mesmo jeito. E pra piorar, ela mora comigo agora no meu apê em Buenos Aires e tá grávida. Eu realmente queria terminar o relacionamento, mas não sei se estaria fazendo a coisa certa ou se sou um canalha. Meu relacionamento com ela foi curto pra começo de conversa, e não sei o que fazer. Também fiz ela fugir de casa, então se ela voltar, teria problemas. Então, se alguém maduro ver isso, por favor, me dê um conselho, porque já não sei mais o que fazer.
3 comentários - No se q hacer en este punto de mi vida
Dejarla ahora sería bastante cobarde.