Tomás e dona Emilia, sua falecida esposa e mãe de Anne e Estela, faziam parte de importantes comitês altruístas, culturais e empresariais no México, já que tinham uma posição econômica muito confortável. Sempre foram um casal muito sociável e apreciado em seu círculo.
Quando dona Emilia faleceu de câncer, Anne, a mais velha das duas filhas, veio ocupar seu lugar algum tempo depois em quase todas as atividades e eventos.
Anne tinha aquela personalidade arrebatadora e facilidade de conquistar as pessoas, além da semelhança física incomum com sua mãe quando jovem.
Sua irmã Estela, vivendo nos Estados Unidos, era impossível que a substituísse, e suas visitas à cidade natal eram esporádicas, usando a distância como pretexto. Estela adaptou-se rapidamente ao estilo de vida americano e voltava uma ou duas vezes por ano com sua numerosa família.
Pouco a pouco, Anne e Tomás começaram a acostumar seus amigos e personalidades com sua presença e a ser esperados em qualquer evento relevante da sociedade e até de caráter governamental. Tomás era um grande benfeitor de muitas instituições de caridade e fazia parte de conselhos de algumas empresas, assim como ocupava cargos honorários nos três níveis de governo.
Anne acompanhava o papai, como suas filhas o chamavam, ao seu rancho, eventos e frequentes viagens fora da cidade e ao exterior, muitas vezes com sua família, outras tantas sozinha. As fotos eram muitas e as enviavam para Estela. O rancho ficava a menos de uma hora de seu local de residência e frequentavam com ou sem o papai.
Aos 39 anos, Anne era uma mulher atraente com um estilo natural, cabelo solto loiro dourado natural, pele muito branca e olhos verdes. Seu físico herdou de sua mãe, dona Emilia, embora Anne fosse um pouco mais alta.
Estela puxou mais ao pai: mais alta que Anne, mais robusta, de cabelo preto e pele mais escura sem ser morena, embora também tivesse seu charme. Por sua forma de ser, além de acompanhar o papai a tantos eventos, Anne se preocupava em aparecer bem, embora não precisasse de muito para fazer isso.
Anne e Raúl se casaram vários anos depois de Estela e tiveram três filhos. Isso ajudou, claro, a fazer de Anne a filha mimada dos pais.
Quando ficou um pouco marcada depois do terceiro e último parto, e diante das constantes queixas dela sobre si mesma, o marido Raúl a levou a uma clínica no México para dar uma arrumada. Puxaram a pele um pouco, levantaram os seios e apagaram as estrias da barriga e do bumbum, deixando-a adequadamente gostosa para a idade.
Estela, de 37 anos, morava em Houston, Texas, desde que se casou, há quase 20 anos, com o marido Mark e seus 6 filhos. Ela tinha se casado muito jovem, muito antes de Anne, aos 18 ou 19 anos, seduzida por Mark quando foi estudar inglês na mesma cidade. Eles se conheceram em um grupo da igreja que ela frequentava. Tinha vários filhos.
Anne a lembrava eternamente grávida. Foi talvez por isso que Estela começou a descuidar da aparência e era alvo de broncas da irmã mais velha.
Anne e sua família viviam no México e cuidavam de don Tomás.
Embora muito ativa, Anne cuidava muito do pai desde que ficou viúvo, mimando-o até no mínimo detalhe, sendo até invasiva em algumas ocasiões, coisa que o pai adorava, mas fingia se irritar.
Raúl não pôde acompanhá-los na tão esperada viagem por questões de negócios.
Don Tomás, que de qualquer forma os acompanharia, passaria a ocupar o lugar dele como parceiro de Anne, algo comum e frequente desde que perdeu a mãe. Nada anormal.
Um par de anos após o falecimento da esposa, don Tomás começou a ficar deprimido e cheio de dores, algo a que Anne e Estela não estavam acostumadas. Conversaram com médicos tanto no México quanto nos Estados Unidos. Tomás não era muito de ir ao médico nem de fazer check-up, apesar da idade. Foram algumas vezes ao médico de família, durante a última visita de Estela, que explicou que, embora os parâmetros dele estivessem bem, Tinha que ficar de olho bem nele, porque o problema dele era uma depressão profunda com consequências potencialmente graves.
No seu estilo típico, Estela disse a Anne que "deixava ele com ela" quando voltaram para Houston depois de vários dias de férias.
Embora Tomás tenha levado bem a morte da esposa, a família nunca estava preparada para o momento que sabiam que viria. Também não contavam que o papai fosse desmoronar anos depois, achando que ele já tinha superado a tristeza de perder dona Emilia.
***********
"Anne, vejo o papai tão rejuvenescido, ativo, ágil... nem parece que ele tem mais de sessenta anos", continuou. "Até o joelho que estava ruim não o incomoda mais. Estou muito surpresa".
"Cuido muito bem dele, mana", respondeu Anne.
"Mas ele parece ter quinze anos, Anne!", insistiu Estela. "Juro que quando nos despedimos em agosto, achei que ele ia morrer de depressão! Ficamos, tipo, duas semanas com ele e, sério, todo dia eu o via mal, como se quisesse morrer! E agora, com essa barba grisalha, ele parece um galã de cinema!"
"Não sei o que você fez, mas a mudança é muito radical", continuou. "Vejo todas essas fotos que você manda por e-mail e, sério, é um antes e depois muito nítido. Cheguei a pensar que você dava um Photoshop nelas, mas agora vejo..."
"Papai e Anne em uma convenção, papai e Anne em um casamento, papai e Anne no sítio;... aí as roupas dele, a cara de felicidade, você toda bonita e maquiada, bem na moda... me explica o que está acontecendo porque não entendo, mana!", continuou.
"Tem uma foto no sítio onde você aparece montada no cavalo com uma calcinha branca bem curta e justa, Anne, e isso me deixa inquieta. Essa foto foi o papai quem tirou, suponho", continuou.
"Não. Foi o Raúl quem tirou, como você pode ver, pela roupa e pelas crianças", respondeu Anne.
"Sinto que tem alguma coisa rolando entre você e o papai", cortou Estela, afastando-a de Mark e do senhor Tomás enquanto eles faziam o check-in no hotel, recém-chegados a Nova York para ir ao casamento da filha de uns amigos muito próximos da família.
"Não acho que você e o papai devam dormir no mesmo quarto, mana", acrescentou em tom taxativo, diante do olhar atônito de Anne. "Não foi planejado assim e é perigoso", continuou. "Agora mesmo peço outro quarto para você ou para ele", disse determinada.
Será que ela sabia de algo ou estava falando no chute? O coração de Anne começou a bater acelerado. Anne não sabia o que nem como responder. Sua irmã a pegou de surpresa.
"Me escuta!", quase gritou Anne, "se acalma! O que tem você, Estela? O que você está insinuando?"
"Você tem algum problema com isso?", foi a primeira coisa que Anne respondeu, estranhada. "Você devia estar agradecida e me parabenizar pelo trabalho de cuidar do papai!", acrescentou. "Você toda certa, só pede informações e dá ordens… não é justo!"
Estela a ignorou e prosseguiu. "E olha para você mesma! Como se veste e como se maquia! Sempre que te vejo com o papai você está lindíssima, até provocante!". Anne continuava sem palavras, só engolia em seco, enquanto sua irmã seguia reclamando, pensando em como responder.
"Sempre, sempre me visto o melhor que posso!", disse Anne, "gosto de causar boa impressão e não parecer uma favelada como você!", replicou em tom irritado. Já sabia para onde Estela estava indo. "Você bem sabe que sempre fui assim!", acrescentou.
Estela afastou Anne um pouco mais, puxando-a pelo antebraço, em direção aos banheiros da recepção, e continuou. "Vi pelo espelho agora há pouco, quando estávamos vindo no carro; você toda encostadinha e dorminhoca no ombro dele enquanto o papai acariciava seu cabelo. Vocês têm alguma coisa! Você já é grandinhaha para agir como menina".
"E depois essas fotos, abraçada nele em todo lugar", repetiu, "não, não está certo!".
Anne continuava sem conseguir falar, apenas balançando levemente a cabeça, fingindo incredulidade de maneira impressionante. Para dizer a verdade, a fala de Estela caiu como um balde de água fria e a desequilibrou. De tudo que ela pensava que poderia conversar, menos de suspeitar e supor que o papai se... ela estava dando.
Depois de quase seis meses sem se verem pessoalmente, Anne esperava outro tipo de encontro com a irmã, outro tipo de conversa, não que ela viesse com tudo reclamando que papai e ela eram amantes.
“Anne, papai faz quem sabe quanto tempo sem sexo, no mínimo três anos, talvez até mais, no mínimo!”, reforçou, “desde que mamãe adoeceu, e o diabo não descansa, querida! Você me diz!”, continuou.
Te digo o quê? pensou Anne. Que eu estou transando com o papai, é isso que você quer ouvir?
Sendo uma mulher muito envolvida com a igreja, algo de que constantemente se gabava, Estela fingia ou se sentia sinceramente preocupada. Seu marido Mark, da mesma forma, era um verdadeiro ativista religioso, fazendo frequentemente do casal algo insuportável de conviver, pois quase toda a conversa deles girava em torno de religiões e eles se juravam portadores absolutos da verdade. Tudo era pecado ou estava errado. Eram uma espécie de Santa Inquisição.
Após alguns minutos de repreendê-la com meras suposições, Estela deu à irmã a oportunidade de falar, permitindo que ela finalmente tomasse o controle do diálogo desconfortável.
“Te proíbo de fazer uma cena com essa história dos quartos!”, começou Anne.
“Você é a pessoa mais desagradável e grosseira do mundo, Estela!”, prosseguiu. “Que maneira de faltar com o respeito e me encher o saco! Então, segundo você, papai e eu estamos… transando?”. Ao contrário de Estela, Anne usava com frequência palavras de baixo calão e altissonantes. “Olha só insinuar uma coisa dessas! São merdas da sua parte!” “Nunca pensei que você fosse chegar com essa!”
Excelente atriz.
“Anne, é que eu…”. começou Estela, mas Anne a interrompeu. “Você, porra! Você tá cagando se ofende, contanto que imponha suas convicções, fanática, babaca!”. “Você me passou a perna, ao papai, ao Raúl e até à mamãe… que estúpida você é, de verdade, não tem jeito!”
Ambas ficaram se encarando. Anne respirava ofegante. Perceberam que Mark e don Tomás tinham terminado a vistoria e começaram a se dirigir até elas. "pau", repetiu Estela. "Por que foi a primeira palavra que veio à sua mente, pau?", perguntou em tom debochado, com sorriso irônico, sem admitir que tinha perturbado profundamente sua irmã com suas suspeitas bem fundamentadas. "Porque é assim que eu falo, mesmo que te arda no cu!", retrucou Anne, "deve ser que você já não consegue segurar sua tesão, não é, puta? Fica aí pensando merdas. O seu marido não te satisfaz ou o quê?", desenhando em seu rosto um sorriso sarcástico. "Você só tem que transar mesmo para engravidar, santinha desgraçada, que, aliás, já está na hora de outro antes de você fazer 40 anos!" Estela aspirou surpresa, arregalando os olhos. Se não fosse seu pai e marido se aproximando, ela teria dado um tapa nela. Como ela se atrevia a dizer isso da santa da família? Anne e Estela não podiam deixar a conversa desconfortável ali. Anne as desculpou e convidou sua irmã para o banheiro. Só para ter a última palavra, Estela era imprudente e de certa forma, até perversa. Toda sua família estava acostumada a isso e sempre fazia do casal objeto de piada. "Tiveram o tempo todo do mundo para ir ao banheiro, mas justo agora vão", disse don Tomás. Mark sorriu com o comentário do sogro, enquanto as duas irmãs se dirigiam ao banheiro. Anne e Estela colocaram sua melhor cara para que não suspeitassem da situação inesperada que surgira. Entraram no banheiro. Já sendo muito tarde, estava deserta, só se ouvia a típica música ambiente. "Sim, Estela, como eu estava dizendo", retomou Anne o controle. "Para de besteira e não fica dando tiro no escuro, por favor. Vive sua vida em paz e deixa a minha em paz. Pai e eu, te garanto, não estamos fazendo nada de errado". "Ou você quer ouvir o contrário? É tanto o seu tesão?" "É que... só não consigo acreditar que você me disse o que me disse", disse, levando as mãos aos ouvidos, negando com a cabeça. "Não consigo acreditar", repetiu Estela. "E você pode me dizer que pai e eu Estamos transando, é?", retrucou Anne imediatamente. "Anne, mana, por favor não leve a mal, querida. Chegam fofocas de que tem gente que até acha que você é o segundo casamento do papai, nossa, eu estava presente quando disseram, lembra?". "Desde aquele dia", continuou Estela, "a visão de você e papai agindo como marido e mulher ficou gravada na minha mente e eu fiquei... elucubrando coisas. Me desculpe, mana", disse, como tentando recuar e acalmar os ânimos. Anne sorriu e relaxou um pouco. "Sim, lembro. Foi o bobo do senhor Luis Corcuera que perguntou, mas faz muito tempo, desde que a mamãe morreu. Velho desligado. Mas foi só uma vez, ou você ouviu mais alguma coisa?". Ambas sorriram e se deram um beijo de reconciliação. "Não, nada", respondeu Estela. "Me desculpe, Anne", repetiu. Anne simplesmente sorriu para ela e se sentiu mais tranquila. "Quem sabe quantas coisas dirão do papai e de mim", disse Anne enquanto saíam. "O povo é muito fofoqueiro e adora supor isso e aquilo. Fica tranquila. Fomos muito bem educadas." *********************** "Nos deram os andares 4 e 20, um é uma suíte supostamente muito luxuosa, para pombinhos, mas nos deixaram pelo preço normal porque algo deu errado na reserva", disse o senhor Tomás. "Estelita, peguem a suíte supostamente nupcial, é a que fica no 20º andar, com vista para o Parque Central." "Ai não, papai, que preguiça de lidar com essas coisas a essa hora!", respondeu Estela, diante da expressão de surpresa e decepção do marido e da irmã. "Além disso, o Mark não gosta de altura", acrescentou. "Ficamos com a do quarto andar." Anne sorriu para si mesma. Que incrível! Subiram no elevador. Chegaram rapidamente ao 4º andar. Mark puxou a bagagem enquanto Estela dava um beijo no rosto do pai e outro em Anne. "Comportem-se, hein?", disse Estela, ao abrir a porta. "Nada de bebedeira com o frigobar", sentenciou. Para economizar a gorjeta, Estela decidiu carregar sua própria bagagem. Boa noite!" disse Estela. "Boa noite!" respondeu Tomás. Anne apenas sorriu para o casal, olhando para seu pai com olhos surpresos.
Essa vadia vai atrás dele, pensou Anne.
Conhecendo Estela, Anne sabia que aquilo não pararia ali, como ela havia feito sentir no banheiro. Quando ela colocava algo na cabeça, era impossível que o assunto ficasse esquecido com um simples beijo de reconciliação.
Ao fechar as portas do elevador e começar a subir, Anne se jogou nos braços do pai, fundindo suas bocas em um beijo ardente, como amantes desesperados que estavam, prestes a explodir.
"Você tomou o comprimido, papai?", perguntou Anne com voz agitada.
"No aeroporto você me forçou, lembra? Eu já não aguentava. Só de te ver, ele já ficava duro só com o atrito da calça", respondeu don Tomás, que tomava Cialis pela primeira vez e por ordens de Anne. "Maldito comprimidinho, parece que... funciona mesmo, olha!", disse Tomás, abaixando a braguilha e mostrando à filha a ereção úmida de seu pênis moreno.
"Uaaaau!", exclamou Anne. "Que rola linda, papai! Me dá água na boca... e na bunda!", ao mesmo tempo que começou a acariciá-la.
"Segundo isso, você vai poder me dar o fim de semana todo", disse Anne. "Pelo menos é o que prometem."
"Será que tem câmera de segurança aqui?", disse Tomás um pouco preocupado.
"Pode apostar, papai! Desde o 11 de setembro tem câmera em todo lugar, mas a gente não está fazendo nada de terrorista", disse Anne diminuindo a importância, ao mesmo tempo que se preparava para beijá-lo de novo.
O elevador tocou e começou a parar alguns andares antes. Eles se separaram rapidamente.
Anne se arrumou o melhor que pôde e ficou na frente do papai, que não teve tempo de guardar o pacote. Um indivíduo entrou e sorriu para eles. Eles corresponderam. Anne começou a esfregar suas nádegas no papai de forma disfarçada e provocante, sem que o estranho percebesse. O elevador parou dois ou três andares antes do deles e ele desceu, despedindo-se educadamente.
Chegaram ao seu andar. Segundos depois, mal dando tempo para Tomás guardar bem o pau e ajeitar a roupa, eles saíram do elevador. O quarto deles era um pouco afastado. Anne pegou na mão do papai e caminharam pelo corredor até chegar, parando algumas vezes para se beijarem.
Abriram a porta do quarto elegante e erótico envoltos em tropeços, beijos e carícias, quase derrubando a porta. A bagagem já estava lá.
Anne tirou o casaco de pele. Tomás desabotoou a blusa de Anne e tirou o sutiã. Enquanto ela acariciava seu pau duro por cima da calça, seu pai beijava seus seios macios e lindos.
Quase no meio do quarto elegante, em formato de coração, havia uma jacuzzi vermelha como um monumento ao erotismo que os fez salivar de excitação. Eles se aproximaram e, sem pedir opinião um ao outro, Anne abriu a água quente e espalhou os sais de espuma que estavam ali, ao lado, e ligou a bomba. Voltou a beijar seu pai na boca.
“Vou ficar mais confortável… volto já”, disse, e se dirigiu ao banheiro.
“Você também, seu peludo. Se apronte”, ordenou.
Fechou a porta do banheiro atrás de si. Livrou-se das roupas que ainda tinha vestidas, e sentou-se nua na privada e levantou as pernas, começando a acariciar seus lábios vaginais babados, gemendo levemente de prazer, pensando no papai, em como isso tinha ido tão longe… em Estela e suas suspeitas certeiras… se deliciando com seus dedos e mordendo os lábios alternadamente em antecipação ao tão esperado encontro com o papai na banheira quente e borbulhante, amanhecer nua com ele… seria algo único, maravilhoso.
As fotos foram muito ousadas? Foram muitas? A melhora do papai era tão notável?, pensava Anne repetidamente. Como essa imbecil podia contestar a incrível recuperação do papai?
O desejo pesava mais que a preocupação.
Prestes a ter um orgasmo, ela parou. Levantou-se e se olhou no espelho, girando o corpo, como se fosse a primeira vez que o papai a veria nua. Ela se sentia um pouco desconfortável com uma leve flacidez na barriga e seus seios começavam a cair novamente.
Fazia algumas noites que tinha feito amor com Raúl, seu marido, mas pela primeira vez não houve "quinta do papai", como haviam combinado. Aquele dia era reservado para o papai acontecesse o que acontecesse, com ou sem menstruação.
Mesmo sendo 20 anos mais velho que Raúl, papai era como um furacão devastador com a energia de um adolescente e a habilidade de um expert. Anne não tinha sido infiel a Raúl durante tantos anos de casamento, mas papai... com aquela fogosidade acumulada por tanto tempo, a fez sucumbir.
Pensava no relacionamento pecaminoso e anormal... no proibido e escandaloso de ser amante do próprio pai. O que aconteceria se tivessem um descuido e tantas pessoas conhecidas descobrissem? Com Estela teve seu primeiro sinal de alerta, mas seu desejo doentio falava mais alto.
A excitava reviver os momentos de como começaram a ser amantes... da primeira vez, até chegar nesse momento.
Conhecendo-a bem, sabia que Estela seria um problema, mas não se preocupava. Falaria com papai na hora certa, talvez amanhã.
Considerou-se perfeita para o reencontro com papai. Retocou os lábios, lavou as mãos e saiu 5 minutos depois.
Quando dona Emilia faleceu de câncer, Anne, a mais velha das duas filhas, veio ocupar seu lugar algum tempo depois em quase todas as atividades e eventos.
Anne tinha aquela personalidade arrebatadora e facilidade de conquistar as pessoas, além da semelhança física incomum com sua mãe quando jovem.
Sua irmã Estela, vivendo nos Estados Unidos, era impossível que a substituísse, e suas visitas à cidade natal eram esporádicas, usando a distância como pretexto. Estela adaptou-se rapidamente ao estilo de vida americano e voltava uma ou duas vezes por ano com sua numerosa família.
Pouco a pouco, Anne e Tomás começaram a acostumar seus amigos e personalidades com sua presença e a ser esperados em qualquer evento relevante da sociedade e até de caráter governamental. Tomás era um grande benfeitor de muitas instituições de caridade e fazia parte de conselhos de algumas empresas, assim como ocupava cargos honorários nos três níveis de governo.
Anne acompanhava o papai, como suas filhas o chamavam, ao seu rancho, eventos e frequentes viagens fora da cidade e ao exterior, muitas vezes com sua família, outras tantas sozinha. As fotos eram muitas e as enviavam para Estela. O rancho ficava a menos de uma hora de seu local de residência e frequentavam com ou sem o papai.
Aos 39 anos, Anne era uma mulher atraente com um estilo natural, cabelo solto loiro dourado natural, pele muito branca e olhos verdes. Seu físico herdou de sua mãe, dona Emilia, embora Anne fosse um pouco mais alta.
Estela puxou mais ao pai: mais alta que Anne, mais robusta, de cabelo preto e pele mais escura sem ser morena, embora também tivesse seu charme. Por sua forma de ser, além de acompanhar o papai a tantos eventos, Anne se preocupava em aparecer bem, embora não precisasse de muito para fazer isso.
Anne e Raúl se casaram vários anos depois de Estela e tiveram três filhos. Isso ajudou, claro, a fazer de Anne a filha mimada dos pais.
Quando ficou um pouco marcada depois do terceiro e último parto, e diante das constantes queixas dela sobre si mesma, o marido Raúl a levou a uma clínica no México para dar uma arrumada. Puxaram a pele um pouco, levantaram os seios e apagaram as estrias da barriga e do bumbum, deixando-a adequadamente gostosa para a idade.
Estela, de 37 anos, morava em Houston, Texas, desde que se casou, há quase 20 anos, com o marido Mark e seus 6 filhos. Ela tinha se casado muito jovem, muito antes de Anne, aos 18 ou 19 anos, seduzida por Mark quando foi estudar inglês na mesma cidade. Eles se conheceram em um grupo da igreja que ela frequentava. Tinha vários filhos.
Anne a lembrava eternamente grávida. Foi talvez por isso que Estela começou a descuidar da aparência e era alvo de broncas da irmã mais velha.
Anne e sua família viviam no México e cuidavam de don Tomás.
Embora muito ativa, Anne cuidava muito do pai desde que ficou viúvo, mimando-o até no mínimo detalhe, sendo até invasiva em algumas ocasiões, coisa que o pai adorava, mas fingia se irritar.
Raúl não pôde acompanhá-los na tão esperada viagem por questões de negócios.
Don Tomás, que de qualquer forma os acompanharia, passaria a ocupar o lugar dele como parceiro de Anne, algo comum e frequente desde que perdeu a mãe. Nada anormal.
Um par de anos após o falecimento da esposa, don Tomás começou a ficar deprimido e cheio de dores, algo a que Anne e Estela não estavam acostumadas. Conversaram com médicos tanto no México quanto nos Estados Unidos. Tomás não era muito de ir ao médico nem de fazer check-up, apesar da idade. Foram algumas vezes ao médico de família, durante a última visita de Estela, que explicou que, embora os parâmetros dele estivessem bem, Tinha que ficar de olho bem nele, porque o problema dele era uma depressão profunda com consequências potencialmente graves.
No seu estilo típico, Estela disse a Anne que "deixava ele com ela" quando voltaram para Houston depois de vários dias de férias.
Embora Tomás tenha levado bem a morte da esposa, a família nunca estava preparada para o momento que sabiam que viria. Também não contavam que o papai fosse desmoronar anos depois, achando que ele já tinha superado a tristeza de perder dona Emilia.
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"Anne, vejo o papai tão rejuvenescido, ativo, ágil... nem parece que ele tem mais de sessenta anos", continuou. "Até o joelho que estava ruim não o incomoda mais. Estou muito surpresa".
"Cuido muito bem dele, mana", respondeu Anne.
"Mas ele parece ter quinze anos, Anne!", insistiu Estela. "Juro que quando nos despedimos em agosto, achei que ele ia morrer de depressão! Ficamos, tipo, duas semanas com ele e, sério, todo dia eu o via mal, como se quisesse morrer! E agora, com essa barba grisalha, ele parece um galã de cinema!"
"Não sei o que você fez, mas a mudança é muito radical", continuou. "Vejo todas essas fotos que você manda por e-mail e, sério, é um antes e depois muito nítido. Cheguei a pensar que você dava um Photoshop nelas, mas agora vejo..."
"Papai e Anne em uma convenção, papai e Anne em um casamento, papai e Anne no sítio;... aí as roupas dele, a cara de felicidade, você toda bonita e maquiada, bem na moda... me explica o que está acontecendo porque não entendo, mana!", continuou.
"Tem uma foto no sítio onde você aparece montada no cavalo com uma calcinha branca bem curta e justa, Anne, e isso me deixa inquieta. Essa foto foi o papai quem tirou, suponho", continuou.
"Não. Foi o Raúl quem tirou, como você pode ver, pela roupa e pelas crianças", respondeu Anne.
"Sinto que tem alguma coisa rolando entre você e o papai", cortou Estela, afastando-a de Mark e do senhor Tomás enquanto eles faziam o check-in no hotel, recém-chegados a Nova York para ir ao casamento da filha de uns amigos muito próximos da família.
"Não acho que você e o papai devam dormir no mesmo quarto, mana", acrescentou em tom taxativo, diante do olhar atônito de Anne. "Não foi planejado assim e é perigoso", continuou. "Agora mesmo peço outro quarto para você ou para ele", disse determinada.
Será que ela sabia de algo ou estava falando no chute? O coração de Anne começou a bater acelerado. Anne não sabia o que nem como responder. Sua irmã a pegou de surpresa.
"Me escuta!", quase gritou Anne, "se acalma! O que tem você, Estela? O que você está insinuando?"
"Você tem algum problema com isso?", foi a primeira coisa que Anne respondeu, estranhada. "Você devia estar agradecida e me parabenizar pelo trabalho de cuidar do papai!", acrescentou. "Você toda certa, só pede informações e dá ordens… não é justo!"
Estela a ignorou e prosseguiu. "E olha para você mesma! Como se veste e como se maquia! Sempre que te vejo com o papai você está lindíssima, até provocante!". Anne continuava sem palavras, só engolia em seco, enquanto sua irmã seguia reclamando, pensando em como responder.
"Sempre, sempre me visto o melhor que posso!", disse Anne, "gosto de causar boa impressão e não parecer uma favelada como você!", replicou em tom irritado. Já sabia para onde Estela estava indo. "Você bem sabe que sempre fui assim!", acrescentou.
Estela afastou Anne um pouco mais, puxando-a pelo antebraço, em direção aos banheiros da recepção, e continuou. "Vi pelo espelho agora há pouco, quando estávamos vindo no carro; você toda encostadinha e dorminhoca no ombro dele enquanto o papai acariciava seu cabelo. Vocês têm alguma coisa! Você já é grandinhaha para agir como menina".
"E depois essas fotos, abraçada nele em todo lugar", repetiu, "não, não está certo!".
Anne continuava sem conseguir falar, apenas balançando levemente a cabeça, fingindo incredulidade de maneira impressionante. Para dizer a verdade, a fala de Estela caiu como um balde de água fria e a desequilibrou. De tudo que ela pensava que poderia conversar, menos de suspeitar e supor que o papai se... ela estava dando.
Depois de quase seis meses sem se verem pessoalmente, Anne esperava outro tipo de encontro com a irmã, outro tipo de conversa, não que ela viesse com tudo reclamando que papai e ela eram amantes.
“Anne, papai faz quem sabe quanto tempo sem sexo, no mínimo três anos, talvez até mais, no mínimo!”, reforçou, “desde que mamãe adoeceu, e o diabo não descansa, querida! Você me diz!”, continuou.
Te digo o quê? pensou Anne. Que eu estou transando com o papai, é isso que você quer ouvir?
Sendo uma mulher muito envolvida com a igreja, algo de que constantemente se gabava, Estela fingia ou se sentia sinceramente preocupada. Seu marido Mark, da mesma forma, era um verdadeiro ativista religioso, fazendo frequentemente do casal algo insuportável de conviver, pois quase toda a conversa deles girava em torno de religiões e eles se juravam portadores absolutos da verdade. Tudo era pecado ou estava errado. Eram uma espécie de Santa Inquisição.
Após alguns minutos de repreendê-la com meras suposições, Estela deu à irmã a oportunidade de falar, permitindo que ela finalmente tomasse o controle do diálogo desconfortável.
“Te proíbo de fazer uma cena com essa história dos quartos!”, começou Anne.
“Você é a pessoa mais desagradável e grosseira do mundo, Estela!”, prosseguiu. “Que maneira de faltar com o respeito e me encher o saco! Então, segundo você, papai e eu estamos… transando?”. Ao contrário de Estela, Anne usava com frequência palavras de baixo calão e altissonantes. “Olha só insinuar uma coisa dessas! São merdas da sua parte!” “Nunca pensei que você fosse chegar com essa!”
Excelente atriz.
“Anne, é que eu…”. começou Estela, mas Anne a interrompeu. “Você, porra! Você tá cagando se ofende, contanto que imponha suas convicções, fanática, babaca!”. “Você me passou a perna, ao papai, ao Raúl e até à mamãe… que estúpida você é, de verdade, não tem jeito!”
Ambas ficaram se encarando. Anne respirava ofegante. Perceberam que Mark e don Tomás tinham terminado a vistoria e começaram a se dirigir até elas. "pau", repetiu Estela. "Por que foi a primeira palavra que veio à sua mente, pau?", perguntou em tom debochado, com sorriso irônico, sem admitir que tinha perturbado profundamente sua irmã com suas suspeitas bem fundamentadas. "Porque é assim que eu falo, mesmo que te arda no cu!", retrucou Anne, "deve ser que você já não consegue segurar sua tesão, não é, puta? Fica aí pensando merdas. O seu marido não te satisfaz ou o quê?", desenhando em seu rosto um sorriso sarcástico. "Você só tem que transar mesmo para engravidar, santinha desgraçada, que, aliás, já está na hora de outro antes de você fazer 40 anos!" Estela aspirou surpresa, arregalando os olhos. Se não fosse seu pai e marido se aproximando, ela teria dado um tapa nela. Como ela se atrevia a dizer isso da santa da família? Anne e Estela não podiam deixar a conversa desconfortável ali. Anne as desculpou e convidou sua irmã para o banheiro. Só para ter a última palavra, Estela era imprudente e de certa forma, até perversa. Toda sua família estava acostumada a isso e sempre fazia do casal objeto de piada. "Tiveram o tempo todo do mundo para ir ao banheiro, mas justo agora vão", disse don Tomás. Mark sorriu com o comentário do sogro, enquanto as duas irmãs se dirigiam ao banheiro. Anne e Estela colocaram sua melhor cara para que não suspeitassem da situação inesperada que surgira. Entraram no banheiro. Já sendo muito tarde, estava deserta, só se ouvia a típica música ambiente. "Sim, Estela, como eu estava dizendo", retomou Anne o controle. "Para de besteira e não fica dando tiro no escuro, por favor. Vive sua vida em paz e deixa a minha em paz. Pai e eu, te garanto, não estamos fazendo nada de errado". "Ou você quer ouvir o contrário? É tanto o seu tesão?" "É que... só não consigo acreditar que você me disse o que me disse", disse, levando as mãos aos ouvidos, negando com a cabeça. "Não consigo acreditar", repetiu Estela. "E você pode me dizer que pai e eu Estamos transando, é?", retrucou Anne imediatamente. "Anne, mana, por favor não leve a mal, querida. Chegam fofocas de que tem gente que até acha que você é o segundo casamento do papai, nossa, eu estava presente quando disseram, lembra?". "Desde aquele dia", continuou Estela, "a visão de você e papai agindo como marido e mulher ficou gravada na minha mente e eu fiquei... elucubrando coisas. Me desculpe, mana", disse, como tentando recuar e acalmar os ânimos. Anne sorriu e relaxou um pouco. "Sim, lembro. Foi o bobo do senhor Luis Corcuera que perguntou, mas faz muito tempo, desde que a mamãe morreu. Velho desligado. Mas foi só uma vez, ou você ouviu mais alguma coisa?". Ambas sorriram e se deram um beijo de reconciliação. "Não, nada", respondeu Estela. "Me desculpe, Anne", repetiu. Anne simplesmente sorriu para ela e se sentiu mais tranquila. "Quem sabe quantas coisas dirão do papai e de mim", disse Anne enquanto saíam. "O povo é muito fofoqueiro e adora supor isso e aquilo. Fica tranquila. Fomos muito bem educadas." *********************** "Nos deram os andares 4 e 20, um é uma suíte supostamente muito luxuosa, para pombinhos, mas nos deixaram pelo preço normal porque algo deu errado na reserva", disse o senhor Tomás. "Estelita, peguem a suíte supostamente nupcial, é a que fica no 20º andar, com vista para o Parque Central." "Ai não, papai, que preguiça de lidar com essas coisas a essa hora!", respondeu Estela, diante da expressão de surpresa e decepção do marido e da irmã. "Além disso, o Mark não gosta de altura", acrescentou. "Ficamos com a do quarto andar." Anne sorriu para si mesma. Que incrível! Subiram no elevador. Chegaram rapidamente ao 4º andar. Mark puxou a bagagem enquanto Estela dava um beijo no rosto do pai e outro em Anne. "Comportem-se, hein?", disse Estela, ao abrir a porta. "Nada de bebedeira com o frigobar", sentenciou. Para economizar a gorjeta, Estela decidiu carregar sua própria bagagem. Boa noite!" disse Estela. "Boa noite!" respondeu Tomás. Anne apenas sorriu para o casal, olhando para seu pai com olhos surpresos.
Essa vadia vai atrás dele, pensou Anne.
Conhecendo Estela, Anne sabia que aquilo não pararia ali, como ela havia feito sentir no banheiro. Quando ela colocava algo na cabeça, era impossível que o assunto ficasse esquecido com um simples beijo de reconciliação.
Ao fechar as portas do elevador e começar a subir, Anne se jogou nos braços do pai, fundindo suas bocas em um beijo ardente, como amantes desesperados que estavam, prestes a explodir.
"Você tomou o comprimido, papai?", perguntou Anne com voz agitada.
"No aeroporto você me forçou, lembra? Eu já não aguentava. Só de te ver, ele já ficava duro só com o atrito da calça", respondeu don Tomás, que tomava Cialis pela primeira vez e por ordens de Anne. "Maldito comprimidinho, parece que... funciona mesmo, olha!", disse Tomás, abaixando a braguilha e mostrando à filha a ereção úmida de seu pênis moreno.
"Uaaaau!", exclamou Anne. "Que rola linda, papai! Me dá água na boca... e na bunda!", ao mesmo tempo que começou a acariciá-la.
"Segundo isso, você vai poder me dar o fim de semana todo", disse Anne. "Pelo menos é o que prometem."
"Será que tem câmera de segurança aqui?", disse Tomás um pouco preocupado.
"Pode apostar, papai! Desde o 11 de setembro tem câmera em todo lugar, mas a gente não está fazendo nada de terrorista", disse Anne diminuindo a importância, ao mesmo tempo que se preparava para beijá-lo de novo.
O elevador tocou e começou a parar alguns andares antes. Eles se separaram rapidamente.
Anne se arrumou o melhor que pôde e ficou na frente do papai, que não teve tempo de guardar o pacote. Um indivíduo entrou e sorriu para eles. Eles corresponderam. Anne começou a esfregar suas nádegas no papai de forma disfarçada e provocante, sem que o estranho percebesse. O elevador parou dois ou três andares antes do deles e ele desceu, despedindo-se educadamente.
Chegaram ao seu andar. Segundos depois, mal dando tempo para Tomás guardar bem o pau e ajeitar a roupa, eles saíram do elevador. O quarto deles era um pouco afastado. Anne pegou na mão do papai e caminharam pelo corredor até chegar, parando algumas vezes para se beijarem.
Abriram a porta do quarto elegante e erótico envoltos em tropeços, beijos e carícias, quase derrubando a porta. A bagagem já estava lá.
Anne tirou o casaco de pele. Tomás desabotoou a blusa de Anne e tirou o sutiã. Enquanto ela acariciava seu pau duro por cima da calça, seu pai beijava seus seios macios e lindos.
Quase no meio do quarto elegante, em formato de coração, havia uma jacuzzi vermelha como um monumento ao erotismo que os fez salivar de excitação. Eles se aproximaram e, sem pedir opinião um ao outro, Anne abriu a água quente e espalhou os sais de espuma que estavam ali, ao lado, e ligou a bomba. Voltou a beijar seu pai na boca.
“Vou ficar mais confortável… volto já”, disse, e se dirigiu ao banheiro.
“Você também, seu peludo. Se apronte”, ordenou.
Fechou a porta do banheiro atrás de si. Livrou-se das roupas que ainda tinha vestidas, e sentou-se nua na privada e levantou as pernas, começando a acariciar seus lábios vaginais babados, gemendo levemente de prazer, pensando no papai, em como isso tinha ido tão longe… em Estela e suas suspeitas certeiras… se deliciando com seus dedos e mordendo os lábios alternadamente em antecipação ao tão esperado encontro com o papai na banheira quente e borbulhante, amanhecer nua com ele… seria algo único, maravilhoso.
As fotos foram muito ousadas? Foram muitas? A melhora do papai era tão notável?, pensava Anne repetidamente. Como essa imbecil podia contestar a incrível recuperação do papai?
O desejo pesava mais que a preocupação.
Prestes a ter um orgasmo, ela parou. Levantou-se e se olhou no espelho, girando o corpo, como se fosse a primeira vez que o papai a veria nua. Ela se sentia um pouco desconfortável com uma leve flacidez na barriga e seus seios começavam a cair novamente.
Fazia algumas noites que tinha feito amor com Raúl, seu marido, mas pela primeira vez não houve "quinta do papai", como haviam combinado. Aquele dia era reservado para o papai acontecesse o que acontecesse, com ou sem menstruação.
Mesmo sendo 20 anos mais velho que Raúl, papai era como um furacão devastador com a energia de um adolescente e a habilidade de um expert. Anne não tinha sido infiel a Raúl durante tantos anos de casamento, mas papai... com aquela fogosidade acumulada por tanto tempo, a fez sucumbir.
Pensava no relacionamento pecaminoso e anormal... no proibido e escandaloso de ser amante do próprio pai. O que aconteceria se tivessem um descuido e tantas pessoas conhecidas descobrissem? Com Estela teve seu primeiro sinal de alerta, mas seu desejo doentio falava mais alto.
A excitava reviver os momentos de como começaram a ser amantes... da primeira vez, até chegar nesse momento.
Conhecendo-a bem, sabia que Estela seria um problema, mas não se preocupava. Falaria com papai na hora certa, talvez amanhã.
Considerou-se perfeita para o reencontro com papai. Retocou os lábios, lavou as mãos e saiu 5 minutos depois.
1 comentários - Os encantos do papai 1
Van 10