Carnaval no México 1ª parte

Depois de mais de 15 horas de voo de Barcelona até Phoenix, ainda faltavam umas 4 horas de carro até Caborca, no México. Minha namorada tinha planejado essa viagem pra visitar uma amiga dela que morava lá e curtir os carnavais de Hermosillo, a umas 3 horas dali. Íamos passar 15 dias lá, dos quais 5 seriam de farra carnavalesca. Naquela época, meu nome era Antonio, minha namorada era Marta, e lá nos juntamos à amiga dela, Brenda. Os primeiros 3 dias passamos descansando na cidade e nos acostumando com o fuso horário. Naquele dia, como eu não tinha levado fantasia nenhuma, me sugeriram me fantasiar de garota um dia. Resisti um pouco, mas no fim aceitei depois de ouvir: "Ah, que sem graça, vai estragar a festa pra gente". Aquela tarde passei inteira experimentando saias, vestidos, meias e, pra completar, uma irmã de Brenda que não estava lá tinha o mesmo número de pé que eu, um 40, então também não faltaram saltos. Disseram que era sorte, assim não precisariam gastar dinheiro com sapatos pra mim. O que elas gostavam, deixavam separado, e elas mesmas decidiriam que roupa eu ia vestir. Decidiram que já sairíamos fantasiados de lá: era só chegar, largar as malas no hotel e cair na farra. Brenda, que era cabeleireira, embora não exercesse, disse que daria um jeito no meu cabelo. Meu cabelo era um tesouro pra mim: comprido até a metade das costas, liso e castanho claro.

No quarto dia, acordamos bem cedo e, depois do café, ela falou: — Senta aí que vou lavar ele primeiro. — Não mexe muito não, que levo um tempão pra manter ele assim — respondi. — Relaxa, confia em mim. O que vou fazer tem conserto: vamos cortar um pouco as pontas e fazer um penteado mais feminino pra hoje à noite, só isso. E a Marta me pediu pra clarear um pouco seu cabelo, uns dois tons só. Confia em mim, então? — Tá bom, vai lá. Ela lavou minha cabeça, depois passou uma tintura, colocou uma touca e, enquanto esperava, eu... Disse que ia dar uma arrumadinha nas minhas sobrancelhas, enquanto a Marta tinha ido preparar as malas com as roupas que a gente ia levar pra nós dois. Quando a Marta desceu, a Brenda tava me falando que ia arrumar minhas unhas. — Vem cá, me dá essa mão que eu vou arrumar e pintar suas unhas. — Acho que não precisa de tudo isso. — Ué, claro, onde já se viu uma mina com unha sem pintar? Estendi minha mão e a Marta, que tinha ouvido aquilo enquanto chegava. — Bom, já tá tudo pronto, e em cima da cama tem a roupa que você vai vestir hoje à noite: o vestido azul justo com uma meia-calça cor da pele, o sutiã preto de renda com uma calcinha bem bonitinha combinando — disse a Marta enquanto se aproximava. — Quêêê, disso vocês não tinham me falado nada — protestei. — Claro, amor, se você vai de mina, tem que ser completa. Já preparei também a bolsa com suas coisas e acessórios necessários: batom, perfume, um espelhinho, absorvente, uns tampões, caso desça a menstruação hahaha, até outra calcinha caso suje a que tiver vestindo. Não vai faltar nada, hahaha. As duas riam às gargalhadas, enquanto eu ficava vermelho igual um pimentão. Quase desisti, mas não fiz isso. Enquanto a Brenda continuava ocupada com minhas unhas, pintando elas de vermelho, elas conversavam e eu escutava calado. Ela terminou as mãos e passou pros pés. Depois disso, lavou meu cabelo de novo, me fez sentar no mesmo lugar e começou a cortar um pouco. — Marta, me traz um espelho que quero me ver. — Não, até você estar vestida e maquiada de vez, não vamos deixar você se ver. — Porra, quero ver o que você tá fazendo. — Então vai ter que aguentar. Ela ficou um tempão mexendo no meu cabelo. Quando terminou, me levaram pro quarto pra me vestir. Por sorte, eu sempre me depilo, então não precisaram fazer isso. A pior parte daquela hora foi ficar completamente pelado na frente da Brenda com minha namorada ali e vestir aquela calcinha preta de renda tão sexy, e depois o sutiã. A Brenda colocou uns peitos. de borracha e colocou dentro de mim, colocaram as meias e depois o vestido que ficava totalmente justo no meu corpo, chegava até a metade da coxa e colocaram uns sapatos pretos com um salto de uns 7 cm mais ou menos. —ainda por cima, na vagabunda fica melhor o vestido do que em mim, mas Brenda, olha que rabo que ela tem, de lado parece uma mulherão. —é, fica bem sim, e espera a gente terminar de maquiar ela, vai parecer uma menina até de frente, isso sim, com esse vestido tão apertado ela tá com cara de puta. Aos meus 20 anos eu era magrinho e com uma bunda boa —chega, já deu de me insultar, não. —é que a Brenda tem razão, você tá toda uma putinha, então senta aí, gata, que eu termino de te maquiar, Brenda, que tá ficando tarde pra gente sair, a gente come no caminho, né. —sim, —respondi a Brenda —vamos lá terminar de deixar essa jamaquinha bonita. —vocês podem parar de me chamar de gata? —pois você vai ter que se acostumar, boneca, porque a gente vai te chamar assim o tempo todo, né Brenda kkkkk. —claro que sim, você tá toda uma mocinha kkkkk. As duas estavam se acabando de rir de mim. —vocês podem parar de zoar comigo? —sim, tá bom, senão a gente não termina, agora fica quieta que eu vou te maquiar. Base, sei lá quantos cremes, rímel, maquiagem nos olhos, batom, por último ela passou um pouco de perfume, e uns brincos prateados em forma de gota com um brilhante azul no meio que pendiam das minhas orelhas já furadas, com um colar combinando, o anel não cabia no meu dedo. —pronto, você tá pronta, que trabalheira, você tá linda, gata —disse a Brenda —que gostosa, essa noite você vai ter que se livrar dos homens em cima de você. —bom, quero me ver. Ela abriu a porta do armário e eu me vi refletida no espelho, se digo refletida é porque toda a minha masculinidade tinha sumido, se transformado em feminilidade, na minha frente eu via uma loira, e por isso fiquei um pouco bravo, ela tinha exagerado na cor, totalmente loiro platinado, e um pouco no corte, muito feminino na minha opinião, ela Ele me disse pra não me preocupar, que era por causa do penteado. Eu tava alucinando, procurando algum traço meu e não aparecia em lugar nenhum. — Então, o que achou? — minha namorada perguntou. — Porra, uma loucura, pareço uma mulher de verdade. — Então tá, para de se olhar no espelho, Barbie, hahahaha. Olha, já temos nome pra você, parece uma Barbie, tão loira e com esse vestidinho. Mas é claro que você vai ter que aprender a cruzar as pernas direito se não quiser mostrar mais do que deve. Bom, vamos lá, a gente precisa se vestir e ir. Enquanto elas se vestiam, fiquei andando pra aprender a andar naqueles saltos, tava indo e voltando no corredor quando: — Barbie, já estamos prontas — ouvi minha namorada —, sobe pra pegar sua mala. — Já vou. Quando cheguei no quarto, vi as duas de jeans, sem fantasia, com as malas na mão. — Mas o que é isso, assim? E suas fantasias? — A gente vai se fantasiar lá — disse a Marta. — Mas vocês falaram que a gente sairia já pronto daqui pra não perder tempo lá. — Nossas fantasias são mais fáceis de vestir, é só colocar o vestido e pronto. Você, com esse negócio de arrumar o cabelo e tudo mais, ia perder muito tempo lá. — Ah, não acho justo. Eu ter que ir assim com esse vestido tão curto e salto alto, e vocês de jeans e tênis. Pelo menos podiam ter deixado eu ir de calça também, por conforto. — Vai se acostumando que hoje quem vai usar calça somos nós. Vestido a gente usa direto, e você não. E para de reclamar, já, que tá ficando tarde. Fomos pro carro, colocamos as malas no porta-malas do Seat Ibiza da Brenda. Ela me jogou as chaves. — Dirige você, Barbie, que eu não gosto muito. Sentei no banco, ajustei do meu jeito, mas não me sentia confortável pisando nos pedais com aqueles sapatos. — Desculpa, posso calçar um tênis pra dirigir? Com isso não fico confortável e a gente pode acabar tendo um acidente. — Puta merda, gata, você não para de reclamar. Não faz nem uma hora que é mulher e já tá assim. Protesta como uma de nós, mas fazer o quê, tudo pela segurança. Vamos, eu e você, Brenda, procurar elas pra não ter que abrir as malas" — disse minha namorada. Fiquei um tempão ali sozinha, e digo sozinha porque, aos olhos de qualquer um, eu era uma garota. Quando elas voltaram, me deram um tênis prateado com cunha. "Toma, calça esses da minha irmã." "É, só precisavam comer uns meus." "Não, porque assim, quando pararmos pra comer, você não precisa trocar de roupa; fica bem com esse vestido." Depois de calçar, não era o que eu queria pra dirigir, mas eram confortáveis, e dava pra guiar bem as 3 horas até Hermosillo. Mais ou menos uma hora depois, paramos num shopping pra comer no McDonald's. Quando entrei, percebi que um grupo de caras ficou olhando pra gente. Eu, pra ser sincero, tava morrendo de vergonha; fui no meio das duas e me agarrei na minha namorada, apertando a cintura dela um pouco. "Que isso, me machucou." "Nada, desculpa, é que tô com vergonha, todo mundo olhando pra gente." "Então vai ter que se acostumar, é o que dá ser mulher e ainda por cima ser gostosa." Fomos direto pro banheiro, entrei com elas. Quando saímos, pegamos algo pra comer e sentamos; eu fiquei no corredor, com minha namorada do meu lado. Umas dez minutos sentados ali, e minha namorada chegou a boca no meu ouvido. "Aquele cara ali não para de olhar suas pernas, parece que você agradou ele." "É, sei" — falei nervoso — "só faltava você me dizer isso pra me deixar mais nervoso." "Você quer dizer nervosa, né? hahaha." Não queria olhar pra lá, mas não consegui evitar, e meu olhar cruzou com o dele. Ele sorriu pra mim, e eu desviei o olhar rapidamente. Minha namorada voltou à carga. "Viu, ele sorriu pra você. Se você abrir um pouco as pernas e der uma insinuada, já era, tá no papo." "Cala a boca, não me deixa mais nervoso." "Hahahaha, parece que a menina tá nervosa, né Brenda?" "É normal, eu também ficaria nervosa com um cara tão gostoso sem tirar os olhos de mim hahahaha" — disse Brenda. "Parem de falar besteira e vamos embora." "Nossa, como você se irritou. Depressa agora, anda, sua boba, abre um pouquinho as pernas e alegra a vista do pobre coitado" — minha namorada continuava enchendo o saco. "Hoje porque vocês já me enrrolaram e eu vim assim, mas amanhã quando eu acordar, vou vestir minha roupa e acabou a putaria." "Amanhã é outro dia e a gente vê o que você vai vestir, deixa o dia passar e amanhã você decide o que faz ou o que veste." "Então tá, vamos embora." "Vamos, sua chata." Pra sair, tinha que passar do lado do cara. Eu me encostei na outra parede e ouvi ele dizer: "Tchau, meninas. Belas pernas, loirinha." Brenda respondeu e a gente saiu de lá. De volta ao carro, ficaram rindo um bom tempo às minhas custas. Umas 2 horas e pouco depois, estávamos no hotel. A gente tinha 2 quartos reservados: um individual pra Brenda e um de casal pra mim e minha namorada. "Por que você não pega o individual e deixa eu e a Brenda juntas? A gente vai ficar poucos dias aqui com ela, temos muito o que conversar e não sei quando vou vê-la de novo." "Tá bom." Entramos primeiro no meu quarto, larguei a mala e minha namorada disse: "Vamos, larga a mala e vai pro nosso. Deixamos as malas e saímos pra dar uma volta. Ah, e troca esses sapatos." "E vocês não vão trocar?" "Depois, quando voltarmos. Vamos dar uma volta primeiro e tomar alguma coisa, tô com sede." Saímos as 3 do hotel e eu me coloquei de novo no meio das duas. Meus passos ainda estavam meio duros e elas perceberam. "Sabe, você anda muito pouco feminina" — disse minha namorada. "Pô, sou um cara." "Bom, agora mesmo, pelo olhar das pessoas, eu diria que não. O que você tem que fazer é dar passos mais curtos, sem abrir as pernas, e a cada passo colocar um pé na frente do outro." "Vamos ver, vou tentar" — falei. Depois de um tempo andando assim, minha namorada se atrasou um pouco pra ver como eu tava de longe. "Agora sim, viu? Não é tão difícil. E que rebolado você tá levando, melhor até que o da Brenda." Ficamos umas 2 horas andando e de vez em quando minha namorada me dava uma cotovelada e dizia: "Rebola essa bunda, gata, que o passo tá sumindo." Durante o passeio, a gente... Soltaram uns cantada aqui e ali, ninguém escapou. Já era quase umas 8 da noite quando paramos pra tomar algo, e decidimos ficar por lá pra jantar.
— Mas a gente ainda tem que ir pro hotel pra vocês se trocarem.
— Nós? — respondeu minha namorada — a gente nem trouxe fantasia.
— Como assim não trouxeram nada? Não foi isso que vocês me disseram.
— De manhã eu falei bem clarinho que hoje quem ia vestir as calças éramos nós.
— Pois não é assim, vocês me enganaram o dia inteiro. Amanhã não me fantasio mais, acabou, comigo vocês não brincam mais.
— Kkkkk, você se deixou enganar feito uma loira burra.
— Tá bom, tá bom, essa eu vou anotar, um dia eu te devolvo.
— Vale, vou parar por aqui, mas deixa essa noite passar. Depois de como você se divertir amanhã, a gente vê o que você acha.
— Amanhã eu já falei que não entro nessa brincadeira.
— Olha, vou te explicar: a gente ia vir de minissaia as duas, mas depois de ver você vestida, tão gostosa, a gente conversou e decidiu vir assim. A gente pensou que, desse jeito, quase todos os olhares seriam pra você. Assim você vai saber o que a gente sente quando os homens nos devoram com os olhos. Então, essa é a sua noite, aproveita.
— Essa noite, porque já tô assim, mas amanhã acaba.
— A gente vê.

Depois de jantar, a gente tomou uns drinks num lugar. Na cidade da Brenda, ela também tinha pego uns gramas de pó e um pouco de maconha pra fumar depois dos drinks. Depois de um baseado, perdi toda a vergonha e o nervosismo que tava sentindo. A festa continuou numa balada, não parei de dançar e beber a noite inteira. Do que não escapei foi de umas mãos passando no meu rabo e uns roçados. Umas 6 da manhã a gente saiu de lá rumo ao hotel.
— Barbie, no final parece que você se divertiu, não parou de dançar a noite toda — perguntou minha namorada.
— Sim, não foi ruim. Acho que o álcool também me ajudou a me soltar um pouco.
— Verdade, você tava bem no meio de tanto cara dançando.
— O único problema é esse: fiquei com a buceta cheia de Tanto esfregar e passar a mão na bunda e nesses malditos sapatos. - hahaha, te passaram a mão no rabo, e você, o que fez? - nada, no começo me irritou muito e eu me afastava, mas vendo que era contínuo, resolvi ignorar. - hahaha, quer ver que no fundo você gostou. - e o que você queria que eu fizesse, partir pra porrada? Escuta, por que a gente não pega um táxi até o hotel? Não aguento mais essa dor nos pés. - se é aqui do lado - disse a Brenda - agora você me entende quando digo que fico exausta com esses saltos - disse minha namorada - é, isso é um tormento. - bom, então, vendo como você passou, amanhã repete ou não? - não, com um dia já tive o suficiente. - bom, amanhã quando você acordar, pode mudar de ideia. - acho que não. Naquele exato momento, passávamos por um centro estético que, claro, naquela hora estava fechado, e minha namorada leu a propaganda que estava escrita e me disse: - olha, vamos fazer uma aposta: se amanhã te convencermos e conseguirmos que você se vista de garota, você perde a aposta e a gente te faz colocar umas unhas postiças. - aceito, vou ganhar. - vamos ver. Continuamos conversando e, sem perceber, estávamos no hotel. Assim que cheguei no quarto, tirei os sapatos, me joguei na cama e dormi com a roupa que estava vestindo, sem nem notar. Acordei depois das 2 da tarde, tirei toda aquela roupa e, quando me vi no espelho, meu Deus, como estava meu rosto, toda a maquiagem borrada. Tomei um banho, abri a mala pra pegar minha roupa e me vestir, e lá só encontrei roupa de garota. Coloquei o que me pareceu mais fácil de vestir: uma minissaia jeans, a primeira calcinha que peguei, que era azul, uma camiseta branca com uma boneca desenhada escrito "girl", e descalço saí do quarto e bati na porta delas. A Brenda abriu e entrei direto, e antes que eu dissesse qualquer coisa, minha namorada falou: - olha só, no final parece que você decidiu usar saia. - não, vim pegar minha mala, ontem peguei uma das suas por engano. - não, querido, essa é a sua mala, sim. Gostei da roupa que escolhemos pra você.
— Chega de brincadeira, cadê minha roupa?
— Não é brincadeira, tá no seu quarto. A outra tá na casa da Brenda.
— Não me diga que você não trouxe nada pra mim.
— Trouxe, claro que trouxe, você não vai sair pelada. Ali tem uns vestidos bem bonitinhos, sem falar da lingerie que trouxemos. E na outra bolsa tem vários sapatos bem lindos.
— Porra, vocês me sacanearam bem.
— Hahaha, é o que tem, amor. Então já sabe, é essa roupa que você tem pra semana toda.
— Você me sacaneou bem, que mente mais perversa vocês têm.
— Ah, é? Então sabe que você perdeu uma aposta. Suas mãos vão ficar ainda mais lindas com essas unhas tão compridas.
— Isso aí não, perdi porque vocês me sacanearam.
— Claro, eu aposto no seguro. Então, logo depois do almoço, você já sabe o que te espera.
— Olha, já me sacanearam com o cabelo e a roupa, mas unhas? O que eu faço com as unhas quando isso acabar?
— Você tira, não tem problema.
— E como tira isso? Não deve ser fácil, acabaram de colocar.
— Você não se preocupa com isso, só cumpre a aposta.

Depois de muita discussão, tive que aceitar que tinha perdido. E depois do almoço, chegou a hora de passar pelo arco. A verdade é que eles tinham montado tudo tão bem que eu merecia passar por isso, e decidi seguir em frente com o jogo. Afinal, estávamos no carnaval. Já à tarde, depois de mais uma sessão de maquiagem com a Brenda, fomos pro centro de estética. Nós três íamos iguais, de minissaia jeans. Entramos, e quem falou primeiro foi minha namorada:
— Oi, minha amiga Barbie quer fazer as unhas.
— Oi, sou a Ale. Senta aqui, como você quer?
Eu olhei pra Marta sem saber o que fazer.
— Eu... pensei nuns rosa com alguma decoração.
A moça ficou me olhando, e eu só dei de ombros.
— Desculpa ela, é muito tímida.
— Vamos ver quais você gosta.
Ela pegou um catálogo e mostrou. Depois de muito olhar, minha namorada apontou pras unhas.
— Essas aqui eu gosto. Vão ficar perfeitas com o vestido de amanhã.
— Beleza, então vamos nessa.
Ela pegou minha mão e começou a trabalhar. , as unhas eram rosa decoradas com florzinhas, Marta e Brenda decidiram dar uma volta enquanto isso, Ale disse que ia demorar cerca de uma hora e meia. Já estava lá uns 15 minutos quando Ale me perguntou: — Posso te fazer uma pergunta? Ela assentiu com a cabeça. — Você é travesti? — Não, isso é coisa da minha namorada, é ela que estava falando — respondi com um pouco de vergonha. — Que divertido, hahahaha, você deve amar muito ela pra passar por isso. — Sim, eu amo, mas isso foi uma armadilha. E contei toda a história até aquele momento, ela me olhava surpresa enquanto ouvia. — Hahahaha, que história! No começo nem percebi que você era um cara, só fui sacar quando peguei na sua mão, mas não tinha certeza. — Pois é, você acertou. — E por curiosidade, você tá mesmo de calcinha? — O quê, não entendi. — Se a roupa íntima também é de mulher. — Sim, tô vestido inteiro de mulher, e agora, pra completar, as unhas. — Que graça, bom, as unhas ajudam a realçar sua feminilidade, e olha que você tem muita. — Valeu. Sem perceber, as duas chegaram enquanto eu ainda tava numa conversa divertida. — Já tô acabando. 10 minutos depois, minhas unhas estavam prontas. Pra mim, pareciam grandes demais, mas Ale e as meninas diziam que ficaram divinas. Eu, de cara, achava minhas mãos ridículas e nem sabia onde colocar, mas o reflexo no espelho mostrava outra coisa: ali eu não via só as mãos, me via de corpo inteiro, e ali tinha uma garota completa, igual qualquer outra. Paguei, e Ale me deu dois beijos de despedida. — Você me fez passar um tempo muito divertido, e tem uma namorada muito gostosa. — Valeu. Ela se virou pra Marta e Brenda, que tinham ouvido tudo, e deu dois beijos nelas também. Pra minha namorada, disse: — E seu namorado também é muito gostosa. Nós quatro rimos daquela piada e saímos de lá. Bateu uma vontade de tomar algo, sentamos num barzinho, e quando fui pegar o cigarro, percebi que tava mais difícil segurar as coisas, ter aquelas O cigarro entre os dedos, ao pegar no copo pra beber, eu tinha que fazer diferente, diria até de um jeito mais feminino. Depois disso, passamos a tarde andando por lojas. É uma coisa que nunca gostei, e Marta sabia que era algo que eu odiava, mas aquele dia foi diferente. No começo, pensei: "que saco", mas fui me animando aos poucos. Fiz como qualquer outra garota: olhei roupas de todo tipo. Entre as duas, até me incentivaram a provar algo, e, acima de tudo, me diverti experimentando sapatos. Minha namorada comprou algumas coisas e, pra mim, pegou um conjunto de lingerie rosa.

— Toma, esse conjunto é pra você, pra amanhã. Compra ele.
— Pra mim? Será que vocês não colocaram bastante na mala?
— Sim, mas rosa não tem nenhuma.
— Não sei pra que vou gastar dinheiro numa coisa que, se eu usar, vai ser um dia.
— É, mas depois você pode me dar de presente.
— Claro, espertinha.
— Sim, hahahaha.

Depois de fazer algumas compras, voltamos pro hotel pra deixar as coisas e fomos jantar e tomar uns drinks, mas voltamos cedo pra dormir. Elas disseram que o dia seguinte seria longo. Acordamos tarde. Marta veio me acordar, bateu na porta.

— Vai, preguiçosa, levanta, já são mais de 11.
— Já vou.

Abri a porta de calcinha, que era como eu tinha dormido.

— Bom dia, dorminhoca — disse ela empurrando a porta —, huuu, te peguei de calcinha, hahahaha.
— Bom dia, é que não tinha outra coisa pra vestir.
— Vim ver o que mais você pode vestir. Deixa eu ver a mala. Hoje vou dificultar um pouco. Olha esta saia lápis preta, esta blusa branca e estes sapatos de salto alto. Ah, e troca essa calcinha, Promíscua, que você já usou ontem o dia inteiro.

Ela jogou tudo na cama.

— Espera, deixa eu tomar banho.
— Não, você toma banho à tarde, que vai ter que trocar de roupa de novo.

Comecei a me vestir: primeiro a calcinha, que era preta, depois uma meia-calça preta, a saia que ficava bem na altura do joelho e bem justa, o sutiã que ela abotoou pra mim, ajeitou meus peitos e... bem nessa hora eu percebi duas mãos pegando nas minhas tetas por trás. —sabe que te ver assim me deixa com muito tesão— ela disse, apertando elas como se fossem de verdade e virando minha cabeça na direção dela, começou a me beijar, segurando meu pescoço com uma mão enquanto a outra continuava acariciando um dos meus peitos. continuou beijando meu pescoço e quando chegou perto do meu ouvido disse — princesa, vou te comer de um jeito que você nunca vai esquecer. — hummmm isso parece muito bom. Ela me virou pra ela e ficamos de frente enquanto me beijava com gosto, uma das mãos dela continuava acariciando minhas tetas e a outra percorria meu corpo e descia até minha bunda, acariciava, apertava. eu comecei a acariciar as costas dela com uma das mãos e levei rapidamente até um dos peitos dela, mas ela segurou minha mão e levou até o pescoço dela. — não princesa, não. você só rodeia meu pescoço com seus braços e me deixa fazer o resto. Não respondi, só fiz o que ela mandou. ela continuava acariciando meu corpo todo, mas principalmente tetas e bunda, estava me tratando como uma mulher. — você gosta, princesa? — mmmmm sim. A mão que estava na minha bunda continuava apertando sem parar, ela começou a abaixar o zíper da minha saia devagar, colocou a mão por dentro acariciando por cima da meia-calça, eu já estava muito molhada e dava pra ver que ela estava com muito tesão, a respiração dela estava rápida e isso que eu nem tinha tocado nela. ela deixou a saia cair no chão, me empurrou pra trás me jogando na cama e tirou minha meia-calça, se deitou do meu lado ficando eu de barriga pra cima e ela de lado, continuou me beijando e acariciando meu corpo devagar, desceu uma mão até minha virilha, me acariciava por cima da calcinha como se eu fosse uma mulher, subia e descia a mão suavemente, colocou a mão por dentro e continuou do mesmo jeito, eu estava com muito tesão queria tocar nela, tentei de novo e ela me parou de novo. — não, hoje você não vai tocar meu corpo, no máximo as costas. fecha os olhos, imagina que você é minha garota. — siiiim. — mmmmm vejo que você gosta, sua calcinha tá toda molhada, que putinha você é. — Mmmm, sim, sou uma viciada.
— Tira minha roupa rápido, mas sem olhar pra mim. Você tá morrendo de vontade de me foder.
— Siiim.

Eu a despi completamente. Era difícil não olhar pra ela, admirar seu corpo, acariciá-lo, beijá-lo. Ela continuava com as carícias, começou a descer, chupando meu pescoço, se demorou um pouco chupando meus peitos. A mão dela continuava na minha entreperna, por cima da calcinha. Foi descendo até chegar lá, enfiou a cabeça no meio, começou a passar a língua de cima pra baixo, parava, abria a boca e fechava, chupando, igualzinho a uma buceta. Eu não aguentava, gemia como nunca tinha gemido.

— Mmmm, que gostosa — falei.
— Tá gostando, né, viciada? — ela parou de chupar, subiu pra beijar minha boca de novo, e a mão voltou pra minha entreperna.
— Siiiim, muito.
— Se quiser, eu paro.
— Mmmm, não, continua.
— Você quer que eu te foda agora, né?
— Sim.
— Me pede.
— Me fode logo.
— Mmmm, fala de novo.
— Me fode, por favor.

Ela afastou a calcinha pro lado, se deitou por cima e começou a me foder com movimentos bem lentos, e de vez em quando acelerava. Ia medindo o tempo: se via que eu tava muito excitada, diminuía o ritmo e aumentava de novo devagar, até que eu não aguentei mais e gozei pra caralho.

— Uff, amor, que puta foda — falei.
— Sim, foi demais.

Ela saiu de cima de mim, pegou meu pau com a mão e começou a me masturbar de novo, enquanto a gente se beijava com frenesi. Ela começou a descer pelo meu pescoço de novo, deslizando os lábios pelo meu corpo até chegar no pau, e enfiou ele inteiro na boca. Cresceu rápido de novo. Ela subia, descia, chupava a pontinha e repetia. De repente, parou, subiu rápido e me deu um beijão. Senti o gosto dos meus fluidos na boca dela, ela compartilhou comigo. De repente, parou de me beijar.

— Me fode, preciso sentir você dentro de mim — ela disse.

Eu a coloquei de barriga pra cima na cama. Quis tirar a calcinha.
— Não tira, mete logo.

Abri bem as pernas dela e enfiei tudo de uma vez. Ela soltou um gritinho. Continuei metendo forte, enquanto... Ela gemia e gritava que nem uma louca. Virei ela, coloquei de quatro e meti forte por um bom tempo. Ela teve uns 2 ou 3 orgasmos até que gozei dentro dela de novo. Deitei do lado dela e ficamos um tempão abraçados sem falar nada, palavras eram desnecessárias. Uns 5 minutos depois, já mais relaxados, o silêncio foi quebrado.

— Te amo, amor — ela disse.
— Também te amo muito.
— Acho que é hora de se vestir, a Brenda já deve estar esperando há um tempo.
— Acho que sim.

Ela se vestiu rápido e foi embora, me deixou me vestindo sozinho. Disse que em 5 minutos me esperava no quarto dela. Me vesti o mais rápido que pude e fui até o quarto dela. Lá, a Brenda me esperava pra arrumar meu cabelo e mais uma sessão de maquiagem. A Marta tirou o esmalte das minhas unhas do pé e pintou de rosa, igual das mãos. Depois que as três estavam prontas, saímos pra comer. Caminhamos uns 25 minutos. Era muito difícil andar com aquela saia justa, me obrigava a dar passos bem curtinhos, bem femininos, me dava essa sensação. Mas já me sentia totalmente segura e estava começando a gostar de me vestir assim. No almoço, teve conversas legais e muitas risadas, e claro, não faltaram piadas sobre mim. Falei pra elas que já podiam me chamar ou fazer o que quisessem, que eu já tinha perdido toda a vergonha.

— Vamos ver, ainda podemos te colocar em situações bem complicadas — disse a Marta.
— Imagino.
— Vamos pensar em algo nesses 3 dias que faltam.
— Desde que não arrume um namorado pra mim, hahaha.
— Hummm, isso parece interessante.
— Nem pense nisso.
— Hahahaha.

Terminamos de comer e voltamos pro hotel pra descansar. Elas disseram que a próxima noite seria intensa, mas não explicaram mais nada. Ficamos a tarde toda no quarto delas. Lá pelas 6, disseram que era hora de se preparar. As duas me ensinaram a tirar a maquiagem, depois um bom banho. A Marta escolheu a roupa que eu usaria naquela noite e levou pro quarto dela, onde me ajudariam a me vestir. Quando terminei... Saí do chuveiro com a toalha enrolada na cintura e fui pra lá, era a porta do lado. Em cima da cama estavam as roupas que íamos usar: três vestidos, um preto, outro rosa brilhante e um azul. Na hora imaginei que o rosa era o meu. Me apressei pra me vestir. Do lado do vestido estava aquele conjunto de lingerie que comprei no dia anterior. Comecei a me vestir. Marta pegou umas meias de cima da cama e colocou em mim, pra não correr o risco de eu rasgar ao vestir. Eram transparentes, com os dedos do pé de fora, e uma tira fina passava entre o dedão e o dedo do lado. Depois, o vestido: gola fechada, manga longa e fechava com um zíper nas costas. Custou um pouco pra vestir, ficava bem justinho e mal cobria minha bunda. Tinha a sensação de que a calcinha aparecia por baixo. Tentei puxar um pouco pra baixo, mas não dava mais. Sentei numa cadeira pra calçar os sapatos: uns prateados, fechados, mas com a ponta aberta, onde dava pra ver minhas unhas bem pintadas. E aí me toquei: não sei como vou fazer pra não mostrar tudo. — Porra, pareço uma puta, vai aparecer tudo, esse vestido é muito curto. — Você vai ter que aprender a sentar de perna cruzada ou colocar a bolsa em cima. As duas já estavam vestidas, os vestidos eram tão curtos quanto o meu. Íamos parecer três vadias à primeira vista. Quando terminou, Brenda me maquiou de novo: olhos com cores neutras, rosto com tons clarinhos, deixou minhas maçãs do rosto brilhantes e um rosa clarinho. Parecia uma Barbie. Depois elas terminaram. Eu olhava pra elas e me via refletida no espelho, pensando: os caras vão nos comer hoje, desse jeito vestidas. E já eram umas 9 da noite. — Bom, chegou a hora. Devem estar chegando pra nos pegar — disse Brenda. — Nos pegar quem? Com quem vocês combinaram? Eu não quero histórias estranhas, hein. — Relaxa, gata, não é nada estranho. Não acredito, olho pra você e nunca imaginei que ia sair pra festa com você vestida assim. assim, completamente de garota e como se fosse uma amiga a mais. — pois é, se você não acredita, eu menos ainda imaginava passar 6 dias vestido assim. — já vai ver, não seja impaciente. — vamos logo — disse Brenda. Descemos até a porta do hotel e depois de uns 5 minutos mais ou menos esperando, uma limusine parou na porta. — olha, já chegaram — disse Brenda. Eu fiquei de cara com aquele carro, desceu um homem de terno e abriu a porta pra gente, dentro tinham mais 4 garotas, Brenda nos apresentou: Jéssica, Maria, Solé e Marga. Eu fui apresentado como Antônio, o namorado da Marta, embora pudessem me chamar de Barbie. Elas estavam usando uma tiara com dois paus e um apito em forma de pinto também. Em questão de 1 minuto, eu tinha a mesma coisa nas mãos e na cabeça. Brenda e minha namorada não demoraram pra levar aquilo à boca e apitar, e me incentivaram a fazer o mesmo. Eu fiquei meio sem graça de levar aquilo à boca, mas no fim aceitei fazer entre risadas de todas. — beleza, meninas, vamos pra despedida de solteira. — embora eu já tivesse imaginado, falei. — de despedida de solteira. — siiiim. Depois passamos pra buscar mais 3 garotas: outra Maria, Mercedes e Anabel, e por último a noiva Yolanda, e direto pra jantar. Passamos umas 2 horas jantando e de lá a limusine nos levou pra um show de boys. Quando entramos e vi aquele lugar cheio de garotas gritando como loucas, eu alucinei. Pegamos uma mesa na segunda fila, enquanto aqueles caras dançavam e se despiam, ficando só de sunga. Eu ia olhando de vez em quando, mas não me interessava muito. Vi minha namorada e a Brenda falando com um garçom, mas não ouvi o que diziam. Passou meia hora e dois boys se aproximaram da nossa mesa. — vamos ver quem é a noiva — perguntou um. Todas apontaram pra ela. Ele pegou a mão dela e a levou. Aí o outro boy: — quem é a Barbie? Eu fiquei paralisado enquanto minha namorada dizia: — ela, ela. Ele se aproximou, tentou pegar minha mão, mas não deixei. — ehhh, ehhh, eu não vou subir aí não. — vai, gatinha, você não disse que a gente já podia fazer o que quisesse com você? Então vai, ânimo. Deixe-se levar e curta o momento, fui eu quem pediu isso pra você. - Você vai ser uma safada.

Tentei escapar, mas ele me pegou pelo braço e me puxou pro palco. Uma vez lá, ele ficou atrás de mim e começou a percorrer meu corpo superficialmente com as mãos. Depois, me virou de frente pra ele, pegou uma das minhas mãos e começou a percorrer o corpo dele com ela, ainda com roupa. Eu estava tipo hipnotizado, me deixando levar. Ele pegou minha outra mão e colocou meus braços nos ombros dele, rebolando o corpo no ritmo da música e bem colado em mim, enquanto acariciava meu corpo com as mãos. Na altura da bunda, ele me agarrou, me puxou pra cima, fazendo com que eu me abraçasse no pescoço dele pra não cair, e passou cada uma das minhas pernas pros lados dele, me deixando totalmente de pernas abertas. Naquele momento, eu me senti uma mulherzinha frágil nos braços daquele cara, que era quase duas cabeças mais alto que eu e três corpos maiores que o meu. Nessa posição, ele foi se abaixando aos poucos e simulando que tava me comendo. Foram só alguns segundos, mas pra mim pareceu uma eternidade ficar assim e sentir os gritos das minas que estavam lá. Quando ele me soltou, me pegou pela mão e me levou até uma cadeira. Me colocou em pé na frente dela. Vi de relance ele tirando a camisa e começando de novo a percorrer meu corpo com as mãos. Ele abriu minhas pernas com os pés dele e me empurrou a cabeça suavemente pra baixo, fazendo com que eu apoiasse as mãos na cadeira e deixasse minha bunda totalmente exposta pra ele, e de novo fingindo que tava me comendo. Senti o volume bater várias vezes na minha bunda. Depois, ele me fez sentar na cadeira, ficou de costas pra mim, rebolando, e a bunda dele ficou na altura do meu rosto. Ele puxou a calça e tirou, ficando só de cueca na minha frente. Pegou minha mão e começou a acariciar o peito dele, foi descendo a mão pelo corpo e começou a enfiar na parte da frente da cueca. Tentei puxar pra cima, mas eu não tinha forças. Senti outra peça por baixo, e minha mão não chegou a tocar aquele volume, mas passou perto. Fiquei, de relance, vi minha namorada rindo e gritando. Tirei minha mão de lá devagar e ela se virou, passando as pernas por cima das minhas, deixando aquele volume a centímetros do meu rosto. Ele foi dançando enquanto pegou minhas mãos de novo e passou elas por todo o peito dele outra vez. Na altura da cintura, foi levando minhas mãos até a bunda dele, fazendo eu segurar. Ele me soltou, e eu ia tirar as mãos dali, mas ele colocou de volta e passou as mãos dele pra frente, puxando a cueca boxer, ficando só de tanga, com minhas mãos tocando aquela bunda nua. Ele colocou uma das mãos dele em cima de uma das minhas e a outra na minha cabeça, e com movimentos leves simulou que eu tava fazendo um boquete. Aquele volume chegou a encostar no meu rosto e, sem eu esperar, ele tombou a cadeira pra trás, se jogando pra frente e acompanhando o movimento da cadeira. Isso fez eu me agarrar mais forte na bunda dele, dando um grito que ele calou quando minha boca bateu naquele volume, que eu senti entrando. Foi tudo muito rápido. Ele me levantou de novo, ficou na minha frente igual no começo. Eu, do susto, tremia e ainda tava agarrada na bunda com força. Aí ele inclinou minha cabeça um pouco com uma mão e, com a outra, antes dos gritos das loucas que tavam lá, levantou um pouco a tanga, me mostrando o pedaço de pau que o cara tinha. Foi abrir e fechar, vi só o suficiente, e ele já me pegou pela mão, me levantou, me deu dois beijos e me mandou voltar pro meu lugar. Fui rápido, precisava beber algo. Peguei o cuba-libre que tinha e dei um longo gole. — Essa você vai me pagar, sua filha da puta — falei pra minha namorada. — Te falei, já vou pensar em algo, e olha só, aqui era o lugar ideal, hahahaha. — Mas você sabe o que eu passei ali? Aquele cara me apalpando e me obrigando a acariciar o corpo dele. — Hahahaha, você parecia tão feminina, tão coisinha pequena abraçada naquele pedaço de corpo. — Não me fode, e chega de rir, que ainda por cima na Quando me deitei na cadeira, ele enfiou o pacote inteiro na minha boca. — Fica tranquila, já passou, juro que nunca mais vou te colocar em outra enrascada. — A gente conversa depois, preciso fumar um baseado, já volto. Levantei e fui pro banheiro, lá dentro tinham várias minas, passei por elas sem olhar, entrei num box e comecei a bolar um beck. Hoje em dia, com essas unhas, era foda pra caralho fazer isso, demorei mais que o normal. Quando terminei, fui pra rua fumar. Me afastei umas paradas do rolê, tipo uns 200 metros, e encostei numa parede pra queimar um. Tava tudo tranquilo quando senti uma mão na minha cintura e alguém falou: — Quanto pra um boquete, bebê? — Que porra é essa, mano? Sai daqui, nojento — falei empurrando ele. Ele quase caiu no chão, voltou pra cima de mim, tentou me agarrar enquanto gritava: — Vai me chupar de graça, foxy. — Mano, me deixa em paz, não sou nenhuma foxy, cê tá enganado — e meti um soco na cara dele, acertando bem no nariz, fazendo sangrar e cair no chão. Nessa hora, tentei correr, mas ouvi alguém gritar por trás: — Para ou eu te dou um tiro, foxy. Virei e vi que ele tava me apontando uma arma, fiquei paralisada. Ele chegou perto, me encostou na parede, me apontando a arma, passando a mão na minha bunda e enfiando os dedos entre minhas pernas. — Então temos aqui uma travesti putinha. Ele parou de me tocar, mas continuou me apontando a arma. Senti ele fazer uma chamada no celular, pedindo uma viatura, dizendo que era o agente Ramírez. Em poucos minutos, chegou uma viatura. O tal Ramírez explicou pros outros que eu tinha oferecido serviços sexuais pra ele, ele recusou e eu ataquei. Eu ainda tava encostada na parede. Um agente chegou, me algemou enquanto falava: — Senhorita, você está presa por prostituição em via pública e agressão a um agente da autoridade. — Moço, cê tá enganado, foi ele que veio atrás de mim, eu só me defendi — falei já chorando, tava numa merda danada. merda, pensei. -cala a boca, tudo que você disser pode ser usado contra você.

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