Depois dessa foda (que praticamente ela que me comeu) eu me sentia muito realizado, tinha conseguido aguentar e ela também tinha sentido prazer. Eu estava em pé ao lado da cama, tinha voltado de me limpar, ela estava deitada de costas para mim, só se ouvia um ventinho e alguns barulhos da rua. Como explicar pra vocês que uma mulher daquelas tinha transado comigo? Como contar tudo que eu sentia naquele momento? Sabia que tudo era para uma prática mas não conseguia parar de sentir um certo amor por ela, mas um amor saudável, livre, grato. Victoria olhava para um ponto fixo, perdida, já pensava nela como Victoria, pensava nela como uma mulher além do papel de madrinha.
_ O que você tá pensando, madrinha?
_ Nada, bobagens, coisinhas sem importância.
_ Tá tudo bem?
_ Sim, sim...
_ Se você tá preocupada com o barulho que a gente fez, talvez a gente possa...
_ Não, afilhado, ao lado não tem ninguém o dia todo, e na outra casa tem uns velhos bisbilhoteiros mas o que eles vão dizer? "Olá, senhor, sua mulher estava gemendo quando o senhor não estava"? Fica tranquilo, não me preocupa isso.
_ Então?
_ Eu penso um pouco que... transar com você me fez perceber uma coisa, que eu estou num casamento emperrado. Eu amo ele, te juro que amo o Adrián, com todo meu coração, mas quero viver outras coisas...
_ Desculpa, se eu soubesse que ia gerar isso eu não...
_ Não, afilhado, não é culpa sua, é minha por ter ficado onde eu devia ter saído há tempos.
_ Você tá triste?
_ Não, é uma tristeza que já passou e hoje é mais certeza que outra coisa.
_ Você vai se separar?
_ Não sei, ele me dá liberdade pra fazer o que eu quero mas pra outras coisas... bom, enquanto ele não descobrir eu posso experimentar de vez em quando...
_ Pode experimentar coisas comigo... sei lá, acho que a gente tem química, né?
_ Haha, é verdade, a gente tem química, não vou negar. Mas você tá indo muito bem e acho que logo posso te dar "alta", ha. Me queimar pra todo mundo com você seria te queimar também.
_ Eu não tenho problema, eu me arrisco.
_ Se veste. Afilhado, não deve faltar muito para o Martín chegar...
De um jeito ou de outro, eu passava mais tempo naquela casa do que em qualquer outro lugar; minha madrinha cozinhava enquanto o Martín falava com ela e, como ela estava de costas, ele não perdia tempo pra ficar olhando a bunda dela. Também abraçava ela pela cintura, bem pela cintura, tanto que um árbitro de boxe advertiria pedindo pra ele pegar mais acima do cinturão porque tava no limite. Naquela casa os fetiches explodiam, mas sinceramente eu tava pouco me importando, não ia ficar julgando.
O que me fazia sentir mal mesmo era ela ter dito que faltava pouco pra "alta", sentia que se tava faltando pouco, eu tinha que queimar as naves. Senti uns passos de noite, como sempre eu tinha dificuldade pra dormir, podia ser ela ou não, mas preferi levantar pelo menos pra confirmar. Dessa vez a luz da cozinha tava acesa, de novo minha madrinha tava de calcinha fio-dental e regata, mas tinha um ator a mais na cena, o Martín. Entrei e cumprimentei, minha madrinha se virou, "outro que não consegue dormir?" e deu uma risada. O Martín não parava de observar ela, ela andava pela cozinha como se nada; trocamos algumas palavras e voltamos pros nossos quartos, o Martín parece que tava com necessidade de comentar o que aconteceu.
_ Cara, você viu isso? Que rabão gostoso que ela tem! E não me diz que não porque eu não acredito.
_ É... é, sei lá, ela é muito gata, já te disse que acho que ela tem um corpo bonito.
_ Até os peitos dava pra ver que ela não tava de sutiã, já te falei que vi ela uma vez, mas assim de frente nunca, fiquei durasso, mano.
_ E não te importa que eu tenha visto?
_ Na real não, desde que eu possa ver também.
_ Achei que ia te incomodar...
_ Olha, vou te falar a verdade, desde que descobri que meu pai trai ela, a única coisa que eu quero é que ela meta chifre nele com qualquer um.
_ O quê?! Como assim?
_ Vou te contar uma coisa, mas morre aqui, eu sei que você fala muito com minha mãe, então te conto, mas você tá em prova, hein.
_ Tá, tá, não falo nada.
_ Faz tempo que eu tava notando meu pai estranho, quando peguei o celular dele tinha um número... Agendado de um colega de trabalho, quando vi a conversa pensei que era uma gostosinha porque o papo era bem pesado, mas não, era um colega de trabalho de verdade. Olha, se ele gosta de caras, tô pouco me fodendo, me enche o saco que ele engane e minta para o pai dela, então o mínimo que ele merece é que ela ponha chifre nele com meio mundo.
Conversamos mais um pouco, agora éramos mais íntimos, nos dávamos super bem, mas era a primeira vez que compartilhávamos segredos tão profundos. Mentalmente, organizei os pensamentos: claro, pra ele não importava ser corno, só queria ter carta branca para ficar com aquele cara desconhecido; eu servia como intermediário, ou talvez as duas coisas: ele gostava de ser corno e ter seu amante ao mesmo tempo. Sei lá, eram muitas perguntas. Também tinha o Martín, que agora era um confidente, e não só isso: ele queria que a mãe tivesse aventuras, mas o que eu ia dizer? "Não se preocupa, que eu já estou comendo sua mãe"? Não era uma opção. Sentia que estava amarrado e puxado de vários lados.
As coisas começariam a ficar pesadas e difíceis. Por vários dias, não tivemos tempo com minha madrinha. Já tinha conversado com ela e queria que ela me chupasse, já tinha sugerido isso no contexto da "prática", mas ela respondeu que haveria tempo para tudo, que assim que pudesse se organizar, continuaríamos praticando. Uma noite, estávamos vendo TV no sofá; meu padrinho dormia, Martín estava de um lado e eu do outro, minha madrinha deitada no meio. Ela apoiava a cabeça nas minhas pernas, e Martín acariciava as pernas dela. Ele foi o primeiro a ir dormir; o filme era péssimo e chato, mas depois de um tempo, Victoria já estava acariciando minha perna. No escuro, a única luz era a da TV. Ela desligou a TV. Senti que poderia ser outro momento de glória para mim. Assim, ela virou a cabeça um pouco e começou a beijar minha virilha; não demorei para ficar duro.
Acho que ela também curtia um pouco o perigo de ser descoberta. Ele puxou minha calça um pouco pra baixo, eu só me entreguei ao prazer, não ia reclamar de nada. Agora ele beijava e mordiscava de leve meu pau, esfregou um pouco e tirou, acabei abaixando a calça mais um tiquinho pra ficar mais confortável. Enquanto massageava minhas bolas, ele aproveitou pra me dar uns beijos e sussurrar "Se for gozar, me avisa".
Começou chupando as bolas, depois dava pequenos beijos no resto do pau, ele era muito bom em controlar a progressão do estímulo, agora dava lambidinhas. Por dentro, eu fazia um esforço mental pra não gozar, agora ele meteu minha glande na boca, aí ficou parado sem fazer nada, só com a cabeça do meu pau na boca e dava pra ouvir a respiração dele, eu segurava ele pela nuca ou pela cabeça. Sem se mover muito, começou a brincar com a língua, fazia uns movimentos e parava, depois outros movimentos e assim por diante. Bem devagar começou a chupar, de cima pra baixo, lento, sem fazer muita força; eu sentia que podia gozar a qualquer momento, ele era bom demais, subiu até meu ouvido pra perguntar "Tá quase gozando? Sinto que tá pulsando muito", eu disse que sim, mas essa mini pausa ajudou a me acalmar um pouco, ele continuou chupando mais um tempo. Tinha passado uns bons minutos aproveitando e tentando segurar, avisei que faltava pouco, ele ficou parado recebendo minha porra na boca, assim que acabou a gozada, ele se levantou e com passos rápidos foi cuspir na cozinha enquanto deixava a água correr.
_ Não sabia, madrinha, que você gostava que gozem na sua boca
_ Não é o que eu mais gosto, mas por amor ao outro eu faço. Mas, não fique bravo, afilhado, dessa vez foi pra não sujar o sofá...
Enquanto ele fazia bochechos com água, eu me acomodei pra ir dormir. Agora, por que digo que as coisas ficaram difíceis? Bom, aqui começou a parte desconfortável, dois dias depois meu padrinho apareceu em casa justo no horário que sabia que minha mãe não estava, ele estava com bastante bafo de álcool, eu sabia que ele saía com os amigos, ou talvez com a amante, quem sabe. Deixei ele entrar, Eu nunca vi ele com bons olhos, me parecia um filho da puta controlador.
_ E aí, afilhado, tô velho pra farra, mas queria passar pra ver como tava vindo a coisa, cê sabe do que tô falando.
_ Tá vindo tudo tranquilo, normal...
_ Sabe que na outra noite... eu vi a Victoria te chupando... Bem arriscado fazer isso no sofá sabendo que o Martín podia acordar, né? Não esquece do nosso acordo, ele não pode descobrir nada.
Agora o rosto embriagado dele tomou um tom ameaçador, mas longe de me intimidar, começou a despertar uma certa raiva em mim.
_ Mas... voltando ao assunto. Viu como ela faz mal? Hah, não sabe chupar, é meio burrinha...
_ Não precisa se referir a ela desse jeito.
_ Por que não? Se faz mal, faz mal, ué.
_ Mal com base em que ou em quem? Não precisa opinar sobre ela, muito menos chamar de "burrinha".
_ Qual é? Tá com tanto tesão que agora tá defendendo aquela puta? Vai bancar o machão comigo?
Ele me empurrou violentamente, e eu devolvi o empurrão com mais força. Agradeço pelas aulas de artes marciais quando era mais novo, porque ele tentou me dar um soco e eu consegui desviar. Depois veio outro, e ao desviar, bati no estômago dele. Ele caiu no chão. Tentou me atacar de novo, mas eu pulei em cima, imobilizei ele e fui bem claro.
_ Ela não é burrinha, não é puta, ela é a Victoria. Tá claro? E mais uma coisinha, o mundo é muito pequeno, Adrián, e eu já sei tudo sobre seu "colega de trabalho".
Soltei ele. Parecia que a embriaguez tinha ido toda embora. Ele me olhava surpreso. Deixei ele no chão e me levantei.
_ Agora você vai me responder, Adrián. Você fica com tesão de ser corno, ou isso serve pra você ter sua vida secreta?
_ Isso não é da sua conta, cara...
_ Nesse momento você não tá em condições de escolher se responde ou não, então me fala a verdade.
Ele ainda estava no chão, segurando o estômago e respirando como podia.
_ Olha, a verdade é que eu adoro saber que outro tá comendo ela, mas também sei que na cama a gente já não é mais o que era, todos... temos nossas taras e fantasias, senão você não estaria aí na cama com ela, né? Ninguém é inocente, cara... Agora... te peço pra não levantar muito a lebre, o Martín não sabe de nada...
_ Vaza, Adrián, não quero te ver, e da próxima vez que falar mal da Victoria, não vou ser tão bonzinho, tá? Vai, some.
Ele foi embora meio dolorido, achava que tinha tudo sob controle, mas não sabia que o filho, pelo menos, já tinha descoberto. Assim que tive a chance de falar com minha madrinha, fiz isso. Não tinha provas na mão, mas ia contar a verdade. Enquanto ela me ouvia, nem me olhava, nem reagia, só comentou "já sabia".
_ Afilhado, obrigada por falar comigo. Eu já sabia faz tempo, não te contei porque entendi que não era assunto pra discutir com você. Não esquece que eu estou no comando desta casa, vejo e leio tudo. Enquanto o Martín estiver bem, eu...
_ O Martín sabe, sabe que ele tem um amante...
_ Como ele reagiu?
_ Odeia ele, e entre nós, mesmo que soe estranho... ele me confessou que adoraria que você o transformasse num corno.
_ Haha, o Martín tá estranho... notei que ele não para de me devorar com os olhos, e tá mais carinhoso. Coisas de jovem, acho eu... Obrigada...
_ Ficou mal?
_ Não, afilhado... só que sinto que o fim do meu casamento chegou oficialmente... e é estranho, sinto que quando as coisas explodirem, vai ser tenso.
_ Acho que você precisa pensar em outras coisas...
Ela estava encostada na cozinha. Não hesitei em segurá-la pela barriga, desci a mão devagar para esfregar a virilha dela. Ela fechou os olhos e se entregou. Estávamos sozinhos. Queria fazer uma masturbação nela, mas ela disse que não porque não estávamos seguros naquele momento. O Martín tinha saído para comprar, não tínhamos muito tempo. Sim, a abracei, ficamos assim um tempo, até que não tive ideia melhor do que baixar a mão para tocar a bunda dela e dar uma apertadinha (só um aperto pra não deixar saudade). Comecei a puxar a leggings dela para baixo, virei ela de costas, e ela, entregue, esfregava aquele rabo empinado no meu pau. Não Tava afim de perder tempo, então tirei o pau pra fora e enfiei nele. Ele soltou um gemido gostoso, agarrei ele pela cintura e comecei a meter num ritmo bom. Mas só consegui meter por um ou dois minutos porque minha madrinha sentiu o portão da rua. Era isso mesmo, o Martín tinha voltado e a gente, num ataque de rapidez, subiu a roupa. Minha madrinha tava tensa, já conhecia ela, do nada ela pediu pro Martín ir buscar umas coisas no estúdio de yoga. Ele não gostou da ideia de ter que fazer delivery, mas foi mesmo assim, puto mas foi.
Passados uns minutos, ela veio rápido até mim e me levou pro quarto dela. Dessa vez não tinha tempo pra prática, ela puxou meu pau pra fora e começou a chupar. Não era aquela chupada suave de treino, agora era uma chupada selvagem. Tenho que admitir que, se ela tava brava, era um bom complemento, porque essa mamada tava incrível (não que fosse melhor, só diferente). Ela só chupou um pouco, abaixou a legging e ficou de quatro na beirada da cama. Mal encostei a ponta do pau na buceta dela e ela já jogou o corpo pra trás pra enfiar tudo, tava desesperada. Não queria acelerar pra não gozar rápido, mas ela se mexia como se estivesse exigindo. Não sei de onde tirei forças, mas meti com tudo. Cinco minutos, o round de campeonato. Mal senti a sensação, tirei o pau e joguei a porra na bunda dela. Um jato caiu na camiseta, ela pediu papel pra se limpar.
Um tempinho depois, o Martín chegou com as coisas que minha madrinha tinha pedido. Dava pra ver que ele tava meio pra baixo e me pediu pra acompanhar ele dar uma volta. Sentamos pra fumar na praça. A conversa tava indo bem quando senti o tom mudar.
— Sabe, Julián? Quando te contei todas aquelas coisas, da minha mãe, do meu pai, senti que podia confiar em você. A gente nunca foi muito amigo, mas… senti que dessa vez podia ser…
— Sim, mano, óbvio que pode confiar em mim.
— Não, eu percebi que não… ou sei lá… você vai me dizer.
— Hã?
— Voltei a perguntar uma coisa pra minha mãe porque não lembrava, a porta da… a porta estava aberta, sabe?
_Martín..._
E lá estava você, comendo ela, e eu não entendo, quero saber a verdade, você se aproveitou de tudo que eu te contei para comer ela? Pensa bem no que vai dizer porque estou te dando a chance de responder antes de quebrar sua cara.
Respirei fundo e contei detalhe por detalhe tudo o que aconteceu, do começo ao fim (não os detalhes sexuais, mas os situacionais). Martín ouvia atentamente, e os detalhes situacionais fizeram ele querer saber os sexuais, mas a verdade é que eu não queria me aprofundar nisso.
_Acredito em você... mesmo que me custe, acredito... e sabe de uma coisa? Acho perfeito, cada dia eu odeio mais aquele filho da puta do meu pai... você comeu ela muitas vezes?_
_Olha, não tenho as contas certas... algumas vezes..._
_Ela tem que se separar, não sei como, mas tem que se separar..._
Ficamos conversando mais um pouco, estava ficando tarde. Éramos dois caras contra aquele mentiroso do Adrián. Eu tinha um aliado, mesmo sabendo o que ele fazia com a mãe dele, e ela, bem... ela era tudo o que eu desejava.
_ O que você tá pensando, madrinha?
_ Nada, bobagens, coisinhas sem importância.
_ Tá tudo bem?
_ Sim, sim...
_ Se você tá preocupada com o barulho que a gente fez, talvez a gente possa...
_ Não, afilhado, ao lado não tem ninguém o dia todo, e na outra casa tem uns velhos bisbilhoteiros mas o que eles vão dizer? "Olá, senhor, sua mulher estava gemendo quando o senhor não estava"? Fica tranquilo, não me preocupa isso.
_ Então?
_ Eu penso um pouco que... transar com você me fez perceber uma coisa, que eu estou num casamento emperrado. Eu amo ele, te juro que amo o Adrián, com todo meu coração, mas quero viver outras coisas...
_ Desculpa, se eu soubesse que ia gerar isso eu não...
_ Não, afilhado, não é culpa sua, é minha por ter ficado onde eu devia ter saído há tempos.
_ Você tá triste?
_ Não, é uma tristeza que já passou e hoje é mais certeza que outra coisa.
_ Você vai se separar?
_ Não sei, ele me dá liberdade pra fazer o que eu quero mas pra outras coisas... bom, enquanto ele não descobrir eu posso experimentar de vez em quando...
_ Pode experimentar coisas comigo... sei lá, acho que a gente tem química, né?
_ Haha, é verdade, a gente tem química, não vou negar. Mas você tá indo muito bem e acho que logo posso te dar "alta", ha. Me queimar pra todo mundo com você seria te queimar também.
_ Eu não tenho problema, eu me arrisco.
_ Se veste. Afilhado, não deve faltar muito para o Martín chegar...
De um jeito ou de outro, eu passava mais tempo naquela casa do que em qualquer outro lugar; minha madrinha cozinhava enquanto o Martín falava com ela e, como ela estava de costas, ele não perdia tempo pra ficar olhando a bunda dela. Também abraçava ela pela cintura, bem pela cintura, tanto que um árbitro de boxe advertiria pedindo pra ele pegar mais acima do cinturão porque tava no limite. Naquela casa os fetiches explodiam, mas sinceramente eu tava pouco me importando, não ia ficar julgando.
O que me fazia sentir mal mesmo era ela ter dito que faltava pouco pra "alta", sentia que se tava faltando pouco, eu tinha que queimar as naves. Senti uns passos de noite, como sempre eu tinha dificuldade pra dormir, podia ser ela ou não, mas preferi levantar pelo menos pra confirmar. Dessa vez a luz da cozinha tava acesa, de novo minha madrinha tava de calcinha fio-dental e regata, mas tinha um ator a mais na cena, o Martín. Entrei e cumprimentei, minha madrinha se virou, "outro que não consegue dormir?" e deu uma risada. O Martín não parava de observar ela, ela andava pela cozinha como se nada; trocamos algumas palavras e voltamos pros nossos quartos, o Martín parece que tava com necessidade de comentar o que aconteceu.
_ Cara, você viu isso? Que rabão gostoso que ela tem! E não me diz que não porque eu não acredito.
_ É... é, sei lá, ela é muito gata, já te disse que acho que ela tem um corpo bonito.
_ Até os peitos dava pra ver que ela não tava de sutiã, já te falei que vi ela uma vez, mas assim de frente nunca, fiquei durasso, mano.
_ E não te importa que eu tenha visto?
_ Na real não, desde que eu possa ver também.
_ Achei que ia te incomodar...
_ Olha, vou te falar a verdade, desde que descobri que meu pai trai ela, a única coisa que eu quero é que ela meta chifre nele com qualquer um.
_ O quê?! Como assim?
_ Vou te contar uma coisa, mas morre aqui, eu sei que você fala muito com minha mãe, então te conto, mas você tá em prova, hein.
_ Tá, tá, não falo nada.
_ Faz tempo que eu tava notando meu pai estranho, quando peguei o celular dele tinha um número... Agendado de um colega de trabalho, quando vi a conversa pensei que era uma gostosinha porque o papo era bem pesado, mas não, era um colega de trabalho de verdade. Olha, se ele gosta de caras, tô pouco me fodendo, me enche o saco que ele engane e minta para o pai dela, então o mínimo que ele merece é que ela ponha chifre nele com meio mundo.
Conversamos mais um pouco, agora éramos mais íntimos, nos dávamos super bem, mas era a primeira vez que compartilhávamos segredos tão profundos. Mentalmente, organizei os pensamentos: claro, pra ele não importava ser corno, só queria ter carta branca para ficar com aquele cara desconhecido; eu servia como intermediário, ou talvez as duas coisas: ele gostava de ser corno e ter seu amante ao mesmo tempo. Sei lá, eram muitas perguntas. Também tinha o Martín, que agora era um confidente, e não só isso: ele queria que a mãe tivesse aventuras, mas o que eu ia dizer? "Não se preocupa, que eu já estou comendo sua mãe"? Não era uma opção. Sentia que estava amarrado e puxado de vários lados.
As coisas começariam a ficar pesadas e difíceis. Por vários dias, não tivemos tempo com minha madrinha. Já tinha conversado com ela e queria que ela me chupasse, já tinha sugerido isso no contexto da "prática", mas ela respondeu que haveria tempo para tudo, que assim que pudesse se organizar, continuaríamos praticando. Uma noite, estávamos vendo TV no sofá; meu padrinho dormia, Martín estava de um lado e eu do outro, minha madrinha deitada no meio. Ela apoiava a cabeça nas minhas pernas, e Martín acariciava as pernas dela. Ele foi o primeiro a ir dormir; o filme era péssimo e chato, mas depois de um tempo, Victoria já estava acariciando minha perna. No escuro, a única luz era a da TV. Ela desligou a TV. Senti que poderia ser outro momento de glória para mim. Assim, ela virou a cabeça um pouco e começou a beijar minha virilha; não demorei para ficar duro.
Acho que ela também curtia um pouco o perigo de ser descoberta. Ele puxou minha calça um pouco pra baixo, eu só me entreguei ao prazer, não ia reclamar de nada. Agora ele beijava e mordiscava de leve meu pau, esfregou um pouco e tirou, acabei abaixando a calça mais um tiquinho pra ficar mais confortável. Enquanto massageava minhas bolas, ele aproveitou pra me dar uns beijos e sussurrar "Se for gozar, me avisa".
Começou chupando as bolas, depois dava pequenos beijos no resto do pau, ele era muito bom em controlar a progressão do estímulo, agora dava lambidinhas. Por dentro, eu fazia um esforço mental pra não gozar, agora ele meteu minha glande na boca, aí ficou parado sem fazer nada, só com a cabeça do meu pau na boca e dava pra ouvir a respiração dele, eu segurava ele pela nuca ou pela cabeça. Sem se mover muito, começou a brincar com a língua, fazia uns movimentos e parava, depois outros movimentos e assim por diante. Bem devagar começou a chupar, de cima pra baixo, lento, sem fazer muita força; eu sentia que podia gozar a qualquer momento, ele era bom demais, subiu até meu ouvido pra perguntar "Tá quase gozando? Sinto que tá pulsando muito", eu disse que sim, mas essa mini pausa ajudou a me acalmar um pouco, ele continuou chupando mais um tempo. Tinha passado uns bons minutos aproveitando e tentando segurar, avisei que faltava pouco, ele ficou parado recebendo minha porra na boca, assim que acabou a gozada, ele se levantou e com passos rápidos foi cuspir na cozinha enquanto deixava a água correr.
_ Não sabia, madrinha, que você gostava que gozem na sua boca
_ Não é o que eu mais gosto, mas por amor ao outro eu faço. Mas, não fique bravo, afilhado, dessa vez foi pra não sujar o sofá...
Enquanto ele fazia bochechos com água, eu me acomodei pra ir dormir. Agora, por que digo que as coisas ficaram difíceis? Bom, aqui começou a parte desconfortável, dois dias depois meu padrinho apareceu em casa justo no horário que sabia que minha mãe não estava, ele estava com bastante bafo de álcool, eu sabia que ele saía com os amigos, ou talvez com a amante, quem sabe. Deixei ele entrar, Eu nunca vi ele com bons olhos, me parecia um filho da puta controlador.
_ E aí, afilhado, tô velho pra farra, mas queria passar pra ver como tava vindo a coisa, cê sabe do que tô falando.
_ Tá vindo tudo tranquilo, normal...
_ Sabe que na outra noite... eu vi a Victoria te chupando... Bem arriscado fazer isso no sofá sabendo que o Martín podia acordar, né? Não esquece do nosso acordo, ele não pode descobrir nada.
Agora o rosto embriagado dele tomou um tom ameaçador, mas longe de me intimidar, começou a despertar uma certa raiva em mim.
_ Mas... voltando ao assunto. Viu como ela faz mal? Hah, não sabe chupar, é meio burrinha...
_ Não precisa se referir a ela desse jeito.
_ Por que não? Se faz mal, faz mal, ué.
_ Mal com base em que ou em quem? Não precisa opinar sobre ela, muito menos chamar de "burrinha".
_ Qual é? Tá com tanto tesão que agora tá defendendo aquela puta? Vai bancar o machão comigo?
Ele me empurrou violentamente, e eu devolvi o empurrão com mais força. Agradeço pelas aulas de artes marciais quando era mais novo, porque ele tentou me dar um soco e eu consegui desviar. Depois veio outro, e ao desviar, bati no estômago dele. Ele caiu no chão. Tentou me atacar de novo, mas eu pulei em cima, imobilizei ele e fui bem claro.
_ Ela não é burrinha, não é puta, ela é a Victoria. Tá claro? E mais uma coisinha, o mundo é muito pequeno, Adrián, e eu já sei tudo sobre seu "colega de trabalho".
Soltei ele. Parecia que a embriaguez tinha ido toda embora. Ele me olhava surpreso. Deixei ele no chão e me levantei.
_ Agora você vai me responder, Adrián. Você fica com tesão de ser corno, ou isso serve pra você ter sua vida secreta?
_ Isso não é da sua conta, cara...
_ Nesse momento você não tá em condições de escolher se responde ou não, então me fala a verdade.
Ele ainda estava no chão, segurando o estômago e respirando como podia.
_ Olha, a verdade é que eu adoro saber que outro tá comendo ela, mas também sei que na cama a gente já não é mais o que era, todos... temos nossas taras e fantasias, senão você não estaria aí na cama com ela, né? Ninguém é inocente, cara... Agora... te peço pra não levantar muito a lebre, o Martín não sabe de nada...
_ Vaza, Adrián, não quero te ver, e da próxima vez que falar mal da Victoria, não vou ser tão bonzinho, tá? Vai, some.
Ele foi embora meio dolorido, achava que tinha tudo sob controle, mas não sabia que o filho, pelo menos, já tinha descoberto. Assim que tive a chance de falar com minha madrinha, fiz isso. Não tinha provas na mão, mas ia contar a verdade. Enquanto ela me ouvia, nem me olhava, nem reagia, só comentou "já sabia".
_ Afilhado, obrigada por falar comigo. Eu já sabia faz tempo, não te contei porque entendi que não era assunto pra discutir com você. Não esquece que eu estou no comando desta casa, vejo e leio tudo. Enquanto o Martín estiver bem, eu...
_ O Martín sabe, sabe que ele tem um amante...
_ Como ele reagiu?
_ Odeia ele, e entre nós, mesmo que soe estranho... ele me confessou que adoraria que você o transformasse num corno.
_ Haha, o Martín tá estranho... notei que ele não para de me devorar com os olhos, e tá mais carinhoso. Coisas de jovem, acho eu... Obrigada...
_ Ficou mal?
_ Não, afilhado... só que sinto que o fim do meu casamento chegou oficialmente... e é estranho, sinto que quando as coisas explodirem, vai ser tenso.
_ Acho que você precisa pensar em outras coisas...
Ela estava encostada na cozinha. Não hesitei em segurá-la pela barriga, desci a mão devagar para esfregar a virilha dela. Ela fechou os olhos e se entregou. Estávamos sozinhos. Queria fazer uma masturbação nela, mas ela disse que não porque não estávamos seguros naquele momento. O Martín tinha saído para comprar, não tínhamos muito tempo. Sim, a abracei, ficamos assim um tempo, até que não tive ideia melhor do que baixar a mão para tocar a bunda dela e dar uma apertadinha (só um aperto pra não deixar saudade). Comecei a puxar a leggings dela para baixo, virei ela de costas, e ela, entregue, esfregava aquele rabo empinado no meu pau. Não Tava afim de perder tempo, então tirei o pau pra fora e enfiei nele. Ele soltou um gemido gostoso, agarrei ele pela cintura e comecei a meter num ritmo bom. Mas só consegui meter por um ou dois minutos porque minha madrinha sentiu o portão da rua. Era isso mesmo, o Martín tinha voltado e a gente, num ataque de rapidez, subiu a roupa. Minha madrinha tava tensa, já conhecia ela, do nada ela pediu pro Martín ir buscar umas coisas no estúdio de yoga. Ele não gostou da ideia de ter que fazer delivery, mas foi mesmo assim, puto mas foi.
Passados uns minutos, ela veio rápido até mim e me levou pro quarto dela. Dessa vez não tinha tempo pra prática, ela puxou meu pau pra fora e começou a chupar. Não era aquela chupada suave de treino, agora era uma chupada selvagem. Tenho que admitir que, se ela tava brava, era um bom complemento, porque essa mamada tava incrível (não que fosse melhor, só diferente). Ela só chupou um pouco, abaixou a legging e ficou de quatro na beirada da cama. Mal encostei a ponta do pau na buceta dela e ela já jogou o corpo pra trás pra enfiar tudo, tava desesperada. Não queria acelerar pra não gozar rápido, mas ela se mexia como se estivesse exigindo. Não sei de onde tirei forças, mas meti com tudo. Cinco minutos, o round de campeonato. Mal senti a sensação, tirei o pau e joguei a porra na bunda dela. Um jato caiu na camiseta, ela pediu papel pra se limpar.
Um tempinho depois, o Martín chegou com as coisas que minha madrinha tinha pedido. Dava pra ver que ele tava meio pra baixo e me pediu pra acompanhar ele dar uma volta. Sentamos pra fumar na praça. A conversa tava indo bem quando senti o tom mudar.
— Sabe, Julián? Quando te contei todas aquelas coisas, da minha mãe, do meu pai, senti que podia confiar em você. A gente nunca foi muito amigo, mas… senti que dessa vez podia ser…
— Sim, mano, óbvio que pode confiar em mim.
— Não, eu percebi que não… ou sei lá… você vai me dizer.
— Hã?
— Voltei a perguntar uma coisa pra minha mãe porque não lembrava, a porta da… a porta estava aberta, sabe?
_Martín..._
E lá estava você, comendo ela, e eu não entendo, quero saber a verdade, você se aproveitou de tudo que eu te contei para comer ela? Pensa bem no que vai dizer porque estou te dando a chance de responder antes de quebrar sua cara.
Respirei fundo e contei detalhe por detalhe tudo o que aconteceu, do começo ao fim (não os detalhes sexuais, mas os situacionais). Martín ouvia atentamente, e os detalhes situacionais fizeram ele querer saber os sexuais, mas a verdade é que eu não queria me aprofundar nisso.
_Acredito em você... mesmo que me custe, acredito... e sabe de uma coisa? Acho perfeito, cada dia eu odeio mais aquele filho da puta do meu pai... você comeu ela muitas vezes?_
_Olha, não tenho as contas certas... algumas vezes..._
_Ela tem que se separar, não sei como, mas tem que se separar..._
Ficamos conversando mais um pouco, estava ficando tarde. Éramos dois caras contra aquele mentiroso do Adrián. Eu tinha um aliado, mesmo sabendo o que ele fazia com a mãe dele, e ela, bem... ela era tudo o que eu desejava.
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