Depois do almoço de sábado e de toda a putaria que rolou, a semana passou numa calma só. Cada um voltou pra sua rotina e a atmosfera em casa tava normal. Liguei pros meus pais umas vezes pra saber como estavam, e eu e Eva transávamos quase todo santo dia.
A gente tinha descoberto que troca de casal dava um tesão extra e um puta interesse na nossa relação. Uma noite, depois de jantar de boa no sofá, comentamos sobre isso e vimos que nenhum dos dois sentiu ciúme. Foi tipo adicionar um brinquedo novo no sexo. Eva falou que era como se a gente tivesse incluído dildos na brincadeira, só que esses brinquedos eram de carne e osso e, pra completar, da família. E, mesmo com a intimidade com meus pais facilitando as coisas, a gente não descartava fazer isso com outros casais.
Mas tudo desabou na sexta. Que nem um terremoto, chegou sem avisar. Como sempre, saí de casa pra trabalhar depois de dar um beijo de despedida na Eva. Durante a manhã, trocamos umas mensagens e tava tudo numa boa. Mas quando cheguei em casa, tudo tinha mudado. A primeira coisa que percebi foi a falta do cheiro de comida fresca e o silêncio. Eva sempre colocava uma música suave de fundo quando tava em casa. Dizia que relaxava e deixava o ambiente mais acolhedor.
Aquela quietude me estranhou. Chamei por ela, mas não respondia, então fui cômodo por cômodo, cada vez mais pilhado. Não tinha sinal dela. Será que tinha acontecido algo? Liguei várias vezes pro celular dela, mas sempre caía na caixa postal. Depois de deixar um monte de recados, fui na cozinha beber uma água. O nervosismo tinha deixado minha boca seca.
Lá, presa na geladeira com um ímã, vi a folha. Umas seis linhas pra me dizer que tinha acabado. Que sentia muito, que não me amava mais e que tava indo embora. Sem mais nem menos. Tinha acabado. Mas se de manhã tudo parecia... Seguia tudo normal. Não entendia nada. Deixei um novo recado na secretária dela pedindo pra gente conversar. Precisava saber o que tinha acontecido. Mas as horas passaram e não recebi resposta dela.
Não sei quanto tempo fiquei sentado numa poltrona feito um zumbi. De repente, uma ideia veio na minha cabeça. Revirei a casa toda e vi que ainda tinha coisas dela nas gavetas. Então ela devia voltar e seria a hora de conversar. Quase de noite, minha mãe ligou pra perguntar se no dia seguinte a gente ia almoçar. Tentando disfarçar meu estado, dei uma desculpa pra cancelar o compromisso. Precisava pensar. Minha mãe percebeu algo na minha voz.
— Querido. Você tá bem? — a voz dela soou preocupada.
— Tô sim, mãe. Não se preocupa — respondi, me xingando por não conseguir disfarçar melhor.
— Então não parece. O que houve?
— Nada, mãe. Só que tô cansado. Essa semana foi muito pesada no trabalho e a gente tem um problema que precisa resolver o mais rápido possível. O chefe tá me deixando louco — pensei que tinha um pouco de verdade no que eu dizia, então talvez soasse crível.
— Como quiser. Mas se precisar de algo, já sabe que a gente tá aqui. A Eva, como ela tá?
— Bem, mãe. Agora ela tá no banho, senão eu tinha mandado ela atender.
— Tá bom. Dá um beijo nela da nossa parte. E você não fica queimando a cuca não. Um beijo, querido.
— Beijos, mãe. Dá um no pai da nossa parte também.
— Vou dar. Mas de língua — ela brincou —. Tchau.
— Tchau, mãe. Te amo.
Larguei o telefone do meu lado e deu vontade de chorar. Nunca tinha mentido pros meus pais. Mas precisava processar o que tinha acontecido. Será que tinha rolado algo que tivesse chateado a Eva? Se fosse assim, ela devia ter me falado. Sempre teve confiança suficiente pra gente conversar sobre qualquer coisa. Não entendia nada. Será que tinha outra pessoa na vida dela? Revisando os últimos dias, não consegui encontrar nenhuma pista que indicasse que fosse assim.
Passei o fim de semana sem sair de casa, esperando que ela aparecesse de Novo. Mas foi em vão. Na segunda-feira, decidi não ir trabalhar. Liguei avisando que estava mal e esperei. Esperava que ela fosse em casa buscar o resto das coisas, contando que eu estaria trabalhando. Mas também não apareceu. Não dava pra ficar de plantão em casa a semana inteira. O celular dela não dava sinal de vida, e as últimas chamadas já soavam como desligado. Não tinha o que fazer.
Na terça-feira, retomei minha vida tentando voltar à normalidade, mesmo sabendo que era impossível. Ao sair do trabalho, fui na casa dos meus pais. Comeria lá e conversaria com eles. Precisava contar o que tinha acontecido. Tentaram me consolar e me deram todo o apoio. Um pouco mais tranquilo e pelo menos aliviado por ter desabafado parte da minha preocupação, voltei pra casa já anoitecendo. Quando cheguei, me surpreendi ao ver as gavetas abertas. Eva tinha voltado pra buscar o resto das coisas dela. Tudo estava em ordem, só faltavam as coisas dela. Pelo visto, ela levou tudo às pressas, com medo de que eu chegasse antes dela ir de vez. Agora sim, tinha certeza de que nunca mais a veria. Resignado, me meti na cama sem jantar.
No dia seguinte, à tarde, a campainha tocou. Fui abrir correndo, na esperança de que fosse a Eva. Mas era minha irmã Sara. Sara tem um ano a menos que eu e é uma mulher muito gostosa e divertida. Abri a porta e, quando ela chegou, se pendurou no meu pescoço e me deu dois beijos bem sonoros.
— Ela que perde, irmãozinho. Não vai encontrar parceiro melhor que você por mais que procure.
— Obrigado, Sara. Talvez já tenha encontrado e por isso foi embora — admiti, ainda na fossa.
— Ah, para. Se você é um cara gato, divertido, gente boa e carinhoso. Te digo que a essa hora ela já deve estar arrependida. Se eu pegar ela, arranco os cabelos. Não quero te ver assim por alguém que não te merece.
— Exagerada, você — respondi com um sorriso triste. — Te amo muito, mas mente muito mal.
— Eu não minto — respondeu sorrindo pra me animar. — E agora mesmo você e eu vamos tomar uns drinks. Você precisa dar uma arejada.
—Valeu, Sara. Mas não tô a fim.
—Falei pra mamãe que ia te tirar de casa nem que fosse na marra. Então não me faz cumprir minha palavra —ameaçou sem perder o sorriso.
—Tá bom —sabia que ela era capaz, então tive que ceder—. Mas só um. Porque amanhã tenho que trabalhar do mesmo jeito. Meu chefe tá pouco se fodendo que a Eva me largou.
—Beleza. Só um. Mas não quero mais falar dessa… Como era o nome dela? Viu? Eu já esqueci. E você tem que fazer o mesmo.
Minha irmã era um furacão de bom humor. Eu agradecia de coração o que ela tentava fazer, mesmo não estando a fim. E ela sabia que eu faria o mesmo se ela estivesse na mesma situação. Então me resignei e me preparei pra sair com ela. Enquanto eu tomava banho, ela entrou no quarto e começou a revirar o armário. Quando saí com uma toalha enrolada na cintura, minha roupa já estava separada em cima da cama.
—Já separei sua roupa. Não quero te ver com cara de amargurado. Viu? Com essa roupa, as minas vão se jogar no seu pescoço. Além disso, olha pra você —disse se aproximando—. Se é gostoso pra caralho —falou apalpando meu torso e meus braços—. Se não fosse meu irmão, te comia aqui mesmo.
Eu ri das brincadeiras dela. Com ela era impossível ficar triste. Agradeci os elogios com um beijo na bochecha.
—Valeu, Sara. Você é a melhor irmã que alguém poderia ter.
—Eu sei. E você é o irmão sortudo dessa maravilha —disse morrendo de rir enquanto dava uma voltinha como uma modelo.
Apesar do meu estado de espírito, ela arrancou uma gargalhada de mim e me senti melhor.
—Então vamos. Agora sai daqui que vou me vestir —pedi.
—Qual é. Como se fosse a primeira vez que vejo um cara pelado. Inclusive você. Que quando éramos pequenos no verão, a gente andava os dois como deus nos trouxe ao mundo —disse enquanto se virava pra sair.
—Mas não somos mais crianças —protestei, divertido—. E algumas coisas mudaram pra caralho. — Tipo, quanto mudou? Essa info pode ser interessante. Tenho umas amigas que podem se interessar — ela riu, virando de novo pra olhar.
Não sei por que fiz aquilo, mas tirei a toalha e joguei na cabeça dela. Por um instante, ela viu meu pau mole. Como resposta, ela se virou pra ir embora rindo.
— Não tô menstruada. E espero que isso cresça. Se não, minhas amigas também não vão se interessar por você.
Cinco minutos depois, a gente saiu de casa. Entramos num pub não muito longe e conversamos como dois velhos amigos. Ela me contou que nossos pais tinham contado o que rolou e pedido pra ela vir tentar me animar. Sabia que não precisava terem pedido. Ela teria vindo do mesmo jeito. A gente era muito unido e sempre se amou pra caralho. Ela conhecia todos os meus amigos, e eu, a maioria das amigas dela.
Passamos umas duas horas falando de tudo um pouco. Sara se esforçou pra puxar assuntos que não tivessem nada a ver, nem de longe, com Eva ou com relacionamentos. Lembramos da nossa infância e juventude. A vida quando a gente ainda morava na casa dos nossos pais. Agora ela também tinha se mudado e morava no outro lado da cidade, mas nem por isso a gente tinha perdido o contato.
Depois de duas horas e dois drinks, ela me deixou em casa de novo. Quando chegamos na porta, ela olhou direto nos meus olhos, como se procurasse algo no fundo deles.
— Tá melhor? — perguntou com um sorrisinho cheio de carinho.
— Claro, maninha. Muito obrigado.
— Pra que servem as irmãs maravilhosas? — perguntou, mostrando os dentes num sorrisão cheio de sarcasmo. — Se cuida. Vou passar aqui daqui a uns dias.
— Não precisa, Sara. Vou ficar bem — falei pra tranquilizar ela.
— Ah. Meu querido irmãozinho não quer me ver — disse, fazendo um biquinho de pena mais falso que nota de três reais.
— Sabe que você é sempre bem-vinda aqui, maninha — afirmei, segurando o rosto dela entre minhas mãos. Mãos.
— Mais te vale. Ou vou virar ocupante — respondeu alegre antes de me dar um selinho e ir embora.
Entrei em casa mais animado. Tinha me alegrado ver a Sara e tomar um drink com ela. Ela sempre teve a habilidade de me fazer rir e fazer os problemas sumirem.
O resto da semana passou sem graça nem glória. A casa parecia enorme pra mim, mas não tinha planos de abandoná-la. No sábado, a Sara apareceu de novo, dessa vez ligou na hora do jantar e logo chegou com uma pizza. De novo, passamos um tempo bem agradável.
— Acho que errei ao escolher a Eva pra casar. Devia ter procurado alguém como você — confessei quando já tínhamos terminado de jantar e estávamos curtindo um drink. Ela estava sentada no chão, apoiando as costas no sofá onde eu continuava sentado.
— Você ia se entediar rapidinho. Podia acabar te enlouquecendo — ela zombou.
— Pois não me entedio quando tô com você. É curioso, mas nunca brigamos. Que merda de irmãos que a gente é.
— Tem razão. Nunca tinha pensado nisso — concordou ela, franzindo a testa —. A gente devia começar?
— Uff... Que preguiça danada — falei, provocando a risada dela, que soou cristalina.
Ela sentou do meu lado e passou os braços no meu pescoço. — Eu não consigo ficar brava com você, Nesto. Te amo demais — disse, mais séria do que eu esperava.
Fiquei paralisado. Tinha soado como uma declaração de amor. Acho que fiquei vermelho. Ela esboçou um sorriso e me beijou. Só encostou os lábios nos meus no que parecia um selinho inocente. Senti meu pau começando a acordar e me senti culpado por sentir essa atração pela minha irmã. Mesmo tendo transado com minha própria mãe, dessa vez senti que não devia seguir por esse caminho.
Sara não me soltou. Afastou o rosto do meu e me olhou fundo nos olhos. Ainda tinha aquele vestígio de sorriso nos lábios que a deixava mais gostosa. Aproximou o rosto de novo do meu e me beijou outra vez. Dessa vez, abriu a boca. e acariciou meus lábios com a língua. Um choque elétrico me atravessou dos pés à cabeça. Sem saber como, me vi abraçando ela com força. Ela correspondeu ao abraço enquanto eu abria a boca pra dar passagem à língua dela, que se entrelaçou com a minha.
A gente se beijou por uns dois minutos. Nossas línguas brincavam uma com a outra, se procurando, se enroscando ansiosas dentro das nossas bocas.
Quando a gente se separou, fiquei olhando nos olhos dela. Só via desejo no olhar dela, mas tava com medo de ver algo errado.
— Desculpa — consegui falar —. Acho que passei dos limites.
— Não foi você. Fui eu que te beijei — ela disse com uma voz suave que nem mel.
— Mas…
— Mas nem merda — ela me cortou antes de me beijar de novo com gosto —. Vou te dar uma trepada que você vai voltar à vida.
Enquanto me beijava de novo com ainda mais vontade que da primeira vez, começou a puxar minha camiseta pra cima. Só soltou minha boca na hora de tirar pela minha cabeça. Eu me agarrava nela que nem um náufrago na tábua de salvação. Minhas mãos procuravam os botões da blusa dela e quase arranquei tudo de uma vez. Me livrar do sutiã dela não foi difícil. Os peitões dela ficaram à mostra. Eu não tinha visto aqueles mamilos. Agora eram uns peitos generosos com umas auréolas rosadas onde os mamilos se destacavam, durinhos de tesão. A boca dela soltou um gemido quando acariciei eles com carinho, enquanto ela jogava a cabeça pra trás pra liberar o caminho pra eu brincar com o peito e o pescoço dela. Beijei o pescoço dela com carinho enquanto brincava com o peito dela. Minha mão começou a descer, acariciando cada centímetro de pele até chegar na cintura da saia dela.
Passei reto pelo tecido e levei a mão direto pra boceta dela. Quando sentiu minha mão procurando o segredo mais escondido dela, abriu as pernas me convidando a entrar. O tecido da calcinha dela já tava molhado e acariciei a buceta dela por cima do pano. Ela gemia, querendo carícias mais intensas. Procurei o zíper da saia dela e Desci. Ela ergueu os quadris para se livrar da peça. Fiquei na frente dos joelhos dela e puxei a calcinha com as duas mãos sem parar de olhar pra ela.
O rosto dela agora estava corado, mas a respiração acelerada dizia que esperava mais. Deixei as meias nela e abri os joelhos devagar, mostrando o que viria a seguir. Ela se deixou levar e jogou a cabeça pra trás enquanto apertava os peitos quando sentiu minha língua acariciando a monte de vênus dela. Deslizei a língua pra baixo pra percorrer toda a extensão da buceta dela com suavidade. A entrada do sexo dela já estava encharcada de desejo. Não parei e segui até o fim. Depois voltei pelo mesmo caminho, pressionando agora um pouco mais pra abrir caminho entre os lábios dela até chegar no botão do prazer. Quando parei sobre ele, a Sara soltou um gemido mais forte enquanto as pernas dela tentavam se fechar instintivamente. Brinquei um pouco com o clitóris dela até conseguir que ela gozasse. A respiração dela acelerou ainda mais e ela agarrou minha cabeça pra eu continuar castigando a caverna dela. Aproveitei pra dar o orgasmo nela.
Quando a respiração dela se normalizou um pouco, ela se sentou pra me beijar e saborear os próprios sucos da minha boca. Depois, colocou a mão na minha calça e soltou num piscar de olhos com uma mão enquanto enfiava a outra em busca do meu pau. Ela agarrou minha rola e começou a acariciar de cima pra baixo. Eu estava de joelhos na frente dela, então ela deslizou pro tapete e me empurrou pra eu sentar. Depois puxou a calça e a cueca juntas, e eu levantei a bunda pra ajudar. Meu pau já estava livre e apontando pro teto, desafiador. Ela o contemplou por alguns segundos enquanto parecia se lamber. Me olhou nos olhos sorrindo e se inclinou sobre meu pau pra enfiar na boca. Senti a umidade quente da boca dela envolvendo meu pau e me deixei levar. Com uma mão, ela brincava com minhas bolas enquanto se limitava a brincar com a língua na minha glande. Ela enfiava a cabecinha na boca e soltava depois de um par de Chupões. Ela me deixava louco.
Finalmente ela decidiu engolir. Devagar, sentindo cada centímetro, foi enfiando minha rola até o queixo encostar nas minhas bolas. Aí parou por um instante, apertando o pau com a língua contra o céu da boca. Era uma sensação fantástica. Depois começou a mexer a cabeça, quase tirando ele da boca e engolindo tudo de novo. Ela mamava como uma profissional.
Por um momento me surpreendi ao perceber que comparava a habilidade dela com a da minha mãe, e Eva não aparecia em lugar nenhum. Mas não me senti culpado por isso. Eu estava no paraíso e queria aproveitar ao máximo. Sara não parou nem um instante. Depois de uns dois minutos, eu já estava prestes a explodir.
— Vou gozar, Sara. Ou você para ou eu gozo — avisei, sabendo que estava prestes a gozar.
— Não se segura. Quero saber qual é o gosto da sua porra — ela disse com a voz rouca de tesão.
Poucos segundos depois, eu me derramei na boca dela. Ela parou o movimento para aproveitar as descargas que chegavam na garganta. Sem parar de engolir, começou a chupar de novo, agora mais devagar, até espremer a última gota. Quando tudo acabou, ela continuou passando a mão no meu pau, devagar, tentando deixar minha vara dura de novo. Ela estava morrendo de vontade de sentir ele dentro da buceta dela, e eu estava louco pra me sentir dentro dela.
Logo meu pau respondeu aos carinhos e ficou duro como pedra de novo. Sorrindo, satisfeita com as habilidades dela, ela sentou nas minhas pernas, deixando a buceta em cima do meu pau. Ela se mexeu umas duas vezes, roçando o pau com os lábios da buceta enquanto segurava no meu pescoço e me beijava. Agora era eu quem sentia o gosto da minha própria porra direto da boca dela. Quando sentiu que meu pau estava bem na entrada da buceta, ela se deixou cair devagar até se empalar até o fundo. Eu passei um braço na cintura dela enquanto a outra mão procurava os peitos dela. Ela agradeceu os carinhos com um ronronar de gata enquanto começou a se mexer. O rosto dela sorria com os olhos fechados, como se assim conseguisse se concentrar mais nas sensações que vinham dos nossos sexos.
Aos poucos, foi aumentando o ritmo dos movimentos enquanto eu brincava com os peitos dela, alternando entre acariciar, morder e beliscar os mamilos. Depois de um tempo, os movimentos dela ficaram frenéticos quando ela chegou perto do orgasmo. Eu agora conseguia segurar um pouco mais, e ela podia aproveitar um orgasmo mais intenso e longo.
Quando o orgasmo chegou, ela colou o corpo no meu com força. Agarrou meu pescoço com os dois braços enquanto as descargas de prazer atravessavam o corpo dela, uma atrás da outra. Senti as unhas dela cravando nas minhas costas, mas longe de me incomodar, me deu a sensação de que eu estava levando ela ao sétimo céu, o que estimulou ainda mais minha libido.
Ela tinha gozado. Mas faltava pouco pra mim, então não parei de me mexer, o que fez com que, de certa forma, o orgasmo dela durasse mais. Ela continuou montando em mim até que, com um gemido rouco, eu gozei dentro dela. Não cravei minhas unhas nela, mas acho que deixei marcas dos meus dedos me agarrando ao corpo dela. Senti como se ela tentasse se cravar ainda mais na minha estaca, fazer a penetração ser ainda mais profunda. E ali ficamos os dois ofegantes, unidos pelos nossos sexos, juntando e misturando nossos suores, satisfeitos e felizes.
Ela afastou o rosto do meu pescoço e me beijou de novo. Foi um beijo apaixonado, longo; como se quisesse se fundir comigo. Claro, eu respondi com a mesma vontade. Quando nossas bocas se separaram, ela me olhou e sorriu feliz.
— A Eva é uma idiota. Não sei por que foi embora. Mas perder alguém que fode como você, é coisa de otário.
— Valeu, Sara — respondi orgulhoso —. Você é a melhor pra levantar a autoestima.
— Não tô falando pra você se sentir melhor. É verdade. Foi a melhor transa da minha vida. Valeu, irmãozinho — completou antes de me dar mais um selinho.
— Valeu você. —respondi, devolvendo pra ele.
Ele se levantou quando meu pau ficou reduzido ao mínimo. Tinha me deixado seco. Mas, em vez de se afastar, sentou no meu colo, passou os braços no meu pescoço e me beijou de novo.
—Além disso, não sou só eu que digo isso —confessou, piscando com cumplicidade.
—O quê? —perguntei, surpreso.
—Que você é o melhor fodendo —ela estava tirando sarro de mim e adorando.
—Não entendi.
—Não tem nada pra me contar?
Um alarme disparou na minha cabeça, mas tava tão profundo que não consegui localizar. Algo me dizia pra ficar alerta, mas não sabia sobre o quê.
—Não entendi. O que eu tenho que te contar? Você sabe que com você não tenho segredos.
—Pelo menos um você tem.
Diante da minha cara de espanto genuíno, ela me olhava divertida. Tava brincando comigo e se divertindo pra caralho. Achei que fosse cair na risada a qualquer momento ao ver minha cara de bobo. Finalmente, pareceu perder a esperança de que eu adivinhasse.
—Não tem que me contar algo sobre um jantar especial? Ou sobre um churrasco na casa do papai e da mamãe? —perguntou, me olhando com malícia.
Acho que fiquei branco. Com certeza percebi que abri os olhos como pires e na minha boca aberta cabia um caminhão.
—Como você sabe disso? Vai pensar que somos uns degenerados —supus, abatido. Sempre pensei que a Sara me via como um exemplo, e o exemplo tinha cagado tudo.
—Degenerados? De jeito nenhum. Além disso, nesse caso eu também sou. Não acha? —perguntou, me dando outro beijinho.
—Mas como você ficou sabendo?
—Porque a mamãe me contou, seu idiota! —disse antes de cair na risada.
—Mamãe? A mamãe te contou?
—Claro. Como mais eu saberia que você fode tão bem? O papai você não comeu. Ou comeu?
—Tô alucinando. E você, o que acha?
—Bom, fico feliz que nunca me chamou pra um ménage com a Eva. Agora me sentiria tão enganada quanto você —completou ao ver minha cara de pena por achar que tinha decepcionado ela. —Não tínhamos combinado de esquecer a Eva? —naquele momento, Eva era o que menos me preocupava.
—Tem razão. Desculpa —disse ela, achando que me doía falar sobre ela.
Na verdade, eu estava tentando processar a notícia de que meus pais tinham contado a ela sobre a aventura sexual que a gente tinha tido. Sabia que éramos uma família aberta e sem tabus. Mas achava que aquilo tinha ficado entre nós.
—Não se preocupa. Não vou armar um barraco. Eu já sabia que mamãe e papai praticavam troca de casais. Você não? Talvez eu tivesse mais intimidade com eles, principalmente com a mamãe, nesse assunto. E outro dia ela me contou como uma anedota engraçada que aconteceu com eles uma vez. Vou te dizer uma coisa, se isso te deixar mais tranquilo: no seu lugar, eu também teria ido em frente.
—Tem certeza?
—Juro. É uma coisa entre adultos que não machuca ninguém. É só curtir o sexo. É exatamente o que acabamos de fazer agora. Ou você está arrependido? —perguntou com uma falsa carinha de desgosto.
—De jeito nenhum —afirmei categórico—. O que eu tô é alucinado. Acho que tenho a família mais doida do mundo.
Sara riu e me abraçou de novo. Eu podia sentir os peitos dela contra minha pele, mas não era com intenção de me excitar. Era um abraço de irmão, carinhoso, genuíno. Como se estivéssemos vestidos e não houvesse nada sexual entre nós.
—Aliás. Eu falei pra mamãe que também queria experimentar. Se você era tão bom, não queria ser a única a perder essa. Então não se assusta se ela te perguntar.
Aí sim fiquei de olhos arregalados. Não só comentavam minhas "habilidades" sexuais. Como também anunciavam quando iam me comer. Com certeza, mais intimidade entre mãe e filha não podia existir. Tava claro que a minha não era uma família muito comum.
A gente tinha descoberto que troca de casal dava um tesão extra e um puta interesse na nossa relação. Uma noite, depois de jantar de boa no sofá, comentamos sobre isso e vimos que nenhum dos dois sentiu ciúme. Foi tipo adicionar um brinquedo novo no sexo. Eva falou que era como se a gente tivesse incluído dildos na brincadeira, só que esses brinquedos eram de carne e osso e, pra completar, da família. E, mesmo com a intimidade com meus pais facilitando as coisas, a gente não descartava fazer isso com outros casais.
Mas tudo desabou na sexta. Que nem um terremoto, chegou sem avisar. Como sempre, saí de casa pra trabalhar depois de dar um beijo de despedida na Eva. Durante a manhã, trocamos umas mensagens e tava tudo numa boa. Mas quando cheguei em casa, tudo tinha mudado. A primeira coisa que percebi foi a falta do cheiro de comida fresca e o silêncio. Eva sempre colocava uma música suave de fundo quando tava em casa. Dizia que relaxava e deixava o ambiente mais acolhedor.
Aquela quietude me estranhou. Chamei por ela, mas não respondia, então fui cômodo por cômodo, cada vez mais pilhado. Não tinha sinal dela. Será que tinha acontecido algo? Liguei várias vezes pro celular dela, mas sempre caía na caixa postal. Depois de deixar um monte de recados, fui na cozinha beber uma água. O nervosismo tinha deixado minha boca seca.
Lá, presa na geladeira com um ímã, vi a folha. Umas seis linhas pra me dizer que tinha acabado. Que sentia muito, que não me amava mais e que tava indo embora. Sem mais nem menos. Tinha acabado. Mas se de manhã tudo parecia... Seguia tudo normal. Não entendia nada. Deixei um novo recado na secretária dela pedindo pra gente conversar. Precisava saber o que tinha acontecido. Mas as horas passaram e não recebi resposta dela.
Não sei quanto tempo fiquei sentado numa poltrona feito um zumbi. De repente, uma ideia veio na minha cabeça. Revirei a casa toda e vi que ainda tinha coisas dela nas gavetas. Então ela devia voltar e seria a hora de conversar. Quase de noite, minha mãe ligou pra perguntar se no dia seguinte a gente ia almoçar. Tentando disfarçar meu estado, dei uma desculpa pra cancelar o compromisso. Precisava pensar. Minha mãe percebeu algo na minha voz.
— Querido. Você tá bem? — a voz dela soou preocupada.
— Tô sim, mãe. Não se preocupa — respondi, me xingando por não conseguir disfarçar melhor.
— Então não parece. O que houve?
— Nada, mãe. Só que tô cansado. Essa semana foi muito pesada no trabalho e a gente tem um problema que precisa resolver o mais rápido possível. O chefe tá me deixando louco — pensei que tinha um pouco de verdade no que eu dizia, então talvez soasse crível.
— Como quiser. Mas se precisar de algo, já sabe que a gente tá aqui. A Eva, como ela tá?
— Bem, mãe. Agora ela tá no banho, senão eu tinha mandado ela atender.
— Tá bom. Dá um beijo nela da nossa parte. E você não fica queimando a cuca não. Um beijo, querido.
— Beijos, mãe. Dá um no pai da nossa parte também.
— Vou dar. Mas de língua — ela brincou —. Tchau.
— Tchau, mãe. Te amo.
Larguei o telefone do meu lado e deu vontade de chorar. Nunca tinha mentido pros meus pais. Mas precisava processar o que tinha acontecido. Será que tinha rolado algo que tivesse chateado a Eva? Se fosse assim, ela devia ter me falado. Sempre teve confiança suficiente pra gente conversar sobre qualquer coisa. Não entendia nada. Será que tinha outra pessoa na vida dela? Revisando os últimos dias, não consegui encontrar nenhuma pista que indicasse que fosse assim.
Passei o fim de semana sem sair de casa, esperando que ela aparecesse de Novo. Mas foi em vão. Na segunda-feira, decidi não ir trabalhar. Liguei avisando que estava mal e esperei. Esperava que ela fosse em casa buscar o resto das coisas, contando que eu estaria trabalhando. Mas também não apareceu. Não dava pra ficar de plantão em casa a semana inteira. O celular dela não dava sinal de vida, e as últimas chamadas já soavam como desligado. Não tinha o que fazer.
Na terça-feira, retomei minha vida tentando voltar à normalidade, mesmo sabendo que era impossível. Ao sair do trabalho, fui na casa dos meus pais. Comeria lá e conversaria com eles. Precisava contar o que tinha acontecido. Tentaram me consolar e me deram todo o apoio. Um pouco mais tranquilo e pelo menos aliviado por ter desabafado parte da minha preocupação, voltei pra casa já anoitecendo. Quando cheguei, me surpreendi ao ver as gavetas abertas. Eva tinha voltado pra buscar o resto das coisas dela. Tudo estava em ordem, só faltavam as coisas dela. Pelo visto, ela levou tudo às pressas, com medo de que eu chegasse antes dela ir de vez. Agora sim, tinha certeza de que nunca mais a veria. Resignado, me meti na cama sem jantar.
No dia seguinte, à tarde, a campainha tocou. Fui abrir correndo, na esperança de que fosse a Eva. Mas era minha irmã Sara. Sara tem um ano a menos que eu e é uma mulher muito gostosa e divertida. Abri a porta e, quando ela chegou, se pendurou no meu pescoço e me deu dois beijos bem sonoros.
— Ela que perde, irmãozinho. Não vai encontrar parceiro melhor que você por mais que procure.
— Obrigado, Sara. Talvez já tenha encontrado e por isso foi embora — admiti, ainda na fossa.
— Ah, para. Se você é um cara gato, divertido, gente boa e carinhoso. Te digo que a essa hora ela já deve estar arrependida. Se eu pegar ela, arranco os cabelos. Não quero te ver assim por alguém que não te merece.
— Exagerada, você — respondi com um sorriso triste. — Te amo muito, mas mente muito mal.
— Eu não minto — respondeu sorrindo pra me animar. — E agora mesmo você e eu vamos tomar uns drinks. Você precisa dar uma arejada.
—Valeu, Sara. Mas não tô a fim.
—Falei pra mamãe que ia te tirar de casa nem que fosse na marra. Então não me faz cumprir minha palavra —ameaçou sem perder o sorriso.
—Tá bom —sabia que ela era capaz, então tive que ceder—. Mas só um. Porque amanhã tenho que trabalhar do mesmo jeito. Meu chefe tá pouco se fodendo que a Eva me largou.
—Beleza. Só um. Mas não quero mais falar dessa… Como era o nome dela? Viu? Eu já esqueci. E você tem que fazer o mesmo.
Minha irmã era um furacão de bom humor. Eu agradecia de coração o que ela tentava fazer, mesmo não estando a fim. E ela sabia que eu faria o mesmo se ela estivesse na mesma situação. Então me resignei e me preparei pra sair com ela. Enquanto eu tomava banho, ela entrou no quarto e começou a revirar o armário. Quando saí com uma toalha enrolada na cintura, minha roupa já estava separada em cima da cama.
—Já separei sua roupa. Não quero te ver com cara de amargurado. Viu? Com essa roupa, as minas vão se jogar no seu pescoço. Além disso, olha pra você —disse se aproximando—. Se é gostoso pra caralho —falou apalpando meu torso e meus braços—. Se não fosse meu irmão, te comia aqui mesmo.
Eu ri das brincadeiras dela. Com ela era impossível ficar triste. Agradeci os elogios com um beijo na bochecha.
—Valeu, Sara. Você é a melhor irmã que alguém poderia ter.
—Eu sei. E você é o irmão sortudo dessa maravilha —disse morrendo de rir enquanto dava uma voltinha como uma modelo.
Apesar do meu estado de espírito, ela arrancou uma gargalhada de mim e me senti melhor.
—Então vamos. Agora sai daqui que vou me vestir —pedi.
—Qual é. Como se fosse a primeira vez que vejo um cara pelado. Inclusive você. Que quando éramos pequenos no verão, a gente andava os dois como deus nos trouxe ao mundo —disse enquanto se virava pra sair.
—Mas não somos mais crianças —protestei, divertido—. E algumas coisas mudaram pra caralho. — Tipo, quanto mudou? Essa info pode ser interessante. Tenho umas amigas que podem se interessar — ela riu, virando de novo pra olhar.
Não sei por que fiz aquilo, mas tirei a toalha e joguei na cabeça dela. Por um instante, ela viu meu pau mole. Como resposta, ela se virou pra ir embora rindo.
— Não tô menstruada. E espero que isso cresça. Se não, minhas amigas também não vão se interessar por você.
Cinco minutos depois, a gente saiu de casa. Entramos num pub não muito longe e conversamos como dois velhos amigos. Ela me contou que nossos pais tinham contado o que rolou e pedido pra ela vir tentar me animar. Sabia que não precisava terem pedido. Ela teria vindo do mesmo jeito. A gente era muito unido e sempre se amou pra caralho. Ela conhecia todos os meus amigos, e eu, a maioria das amigas dela.
Passamos umas duas horas falando de tudo um pouco. Sara se esforçou pra puxar assuntos que não tivessem nada a ver, nem de longe, com Eva ou com relacionamentos. Lembramos da nossa infância e juventude. A vida quando a gente ainda morava na casa dos nossos pais. Agora ela também tinha se mudado e morava no outro lado da cidade, mas nem por isso a gente tinha perdido o contato.
Depois de duas horas e dois drinks, ela me deixou em casa de novo. Quando chegamos na porta, ela olhou direto nos meus olhos, como se procurasse algo no fundo deles.
— Tá melhor? — perguntou com um sorrisinho cheio de carinho.
— Claro, maninha. Muito obrigado.
— Pra que servem as irmãs maravilhosas? — perguntou, mostrando os dentes num sorrisão cheio de sarcasmo. — Se cuida. Vou passar aqui daqui a uns dias.
— Não precisa, Sara. Vou ficar bem — falei pra tranquilizar ela.
— Ah. Meu querido irmãozinho não quer me ver — disse, fazendo um biquinho de pena mais falso que nota de três reais.
— Sabe que você é sempre bem-vinda aqui, maninha — afirmei, segurando o rosto dela entre minhas mãos. Mãos.
— Mais te vale. Ou vou virar ocupante — respondeu alegre antes de me dar um selinho e ir embora.
Entrei em casa mais animado. Tinha me alegrado ver a Sara e tomar um drink com ela. Ela sempre teve a habilidade de me fazer rir e fazer os problemas sumirem.
O resto da semana passou sem graça nem glória. A casa parecia enorme pra mim, mas não tinha planos de abandoná-la. No sábado, a Sara apareceu de novo, dessa vez ligou na hora do jantar e logo chegou com uma pizza. De novo, passamos um tempo bem agradável.
— Acho que errei ao escolher a Eva pra casar. Devia ter procurado alguém como você — confessei quando já tínhamos terminado de jantar e estávamos curtindo um drink. Ela estava sentada no chão, apoiando as costas no sofá onde eu continuava sentado.
— Você ia se entediar rapidinho. Podia acabar te enlouquecendo — ela zombou.
— Pois não me entedio quando tô com você. É curioso, mas nunca brigamos. Que merda de irmãos que a gente é.
— Tem razão. Nunca tinha pensado nisso — concordou ela, franzindo a testa —. A gente devia começar?
— Uff... Que preguiça danada — falei, provocando a risada dela, que soou cristalina.
Ela sentou do meu lado e passou os braços no meu pescoço. — Eu não consigo ficar brava com você, Nesto. Te amo demais — disse, mais séria do que eu esperava.
Fiquei paralisado. Tinha soado como uma declaração de amor. Acho que fiquei vermelho. Ela esboçou um sorriso e me beijou. Só encostou os lábios nos meus no que parecia um selinho inocente. Senti meu pau começando a acordar e me senti culpado por sentir essa atração pela minha irmã. Mesmo tendo transado com minha própria mãe, dessa vez senti que não devia seguir por esse caminho.
Sara não me soltou. Afastou o rosto do meu e me olhou fundo nos olhos. Ainda tinha aquele vestígio de sorriso nos lábios que a deixava mais gostosa. Aproximou o rosto de novo do meu e me beijou outra vez. Dessa vez, abriu a boca. e acariciou meus lábios com a língua. Um choque elétrico me atravessou dos pés à cabeça. Sem saber como, me vi abraçando ela com força. Ela correspondeu ao abraço enquanto eu abria a boca pra dar passagem à língua dela, que se entrelaçou com a minha.
A gente se beijou por uns dois minutos. Nossas línguas brincavam uma com a outra, se procurando, se enroscando ansiosas dentro das nossas bocas.
Quando a gente se separou, fiquei olhando nos olhos dela. Só via desejo no olhar dela, mas tava com medo de ver algo errado.
— Desculpa — consegui falar —. Acho que passei dos limites.
— Não foi você. Fui eu que te beijei — ela disse com uma voz suave que nem mel.
— Mas…
— Mas nem merda — ela me cortou antes de me beijar de novo com gosto —. Vou te dar uma trepada que você vai voltar à vida.
Enquanto me beijava de novo com ainda mais vontade que da primeira vez, começou a puxar minha camiseta pra cima. Só soltou minha boca na hora de tirar pela minha cabeça. Eu me agarrava nela que nem um náufrago na tábua de salvação. Minhas mãos procuravam os botões da blusa dela e quase arranquei tudo de uma vez. Me livrar do sutiã dela não foi difícil. Os peitões dela ficaram à mostra. Eu não tinha visto aqueles mamilos. Agora eram uns peitos generosos com umas auréolas rosadas onde os mamilos se destacavam, durinhos de tesão. A boca dela soltou um gemido quando acariciei eles com carinho, enquanto ela jogava a cabeça pra trás pra liberar o caminho pra eu brincar com o peito e o pescoço dela. Beijei o pescoço dela com carinho enquanto brincava com o peito dela. Minha mão começou a descer, acariciando cada centímetro de pele até chegar na cintura da saia dela.
Passei reto pelo tecido e levei a mão direto pra boceta dela. Quando sentiu minha mão procurando o segredo mais escondido dela, abriu as pernas me convidando a entrar. O tecido da calcinha dela já tava molhado e acariciei a buceta dela por cima do pano. Ela gemia, querendo carícias mais intensas. Procurei o zíper da saia dela e Desci. Ela ergueu os quadris para se livrar da peça. Fiquei na frente dos joelhos dela e puxei a calcinha com as duas mãos sem parar de olhar pra ela.
O rosto dela agora estava corado, mas a respiração acelerada dizia que esperava mais. Deixei as meias nela e abri os joelhos devagar, mostrando o que viria a seguir. Ela se deixou levar e jogou a cabeça pra trás enquanto apertava os peitos quando sentiu minha língua acariciando a monte de vênus dela. Deslizei a língua pra baixo pra percorrer toda a extensão da buceta dela com suavidade. A entrada do sexo dela já estava encharcada de desejo. Não parei e segui até o fim. Depois voltei pelo mesmo caminho, pressionando agora um pouco mais pra abrir caminho entre os lábios dela até chegar no botão do prazer. Quando parei sobre ele, a Sara soltou um gemido mais forte enquanto as pernas dela tentavam se fechar instintivamente. Brinquei um pouco com o clitóris dela até conseguir que ela gozasse. A respiração dela acelerou ainda mais e ela agarrou minha cabeça pra eu continuar castigando a caverna dela. Aproveitei pra dar o orgasmo nela.
Quando a respiração dela se normalizou um pouco, ela se sentou pra me beijar e saborear os próprios sucos da minha boca. Depois, colocou a mão na minha calça e soltou num piscar de olhos com uma mão enquanto enfiava a outra em busca do meu pau. Ela agarrou minha rola e começou a acariciar de cima pra baixo. Eu estava de joelhos na frente dela, então ela deslizou pro tapete e me empurrou pra eu sentar. Depois puxou a calça e a cueca juntas, e eu levantei a bunda pra ajudar. Meu pau já estava livre e apontando pro teto, desafiador. Ela o contemplou por alguns segundos enquanto parecia se lamber. Me olhou nos olhos sorrindo e se inclinou sobre meu pau pra enfiar na boca. Senti a umidade quente da boca dela envolvendo meu pau e me deixei levar. Com uma mão, ela brincava com minhas bolas enquanto se limitava a brincar com a língua na minha glande. Ela enfiava a cabecinha na boca e soltava depois de um par de Chupões. Ela me deixava louco.
Finalmente ela decidiu engolir. Devagar, sentindo cada centímetro, foi enfiando minha rola até o queixo encostar nas minhas bolas. Aí parou por um instante, apertando o pau com a língua contra o céu da boca. Era uma sensação fantástica. Depois começou a mexer a cabeça, quase tirando ele da boca e engolindo tudo de novo. Ela mamava como uma profissional.
Por um momento me surpreendi ao perceber que comparava a habilidade dela com a da minha mãe, e Eva não aparecia em lugar nenhum. Mas não me senti culpado por isso. Eu estava no paraíso e queria aproveitar ao máximo. Sara não parou nem um instante. Depois de uns dois minutos, eu já estava prestes a explodir.
— Vou gozar, Sara. Ou você para ou eu gozo — avisei, sabendo que estava prestes a gozar.
— Não se segura. Quero saber qual é o gosto da sua porra — ela disse com a voz rouca de tesão.
Poucos segundos depois, eu me derramei na boca dela. Ela parou o movimento para aproveitar as descargas que chegavam na garganta. Sem parar de engolir, começou a chupar de novo, agora mais devagar, até espremer a última gota. Quando tudo acabou, ela continuou passando a mão no meu pau, devagar, tentando deixar minha vara dura de novo. Ela estava morrendo de vontade de sentir ele dentro da buceta dela, e eu estava louco pra me sentir dentro dela.
Logo meu pau respondeu aos carinhos e ficou duro como pedra de novo. Sorrindo, satisfeita com as habilidades dela, ela sentou nas minhas pernas, deixando a buceta em cima do meu pau. Ela se mexeu umas duas vezes, roçando o pau com os lábios da buceta enquanto segurava no meu pescoço e me beijava. Agora era eu quem sentia o gosto da minha própria porra direto da boca dela. Quando sentiu que meu pau estava bem na entrada da buceta, ela se deixou cair devagar até se empalar até o fundo. Eu passei um braço na cintura dela enquanto a outra mão procurava os peitos dela. Ela agradeceu os carinhos com um ronronar de gata enquanto começou a se mexer. O rosto dela sorria com os olhos fechados, como se assim conseguisse se concentrar mais nas sensações que vinham dos nossos sexos.
Aos poucos, foi aumentando o ritmo dos movimentos enquanto eu brincava com os peitos dela, alternando entre acariciar, morder e beliscar os mamilos. Depois de um tempo, os movimentos dela ficaram frenéticos quando ela chegou perto do orgasmo. Eu agora conseguia segurar um pouco mais, e ela podia aproveitar um orgasmo mais intenso e longo.
Quando o orgasmo chegou, ela colou o corpo no meu com força. Agarrou meu pescoço com os dois braços enquanto as descargas de prazer atravessavam o corpo dela, uma atrás da outra. Senti as unhas dela cravando nas minhas costas, mas longe de me incomodar, me deu a sensação de que eu estava levando ela ao sétimo céu, o que estimulou ainda mais minha libido.
Ela tinha gozado. Mas faltava pouco pra mim, então não parei de me mexer, o que fez com que, de certa forma, o orgasmo dela durasse mais. Ela continuou montando em mim até que, com um gemido rouco, eu gozei dentro dela. Não cravei minhas unhas nela, mas acho que deixei marcas dos meus dedos me agarrando ao corpo dela. Senti como se ela tentasse se cravar ainda mais na minha estaca, fazer a penetração ser ainda mais profunda. E ali ficamos os dois ofegantes, unidos pelos nossos sexos, juntando e misturando nossos suores, satisfeitos e felizes.
Ela afastou o rosto do meu pescoço e me beijou de novo. Foi um beijo apaixonado, longo; como se quisesse se fundir comigo. Claro, eu respondi com a mesma vontade. Quando nossas bocas se separaram, ela me olhou e sorriu feliz.
— A Eva é uma idiota. Não sei por que foi embora. Mas perder alguém que fode como você, é coisa de otário.
— Valeu, Sara — respondi orgulhoso —. Você é a melhor pra levantar a autoestima.
— Não tô falando pra você se sentir melhor. É verdade. Foi a melhor transa da minha vida. Valeu, irmãozinho — completou antes de me dar mais um selinho.
— Valeu você. —respondi, devolvendo pra ele.
Ele se levantou quando meu pau ficou reduzido ao mínimo. Tinha me deixado seco. Mas, em vez de se afastar, sentou no meu colo, passou os braços no meu pescoço e me beijou de novo.
—Além disso, não sou só eu que digo isso —confessou, piscando com cumplicidade.
—O quê? —perguntei, surpreso.
—Que você é o melhor fodendo —ela estava tirando sarro de mim e adorando.
—Não entendi.
—Não tem nada pra me contar?
Um alarme disparou na minha cabeça, mas tava tão profundo que não consegui localizar. Algo me dizia pra ficar alerta, mas não sabia sobre o quê.
—Não entendi. O que eu tenho que te contar? Você sabe que com você não tenho segredos.
—Pelo menos um você tem.
Diante da minha cara de espanto genuíno, ela me olhava divertida. Tava brincando comigo e se divertindo pra caralho. Achei que fosse cair na risada a qualquer momento ao ver minha cara de bobo. Finalmente, pareceu perder a esperança de que eu adivinhasse.
—Não tem que me contar algo sobre um jantar especial? Ou sobre um churrasco na casa do papai e da mamãe? —perguntou, me olhando com malícia.
Acho que fiquei branco. Com certeza percebi que abri os olhos como pires e na minha boca aberta cabia um caminhão.
—Como você sabe disso? Vai pensar que somos uns degenerados —supus, abatido. Sempre pensei que a Sara me via como um exemplo, e o exemplo tinha cagado tudo.
—Degenerados? De jeito nenhum. Além disso, nesse caso eu também sou. Não acha? —perguntou, me dando outro beijinho.
—Mas como você ficou sabendo?
—Porque a mamãe me contou, seu idiota! —disse antes de cair na risada.
—Mamãe? A mamãe te contou?
—Claro. Como mais eu saberia que você fode tão bem? O papai você não comeu. Ou comeu?
—Tô alucinando. E você, o que acha?
—Bom, fico feliz que nunca me chamou pra um ménage com a Eva. Agora me sentiria tão enganada quanto você —completou ao ver minha cara de pena por achar que tinha decepcionado ela. —Não tínhamos combinado de esquecer a Eva? —naquele momento, Eva era o que menos me preocupava.
—Tem razão. Desculpa —disse ela, achando que me doía falar sobre ela.
Na verdade, eu estava tentando processar a notícia de que meus pais tinham contado a ela sobre a aventura sexual que a gente tinha tido. Sabia que éramos uma família aberta e sem tabus. Mas achava que aquilo tinha ficado entre nós.
—Não se preocupa. Não vou armar um barraco. Eu já sabia que mamãe e papai praticavam troca de casais. Você não? Talvez eu tivesse mais intimidade com eles, principalmente com a mamãe, nesse assunto. E outro dia ela me contou como uma anedota engraçada que aconteceu com eles uma vez. Vou te dizer uma coisa, se isso te deixar mais tranquilo: no seu lugar, eu também teria ido em frente.
—Tem certeza?
—Juro. É uma coisa entre adultos que não machuca ninguém. É só curtir o sexo. É exatamente o que acabamos de fazer agora. Ou você está arrependido? —perguntou com uma falsa carinha de desgosto.
—De jeito nenhum —afirmei categórico—. O que eu tô é alucinado. Acho que tenho a família mais doida do mundo.
Sara riu e me abraçou de novo. Eu podia sentir os peitos dela contra minha pele, mas não era com intenção de me excitar. Era um abraço de irmão, carinhoso, genuíno. Como se estivéssemos vestidos e não houvesse nada sexual entre nós.
—Aliás. Eu falei pra mamãe que também queria experimentar. Se você era tão bom, não queria ser a única a perder essa. Então não se assusta se ela te perguntar.
Aí sim fiquei de olhos arregalados. Não só comentavam minhas "habilidades" sexuais. Como também anunciavam quando iam me comer. Com certeza, mais intimidade entre mãe e filha não podia existir. Tava claro que a minha não era uma família muito comum.
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