O Sabor da Traição 1 de 2

No dejes de pasar por mi mejor post

http://www.poringa.net/posts/imagenes/4084661/Mi-amada-esposa.html

No te vas a arrepentir



EL SABOR DEL ENGAÑO

1 DE 2


El sábado por la tarde, aprovechando las vacaciones de invierno de los chicos habíamos ido a pasar la tarde al paseo de compras de la ciudad. El enano - mi pequeño hijo de 6 años - estaba enloquecido con El Hombre Araña, y como aun celaba a su pequeña hermana de apenas dos años, decidimos llevarlo al cine para que por unas horas se sintiera centro de atención.

Definitivamente Spiderman no sería una película para su entendimiento, pero poco importaba, sus enormes ojos azules casi no pestañaron y se mantuvo inmóvil toda la película, sentado al borde de la butaca.

Con Ceci, mi mujer, no dejábamos de codearnos y reírnos por el grado de atención que el enano ponía en la proyección, si quitarle el ojo a la pequeña Celeste, quien estaba molesta y parecía vivir una tortura.



Salimos del cine cerca de las ocho de la noche, la idea era pasear un poco para ver vidrieras por el complejo, pero Celeste estaba insoportable, además Ulises, el enano, pasado el capricho de la peli, empezó a molestar con la famosa cajita feliz del McDonald, mi esposa y yo nos miramos y decidimos suspender el tema de recorrer vidrieras e ir directamente al patio de comidas.

Pedimos una hamburguesa con esos juguetitos que realmente me sabían a robo, una pizza para nosotros y un par de gaseosas.

Como era previsible, me tocó echarle un ojo a Ulises, Ceci cargaba en sus faldas a Celeste quien ahora parecía entregada a los brazos de Morfeo.

Solo queríamos tener unos minutos de tranquilidad, pero el enano se cansó rápido de su nuevo y tonto juguete, dejó la hamburguesa apenas mordisqueada de lado y se transformó en un molesto e improvisado Spiderman, tirando su imaginaria tela araña a cuanta persona se cruzará en nuestro camino y como suele suceder en estos casos, solo empezó a corretear de un lado a otro.

Mi esposa, viendo lo que sucedía, no tardó en decirme amorosamente



- Amor, cuidá a ese demonio, que está molestando a la gente!



Era lógico, ella estaba con Celeste y no podía con todo

Me levanté y fui a buscarlo varias mesas más allá, el enano no se quedaba quieto, estaba casi al final del corredor, y fue cuando los vi



Natalia y Arturo estaban al fondo, en soledad, y fue inevitable un cruce entre los tres provocado por el cruel destino

Natalia tenía en sus brazos una beba preciosa, rosada e indefensa, arropada con tejidos muy finos, con sus ojitos cerrados estaba prendida casi en forma desesperada al pezón izquierdo, y no pude evitar mirar indiscretamente el enorme pecho desnudo semi oculto de la joven, recordando viejos tiempos, luego miré sus oscuros ojos negros, pero ella, en silencio y con un evidente dejo de vergüenza solo bajo la mirada.

Arturo se paró a mi lado al verme, nervioso, no esperaba este cruce, con una sonrisa más que forzada, no sabía qué hacer, que decir, intentó estirar su mano para saludarme, como amigos de la vida, pero creo que entendió mi mirada de perro rabioso, cuanta falsedad, cuanta hipocresía, el silencio del ambiente entre los tres se cortaba con un suspiro, no hubo palabras, solo tomé al enano por el brazo y lo llevé de regreso a nuestra mesa.


O Sabor da Traição 1 de 2Não disse nada à minha esposa, mas ela percebeu que algo estranho estava acontecendo. Meu silêncio dizia tudo, minha mudança repentina de humor deixava claro. Assim que terminamos de jantar, eu sugeri voltarmos para casa. Chegando lá, a Ceci estava com um pouco de febre, então acabou na cama com minha mulher, roubando meu lugar, e eu tive que me acomodar com meu pequeno Homem-Aranha de seis anos.

Para minha sorte, o Ulises, depois de falar e responder a si mesmo, acabou dormindo nos meus braços. A excução o tinha exausto, e eu fiquei preso nos meus pensamentos, de olhos abertos, encarando a escuridão total do quarto.

Arturo e eu tínhamos uma amizade de irmãos, éramos companheiros de faculdade, inseparáveis. Nada podia nos separar, ou quase nada...

Conheci a Natalia em um casamento. Eu era primo do noivo, ela amiga da noiva, e sem imaginar, naquela noite eu conheceria a mulher que iria partir meu coração.

Ela me pareceu linda aos meus olhos, morena de cabelo longo, com um sorriso tão tímido quanto sensual. Enchi meus olhos com as curvas do seu corpo, desenhadas à mão em um vestido branco ousado e chamativo, com um decote terrível nas costas que a deixava completamente nua, muito colado no seu bumbum, destacando seus dotes naturais, para depois abrir de um jeito muito sexy para baixo, convidando a imaginar mais do que mostrava. Lembro que ela usava uns sapatos lindos, de salto alto com plataformas transparentes.

Começamos a sair como amigos, como namorados, como amantes. Eu já tinha ficado com algumas garotas, mas nenhuma como ela. A Natalia era única no meu mundo. Ao conhecê-la, descobri nela muito mais do que um corpo bonito. A Nati era reservada, paqueradora, inteligente, ousada e com um futuro cheio de sonhos. Parecíamos feitos um para o outro.

Talvez eu tenha pecado de ingênuo, mas o Arturo era meu confidente, meu amigo, e sabia de tudo no meu relacionamento com ela. Ele era meu conselheiro fiel, e às vezes saíamos juntos. a passear juntos, a tomar uns drinks, a gente se dava super bem, ela era minha mina, era minha amiga. A Nati tinha me apresentado mais de uma vez algumas amigas dela e tudo parecia ir sobre trilhos, até estávamos planejando casamento, pra formalizar nossa convivência, só que tinha outra história...

A Natalia era muito boa na cama, tinha uns peitos deliciosos, sabia o que um homem gosta, chupava muito bem, transava muito bem e o melhor que ela tinha: sua voz rouca que te levava pro abismo. Só tinha um par de negativas: não gostava de engolir porra, podia gozar na boca dela, mas depois ela cuspia, e também não tinha sexo anal com ela. Eram as regras do jogo dela e eu respeitava, entendendo que tudo na cama deve ser consensual e compartilhado.

Mas algumas luzes de alerta acenderiam no nosso relacionamento. A Nati de repente ficou na defensiva, introvertida, como se se isolasse longe do meu alcance, me evitava e tentava ao máximo não transar, como se algo muito grande pesasse na consciência dela.

Obviamente eu não sabia de nada, e os lábios dela pareciam selados. Por mais que eu tentasse abri-los, seus segredos estavam bem guardados.

E tudo desandou uma tarde. Estávamos em casa e comecei a tocar ela, por aqui, por ali. Ela me rejeitou gentilmente várias vezes, mas no fim acabamos fazendo amor. Foi estranho pra mim, porque ela odiava fazer à luz do dia, mas num momento de jogos eróticos ela ficou de quatro na minha frente, e esse descuido dela me levou a ver seu esfínter todo aberto. Não era o cuzinho virgem que eu conhecia, e a situação me paralisou. De uma tarde de sexo passamos pra uma tarde de discussões.

Foi o começo do fim do nosso amor platônico. Eu precisava que ela me explicasse o que estava acontecendo. Tinha visto muitas vezes o cuzinho minúsculo dela, e essa cratera que agora tinha na minha frente não era a mesma coisa.

Comecei a encurralar ela dialeticamente, a acusar ela de puta, de traidora, senti meu coração... rasgado e minha masculinidade pisoteada, e ela só se contorcia com palavras entrecortadas, desconexas.

Olhando pra trás, ela poderia ter escapado da enrascada, talvez me dizer que ela mesma tinha feito aquilo, com os dedos, com algum brinquedo, que estava se preparando pra mim, uma surpresa, um presente, sei lá, qualquer desculpa besta, mas a verdade é que ela estava tão enredada nas próprias mentiras e a realidade que escondia se tornou tão presente que ela não conseguia articular nada além da verdade.analÉ que ela realmente me amava, do jeito dela, mas sabia que estava me matando em vida, sabia que eu não merecia e sabia que estava errada. As primeiras lágrimas que desencadeariam uma tempestade começaram a rolar pelo seu rosto. Nati sabia que não haveria retorno, me conhecia, não daria para voltar atrás.

Discutimos aos gritos, na verdade só eu gritava e disse todas as coisas horríveis que podem imaginar, todas as palavras que podem machucar uma mulher, todas eu disse, todas. No fim do dia, ela só se trancou no quarto e eu dormi na cozinha, em uma das poltronas.

O dia seguinte seria a calmaria depois de um tsunami, só silêncio, nada, nadinha, a morte em pessoa era nossa companheira. Natalia foi preparar um café da manhã, e eu, ao ter acesso ao dormitório, fui fazer minhas malas. Quando ela percebeu, veio ao meu encontro, a me implorar, que tinha sido um erro, que estava arrependida e não sei quantas coisas mais. Deu pena vê-la se ajoelhar para me suplicar e ver seu rosto encharcado de lágrimas, mas a decisão estava tomada.

Lembro que antes de partir eu disse:

"Acho que mereço uma explicação, quando puder falar me liga..."

Fechei a porta, respirei fundo, olhei para o sol e senti seu calor no rosto e só parti para onde o destino me levasse.

Obviamente o primeiro que precisava contar era ao meu amigo Arturo, quem mais? Liguei para ele e falei com a alma, disse que tinha terminado com a Natalia.

"É uma puta, andou se esfregando em alguém, e o bastardo arrombou o cu dela, te juro irmão, se tivesse aquele maldito na minha frente não sei como reagiria."

Estava tão cego naquele momento que não pude notar que meu amigo estava quase mudo do outro lado, era estranho, ele sempre tinha a resposta certa para todos os meus problemas, mas agora não, ele não falava.

Deixei o tempo passar, tentei fechar minha ferida, procurei outras mulheres, Arturo me incentivava nisso, que eu esquecesse ela, que fechasse essa história, mas as mensagens de súplica que eu recebia de vez em quando da Nati me faziam lembrar que tinha um espinho cravado, e doía, como doía.

Em alguns meses, minha relação com o Arturo também se complicou. Ele largou a faculdade, arrumou um emprego e, pouco a pouco, aquela relação de irmãos foi se desfazendo. Claro, eu não sabia o motivo, mas a gente parou de se ver. Aos poucos, ele parou de responder minhas mensagens, ou, se respondia, era só por falsa cortesia. Dizia que estava ocupado, que eu desculpasse, que tempos melhores viriam e não sei quantas baboseiras mais.

Comecei a procurar emprego. Num lugar, noutro, me chamaram pra uma entrevista, pra outra, conheci pessoas.

Num desses tantos lugares, fui entrevistado por uma loira tingida com óculos de grau, apertadinha num traje cinza muito bonito, tinha os cabelos presos numa imagem bem formal e, num descuido, ao buscar uns papéis, meus olhos foram parar numa bunda empinada e numa tatuagem discreta na nuca dela. Achei ela gostosa demais. Se chamava Cecília.

Essa primeira entrevista levou a uma segunda e a uma terceira. Nunca consegui o emprego, mas, em pouco tempo, tinha conquistado o coração da mulher que viria a ser minha esposa.

O tempo tinha passado. Arturo era passado, Natalia era passado. Já não tinha dor, mas a cicatriz tinha ficado marcada pra sempre.

Eu era feliz. A gravidez da Ceci nos tinha pego de surpresa, não estávamos planejando, mas o Ulises já estava a caminho. Planejamos uma viagem pra Bariloche numa lua de mel improvisada. Não teria festa, nem civil, nem igreja. A gente não precisava disso.

Eram perto das oito da noite quando, como todo dia, saí do meu emprego. Na esquina, entre a gente, uma morena agasalhada por causa do inverno rigoroso parecia esperar o transporte público. Ela usava uma jaqueta preta grossa, um cachecol amarelo e um gorro com pompom da mesma cor. Um enorme óculos escuro escondia o rosto dela. Uma mulher como tantas outras. No entanto, me... me chamou pelo nome

Oi Roberto, esqueceu de mim? Me dá cinco minutos? Te convido pra um café

Reconheci a Nati pelo tom da voz, fiquei intrigado, Natalia, a puta, a puta, a traidora...

Mandei uma mensagem pra Ceci avisando que chegaria mais tarde, pra ela não se preocupar.

Caminhamos meia quadra até o bar mais próximo, entramos e fomos pra uma das mesas do fundo pra passar o mais despercebidos possível. Não era minha intenção que, por essas merdas do destino, de alguma forma a Ceci descobrisse que eu tinha estado com outra num bar, ter que dar explicações no meio de uma gravidez, quando meu mundo estava perfeito. Não, não ia permitir que essa mulher arruinasse minha vida pela segunda vez.

O calor do ar-condicionado fez a gente tirar os casacos. Imagino que a Nati estava linda e lembrei da primeira vez que a vi e como fui seduzido pelas curvas dela, seus peitos chamativos que eram difíceis de disfarçar pelo decote da blusa, seu perfume, tão feminino, tão sedutor, sua voz rouca sem igual, tão única, tão particular. Deixei de lado os óculos e fiz um esforço pra que seus olhos negros não me hipnotizassem de novo.

CONTINUA

Se você gostou dessa história pode me escrever com o título O SABOR DA TRAIÇÃO em dulces.placeres@live.com

0 comentários - O Sabor da Traição 1 de 2