Irmãs (cap 8.3)

Chegou a sexta-feira. Na noite de sexta, Agustina e a irmã dela convidaram umas amigas pra casa, porque a mãe não ia estar, já que ia visitar uns parentes numa cidade vizinha e ia dormir por lá. Os moleques ficaram com a casa só pra eles até sábado ao meio-dia.

Florencia, Agustina e as amigas jantaram, e depois ficaram bebendo cerveja. Mais do que o recomendado.

Martim se trancou no quarto dele com o notebook. Incomodavam os barulhos que vinham da cozinha, com tanta mulher falando.

As minas beberam um pouco além da conta, quando lá pelas 3 da manhã a bagunça acabou, e as amigas foram saindo de casa aos poucos e voltando pras casas delas… Agustina e Florencia limparam a cozinha como deram conta, pediram ajuda pro irmãozinho… alguma ajuda ele devia depois de oferecer as calcinhas fio dental pra ele bater uma.

Entre os três deixaram a cozinha brilhando… nem sinal de bagunça.

Martim percebia que as duas estavam meio estranhas… obviamente estavam meio bêbadas. As duas estavam mais falantes, alegres e mais sacanas do que o normal.

Já com o relógio marcando 3h30 da manhã, sentaram na mesa pra beber as últimas três garrafinhas de cerveja, jogando cartas.

Agustina tomou um gole de cerveja da garrafa e apoiou de novo na mesa. Tava sendo detonada pelos irmãos no jogo de baralho.

— Vocês tão me trapaceando… — Agustina.
— Haha, se você é ruim no jogo, a culpa não é nossa. — Florcha.
— Beeeem, olha quem fala… é a primeira vez na sua vida que você me ganha em alguma coisa.
— Tem certeza? Se você não sabe jogar, não chora, irmãzinha hahaha. — Florencia.

Agustina jogou as cartas na mesa, quando recebeu uma mensagem no WhatsApp do namorado. Olhou o celular e começou a digitar pra responder.

— Quem é? — Martim.
— Que que importa, cara, vai jogar você. — Agustina enquanto continuava digitando.
— É o namorado. — Florcha.
— É… algum problema? — Agustina.
— A essa hora? Meio sem noção. Eh... —disse Florcha, olhando pro irmão pra rir. —É verdade. Como é que ele sabe que você tá acordada? Ele sempre fala com você nesse horário? —Martín. —Não enche o saco... não posso receber uma mensagem dele? Intrometidos! —Agustina. —Pra que ele te mandaria mensagem a essa hora? —Martín. —Acho que não é pra te dar boa noite. —Florcha. Os dois riam, tentando provocar Agustina. —Hahaha, cala a boca. Você é uma mina virgem, e você é um moleque punheteiro e virgem. Arruma um namorado e uma namorada, aí a gente conversa. —Agustina, rindo enquanto continuava trocando mensagens com o namorado. —Ah, tá bom, falou a expert em sexo. —Florcha. —Hahaha, não sou expert, mas sei mais que vocês, então mais respeito quando tão falando com uma adulta. —Agustina. —Hahaha, nem você acredita nisso, maninha. —Florencia. —Ah, é? Falou a que ainda não viu um pinto na vida. Maninho, sabia que a Florencia nunca viu o de um cara? —Disse Agustina entre risadas. —Ei! Não seja cuzona. —Florencia. —Jaaa, viu? Isso é por me encher o saco. —É, claro... não se faz de superior, porque você, quantos já viu? Dois ou três, no máximo... —Sim, e daí? —E daí que você não é nenhuma... 'uau, expert em sexo', nem tem moral pra tirar tanto sarro da gente. —Disse Florcha, olhando pro irmão, rindo. —Hahaha. Sim, mas tirei sarro porque você quis provocar. Além disso, se eu quisesse, podia dar uma aula de sexo pra vocês. —Agustina. —Que arrogante, hein. Então tá, ensina a gente, já que sabe tanto. —Disse Florcha, desafiadora e divertida. —Hahaha, o que você quer que eu ensine? —Sei lá, você se faz tanto de entendida em sexo e a gente não, podia dar uma aula, não? —O que você quer, que eu te ensine a transar, sua burra? —Hahaha, sim, vai... mostra como você ensina. —Disse Florcha, desafiando a irmã. O álcool já tava fazendo efeito nas duas. Martín observava tudo, calado, tomando o último gole de cerveja. As irmãs se provocavam entre si, se divertindo, induzidas pela leve bebedeira que tinham. Tava claro que uma conversa assim nunca teria acontecido... aconteceu sem estar sob efeito do álcool.
Agustina estava com uma saia jeans meio curta, que cobria a bunda e um pouquinho das coxas, só. Também usava umas botas de couro preta com salto, e uma camiseta azul listrada meio decotada, com os ombros de fora. Dava pra ver o começo dos peitos grandes e redondos por causa do decote, parecia que não tinha sutiã porque estavam bem apertados debaixo da camiseta.
Ela se levantou, deixou o celular na mesa, e prendeu o cabelo atrás das orelhas.

— Olha bem, Flor. — Disse Agustina.

Encorajada pela bebida, Agustina, assim de pé, apoiou as duas mãos e os braços na mesa, se inclinou um pouco pra frente, deixando a bunda empinada.

— Vem aqui, maninho, cola atrás. — Ordenou Agustina.

Martín se levantou e fez o que ela pedia. Ficou atrás da irmã mais velha, vendo como a saia subia um pouquinho por causa da posição, dando pra ver as coxas e o começo da bunda. A garota estava de pé, quase de quatro, apoiada na mesa.

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