VALEN (1 e 2)
Uma das coisas gostosas de fazer um piquenique noturno com teu namorado é que você se veste com saia curta “pra ele”, fica a noite inteira mostrando as pernas e deixa a imaginação dos caras ao redor voar um pouquinho. Depois, é só esperar o corno tomar umas a mais.
Nesses parques e nesses horários costumam ir caras mais velhos, que por experiência própria são os mais filhos da puta e, por questão de idade e círculo social, são do tipo de homem que nunca cruzo.
Esses lugares são ideais pra detectar uns tarados dos bons.
Quando o cuck passa do ponto no álcool (e se eu não vejo intenção, empurro ele pra isso; uma mulher sabe como), os tarados ao redor começam a cair como moscas no doce, sempre com a boa intenção de ajudar o pobre casal porque “o homem da casa” mal consegue se segurar em pé.
Não me dá esse "fuck you" aí, tá cheio de gente (embora já tenha feito isso no banheiro masculino uma vez), mas todo esse circo serve pra conhecer, detectar, cruzar olhares e medir. E deixar que me olhem. Porque quando eles vêm, sempre cruzo as pernas demais sem querer, ou levanto a barra da saia sem perceber, se não for muito curta. Costumo sentar bem ereta, empinando a bunda feito formiga, os olhos deles vão direto pra raba, não conseguem evitar. E já conversando com os que se aproximam, subo as duas pernas no banco. Eles fantasiam em espiar por baixo da saia, e às vezes eu deixo. Mas no mínimo, veem minhas coxas estourando e já colocar as duas pernas pra cima apontando pra eles é praticamente um convite. E claro — e mais importante — escuto atentamente o que me dizem. As palavras, mas principalmente os tons.
Nessas quermesses, sempre, mas sempre, eu pego uns três ou quatro telefones novos de uns machões que vão me servir de rola o ano inteiro.
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Adoro praia e mar, mas curto muito mais quando vou com meu namorado. Ir sozinha não é a mesma coisa. Sim, sozinha eu passo o tempo dando. E sim, claro, muito mais do que quando o corno fica o dia inteiro do meu lado espantando os caras. Mas juro que é mais gostoso quando tô com ele. Saber que ele confia em mim. Saber que ele é capaz de ir quatro vezes numa tarde buscar algo no apartamento a cinco quarteirões, só pra os caras da barraquinha do lado irem me comendo de turno. Sei lá, me chamem de romântica, mas prefiro ir pra praia com meu namorado.
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O bom de ter um namorado com carro é que você vai direto no posto de gasolina. E o bom do posto de gasolina é que o frentista é o Fernando, um mulato colombiano que é de lascar: alto, largo, fibroso e muito, muito gostoso. E com uma piroca que parece uma daquelas mangueiras de abastecer. Todas conhecem o Fernando. É ele que come minhas amigas, que geralmente são as namoradas do amigo do corno. Assim que meu namorado comprou o carro, elas me falaram que eu não podia perder aquele moreno. E foi o que aconteceu. E continua sendo.
O pobre corno deve achar que eu tenho cistite, porque toda vez que vamos abastecer o carro, ele me vê indo pro banheiro. Fernando já me conhece, e conhece o protocolo (inventado pelas minhas amigas), então, antes ou depois, ele também vai pra lá. Não são fodas longas, só uns 15 minutos. Mas com esse quarto de hora dá pra arrancar um orgasmo e depositar a porra dentro pra ela levar pro chifrudo. Às vezes, como hoje, tiro uma foto ao entrar no banheirinho, pra postar no Instagram e esfregar na cara do meu namorado, mesmo que ele nunca saiba.
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Meninas, se um amigo do corno ficar se fazendo de difícil, deem um jeito de mostrar a calcinha pra ele. De preferência, como se fosse sem querer. Não sei o que esses idiotas têm com calcinha vista de contrabando — como se nunca tivessem visto uma na vida —, mas isso muda o jogo. Naquela viagem que fizemos com o amigo do corno, me insinuei de dez maneiras diferentes, e ele sempre se manteve fiel. Até que numa parada comecei a brincar na estrada, pedi pro corno tirar uma foto e joguei as pernas pra todo lado pra ver se o amigo via um pedaço da roupa íntima.
Nunca falha.
À noite, no pousada onde a gente dormiu de escala pra seguir viagem no outro dia, o amigo me pregou contra a parede do quarto enquanto o babaca do meu namorado, a dois metros, dormia como uma pedra.
Ele me encheu primeiro de pica, depois me encheu de gemidos e gritos, que ele calou tapando minha boca enquanto me bombava, e finalmente me encheu de porra, que tentei segurar o máximo possível até me deitar de novo com o futuro pai dos filhos que vou dar pra ele.
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O bom de ser a namorada do filho do dono da sorveteria é que seu sogro te dá o melhor creme assim que te vê precisando. E eu vivo precisando com esse chifre, se ele tem o tamanho de um dedal.
Passo o dia no bar durante a tarde com o corno pra disfarçar, a gente fala coisas normais, de família e essas merdas, mas com o sogrão a gente troca olhares que queimam. Quando vou com meu namorado, me visto na boa, igual na foto. Mas depois, de noite, cinco minutos antes de fechar, apareço sozinha (já deixei o corno dormindo igual um bebê) e vestida de putona.
Meu sogro sorri pra mim feito um lobo e fecha tudo às pressas. A primeira foda ele me dá ali mesmo na sala, desesperado, num daqueles bancos compridos e acolchoados. A segunda, com mais calma, ele capricha mais e é a que me dá os melhores orgasmos da semana.
E aí, também goza dentro, feito um bom macho.
—Lá vai, puta, lá vai a porra pro chifre.
—Sim, sogrão, sim… Faz um irmãozinho pra ele…
E o velho, em vez de se lamentar, fica mais excitado e goza dentro de mim entre xingamentos e palmadas na bunda.
Se vocês acham que sorvete engorda, não queiram saber o quanto eu engordei nos nove meses que vieram depois.
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Amo o verão, amo a praia, e amo viajar de férias com o cornão. Mas acima de tudo, amo ir com a família dele, porque, acredite se quiser, sou bem família.
Especialmente quando vêm com a gente o meu sogrão e o irmão mais velho do corno, que têm umas picas enormes e usam elas como deuses (principalmente o velho).
Não sei como eles fazem, acho que devem ter um esquema, porque às vezes têm uma coordenação de comando SEAL. Quase todo verão é a mesma coisa: alugamos um apartamentinho com dois quartos, um pra mim e a amante, e outro pro meu sogro e meu cunhado. Mas se vocês acham que a ação é à noite, trocando de quarto, tão enganados.
Aqui os filhos da puta vão se virando pra comprometer o corno a fazer coisas diferentes com cada um deles, mas deixando o outro de fora. Assim, um dia meu sogro leva ele pra pescar bem cedo e traz depois do meio-dia, e me deixam sozinha com meu cunhado, que mal ouve o carro ir embora já tá enfiando a pica em mim por trás. Ele me come a manhã inteira, até a gente ouvir o carro voltando. Mais tarde meu cunhado leva o corno pra fazer outra coisa, qualquer merda, porque isso dura quase a semana inteira de férias. Um dia levam ele pras imobiliárias pra ver as casinhas à venda (como se fossem comprar), outro dia pra visitar a fábrica de alfajor, outro dia pra levar o carro no mecânico. Resumo da ópera: vão alternando e me comem um de cada vez, geralmente um por dia. Mas meu namorado é tão otário — ai, quis dizer confiante — que várias vezes os dois comeram ele no mesmo dia.
Gosto quando os dois me comem, mas principalmente meu sogrão, porque ele é mais carinhoso, me bombeia por trás, apalpando minhas coxas e falando coisinhas românticas:
—Como você adora uma pica, seu pedaço de puta…! Eu sabia que você ia transformar meu filho no rei dos corno…
Eu digo pra ela que não, que com o sogrão não é chifre, porque tudo fica em família. Isso dá mais tesão nela e ela me soca com mais violência, o que faz eu gozar quase na hora. Depois é a vez dela e ela despeja tudo dentro de mim, entre xingamentos e puxões de cabelo, e eu tento apertar lá embaixo pra escorrer e segurar o máximo de porra de macho que der. Pra quando meu namorado chegar.
Porque eu sempre penso no meu namorado.
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Pra mim, ir na casa do tio chifrudo é tipo ir na Disney. Ele mora nuns monoblocos enormes, aqueles prédios gigantescos que são um bairro inteiro, um do lado do outro, na beira de alguma estrada, geralmente feitos pra gente trabalhadora de baixa renda. Uns dizem que esses prédios são perigosos, e a real é que não. Claro, você tem que ser de lá, ou já saberem que você tá com alguém de lá. Na primeira vez que fui, fiquei com um medinho, pra que negar. Mas fui com meu amado corno manso, que, mesmo deixando qualquer um comer a namorada, é muito corajoso. Ele conhece o bairro, de tanto ir na casa do tio quando era mais novo.
O tio me trata como se fosse mais uma filha. Principalmente quando o corno some por duas horas e aí me põe no colo dele e me dá a porra na mamadeira. Porque meu namorado aproveita a visita aos monoblocos pra também visitar o melhor amigo de infância dele, que mora no prédio ao lado. E eu fico sozinha na casa do tio, supostamente vendo Netflix. Ele sempre diz que vai dar um pulo e não aparece por umas duas horas. Queria que ele fosse mais formal com os horários, assim as fodas seriam menos apressadas e sem ficar de ouvido atento aos barulhos que o corno vai fazer ao entrar. Não reclamo, o tio tem uma piroca de jumento que compensa qualquer desconforto, mas quando ele me põe de joelhos e me segura pelos braços pra trás, ou me puxa pelos cabelos pra bombar mais filho da putamente, eu me perco, e naquele momento podia entrar meu namorado montado num rinoceronte que eu nem ia perceber. E isso é perigoso, não queria que meu namorado pensasse que é um corno manso.
Por sorte, da última vez que fomos, o tio se ligou e colocou na porta uma trava daquelas que só deixa abrir uns centímetros. Com a desculpa de um roubo no prédio, fez o corno acreditar que era por segurança, e não pra evitar que o otário entre direto e nos pegue transando na cama. Então, agora a gente transa mais relaxado, eu levo lingerie sexy na bolsa e faço um showzinho pra ele, que deixa ele louco, e a gente fode como dois animais. Agora, se ele quiser, pode gozar na minha cara, e não só dentro. No fim, dá tempo de ir no banheiro me lavar e até trocar de roupa, se meu namorado chegar.
Porque eu gosto de receber meu namorado feita uma princesinha. Ele merece isso.
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Sobre isso, a primeira coisa a saber é que não é pra buscar a melhor academia, mas sim a que tiver mais caras no estilo que vocês curtem: vinte e poucos anos, trinta e poucos, veteranos aceitáveis, caras com grana… o que vocês preferirem. Dá pra ir testando, mês a mês, academias diferentes; afinal, quem paga é o corno.
Eu gosto dos de trinta e poucos, então escolho a academia mais cara com esse perfil. Não precisa ser a mais cara; eu prefiro a mais cara porque assim sinto que meu namorado é mais otário (e, consequentemente, mais cuck). Mas isso vai de gosto.
Faço ele comprar roupa de academia bem putaria, mostro pra ele e faço um showzinho pra ele achar que me visto assim pra ele, quando na verdade tô mostrando com que armas vou pegar os caras que vão comer a mulher dele.
E depois de tudo isso… pra academia!
O jeito mais fácil e divertido de perder aqueles quilinhos extras é fazendo de cuck o otário superficial do seu namorado. Isso é quase comprovado cientificamente. Então, uma vez na academia, uso um ou dois dias pra dar uma olhada em todo mundo, conversar com os que têm volumes mais evidentes, provocar com olhares assassinos, começar a fazer piadas de duplo sentido… No terceiro dia, já começo a dar pra eles no quartinho de bagunça. Não todos. Só um, provavelmente. Isso já basta. Ele te come dois ou três dias seguidos e, antes de uma semana, você vai ver que os outros começam a se insinuar com estratégias toscas e quase obscenas. Aqui o truque é sempre sorrir e aceitar todo mundo. Mesmo se tiver algum que você não curte muito. Se você aceitar sem nenhum "mas" os primeiros três, quatro ou cinco, em uma semana a academia inteira, incluindo os turnos que você não frequenta, fica sabendo que você é a nova puta da academia. Todos vão se oferecer pra você. Você vai começar a receber mensagens no zap de gente que você nem sabia que ia pra academia. E aí, claro, você começa a escolher. E a exigir: foto da pica, no mínimo. Porque também não é questão de enganar seu namorado com outro idiota de pau curto igual ele. A gente tem que se manter leal ao otário. Desculpa, ao corno. Desculpa, ao amor das nossas vidas...
Ao dono ou gerente da academia, não importa se você gosta dele ou não, é melhor aceitar a investida. Se esse cara estiver no pool de caras que te comem, você vai poder usar a academia como se fosse sua casa. Ou a casa do chifre. Vão te foder o dia inteiro lá, quantas vezes você quiser, e nunca vão te expulsar nem encher o saco com besteiras de imagem da academia e moralismos. O dono tem que dar pra ele, minas. Mesmo que seja um gordo feio (calma, geralmente eles têm corpaços, tão nesse meio desde adolescentes). Porque senão, você acaba no hotel mais próximo, e é um saco porque nem todo mundo tem grana pra gastar em hotel uma vez por dia; e além disso, entre ir e voltar, perde um tempo precioso que poderia muito bem ser usado pra dar pra algum outro pauzudo.
Porque a ideia é perder aqueles quilinhos a mais que você fez o corno acreditar que tem, e ele também quer que você emagreça.
Então no fundo, tudo isso é pra ele.
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Às vezes acontece de te convidarem pra um evento, ou uma festa onde você sabe que vai estar cheia de gostosos com altíssimas chances de te comerem e, claro, você não vai levar o corno. A estratégia, isso você precisa saber, não é falar que não quer que ele vá, mas sim pintar como uma saída de amigas que você é obrigada a ir. Uma despedida de solteira não é recomendável. Uma saída pra apoiar uma amiga que terminou, isso é o ideal. Você finge que vai quase de má vontade, por obrigação, com a promessa de que assim que puder dar um jeito, volta pros braços dele.
Ele precisa saber que você vai pra uma balada. Caso você cruze com algum conhecido dele. Mas não importa, depois você vai pro VIP e ninguém vai ver como você é comida por três caras. Já na balada você vai mandando mensagens que o sinal tá fraco, pra ir acostumando ele com o que depois você vai fazer ele acreditar que aconteceu. E uma vez no VIP, isso é vital, você manda uma foto sua sozinha, no sofá, por exemplo. Duas coisas são importantes: que ele te veja sozinha, sem nem amigas, e que não te veja triste. Que ele te veja sozinha é simplesmente pra imagem passar solidão e ele inconscientemente sentir pena de você. E não fazer carinha triste é porque os cornos também não são tão trouxas (bom, são, mas não pra essas coisas). Se você exagerar, o inconsciente deles vai dizer que tem algo estranho, então sorria ou faça graça. No máximo, coloca uma cara de alegria forçada. Mas nunca triste.
Depois desliga o celular e deixa os brasileiros que você conheceu no shopping e te chamaram pro VIP te comerem um por um… ou todos juntos.
Ah, e também é muito importante que antes de chegar em casa você limpe toda a porra que jogaram na sua cara e nos seus peitos, e a que foi escorrendo entre as suas pernas.
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Outro lugar onde se encontra uns velhos filhos da puta — além dos piqueniques ao ar livre que comentei da outra vez — é nas festas de família. Tô falando das festas grandes, importantes, formais. Festa de 15, casamento e aniversário dos avós. E não tô dizendo pra ficar seduzindo os parentes diretos, hein. Lembra que uma festa dessas pode ser um campo minado. Com os tios e o sogro, não é bom avançar. Mas tem que ficar de olho se eles avançam.
Nessas festas costumam aparecer parentes distantes, tios que ninguém conhece, amigos do sogro, gente sem laço familiar mas que foi convidada por protocolo (como um chefe, um sócio ou aquele vizinho que uma vez emprestou dinheiro pra evitar que o banco tomasse a casa). É nesses que eu costumo atacar. Na disfarçada, claro, mas a gente já sabe até onde se mostrar bem putinha. Conto pra vocês que quase sempre dá certo, e na vez que o cara escolhido tem a moral complicada, não é alguém tão próximo assim pra sair contando fofoca pro seu namorado. Aliás, o mais provável é que ele nem conheça o pobre corno.
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O bom de morar em prédio é que tem zelador (ou porteiro, dependendo do país). E vocês devem estar se perguntando: quem liga pro zelador, se eu só quero encher a testa do meu querido namorado de chifre? É que com esse tipo você tem garantia vitalícia de álibis pra todas as fodas no prédio.
Vou explicar como é: mais cedo ou mais tarde vão descobrir que vocês são as putinhas do prédio. Daí pra fofoca, e da fofoca pros ouvidos do corno, é só questão de tempo. Porque andar de um andar pro outro vestida de puta, de salto e maquiada, não engana ninguém (só o chifrudo). E os horários "estranhos" pra sair da casa de um vizinho ou outro, impossíveis de disfarçar.
Então a melhor estratégia é contar com o zelador. Quando a fofoca chegar nos ouvidos do corno — por exemplo, que tal dia à tarde te viram entrar no 4F e não sair por duas horas —, você vai falar pro seu namorado que naquele dia você tava no seu apartamento, com o porteiro arrumando a caldeirinha ou a persiana da sala. É certeza que o corno vai conferir sua história com o próprio zelador. Ele vai fazer isso disfarçado, mas vai fazer. E aí, o zelador (que, claro, também te come) vai confirmar o que você disse, te dando o álibi.
No meu caso, já sou oficialmente a puta do prédio há um ano e meio, como uns quinze vizinhos e nem disfarço mais, me visto super puta todo dia pra circular pelo condomínio, me ofereço pros vizinhos que me interessam, falo o tempo todo com duplo sentido e sempre me faço passar (supostamente de brincadeira) por uma puta.
As vizinhas invejosas que não têm coragem de fazer o que eu faço contam pro meu namorado que me viram vestida de puta nos corredores, que me viram entrar na casa de tal vizinho, que me ouviram gemer e gozar que nem uma puta a tarde inteira na casa do 3C, etc. Tudo é verdade, e quando meu namorado vem me falar alguma coisa, eu sempre sincronizo meu álibi com o zelador: que fiquei trancada a tarde inteira no o elevador, que o zelador tava em casa (como já falei), que naquela tarde fui pra academia, etc. Quando o corno vai conferir minha história, o zelador vai dizer que teve que me tirar do elevador depois de uma hora tentando abrir a porta, que foi ver as cortinas, ou que me viu saindo do prédio vestida de legging esportiva e camiseta e me viu voltar três horas depois. O corno volta feliz e confiante pros braços da mamãe, sem nunca desconfiar que entre as pernas ainda escorre a porra morna do vizinho de baixo.
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Uma das coisas que curto em ter um namorado é me vestir bem comportada, com um jeans e uma blusinha igual a da minha mãe. Claro, tem que ser um namorado cuck, daqueles que nunca sacam nada; senão, não tem graça nenhuma.
Se vestir comportada não é tão ruim quanto parece. De vez em quando você precisa ir visitar parentes e é bom matar dois coelhos com uma cajadada: seu namorado não desconfiar da puta que você é, e os parentes dele te verem como a menina boazinha que sempre foi.
Depois, quando você não tá com ele, invariavelmente sempre (ou quase) você se veste super sexy, até provocante às vezes. Porque pra academia você não vai de moletom, igual as velhas. Você enfia umas leggings bem metidas na bunda pra todos os caras admirarem o que podem furar só de ter coragem de chegar junto. Se for fazer compras, não vai com uma saia até o tornozelo tipo Sarah Key. A minissaia é quase obrigação. A mesma coisa quando vai pra faculdade: shortinho bem enfiado entre as bandas e uma blusinha que marque bem os peitos.O mais bonito de tudo isso, além de receber cantadas e bilhetinhos com telefones o tempo todo, é ver a cara do corno quando ele te vê saindo sem ele com esse tipo de roupa. Nunca é pra ele, é sempre pro mundo. Se ele reclamar de alguma coisa, não se sinta muito responsável por nada. Não perca o sorriso, dá um beijinho na testa dele e segue o teu dia. Depois, na volta, com ele em casa, de novo se vestir direito. As reações dos cornos (bom, pelo menos do meu e dos namorados de algumas amigas minhas) são super interessantes. Porque eles adoram te ver gostosa.—também não é como se você saísse na rua toda piranha —, então não podem falar nada. Só que com eles não. E aí vem a parte divertida: quando tem uma festa ou um rolê com ele e os amigos dele, aí sim, vista uma roupa bem bem beeem sexy, aquela que ele sempre pede pra você usar com ele. Em 80% dos casos, ele não vai gostar, especialmente se os amigos dele forem uns pilantras ou se um dia você disse que tal ou qual cara era "muito gato". Então aí você pode até jogar na cara do pobre corno que ele é um histérico, que vive dizendo que com ele você não se veste bem e que, quando faz isso, ele reclama. E pra fazer ele se sentir culpado, você se veste de novo de forma decente pra esse rolê, mesmo que ele peça pra você se vestir de piranha de novo.
Pelos amigos não se preocupa. São gente que você já conhece e vão perceber que você está disponível pelo que você fala e pelo que seu corpo expressa, mais do que pela roupa que você tá usando.
Digo pra vocês: os corno são as pessoas mais interessantes, divertidas e manipuláveis do mundo todo. Não trocaria meu namorado nem pelo Brad Pitt.
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O que a gente sempre faz com o chifrudo —desculpa, com meu namorado— nos fins de semana que tão sem grana e entediados, é ir nas concessionárias de carro importado de luxo, e fingir que vamos comprar um.
A gente olha vários e, antes que o chifrudo escolha um sedã ou uma caminhonete, eu me adianto sozinha e acabo escolhendo uma coupê. Fico birrenta, se precisar. Com o papo da compra, o chifrudo pede pra testar. Não deixam, claro, mas o vendedor pode dar uma volta com ele. No geral, os vendedores não querem, nos veem muito novos e sacam que não vamos comprar nada, mas quando a negociação tá quase falindo, eu entro em cena e, com minha melhor vozinha e carinha de menina boazinha (e fácil), dou em cima do vendedor, até pegando no braço dele com as duas mãos e esfregando bem meus peitos (se precisar, até roçando neles), e falo que depois de levar meu namo, ele tem que me levar também.
Nunca falha.
O chifrudo sempre vai dar uma volta no quarteirão. E eu também, mas pra garagem da concessionária que fica na esquina. Eles costumam enfiar o carro no canto mais escuro, jogam o banco pra trás e…
—Chupa, putinha…
Sempre me chamam assim, sei lá por quê. Talvez porque eu já vou pegando na pica deles desde que sentei no carro. Então lá vou eu, mamar, que é uma das coisas que mais gosto. Pegar as rolas desde a base, enrolar o tronco e bater uma punheta enquanto balanço a cabeça na pica e escuto o vendedor da vez gemer. Mas não dá muito tempo, então logo me puxam pelos cabelos, me levantam do boquete deixando um fio de baba entre a cabeça da rola e minha boquinha de princesa, e me jogam no banco reclinado. Um dia a gente vai quebrar ele, porque eles montam em mim por trás e começam a meter com força. Sempre na buceta, se tivesse mais tempo pediria pra entrar também no cu, mas não dá pra ter tudo. Me socam, me enchem de pica, apalpam minha bunda e meus peitos, se eu tô com decote. Não tem como não gozar, embora o fodei, caralho. Fico pensando no corno esperando sozinho, feito um otário na concessionária, e gozo toda, bem na hora que o vendedor também goza dentro de mim.
—Puta! Puta! Puta! —eles sempre gritam pra mim. E me bombam com tanta raiva que me sacodem contra o banco de couro e me fazem quicar igual uma boneca de borracha—. Puta! Puta! Puuuuutaaaahhhh!
Eles começam a despejar o leite dentro de mim do jeito que a gente tá, eu de costas pra eles, dando a raba. Os vendedores quase sempre enfiam os dedos das mãozonas nas minhas nádegas até deixar branco, e me cravam e perfuram com violência criminosa. Feito animais.
—Vou te encher, putona…! Vou te encher pra você levar o leite pro cornoooohhh…!!!
—Siimmm…! Goza dentro de mim…! Faz um filho nela pra um dia ele vir ver os carros enquanto você me come na frente de todos os seus colegas!
Não sei por que eu fico soltando essas coisas. Deve ser porque não paro de pensar no meu namorado e na família que um dia vamos formar.
♠ — Fim — ♠
fonte: rebelde Gostosa
8 comentários - Valen 1 e 2... os chifres