Capítulo 26
No meio da manhã de domingo, fomos para a casa do amigo do Javier. Ficava num condomínio bem conhecido na região, embora a Ana e eu nunca tivéssemos ido lá. A entrada tinha uma cancela e era vigiada por seguranças particulares. Quando nos aproximamos da guarita, a cancela levantou na hora e nos deixaram passar, parece que conheciam o Javier bem mesmo.
Quando chegamos no portão de entrada do terreno, ele abriu com o controle remoto que ele tinha no carro. Todo o terreno era cercado por um muro de quase três metros de altura, era enorme. A casa ficava a uns cinquenta metros da entrada, bem no centro, tinha dois andares e também parecia grande.
Quando descemos do carro, dois homens se aproximaram, embora um deles tenha ido direto para uma motinha que estava na área de estacionamento.
— Bom dia, senhores — nos cumprimentou enquanto dava partida, e nós respondemos.
— Até mais, Tomás — o Javier se despediu.
O outro era seu amigo Rafa.
— E aí, galera — nos cumprimentou com um sorrisão.
— Espera aí, animal, deixa eu apresentar meus amigos Ana e Diego. Esse sem-vergonha é o Rafa — o Javier nos disse.
Ele se aproximou da minha namorada com um sorrisão e deu dois beijos nas bochechas dela, depois um aperto de mão bem forte em mim.
— É um prazer ter vocês aqui na minha casa, estava com muita vontade de conhecê-los. Esse cara não para de falar de vocês e de como vocês três se dão bem.
— É que o Javier é uma pessoa incrível e mais do que um inquilino, no pouco tempo que o conhecemos virou nosso melhor amigo — a Ana disse.
— Pois é, mas não digam isso na frente dele, que agora ele fica o dia todo se exibindo pra mim.
— Pra gente não importa que ele faça isso, porque ele merece — minha namorada respondeu.
— Tá vendo agora o que eu sempre te falo? Eu vou pela vida fazendo amigos, não como outros que eu conheço.
— Tá vendo o que eu estava dizendo? Já tá se exibindo, que dia me espera. Melhor a gente ir pra piscina e tomamos alguma coisa. A área da piscina tinha acesso à sala da casa através de uma grande janela que estava aberta. Havia um gazebo de madeira com mesa e cadeiras de jardim, que também incluía uma área de bar com um balcão pequeno, geladeira, muitas garrafas de bebidas, refrigerantes, copos... enfim, muito completo. A churrasqueira era de alvenaria e ficava a uns três metros do gazebo, também muito equipada, uma geladeirinha com porta de vidro, que continha todo tipo de carnes já preparadas para grelhar. A piscina não era muito grande, entrava-se nela por degraus na parte mais rasa. Era muito bonita e a água estava perfeita, pois tinha um aquecedor que mantinha uma temperatura ideal. Fomos para o gazebo, Rafa, de trás do balcão do bar e com o consentimento de todos, serviu quatro copos de sangria. Nos sentamos nas cadeiras ao redor da mesa do gazebo. Ana e eu de um lado e eles do outro. Ficamos conversando sobre o tempo bom que fez naquele dia. -Vocês trouxeram maiôs? -nos perguntou Javier-, a água está bem quentinha e com o dia que está até podemos pegar um sol. -Sim, trouxemos, mas me dá uma certa preguiça, por ainda faltar tanto para o verão -respondeu minha mina. -Bom, como quiserem, vamos ver se nos animamos mais tarde. Saúde -disse erguendo o copo de sangria, o que todos imitamos. -Vou acender a churrasqueira, -disse Rafa se levantando- Vocês vêm? Fomos todos com ele com o copo de sangria na mão. -Diego, como está indo no seu novo trabalho? -me perguntou Rafa, me deixando um pouco sem graça. Dava pra ver que Javier o mantinha informado sobre tudo. -Estou muito feliz, tanto meu chefe quanto os colegas me receberam muito bem. Esta foi minha primeira semana. -Fico muito contente, sei que vocês passaram por uns momentos difíceis, mas que graças a Deus estão ficando para trás. -E graças também ao Javier, que foi quem nos salvou daquela situação - acrescentei enquanto Ana concordava com a cabeça. - Sim, eu sei, de vez em quando esse cara faz algumas coisas certas - respondeu ela enquanto colocava uma pastilha de ignição no carvão. - Diego, não precisa me agradecer de novo, já falei que é pra isso que servem os amigos. Além disso, te garanto que se você não fosse capacitado, não teriam te dado essa posição. Agora vamos ter que fazer o mesmo pela Ana quando surgir a oportunidade. - Já conversamos sobre isso entre nós - respondi -, e não quero que ela se preocupe demais. Agora ela só trabalha de manhã, mas já não é urgente que trabalhe em tempo integral. Superamos o aperto. Se aparecer outro trabalho melhor, ótimo, e se não, tudo bem também. - Na verdade, no meu trabalho sou muito bem valorizada, o problema é que com a crise, a empresa não pode fazer outra coisa. Mas também tenho colegas muito bons, inclusive lá está a Cris, minha melhor amiga - disse minha mina -, o pior seria se tivessem que me dispensar. - Você trabalha em Marketing, né? - perguntou Rafa. - Sim, me formei nessa especialidade. - Então tá, vamos ver se encontramos algo pra você. Ana e eu não nos olhamos porque ficamos surpresos com essa última frase do Rafa. Será que os dois tinham se proposto a nos ajudar a melhorar nos nossos trabalhos? Colocaram as primeiras carnes na churrasqueira, e meia hora depois já não dava mais pra comer. Tudo estava uma delícia. Terminamos a sangria e mudamos para um Rioja reserva, que nos deixou bem alegres. - Vamos dar um mergulho agora - sugeri. - Bora, vamos colocar as roupas de banho - animou-se Javier. No final, nós quatro trocamos de roupa. Ana se trocou comigo dentro de casa. Ela trouxe um maiô e um dos biquínis que comprou na sexta. - Amor, acho melhor eu usar o maiô. - Sei não, o maiô mal vai te valorizar, o biquíni vai destacar muito mais sua figura esplêndida. Você sabe disso, né? - Não vai ser um pouco demais pra vocês? - Tá falando por causa se a gente ficar de pau duro? - Olha só como você é grosso falando as coisas, mas sim, ainda mais estando meio alegres por causa da sangria e do vinho tinto. -Olha, o único que não te viu de roupa íntima é o Rafa, deixa ele alegrar a vista um pouco contigo, vai saber quando ele vai ver algo parecido. -Não sei, bom, vou colocar porque devem estar se perguntando por que ainda não saímos. -Vão pensar que estamos transando. -Olha, você é... vamos lá, vou colocar o biquíni e vamos para a piscina. O novo biquíni da Ana era preto, a cintura da calcinha tinha uns cinco centímetros de largura, na frente era em forma de V, com o vértice inferior bem baixo e cobrindo só o necessário, atrás deixava ver seus glúteos quase por completo, embora na parte de cima aparecesse um triângulo que se unia à cintura. O sutiã também preto, era do tipo esportivo com um decotão enorme, mostrando o relevo dos grandes mamilos de seus peitos perfeitamente. Realmente ela estava muito provocante, mas não ia ser eu quem ia alertá-la, ela mesma ia perceber quando o Javier e o Rafa a vissem. Eles estavam conversando na beirada da piscina, ambos usavam sungas, a do Javier um pouco mais larga que a do Rafa, a minha era mais parecida com a do Javier. Os dois pararam de falar para se virar ao nos ver chegar. -Caralho, Ana, que gostosa você está com esse biquíni -disse Javier. -Mas você já viu na sexta quando mostrei as compras. -Sim, mas nunca vou me cansar de ver você com ele, está linda. -Bom, tá bom, você vai me deixar corada. Rafa não parava de percorrer todo o corpo dela com o olhar, mas não dizia nada. -Como está a água? -disse eu, para relaxar um pouco a tensão, indo em direção às escadas de mãos dadas com minha namorada. A verdade é que a água estava na temperatura ideal para um bom mergulho. Logo estávamos os dois nadando e aproveitando aquela piscina. -Vamos, entrem logo que está uma delícia -disse minha mina. Eles obedeceram e entraram com cuidado, como se a água estivesse fria, mas Não demoraram para mergulhar e grudar em nós dois. -Este ano é a primeira vez que tomo banho de piscina -disse Rafa. -Com certeza a partir de agora nos dias de calor você vai se banhar, com a água tão quentinha assim -respondeu Ana. -Bom, quando quiserem podem vir dar um mergulho, por mim fico encantado. -Nós também temos piscina no condomínio, mas não é aquecida -falei eu. -Além de que no verão está sempre cheia de gente. Aqui é muito bom, né? -ela disse para Javier. -Sim -disse ele -, mas hoje estamos melhor, né Diego? -disse se aproximando dela e colocando uma mão na sua cintura. Ele estava me pedindo descaradamente para deixar ele meter a mão na minha namorada na frente do Rafa. Mas não fui eu quem respondeu, e sim ela que afastou a mão dele. -Fica quietinho com as mãos, safado -ela disse -, estamos na frente do seu amigo Rafa. -Por mim não se contenham, já sabem que o Javier me contou tudo. -Além do mais é meu último dia de folga, a partir de amanhã só um dia por semana -disse enquanto colocava a mão na cintura dela de novo, e dessa vez ela não afastou. -Preciso conversar com meu namorado -ela respondeu, me pegando pela mão para sairmos da piscina. Pegamos algumas toalhas e fomos para o gazebo, num canto onde eles não podiam nos ver e muito menos ouvir. -Eu sabia que isso poderia acontecer -ela me disse -, você sabe que a intenção deles é que o Rafa também tenha relações com a gente, né? -Com certeza, senão ele não teria te tocado. O que você quer que a gente faça? Você sabe que nesses momentos eu dependo das suas decisões. -Mas você não se importa que... o Rafa também me coma? -Não, meu amor, mas já te disse antes, que prefiro que você tenha relações com mais um, do que só com o Javier. -E eu já respondi que... -Sim, eu sei, você nunca vai ficar gamada nele, mas eu fico mais tranquilo se alternarmos com mais um. De qualquer forma, se você não quiser fazer com o Rafa, a gente diz que não tem Mais umas pegadas e pronto.
- Não sei, você me deixou em dúvida.
- Não se sinta obrigada, vamos encontrar outra pessoa outro dia se as circunstâncias permitirem. Já te disse que é você quem deve tomar essas decisões, eu já tô há um tempão pensando com o pau, sabe.
- Prefiro não fazer.
- Então agora mesmo a gente esclarece com o Javier.
- Se quiser, a gente decide amanhã, mas não agora.
- E se amanhã você decidir transar com o Rafa?
- A gente combina de se encontrar nessa casa ou na nossa, os quatro, e assim damos um dia extra pro Javier.
- Acho que você não sai viva dessa tarde - falei com um grande sorriso - O Rafa não te dá tesão?
- Ele é muito gostoso, isso não vou negar, e se eu fizer com ele é pra gente curtir, você e eu.
- Você se vê capaz de transar com três caras? Não vai ser demais pra você?
- Isso não seria problema, a menos que o Rafa tenha um pau gigante.
- Vamos fazer essa tarde então?
- Sim, pra que vamos esperar mais.
As dúvidas se dissiparam, bom, as da minha namorada, porque eu não tinha nenhuma. Nós dois fomos de mãos dadas e entramos de novo na piscina. Lá, ao lado deles, ela envolveu meu pescoço com os braços e demos um beijo bem quente. As pernas dela se prenderam nos meus quadris, e eu a segurei com as mãos na bunda.
Ficamos assim pelo menos um minuto, depois ela foi até o Javier e fez o mesmo que comigo. Por último, se soltou olhando pro Rafa, mas sem se decidir. Ele abriu os braços com um grande sorriso e ela se jogou neles, repetindo o beijo quente que tinha dado na gente. Dessa vez durou um pouco mais.
Depois se soltou e voltou pra mim, metendo a mão na cintura da minha sunga pra pegar no meu pau. O Javier se colou do outro lado dela e fez o mesmo. O Rafa não hesitou e se posicionou na frente dela, pegou a nuca dela com a mão direita e a beijou longamente de novo. Com a outra mão, apertava os peitos dela.
Aquilo era o mais parecido com o começo de um filme pornô: três caras com uma mina gostosa. Minha... O pau estava prestes a explodir. —Melhor a gente sair e se secar —disse Rafa. Os quatro assim fizemos. —Vamos lá dentro, ficaremos mais confortáveis —pediu nosso anfitrião. A verdade é que, apesar de meu pau ter ficado muito feliz com o que aconteceu, eu estava um pouco preocupado com a rapidez com que tudo aconteceu, apesar do nosso consentimento mútuo. Por outro lado, era a solução para o que vinha dando voltas na minha cabeça há alguns dias —na de cima, claro—, para que Javier não fosse uma exclusividade, para que os dois dessem por certo que entre eles só havia sexo, com toda a intensidade ou desejo, mas só sexo. Também me alegrava muito que Javier continuasse transando com outras garotas e nos contasse com aquela desfaçatez que ele tinha. Eu não queria que houvesse outra coisa entre eles além de umas ejaculações muito taradas, e tinha certeza que Ana também não. Que íamos transar com Rafa naquela tarde, eu dava como certo, e minha cabeça de baixo já estava comemorando, a vadia.
No meio da manhã de domingo, fomos para a casa do amigo do Javier. Ficava num condomínio bem conhecido na região, embora a Ana e eu nunca tivéssemos ido lá. A entrada tinha uma cancela e era vigiada por seguranças particulares. Quando nos aproximamos da guarita, a cancela levantou na hora e nos deixaram passar, parece que conheciam o Javier bem mesmo.
Quando chegamos no portão de entrada do terreno, ele abriu com o controle remoto que ele tinha no carro. Todo o terreno era cercado por um muro de quase três metros de altura, era enorme. A casa ficava a uns cinquenta metros da entrada, bem no centro, tinha dois andares e também parecia grande.
Quando descemos do carro, dois homens se aproximaram, embora um deles tenha ido direto para uma motinha que estava na área de estacionamento.
— Bom dia, senhores — nos cumprimentou enquanto dava partida, e nós respondemos.
— Até mais, Tomás — o Javier se despediu.
O outro era seu amigo Rafa.
— E aí, galera — nos cumprimentou com um sorrisão.
— Espera aí, animal, deixa eu apresentar meus amigos Ana e Diego. Esse sem-vergonha é o Rafa — o Javier nos disse.
Ele se aproximou da minha namorada com um sorrisão e deu dois beijos nas bochechas dela, depois um aperto de mão bem forte em mim.
— É um prazer ter vocês aqui na minha casa, estava com muita vontade de conhecê-los. Esse cara não para de falar de vocês e de como vocês três se dão bem.
— É que o Javier é uma pessoa incrível e mais do que um inquilino, no pouco tempo que o conhecemos virou nosso melhor amigo — a Ana disse.
— Pois é, mas não digam isso na frente dele, que agora ele fica o dia todo se exibindo pra mim.
— Pra gente não importa que ele faça isso, porque ele merece — minha namorada respondeu.
— Tá vendo agora o que eu sempre te falo? Eu vou pela vida fazendo amigos, não como outros que eu conheço.
— Tá vendo o que eu estava dizendo? Já tá se exibindo, que dia me espera. Melhor a gente ir pra piscina e tomamos alguma coisa. A área da piscina tinha acesso à sala da casa através de uma grande janela que estava aberta. Havia um gazebo de madeira com mesa e cadeiras de jardim, que também incluía uma área de bar com um balcão pequeno, geladeira, muitas garrafas de bebidas, refrigerantes, copos... enfim, muito completo. A churrasqueira era de alvenaria e ficava a uns três metros do gazebo, também muito equipada, uma geladeirinha com porta de vidro, que continha todo tipo de carnes já preparadas para grelhar. A piscina não era muito grande, entrava-se nela por degraus na parte mais rasa. Era muito bonita e a água estava perfeita, pois tinha um aquecedor que mantinha uma temperatura ideal. Fomos para o gazebo, Rafa, de trás do balcão do bar e com o consentimento de todos, serviu quatro copos de sangria. Nos sentamos nas cadeiras ao redor da mesa do gazebo. Ana e eu de um lado e eles do outro. Ficamos conversando sobre o tempo bom que fez naquele dia. -Vocês trouxeram maiôs? -nos perguntou Javier-, a água está bem quentinha e com o dia que está até podemos pegar um sol. -Sim, trouxemos, mas me dá uma certa preguiça, por ainda faltar tanto para o verão -respondeu minha mina. -Bom, como quiserem, vamos ver se nos animamos mais tarde. Saúde -disse erguendo o copo de sangria, o que todos imitamos. -Vou acender a churrasqueira, -disse Rafa se levantando- Vocês vêm? Fomos todos com ele com o copo de sangria na mão. -Diego, como está indo no seu novo trabalho? -me perguntou Rafa, me deixando um pouco sem graça. Dava pra ver que Javier o mantinha informado sobre tudo. -Estou muito feliz, tanto meu chefe quanto os colegas me receberam muito bem. Esta foi minha primeira semana. -Fico muito contente, sei que vocês passaram por uns momentos difíceis, mas que graças a Deus estão ficando para trás. -E graças também ao Javier, que foi quem nos salvou daquela situação - acrescentei enquanto Ana concordava com a cabeça. - Sim, eu sei, de vez em quando esse cara faz algumas coisas certas - respondeu ela enquanto colocava uma pastilha de ignição no carvão. - Diego, não precisa me agradecer de novo, já falei que é pra isso que servem os amigos. Além disso, te garanto que se você não fosse capacitado, não teriam te dado essa posição. Agora vamos ter que fazer o mesmo pela Ana quando surgir a oportunidade. - Já conversamos sobre isso entre nós - respondi -, e não quero que ela se preocupe demais. Agora ela só trabalha de manhã, mas já não é urgente que trabalhe em tempo integral. Superamos o aperto. Se aparecer outro trabalho melhor, ótimo, e se não, tudo bem também. - Na verdade, no meu trabalho sou muito bem valorizada, o problema é que com a crise, a empresa não pode fazer outra coisa. Mas também tenho colegas muito bons, inclusive lá está a Cris, minha melhor amiga - disse minha mina -, o pior seria se tivessem que me dispensar. - Você trabalha em Marketing, né? - perguntou Rafa. - Sim, me formei nessa especialidade. - Então tá, vamos ver se encontramos algo pra você. Ana e eu não nos olhamos porque ficamos surpresos com essa última frase do Rafa. Será que os dois tinham se proposto a nos ajudar a melhorar nos nossos trabalhos? Colocaram as primeiras carnes na churrasqueira, e meia hora depois já não dava mais pra comer. Tudo estava uma delícia. Terminamos a sangria e mudamos para um Rioja reserva, que nos deixou bem alegres. - Vamos dar um mergulho agora - sugeri. - Bora, vamos colocar as roupas de banho - animou-se Javier. No final, nós quatro trocamos de roupa. Ana se trocou comigo dentro de casa. Ela trouxe um maiô e um dos biquínis que comprou na sexta. - Amor, acho melhor eu usar o maiô. - Sei não, o maiô mal vai te valorizar, o biquíni vai destacar muito mais sua figura esplêndida. Você sabe disso, né? - Não vai ser um pouco demais pra vocês? - Tá falando por causa se a gente ficar de pau duro? - Olha só como você é grosso falando as coisas, mas sim, ainda mais estando meio alegres por causa da sangria e do vinho tinto. -Olha, o único que não te viu de roupa íntima é o Rafa, deixa ele alegrar a vista um pouco contigo, vai saber quando ele vai ver algo parecido. -Não sei, bom, vou colocar porque devem estar se perguntando por que ainda não saímos. -Vão pensar que estamos transando. -Olha, você é... vamos lá, vou colocar o biquíni e vamos para a piscina. O novo biquíni da Ana era preto, a cintura da calcinha tinha uns cinco centímetros de largura, na frente era em forma de V, com o vértice inferior bem baixo e cobrindo só o necessário, atrás deixava ver seus glúteos quase por completo, embora na parte de cima aparecesse um triângulo que se unia à cintura. O sutiã também preto, era do tipo esportivo com um decotão enorme, mostrando o relevo dos grandes mamilos de seus peitos perfeitamente. Realmente ela estava muito provocante, mas não ia ser eu quem ia alertá-la, ela mesma ia perceber quando o Javier e o Rafa a vissem. Eles estavam conversando na beirada da piscina, ambos usavam sungas, a do Javier um pouco mais larga que a do Rafa, a minha era mais parecida com a do Javier. Os dois pararam de falar para se virar ao nos ver chegar. -Caralho, Ana, que gostosa você está com esse biquíni -disse Javier. -Mas você já viu na sexta quando mostrei as compras. -Sim, mas nunca vou me cansar de ver você com ele, está linda. -Bom, tá bom, você vai me deixar corada. Rafa não parava de percorrer todo o corpo dela com o olhar, mas não dizia nada. -Como está a água? -disse eu, para relaxar um pouco a tensão, indo em direção às escadas de mãos dadas com minha namorada. A verdade é que a água estava na temperatura ideal para um bom mergulho. Logo estávamos os dois nadando e aproveitando aquela piscina. -Vamos, entrem logo que está uma delícia -disse minha mina. Eles obedeceram e entraram com cuidado, como se a água estivesse fria, mas Não demoraram para mergulhar e grudar em nós dois. -Este ano é a primeira vez que tomo banho de piscina -disse Rafa. -Com certeza a partir de agora nos dias de calor você vai se banhar, com a água tão quentinha assim -respondeu Ana. -Bom, quando quiserem podem vir dar um mergulho, por mim fico encantado. -Nós também temos piscina no condomínio, mas não é aquecida -falei eu. -Além de que no verão está sempre cheia de gente. Aqui é muito bom, né? -ela disse para Javier. -Sim -disse ele -, mas hoje estamos melhor, né Diego? -disse se aproximando dela e colocando uma mão na sua cintura. Ele estava me pedindo descaradamente para deixar ele meter a mão na minha namorada na frente do Rafa. Mas não fui eu quem respondeu, e sim ela que afastou a mão dele. -Fica quietinho com as mãos, safado -ela disse -, estamos na frente do seu amigo Rafa. -Por mim não se contenham, já sabem que o Javier me contou tudo. -Além do mais é meu último dia de folga, a partir de amanhã só um dia por semana -disse enquanto colocava a mão na cintura dela de novo, e dessa vez ela não afastou. -Preciso conversar com meu namorado -ela respondeu, me pegando pela mão para sairmos da piscina. Pegamos algumas toalhas e fomos para o gazebo, num canto onde eles não podiam nos ver e muito menos ouvir. -Eu sabia que isso poderia acontecer -ela me disse -, você sabe que a intenção deles é que o Rafa também tenha relações com a gente, né? -Com certeza, senão ele não teria te tocado. O que você quer que a gente faça? Você sabe que nesses momentos eu dependo das suas decisões. -Mas você não se importa que... o Rafa também me coma? -Não, meu amor, mas já te disse antes, que prefiro que você tenha relações com mais um, do que só com o Javier. -E eu já respondi que... -Sim, eu sei, você nunca vai ficar gamada nele, mas eu fico mais tranquilo se alternarmos com mais um. De qualquer forma, se você não quiser fazer com o Rafa, a gente diz que não tem Mais umas pegadas e pronto.
- Não sei, você me deixou em dúvida.
- Não se sinta obrigada, vamos encontrar outra pessoa outro dia se as circunstâncias permitirem. Já te disse que é você quem deve tomar essas decisões, eu já tô há um tempão pensando com o pau, sabe.
- Prefiro não fazer.
- Então agora mesmo a gente esclarece com o Javier.
- Se quiser, a gente decide amanhã, mas não agora.
- E se amanhã você decidir transar com o Rafa?
- A gente combina de se encontrar nessa casa ou na nossa, os quatro, e assim damos um dia extra pro Javier.
- Acho que você não sai viva dessa tarde - falei com um grande sorriso - O Rafa não te dá tesão?
- Ele é muito gostoso, isso não vou negar, e se eu fizer com ele é pra gente curtir, você e eu.
- Você se vê capaz de transar com três caras? Não vai ser demais pra você?
- Isso não seria problema, a menos que o Rafa tenha um pau gigante.
- Vamos fazer essa tarde então?
- Sim, pra que vamos esperar mais.
As dúvidas se dissiparam, bom, as da minha namorada, porque eu não tinha nenhuma. Nós dois fomos de mãos dadas e entramos de novo na piscina. Lá, ao lado deles, ela envolveu meu pescoço com os braços e demos um beijo bem quente. As pernas dela se prenderam nos meus quadris, e eu a segurei com as mãos na bunda.
Ficamos assim pelo menos um minuto, depois ela foi até o Javier e fez o mesmo que comigo. Por último, se soltou olhando pro Rafa, mas sem se decidir. Ele abriu os braços com um grande sorriso e ela se jogou neles, repetindo o beijo quente que tinha dado na gente. Dessa vez durou um pouco mais.
Depois se soltou e voltou pra mim, metendo a mão na cintura da minha sunga pra pegar no meu pau. O Javier se colou do outro lado dela e fez o mesmo. O Rafa não hesitou e se posicionou na frente dela, pegou a nuca dela com a mão direita e a beijou longamente de novo. Com a outra mão, apertava os peitos dela.
Aquilo era o mais parecido com o começo de um filme pornô: três caras com uma mina gostosa. Minha... O pau estava prestes a explodir. —Melhor a gente sair e se secar —disse Rafa. Os quatro assim fizemos. —Vamos lá dentro, ficaremos mais confortáveis —pediu nosso anfitrião. A verdade é que, apesar de meu pau ter ficado muito feliz com o que aconteceu, eu estava um pouco preocupado com a rapidez com que tudo aconteceu, apesar do nosso consentimento mútuo. Por outro lado, era a solução para o que vinha dando voltas na minha cabeça há alguns dias —na de cima, claro—, para que Javier não fosse uma exclusividade, para que os dois dessem por certo que entre eles só havia sexo, com toda a intensidade ou desejo, mas só sexo. Também me alegrava muito que Javier continuasse transando com outras garotas e nos contasse com aquela desfaçatez que ele tinha. Eu não queria que houvesse outra coisa entre eles além de umas ejaculações muito taradas, e tinha certeza que Ana também não. Que íamos transar com Rafa naquela tarde, eu dava como certo, e minha cabeça de baixo já estava comemorando, a vadia.
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