Capítulo 21
Na segunda-feira tive que levantar às 6:45 pra conseguir chegar às 8:00 no meu novo trampo. A primeira coisa que pensei foi que, pra aproveitar minhas oito horas de descanso, a gente tinha que terminar meia hora antes as atividades sexuais com Javier.
A gente se encontrou por alguns minutos na hora que eu tava saindo pro trabalho, tempo suficiente pra comentar com eles e os três concordarem com esse ajuste de horário.
A primeira coisa que fiz ao chegar foi assinar o contrato definitivo com o administrador geral, depois conheci quem seria meu chefe de TI a partir daquele momento, e ele me apresentou pros meus novos colegas. Às 13:00 eu teria uma hora pra almoçar e saía às cinco da tarde. Sexta-feira só trabalhava até meio-dia.
De manhã tinha um intervalo de 20 minutos pra tomar café. No fim das contas, era um horário bem bacana.
Fui tomar café com dois colegas, que me levaram pra cafeteria onde eles iam sempre, a mesma onde também costumavam almoçar.
Aproveitei um momento que fui no banheiro pra mandar uma mensagem curta pra Ana.Tudo bem. Depois te explico direitinho em casa.junto com o clássico emoji de beijo, que ela respondeu com um "OK" e o mesmo emoji.
Quando cheguei em casa à tarde, minha namorada estava sentada no sofá com nosso notebook e Javier no quarto dele, trabalhando também com o dele.
Me aproximei da minha namorada e dei um selinho nela.
— Oi, amor, tudo bem? Senta aqui que você vai me contar tudinho.
Ela estava vestida com a roupa que comprou na sexta, com certeza a mesma que usou no escritório.
Logo depois, Javier entrou na sala, vestindo uma camisa de mangas compridas, com o colarinho desabotoado e uma calça azul-marinho que fazia parte de um dos ternos dele.
A atitude deles e as roupas que estavam usando me transmitiram uma espécie de tranquilidade no corpo, por outro lado totalmente injustificada, porque eu tinha certeza de que aquilo ia ser sempre assim — segurança na minha namorada e confiança também no Javier.
— Vai, começa a contar, que eu também quero saber como foi seu primeiro dia no novo trampo — disse Javier.
Tive que detalhar tudo o que fiz naquele dia, quem eram meus colegas, os horários do expediente e que na sexta eu não trabalhava à tarde. Pra Ana, tive que explicar o que comi naquele dia.
— O chefe da TI me falou que daqui a umas duas semanas vou ter que ir pra Madrid. É pra fazer um curso sobre uma nova ferramenta de design que a empresa quer adotar.
Eles se ofereceram pra fazer um lanche, então fomos os três pra cozinha, onde fizeram café e tomamos ali mesmo, acompanhado de uns biscoitinhos.
Ela sentou no meu colo enquanto continuávamos falando do meu novo emprego. Javier sentou na cadeira na nossa frente, participando da conversa, com uma atitude bem positiva. Depois terminamos e fomos pra sala.
— Vamos ficar à vontade e tomar uma dose? — ele sugeriu.
— Valeu — falei —, porque tô com essa roupa desde que acordei.
Fomos nos lavar e vestir algo mais confortável. Ana me disse pra eu Fui eu para a sala enquanto ela terminava. Fui o primeiro a chegar e fiquei mexendo no celular, até que Javier chegou alguns minutos depois. Ana demorou um pouco mais.
Quando chegou na sala, parou sob o batente da porta, colocando a mão direita bem no alto dele, com a esquerda na cintura, na pose. A safada estava usando uma camisola branca de dormir, totalmente transparente, mas com algumas rendas que dificultavam a visão dos bicos dos peitos. Estava aberta desde a junção dos seios, e o comprimento ia até cobrir a bunda, mostrando a tanguinha também branca, feita do mesmo tecido e transparência da camisola. O cabelo estava solto, bem escovado, e ela calçava umas sandálias pretas, com salto agulha de mais de dez centímetros.
Ficamos olhando para ela, bobos, sem fazer nenhum comentário. A pose de mulher fatal, com aquela roupa mínima, que insinuava a figura esplêndida dela, o cabelo, o rosto lindo levemente maquiado, tudo nela passava a imagem de uma deusa, indecente, mas uma deusa.
— Vocês não vão falar nada? — disse ela com voz melosa, rebolando devagar, como quem se oferece ao melhor comprador, como a rainha do melhor puteiro do mundo.
— Ana, você vai nos matar, sua putinha — falei —, você é a melhor.
— Porra, Ana, você me deixou sem palavras, é única, supera tudo que eu conheço, nem a mulher nota dez...
— Tá, tá, vocês dois são uns exagerados.
— Exagerados... olha como você deixou minha pica — respondeu ele, pegando nela por cima da cueca.
— Anda, vagabunda, chega mais perto pra gente te ver melhor — pedi —, e dá umas voltas pra gente ver essa rabetão.
Ela se aproximou rebolando com umas requebradas que hipnotizavam mais que o pêndulo de um psiquiatra. Depois parou bem perto de nós dois, fazendo um giro com os braços na cintura. Em seguida, deu o segundo giro, mas levantando a camisola, mostrando a bunda linda e nua, porque aquela tanguinha não tapava nada por trás. Não aguentei nem Um segundo depois, me levantei pra abraçar ela.
- Obrigado, querida, obrigado por caprichar pra gente - falei enquanto abraçava ela.
Javier colou nela por trás, enfiando o pacote dele entre os glúteos da Ana, onde eu já tinha minhas mãos, mas pra nós dois tanto fez, nem eu tirei as mãos, nem ele tirou o pacote. Ela tava me beijando, mas virou o rosto e beijou ele também. Javier e eu disputávamos ela pra beijar, eram beijos curtos, mas intensos. Ela desceu as mãos pra passar a mão na nossa pica.
- Vamo pra cama e me fodem, que já não aguento mais, seus putos.
Fomos nós três pro quarto principal, depois de pelados, ela se deitou no meio de nós dois, de frente pro Javier, que ela beijava, e de costas pra mim.
- Mete de trás - falou minha mina, empurrando a bunda pra trás.
Não demorei nem cinco segundos pra penetrar ela, começando uma metida e tirada meio devagar, pra aos poucos ir acelerando até pegar um ritmo médio. Na minha frente, Ana e Javier se pegavam num baita amasso. Ela batia uma punheta bem devagar nele, na real só queria manter a pica dele dura no máximo. Ele, por sua vez, dividia a mão entre os peitos dela e a bunda.
- Trocamos - pediu ela, e virou, invertendo nossos papéis.
Agora era ele que fodia ela por trás, e eu que me amassava com ela. Fizemos essa troca várias vezes, até que eles gozaram num orgasmo da porra.
Aquilo me deu um tesão do caralho, era a primeira vez que a gente se beijava, enquanto ela gozava sendo fodida por outro que não era eu, os gemidos dela abafados na minha boca, todas as contrações dela sentidas e amortecidas contra meu corpo, também senti os espasmos dele quando gozou.
Desci minha mão até a buceta dela, e pude ver que a pica dele ainda tava com espasmos, que gozada violenta que ele tava soltando dentro dela. Aos poucos foram se acalmando. Minha mina abriu os olhos e encontrou os meus, beijei ela de novo bem suave, como era de se esperar nesses momentos. momentos. O pau do Javier também tinha acalmado, e percebi ele saindo devagar de dentro dela. Minha mão ficou cheia de porra, o que não me surpreendeu nem um pouco. Peguei o máximo que pude com os dedos e levei até a boca dela, e ela não hesitou em limpar, depois repeti a operação. No final, demos um beijo bem safado, dividindo toda aquela porra.
- Agora quero a sua - ela disse e virou de costas pra mim de novo, de frente pro Javier, que acompanhava todos os nossos movimentos.
Eu penetrei ela de novo, e meu pau entrou como uma faca na manteiga, ainda tinha uma boa parte do sêmen dele ali. Aquilo me deu ainda mais tesão, tanto que não tive escolha senão aumentar as estocadas e gozar em menos de um minuto.
O Javier foi embora, nos deixando sozinhos. A Ana virou pra mim e me olhou como se pedisse desculpas.
Ela não tinha gozado comigo, se sentia meio culpada. Eu percebi, afinal são seis anos de namoro.
- Fica tranquila, amor, fui eu que me apressei - falei.
- É, mas eu podia ter gozado com você primeiro - respondeu bem séria.
- Shiiii, você ia gozar com um de nós dois e calhou de ser com ele, não tem problema, isso vai acontecer mais vezes, te garanto que não me preocupa nem um pouco.
Não falamos mais nada, ficamos bem abraçados por um bom tempo.
- Como está seu cu? Sentiu algum desconforto?
- Não, nenhum, mas hoje não vamos fazer, outro dia.
Nos arrumamos pra ir pra sala com o Javier, agora com a roupa de dormir de sempre. Mas eu parei ela antes de sair.
- Te sinto meio tensa, querida, me dá um abraço.
Ficamos de pé, abraçados, perto da porta do nosso quarto. Ela precisava soltar toda a adrenalina que aquela frustração causou.
- Amor, para de se preocupar com isso, eu não estou, de verdade, juro que curti muito como fizemos hoje, foi super excitante pra mim. Temos que repetir mais vezes e você vai gozar com qualquer um de nós dois.
- Você não está nada Incomodado?
—Olha, foi a primeira vez que você gozou com outro enquanto me beijava. Eu senti você e senti ele também, me excitou tanto que não durei nada depois.
—E quer repetir? — ela me disse com um sorrisinho.
—Claro, sua putinha. Mas só vamos fazer isso depois que eu comer teu cu.
—Seu corno...
—Você nem sabe o quanto. Agora vamos sair, ele deve estar se sentindo muito sozinho.
Capítulo 22
Quando chegamos na sala, Javier estava terminando uma ligação.
—Acabaram de me avisar que adiantaram a instalação do escritório para quarta-feira, e também a porta do quarto de vocês.
—Poxa, já tô ansiosa pra ver tudo pronto — disse Ana —, que horas eles vêm?
—Queriam vir de manhã, mas falei que não teria ninguém, então combinamos pra umas quatro da tarde. Não se preocupa que eu vou estar aqui com você caso precise dar uma mão. Além disso, você chega antes de eles terminarem — ele se virou pra mim —, vamos deixar a porta por último, caso vocês precisem decidir algo sobre ela.
Ana e eu concordamos com o que Javier disse e não comentamos mais nada. Eu adorava como a gente conversava sobre coisas domésticas com toda a naturalidade do mundo. Nós três nos entrosamos tão bem que parecia que a vida inteira a gente tinha morado junto e transado junto, claro.
—Bom, agora com a porta você já pode trazer uma garota pra passar a noite com você — disse Ana.
—Isso fica pra outra semana, porque essa já tá reservada pra vocês.
Minha namorada se deitou no colo dele, e eu tirei as sandálias dela pra colocar os pés dela no meu. A partir daí, Javier não parou de acariciar ela, da coxa até o cabelo, sem pular nada. Quando passava a mão nos peitos dela, ele acariciava, apertava e torcia os bicos com o polegar e o indicador.
Meu pau tava a mil, ainda mais porque ela não parava de esfregar com os pés. Imagino que o dele devia estar igual ao meu. embora eu não pudesse vê-la, porque o corpo da minha namorada a tapava.
- Tirem a roupa os dois - pediu ela, sentando-se para tirar a camiseta e a tanga -, esperem um momento.
Foi até o quarto e voltou logo em seguida, depois se ajoelhou de quatro no assento do sofá.
- Pega, amor - disse para Javier, entregando o tubo de lubrificante -, prepara meu cu com isso para o meu namorado.
- Porra, Ana, que loucura é essa - respondeu ele pegando o tubo -, não sei se vou gozar antes de você meter o Diego.
- Nada disso, você não pode gozar até eu mandar - respondeu ela -, no final você pode ganhar um prêmio.
Ele soltou um jato de lubrificante no ânus dela e passou o dedo médio, que entrou sem dificuldade. Depois de colocar mais um pouco de lubrificante, adicionou o dedo indicador, enfiando os dois, dessa vez devagar, começando a movê-los em giros de 90 graus. Em seguida, começou um vai e vem mais leve, enquanto abria os dedos fazendo uma tesoura, alargando um pouco mais aquele cu. Ana olhava para trás sem perder nenhum detalhe do que Javier fazia ali.
- Acho que você já pode tentar - ele me disse.
- Espera - ela se virou para ele de novo -, molha bem ela antes. Ele levou a mão direita à boca para cuspir nela -, não, Javier, direto, cara, tenho que explicar tudo pra vocês...
Ele me olhou, e eu dei um grande sorriso para ele.
- Quem com ferro fere, com ferro será ferido - falei, apontando meu pau na direção dele.
- Seu filho da puta - ele respondeu, sério. Olhei para minha namorada e nós dois estávamos segurando o riso, enquanto ele começava a me dar um belo chupão, enchendo meu pau todo de saliva. Depois, sem soltar a mão, colocou ela em cima do cu -, empurra - disse, ainda sério.
Empurrei, e aquilo entrou bem suave. Parei quando tinha metade do pau dentro do cu dela.
- Tá bom? - perguntei a ela.
- Sim, continua devagar.
Então enfiei até o talo, deixei ali parado por um momento, até começar a me mover bem devagar. pra frente e pra trás. Depois peguei um ritmo mais constante, sem me apressar, porque não queria gozar muito cedo.
- Vem aqui chupar ele.
Javier ficou na frente dela, oferecendo aquele pauzão. Ana não perdeu nem dois segundos pra capturar ele com a boca. Com o rosto meio virado pra fora, eu conseguia ver aqueles lábios carnudos se esticando pra abocanhar ele, puta piroca que a vadiazinha da minha namorada tava engolindo. Tive que diminuir minhas metidas pra não gozar na hora.
- Espera um pouco que tô meio desconfortável nessa posição - ela falou, e eu saí do cu dela e ele saiu da boca dela. - Deita você.
Não fiz ela esperar e me deitei ao lado dela, com a cabeça apoiada no braço do sofá. Ela sentou em cima de mim de costas.
- Mete de novo - ordenou pro Javier, que fez isso sem reclamar.
Ela se deixou cair no meu pau, que entrou no cu dela até o talo. Depois coloquei minhas duas mãos debaixo da bunda dela, segurando ela pra cima enquanto penetrava um pouco mais rápido.
Ela se inclinou mais pra trás, se apoiando com os braços nas minhas laterais, as mãos no sofá e as pernas bem abertas.
- Me beija - pediu pro Javier, que se jogou em cima dela na hora pra satisfazer o desejo.
Ele não teve escolha a não ser esticar os braços pros lados de nós dois, apoiando as mãos também no sofá. O beijo foi na hora, mas o pau dele ficou bem na entrada da buceta dela.
- Para um pouco, amor, e enfia o pau dele em mim - ela falou.
Estendi minha mão direita pra pegar o pau dele, que tava duro igual um cacete, coloquei na entrada da vagina dela, e ele enfiou de uma vez até o fundo.
Eu fiquei parado, mas o Javier não, ele deu uma porrada de estocadas, que a gente sentiu nos nossos sexos, tanto eu quanto minha namorada. Depois ele freou, esperando eu recomeçar as penetrações, e aos poucos fomos nos sincronizando, de um jeito que quando um entrava, o outro saía.
Depois de encaixados, aumentamos aqueles movimentos. Eu sentia o pau dele esfregando no A minha, que me dava um prazer indescritível, suponho que com ele fosse a mesma coisa, mas quem não deixou dúvidas sobre o prazer que sentia era a minha namorada. Os gemidos dela eram verdadeiros gritos.
- Uhm... vocês vão me matar de gostoo... não parem, seus putos... mais forteee... ahhhh...
Sabia que não ia aguentar muito mais, enfiei minha mão direita entre as pelves deles, esfregando bem forte o clitóris da minha namorada.
- Gozem logo, porque não aguento mais - falei, mas nem precisava, porque os dois já estavam à beira do orgasmo.
Nos soltamos praticamente ao mesmo tempo numa gozada apoteótica, os três sentíamos as contrações dos outros dois, ao mesmo tempo que as nossas. Ana sentia a gente enchendo os dois buracos dela de porra, os gritos dela foram estrondosos e deviam ter sido ouvidos no condomínio inteiro.
- Ahhhh... ahhhh... agggg... ahhhh...
Não conseguiu falar uma palavra, só gritos.
Quando nossos espasmos acabaram, Javier saiu primeiro e se jogou no outro braço do sofá. Ana desabou quase desmaiada no meu peito, a pica ainda dentro do cu dela e minhas bolas recebendo a porra dele que escorria até o assento do sofá.
Eu a abraçava por trás, com medo até de que ela caísse no chão. Logo Javier se aproximou e se ajoelhou do nosso lado.
- Ana, Ana, amor, o que você tem? Tá bem? Fala com a gente, Ana, diz alguma coisa, linda - a gente falava junto, muito preocupados porque ela não reagia.
Ela parecia querer falar, mas não conseguia emitir nenhum som.
- Molha uma toalha e traz - falei pro Javier, que saiu correndo pro banheiro e voltou na hora.
Colocou a toalha na testa dela e minha namorada deu um pulo, agitando os braços, parecendo que se recuperava. Ele continuou refrescando a testa, o rosto, o pescoço e os peitos dela. Aos poucos, ela foi abrindo os olhos e as mãos dela se agarraram nos braços do Javier.
- Tô... tô bem... - falou, fazendo a gente se acalmar. Imediato.
A recuperação dela, a partir daquele momento, foi muito rápida. Ela olhou pra um e pro outro e nos deu um sorrisão.
— Amor, que susto você nos deu — falei, dando um apertão nela contra o meu peito.
— Ana, como você tá, gostosa? — perguntou Javier, enquanto acariciava o cabelo dela.
— Não foi nada, é que eu não conseguia falar com vocês, mas ouvia tudo, tava no paraíso, juro. Me ajuda — pediu pra Javier, estendendo os braços pra ele levantá-la.
Com os braços dela no pescoço dele, ele se levantou, levando ela junto, com as pernas dela enrolando a cintura dele, até ficar de pé, os dois abraçados. Eu me levantei na hora, me colocando entre os dois pra ver o rosto da minha mina. Aí ela apoiou os pés no chão e ficamos os três abraçados, recuperando a normalidade que até pouco tempo atrás tava faltando.
Ela me olhou e viu que eu não consegui evitar que meus olhos ficassem marejados de lágrimas. Soltou o Javier e ficamos nós dois abraçados.
— Diego, amor, tô bem, sinto muito ter te preocupado, se acalma que não foi nada.
Essas palavras me deixaram ainda mais angustiado e umas lágrimas que eu já não aguentava mais. Tava muito nervoso, e ela me levou até o sofá, onde fez a gente sentar junto.
— Já passou, vida minha, se acalma, meu amor, não foi nada. Já tô bem, querido — ela dizia enquanto me abraçava e soluçava comigo.
Pouco depois, a gente se separou, e deu pra ver as lágrimas rolando pelas bochechas dos dois. Sorrimos e secamos uma da outra. A gente tava sozinho; Javier tinha ido embora, provavelmente pro quarto dele.
Do nosso lado, no sofá, tinha uma mancha enorme de porra.
— Nunca tinha te acontecido isso, meu amor — falei —, quando te vi naquele estado, quis morrer, céu. A culpa é minha por ser um cuck, nunca teria acontecido isso se eu fosse uma pessoa normal.
— Mas o que você tá dizendo? Você é o melhor namorado que uma garota poderia querer. O que você acha que é um Problema, é isso que está nos dando todas essas experiências maravilhosas, inclusive a que acabei de aproveitar.
— Tá bom, vamos parar por hoje, amor. Não tô com forças pra continuar.
— Claro, o que você quiser, meu amor. Amanhã é outro dia.
— Sim, mas o que aconteceu com você não é normal e amanhã quero que você marque uma consulta pra fazer um check-up geral. Você desmaiou, amor.
— Se é pra você ficar mais tranquilo, vou fazer isso.
— Então beleza, vamos limpar essa bagunça, nos lavar e pedir umas pizzas. Que tal?
Ela concordou, depois pegou a toalha molhada que estava no chão e limpou o sofá como deu. O chão estava cheio de manchas de porra pra todo lado, então fui pegar o esfregão pra limpar.
Depois fomos pro nosso quarto. Javier se aproximou com todo cuidado.
— Tudo bem? — ele disse da entrada. Ele tinha se vestido do nosso jeito habitual pra noite, a gente continuava pelado.
— Sim, pode entrar se quiser — ela disse, e ele se aproximou dando um abraço bem suave nela.
Nosso amigo não fez nenhum comentário, só abraçava ela.
— Valeu por se preocupar, mas juro que tô bem.
— Que susto você nos deu, pra nós dois — ele falou finalmente.
— Bom, mas já passou, e sabe o que eu digo? Que a gente tem que repetir isso, nunca me diverti tanto, pode crer.
Aí ela deu um tapa forte na bunda dele.
— Seus putos.
Eles riram, mas eu não tava tão tranquilo assim e só consegui dar um sorriso fraco.
— E agora vamos tomar um banho e pedir umas pizzas pra jantar. Depois, se quiserem, a gente vê TV um pouco.
Fui o primeiro a ir pro chuveiro, e Javier foi na hora pro quarto dele.
Na segunda-feira tive que levantar às 6:45 pra conseguir chegar às 8:00 no meu novo trampo. A primeira coisa que pensei foi que, pra aproveitar minhas oito horas de descanso, a gente tinha que terminar meia hora antes as atividades sexuais com Javier.
A gente se encontrou por alguns minutos na hora que eu tava saindo pro trabalho, tempo suficiente pra comentar com eles e os três concordarem com esse ajuste de horário.
A primeira coisa que fiz ao chegar foi assinar o contrato definitivo com o administrador geral, depois conheci quem seria meu chefe de TI a partir daquele momento, e ele me apresentou pros meus novos colegas. Às 13:00 eu teria uma hora pra almoçar e saía às cinco da tarde. Sexta-feira só trabalhava até meio-dia.
De manhã tinha um intervalo de 20 minutos pra tomar café. No fim das contas, era um horário bem bacana.
Fui tomar café com dois colegas, que me levaram pra cafeteria onde eles iam sempre, a mesma onde também costumavam almoçar.
Aproveitei um momento que fui no banheiro pra mandar uma mensagem curta pra Ana.Tudo bem. Depois te explico direitinho em casa.junto com o clássico emoji de beijo, que ela respondeu com um "OK" e o mesmo emoji.
Quando cheguei em casa à tarde, minha namorada estava sentada no sofá com nosso notebook e Javier no quarto dele, trabalhando também com o dele.
Me aproximei da minha namorada e dei um selinho nela.
— Oi, amor, tudo bem? Senta aqui que você vai me contar tudinho.
Ela estava vestida com a roupa que comprou na sexta, com certeza a mesma que usou no escritório.
Logo depois, Javier entrou na sala, vestindo uma camisa de mangas compridas, com o colarinho desabotoado e uma calça azul-marinho que fazia parte de um dos ternos dele.
A atitude deles e as roupas que estavam usando me transmitiram uma espécie de tranquilidade no corpo, por outro lado totalmente injustificada, porque eu tinha certeza de que aquilo ia ser sempre assim — segurança na minha namorada e confiança também no Javier.
— Vai, começa a contar, que eu também quero saber como foi seu primeiro dia no novo trampo — disse Javier.
Tive que detalhar tudo o que fiz naquele dia, quem eram meus colegas, os horários do expediente e que na sexta eu não trabalhava à tarde. Pra Ana, tive que explicar o que comi naquele dia.
— O chefe da TI me falou que daqui a umas duas semanas vou ter que ir pra Madrid. É pra fazer um curso sobre uma nova ferramenta de design que a empresa quer adotar.
Eles se ofereceram pra fazer um lanche, então fomos os três pra cozinha, onde fizeram café e tomamos ali mesmo, acompanhado de uns biscoitinhos.
Ela sentou no meu colo enquanto continuávamos falando do meu novo emprego. Javier sentou na cadeira na nossa frente, participando da conversa, com uma atitude bem positiva. Depois terminamos e fomos pra sala.
— Vamos ficar à vontade e tomar uma dose? — ele sugeriu.
— Valeu — falei —, porque tô com essa roupa desde que acordei.
Fomos nos lavar e vestir algo mais confortável. Ana me disse pra eu Fui eu para a sala enquanto ela terminava. Fui o primeiro a chegar e fiquei mexendo no celular, até que Javier chegou alguns minutos depois. Ana demorou um pouco mais.
Quando chegou na sala, parou sob o batente da porta, colocando a mão direita bem no alto dele, com a esquerda na cintura, na pose. A safada estava usando uma camisola branca de dormir, totalmente transparente, mas com algumas rendas que dificultavam a visão dos bicos dos peitos. Estava aberta desde a junção dos seios, e o comprimento ia até cobrir a bunda, mostrando a tanguinha também branca, feita do mesmo tecido e transparência da camisola. O cabelo estava solto, bem escovado, e ela calçava umas sandálias pretas, com salto agulha de mais de dez centímetros.
Ficamos olhando para ela, bobos, sem fazer nenhum comentário. A pose de mulher fatal, com aquela roupa mínima, que insinuava a figura esplêndida dela, o cabelo, o rosto lindo levemente maquiado, tudo nela passava a imagem de uma deusa, indecente, mas uma deusa.
— Vocês não vão falar nada? — disse ela com voz melosa, rebolando devagar, como quem se oferece ao melhor comprador, como a rainha do melhor puteiro do mundo.
— Ana, você vai nos matar, sua putinha — falei —, você é a melhor.
— Porra, Ana, você me deixou sem palavras, é única, supera tudo que eu conheço, nem a mulher nota dez...
— Tá, tá, vocês dois são uns exagerados.
— Exagerados... olha como você deixou minha pica — respondeu ele, pegando nela por cima da cueca.
— Anda, vagabunda, chega mais perto pra gente te ver melhor — pedi —, e dá umas voltas pra gente ver essa rabetão.
Ela se aproximou rebolando com umas requebradas que hipnotizavam mais que o pêndulo de um psiquiatra. Depois parou bem perto de nós dois, fazendo um giro com os braços na cintura. Em seguida, deu o segundo giro, mas levantando a camisola, mostrando a bunda linda e nua, porque aquela tanguinha não tapava nada por trás. Não aguentei nem Um segundo depois, me levantei pra abraçar ela.
- Obrigado, querida, obrigado por caprichar pra gente - falei enquanto abraçava ela.
Javier colou nela por trás, enfiando o pacote dele entre os glúteos da Ana, onde eu já tinha minhas mãos, mas pra nós dois tanto fez, nem eu tirei as mãos, nem ele tirou o pacote. Ela tava me beijando, mas virou o rosto e beijou ele também. Javier e eu disputávamos ela pra beijar, eram beijos curtos, mas intensos. Ela desceu as mãos pra passar a mão na nossa pica.
- Vamo pra cama e me fodem, que já não aguento mais, seus putos.
Fomos nós três pro quarto principal, depois de pelados, ela se deitou no meio de nós dois, de frente pro Javier, que ela beijava, e de costas pra mim.
- Mete de trás - falou minha mina, empurrando a bunda pra trás.
Não demorei nem cinco segundos pra penetrar ela, começando uma metida e tirada meio devagar, pra aos poucos ir acelerando até pegar um ritmo médio. Na minha frente, Ana e Javier se pegavam num baita amasso. Ela batia uma punheta bem devagar nele, na real só queria manter a pica dele dura no máximo. Ele, por sua vez, dividia a mão entre os peitos dela e a bunda.
- Trocamos - pediu ela, e virou, invertendo nossos papéis.
Agora era ele que fodia ela por trás, e eu que me amassava com ela. Fizemos essa troca várias vezes, até que eles gozaram num orgasmo da porra.
Aquilo me deu um tesão do caralho, era a primeira vez que a gente se beijava, enquanto ela gozava sendo fodida por outro que não era eu, os gemidos dela abafados na minha boca, todas as contrações dela sentidas e amortecidas contra meu corpo, também senti os espasmos dele quando gozou.
Desci minha mão até a buceta dela, e pude ver que a pica dele ainda tava com espasmos, que gozada violenta que ele tava soltando dentro dela. Aos poucos foram se acalmando. Minha mina abriu os olhos e encontrou os meus, beijei ela de novo bem suave, como era de se esperar nesses momentos. momentos. O pau do Javier também tinha acalmado, e percebi ele saindo devagar de dentro dela. Minha mão ficou cheia de porra, o que não me surpreendeu nem um pouco. Peguei o máximo que pude com os dedos e levei até a boca dela, e ela não hesitou em limpar, depois repeti a operação. No final, demos um beijo bem safado, dividindo toda aquela porra.
- Agora quero a sua - ela disse e virou de costas pra mim de novo, de frente pro Javier, que acompanhava todos os nossos movimentos.
Eu penetrei ela de novo, e meu pau entrou como uma faca na manteiga, ainda tinha uma boa parte do sêmen dele ali. Aquilo me deu ainda mais tesão, tanto que não tive escolha senão aumentar as estocadas e gozar em menos de um minuto.
O Javier foi embora, nos deixando sozinhos. A Ana virou pra mim e me olhou como se pedisse desculpas.
Ela não tinha gozado comigo, se sentia meio culpada. Eu percebi, afinal são seis anos de namoro.
- Fica tranquila, amor, fui eu que me apressei - falei.
- É, mas eu podia ter gozado com você primeiro - respondeu bem séria.
- Shiiii, você ia gozar com um de nós dois e calhou de ser com ele, não tem problema, isso vai acontecer mais vezes, te garanto que não me preocupa nem um pouco.
Não falamos mais nada, ficamos bem abraçados por um bom tempo.
- Como está seu cu? Sentiu algum desconforto?
- Não, nenhum, mas hoje não vamos fazer, outro dia.
Nos arrumamos pra ir pra sala com o Javier, agora com a roupa de dormir de sempre. Mas eu parei ela antes de sair.
- Te sinto meio tensa, querida, me dá um abraço.
Ficamos de pé, abraçados, perto da porta do nosso quarto. Ela precisava soltar toda a adrenalina que aquela frustração causou.
- Amor, para de se preocupar com isso, eu não estou, de verdade, juro que curti muito como fizemos hoje, foi super excitante pra mim. Temos que repetir mais vezes e você vai gozar com qualquer um de nós dois.
- Você não está nada Incomodado?
—Olha, foi a primeira vez que você gozou com outro enquanto me beijava. Eu senti você e senti ele também, me excitou tanto que não durei nada depois.
—E quer repetir? — ela me disse com um sorrisinho.
—Claro, sua putinha. Mas só vamos fazer isso depois que eu comer teu cu.
—Seu corno...
—Você nem sabe o quanto. Agora vamos sair, ele deve estar se sentindo muito sozinho.
Capítulo 22
Quando chegamos na sala, Javier estava terminando uma ligação.
—Acabaram de me avisar que adiantaram a instalação do escritório para quarta-feira, e também a porta do quarto de vocês.
—Poxa, já tô ansiosa pra ver tudo pronto — disse Ana —, que horas eles vêm?
—Queriam vir de manhã, mas falei que não teria ninguém, então combinamos pra umas quatro da tarde. Não se preocupa que eu vou estar aqui com você caso precise dar uma mão. Além disso, você chega antes de eles terminarem — ele se virou pra mim —, vamos deixar a porta por último, caso vocês precisem decidir algo sobre ela.
Ana e eu concordamos com o que Javier disse e não comentamos mais nada. Eu adorava como a gente conversava sobre coisas domésticas com toda a naturalidade do mundo. Nós três nos entrosamos tão bem que parecia que a vida inteira a gente tinha morado junto e transado junto, claro.
—Bom, agora com a porta você já pode trazer uma garota pra passar a noite com você — disse Ana.
—Isso fica pra outra semana, porque essa já tá reservada pra vocês.
Minha namorada se deitou no colo dele, e eu tirei as sandálias dela pra colocar os pés dela no meu. A partir daí, Javier não parou de acariciar ela, da coxa até o cabelo, sem pular nada. Quando passava a mão nos peitos dela, ele acariciava, apertava e torcia os bicos com o polegar e o indicador.
Meu pau tava a mil, ainda mais porque ela não parava de esfregar com os pés. Imagino que o dele devia estar igual ao meu. embora eu não pudesse vê-la, porque o corpo da minha namorada a tapava.
- Tirem a roupa os dois - pediu ela, sentando-se para tirar a camiseta e a tanga -, esperem um momento.
Foi até o quarto e voltou logo em seguida, depois se ajoelhou de quatro no assento do sofá.
- Pega, amor - disse para Javier, entregando o tubo de lubrificante -, prepara meu cu com isso para o meu namorado.
- Porra, Ana, que loucura é essa - respondeu ele pegando o tubo -, não sei se vou gozar antes de você meter o Diego.
- Nada disso, você não pode gozar até eu mandar - respondeu ela -, no final você pode ganhar um prêmio.
Ele soltou um jato de lubrificante no ânus dela e passou o dedo médio, que entrou sem dificuldade. Depois de colocar mais um pouco de lubrificante, adicionou o dedo indicador, enfiando os dois, dessa vez devagar, começando a movê-los em giros de 90 graus. Em seguida, começou um vai e vem mais leve, enquanto abria os dedos fazendo uma tesoura, alargando um pouco mais aquele cu. Ana olhava para trás sem perder nenhum detalhe do que Javier fazia ali.
- Acho que você já pode tentar - ele me disse.
- Espera - ela se virou para ele de novo -, molha bem ela antes. Ele levou a mão direita à boca para cuspir nela -, não, Javier, direto, cara, tenho que explicar tudo pra vocês...
Ele me olhou, e eu dei um grande sorriso para ele.
- Quem com ferro fere, com ferro será ferido - falei, apontando meu pau na direção dele.
- Seu filho da puta - ele respondeu, sério. Olhei para minha namorada e nós dois estávamos segurando o riso, enquanto ele começava a me dar um belo chupão, enchendo meu pau todo de saliva. Depois, sem soltar a mão, colocou ela em cima do cu -, empurra - disse, ainda sério.
Empurrei, e aquilo entrou bem suave. Parei quando tinha metade do pau dentro do cu dela.
- Tá bom? - perguntei a ela.
- Sim, continua devagar.
Então enfiei até o talo, deixei ali parado por um momento, até começar a me mover bem devagar. pra frente e pra trás. Depois peguei um ritmo mais constante, sem me apressar, porque não queria gozar muito cedo.
- Vem aqui chupar ele.
Javier ficou na frente dela, oferecendo aquele pauzão. Ana não perdeu nem dois segundos pra capturar ele com a boca. Com o rosto meio virado pra fora, eu conseguia ver aqueles lábios carnudos se esticando pra abocanhar ele, puta piroca que a vadiazinha da minha namorada tava engolindo. Tive que diminuir minhas metidas pra não gozar na hora.
- Espera um pouco que tô meio desconfortável nessa posição - ela falou, e eu saí do cu dela e ele saiu da boca dela. - Deita você.
Não fiz ela esperar e me deitei ao lado dela, com a cabeça apoiada no braço do sofá. Ela sentou em cima de mim de costas.
- Mete de novo - ordenou pro Javier, que fez isso sem reclamar.
Ela se deixou cair no meu pau, que entrou no cu dela até o talo. Depois coloquei minhas duas mãos debaixo da bunda dela, segurando ela pra cima enquanto penetrava um pouco mais rápido.
Ela se inclinou mais pra trás, se apoiando com os braços nas minhas laterais, as mãos no sofá e as pernas bem abertas.
- Me beija - pediu pro Javier, que se jogou em cima dela na hora pra satisfazer o desejo.
Ele não teve escolha a não ser esticar os braços pros lados de nós dois, apoiando as mãos também no sofá. O beijo foi na hora, mas o pau dele ficou bem na entrada da buceta dela.
- Para um pouco, amor, e enfia o pau dele em mim - ela falou.
Estendi minha mão direita pra pegar o pau dele, que tava duro igual um cacete, coloquei na entrada da vagina dela, e ele enfiou de uma vez até o fundo.
Eu fiquei parado, mas o Javier não, ele deu uma porrada de estocadas, que a gente sentiu nos nossos sexos, tanto eu quanto minha namorada. Depois ele freou, esperando eu recomeçar as penetrações, e aos poucos fomos nos sincronizando, de um jeito que quando um entrava, o outro saía.
Depois de encaixados, aumentamos aqueles movimentos. Eu sentia o pau dele esfregando no A minha, que me dava um prazer indescritível, suponho que com ele fosse a mesma coisa, mas quem não deixou dúvidas sobre o prazer que sentia era a minha namorada. Os gemidos dela eram verdadeiros gritos.
- Uhm... vocês vão me matar de gostoo... não parem, seus putos... mais forteee... ahhhh...
Sabia que não ia aguentar muito mais, enfiei minha mão direita entre as pelves deles, esfregando bem forte o clitóris da minha namorada.
- Gozem logo, porque não aguento mais - falei, mas nem precisava, porque os dois já estavam à beira do orgasmo.
Nos soltamos praticamente ao mesmo tempo numa gozada apoteótica, os três sentíamos as contrações dos outros dois, ao mesmo tempo que as nossas. Ana sentia a gente enchendo os dois buracos dela de porra, os gritos dela foram estrondosos e deviam ter sido ouvidos no condomínio inteiro.
- Ahhhh... ahhhh... agggg... ahhhh...
Não conseguiu falar uma palavra, só gritos.
Quando nossos espasmos acabaram, Javier saiu primeiro e se jogou no outro braço do sofá. Ana desabou quase desmaiada no meu peito, a pica ainda dentro do cu dela e minhas bolas recebendo a porra dele que escorria até o assento do sofá.
Eu a abraçava por trás, com medo até de que ela caísse no chão. Logo Javier se aproximou e se ajoelhou do nosso lado.
- Ana, Ana, amor, o que você tem? Tá bem? Fala com a gente, Ana, diz alguma coisa, linda - a gente falava junto, muito preocupados porque ela não reagia.
Ela parecia querer falar, mas não conseguia emitir nenhum som.
- Molha uma toalha e traz - falei pro Javier, que saiu correndo pro banheiro e voltou na hora.
Colocou a toalha na testa dela e minha namorada deu um pulo, agitando os braços, parecendo que se recuperava. Ele continuou refrescando a testa, o rosto, o pescoço e os peitos dela. Aos poucos, ela foi abrindo os olhos e as mãos dela se agarraram nos braços do Javier.
- Tô... tô bem... - falou, fazendo a gente se acalmar. Imediato.
A recuperação dela, a partir daquele momento, foi muito rápida. Ela olhou pra um e pro outro e nos deu um sorrisão.
— Amor, que susto você nos deu — falei, dando um apertão nela contra o meu peito.
— Ana, como você tá, gostosa? — perguntou Javier, enquanto acariciava o cabelo dela.
— Não foi nada, é que eu não conseguia falar com vocês, mas ouvia tudo, tava no paraíso, juro. Me ajuda — pediu pra Javier, estendendo os braços pra ele levantá-la.
Com os braços dela no pescoço dele, ele se levantou, levando ela junto, com as pernas dela enrolando a cintura dele, até ficar de pé, os dois abraçados. Eu me levantei na hora, me colocando entre os dois pra ver o rosto da minha mina. Aí ela apoiou os pés no chão e ficamos os três abraçados, recuperando a normalidade que até pouco tempo atrás tava faltando.
Ela me olhou e viu que eu não consegui evitar que meus olhos ficassem marejados de lágrimas. Soltou o Javier e ficamos nós dois abraçados.
— Diego, amor, tô bem, sinto muito ter te preocupado, se acalma que não foi nada.
Essas palavras me deixaram ainda mais angustiado e umas lágrimas que eu já não aguentava mais. Tava muito nervoso, e ela me levou até o sofá, onde fez a gente sentar junto.
— Já passou, vida minha, se acalma, meu amor, não foi nada. Já tô bem, querido — ela dizia enquanto me abraçava e soluçava comigo.
Pouco depois, a gente se separou, e deu pra ver as lágrimas rolando pelas bochechas dos dois. Sorrimos e secamos uma da outra. A gente tava sozinho; Javier tinha ido embora, provavelmente pro quarto dele.
Do nosso lado, no sofá, tinha uma mancha enorme de porra.
— Nunca tinha te acontecido isso, meu amor — falei —, quando te vi naquele estado, quis morrer, céu. A culpa é minha por ser um cuck, nunca teria acontecido isso se eu fosse uma pessoa normal.
— Mas o que você tá dizendo? Você é o melhor namorado que uma garota poderia querer. O que você acha que é um Problema, é isso que está nos dando todas essas experiências maravilhosas, inclusive a que acabei de aproveitar.
— Tá bom, vamos parar por hoje, amor. Não tô com forças pra continuar.
— Claro, o que você quiser, meu amor. Amanhã é outro dia.
— Sim, mas o que aconteceu com você não é normal e amanhã quero que você marque uma consulta pra fazer um check-up geral. Você desmaiou, amor.
— Se é pra você ficar mais tranquilo, vou fazer isso.
— Então beleza, vamos limpar essa bagunça, nos lavar e pedir umas pizzas. Que tal?
Ela concordou, depois pegou a toalha molhada que estava no chão e limpou o sofá como deu. O chão estava cheio de manchas de porra pra todo lado, então fui pegar o esfregão pra limpar.
Depois fomos pro nosso quarto. Javier se aproximou com todo cuidado.
— Tudo bem? — ele disse da entrada. Ele tinha se vestido do nosso jeito habitual pra noite, a gente continuava pelado.
— Sim, pode entrar se quiser — ela disse, e ele se aproximou dando um abraço bem suave nela.
Nosso amigo não fez nenhum comentário, só abraçava ela.
— Valeu por se preocupar, mas juro que tô bem.
— Que susto você nos deu, pra nós dois — ele falou finalmente.
— Bom, mas já passou, e sabe o que eu digo? Que a gente tem que repetir isso, nunca me diverti tanto, pode crer.
Aí ela deu um tapa forte na bunda dele.
— Seus putos.
Eles riram, mas eu não tava tão tranquilo assim e só consegui dar um sorriso fraco.
— E agora vamos tomar um banho e pedir umas pizzas pra jantar. Depois, se quiserem, a gente vê TV um pouco.
Fui o primeiro a ir pro chuveiro, e Javier foi na hora pro quarto dele.
1 comentários - Javier nos ajuda (Capítulos 21 e 22)