Voltamos de Mar del Plata no meio da segunda semana de fevereiro. Mal tinha chegado e já caiu no Dia dos Namorados, e como já é tradição nessa data, não paro de receber as tais mensagens de amizade, não só dos amigos convencionais, mas também dos outros, os "amigarch".
Todos me desejam o melhor, mas o que realmente querem é comemorar o dia dando uma boa trepada comigo.
Obviamente que não dou conta de todos. Mas tem alguns que não posso deixar na mão. O Bruno era urgente. Apesar da escapada romântica com meu marido e da noite vulcânica que tive com os caras que conheci no bar do hotel, tava com vontade de ficar com ele de novo.
O Juan Carlos, o motorista de ônibus, também é presença garantida nessas datas. Já é costume a gente se encontrar nos nossos aniversários, então o dia do amor e da amizade não podia ser exceção.
Se não tivesse nenhum outro compromisso, adoraria ter um "remember" com o Damián, meu querido pintor de parede.
Pro Cholo tô devendo uma visita há um tempão.
O Benito, amigo do meu pai, já tava na fila. A gente vinha trocando mensagens depois de um tempo de silêncio total.
O Jorgito a qualquer momento.
E a lista continua, continua e continua...
Na sexta de manhã, meu marido me surpreende com um arranjo de flores, uma caixa de bombons em formato de coração e um ursinho de pelúcia com a frase "te amo" estampada no peito.
— Imagino que você vai ter tempo pra eu te dar o seu — falo depois de agradecer com entusiasmo pelos presentes.
— Se é o que eu tô pensando, tempo é o que não me falta — ele concorda com um sorriso.
Peço pra ele esperar só um momento, pego um pacote no guarda-roupa e entro no banheiro. Tiro a camisola, a calcinha, e, vestindo o presente dele, saio de volta pro quarto.
— E aí, gostou? — pergunto, exibindo além da minha nudez o relógio de pulso que tinha comprado pra ele.
O que ele tinha foi roubado em Mar del Plata, então achei que era o presente mais adequado, já que ele não gosta de ficar sem. Relógio no pulso, diz que tira a presença dele.
—Adorei! —exclama, embora não saiba se tá se referindo ao presente ou ao meu corpo.
—O relógio ou... a outra coisa? —pergunto sugestiva.
—Mmmm, deixa eu ver... —ele levanta da cama e se aproxima, exibindo um volume mais que notável por baixo da cueca.
Segura meu braço e contempla o relógio, admirando, como se estivesse mais satisfeito com esse acessório do que com o resto, até que me levanta no colo, me leva até a cama e, caindo os dois em cima dela, me diz todo brincalhão:
—Acho que dessa vez vou ficar com a embalagem.
A gente se beija longamente, um beijo de amor, de casados, sentindo aquela vibração que, apesar das crises e dos momentos ruins, ainda continua pegando fogo dentro da gente.
Bem como meu marido imaginava, a viagem pra Mardel deu resultado, permitindo a gente resolver aquelas diferenças que tavam nos afastando. Não que a gente esteja como quando recém-casou, mas tamo melhor e isso já é um baita passo adiante.
Tanto que, na volta dele de Mendoza, e depois do menage com os caras do hotel, a gente transou do jeito que não fazia há muito tempo. No último dia nem fomos pra praia, fodemos de manhã, de tarde e de noite. E até na volta, a gente parou na estrada e, fingindo um pneu furado, deu uma rapidinha.
Agora também tava tudo pegando fogo, com a libido nos envolvendo e nos devorando sem controle nem medida.
Foi uma trepada gostosa, prazerosa, agradável, mas uma trepada de casal, no fim das contas. Não sei o motivo, mas o sexo conjugal ainda não me satisfaz tanto quanto o que costumo ter por fora, na infidelidade. Até acho que se M....., em vez de meu marido, fosse meu amante, eu curtiria muito mais.
Depois do sexo, a gente tomou banho, se vestiu, e, depois de deixar o Ro na casa da minha sogra, cada um foi pro seu trampo. Bom, ele pelo menos, porque eu desviei o caminho pra casa do Bruno, com quem já tinha combinado na noite anterior, assim que recebi o oi dele.
Cheguei recém-tomada banho, com o cabelo ainda molhado. —Mmmm..., adoro sexo —ela me diz ao me receber.
—Acabei de transar com meu marido —confirmo, caso não tenha ficado claro.
—Isso me excita pra caralho! —exclama, me puxando na hora pra cama.
No travesseiro tem um buquê de rosas vermelhas e uma caixa de bombons, retangular, com um laço cheio de corações. Agradeço o presente com um beijo que compensa de sobra a atenção dele.
Sem parar de nos chupar, começamos a tirar a roupa, com aquela urgência que marca qualquer relação banhada pela aura do proibido.
Pelados, nos jogamos na cama, metendo as mãos por todo lado, nos molhando na umidade um do outro, sentindo crescer dentro da gente aquela paixão que, quando estamos juntos, chega a ser selvagem.
Ele se delicia primeiro com meus peitos, depois desce e me dá uma chupada foda na buceta, deixando meus lábios molhados e dilatados, prontos pra receber ele na imensidão toda.
Claro que retribuo a atenção com um boquete igualmente animado, e aí ele sobe em cima de mim e mete de uma vez só, começando logo aquele vai e vem gostoso sem o qual a vida não teria sentido nenhum.
Quanto prazer, e que diferença do meu marido.
Só de sentir ele, fico toda molhada, me derreto em volta do pau dele, que não para de se enterrar até o fundo do meu ser.
Rolamos na cama, cavalgando um no outro com frenesi, com intensidade, soltando faísca a cada golpe.
Isso não é sexo de casado, é sexo de traição, sexo infiel, o mais prazeroso, o que se curte com todos os sentidos.
De quatro, ele me aniquila, me parte ao meio, mete fundo até as bolas, com aquele sprint final que parece ecoar pela minha coluna toda.
Os barulhos molhados da penetração misturados com nossos gemidos aumentam minha libido, que já tá descontrolada.
Me sacudo toda quando o orgasmo chega. Me agarro nos lençóis e estico as pernas, enquanto Bruno desaba sobre meu corpo e goza dentro de mim com uma potência. Arrebatadora.
Uma maré leitosa arrasa todo o meu interior, uma enxurrada de porra que se dilui efusivamente pelos canais mais íntimos da minha buceta.
— Adoro te encher de leite! — ele sussurra safado, perverso.
— Quantas outras ouvem a mesma coisa! — retruco, ciente de que não devo ser a única amante que ele tem.
Ele se levanta e, com o pau duro e ainda escorrendo, me pergunta:
— Vai ficar pra uma segunda rodada?
— O quê, também quer encher meu cu?
— Sabe que eu gosto de fazer completo.
— Já... — eu rio — Até queria, mas vamos ter que deixar pra outro dia, mesmo sendo Dia dos Namorados, tenho que trabalhar.
Levanto e, depois de tomar um banho — o segundo em poucas horas —, me despeço do Bruno e sigo meu caminho.
Na verdade, não tinha que trabalhar, era só uma desculpa. Tinha combinado de encontrar o Lucho pra almoçar. Ele estava em Buenos Aires pra fazer a transferência da licença do táxi, então aproveitou pra me mandar uma mensagem.
"Que vontade de te ver...", respondi.
"Volto amanhã, então se quiser..."
E claro que eu queria...
Cheguei na churrascaria Don Julio à uma e meia. O Lucho já estava me esperando, olhando o cardápio enquanto saboreava um bom vinho. Nos cumprimentamos com um selinho, mesmo o lugar estando bem cheio. Nem pensei que alguém conhecido pudesse nos ver, foi só olhar pra ele e sentir que nunca tinha ido embora.
Em Santa Fé, as coisas parecem estar indo muito melhor do que aqui, já que ele insistiu em pagar o almoço sozinho, e depois me levou pra um motel categoria VIP. Claro que fez a reserva no dia anterior, assim que combinamos de nos ver, porque senão seria impossível achar um quarto disponível.
— Tão seguro assim de que eu ia aceitar ir pro motel com você? — perguntei quando ele me contou.
— Você teria recusado? — ele pergunta todo confiante.
— Claro que não — confirmo.
Lucho é um daqueles homens que, mesmo com o tempo passando, sempre vai ter um lugar no meu coração e na minha cama. Ele faz parte daquela confraria junto com o Cholo, o Damián, o Juan Carlos, o Jorgito e vários outros que são e serão meus amantes eternos. Homens com quem o sexo vira uma questão de amizade. O que se chama de amigos com benefícios.
A gente se beija e se deita na cama, dando às nossas mãos total liberdade pra percorrer o corpo um do outro.
É estimulante reconhecer as diferenças entre o Bruno e o Lucho poucas horas depois de estar com cada um deles.
Um é impetuoso, selvagem, até agressivo, o outro mais apaixonado e carinhoso. Na cama podem ser diferentes, mas os dois me satisfazem do jeito deles, me comendo como eu gosto.
A gente forma um 69 excitante e chupa tudo, eu mamando a rola quase até a raiz, ele se deliciando com a firmeza dos meus lábios, mordendo e chupando como se quisesse tirar suquinho.
Nessa posição, adoro especialmente chupar os ovos dele, assim gordos e duros como ficam. Meter a língua no meio e saborear o suor, aquele melado tão característico que se acumula embaixo e dos lados.
Eu levanto, me viro e sento em cima dele, pernas abertas, me acomodando em volta do corpo dele. Ninguém precisa fazer nada, a rola encontra sozinha o caminho pra dentro de mim, me preenchendo com aquela suficiência que tudo pode.
Me arrepio ao sentir como desliza dentro de mim, arrasando tudo no caminho. Relaxo, arqueio as costas e deixo fluir até os ovos encostarem. Solto um suspiro forte e começo a me mexer, pra frente e pra trás, pros lados, sentindo ele em toda sua extensão vigorosa.
A gente trepa como se quisesse se prender pra sempre um dentro do outro, sabendo que depois dessa tarde vai passar muito tempo até a gente se ver de novo.
Ninguém cede, pelo contrário, a gente intensifica a fricção, até explodir em mútua concordância, nos dissolvendo num orgasmo que não é dele nem meu, mas dos dois. Uma gozada compartilhada que nos leva pra aquela porção de Céu que nossas almas alcançam. Cada vez que a gente se encontra.
Ficamos exaustos, bufando de cansaço, sem parar de nos beijar nem acariciar, sentindo que esse reencontro é um presente que a gente tem que aproveitar ao máximo.
Apesar da gozada violenta, a pica do Lucho continua grossa e dura, como se a ação nem tivesse começado, então ele nem tira de dentro, só continua me comendo, chapinhando no meio da porra daquela primeira transa.
Só quando eu fico de quatro, sinto como, por causa da gravidade, o que ele acabou de inseminar em mim escorre pra fora. Mesmo assim ele continua, sem parar.
Me agarra firme pelas cadeiras e me bombeia com tudo, fluindo numa velocidade que de novo me nubla os sentidos, tomando conta de todo o meu ser, físico e espiritual.
Aquela segunda transa fica ecoando em mim muito depois de a gente se separar.
A gente teria continuado naquela putaria até o dia seguinte, mas o Lucho tinha vindo com a esposa e o bebê, que estavam esperando ele pra ir visitar a mãe dela, antes de voltar. Combinamos que eu cuidaria dos últimos detalhes da transferência da licença, já que ele precisava voltar pra Santa Fé o mais rápido possível.
Minha despedida foi com um boquete daqueles que ele deveria ter emoldurado e levado de lembrança. Claro que sei que ele vai ter outras amantes, muitas mais, mas dos meus lábios na pica dele ele nunca vai se esquecer.
— Tomara que a gente se veja logo... — falo quando deixo ele na esquina onde estavam hospedados, na casa de um parente em Lugano.
Ele faz menção de descer, mas no último momento para e, virando pra mim, me beija com uma paixão que reafirma mais uma vez o que a gente sente um pelo outro. Esse é um beijo de amor, não um beijo de casado nem de amizade, um beijo pelo qual, se ele me pedisse, eu o seguiria até o fim do mundo.
Mas ele não me pede.
Ver ele se afastar, saindo da minha vida mais uma vez, parte meu coração de novo. Não tenho vergonha de dizer que meus olhos ficam marejados e que algumas lágrimas escorrem pelo meu rosto. Mas é assim que é. Vida, a gente tá onde dá e não onde quer.
Foi assim que passou meu dia dos namorados, junto com os três homens mais importantes da minha vida, pelo menos nesse momento.
Meu marido, Bruno e Lucho...
O grande amor da minha vida, o pai do meu filho e o docinho capricho do meu coração...
Os três me encheram de amor, literalmente...

Todos me desejam o melhor, mas o que realmente querem é comemorar o dia dando uma boa trepada comigo.
Obviamente que não dou conta de todos. Mas tem alguns que não posso deixar na mão. O Bruno era urgente. Apesar da escapada romântica com meu marido e da noite vulcânica que tive com os caras que conheci no bar do hotel, tava com vontade de ficar com ele de novo.
O Juan Carlos, o motorista de ônibus, também é presença garantida nessas datas. Já é costume a gente se encontrar nos nossos aniversários, então o dia do amor e da amizade não podia ser exceção.
Se não tivesse nenhum outro compromisso, adoraria ter um "remember" com o Damián, meu querido pintor de parede.
Pro Cholo tô devendo uma visita há um tempão.
O Benito, amigo do meu pai, já tava na fila. A gente vinha trocando mensagens depois de um tempo de silêncio total.
O Jorgito a qualquer momento.
E a lista continua, continua e continua...
Na sexta de manhã, meu marido me surpreende com um arranjo de flores, uma caixa de bombons em formato de coração e um ursinho de pelúcia com a frase "te amo" estampada no peito.
— Imagino que você vai ter tempo pra eu te dar o seu — falo depois de agradecer com entusiasmo pelos presentes.
— Se é o que eu tô pensando, tempo é o que não me falta — ele concorda com um sorriso.
Peço pra ele esperar só um momento, pego um pacote no guarda-roupa e entro no banheiro. Tiro a camisola, a calcinha, e, vestindo o presente dele, saio de volta pro quarto.
— E aí, gostou? — pergunto, exibindo além da minha nudez o relógio de pulso que tinha comprado pra ele.
O que ele tinha foi roubado em Mar del Plata, então achei que era o presente mais adequado, já que ele não gosta de ficar sem. Relógio no pulso, diz que tira a presença dele.
—Adorei! —exclama, embora não saiba se tá se referindo ao presente ou ao meu corpo.
—O relógio ou... a outra coisa? —pergunto sugestiva.
—Mmmm, deixa eu ver... —ele levanta da cama e se aproxima, exibindo um volume mais que notável por baixo da cueca.
Segura meu braço e contempla o relógio, admirando, como se estivesse mais satisfeito com esse acessório do que com o resto, até que me levanta no colo, me leva até a cama e, caindo os dois em cima dela, me diz todo brincalhão:
—Acho que dessa vez vou ficar com a embalagem.
A gente se beija longamente, um beijo de amor, de casados, sentindo aquela vibração que, apesar das crises e dos momentos ruins, ainda continua pegando fogo dentro da gente.
Bem como meu marido imaginava, a viagem pra Mardel deu resultado, permitindo a gente resolver aquelas diferenças que tavam nos afastando. Não que a gente esteja como quando recém-casou, mas tamo melhor e isso já é um baita passo adiante.
Tanto que, na volta dele de Mendoza, e depois do menage com os caras do hotel, a gente transou do jeito que não fazia há muito tempo. No último dia nem fomos pra praia, fodemos de manhã, de tarde e de noite. E até na volta, a gente parou na estrada e, fingindo um pneu furado, deu uma rapidinha.
Agora também tava tudo pegando fogo, com a libido nos envolvendo e nos devorando sem controle nem medida.
Foi uma trepada gostosa, prazerosa, agradável, mas uma trepada de casal, no fim das contas. Não sei o motivo, mas o sexo conjugal ainda não me satisfaz tanto quanto o que costumo ter por fora, na infidelidade. Até acho que se M....., em vez de meu marido, fosse meu amante, eu curtiria muito mais.
Depois do sexo, a gente tomou banho, se vestiu, e, depois de deixar o Ro na casa da minha sogra, cada um foi pro seu trampo. Bom, ele pelo menos, porque eu desviei o caminho pra casa do Bruno, com quem já tinha combinado na noite anterior, assim que recebi o oi dele.
Cheguei recém-tomada banho, com o cabelo ainda molhado. —Mmmm..., adoro sexo —ela me diz ao me receber.
—Acabei de transar com meu marido —confirmo, caso não tenha ficado claro.
—Isso me excita pra caralho! —exclama, me puxando na hora pra cama.
No travesseiro tem um buquê de rosas vermelhas e uma caixa de bombons, retangular, com um laço cheio de corações. Agradeço o presente com um beijo que compensa de sobra a atenção dele.
Sem parar de nos chupar, começamos a tirar a roupa, com aquela urgência que marca qualquer relação banhada pela aura do proibido.
Pelados, nos jogamos na cama, metendo as mãos por todo lado, nos molhando na umidade um do outro, sentindo crescer dentro da gente aquela paixão que, quando estamos juntos, chega a ser selvagem.
Ele se delicia primeiro com meus peitos, depois desce e me dá uma chupada foda na buceta, deixando meus lábios molhados e dilatados, prontos pra receber ele na imensidão toda.
Claro que retribuo a atenção com um boquete igualmente animado, e aí ele sobe em cima de mim e mete de uma vez só, começando logo aquele vai e vem gostoso sem o qual a vida não teria sentido nenhum.
Quanto prazer, e que diferença do meu marido.
Só de sentir ele, fico toda molhada, me derreto em volta do pau dele, que não para de se enterrar até o fundo do meu ser.
Rolamos na cama, cavalgando um no outro com frenesi, com intensidade, soltando faísca a cada golpe.
Isso não é sexo de casado, é sexo de traição, sexo infiel, o mais prazeroso, o que se curte com todos os sentidos.
De quatro, ele me aniquila, me parte ao meio, mete fundo até as bolas, com aquele sprint final que parece ecoar pela minha coluna toda.
Os barulhos molhados da penetração misturados com nossos gemidos aumentam minha libido, que já tá descontrolada.
Me sacudo toda quando o orgasmo chega. Me agarro nos lençóis e estico as pernas, enquanto Bruno desaba sobre meu corpo e goza dentro de mim com uma potência. Arrebatadora.
Uma maré leitosa arrasa todo o meu interior, uma enxurrada de porra que se dilui efusivamente pelos canais mais íntimos da minha buceta.
— Adoro te encher de leite! — ele sussurra safado, perverso.
— Quantas outras ouvem a mesma coisa! — retruco, ciente de que não devo ser a única amante que ele tem.
Ele se levanta e, com o pau duro e ainda escorrendo, me pergunta:
— Vai ficar pra uma segunda rodada?
— O quê, também quer encher meu cu?
— Sabe que eu gosto de fazer completo.
— Já... — eu rio — Até queria, mas vamos ter que deixar pra outro dia, mesmo sendo Dia dos Namorados, tenho que trabalhar.
Levanto e, depois de tomar um banho — o segundo em poucas horas —, me despeço do Bruno e sigo meu caminho.
Na verdade, não tinha que trabalhar, era só uma desculpa. Tinha combinado de encontrar o Lucho pra almoçar. Ele estava em Buenos Aires pra fazer a transferência da licença do táxi, então aproveitou pra me mandar uma mensagem.
"Que vontade de te ver...", respondi.
"Volto amanhã, então se quiser..."
E claro que eu queria...
Cheguei na churrascaria Don Julio à uma e meia. O Lucho já estava me esperando, olhando o cardápio enquanto saboreava um bom vinho. Nos cumprimentamos com um selinho, mesmo o lugar estando bem cheio. Nem pensei que alguém conhecido pudesse nos ver, foi só olhar pra ele e sentir que nunca tinha ido embora.
Em Santa Fé, as coisas parecem estar indo muito melhor do que aqui, já que ele insistiu em pagar o almoço sozinho, e depois me levou pra um motel categoria VIP. Claro que fez a reserva no dia anterior, assim que combinamos de nos ver, porque senão seria impossível achar um quarto disponível.
— Tão seguro assim de que eu ia aceitar ir pro motel com você? — perguntei quando ele me contou.
— Você teria recusado? — ele pergunta todo confiante.
— Claro que não — confirmo.
Lucho é um daqueles homens que, mesmo com o tempo passando, sempre vai ter um lugar no meu coração e na minha cama. Ele faz parte daquela confraria junto com o Cholo, o Damián, o Juan Carlos, o Jorgito e vários outros que são e serão meus amantes eternos. Homens com quem o sexo vira uma questão de amizade. O que se chama de amigos com benefícios.
A gente se beija e se deita na cama, dando às nossas mãos total liberdade pra percorrer o corpo um do outro.
É estimulante reconhecer as diferenças entre o Bruno e o Lucho poucas horas depois de estar com cada um deles.
Um é impetuoso, selvagem, até agressivo, o outro mais apaixonado e carinhoso. Na cama podem ser diferentes, mas os dois me satisfazem do jeito deles, me comendo como eu gosto.
A gente forma um 69 excitante e chupa tudo, eu mamando a rola quase até a raiz, ele se deliciando com a firmeza dos meus lábios, mordendo e chupando como se quisesse tirar suquinho.
Nessa posição, adoro especialmente chupar os ovos dele, assim gordos e duros como ficam. Meter a língua no meio e saborear o suor, aquele melado tão característico que se acumula embaixo e dos lados.
Eu levanto, me viro e sento em cima dele, pernas abertas, me acomodando em volta do corpo dele. Ninguém precisa fazer nada, a rola encontra sozinha o caminho pra dentro de mim, me preenchendo com aquela suficiência que tudo pode.
Me arrepio ao sentir como desliza dentro de mim, arrasando tudo no caminho. Relaxo, arqueio as costas e deixo fluir até os ovos encostarem. Solto um suspiro forte e começo a me mexer, pra frente e pra trás, pros lados, sentindo ele em toda sua extensão vigorosa.
A gente trepa como se quisesse se prender pra sempre um dentro do outro, sabendo que depois dessa tarde vai passar muito tempo até a gente se ver de novo.
Ninguém cede, pelo contrário, a gente intensifica a fricção, até explodir em mútua concordância, nos dissolvendo num orgasmo que não é dele nem meu, mas dos dois. Uma gozada compartilhada que nos leva pra aquela porção de Céu que nossas almas alcançam. Cada vez que a gente se encontra.
Ficamos exaustos, bufando de cansaço, sem parar de nos beijar nem acariciar, sentindo que esse reencontro é um presente que a gente tem que aproveitar ao máximo.
Apesar da gozada violenta, a pica do Lucho continua grossa e dura, como se a ação nem tivesse começado, então ele nem tira de dentro, só continua me comendo, chapinhando no meio da porra daquela primeira transa.
Só quando eu fico de quatro, sinto como, por causa da gravidade, o que ele acabou de inseminar em mim escorre pra fora. Mesmo assim ele continua, sem parar.
Me agarra firme pelas cadeiras e me bombeia com tudo, fluindo numa velocidade que de novo me nubla os sentidos, tomando conta de todo o meu ser, físico e espiritual.
Aquela segunda transa fica ecoando em mim muito depois de a gente se separar.
A gente teria continuado naquela putaria até o dia seguinte, mas o Lucho tinha vindo com a esposa e o bebê, que estavam esperando ele pra ir visitar a mãe dela, antes de voltar. Combinamos que eu cuidaria dos últimos detalhes da transferência da licença, já que ele precisava voltar pra Santa Fé o mais rápido possível.
Minha despedida foi com um boquete daqueles que ele deveria ter emoldurado e levado de lembrança. Claro que sei que ele vai ter outras amantes, muitas mais, mas dos meus lábios na pica dele ele nunca vai se esquecer.
— Tomara que a gente se veja logo... — falo quando deixo ele na esquina onde estavam hospedados, na casa de um parente em Lugano.
Ele faz menção de descer, mas no último momento para e, virando pra mim, me beija com uma paixão que reafirma mais uma vez o que a gente sente um pelo outro. Esse é um beijo de amor, não um beijo de casado nem de amizade, um beijo pelo qual, se ele me pedisse, eu o seguiria até o fim do mundo.
Mas ele não me pede.
Ver ele se afastar, saindo da minha vida mais uma vez, parte meu coração de novo. Não tenho vergonha de dizer que meus olhos ficam marejados e que algumas lágrimas escorrem pelo meu rosto. Mas é assim que é. Vida, a gente tá onde dá e não onde quer.
Foi assim que passou meu dia dos namorados, junto com os três homens mais importantes da minha vida, pelo menos nesse momento.
Meu marido, Bruno e Lucho...
O grande amor da minha vida, o pai do meu filho e o docinho capricho do meu coração...
Os três me encheram de amor, literalmente...

23 comentários - Dia dos apaixonados...
Van diez puntos.
¿Realmente eres la de la foto?
Excelenterelato