Isso aconteceu comigo há quase um ano, quando voltava da faculdade. Como de costume, o ônibus estava tão lotado que mal dava pra se acomodar, parecia mais um Tetris. O motorista não parava nos pontos certos pra deixar gente subir, e quando alguém precisava descer, parava uns metros adiante pra evitar a multidão. Quando se viaja assim, é normal ter que aturar uma ou várias pessoas quase coladas no corpo. Obviamente, tem quem aproveita a situação e, disfarçadamente, gruda mais do que o normal. Foi o que rolou comigo naquele dia. Eu sentia várias pessoas quase em cima de mim, mas era o de sempre, até que comecei a sentir uma mão passando descaradamente nas minhas costas. Olhei, mas todo mundo ao redor parecia na sua. Então, ignorei a mão e segui como se nada tivesse acontecido. Pouco depois, senti de novo uma mão percorrendo, mas dessa vez na minha entreperna. Consegui ver quem era e fiz cara de "para com isso" pra ele perceber que era pra parar, mas parece que foi o contrário. O cara, vendo que eu não fiz nada, se atreveu mais e aproveitava cada solavanco do ônibus pra encostar a pica dura na minha perna. Eu não queria gritar nem muito menos arrumar confusão, porque o ônibus tava cheio e também não queria que alguém se achasse o herói. Então, continuei sem falar nada, aturando aquele babaca se esfregando. Ele continuou encostando, mas agora sem precisar das manobras fortes do ônibus, praticamente se punhetou à vontade na minha perna. Não vou negar que sentia um tesão no morbo da situação, embora já estivesse ficando nervosa porque o cara nem se preocupava em disfarçar. Parece que a putaria falava mais alto. Então, olhei pra ele e, bem baixinho, falei pra parar, que iam ver. Mas parece que ele não entendeu nada, porque eu, com medo de ser ouvida, só mexia os lábios com uma cara de pavor nervoso. O filho da puta continuou como se nada, e eu até sentia mais tesão naquilo. Eu ali, e ele se esfregando em mim. Na frente de toda aquela gente, ele tava com o pau duro colado na minha perna praticamente, então eu deixei, pensei "coitado, deve tar muito excitado e talvez não tinha onde enfiar", resumindo, deixei ele usar minha perna como instrumento de prazer. Nisso, ouvi bem alto: "QUE QUE CÊ TÁ FAZENDO, MANO!?" e o que tanto me deixava nervosa aconteceu: um cara enorme, tipo uns dois metros, viu ele e com certeza me viu também, que não tava com coragem de parar ele (nem imaginava que eu tava sentindo tesão na situação). E mais dois caras pularam perguntando "que que tá rolando aí, doido?" Eu quis me fazer de sonsa, mas aquele cara de quase dois metros tava ficando violento e sei lá, me saiu falar que o masturbador não tava me fazendo nada, até pedi por favor pra ele se acalmar que não tava rolando nada. O cara que tava se esfregando em mim ficou praticamente mudo, com cara de choque, eu tava tentando proteger ele apesar de ele literalmente se masturbar em mim. E o outro de dois metros falou "mas vi como se ele tava se aproveitando de você" e eu falei que nada a ver e olhei pro masturbador tipo "fala alguma coisa, burro" com cara de cumplicidade. O masturbador meio que entendeu e disse "é que é difícil ficar de pé, acabei de recuperar o equilíbrio" — uma desculpa que ele tinha sofrido um acidente e ficou meio mal. Eu queria rir, como ele se virou pra sair com uma merda dessas? Pensei "puta merda, esse cara vai se foder" mas parece que o grandão entendeu que nós dois tava nos protegendo e falou "ahhhhhh desculpa, mano, desculpa, sou um idiota". Depois me olhou e soltou um sorrisinho safado tipo "puta gostosa, hein". Me deu raiva, mas fazer o quê, eu que me meti nessa. Além disso, preferi isso a fazerem algo com aquele pobre coitado que só tava excitado, haha. Quando a coisa acalmou, o masturbador desceu rápido. E eu, na hora que tive que descer, tive que passar do lado daquele cara enorme e senti ele meter a mão no meu cu inteiro. Desci sem nem olhar pra ele, mas sabia que era ele. Fiquei uns dois dias me sentindo super... atrevida, mas quando passou, eu só lembrava daquela situação e sentia tesão e graça ao mesmo tempo. Foi meio bizarro, onde já se viu uma mocinha cobrir um punheteiro tão exposto, haja 🤔. Foi no dia em que evitei que batessem num daqueles tantos punheteiros que tem nos ônibus... Desde aquele dia, tento ser mais cuidadosa, mas não vou mentir: se alguém fizesse isso comigo de novo, talvez eu deixasse. Me dá muito tesão uma situação assim, ainda mais se formos descobertos. Mas é isso, tento cortar esse tipo de momento antes que piore. Só penso em me deixar levar quando estou naqueles dias em que o tesão fala mais alto que a dignidade ou o caráter, como naquela vez no ônibus. Enfim, foi uma das situações mais excitantes que já vivi num transporte público.
4 comentários - Voltando da faculdade.