Jake e eu almoçamos sozinhos. Papai e mamãe só acordaram às quatro da tarde e nem se deram ao trabalho de falar com a gente sobre como chegaram às cinco da manhã. Jake e eu tentamos agir naturalmente o dia inteiro. Ninguém tocou no assunto da conversa que tivemos mais cedo.
A gente evitou fazer muitas coisas juntos. Se eu via TV, ele nadava na piscina. Se eu nadava na piscina, ele lia um livro no quarto dele. Se eu lia um livro no meu quarto, ele preparava algo pra comer. No fim, mal nos olhamos.
Mas chegou a hora do jantar e nossos pais nos chamaram pra comer. Como sempre, Jake e eu sentamos um do lado do outro e nossos pais na frente. Papai nos deu uma carranca inquietante.
— O que há com vocês? — perguntou.
Jake e eu não nos olhamos, mas eu sabia que estávamos com a mesma expressão nervosa.
— Nada — respondeu meu irmão — Por quê?
Ah, idiota. Não precisava perguntar por quê. Isso estraga tudo. Isso faz a conversa se esticar e papai perceber de verdade que algo rolou entre a gente, que nos beijamos e que eu o vi batendo uma.
— Vocês estão agindo estranho — ele nos olhou desconfiado — O que estão tramando? Aconteceu alguma coisa?
Forcei um sorriso malicioso.
— Uhum — falei — Estamos planejando conquistar o mundo, mas não contem pra ninguém.
Papai e mamãe reviraram os olhos e continuaram comendo e falando das coisas deles. Jake mexeu o pé descalço debaixo da mesa e deu um leve toque na sola do meu. O que ele queria dizer com aquilo? Que eu era a garota mais inteligente do mundo? Isso eu já sabia. Esperava que não fosse nenhum tipo de insinuação.
Já tinha escurecido, mas por algum motivo aquela noite estava sendo a mais quente de todo o verão. À meia-noite, levantei, coloquei o biquíni e saí pra piscina. Sem pensar duas vezes, mergulhei de cabeça na água e meu corpo agradeceu o refresco. Quando subi à superfície e tirei a água e o cabelo dos meus olhos, consegui vislumbrar uma silhueta. Sentada na beira da piscina.
Jake estava completamente molhado, então tinha tido a mesma ideia que eu alguns minutos antes. Minha cara era de surpresa, a dele de diversão.
— Às vezes acho que somos gêmeos e que nossos pais não lembram — disse ele — Não entendo como a gente consegue pensar exatamente igual em algumas ocasiões.
— Bom, irmãozinho — falei, provocando — Tava calor e a gente tem piscina. Não precisa ser gêmeo nem irmão de ninguém pra ter essa grande ideia.
Nadei até ele, me enfiando na parte mais funda, onde não dava pra tocar o fundo. Me apoiei na borda do lado dele, cruzando os braços e descansando o queixo neles. Jake chutava a água da piscina, balançando os pés igual criança num banco muito alto.
Ele levantou a mão e tirou um fio molhado da minha testa. Me olhava de um jeito que devia ser errado, mas que infelizmente eu gostava.
— Continuo tendo problemas com você — confessou — Não consigo evitar. Isso tá me dando muito tesão, e tesão é meio viciante.
— Também tô tendo problemas — sussurrei bem baixinho, como se no fundo esperasse que ele não ouvisse.
Ele assentiu, como se já esperasse. Tomei impulso e sentei do lado dele, tomando cuidado pra não encostar nem roçar. Respirei fundo e soltei o ar devagar.
— Isso não devia estar acontecendo — falei.
— Será que é tão ruim assim? — ele olhou pro lado, todo envergonhado pela pergunta.
Me arrepiei.
— Acho que sim.
Não podia existir atração sexual entre a gente. Era contra a natureza. Devíamos amarrar uma corda numa árvore e nos enforcar. A gente era uns doentes.
— Não acho que seja pior do que toda essa galera que transa por prazer com alguém que não liga. A gente se ama. Sei que é idiota falar isso em voz alta, mas nós dois sabemos que a gente se ama. Irmãos fazem isso. Não pode ser pior do que isso…
— Cê tá me pedindo pra transar? — arfei.
Ele arregalou os olhos.
— Não! Tô dizendo que seja lá o que estiver rolando entre a gente, que no máximo o que a gente fez foi… O que rolou foi só um beijo, não pode ser pior que aquela gente que vai até o fim e não sente nada de verdade. Pelo menos entre nós tem carinho.
Eu podia vomitar. Devia querer vomitar. Esse tipo de coisa é o que deveria dar nojo na gente. Mas não, eu estava tão desgraçadamente nervosa como se estivesse na frente do homem da minha vida.
A gente se olhou, se olhou e se olhou. Minha mão tremia na borda de granito da piscina. Mordi a língua tentando me controlar. A gente continuou se olhando, tentando decifrar as coisas sem falar nada. Me mata agora mesmo. Tomara que caísse um meteorito e partisse minha cabeça. Sabia que a chance disso acontecer era quase zero, mas eu queria ser aquela porcentagem azarada. Talvez sortuda, considerando a situação da qual queria fugir.
Passei a língua nos lábios, nervosa. Jake fez o mesmo. A respiração dele estava acelerada. Eu não respirava.
— Fala alguma coisa — ele implorou.
Soltou um som lastimável, tipo um choro, tipo um gemido. Deixei minha testa cair no ombro dele e supliquei pra que essa tensão sexual sumisse entre a gente.
Jake me envolveu com um braço e me apertou contra ele. O cheiro dele me embriagou como nunca antes. Era ridículo. Por que isso tava acontecendo agora? Era porque eu tinha me dado o luxo de pensar na possibilidade? Alguém devia estar brincando com a gente. Um gênio maligno, diria Descartes, que queria se divertir com nossos sentimentos incestuosos.
Acabei encaixando meu rosto no pescoço dele. Enrolei os braços no torso dele e aproveitei aquele abraço como nunca tinha aproveitado nenhum outro. Agora sim eu estava tremendo e esperava que fosse porque a temperatura do ambiente tinha finalmente caído. Tinha que ser o frio.
A respiração de Jake brincou com meus cabelos no topo da minha cabeça. Um arrepio percorreu toda minha espinha. Eu ia desmaiar nos braços dele. Esperava desmaiar. Assim a gente não fazia nada estúpido. Ele me levaria pro meu quarto e tudo terminava ali.
— Deixa eu te beijar — a voz dele era trêmula— Só mais uma vez. É… é… frustrante.
O rosto dele começou a se afastar de mim, me procurando. Os lábios dele encontraram minha testa e os meus beijaram seu pescoço. Jake rosnou baixinho e essa foi a única resposta que ele precisou pra saber que eu também precisava sentir a boca dele na minha.
Ele desceu traçando um caminho de beijos no meu rosto, pelas minhas pálpebras, minha têmpora, meu nariz, minhas bochechas, até que finalmente encontrou o canto dos meus lábios, o que me fez soltar um suspiro profundo. Então minha boca despertou e eu prendi o lábio inferior dele entre os meus. Ele gemeu de prazer e logo paramos de nos preocupar tanto.
O beijo se intensificou e nossas línguas dançaram juntas com luxúria. Minhas unhas se cravaram no abdômen e nas costas dele sem pensar no que fazia. Jake rosnou entre dolorido e excitado e tirou as mãos de mim, para me deitar sob o peso dele. Ele me esmagou e eu senti ele. O tecido do short de banho dele era fino demais pra ereção passar despercebida e eu, só com um biquíni pequeno, podia sentir tudo.
Eu levantei meus quadris como um impulso inato, sem pensar, e ele se esfregou em mim de um jeito que não devia. Ah, céus. Eu estava nas nuvens.
Prendi a cabeça dele entre minhas mãos e acariciei o cabelo dele. A boca dele abandonou a minha e começou a beijar meu pescoço e descer pela minha clavícula. Os quadris dele continuavam pressionando a parte baixa do meu corpo, com um descaro selvagem, e eu sabia que podia gozar daquele jeito. Me esfreguei nele com a mesma loucura e gemi de desejo. Mordi meu lábio tentando me segurar, mas Jake me fazia querer gritar.
A boca dele chegou ao meu esterno, bem no meio dos meus dois peitos. Ele mordeu a tira do meu biquíni que estava naquele lugar e puxou de leve. Os triângulos do meu maiô se mexeram, roçando tentadoramente meus mamilos. O roçado causou arrepios que viajaram dos meus peitos pra todo o meu corpo. Eu gemi e ele deu uma risadinha.
Ah, que alguém nos pare.
Ele parou de morder a tira e continuou descendo. Os beijos dele Fizeram minha pele arrepiar. Minha barriga ficou dura de tensão e ainda mais quando a língua dele entrou no meu umbigo. Ele parou ali um momento, me torturando. Não fazia ideia de que meu umbigo era tão sensível.
Vou morrer, vou morrer.
Então ele colocou uma mão na minha coxa e empurrou pra separar da outra. Abri minhas pernas sem resistir e ele se posicionou no meio. A boca dele continuava na minha barriga, distribuindo beijos como o Papai Noel dos beijos.
O que ele vai fazer agora? Ele vai fazer? Mãe Santíssima.
Ele depositou um beijo no tecido do meu biquíni, no meu monte de Vênus, e bem naquele momento, porra, maldita seja, uma luz acendeu em casa.
Jake se afastou de mim como um espírito assustado e eu me sentei quase na mesma velocidade. Nos olhamos com pânico, embora soubéssemos que naquela distância e com a escuridão da noite, ninguém teria nos visto ou nada.
Uma silhueta apareceu na janela que dava pra piscina e ficou olhando na nossa direção. A figura era curvilínea e pequenininha. Nossa mãe.
— Dyane? Jake? São vocês?
— Quem mais seria? — respondeu Jake com a voz rouca — Tava um calor do caralho e a gente teve a brilhante ideia de usar essa piscina milagrosa. Vem?
— Já é tarde pra nadar, vão pegar um resfriado. Pra dentro, os dois.
Naquela hora, quis matar minha mãe. Que o meteorito partisse a cabeça dela. Jake estava prestes a colocar a boca no lugar certo e ela teve que interromper. Ah, mas que se foda, eu deveria estar aliviada com essa interrupção.
Jake se levantou e me estendeu a mão. Nós dois entramos e seguimos a mãe até a cozinha. Ela preparou um leite pra gente e ficou comendo um pote inteiro de sorvete. Nós fomos pros nossos quartos com nossos copos de leite.
Leite, leite, leite. A toalha do Jake estava no cesto de roupa suja, cheia de porra. A porra dele. Ele que lavasse. Seria nojento colocar na máquina com o resto das coisas. Mamãe podia perceber. Jake Às vezes ele era um idiota. Ah, mas que idiota gostoso pra caralho.
Idiota! Ele é seu irmão! Lembra?
Enfiei a cabeça no travesseiro e fiquei choramingando, me recusando a apagar o fogo entre minhas pernas. Não ia me tocar, não ia me tocar.
Depois de minutos que pareceram uma eternidade, minha mãe voltou pro quarto e eu ainda estava acordada, sem conseguir me livrar daquela sensação de fogo queimando nas minhas veias. Depois de mais alguns minutos eternos, ouvi outro barulho. Olhei a hora no relógio e me perguntei quem poderia estar se levantando de novo às duas da manhã.
Quem pode estar tão sem sono quanto você, sua bobinha?
Chorei mais alto, reclamando, implorando pra que Jake não viesse aqui. Devia ter trancado a porta. Apertei o travesseiro com mais força contra a cabeça, desejando explodir meu crânio e morrer na hora.
Ouvi a porta do meu quarto abrir, depois fechar, e num segundo a tranca estava posta. Fiquei tensa, mas aquela coisa dentro de mim acordou e eu não quis mandar ele embora. Fiquei parada debaixo do travesseiro e lembrei que ainda estava só de biquíni. Nem tinha me enfiado debaixo dos lençóis por causa do calor que fazia.
— Dy —ele sussurrou, como se estivesse me pedindo algo— Dy, ei.
Ele sentou do meu lado e eu continuei enfiada debaixo do travesseiro igual uma avestruz. Covarde! Mesmo assim você tá morrendo de vontade que ele te toque, sabe disso.
— Ei… não sei se peço desculpas ou o quê. Sei que foi errado, mas você… eu… nenhum de nós parecia querer parar.
Ah, eu queria. Mentirosa!
Uma mão pousou nas minhas costas, mas era uma mão tímida. Ela deslizou devagar até minha cintura e começou a fazer círculos lentos e sedutores. Minha pele se arrepiou com o toque. Mas minhas costas ou minha cintura não eram o lugar onde eu realmente precisava da mão dele. De costas assim, me sentia tão exposta. Será que ele não percebia?
— Dyane. Você tá brava? —eu gemi chorosa— Triste? Se sentindo culpada por isso?
Sim! Não! É uma loucura.
— Eu também me sinto culpado, mas é como se… como se eu quisesse que não me importasse. A gente devia parar, mas não consigo —a mão dele deslizou lentamente pela curva das minhas costas e subiu até minha bunda— Eu… por favor, me manda parar.
Não vou. Não vou. Continua, por favor.
Eu estava tensa, sem me mover um milímetro sequer. A mão dele cobriu inteiramente uma das minhas nádegas e apertou de leve. Porra, mãe do céu, só mais um pouquinho pra baixo e a gente ia se entender. Eu queria ele num lugar bem específico, senão ia morrer de combustão espontânea.
—Dy, me manda parar.
A mão dele acariciou minha bunda toda. A cama se mexeu e senti ele plantar um beijo entre minhas escápulas.
—Fala logo ou vai ser tarde demais.
Eu soltei um choramingo de idiota, mas aquele choro não era de tristeza, era um que pedia algo. Um "por favor" sem palavras.
O dedo indicador dele percorreu minha nádega bem na borda do tecido do meu biquíni. Aos poucos, aquele dedo começou a se enfiar no desconhecido. Isso, por favor! A mão dele chegou no lugar. O dedo pressionou minha entrada coberta pelo pano do biquíni. Passou pelos meus lábios cobertos e eu tremi. A tensão sumiu e eu me movi contra o dedo dele. De repente, a mão inteira agarrou ali e apertou. Soltei um gemido. Outro aperto, outro gemido. O dedo dele se enterrou no lugar onde estaria meu botão do prazer se eu estivesse nua.
Eu me rebolava diante da carícia perfeita dele. O dedo pressionava, se mexia e sabia exatamente o que fazer.
É teu irmão! É teu irmão! Gritava alguma coisa no fundo da minha cabeça. Muito no fundo.
Ele me atormentou por um tempo. Eu tentava não gemer muito alto, porque não queria ser pega. Mesmo com o trinco posto, se nos ouvissem, bateriam na porta, notariam que estava trancada e saberiam que algo rolava. Quando vissem o Jake saindo do meu quarto, pensariam o pior… e estariam certos.
Arrepios percorriam meu corpo inteiro e minha virilha queimava com um calor intenso. Enterrei o rosto no colchão, decidida a não gemer. O trabalho era difícil, porque Jake continuava esfregando em cima do biquíni e a sensação era perturbadora.
—Dy —avisou, tirando a mão da minha buceta.
Soltei um gemido de frustração e afundei meus quadris na cama, tentando abafar o calor me esfregando sozinha. Antes que eu pudesse levar uma das minhas mãos até o lugar onde precisava, Jake começou a descer minha calcinha devagar, deixando minha bunda à mostra.
Solucei com a sensação de culpa me invadindo, porque nunca na vida tinha desejado tanto algo antes. Jake tinha razão, isso era muito erótico e o erotismo é viciante.
A lentidão dele me frustrava, parecia querer me dar tempo pra desistir, mas eu, a sem-vergonha, simplesmente levantei os quadris pra ele conseguir descer a peça mais fácil. Ele soltou um gemido longo e profundo e terminou deixando toda minha bunda nua, com o biquíni enrolado nas minhas coxas.
— Ah, Dyane — a voz rouca dele me excitou.
Então a mão dele voltou a se enfiar no meu segredo. Porra. Ele percorreu meus lábios escorregadios com os dedos e murmurou algo sobre a umidade. Minha mente já tinha ido embora completamente e a voz dele não era clara o suficiente pra eu entender. Os dedos dele me percorreram de cima a baixo, roçando meu clitóris e provocando minha entrada. Uma e outra vez, ele apertava meu botãozinho e o dedo indicador voltava pro meu buraco, fazendo círculos lentos, mas sem nunca entrar.
Meus quadris se moviam contra a mão dele, tentando um toque mais forte. Aí ele mudou de tática. Quatro dos dedos dele ficaram no meu clitóris e arredores, esfregando de um lado pro outro numa velocidade constante que mandava choques elétricos pelo meu corpo todo, e o polegar dele insistia na minha entrada.
Fez círculos na borda do meu anel, alargando, sentindo como eu ficava mais molhada a cada segundo. Me mexi que nem uma idiota, tentando me satisfazer. Queria que o dedo dele parasse de brincar e entrasse em ação. Gemi alto pela quantidade de sensações concentradas numa única área do meu corpo e soube que Jake tinha me ouvido. Não tinha mais nada a esconder.
— Por favor, Jake — implorei, me movendo na direção dele.
O dedo dele entrou em mim de pronto, me fazendo soltar um gemido mais alto, surpreso, completamente excitada.
—Shh —ele me calou— Podem nos ouvir.
Ah, porra, que importava? Jake começou a esfregar mais rápido sem deixar tempo entre cada tremor de prazer. Agora ele tava gozando cada segundo e eu só queria gritar. Foi ainda mais rápido, a ponto de eu pensar que ia causar queimaduras na minha buceta de tanto atrito. Ouvi ele grunhir uma e outra vez, bufar, roncar excitado e soube que ele também tava se masturbando.
—Ah —soltei num tom mais alto do que pensei— Ah, Jake. Merda.
Me mexi que nem uma louca na mão dele e a mão dele se mexeu loucamente em mim. Parecia quase no modo vibrador e as ondas de prazer me levaram ao topo. Explodi num orgasmo devastador e as convulsões das paredes internas da minha buceta prenderam o polegar do meu irmão. Ele continuou movendo a mão rapidamente, me torturando enquanto eu gozava.
—Merda, merda, merda —gemi entre os dentes.
Então, enquanto meu orgasmo durava e eu gemia e mordia os lençóis, ele começou a se mover por cima de mim. Não! Ele não ia me penetrar, né?
Ah, mas você quer, foxy. Quer ele dentro de você.
O pau dele roçou minhas nádegas e ele esmagou entre minhas bandas. Começou a se mover por cima de mim. Não ia me penetrar. Ia gozar nas minhas costas. Ainda não parava de tocar minha buceta enquanto se esfregava entre minhas nádegas. Eu tinha ficado completamente mole depois do orgasmo devastador e ele tava mais suave agora enquanto acariciava minha buceta, como amassando pra fazer descansar.
Era tão gostoso.
—Ah, puta merda, porra. Tô gozando, Dy. Vou te sujar, desculpa.
Ele grunhiu forte antes de uma explosão de líquido quente cair na base das minhas costas, bem na parte baixa. Parou de me acariciar enquanto se concentrava totalmente no orgasmo dele, se contorcendo em cima de mim, fazendo a cama chiar de um jeito perturbador.
Ele parou e suspirou. Eu suspirei junto com ele debaixo do travesseiro. Ainda não queria mostrar minha cara de foxy. Tava morrendo de vergonha. Eu tinha gostado tanto daquilo.
Ele apoiou as mãos de cada lado do meu corpo e deu um beijo nas minhas costas. Aí saiu de cima de mim meio cambaleando e se jogou do meu lado, de costas pro colchão. Foi nessa hora que decidi que já era hora de mostrar a cara. Tirei a cabeça de baixo do travesseiro e olhei pra ele preocupada.
A luz da lua que entrava pela janela devia ter me denunciado, porque ele pareceu assustado quando me viu.
— Você chorou? — eu assenti. Ele virou pra mim e me deu um beijo na bochecha — Ei, desculpa. Vou pegar algo pra te limpar.
— Não precisa se desculpar, Jake. Se eu não te parei, foi porque eu quis.
Ele sorriu meio sem graça. O pau dele ainda tava pra fora da cueca, então ele guardou antes de levantar e pegar uma das minhas toalhas na cadeira do canto.
— Não se mexe — ele disse — ou vai manchar a cama.
Não me mexi. Ele voltou, se ajoelhou do meu lado e limpou minhas costas com minha toalha favorita. Quase reclamei, mas já tava tudo tão fodido que tanto faz. Quando tava limpa do sêmen dele, ele subiu meu biquíni e finalmente pude me virar. Ele jogou a toalha amassada no canto onde tava a cadeira, ela caiu debaixo dela, e ele se deitou do meu lado.
— Você vai ficar? — perguntei meio ansiosa.
— Talvez não devesse — ele murmurou, e eu soube que ele tava pensando a mesma coisa que eu.
No dia seguinte, nossos pais podiam nos pegar. O que iam pensar? Talvez só imaginassem que a gente tava sendo bons irmãos. Talvez eles não tivessem a mente tão suja quanto a gente e não pensariam nada de mais. O que eu sabia?
— Só um pouco — pedi.
Ele virou a cabeça pra mim e sorriu.
— Tá bom.
— Ei. A gente tem que lavar essas toalhas — falei — Mamãe pode perceber quando fuçar na roupa suja.
— Já lavei a minha. Amanhã lavo a sua.
Meu peito apertou. Era estranho ouvir ele dizer que faria algo por mim. Que lavaria minha toalha. Era verdade que ele tinha sujado, mas mesmo assim, Jake nunca tinha lavado nem uma colher que eu tivesse usado.
Me virei Em direção a ele e apoiei minha mão no peito dele. Dava pra sentir o coração acelerado dele e sabia que eu estaria igual. A gente se olhou por uns segundos antes de meus olhos fecharem de cansaço. Me aninhei do lado dele, enrolei meu braço em volta do corpo dele e encostei minha cabeça no peito dele. Não era a primeira vez que a gente se abraçava daquele jeito, quando via filmes ou quando eu tava triste por causa das brigas do papai e da mamãe, mas agora tudo era completamente diferente.
Ele deu um beijo na minha cabeça e começou a acariciar meu cabelo com uma mão. Depois de um tempo, eu já tinha apagado de vez.
Acordei com o barulho de uns nós dos dedos batendo na porta do meu quarto. Jake e eu nos olhamos assustados. O idiota não tinha voltado pra cama dele depois que eu dormi, mas não culpava ele; devia estar tão cansado quanto eu.
— Tá aí, querida? — perguntou a mamãe — Por que trancou a porta?
— Ah, hum… — gaguejei me levantando da cama — Tava me vestindo — inventei — Já vou abrir.
Peguei a mão do Jake e levei ele até meu armário. Abri as portas, empurrei ele pra dentro e a gente se olhou meio assustado. Ele começou a me passar alguma roupa pra vestir.
— Viu seu irmão? Não tá no quarto dele, nem no banheiro ou na piscina. Será que saiu?
Mordi o lábio, pensando.
— Não vi ele não, mamãe — aí, mais baixo, falei pro Jake — Escuta, vou pegar teu short de praia, você veste, sai pela minha janela e vai pra praia. Quando voltar, diz que saiu cedo.
— Como você mandar, chefe — ele se inclinou e me beijou na bochecha, me olhando com malícia e carinho.
Me arrepiei. Fechei as portas, subi o zíper do meu short e arrumei o decote da minha blusa. Fui destrancar o quarto e abri pra mamãe. Ela já não tava mais lá.
Corri pro quarto do Jake e não peguei os shorts que estavam em cima da cadeira dele com roupa suja. Mamãe podia ter visto ali quando procurou meu irmão antes, então seria estranho sumir do nada se Jake Não tava em casa. Abri as gavetas e peguei uma nova. Voltei pro meu quarto e entreguei pra ele. Ele saiu pela janela.
Quando voltou uma hora depois, ninguém desconfiou de nada. Disse que tinha saído cedo por causa do calor e que tinha ido nadar na praia. Na real, ele tava todo molhado e a mãe deu uma bronca nele por sentar no sofá e encharcar tudo. De tarde, nós quatro fomos pro centro, tomamos sorvete e compramos um presente pro vô, que ia fazer aniversário na semana seguinte.
A Ana me ligou às oito da noite pra me chamar pra ir numa balada. O Jake foi convidado pra casa de um amigo. Saímos lá pras nove e cada um foi pro seu lado.
A gente evitou fazer muitas coisas juntos. Se eu via TV, ele nadava na piscina. Se eu nadava na piscina, ele lia um livro no quarto dele. Se eu lia um livro no meu quarto, ele preparava algo pra comer. No fim, mal nos olhamos.
Mas chegou a hora do jantar e nossos pais nos chamaram pra comer. Como sempre, Jake e eu sentamos um do lado do outro e nossos pais na frente. Papai nos deu uma carranca inquietante.
— O que há com vocês? — perguntou.
Jake e eu não nos olhamos, mas eu sabia que estávamos com a mesma expressão nervosa.
— Nada — respondeu meu irmão — Por quê?
Ah, idiota. Não precisava perguntar por quê. Isso estraga tudo. Isso faz a conversa se esticar e papai perceber de verdade que algo rolou entre a gente, que nos beijamos e que eu o vi batendo uma.
— Vocês estão agindo estranho — ele nos olhou desconfiado — O que estão tramando? Aconteceu alguma coisa?
Forcei um sorriso malicioso.
— Uhum — falei — Estamos planejando conquistar o mundo, mas não contem pra ninguém.
Papai e mamãe reviraram os olhos e continuaram comendo e falando das coisas deles. Jake mexeu o pé descalço debaixo da mesa e deu um leve toque na sola do meu. O que ele queria dizer com aquilo? Que eu era a garota mais inteligente do mundo? Isso eu já sabia. Esperava que não fosse nenhum tipo de insinuação.
Já tinha escurecido, mas por algum motivo aquela noite estava sendo a mais quente de todo o verão. À meia-noite, levantei, coloquei o biquíni e saí pra piscina. Sem pensar duas vezes, mergulhei de cabeça na água e meu corpo agradeceu o refresco. Quando subi à superfície e tirei a água e o cabelo dos meus olhos, consegui vislumbrar uma silhueta. Sentada na beira da piscina.
Jake estava completamente molhado, então tinha tido a mesma ideia que eu alguns minutos antes. Minha cara era de surpresa, a dele de diversão.
— Às vezes acho que somos gêmeos e que nossos pais não lembram — disse ele — Não entendo como a gente consegue pensar exatamente igual em algumas ocasiões.
— Bom, irmãozinho — falei, provocando — Tava calor e a gente tem piscina. Não precisa ser gêmeo nem irmão de ninguém pra ter essa grande ideia.
Nadei até ele, me enfiando na parte mais funda, onde não dava pra tocar o fundo. Me apoiei na borda do lado dele, cruzando os braços e descansando o queixo neles. Jake chutava a água da piscina, balançando os pés igual criança num banco muito alto.
Ele levantou a mão e tirou um fio molhado da minha testa. Me olhava de um jeito que devia ser errado, mas que infelizmente eu gostava.
— Continuo tendo problemas com você — confessou — Não consigo evitar. Isso tá me dando muito tesão, e tesão é meio viciante.
— Também tô tendo problemas — sussurrei bem baixinho, como se no fundo esperasse que ele não ouvisse.
Ele assentiu, como se já esperasse. Tomei impulso e sentei do lado dele, tomando cuidado pra não encostar nem roçar. Respirei fundo e soltei o ar devagar.
— Isso não devia estar acontecendo — falei.
— Será que é tão ruim assim? — ele olhou pro lado, todo envergonhado pela pergunta.
Me arrepiei.
— Acho que sim.
Não podia existir atração sexual entre a gente. Era contra a natureza. Devíamos amarrar uma corda numa árvore e nos enforcar. A gente era uns doentes.
— Não acho que seja pior do que toda essa galera que transa por prazer com alguém que não liga. A gente se ama. Sei que é idiota falar isso em voz alta, mas nós dois sabemos que a gente se ama. Irmãos fazem isso. Não pode ser pior do que isso…
— Cê tá me pedindo pra transar? — arfei.
Ele arregalou os olhos.
— Não! Tô dizendo que seja lá o que estiver rolando entre a gente, que no máximo o que a gente fez foi… O que rolou foi só um beijo, não pode ser pior que aquela gente que vai até o fim e não sente nada de verdade. Pelo menos entre nós tem carinho.
Eu podia vomitar. Devia querer vomitar. Esse tipo de coisa é o que deveria dar nojo na gente. Mas não, eu estava tão desgraçadamente nervosa como se estivesse na frente do homem da minha vida.
A gente se olhou, se olhou e se olhou. Minha mão tremia na borda de granito da piscina. Mordi a língua tentando me controlar. A gente continuou se olhando, tentando decifrar as coisas sem falar nada. Me mata agora mesmo. Tomara que caísse um meteorito e partisse minha cabeça. Sabia que a chance disso acontecer era quase zero, mas eu queria ser aquela porcentagem azarada. Talvez sortuda, considerando a situação da qual queria fugir.
Passei a língua nos lábios, nervosa. Jake fez o mesmo. A respiração dele estava acelerada. Eu não respirava.
— Fala alguma coisa — ele implorou.
Soltou um som lastimável, tipo um choro, tipo um gemido. Deixei minha testa cair no ombro dele e supliquei pra que essa tensão sexual sumisse entre a gente.
Jake me envolveu com um braço e me apertou contra ele. O cheiro dele me embriagou como nunca antes. Era ridículo. Por que isso tava acontecendo agora? Era porque eu tinha me dado o luxo de pensar na possibilidade? Alguém devia estar brincando com a gente. Um gênio maligno, diria Descartes, que queria se divertir com nossos sentimentos incestuosos.
Acabei encaixando meu rosto no pescoço dele. Enrolei os braços no torso dele e aproveitei aquele abraço como nunca tinha aproveitado nenhum outro. Agora sim eu estava tremendo e esperava que fosse porque a temperatura do ambiente tinha finalmente caído. Tinha que ser o frio.
A respiração de Jake brincou com meus cabelos no topo da minha cabeça. Um arrepio percorreu toda minha espinha. Eu ia desmaiar nos braços dele. Esperava desmaiar. Assim a gente não fazia nada estúpido. Ele me levaria pro meu quarto e tudo terminava ali.
— Deixa eu te beijar — a voz dele era trêmula— Só mais uma vez. É… é… frustrante.
O rosto dele começou a se afastar de mim, me procurando. Os lábios dele encontraram minha testa e os meus beijaram seu pescoço. Jake rosnou baixinho e essa foi a única resposta que ele precisou pra saber que eu também precisava sentir a boca dele na minha.
Ele desceu traçando um caminho de beijos no meu rosto, pelas minhas pálpebras, minha têmpora, meu nariz, minhas bochechas, até que finalmente encontrou o canto dos meus lábios, o que me fez soltar um suspiro profundo. Então minha boca despertou e eu prendi o lábio inferior dele entre os meus. Ele gemeu de prazer e logo paramos de nos preocupar tanto.
O beijo se intensificou e nossas línguas dançaram juntas com luxúria. Minhas unhas se cravaram no abdômen e nas costas dele sem pensar no que fazia. Jake rosnou entre dolorido e excitado e tirou as mãos de mim, para me deitar sob o peso dele. Ele me esmagou e eu senti ele. O tecido do short de banho dele era fino demais pra ereção passar despercebida e eu, só com um biquíni pequeno, podia sentir tudo.
Eu levantei meus quadris como um impulso inato, sem pensar, e ele se esfregou em mim de um jeito que não devia. Ah, céus. Eu estava nas nuvens.
Prendi a cabeça dele entre minhas mãos e acariciei o cabelo dele. A boca dele abandonou a minha e começou a beijar meu pescoço e descer pela minha clavícula. Os quadris dele continuavam pressionando a parte baixa do meu corpo, com um descaro selvagem, e eu sabia que podia gozar daquele jeito. Me esfreguei nele com a mesma loucura e gemi de desejo. Mordi meu lábio tentando me segurar, mas Jake me fazia querer gritar.
A boca dele chegou ao meu esterno, bem no meio dos meus dois peitos. Ele mordeu a tira do meu biquíni que estava naquele lugar e puxou de leve. Os triângulos do meu maiô se mexeram, roçando tentadoramente meus mamilos. O roçado causou arrepios que viajaram dos meus peitos pra todo o meu corpo. Eu gemi e ele deu uma risadinha.
Ah, que alguém nos pare.
Ele parou de morder a tira e continuou descendo. Os beijos dele Fizeram minha pele arrepiar. Minha barriga ficou dura de tensão e ainda mais quando a língua dele entrou no meu umbigo. Ele parou ali um momento, me torturando. Não fazia ideia de que meu umbigo era tão sensível.
Vou morrer, vou morrer.
Então ele colocou uma mão na minha coxa e empurrou pra separar da outra. Abri minhas pernas sem resistir e ele se posicionou no meio. A boca dele continuava na minha barriga, distribuindo beijos como o Papai Noel dos beijos.
O que ele vai fazer agora? Ele vai fazer? Mãe Santíssima.
Ele depositou um beijo no tecido do meu biquíni, no meu monte de Vênus, e bem naquele momento, porra, maldita seja, uma luz acendeu em casa.
Jake se afastou de mim como um espírito assustado e eu me sentei quase na mesma velocidade. Nos olhamos com pânico, embora soubéssemos que naquela distância e com a escuridão da noite, ninguém teria nos visto ou nada.
Uma silhueta apareceu na janela que dava pra piscina e ficou olhando na nossa direção. A figura era curvilínea e pequenininha. Nossa mãe.
— Dyane? Jake? São vocês?
— Quem mais seria? — respondeu Jake com a voz rouca — Tava um calor do caralho e a gente teve a brilhante ideia de usar essa piscina milagrosa. Vem?
— Já é tarde pra nadar, vão pegar um resfriado. Pra dentro, os dois.
Naquela hora, quis matar minha mãe. Que o meteorito partisse a cabeça dela. Jake estava prestes a colocar a boca no lugar certo e ela teve que interromper. Ah, mas que se foda, eu deveria estar aliviada com essa interrupção.
Jake se levantou e me estendeu a mão. Nós dois entramos e seguimos a mãe até a cozinha. Ela preparou um leite pra gente e ficou comendo um pote inteiro de sorvete. Nós fomos pros nossos quartos com nossos copos de leite.
Leite, leite, leite. A toalha do Jake estava no cesto de roupa suja, cheia de porra. A porra dele. Ele que lavasse. Seria nojento colocar na máquina com o resto das coisas. Mamãe podia perceber. Jake Às vezes ele era um idiota. Ah, mas que idiota gostoso pra caralho.
Idiota! Ele é seu irmão! Lembra?
Enfiei a cabeça no travesseiro e fiquei choramingando, me recusando a apagar o fogo entre minhas pernas. Não ia me tocar, não ia me tocar.
Depois de minutos que pareceram uma eternidade, minha mãe voltou pro quarto e eu ainda estava acordada, sem conseguir me livrar daquela sensação de fogo queimando nas minhas veias. Depois de mais alguns minutos eternos, ouvi outro barulho. Olhei a hora no relógio e me perguntei quem poderia estar se levantando de novo às duas da manhã.
Quem pode estar tão sem sono quanto você, sua bobinha?
Chorei mais alto, reclamando, implorando pra que Jake não viesse aqui. Devia ter trancado a porta. Apertei o travesseiro com mais força contra a cabeça, desejando explodir meu crânio e morrer na hora.
Ouvi a porta do meu quarto abrir, depois fechar, e num segundo a tranca estava posta. Fiquei tensa, mas aquela coisa dentro de mim acordou e eu não quis mandar ele embora. Fiquei parada debaixo do travesseiro e lembrei que ainda estava só de biquíni. Nem tinha me enfiado debaixo dos lençóis por causa do calor que fazia.
— Dy —ele sussurrou, como se estivesse me pedindo algo— Dy, ei.
Ele sentou do meu lado e eu continuei enfiada debaixo do travesseiro igual uma avestruz. Covarde! Mesmo assim você tá morrendo de vontade que ele te toque, sabe disso.
— Ei… não sei se peço desculpas ou o quê. Sei que foi errado, mas você… eu… nenhum de nós parecia querer parar.
Ah, eu queria. Mentirosa!
Uma mão pousou nas minhas costas, mas era uma mão tímida. Ela deslizou devagar até minha cintura e começou a fazer círculos lentos e sedutores. Minha pele se arrepiou com o toque. Mas minhas costas ou minha cintura não eram o lugar onde eu realmente precisava da mão dele. De costas assim, me sentia tão exposta. Será que ele não percebia?
— Dyane. Você tá brava? —eu gemi chorosa— Triste? Se sentindo culpada por isso?
Sim! Não! É uma loucura.
— Eu também me sinto culpado, mas é como se… como se eu quisesse que não me importasse. A gente devia parar, mas não consigo —a mão dele deslizou lentamente pela curva das minhas costas e subiu até minha bunda— Eu… por favor, me manda parar.
Não vou. Não vou. Continua, por favor.
Eu estava tensa, sem me mover um milímetro sequer. A mão dele cobriu inteiramente uma das minhas nádegas e apertou de leve. Porra, mãe do céu, só mais um pouquinho pra baixo e a gente ia se entender. Eu queria ele num lugar bem específico, senão ia morrer de combustão espontânea.
—Dy, me manda parar.
A mão dele acariciou minha bunda toda. A cama se mexeu e senti ele plantar um beijo entre minhas escápulas.
—Fala logo ou vai ser tarde demais.
Eu soltei um choramingo de idiota, mas aquele choro não era de tristeza, era um que pedia algo. Um "por favor" sem palavras.
O dedo indicador dele percorreu minha nádega bem na borda do tecido do meu biquíni. Aos poucos, aquele dedo começou a se enfiar no desconhecido. Isso, por favor! A mão dele chegou no lugar. O dedo pressionou minha entrada coberta pelo pano do biquíni. Passou pelos meus lábios cobertos e eu tremi. A tensão sumiu e eu me movi contra o dedo dele. De repente, a mão inteira agarrou ali e apertou. Soltei um gemido. Outro aperto, outro gemido. O dedo dele se enterrou no lugar onde estaria meu botão do prazer se eu estivesse nua.
Eu me rebolava diante da carícia perfeita dele. O dedo pressionava, se mexia e sabia exatamente o que fazer.
É teu irmão! É teu irmão! Gritava alguma coisa no fundo da minha cabeça. Muito no fundo.
Ele me atormentou por um tempo. Eu tentava não gemer muito alto, porque não queria ser pega. Mesmo com o trinco posto, se nos ouvissem, bateriam na porta, notariam que estava trancada e saberiam que algo rolava. Quando vissem o Jake saindo do meu quarto, pensariam o pior… e estariam certos.
Arrepios percorriam meu corpo inteiro e minha virilha queimava com um calor intenso. Enterrei o rosto no colchão, decidida a não gemer. O trabalho era difícil, porque Jake continuava esfregando em cima do biquíni e a sensação era perturbadora.
—Dy —avisou, tirando a mão da minha buceta.
Soltei um gemido de frustração e afundei meus quadris na cama, tentando abafar o calor me esfregando sozinha. Antes que eu pudesse levar uma das minhas mãos até o lugar onde precisava, Jake começou a descer minha calcinha devagar, deixando minha bunda à mostra.
Solucei com a sensação de culpa me invadindo, porque nunca na vida tinha desejado tanto algo antes. Jake tinha razão, isso era muito erótico e o erotismo é viciante.
A lentidão dele me frustrava, parecia querer me dar tempo pra desistir, mas eu, a sem-vergonha, simplesmente levantei os quadris pra ele conseguir descer a peça mais fácil. Ele soltou um gemido longo e profundo e terminou deixando toda minha bunda nua, com o biquíni enrolado nas minhas coxas.
— Ah, Dyane — a voz rouca dele me excitou.
Então a mão dele voltou a se enfiar no meu segredo. Porra. Ele percorreu meus lábios escorregadios com os dedos e murmurou algo sobre a umidade. Minha mente já tinha ido embora completamente e a voz dele não era clara o suficiente pra eu entender. Os dedos dele me percorreram de cima a baixo, roçando meu clitóris e provocando minha entrada. Uma e outra vez, ele apertava meu botãozinho e o dedo indicador voltava pro meu buraco, fazendo círculos lentos, mas sem nunca entrar.
Meus quadris se moviam contra a mão dele, tentando um toque mais forte. Aí ele mudou de tática. Quatro dos dedos dele ficaram no meu clitóris e arredores, esfregando de um lado pro outro numa velocidade constante que mandava choques elétricos pelo meu corpo todo, e o polegar dele insistia na minha entrada.
Fez círculos na borda do meu anel, alargando, sentindo como eu ficava mais molhada a cada segundo. Me mexi que nem uma idiota, tentando me satisfazer. Queria que o dedo dele parasse de brincar e entrasse em ação. Gemi alto pela quantidade de sensações concentradas numa única área do meu corpo e soube que Jake tinha me ouvido. Não tinha mais nada a esconder.
— Por favor, Jake — implorei, me movendo na direção dele.
O dedo dele entrou em mim de pronto, me fazendo soltar um gemido mais alto, surpreso, completamente excitada.
—Shh —ele me calou— Podem nos ouvir.
Ah, porra, que importava? Jake começou a esfregar mais rápido sem deixar tempo entre cada tremor de prazer. Agora ele tava gozando cada segundo e eu só queria gritar. Foi ainda mais rápido, a ponto de eu pensar que ia causar queimaduras na minha buceta de tanto atrito. Ouvi ele grunhir uma e outra vez, bufar, roncar excitado e soube que ele também tava se masturbando.
—Ah —soltei num tom mais alto do que pensei— Ah, Jake. Merda.
Me mexi que nem uma louca na mão dele e a mão dele se mexeu loucamente em mim. Parecia quase no modo vibrador e as ondas de prazer me levaram ao topo. Explodi num orgasmo devastador e as convulsões das paredes internas da minha buceta prenderam o polegar do meu irmão. Ele continuou movendo a mão rapidamente, me torturando enquanto eu gozava.
—Merda, merda, merda —gemi entre os dentes.
Então, enquanto meu orgasmo durava e eu gemia e mordia os lençóis, ele começou a se mover por cima de mim. Não! Ele não ia me penetrar, né?
Ah, mas você quer, foxy. Quer ele dentro de você.
O pau dele roçou minhas nádegas e ele esmagou entre minhas bandas. Começou a se mover por cima de mim. Não ia me penetrar. Ia gozar nas minhas costas. Ainda não parava de tocar minha buceta enquanto se esfregava entre minhas nádegas. Eu tinha ficado completamente mole depois do orgasmo devastador e ele tava mais suave agora enquanto acariciava minha buceta, como amassando pra fazer descansar.
Era tão gostoso.
—Ah, puta merda, porra. Tô gozando, Dy. Vou te sujar, desculpa.
Ele grunhiu forte antes de uma explosão de líquido quente cair na base das minhas costas, bem na parte baixa. Parou de me acariciar enquanto se concentrava totalmente no orgasmo dele, se contorcendo em cima de mim, fazendo a cama chiar de um jeito perturbador.
Ele parou e suspirou. Eu suspirei junto com ele debaixo do travesseiro. Ainda não queria mostrar minha cara de foxy. Tava morrendo de vergonha. Eu tinha gostado tanto daquilo.
Ele apoiou as mãos de cada lado do meu corpo e deu um beijo nas minhas costas. Aí saiu de cima de mim meio cambaleando e se jogou do meu lado, de costas pro colchão. Foi nessa hora que decidi que já era hora de mostrar a cara. Tirei a cabeça de baixo do travesseiro e olhei pra ele preocupada.
A luz da lua que entrava pela janela devia ter me denunciado, porque ele pareceu assustado quando me viu.
— Você chorou? — eu assenti. Ele virou pra mim e me deu um beijo na bochecha — Ei, desculpa. Vou pegar algo pra te limpar.
— Não precisa se desculpar, Jake. Se eu não te parei, foi porque eu quis.
Ele sorriu meio sem graça. O pau dele ainda tava pra fora da cueca, então ele guardou antes de levantar e pegar uma das minhas toalhas na cadeira do canto.
— Não se mexe — ele disse — ou vai manchar a cama.
Não me mexi. Ele voltou, se ajoelhou do meu lado e limpou minhas costas com minha toalha favorita. Quase reclamei, mas já tava tudo tão fodido que tanto faz. Quando tava limpa do sêmen dele, ele subiu meu biquíni e finalmente pude me virar. Ele jogou a toalha amassada no canto onde tava a cadeira, ela caiu debaixo dela, e ele se deitou do meu lado.
— Você vai ficar? — perguntei meio ansiosa.
— Talvez não devesse — ele murmurou, e eu soube que ele tava pensando a mesma coisa que eu.
No dia seguinte, nossos pais podiam nos pegar. O que iam pensar? Talvez só imaginassem que a gente tava sendo bons irmãos. Talvez eles não tivessem a mente tão suja quanto a gente e não pensariam nada de mais. O que eu sabia?
— Só um pouco — pedi.
Ele virou a cabeça pra mim e sorriu.
— Tá bom.
— Ei. A gente tem que lavar essas toalhas — falei — Mamãe pode perceber quando fuçar na roupa suja.
— Já lavei a minha. Amanhã lavo a sua.
Meu peito apertou. Era estranho ouvir ele dizer que faria algo por mim. Que lavaria minha toalha. Era verdade que ele tinha sujado, mas mesmo assim, Jake nunca tinha lavado nem uma colher que eu tivesse usado.
Me virei Em direção a ele e apoiei minha mão no peito dele. Dava pra sentir o coração acelerado dele e sabia que eu estaria igual. A gente se olhou por uns segundos antes de meus olhos fecharem de cansaço. Me aninhei do lado dele, enrolei meu braço em volta do corpo dele e encostei minha cabeça no peito dele. Não era a primeira vez que a gente se abraçava daquele jeito, quando via filmes ou quando eu tava triste por causa das brigas do papai e da mamãe, mas agora tudo era completamente diferente.
Ele deu um beijo na minha cabeça e começou a acariciar meu cabelo com uma mão. Depois de um tempo, eu já tinha apagado de vez.
Acordei com o barulho de uns nós dos dedos batendo na porta do meu quarto. Jake e eu nos olhamos assustados. O idiota não tinha voltado pra cama dele depois que eu dormi, mas não culpava ele; devia estar tão cansado quanto eu.
— Tá aí, querida? — perguntou a mamãe — Por que trancou a porta?
— Ah, hum… — gaguejei me levantando da cama — Tava me vestindo — inventei — Já vou abrir.
Peguei a mão do Jake e levei ele até meu armário. Abri as portas, empurrei ele pra dentro e a gente se olhou meio assustado. Ele começou a me passar alguma roupa pra vestir.
— Viu seu irmão? Não tá no quarto dele, nem no banheiro ou na piscina. Será que saiu?
Mordi o lábio, pensando.
— Não vi ele não, mamãe — aí, mais baixo, falei pro Jake — Escuta, vou pegar teu short de praia, você veste, sai pela minha janela e vai pra praia. Quando voltar, diz que saiu cedo.
— Como você mandar, chefe — ele se inclinou e me beijou na bochecha, me olhando com malícia e carinho.
Me arrepiei. Fechei as portas, subi o zíper do meu short e arrumei o decote da minha blusa. Fui destrancar o quarto e abri pra mamãe. Ela já não tava mais lá.
Corri pro quarto do Jake e não peguei os shorts que estavam em cima da cadeira dele com roupa suja. Mamãe podia ter visto ali quando procurou meu irmão antes, então seria estranho sumir do nada se Jake Não tava em casa. Abri as gavetas e peguei uma nova. Voltei pro meu quarto e entreguei pra ele. Ele saiu pela janela.
Quando voltou uma hora depois, ninguém desconfiou de nada. Disse que tinha saído cedo por causa do calor e que tinha ido nadar na praia. Na real, ele tava todo molhado e a mãe deu uma bronca nele por sentar no sofá e encharcar tudo. De tarde, nós quatro fomos pro centro, tomamos sorvete e compramos um presente pro vô, que ia fazer aniversário na semana seguinte.
A Ana me ligou às oito da noite pra me chamar pra ir numa balada. O Jake foi convidado pra casa de um amigo. Saímos lá pras nove e cada um foi pro seu lado.
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