
Já faz uns cinco anos que terminei meu relacionamento com a Matilde, sem dúvida a melhor coisa que passou pela minha cama… Eu tava chegando nos meus quarenta anos, com uma família já formada, esposa, três filhas, tudo que um cara normal poderia contar. Antes da minha esposa, tinha ficado com umas outras minas, namoradas, enfim, até aí nada demais. A Sandra, mãe das minhas filhas, é uma boa mulher, não tenho do que reclamar, e nada fazia prever que eu ia acabar traindo ela. Foi questão de acaso, não foi planejado, só aconteceu… Era um pouco mais de duas da tarde, tinha saído do trampo e tava indo a pé pro estacionamento onde meu carro tava, umas quatro quadras, como fazia todo dia. Ela vinha andando a poucos metros na minha frente, alta, magra, enfiada nuns jeans de couro justinhos que desenhavam uma bunda simplesmente perfeita, uma das melhores que já vi na vida. Eu só regulava o passo pra manter a distância e ver os quadris dela balançando de um lado pro outro numa sintonia perfeita que enchia meus olhos. E aconteceu o que tinha que acontecer, a mina não reparou nuns pisos soltos, um dos saltos finos dos sapatos dela pareceu prender entre eles, ela perdeu o equilíbrio, tropeçou, e foi parar no chão, ficando de quatro… Alcancei ela rápido e ajudei a se levantar, as palmas das mãos dela tavam cheias de arranhões e os joelhos apareciam nus por causa do rasgo na calça, o esquerdo até parecia sangrar um pouco e doía bastante. Mas eu senti que mais do que a dor física, doía a vergonha. Ela encostou as costas na parede, a calça também tinha rasgado entre as pernas, deixando ver parte da bunda dela, isso eu tinha notado quando vi ela cair… Foi aí que tentei acalmar ela, tirei meu pulôver fino e dei pra ela se cobrir, ela pegou e amarrou pelas mangas na cintura dela, tampando a bunda. A carinha de menina dela misturava sensações de dor e gratidão, ela ia pegar o ônibus, então me ofereci pra levar ela até a casa dela. domicílio, era só uns minutos extras. No caminho, ela me agradeceu pelo que fiz, me contou que se chamava Matilde, que tinha só vinte anos e trabalhava atendendo o público numa rede famosa de fast-food americana, a umas quadras de onde eu trabalhava. No fim, ela me agradeceu e se despediu com um beijo na bochecha. Não sei por quê, mas naquele momento eu entendi que algo ia rolar entre a gente. O perfume que ela deixou dentro do meu carro me embriagou, e eu abri as janelas pra minha esposa não perceber nada — aliás, não contei nada do que aconteceu pra ela. Dois dias depois, fiz o que não devia: fui almoçar no lugar onde ela trabalhava. Ver ela atrás do balcão com o uniforme da empresa e um boné com viseira me deu uma certa graça, parecia ainda mais nova do que os vinte anos que tinha me confessado. Ela me reconheceu na hora, me recebeu com um sorriso e quis me dar de graça o hambúrguer gorduroso que eu tinha pedido, mas não aceitei de jeito nenhum. Paguei em dinheiro, Matilde me deu o troco e, junto, um papel enrolado com o número do celular dela... Foi aí que começou meu caso clandestino com ela, pelas costas da minha esposa. Matilde tinha só uns anos a mais que minha filha mais velha, era tudo muito louco... Como vocês podem imaginar, a gente começou a se ver: um encontro aqui, outro ali, uma escapada, um beijo, e acabei me enrolando com ela. Obviamente, não contei nada pra Matilde sobre minha esposa nem minhas filhas. Tinha que planejar muito bem minha vida pra ninguém suspeitar de nada — nem minha família, nem minha amante. Matilde era linda, já falei da bunda quase pornográfica dela, perfeita por qualquer ângulo que se olhasse. Tudo ficava bem nela: pernas de modelo, magra, quase da minha altura, barriga chapada e peitos pequenos. Quase não tinha nada, e ela me dizia que isso dava uma certa insegurança nela, mas pra mim era perfeita do jeito que era. Rosto meio ovalado, cabelo liso castanho até a cintura, olhos pretos e uma boquinha deliciosa que... tentava ao pecado. Mas não era só o físico dela que me atraía, era tudo nela, o jeito dela, o jeito de falar, de se expressar, as palavras que usava e como usava, sempre me dizia que a excitava nossa diferença de idade, que via em mim um cara experiente, conhecedor da vida, que eu era um HOMEM, e destacava isso, como querendo se diferenciar dos jovens com quem tinha saído… As horas de sexo que compartilhava com ela eram terríveis, nunca uma mulher me fez sentir o que ela me fez sentir, sem dúvida foi a melhor coisa que me aconteceu na vida, a melhor coisa que passou pela minha cama. Sempre a levava para os melhores hotéis da cidade, íamos direto ao ponto, sem rodeios. Matilde gostava que eu a olhasse, gostava de me provocar, só me mandava sentar de lado, e ela se vestia com lingerie, sutiãs, corsets, calcinhas fio dental, meias, cinta-liga, saltos altos, botas, tudo que imaginarem, costumava colocar música e desfilava como modelo, ou se contorcia como prostituta de cabaré, ou simplesmente dançava algum reggaeton sexy mais da idade dela, podia ficar um tempão me provocando daquele jeito, usando a arma forte dela pra me atacar, a bunda dela, rebolando de um lado pro outro. Depois íamos pra cama, às vezes eu depilava completamente a ppk dela e chupava a buceta dela até ela implorar pra eu parar, outras vezes vendava os olhos dela, pegava gelo entre meus dedos, e deixava cair as gotas frias na pele dela, nos lábios dela, nos peitos dela, na barriga dela, nas pernas dela, na racha dela, e ela só se contorcia, ficando mais e mais excitada a cada segundo, outras vezes eu a amarava e só soltava no final… Ela, por sua vez, gostava de chupar minha pica, costumava passar alguma manteiga, ou doce, e só chupar até me fazer gozar e misturar os sabores, engolindo tudo como uma puta. Mas sem dúvida o melhor era quando a gente transava, deixava a paixão de lado, sem palavras românticas, sem carícias, era sexo selvagem. sexo animal, gritos, suor, ela me enlouquecia com as palavras dela, pedia pra 'eu pegar ela toda', 'pegar ela com força', 'encher ela de porra', 'arrebentar a buceta dela', 'matar ela', era tudo muito extremo... Matilde ficava tão excitada que chegava a molhar os lençóis, às vezes enfiava os dedos na própria buceta e depois chupava eles, isso me enlouquecia, outras vezes enfiava no cu dela e depois pedia pra eu arrebentar o rabo dela, sem piedade. Pedia pra eu tratar ela como uma puta, sem dó, e soltar nela meus instintos mais baixos... relato de traição com uma novinha.Todas as mulheres que eu tinha pegado até aquele momento eram submissas, delicadas, eu tinha que encher os ouvidos delas de elogios, muitos carinhos, mas não a Matilde, ela era um vulcão, uma assassina, uma guerreira, não tinha jeito de acalmar ela e quanto mais eu dava, mais ela queria... E as coisas acontecem porque têm que acontecer, eu vivia no limite, escondendo meus segredos, de uma e de outra, mas sabia que não ia durar pra sempre. Uma tarde de outubro a gente tinha se amado com loucura, louco, sufocante, na beira do abismo, quando terminamos estávamos exaustos, ela ligou a TV do quarto e falou pra eu tomar banho primeiro, então eu fui, um banho quente e espumoso pra coroar meu prazer. Quando saí, ela estava sentada na beira da cama com meu celular na mão, isso me paralisou, Matilde levantou a vista e disse devagar: 'Acabaram de te ligar, você precisa retornar a ligação o quanto antes, não deixa ela esperando...' Ela se levantou e passou por mim indo pro banheiro, ainda estava nua e cheirava a luxúria, deixando o celular na minha mão, pra completar: 'Aliás, ela é muito bonita, parabéns...' Eu ouvi ela fechar a porta atrás de mim, naquele momento senti a terra me engolir, a imagem do contato da minha mulher parecia me encarar do fundo do aparelho, engoli seco, liguei pra ela e me desculpei. Tempo depois minha amante voltou pro quarto principal, enxugando o cabelão com uma toalha enorme, fiquei na expectativa, esperando uma enxurrada de reclamações, mas ela ficou calma e disse: "Sempre soube, sabia? Seus modos, seus segredos, seus horários, sempre soube..." E então... "agora que você sabe... acho que é o começo do fim..." "Tudo bem pra mim... as coisas não precisam mudar entre nós..." Ela realmente parecia não se incomodar, o que me chamava muito a atenção. "Você ama ela?" "Sim, eu amo..." Nos minutos seguintes, tive que contar sobre minha vida, sobre minha mulher e minhas filhas, falei a verdade, que pra mim tudo tinha começado com ela como um jogo, mas que amava o jeito que ela transava e o quanto era puta, que ela tinha virado uma droga da qual eu não conseguia escapar. Os dias passaram, e ao contrário do que imaginei, Matilde ficou ainda mais puta. Não precisei mais esconder minha aliança de noivado; pelo contrário, ela virou um objeto de perdição pra ela. Ela mostrou um lado cínico, digamos assim, me disse que não tinha nada contra minha esposa, mas adorava que por causa dela eu tava botando chifre, ficava excitada com tudo isso... Ainda lembro como ela se molhava e como ficava quando eu contava que, estando com Sandra, só pensava nela, e que quando fazia amor com ela, só pensava nela, e que quando chupava a buceta dela, imaginava que tava chupando a dela, e que quando comia ela, imaginava que tava comendo ela... Com ela era só transar, transar e transar, eu tava perdendo a vida na Matilde, tinha negligenciado meu trabalho, minha mulher, minhas filhas, só pensava nela. A relação ficou doentia... Naquela noite, fui dormir como de costume, como todas as noites, Sandra estava concentrada lendo um romance. Sem dizer nada, quando me deitei ao lado dela, ela fechou o livro, deixou na mesa de cabeceira junto com os óculos de leitura, me olhou bem nos olhos e, com uma calma impressionante, disse: "Como ela é?" "O quê?" "O que você ouviu... como ela é?" "Ela? Quem? Do que você tá falando? – nessa hora eu engoli seco e senti que ia morrer – Deve ser jovem, gostosa, né? Deve ser boa de cama pra caralho… Sandra, o que que você tem? Shhh! Não fala nada… Minha esposa colocou a mão na minha boca, pra eu calar a boca, umas lágrimas escorreram dos olhos dela e desceram pelo rosto, e naquele momento eu me senti o pior dos seres humanos, um filho da puta. Ela suspirou fundo, desviou o olhar pro nada, deu de ombros e só foi desabafando devagar… Já faz um tempo que eu percebi, mas te vejo tão feliz que não queria tocar no assunto, você tá tão diferente, parece outro homem, com certeza ela te enlouquece, muitas vezes me perguntei o que ela te dá que eu não dou, o que ela tem que eu não tenho, é um martírio constante. Sabe… quando você me toca, quando você faz amor comigo, só penso nela, ela vem na minha mente como um fantasma, quando beijo seus lábios não consigo evitar imaginar onde você colocou a boca, onde beijou ela, onde comeu ela… Sandra falava com a alma, de coração aberto, e as palavras dela iam me rasgando aos poucos… Imagino que tudo deve ser perfeito com ela, mas sabe quem tem as mãos calejadas de esfregar suas roupas? Sabe quem vira a noite preparando sua comida? Sabe quem fica acordada toda noite esperando você chegar? Sabe quem responde com um sorriso pra cada desculpa pela sua ausência? Sabe quem conversa com suas filhas quando você não tá? Sabe quem chora em silêncio escondida pelos cantos? Ela não esperou nem quis resposta minha, apagou a luz do abajur e se aninhou no meu peito buscando minha proteção como fazia toda noite, só sussurrou na escuridão do quarto antes de dormir. Eu quero te ver feliz, e se seu caminho é com ela, tudo bem, vou deixar você ir, só quero que você tome uma decisão, porque me dói te dividir, eu não consigo continuar assim… Como terminou a história? Como costuma terminar, escolhi minha família. Sentei pra conversar com a Matilde e contei tudo o que tava rolando, pedi pra ela esquecer de Pra mim, de tudo, eu apaguei ela da minha vida, cortei todo contato com ela, apaguei tudo que vivi, apaguei cada segundo de sexo. Foi foda, muito foda, e me atrevo a dizer que foi mais difícil pra mim do que pra ela. Hoje a relação com a Sandra mudou, somos casados, sim, mas ela não me perdoou, só sabe o que aconteceu e a gente convive com isso, como dá, na nossa intimidade o fantasma da Matilde paira sobre a nossa cama, ameaçador, doloroso... Da Matilde nunca mais soube nada, mais de uma vez passei na frente da lanchonete onde ela trabalha, mordi os lábios e segui em frente, seria um erro reencontrá-la...
4 comentários - Matilde
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