Esta é uma história de personagens com vidas e experiências mais ou menos normais e comuns. Eu cresci numa cidade-dormitório de Madri. Meu pai era o sustento da família, minha mãe cuidava de nós e da casa, e eu estudava com mais ou menos sucesso. Meu pai era o típico homem espanhol de um metro e setenta de altura, com aquela barriguinha "da felicidade" (mais de cerveja), beirando os 50, com entradas enormes e a coroa já careca. Minha mãe era mais baixinha, com um temperamento muito doce e agradável, cheinha de carne (pra não dizer peitão e bundão) e com uns olhos cinzas que sempre lamentei não ter herdado.
Depois tinha eu. Por reviravoltas da vida, meus pais não puderam me dar irmãos. Sou moreno claro de cabelo, olhos cor de mel, nem bonito nem feio, magro e definido (não musculoso) e mais alto que meu pai (passo um pouco do metro e oitenta). Só me destaco numa coisa, e nem é algo pra sair contando por aí ou pra ficar fazendo foguetório.
Apesar de não ter irmãos, não cresci sozinho. Meus tios moravam a 50 metros da minha casa, então os dois filhos deles, meu primo Luis e minha prima Ana, foram meus irmãos de consideração. Obviamente, sempre fui mais próximo do Luis do que da Ana (já sabe, as meninas são umas chatas, são entediantes... e todas essas baboseiras de criança). Nos últimos tempos, a gente já se juntava com nossa prima e irmã (e, claro, com as amigas dela) e, embora andássemos em bando, elas não nos davam bola se a gente enchesse o saco. O normal entre adolescentes.
Mas aconteceu uma desgraça na minha vida por culpa de um maldito filho da puta bêbado. O cara tava dirigindo a caminhonete de luxo dele (o que salvou a vida dele) e atropelou o carro popular de classe média onde meus pais estavam. Ele teve sorte e morreu na hora. Mas minha pobre mãe lutou pela vida dela por duas semanas até cair também.
O baque pra mim foi pesadíssimo. Na verdade, levei quase um ano pra assimilar minha situação e voltar a uma vida "normal". Fui morar com meus tios, que me me acolheram como se fosse filho deles. Com 17 anos, fiquei muito calado, tristonho, parei de me relacionar com as pessoas e só me sentia à vontade com meus tios e primos. Foi nessa época que a Ana se aproximou mais de mim, coisa que eu agradecia pra caralho. Digamos que "adotei" a Ana como mãe e era com ela que eu mais me abria. Ela me abraçava muuuuito, me aconselhava do melhor jeito que podia e sempre estava por mim, o que fez meu carinho por ela aumentar pra um cacete. Até diria que foi ela quem realmente me tirou do buraco emocional em que eu tava.
Mas como as desgraças nunca vêm sozinhas, mais uma se somou um ano e meio depois. Lembram do avião da Spanair que caiu logo depois de decolar em Barajas? Pois nele morreram meu tio e meu primo. Minha tia superou quase bem, dadas as circunstâncias, mas com a Ana aconteceu a mesma coisa que comigo. E como era de se esperar, dessa vez tive que ser eu quem engoliu o choro e ajudou a Ana a superar a perda do pai e do irmão. E de quebra ajudar também minha tia Beatriz que, embora não tenha tido um baque tão extremo quanto o da Ana, também tava muito triste e apática.
Ainda bem que meus avós já tinham morrido há alguns anos, porque ter perdido os dois filhos teria sido devastador pra eles (meu tio e minha mãe eram irmãos).
Foi realmente uma época triste. Não tínhamos família pra nos apoiar. Só restava viva a avó da Ana, mãe da minha tia, que tava numa casa de repouso com demência senil severa, e uns primos, filhos da irmã da Beatriz (morta por um câncer de mama precoce) que moram nos EUA com o pai. E pra piorar, as notícias sobre o acidente nos lembravam do nosso drama com mais frequência do que a gente queria (reconstruções do acidente, desculpas da companhia, o julgamento e tudo que aquilo mexeu e que ainda não terminou de vez).
Com esse cenário, não é estranho que a gente andasse sempre junto os três pra todo lado (pra fazer compra, de passeio, no cinema,…). Só nos separávamos pra ir pras nossas aulas e minha tia pra um trampo que ela arrumou porque não quis gastar a grana que tinha. Isso era, no meu caso, a indenização do seguro de vida dos meus pais, o que tiraram do filho da puta que matou eles e o apartamento dele; e no caso dos meus primos, também um seguro de vida que meu tio tinha e a poupança da hipoteca da casa deles (o seguro do empréstimo hipotecário teve que quitar ela). E falta um pouco porque ainda não pagaram as indenizações completas do acidente do avião). O negócio é que ela saía de casa às sete e meia e voltava umas seis e meia da tarde, então eu e a Ana fazíamos as compras, comida, arrumávamos a casa… além de estudar.
A gente se acostumou a fazer tudo junto. Pra estudar, a gente sentava na sala e a Beatriz, quando chegava, ficava lendo com a gente até a hora de fazer o jantar. Depois do jantar, a gente batia um papo falando das nossas coisas, via algum filme ou programa na TV e ia dormir. Foi assim que passou o primeiro ano depois do acidente.
Tudo isso quebrou quando chegaram nossas férias. Como a gente não saía muito e estudava bastante, terminamos nossos cursos com todas as matérias aprovadas, algumas até com nota boa. Eu e a Ana ficamos com muito tempo livre e pouco pra fazer. Das nove da manhã até as onze, a gente cuidava das tarefas de casa (não somos de ficar até tarde na cama), mas e depois?
A piscina foi a melhor aliada. Com o calor de Madrid, dava vontade. Eu ficava nadando de um lado pro outro enquanto a Ana fazia "largura". Quando a gente cansava, sessão de secar na toalha, conversa e volta pra água. Às vezes, eu e a Ana fingíamos ser namorados porque uma mina como ela chama atenção dos caras e alguns olhavam pra ela de um jeito que só faltava babar. Pra evitar que ela se sentisse desconfortável, eu abraçava ela pelos ombros, cintura, deitava perto dela… como se tivesse marcando território. Ela agradecia com um olhar doce. E Ninguém pense nada estranho. Eu olhava pra ela como o que quase era, uma irmã.
Minha tia Beatriz tirou um mês de férias. Uma amiga dela ofereceu pra ela ir pra uma fazenda do marido dela no interior da província de Valência, uns 40km da praia do povoado de Oliva e também perto de um grande parque natural ali perto de Alcoy. Ela e o marido não iam naquele ano e ofereceram o mês inteiro pra ela, com a condição de manter a fazenda em ordem e fazer parecer que a casa estava ocupada pra evitar problemas por verem ela vazia. No começo, minha tia não aceitou ir. Ela admitiu pra gente que não queria nos fazer trabalhar e que não pagar nada parecia um abuso. Mas a gente disse que não ligava de fazer coisas ao ar livre, que seria uma novidade, a amiga dela insistiu porque dizia que precisava de alguém de confiança e que, além disso, pra gente ia ser ótimo pra desligar de tudo "da nossa vida" e minha tia só aceitou se pagasse alguma coisa, mesmo que fossem os gastos da casa durante o verão. Então, como vocês imaginam, ela acabou dizendo que sim e pra lá que a gente foi…
O calorão na hora de descer do carro foi de lascar, e muito. Vocês já imaginam o calor da última semana de julho em Valência, ainda mais no interior, onde a umidade e a brisa do mar chegam bem pouco. Por sorte, a casa tinha uma piscina antiga bem grande (como se fazia antigamente) que a gente podia usar pra se refrescar e que ficava rodeada por uma fileira de árvores de arizônica, como era moda em anos passados.
Na real, não tinha muito o que fazer na fazenda. Basicamente era juntar um pouco de folhas e sujeira que o vento trazia, aparar algumas cercas vivas e manter a casa limpa. O "trabalho" na fazenda acabou bem rápido. Beatriz, como forma de agradecer, falou com a amiga dela e plantou uma laranjeira, um limoeiro, uma pereira e uma macieira, e eu cuidei de fazer uma derivação na irrigação pra chegar água nelas.
Depois disso, tudo foi limpar um pouco a Casa entre Beatriz e Ana, e eu ficava responsável por limpar a piscina e aspirar o fundo dela pra tirar a areia. Como já falei, nunca fomos de ficar horas na cama, e todas as tarefas a gente fazia das nove às onze da manhã, ficando já na piscina até umas duas horas, quando íamos nós três preparar a comida. Na área de sombra da piscina, a gente costumava deitar pra ler algum livro, jogar cartas e conversar entre nós. Quando não aguentava mais o calor, a água era nossa aliada, e a gente brincava os três como crianças nela.
E foi aí que as coisas começaram a mudar aos poucos. Acho que até agora não descrevi minhas parentes femininas. Já contei que a Ana era uma gostosa. Sem entrar no jeito doce dela, calma ao falar, madura em todos os aspectos e super carinhosa, a Ana é uma morena clara de olhos cor de mel, lábios carnudos e definidos, e com um corpaço de dar inveja. Os peitos dela são perfeitos no tamanho, com os biquinhos apontando pra frente e durinhos (mal se mexem com o movimento do corpo). Cinturinha fina, os quadris dela destacam a bunda perfeita que marca, e de lá nascem umas pernas definidas e lindas. Ela diz que os pés dela são feios pra caralho, mas eu não vejo defeito nenhum. No máximo, o dedão dela é um pouquinho mais grosso, mas me digam se isso é motivo pra falar que tem pé feio.
Sobre minha tia Bea, ela é muito (mas muito) parecida com a Ana. Dá pra dizer que a Ana é a versão jovem da minha tia. Obviamente, o corpo dela não é tão firme quanto o da Ana, mas já vi muita mulher de 25 a 30 anos que mataria pra ter o corpo que minha tia Ana tem com 42 anos. Só que a Bea não era tão aberta quanto a Ana, embora, depois do que rolou com o pai e o irmão dela, a Ana agora era mais quieta que a Bea. Eu tô ligado nos olhares dos homens quando minha tia passa, e com certeza ela levanta muita paixão (e outras coisas).
Agora imaginem um jovem cheio de hormônios fervendo, brincando com umas gostosas dessas. Sim, que os jogos eram sem malícia da parte de todos, mas imagino que o cérebro do meu "primo pequeno" não entende de parentescos e ficava com uns tesões da porra. No começo, não dei importância a ficar de "pau duro" quando nos roçávamos brincando, embora à noite, na intimidade do meu quarto, eu batesse umas punhetas antológicas. Eu tava mais tarado que o normal e, quando percebi que era por causa das minhas parentes, já tava mais que acostumado a bater pelo menos uma em homenagem a elas.
Reconheço que, principalmente no início, me dava uma certa vergonha bater punheta pensando na Ana e na Bea, imaginando seus corpos nus em poses provocantes e até transando (sapafêmea inclusive). Calei meus escrúpulos pensando que não tava fazendo mal a ninguém, já que eram só fantasias minhas e coisas que ficariam na minha cabeça.
Não mudei meu jeito com elas. Continuei do mesmo jeito carinhoso, abraçando elas, conversando como sempre… só que agora eu reparava mais nos corpos delas pra pegar "material" pras minhas práticas noturnas de punheta. Na minha cabeça, elas não percebiam nada, nem meus olhares de exame, muito menos as reações do meu corpo com tanta observação (endurecidas repentinas, vocês me entendem). Achava que a folga dos bermudas que eu costumava usar, com a ajuda de uma sunga por baixo, era suficiente pra disfarçar o tubarão…
E chamo de tubarão com razão. Se lembram, eu disse que só me destacava numa coisa. Pois o "tubarão" passa dos vinte e três centímetros e com uma grossura muito boa. Bom, a vida, pelo menos nesse aspecto, foi generosa comigo. Pois eu achava que um pau desse tamanho não apareceria nos meus bermudas, mas agora sei com certeza que não era assim. Agora sei que as duas, separadamente, percebiam minha excitação.
Numa conversa ao ar livre à noite, surgiu um assunto que acabou levando, mais tarde, aos acontecimentos que motivam essa história. A gente tava falando de certos amigos e amigas em comum e minha tia me fez a seguinte pergunta.
— Oi, Adri — como vocês devem imaginar, meu nome é Adrián — você nunca conta nada sobre nenhuma garota. Sei que não tem namorada, mas cê tá afim de alguém?
— Agora, pra ser sincero, nenhuma me desperta interesse nesse sentido. Por quê?
— Curiosidade. Não tem ninguém com quem você pense em tentar algo?
— Sei lá. Tem algumas que eu acho gostosas, mas só fisicamente. Pra namorar não têm o que eu quero.
— Então, pra um rato sim, mas pra mais nada, né? — Ana disparou.
— Isso mesmo. — sorri com malícia.
— E o que elas não têm que você procura? Se você não conhece as pessoas de perto, não vai saber o que elas oferecem ou não.
— Bom — pensei um pouco na resposta — o que elas podem me dar, eu não sei. Mas sei o que quero e tenho certeza que nenhuma é como eu gostaria que minha mina fosse.
— Tá bom, seu misterioso. E como teria que ser uma garota pra ser sua namorada? — minha tia fez a pergunta, mas não esperava minha resposta explosiva.
— Bom, basicamente, teria que ser alguém igual a você ou à Ana. E como ainda não encontrei, continuo sozinho…
— Cooomoo assim?? — minha prima me olhava com os olhos arregalados. Tanto que acho que só o nervo óptico segurava o olho no lugar.
— Não se surpreenda tanto. Com tudo que passamos, mostramos como somos de verdade, como nos amamos, nos apoiamos, nos ajudamos em tudo, compartilhamos tudo. E isso sendo vocês duas tão carinhosas, gentis, compreensivas, intuitivas, inteligentes… e não vou continuar porque não ia acabar mais. Resumindo, não quero alguém que seja menos do que vocês me mostraram ser. Se não tem ninguém assim, fico como estou e vou morrer de inveja no dia que vocês encontrarem alguém pra ficar e me deixarem sozinho.
— Puta merda, que drama! Mas é o elogio mais bonito que já ouvi. — disse minha tia.
— Nossa, que forte. — disse Ana ainda com cara de choque.
— Não é elogio nem porra nenhuma. — Minha cara era séria. Digo isso completamente convencido.
As duas me olharam fixamente e começaram a rir. Acho que estavam decidindo que o que eu disse era mais piada do que elogio sincero, porque não queriam pensar se havia algo a mais. Nos rostos delas, mesmo rindo, acho que estavam especulando por que eu tinha dito aquilo, reconheço que quase sem motivo. A verdade é que nem eu mesmo sei como consegui soltar aquilo nem os motivos subconscientes. Mas, isso sim, o que eu disse era o que sentia. Nem mais, nem menos.
Depois de um tempo, voltamos a conversar, mas já sobre assuntos menos picantes e mais triviais. Rapidamente voltamos ao nosso clima gostoso de sempre, mas certa semente tinha sido plantada e germinaria aos poucos.
Nos dias seguintes, quase tudo continuou parecido. De manhã, nossas tarefas autoimpostas, depois piscina até irmos preparar o almoço e, após uma pequena sobremesa, tirávamos uma soneca para passar as horas mais quentes. Era nesse momento que eu aproveitava para me masturbar, lembrando dos roços e das imagens da piscina, e aliviar a tensão. Além disso, aproveitava para bater umas punhetas sem pressa, curtindo a subida do prazer aos poucos, porque eu gostava mais dessa calma e curtia muito mais do que uma siririca rápida em que gozasse em cinco minutos. Quando finalmente esvaziava minhas bolas, era aí que eu conseguia dormir tranquilo.
****
A resposta do Adrián tinha me perturbado muito mais do que eu aparentava. Ele tinha admitido que o tipo de garota que procurava para um relacionamento era alguém como minha mãe… ou como eu mesma. O baque que meu coração deu, se é que não parou de susto, foi fortíssimo. E isso sem falar que, num instante, minhas esperanças subiram como espuma. E não é para menos, já que, há alguns meses, estou perdida e completamente apaixonada pelo meu primo Adrián.
Quando os pais dele morreram, passei de quase evitá-lo (ele era um pouco chato com minhas amigas e comigo) a ficar do lado dele. incondicionalmente. Me partia o coração ver ele passar de um garoto extrovertido e feliz pra uma sombra triste. O acidente dos pais dele foi um baque pesadíssimo e eu me dediquei pra ajudá-lo a superar, o que levou muito tempo. Depois veio a morte do Luis e do meu pai, com quem eu era muito apegada. E aí os papéis se inverteram.
Ele se dedicou a mim e à minha mãe, mesmo sem ter superado completamente as próprias dores, que ainda incluíram a morte do tio dele e do melhor amigo, meu irmão. Mas ele se forçou pra nos ajudar a passar por aquilo. E reconheço que no meu caso não foi fácil, porque eu afundei mais do que ele. Mas acho que ele nunca percebeu o quanto eu estava mal, porque me forcei por ele a tentar levantar o astral e esconder isso pra não afetá-lo tanto.
O que nunca imaginei é que, por causa da enorme proximidade que tivemos nesse período, comecei a conhecer meu primo de verdade. E o que eu via me agradava pra caralho. Sempre atento, sempre disposto, sempre próximo... quando eu falava com ele, sentia que ele me ouvia de verdade e sempre sabia o que dizer ou fazer pra me ajudar no que fosse. Ele conseguia perceber quando eu precisava de um carinho, um abraço, uma palavra amável, uma ajuda ou qualquer outra demonstração de afeto. Eu adorava ficar vendo TV com ele deitada no sofá da sala, com a cabeça no colo dele, curtindo o jeito que ele acariciava meu cabelo, minha nuca ou minhas costas. Me sentia bem assim. Sentia a proximidade dele, o carinho, o calor...
O dia em que me dei conta dos meus sentimentos foi num fim de semana que saímos com os amigos. Tava na minha, conversando com o pessoal. Quando vi o Adrián segurando uma mina pela cintura enquanto ria bem perto do ouvido dela, como se estivesse flertando, senti como se um gelo me agarrasse pelas tripas. Ver ele assim com aquela garota doeu pra caralho. Acho que até ofeguei de ansiedade por ver, pela primeira vez, que ele poderia me largar por outra mina. Embora não Não rolou nada com "aquela mina" porque foi só um momento de besteira, naquela noite eu chorei no travesseiro até encharcar ele. Percebi que não queria que o Adrián me deixasse nunca, que não fosse de outra. Eu TINHA que ser a mina dele como já era, mais ou menos, até então. Mas somos família e isso ia condicionar tudo.
Pensei muito sobre isso. Até pesquisei sobre incesto entre primos e o que descobri é que não era um desastre tão grande quanto eu imaginava. Legalmente não tinha problema a gente casar e até ter filhos. Outra coisa era o tabu entre as pessoas da família que talvez não vissem com bons olhos. Embora minha família seja quase só ele e minha mãe (nossos poucos parentes estão longe e temos bem pouco contato), existia o risco de não entenderem nem aceitarem. E justamente por ser só nós, não podia arriscar perder eles. Assim, os problemas, em vez de sumirem, podiam ficar bem complicados. Por isso me resignei. O Adrián seria meu amor impossível e eu só poderia curtir ele à distância. E caralho, como dói estar nessa situação.
E agora o Adrián soltava essa bomba pra gente. Assim, de repente e sem avisar! Nunca fez tanto sentido a expressão "se segura que vem curva". O filho da puta tinha me empurrado, com nocturnidade e alevosia, pra uma montanha-russa de sensações brutal. Todas as minhas esperanças renasceram e… porraaaa, como eu queria me jogar de cabeça nele.
Ainda bem que minha mente mais fria assumiu o controle dessa bagunça de sentimentos em que eu tava. Beleza! Parece que posso ter sinal verde com ele, mas ainda tinha minha mãe na jogada. Embora eu me dê muito bem com ela, parecendo muitas vezes mais amigas do que mãe e filha, nunca deixei que ela pudesse imaginar que rolasse algo com o Adrián além da relação próxima que temos por causa das nossas circunstâncias. O pior de tudo é que não tinha a menor puta ideia de como sondar minha mãe pra ver o que ela podia pensar sobre isso. Posso dizer juro que tive dor de cabeça de tanto pensar e repensar procurando uma solução.
A única coisa que decidi foi que ia me aproximar mais do meu priminho querido. Foi assim que comecei a ajudar ele a limpar a piscina. Fazia minhas coisas em casa correndo pra poder ficar com ele. Juntava galhinhos, folhas ou as espreguiçadeiras devagar pra ter mais tempo com ele. Adorava ver o corpo dele vestido só com o sungão, brilhando de suor na pele, marcando um pouco de músculo. O Adrián vive dizendo que é bem normalzinho, quase feio. Esse menino é bobo. É verdade que não é um adônis, que não é lindo de morrer... mas tem seu charme que deixa a gente doida. E não sou só eu que digo. Mais de uma amiga já confessou que não se importaria de fazer um favorzinho pro meu primo, que a buceta coçava só de pensar nele. Eu não gostava muito que elas compartilhassem esses desejos comigo, mas fingia cumplicidade. Agora tenho certeza de que era ciúme. E porque também tava me dando tesão.
Resumindo. Grudei no Adri como uma lapa. Confirmei que quanto mais perto dele eu ficava, mais meu corpo respondia. Meu coração acelerava, eu ficava mais sensível a cócegas quando ele me fazia um carinho, sentia um aumento de temperatura e umidade na minha entreperna, e meus pezinhos ficavam durinhos por baixo do biquíni. Ainda bem que ele tem um forro interno mais grosso que disfarçava. Cada dia que passava, o Adrián me deixava mais tarada... E o que mais me alegrou foi perceber que o volume na entreperna dele crescia, sinal de que minhas aproximações não passavam despercebidas.
Tava nessa vibe quando veio a bomba. Todas as tardes, nas horas mais quentes, a gente tirava uma soneca. Naquela tarde em que tudo mudou, não consegui dormir como de costume. Os roçados com o Adri tinham me deixado tão excitada que precisei me masturbar duas vezes pra me acalmar o suficiente pra conseguir dormir. Fui ao banheiro me refrescar um pouco (e limpar um pouco todos os caldinhos que tinham saído da minha buceta maltratada) quando ouvi um gemido leve vindo do quarto do Adrián.
No começo, pensei que podia ter acontecido algo com ele e me aproximei da porta decidida a abrir e ver o que estava rolando. Mas antes de fazer isso, ouvi outro suspiro e rapidamente percebi que não parecia algo ruim, mas sim… Imaginei o que estava acontecendo e precisava ver. Era algo além da razão, mas sentia que devia ver o que se passava. Pensei rápido e fui para o pátio externo, que dava para o quarto do Adrián. Tive que me jogar no chão para espiar por baixo da persiana, que estava quase toda abaixada, sobrando só um palmo. Tirei a cortina com cuidado e o que vi me deu uma pontada no meio da barriga…
Adri estava deitado de barriga pra cima na cama, se masturbando, subindo e descendo devagar em cima de um pedaço de pau enorme. Não é que eu tenha muita experiência. Já vi quatro paus na minha vida e, desses, só um entrou em mim. Tive uns dois namoradinhos e uma ficada. No primeiro, não passei de umas punhetas porque era muito novo (mal tinha quinze anos). O segundo foi mais longe porque cheguei a chupar ele enquanto ele me chupava. E pouco antes do acidente, fiquei com um garoto da escola que me deixava louca perdida e transei com ele num parque perto duas vezes. E digo que transei porque o menino era muito tímido e tive que forçar a barra. O garoto foi super legal porque, mesmo sendo virgem, aguentou o suficiente pra eu curtir as duas transas.
Esses caras tinham um tamanho normal, mas o do Adri quebrava todos os padrões. A mão dele não cobria nem metade do pau e, pelo que dava pra ver de longe, fino também não era.
Depois do susto inicial, fiquei toda fervendo e o resultado foi que minha mão desceu até minha virilha, passou por baixo da calcinha do biquíni que eu tava usando e meus dedos começaram a percorrer a fenda molhada da minha buceta. Além disso, fui fazendo na mesma velocidade que o Adri, o que eu achava muito excitante e me fazia imaginar que era minha buceta, e não a mão dele, que percorria o falo dele. Fiquei assim por um bom tempo, acariciando meu clitóris, que me dava descargas de prazer, e enfiando meus dedos dentro da minha caverna, que estava cada vez mais quente e molhada.
O Adri começou a suspirar cada vez mais forte e a ficar rígido, me revelando que ia gozar logo, então aumentei a velocidade da minha punheta pra gozar junto com ele. Mas…
– Arrggg… Anaaaaaaaa. – ele suspirou com força.
O Adri começou a soltar jorros grossos de porra que subiram mais de meio metro pra cima e caíram sobre ele, enquanto era meu nome que ele dizia ao gozar. E eu também não aguentei mais. Saber que o Adri gozava comigo na imaginação dele detonou minha libido e meu orgasmo a tal ponto que tive que morder minha mão pra não gritar de tanta intensidade que foi minha chegada ao prazer máximo, que irradiava da minha xota até a última ponta do meu corpo tenso.
Tão forte e longo foi o orgasmo que, quando abri os olhos de novo, o Adrián tinha saído do quarto dele, imagino que pra limpar as manchas de porra do corpo. Eu me levantei como pude, porque meu corpo tinha ficado extremamente mole. No chão, ficou uma mancha enorme de suor desenhada no piso, que denunciava minha presença.
Não quis entrar em casa de novo, então fui pra piscina, onde tomei um banho pra tirar a poeira do chão e relaxar enquanto revisava mentalmente o que tinha acontecido. Agora não tinha mais dúvida de que nós dois tínhamos sentimentos um pelo outro, mas ainda existia o mesmo problema: ele é meu querido primo, e isso continuava condicionando as coisas. Embora eu já estivesse pouco me lixando pra isso. Tinha decidido continuar provocando ele o máximo possível e, se a oportunidade surgisse, pretendia agarrá-la no ar e ficar com o Adri pra mim.
Ao longo dos dias, transformei esses pensamentos em realidade, comprovando que o Adri ficava louco por mim. podendo confirmar nos dias seguintes, quando eu espiava as "sonecas" do meu amado primo…
*****
Estou totalmente chocada. Saí pra pegar uma roupa no varal do meu quarto (que fica no andar de cima) e peguei minha filha Ana espiando o primo pela janela, deitada no chão, se masturbando. E pelo visto foi apoteótico, porque vi, sem medo de errar, quando minha menina teve o orgasmo e como isso afetou ela. Tanto que ouvi o Adrián sair do quarto dele, e ela continuou deitada no chão até conseguir se levantar e ir pra piscina.
Faz um tempo que venho observando os dois sem que percebam. Esses jovens acham que os adultos não sacam nada, que nunca fomos como eles e que estamos por fora. Sempre gostei que Adrián e Ana fossem tão unidos, principalmente depois daquele dia fatídico em que perdemos o Alberto, meu marido, e meu filho Marcos. Aquela fase tão difícil das nossas vidas nos uniu como nada mais poderia ter feito, e eu ficava feliz por eles se verem como irmãos, mais do que como primos. Além disso, me ajudou pra caralho a não afundar de vez depois de perder meus meninos, principalmente o Marcos. Isso eu não desejo nem pro meu pior inimigo: sobreviver a um filho.
Nos comportarmos como uma família, além de nos unir, nos deu estabilidade emocional, principalmente. Ficava feliz em ver a gente, nós três, superando aquele trauma aos poucos. O Adrián se comportou como o homem da casa em todos os sentidos, e nunca vou agradecer o suficiente o quanto ele se dedicou a ajudar a Ana a sair do buraco, mesmo ela tendo feito o mesmo por ele antes. E como eu decidi voltar a trabalhar, essa união entre eles era ainda mais importante, porque cada um era o apoio do outro quando eu não podia estar ali.
Foi exatamente por causa deles que aceitei a oferta da Marina, uma colega, de ficar na fazenda dela em Valência durante as férias. Os caras se uniram pra vencer minhas resistências e eu aceitei por causa deles, porque aquilo me dava um certo receio. Essa história de ir pra uma casa que não é minha sem os donos estarem lá... meio que não rolava. Mas como eu disse, me forcei a superar meus preconceitos por eles. Desde que chegamos, vimos que também não tinha muita coisa pra fazer e, depois de dividir as tarefas, começamos a passar os dias.
E num desses dias, o Adrián nos disse que as minas que ele curte são parecidas comigo e com minha filha Ana. Num primeiro momento, achei que era exagero e até brincadeira. Mas se tem uma coisa que eu sei fazer é conhecer meus filhos e, depois de olhar duas vezes pra parada, percebi que o Adrián tinha sido totalmente sincero e sério. E que a Ana tinha sido afetada muito mais do que parecia, vendo de fora. Com o passar dos dias, notei que os roços na piscina, brincando entre nós, fazendo aguadilha, etc., tinham "efeitos colaterais". Dava pra ver uma barraquinha no Adrián quando ele assumia certas posições, o que indicava claramente que ele tava excitado... e as únicas causas possíveis éramos eu e a Ana. Mas a Ana também dava pra notar. Além de não desgrudar o olho do primo, a respiração dela acelerava e ela ficava meio corada.
E depois das sonecas, toda essa tensão sexual relaxava bastante, o que me dava uma ideia do que os dois aprontavam na intimidade dos quartos...
Mas uma coisa é imaginar, outra é pegar sua filha se dedando enquanto olha o primo batendo uma punheta e tendo um orgasmo forte e intenso por causa disso. E agora, como é que eu lido com isso? Falo alguma coisa? Dou uma bronca neles? Deixo passar?
Me chame de covarde, mas pensei que, no fim das contas, os dois são maiores de idade pra pensar nas próprias ações e avaliar as possíveis consequências. Quis me convencer de que não passaria daquilo e que o bom senso prevaleceria. Quis acreditar que não precisaria fazer nada... e me ferrei depois. Mas por enquanto, embora vocês já saibam o que aconteceu depois, Não vou mais me adiantar.
O que eu não calculei de jeito nenhum foi como isso ia me afetar. Quando o Alberto morreu, passei de ter uma vida sexual bem ativa pro normal (no mínimo a gente fazia alguma coisa dia sim, dia não) pra ter desejo zero. O baque emocional arrancou minha libido por um bom tempo. Na real, fazia só uns dois meses antes do verão que eu tinha voltado a me masturbar como quando era novinha, mas as duas vezes que fiz senti um prazer frio e vazio, sem sentimento nenhum no ato. Mas agora, ver o prazer que eu tinha visto na Ana me fazia imaginar aquele prazer em mim. Além disso, ajudou muito eu continuar vendo como a Ana, toda tarde, espiava o primo e tinha aqueles orgasmos intensos que dava pra adivinhar.
E sem perceber, aos poucos, voltei a me masturbar com o prazer da minha filha na minha imaginação, fazendo dele meu. E também, por que não dizer, dos roçares com o Adrián…
*****
Tô ficando maluco. Se não fosse impossível, eu diria que tanto minha prima Ana quanto minha tia Beatriz adoram se esfregar no meu corpo na piscina. Me fode cada tesão que nem a sunga tipo slip que eu uso por baixo dos bermudas consegue segurar as ereções que eu tenho. E isso sem contar a dor nos ovos que me fode todo dia. Chega a um ponto que também comecei a bater uma na cama de noite. E é tanta excitação que, se eu não fizer, não consigo dormir. Parece até que não adianta as punhetas da tarde, porque a quantidade de porra que sai de mim é exagerada.
Também não ajuda que agora eu ouço no quarto da Ana uns barulhos muito estranhos que parecem gemidos e gritinhos baixinhos de prazer. Não sei se é fruto da minha própria putaria, mas imagino a Ana na cama se tocando, se dando prazer, o que me deixa muito mais excitado, o que não ajuda em nada a me acalmar.
Se isso continuar assim, vou ficar anêmico de tanto bater punheta e com a pica pelada…
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Eu tenho o Buceta fervendo igual caldeirão. Percebo que o Adri nos olha muito mais e que, com as esfregadas que dou nele, deixo ele a mil. Em algumas ocasiões já senti o pau duro dele encostado na minha perna, nas costas… mas não vejo ele se animar a falar nada. Já peguei o costume de espiar ele nas sonecas dele e tenho até os lábios feridos de tanto me morder pra não gritar as gozadas enormes que eu dou quando meto os dedos imaginando que é o pau dele, aquele que vejo pela persiana, que está enfiado dentro de mim. E de noite acontece a mesma coisa. Vejo ele na minha mente e me satisfaço imaginando que é ele quem faz. No começo, metia os dedos igual de tarde, chegando a enfiar até quatro de tão puta que eu ficava. Um dia que fomos fazer compras, peguei uma abobrinha do tamanho parecido com o que calculei da vara do Adrián e, depois de limpar direitinho, uso ela pra me foder com ela. Deus, que vadia eu me sinto com a abobrinha enterrada quase inteira na buceta. Além disso, agora já não basta mais e comecei a enfiar também uns dedinhos no cu. Um dia de tesão, quis chegar na buceta por trás e descobri que me tocar no ânus dava uns cócegas muito gostosas. E daí pra enfiar o dedo não demorou nada.
Vocês podem imaginar a cena. Meu corpo pelado de barriga pra cima na cama com uma abobrinha de mais de 20 centímetros enfiada em mim, com dois dedos se mexendo dentro do cu, meus peitos subindo e descendo no ritmo da minha respiração com os bicos prontos pra partir diamantes e o corpo brilhando de suor. Tenho uma dificuldade danada pra segurar os gritos que meu corpo pede pra liberar a tensão do momento. A almofada tá toda ferrada de tanto morder ela pra disfarçar os gemidos que eu solto quando os orgasmos explodem no meu corpo. No começo, me importava que o Adrián, que dorme parede com parede comigo, pudesse me ouvir, mas agora não ligo mais. Além disso, me dá um tesão do caralho imaginar que ele me ouve, que ele entra no quarto e que me arrebenta de gozadas com sua pica enorme.
Não sei quanto tempo vou conseguir aguentar mais essa situação. Tô ficando louca…
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Ana está muito "mão boba" com o primo dela. Sério, os jovens acham que a gente, mais velha, tá na lua e não percebe nada. Mas não é assim. O que eu vejo entre os dois é a existência de sentimentos mútuos, além de uma tensão sexual latente que vai transbordando. E isso me dá medo. Já não tenho tanta certeza de que eles consigam se segurar. Se acabassem cedendo e eu tivesse que fingir que não vi… como eu deveria reagir? Com indignação por terem caído nos próprios impulsos baixos? Ou com compreensão pelos sinais evidentes de amor entre eles? Se é que é amor mesmo e não só uma paixonite ou confusão por causa da situação que vivemos nos últimos dois anos.
Tô toda confusa. E se eu, que supostamente sou a adulta e a mais sensata, tô cheia de dúvidas, imagina o que não passa na cabeça de uns jovens com os hormônios e as emoções à flor da pele?
Mas conforme os dias passam, eu confirmo, com mais medo ainda, que além dos amassos que eles trocam, os dois ou já estão apaixonados ou tão muito perto disso. Os olhares furtivos, como se encaram nos olhos quando conversam, e vários outros sinais que reconheço perfeitamente. E meus sentimentos contraditórios continuam. A educação da sociedade diz que relações entre parentes não são normais e são malvistas, o que, se as coisas continuarem assim, vai causar dor pra eles no futuro. Embora seja verdade que a pouca família que temos mora longe, também tem os amigos e vizinhos que podem rejeitá-los com muita crueldade. Mas também sei que, se eles estiverem realmente apaixonados, vão superar tudo e se apoiar ao máximo pra vencer todas as dificuldades da vida. Isso eles já mostraram. E eu sei o quanto cada um vale individualmente pra negar que formariam um casal lindo e sólido.
Por estar "de olho" neles tão Bem baixinho, eu ouvi o que minha filha espia. Tanto nas sestas quanto à noite, eu escapei do meu quarto lá em cima para o andar de baixo, onde eles dormem. Escuto o que eles fazem. No silêncio da noite, dá pra ouvir tudo, por mais que tentem disfarçar. Os dois estão se dando prazer, e tenho certeza de que é pensando um no outro. E eu fiquei com tesão de novo. Como é possível que eu me excite tanto com o prazer dos meus filhos a ponto de quebrar o bloqueio que tive desde a morte do Alberto?
Não consigo ficar parada ali entre os quartos dos meninos. Subo as escadas para me aliviar no meu quarto, mas quando chego lá em cima, ouço uma porta se abrir. Depois, uns toques na outra porta e o som dela se fechando. Meu coração bate que nem um louco. Será que um dos dois se atreveu a…?
O tempo passa. Nada se mexe, nada se ouve, nada parece acontecer. Entro no quarto, mas fico alerta a qualquer som que não vem. Já se passaram quase quinze minutos, e não aguento mais a incerteza. Desço as escadas de novo em silêncio. Só consigo ouvir uns murmúrios. Não aguento mais. Abro a porta…
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Pô! Eu já tava começando a sentir uns arrepios quando bateram na porta bem de leve. Mal dá tempo de me cobrir o pau com o lençol quando entra a Ana. Sei que é ela porque, mesmo no escuro, reconheceria a silhueta dela entre mil mulheres. Ela entra na ponta dos pés, de cabeça baixa, vestindo uma camiseta que cobre ela só até um pouco abaixo da linha onde deve estar a calcinha dela.
– O que foi, Ana? Como assim você vem tão tarde?
Ela parou e não levanta a cabeça. Tô ficando preocupado e insisto de novo.
– Ana, o que que tem?
Meu coração aperta quando ela finalmente levanta a cabeça e eu vejo os olhos dela cheios de lágrimas. Pulo da cama sem me importar com a nudez e seguro ela suavemente pelos ombros.
– Adri… não aguento mais. – ela fala baixinho, soluçando – É uma loucura, mas não consigo evitar. Não aguento mais. Preciso que me abrace, que me acaricie, que me pegue… Te quero.
Ia dizer que não sabia explicar o que sentia naquele momento, mas estaria mentindo igual um canalha. É verdade que tinha fantasiado em comer a Ana, mas agora não era isso que estava na minha cabeça. Vê-la tão vulnerável e destruída fazia uma determinação gelada apertar meu peito. Poucas coisas foram tão claras na minha vida quanto os sentimentos que estavam brotando em mim. Não tinha dúvida. Amava a Ana pra caralho. Não queria passar minha vida sem ela. E se isso não é amor, que o mundo se acabe agora mesmo.
Peguei a carinha dela entre minhas mãos e, suavemente, fui secando as lágrimas sem dizer nada. Ana me olhava nos olhos, na expectativa. Não podia demorar mais pra expressar meus sentimentos. Ela esperava por isso e eu não ia decepcioná-la. Devagar, aproximei meus lábios dos dela e a beijei, tentando colocar todo o amor que consegui reunir. Ana soltou um gemidinho de satisfação e alívio e passou os braços em volta do meu pescoço enquanto retribuía o beijo com a mesma suavidade que eu a beijava. Eu a abracei como se fossem tirá-la de mim, o que fez o corpo dela grudar no meu.
Com o abraço, a camiseta que ela usava subiu. Como eu estava nu e os peitos da Ana estavam cravados nos meus, a ereção que tinha perdido com o susto da entrada dela voltou pro meu pau. Quando subiu e ficou dura, se encaixou na entreperna da Ana, e eu senti perfeitamente que, por baixo da camiseta, ela não estava usando nada, pois se encaixou na buceta molhada dela. Ana se afastou dos meus lábios e só disse:
– Faz amor comigo.
Depois tinha eu. Por reviravoltas da vida, meus pais não puderam me dar irmãos. Sou moreno claro de cabelo, olhos cor de mel, nem bonito nem feio, magro e definido (não musculoso) e mais alto que meu pai (passo um pouco do metro e oitenta). Só me destaco numa coisa, e nem é algo pra sair contando por aí ou pra ficar fazendo foguetório.
Apesar de não ter irmãos, não cresci sozinho. Meus tios moravam a 50 metros da minha casa, então os dois filhos deles, meu primo Luis e minha prima Ana, foram meus irmãos de consideração. Obviamente, sempre fui mais próximo do Luis do que da Ana (já sabe, as meninas são umas chatas, são entediantes... e todas essas baboseiras de criança). Nos últimos tempos, a gente já se juntava com nossa prima e irmã (e, claro, com as amigas dela) e, embora andássemos em bando, elas não nos davam bola se a gente enchesse o saco. O normal entre adolescentes.
Mas aconteceu uma desgraça na minha vida por culpa de um maldito filho da puta bêbado. O cara tava dirigindo a caminhonete de luxo dele (o que salvou a vida dele) e atropelou o carro popular de classe média onde meus pais estavam. Ele teve sorte e morreu na hora. Mas minha pobre mãe lutou pela vida dela por duas semanas até cair também.
O baque pra mim foi pesadíssimo. Na verdade, levei quase um ano pra assimilar minha situação e voltar a uma vida "normal". Fui morar com meus tios, que me me acolheram como se fosse filho deles. Com 17 anos, fiquei muito calado, tristonho, parei de me relacionar com as pessoas e só me sentia à vontade com meus tios e primos. Foi nessa época que a Ana se aproximou mais de mim, coisa que eu agradecia pra caralho. Digamos que "adotei" a Ana como mãe e era com ela que eu mais me abria. Ela me abraçava muuuuito, me aconselhava do melhor jeito que podia e sempre estava por mim, o que fez meu carinho por ela aumentar pra um cacete. Até diria que foi ela quem realmente me tirou do buraco emocional em que eu tava.
Mas como as desgraças nunca vêm sozinhas, mais uma se somou um ano e meio depois. Lembram do avião da Spanair que caiu logo depois de decolar em Barajas? Pois nele morreram meu tio e meu primo. Minha tia superou quase bem, dadas as circunstâncias, mas com a Ana aconteceu a mesma coisa que comigo. E como era de se esperar, dessa vez tive que ser eu quem engoliu o choro e ajudou a Ana a superar a perda do pai e do irmão. E de quebra ajudar também minha tia Beatriz que, embora não tenha tido um baque tão extremo quanto o da Ana, também tava muito triste e apática.
Ainda bem que meus avós já tinham morrido há alguns anos, porque ter perdido os dois filhos teria sido devastador pra eles (meu tio e minha mãe eram irmãos).
Foi realmente uma época triste. Não tínhamos família pra nos apoiar. Só restava viva a avó da Ana, mãe da minha tia, que tava numa casa de repouso com demência senil severa, e uns primos, filhos da irmã da Beatriz (morta por um câncer de mama precoce) que moram nos EUA com o pai. E pra piorar, as notícias sobre o acidente nos lembravam do nosso drama com mais frequência do que a gente queria (reconstruções do acidente, desculpas da companhia, o julgamento e tudo que aquilo mexeu e que ainda não terminou de vez).
Com esse cenário, não é estranho que a gente andasse sempre junto os três pra todo lado (pra fazer compra, de passeio, no cinema,…). Só nos separávamos pra ir pras nossas aulas e minha tia pra um trampo que ela arrumou porque não quis gastar a grana que tinha. Isso era, no meu caso, a indenização do seguro de vida dos meus pais, o que tiraram do filho da puta que matou eles e o apartamento dele; e no caso dos meus primos, também um seguro de vida que meu tio tinha e a poupança da hipoteca da casa deles (o seguro do empréstimo hipotecário teve que quitar ela). E falta um pouco porque ainda não pagaram as indenizações completas do acidente do avião). O negócio é que ela saía de casa às sete e meia e voltava umas seis e meia da tarde, então eu e a Ana fazíamos as compras, comida, arrumávamos a casa… além de estudar.
A gente se acostumou a fazer tudo junto. Pra estudar, a gente sentava na sala e a Beatriz, quando chegava, ficava lendo com a gente até a hora de fazer o jantar. Depois do jantar, a gente batia um papo falando das nossas coisas, via algum filme ou programa na TV e ia dormir. Foi assim que passou o primeiro ano depois do acidente.
Tudo isso quebrou quando chegaram nossas férias. Como a gente não saía muito e estudava bastante, terminamos nossos cursos com todas as matérias aprovadas, algumas até com nota boa. Eu e a Ana ficamos com muito tempo livre e pouco pra fazer. Das nove da manhã até as onze, a gente cuidava das tarefas de casa (não somos de ficar até tarde na cama), mas e depois?
A piscina foi a melhor aliada. Com o calor de Madrid, dava vontade. Eu ficava nadando de um lado pro outro enquanto a Ana fazia "largura". Quando a gente cansava, sessão de secar na toalha, conversa e volta pra água. Às vezes, eu e a Ana fingíamos ser namorados porque uma mina como ela chama atenção dos caras e alguns olhavam pra ela de um jeito que só faltava babar. Pra evitar que ela se sentisse desconfortável, eu abraçava ela pelos ombros, cintura, deitava perto dela… como se tivesse marcando território. Ela agradecia com um olhar doce. E Ninguém pense nada estranho. Eu olhava pra ela como o que quase era, uma irmã.
Minha tia Beatriz tirou um mês de férias. Uma amiga dela ofereceu pra ela ir pra uma fazenda do marido dela no interior da província de Valência, uns 40km da praia do povoado de Oliva e também perto de um grande parque natural ali perto de Alcoy. Ela e o marido não iam naquele ano e ofereceram o mês inteiro pra ela, com a condição de manter a fazenda em ordem e fazer parecer que a casa estava ocupada pra evitar problemas por verem ela vazia. No começo, minha tia não aceitou ir. Ela admitiu pra gente que não queria nos fazer trabalhar e que não pagar nada parecia um abuso. Mas a gente disse que não ligava de fazer coisas ao ar livre, que seria uma novidade, a amiga dela insistiu porque dizia que precisava de alguém de confiança e que, além disso, pra gente ia ser ótimo pra desligar de tudo "da nossa vida" e minha tia só aceitou se pagasse alguma coisa, mesmo que fossem os gastos da casa durante o verão. Então, como vocês imaginam, ela acabou dizendo que sim e pra lá que a gente foi…
O calorão na hora de descer do carro foi de lascar, e muito. Vocês já imaginam o calor da última semana de julho em Valência, ainda mais no interior, onde a umidade e a brisa do mar chegam bem pouco. Por sorte, a casa tinha uma piscina antiga bem grande (como se fazia antigamente) que a gente podia usar pra se refrescar e que ficava rodeada por uma fileira de árvores de arizônica, como era moda em anos passados.
Na real, não tinha muito o que fazer na fazenda. Basicamente era juntar um pouco de folhas e sujeira que o vento trazia, aparar algumas cercas vivas e manter a casa limpa. O "trabalho" na fazenda acabou bem rápido. Beatriz, como forma de agradecer, falou com a amiga dela e plantou uma laranjeira, um limoeiro, uma pereira e uma macieira, e eu cuidei de fazer uma derivação na irrigação pra chegar água nelas.
Depois disso, tudo foi limpar um pouco a Casa entre Beatriz e Ana, e eu ficava responsável por limpar a piscina e aspirar o fundo dela pra tirar a areia. Como já falei, nunca fomos de ficar horas na cama, e todas as tarefas a gente fazia das nove às onze da manhã, ficando já na piscina até umas duas horas, quando íamos nós três preparar a comida. Na área de sombra da piscina, a gente costumava deitar pra ler algum livro, jogar cartas e conversar entre nós. Quando não aguentava mais o calor, a água era nossa aliada, e a gente brincava os três como crianças nela.
E foi aí que as coisas começaram a mudar aos poucos. Acho que até agora não descrevi minhas parentes femininas. Já contei que a Ana era uma gostosa. Sem entrar no jeito doce dela, calma ao falar, madura em todos os aspectos e super carinhosa, a Ana é uma morena clara de olhos cor de mel, lábios carnudos e definidos, e com um corpaço de dar inveja. Os peitos dela são perfeitos no tamanho, com os biquinhos apontando pra frente e durinhos (mal se mexem com o movimento do corpo). Cinturinha fina, os quadris dela destacam a bunda perfeita que marca, e de lá nascem umas pernas definidas e lindas. Ela diz que os pés dela são feios pra caralho, mas eu não vejo defeito nenhum. No máximo, o dedão dela é um pouquinho mais grosso, mas me digam se isso é motivo pra falar que tem pé feio.
Sobre minha tia Bea, ela é muito (mas muito) parecida com a Ana. Dá pra dizer que a Ana é a versão jovem da minha tia. Obviamente, o corpo dela não é tão firme quanto o da Ana, mas já vi muita mulher de 25 a 30 anos que mataria pra ter o corpo que minha tia Ana tem com 42 anos. Só que a Bea não era tão aberta quanto a Ana, embora, depois do que rolou com o pai e o irmão dela, a Ana agora era mais quieta que a Bea. Eu tô ligado nos olhares dos homens quando minha tia passa, e com certeza ela levanta muita paixão (e outras coisas).
Agora imaginem um jovem cheio de hormônios fervendo, brincando com umas gostosas dessas. Sim, que os jogos eram sem malícia da parte de todos, mas imagino que o cérebro do meu "primo pequeno" não entende de parentescos e ficava com uns tesões da porra. No começo, não dei importância a ficar de "pau duro" quando nos roçávamos brincando, embora à noite, na intimidade do meu quarto, eu batesse umas punhetas antológicas. Eu tava mais tarado que o normal e, quando percebi que era por causa das minhas parentes, já tava mais que acostumado a bater pelo menos uma em homenagem a elas.
Reconheço que, principalmente no início, me dava uma certa vergonha bater punheta pensando na Ana e na Bea, imaginando seus corpos nus em poses provocantes e até transando (sapafêmea inclusive). Calei meus escrúpulos pensando que não tava fazendo mal a ninguém, já que eram só fantasias minhas e coisas que ficariam na minha cabeça.
Não mudei meu jeito com elas. Continuei do mesmo jeito carinhoso, abraçando elas, conversando como sempre… só que agora eu reparava mais nos corpos delas pra pegar "material" pras minhas práticas noturnas de punheta. Na minha cabeça, elas não percebiam nada, nem meus olhares de exame, muito menos as reações do meu corpo com tanta observação (endurecidas repentinas, vocês me entendem). Achava que a folga dos bermudas que eu costumava usar, com a ajuda de uma sunga por baixo, era suficiente pra disfarçar o tubarão…
E chamo de tubarão com razão. Se lembram, eu disse que só me destacava numa coisa. Pois o "tubarão" passa dos vinte e três centímetros e com uma grossura muito boa. Bom, a vida, pelo menos nesse aspecto, foi generosa comigo. Pois eu achava que um pau desse tamanho não apareceria nos meus bermudas, mas agora sei com certeza que não era assim. Agora sei que as duas, separadamente, percebiam minha excitação.
Numa conversa ao ar livre à noite, surgiu um assunto que acabou levando, mais tarde, aos acontecimentos que motivam essa história. A gente tava falando de certos amigos e amigas em comum e minha tia me fez a seguinte pergunta.
— Oi, Adri — como vocês devem imaginar, meu nome é Adrián — você nunca conta nada sobre nenhuma garota. Sei que não tem namorada, mas cê tá afim de alguém?
— Agora, pra ser sincero, nenhuma me desperta interesse nesse sentido. Por quê?
— Curiosidade. Não tem ninguém com quem você pense em tentar algo?
— Sei lá. Tem algumas que eu acho gostosas, mas só fisicamente. Pra namorar não têm o que eu quero.
— Então, pra um rato sim, mas pra mais nada, né? — Ana disparou.
— Isso mesmo. — sorri com malícia.
— E o que elas não têm que você procura? Se você não conhece as pessoas de perto, não vai saber o que elas oferecem ou não.
— Bom — pensei um pouco na resposta — o que elas podem me dar, eu não sei. Mas sei o que quero e tenho certeza que nenhuma é como eu gostaria que minha mina fosse.
— Tá bom, seu misterioso. E como teria que ser uma garota pra ser sua namorada? — minha tia fez a pergunta, mas não esperava minha resposta explosiva.
— Bom, basicamente, teria que ser alguém igual a você ou à Ana. E como ainda não encontrei, continuo sozinho…
— Cooomoo assim?? — minha prima me olhava com os olhos arregalados. Tanto que acho que só o nervo óptico segurava o olho no lugar.
— Não se surpreenda tanto. Com tudo que passamos, mostramos como somos de verdade, como nos amamos, nos apoiamos, nos ajudamos em tudo, compartilhamos tudo. E isso sendo vocês duas tão carinhosas, gentis, compreensivas, intuitivas, inteligentes… e não vou continuar porque não ia acabar mais. Resumindo, não quero alguém que seja menos do que vocês me mostraram ser. Se não tem ninguém assim, fico como estou e vou morrer de inveja no dia que vocês encontrarem alguém pra ficar e me deixarem sozinho.
— Puta merda, que drama! Mas é o elogio mais bonito que já ouvi. — disse minha tia.
— Nossa, que forte. — disse Ana ainda com cara de choque.
— Não é elogio nem porra nenhuma. — Minha cara era séria. Digo isso completamente convencido.
As duas me olharam fixamente e começaram a rir. Acho que estavam decidindo que o que eu disse era mais piada do que elogio sincero, porque não queriam pensar se havia algo a mais. Nos rostos delas, mesmo rindo, acho que estavam especulando por que eu tinha dito aquilo, reconheço que quase sem motivo. A verdade é que nem eu mesmo sei como consegui soltar aquilo nem os motivos subconscientes. Mas, isso sim, o que eu disse era o que sentia. Nem mais, nem menos.
Depois de um tempo, voltamos a conversar, mas já sobre assuntos menos picantes e mais triviais. Rapidamente voltamos ao nosso clima gostoso de sempre, mas certa semente tinha sido plantada e germinaria aos poucos.
Nos dias seguintes, quase tudo continuou parecido. De manhã, nossas tarefas autoimpostas, depois piscina até irmos preparar o almoço e, após uma pequena sobremesa, tirávamos uma soneca para passar as horas mais quentes. Era nesse momento que eu aproveitava para me masturbar, lembrando dos roços e das imagens da piscina, e aliviar a tensão. Além disso, aproveitava para bater umas punhetas sem pressa, curtindo a subida do prazer aos poucos, porque eu gostava mais dessa calma e curtia muito mais do que uma siririca rápida em que gozasse em cinco minutos. Quando finalmente esvaziava minhas bolas, era aí que eu conseguia dormir tranquilo.
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A resposta do Adrián tinha me perturbado muito mais do que eu aparentava. Ele tinha admitido que o tipo de garota que procurava para um relacionamento era alguém como minha mãe… ou como eu mesma. O baque que meu coração deu, se é que não parou de susto, foi fortíssimo. E isso sem falar que, num instante, minhas esperanças subiram como espuma. E não é para menos, já que, há alguns meses, estou perdida e completamente apaixonada pelo meu primo Adrián.
Quando os pais dele morreram, passei de quase evitá-lo (ele era um pouco chato com minhas amigas e comigo) a ficar do lado dele. incondicionalmente. Me partia o coração ver ele passar de um garoto extrovertido e feliz pra uma sombra triste. O acidente dos pais dele foi um baque pesadíssimo e eu me dediquei pra ajudá-lo a superar, o que levou muito tempo. Depois veio a morte do Luis e do meu pai, com quem eu era muito apegada. E aí os papéis se inverteram.
Ele se dedicou a mim e à minha mãe, mesmo sem ter superado completamente as próprias dores, que ainda incluíram a morte do tio dele e do melhor amigo, meu irmão. Mas ele se forçou pra nos ajudar a passar por aquilo. E reconheço que no meu caso não foi fácil, porque eu afundei mais do que ele. Mas acho que ele nunca percebeu o quanto eu estava mal, porque me forcei por ele a tentar levantar o astral e esconder isso pra não afetá-lo tanto.
O que nunca imaginei é que, por causa da enorme proximidade que tivemos nesse período, comecei a conhecer meu primo de verdade. E o que eu via me agradava pra caralho. Sempre atento, sempre disposto, sempre próximo... quando eu falava com ele, sentia que ele me ouvia de verdade e sempre sabia o que dizer ou fazer pra me ajudar no que fosse. Ele conseguia perceber quando eu precisava de um carinho, um abraço, uma palavra amável, uma ajuda ou qualquer outra demonstração de afeto. Eu adorava ficar vendo TV com ele deitada no sofá da sala, com a cabeça no colo dele, curtindo o jeito que ele acariciava meu cabelo, minha nuca ou minhas costas. Me sentia bem assim. Sentia a proximidade dele, o carinho, o calor...
O dia em que me dei conta dos meus sentimentos foi num fim de semana que saímos com os amigos. Tava na minha, conversando com o pessoal. Quando vi o Adrián segurando uma mina pela cintura enquanto ria bem perto do ouvido dela, como se estivesse flertando, senti como se um gelo me agarrasse pelas tripas. Ver ele assim com aquela garota doeu pra caralho. Acho que até ofeguei de ansiedade por ver, pela primeira vez, que ele poderia me largar por outra mina. Embora não Não rolou nada com "aquela mina" porque foi só um momento de besteira, naquela noite eu chorei no travesseiro até encharcar ele. Percebi que não queria que o Adrián me deixasse nunca, que não fosse de outra. Eu TINHA que ser a mina dele como já era, mais ou menos, até então. Mas somos família e isso ia condicionar tudo.
Pensei muito sobre isso. Até pesquisei sobre incesto entre primos e o que descobri é que não era um desastre tão grande quanto eu imaginava. Legalmente não tinha problema a gente casar e até ter filhos. Outra coisa era o tabu entre as pessoas da família que talvez não vissem com bons olhos. Embora minha família seja quase só ele e minha mãe (nossos poucos parentes estão longe e temos bem pouco contato), existia o risco de não entenderem nem aceitarem. E justamente por ser só nós, não podia arriscar perder eles. Assim, os problemas, em vez de sumirem, podiam ficar bem complicados. Por isso me resignei. O Adrián seria meu amor impossível e eu só poderia curtir ele à distância. E caralho, como dói estar nessa situação.
E agora o Adrián soltava essa bomba pra gente. Assim, de repente e sem avisar! Nunca fez tanto sentido a expressão "se segura que vem curva". O filho da puta tinha me empurrado, com nocturnidade e alevosia, pra uma montanha-russa de sensações brutal. Todas as minhas esperanças renasceram e… porraaaa, como eu queria me jogar de cabeça nele.
Ainda bem que minha mente mais fria assumiu o controle dessa bagunça de sentimentos em que eu tava. Beleza! Parece que posso ter sinal verde com ele, mas ainda tinha minha mãe na jogada. Embora eu me dê muito bem com ela, parecendo muitas vezes mais amigas do que mãe e filha, nunca deixei que ela pudesse imaginar que rolasse algo com o Adrián além da relação próxima que temos por causa das nossas circunstâncias. O pior de tudo é que não tinha a menor puta ideia de como sondar minha mãe pra ver o que ela podia pensar sobre isso. Posso dizer juro que tive dor de cabeça de tanto pensar e repensar procurando uma solução.
A única coisa que decidi foi que ia me aproximar mais do meu priminho querido. Foi assim que comecei a ajudar ele a limpar a piscina. Fazia minhas coisas em casa correndo pra poder ficar com ele. Juntava galhinhos, folhas ou as espreguiçadeiras devagar pra ter mais tempo com ele. Adorava ver o corpo dele vestido só com o sungão, brilhando de suor na pele, marcando um pouco de músculo. O Adrián vive dizendo que é bem normalzinho, quase feio. Esse menino é bobo. É verdade que não é um adônis, que não é lindo de morrer... mas tem seu charme que deixa a gente doida. E não sou só eu que digo. Mais de uma amiga já confessou que não se importaria de fazer um favorzinho pro meu primo, que a buceta coçava só de pensar nele. Eu não gostava muito que elas compartilhassem esses desejos comigo, mas fingia cumplicidade. Agora tenho certeza de que era ciúme. E porque também tava me dando tesão.
Resumindo. Grudei no Adri como uma lapa. Confirmei que quanto mais perto dele eu ficava, mais meu corpo respondia. Meu coração acelerava, eu ficava mais sensível a cócegas quando ele me fazia um carinho, sentia um aumento de temperatura e umidade na minha entreperna, e meus pezinhos ficavam durinhos por baixo do biquíni. Ainda bem que ele tem um forro interno mais grosso que disfarçava. Cada dia que passava, o Adrián me deixava mais tarada... E o que mais me alegrou foi perceber que o volume na entreperna dele crescia, sinal de que minhas aproximações não passavam despercebidas.
Tava nessa vibe quando veio a bomba. Todas as tardes, nas horas mais quentes, a gente tirava uma soneca. Naquela tarde em que tudo mudou, não consegui dormir como de costume. Os roçados com o Adri tinham me deixado tão excitada que precisei me masturbar duas vezes pra me acalmar o suficiente pra conseguir dormir. Fui ao banheiro me refrescar um pouco (e limpar um pouco todos os caldinhos que tinham saído da minha buceta maltratada) quando ouvi um gemido leve vindo do quarto do Adrián.
No começo, pensei que podia ter acontecido algo com ele e me aproximei da porta decidida a abrir e ver o que estava rolando. Mas antes de fazer isso, ouvi outro suspiro e rapidamente percebi que não parecia algo ruim, mas sim… Imaginei o que estava acontecendo e precisava ver. Era algo além da razão, mas sentia que devia ver o que se passava. Pensei rápido e fui para o pátio externo, que dava para o quarto do Adrián. Tive que me jogar no chão para espiar por baixo da persiana, que estava quase toda abaixada, sobrando só um palmo. Tirei a cortina com cuidado e o que vi me deu uma pontada no meio da barriga…
Adri estava deitado de barriga pra cima na cama, se masturbando, subindo e descendo devagar em cima de um pedaço de pau enorme. Não é que eu tenha muita experiência. Já vi quatro paus na minha vida e, desses, só um entrou em mim. Tive uns dois namoradinhos e uma ficada. No primeiro, não passei de umas punhetas porque era muito novo (mal tinha quinze anos). O segundo foi mais longe porque cheguei a chupar ele enquanto ele me chupava. E pouco antes do acidente, fiquei com um garoto da escola que me deixava louca perdida e transei com ele num parque perto duas vezes. E digo que transei porque o menino era muito tímido e tive que forçar a barra. O garoto foi super legal porque, mesmo sendo virgem, aguentou o suficiente pra eu curtir as duas transas.
Esses caras tinham um tamanho normal, mas o do Adri quebrava todos os padrões. A mão dele não cobria nem metade do pau e, pelo que dava pra ver de longe, fino também não era.
Depois do susto inicial, fiquei toda fervendo e o resultado foi que minha mão desceu até minha virilha, passou por baixo da calcinha do biquíni que eu tava usando e meus dedos começaram a percorrer a fenda molhada da minha buceta. Além disso, fui fazendo na mesma velocidade que o Adri, o que eu achava muito excitante e me fazia imaginar que era minha buceta, e não a mão dele, que percorria o falo dele. Fiquei assim por um bom tempo, acariciando meu clitóris, que me dava descargas de prazer, e enfiando meus dedos dentro da minha caverna, que estava cada vez mais quente e molhada.
O Adri começou a suspirar cada vez mais forte e a ficar rígido, me revelando que ia gozar logo, então aumentei a velocidade da minha punheta pra gozar junto com ele. Mas…
– Arrggg… Anaaaaaaaa. – ele suspirou com força.
O Adri começou a soltar jorros grossos de porra que subiram mais de meio metro pra cima e caíram sobre ele, enquanto era meu nome que ele dizia ao gozar. E eu também não aguentei mais. Saber que o Adri gozava comigo na imaginação dele detonou minha libido e meu orgasmo a tal ponto que tive que morder minha mão pra não gritar de tanta intensidade que foi minha chegada ao prazer máximo, que irradiava da minha xota até a última ponta do meu corpo tenso.
Tão forte e longo foi o orgasmo que, quando abri os olhos de novo, o Adrián tinha saído do quarto dele, imagino que pra limpar as manchas de porra do corpo. Eu me levantei como pude, porque meu corpo tinha ficado extremamente mole. No chão, ficou uma mancha enorme de suor desenhada no piso, que denunciava minha presença.
Não quis entrar em casa de novo, então fui pra piscina, onde tomei um banho pra tirar a poeira do chão e relaxar enquanto revisava mentalmente o que tinha acontecido. Agora não tinha mais dúvida de que nós dois tínhamos sentimentos um pelo outro, mas ainda existia o mesmo problema: ele é meu querido primo, e isso continuava condicionando as coisas. Embora eu já estivesse pouco me lixando pra isso. Tinha decidido continuar provocando ele o máximo possível e, se a oportunidade surgisse, pretendia agarrá-la no ar e ficar com o Adri pra mim.
Ao longo dos dias, transformei esses pensamentos em realidade, comprovando que o Adri ficava louco por mim. podendo confirmar nos dias seguintes, quando eu espiava as "sonecas" do meu amado primo…
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Estou totalmente chocada. Saí pra pegar uma roupa no varal do meu quarto (que fica no andar de cima) e peguei minha filha Ana espiando o primo pela janela, deitada no chão, se masturbando. E pelo visto foi apoteótico, porque vi, sem medo de errar, quando minha menina teve o orgasmo e como isso afetou ela. Tanto que ouvi o Adrián sair do quarto dele, e ela continuou deitada no chão até conseguir se levantar e ir pra piscina.
Faz um tempo que venho observando os dois sem que percebam. Esses jovens acham que os adultos não sacam nada, que nunca fomos como eles e que estamos por fora. Sempre gostei que Adrián e Ana fossem tão unidos, principalmente depois daquele dia fatídico em que perdemos o Alberto, meu marido, e meu filho Marcos. Aquela fase tão difícil das nossas vidas nos uniu como nada mais poderia ter feito, e eu ficava feliz por eles se verem como irmãos, mais do que como primos. Além disso, me ajudou pra caralho a não afundar de vez depois de perder meus meninos, principalmente o Marcos. Isso eu não desejo nem pro meu pior inimigo: sobreviver a um filho.
Nos comportarmos como uma família, além de nos unir, nos deu estabilidade emocional, principalmente. Ficava feliz em ver a gente, nós três, superando aquele trauma aos poucos. O Adrián se comportou como o homem da casa em todos os sentidos, e nunca vou agradecer o suficiente o quanto ele se dedicou a ajudar a Ana a sair do buraco, mesmo ela tendo feito o mesmo por ele antes. E como eu decidi voltar a trabalhar, essa união entre eles era ainda mais importante, porque cada um era o apoio do outro quando eu não podia estar ali.
Foi exatamente por causa deles que aceitei a oferta da Marina, uma colega, de ficar na fazenda dela em Valência durante as férias. Os caras se uniram pra vencer minhas resistências e eu aceitei por causa deles, porque aquilo me dava um certo receio. Essa história de ir pra uma casa que não é minha sem os donos estarem lá... meio que não rolava. Mas como eu disse, me forcei a superar meus preconceitos por eles. Desde que chegamos, vimos que também não tinha muita coisa pra fazer e, depois de dividir as tarefas, começamos a passar os dias.
E num desses dias, o Adrián nos disse que as minas que ele curte são parecidas comigo e com minha filha Ana. Num primeiro momento, achei que era exagero e até brincadeira. Mas se tem uma coisa que eu sei fazer é conhecer meus filhos e, depois de olhar duas vezes pra parada, percebi que o Adrián tinha sido totalmente sincero e sério. E que a Ana tinha sido afetada muito mais do que parecia, vendo de fora. Com o passar dos dias, notei que os roços na piscina, brincando entre nós, fazendo aguadilha, etc., tinham "efeitos colaterais". Dava pra ver uma barraquinha no Adrián quando ele assumia certas posições, o que indicava claramente que ele tava excitado... e as únicas causas possíveis éramos eu e a Ana. Mas a Ana também dava pra notar. Além de não desgrudar o olho do primo, a respiração dela acelerava e ela ficava meio corada.
E depois das sonecas, toda essa tensão sexual relaxava bastante, o que me dava uma ideia do que os dois aprontavam na intimidade dos quartos...
Mas uma coisa é imaginar, outra é pegar sua filha se dedando enquanto olha o primo batendo uma punheta e tendo um orgasmo forte e intenso por causa disso. E agora, como é que eu lido com isso? Falo alguma coisa? Dou uma bronca neles? Deixo passar?
Me chame de covarde, mas pensei que, no fim das contas, os dois são maiores de idade pra pensar nas próprias ações e avaliar as possíveis consequências. Quis me convencer de que não passaria daquilo e que o bom senso prevaleceria. Quis acreditar que não precisaria fazer nada... e me ferrei depois. Mas por enquanto, embora vocês já saibam o que aconteceu depois, Não vou mais me adiantar.
O que eu não calculei de jeito nenhum foi como isso ia me afetar. Quando o Alberto morreu, passei de ter uma vida sexual bem ativa pro normal (no mínimo a gente fazia alguma coisa dia sim, dia não) pra ter desejo zero. O baque emocional arrancou minha libido por um bom tempo. Na real, fazia só uns dois meses antes do verão que eu tinha voltado a me masturbar como quando era novinha, mas as duas vezes que fiz senti um prazer frio e vazio, sem sentimento nenhum no ato. Mas agora, ver o prazer que eu tinha visto na Ana me fazia imaginar aquele prazer em mim. Além disso, ajudou muito eu continuar vendo como a Ana, toda tarde, espiava o primo e tinha aqueles orgasmos intensos que dava pra adivinhar.
E sem perceber, aos poucos, voltei a me masturbar com o prazer da minha filha na minha imaginação, fazendo dele meu. E também, por que não dizer, dos roçares com o Adrián…
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Tô ficando maluco. Se não fosse impossível, eu diria que tanto minha prima Ana quanto minha tia Beatriz adoram se esfregar no meu corpo na piscina. Me fode cada tesão que nem a sunga tipo slip que eu uso por baixo dos bermudas consegue segurar as ereções que eu tenho. E isso sem contar a dor nos ovos que me fode todo dia. Chega a um ponto que também comecei a bater uma na cama de noite. E é tanta excitação que, se eu não fizer, não consigo dormir. Parece até que não adianta as punhetas da tarde, porque a quantidade de porra que sai de mim é exagerada.
Também não ajuda que agora eu ouço no quarto da Ana uns barulhos muito estranhos que parecem gemidos e gritinhos baixinhos de prazer. Não sei se é fruto da minha própria putaria, mas imagino a Ana na cama se tocando, se dando prazer, o que me deixa muito mais excitado, o que não ajuda em nada a me acalmar.
Se isso continuar assim, vou ficar anêmico de tanto bater punheta e com a pica pelada…
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Eu tenho o Buceta fervendo igual caldeirão. Percebo que o Adri nos olha muito mais e que, com as esfregadas que dou nele, deixo ele a mil. Em algumas ocasiões já senti o pau duro dele encostado na minha perna, nas costas… mas não vejo ele se animar a falar nada. Já peguei o costume de espiar ele nas sonecas dele e tenho até os lábios feridos de tanto me morder pra não gritar as gozadas enormes que eu dou quando meto os dedos imaginando que é o pau dele, aquele que vejo pela persiana, que está enfiado dentro de mim. E de noite acontece a mesma coisa. Vejo ele na minha mente e me satisfaço imaginando que é ele quem faz. No começo, metia os dedos igual de tarde, chegando a enfiar até quatro de tão puta que eu ficava. Um dia que fomos fazer compras, peguei uma abobrinha do tamanho parecido com o que calculei da vara do Adrián e, depois de limpar direitinho, uso ela pra me foder com ela. Deus, que vadia eu me sinto com a abobrinha enterrada quase inteira na buceta. Além disso, agora já não basta mais e comecei a enfiar também uns dedinhos no cu. Um dia de tesão, quis chegar na buceta por trás e descobri que me tocar no ânus dava uns cócegas muito gostosas. E daí pra enfiar o dedo não demorou nada.
Vocês podem imaginar a cena. Meu corpo pelado de barriga pra cima na cama com uma abobrinha de mais de 20 centímetros enfiada em mim, com dois dedos se mexendo dentro do cu, meus peitos subindo e descendo no ritmo da minha respiração com os bicos prontos pra partir diamantes e o corpo brilhando de suor. Tenho uma dificuldade danada pra segurar os gritos que meu corpo pede pra liberar a tensão do momento. A almofada tá toda ferrada de tanto morder ela pra disfarçar os gemidos que eu solto quando os orgasmos explodem no meu corpo. No começo, me importava que o Adrián, que dorme parede com parede comigo, pudesse me ouvir, mas agora não ligo mais. Além disso, me dá um tesão do caralho imaginar que ele me ouve, que ele entra no quarto e que me arrebenta de gozadas com sua pica enorme.
Não sei quanto tempo vou conseguir aguentar mais essa situação. Tô ficando louca…
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Ana está muito "mão boba" com o primo dela. Sério, os jovens acham que a gente, mais velha, tá na lua e não percebe nada. Mas não é assim. O que eu vejo entre os dois é a existência de sentimentos mútuos, além de uma tensão sexual latente que vai transbordando. E isso me dá medo. Já não tenho tanta certeza de que eles consigam se segurar. Se acabassem cedendo e eu tivesse que fingir que não vi… como eu deveria reagir? Com indignação por terem caído nos próprios impulsos baixos? Ou com compreensão pelos sinais evidentes de amor entre eles? Se é que é amor mesmo e não só uma paixonite ou confusão por causa da situação que vivemos nos últimos dois anos.
Tô toda confusa. E se eu, que supostamente sou a adulta e a mais sensata, tô cheia de dúvidas, imagina o que não passa na cabeça de uns jovens com os hormônios e as emoções à flor da pele?
Mas conforme os dias passam, eu confirmo, com mais medo ainda, que além dos amassos que eles trocam, os dois ou já estão apaixonados ou tão muito perto disso. Os olhares furtivos, como se encaram nos olhos quando conversam, e vários outros sinais que reconheço perfeitamente. E meus sentimentos contraditórios continuam. A educação da sociedade diz que relações entre parentes não são normais e são malvistas, o que, se as coisas continuarem assim, vai causar dor pra eles no futuro. Embora seja verdade que a pouca família que temos mora longe, também tem os amigos e vizinhos que podem rejeitá-los com muita crueldade. Mas também sei que, se eles estiverem realmente apaixonados, vão superar tudo e se apoiar ao máximo pra vencer todas as dificuldades da vida. Isso eles já mostraram. E eu sei o quanto cada um vale individualmente pra negar que formariam um casal lindo e sólido.
Por estar "de olho" neles tão Bem baixinho, eu ouvi o que minha filha espia. Tanto nas sestas quanto à noite, eu escapei do meu quarto lá em cima para o andar de baixo, onde eles dormem. Escuto o que eles fazem. No silêncio da noite, dá pra ouvir tudo, por mais que tentem disfarçar. Os dois estão se dando prazer, e tenho certeza de que é pensando um no outro. E eu fiquei com tesão de novo. Como é possível que eu me excite tanto com o prazer dos meus filhos a ponto de quebrar o bloqueio que tive desde a morte do Alberto?
Não consigo ficar parada ali entre os quartos dos meninos. Subo as escadas para me aliviar no meu quarto, mas quando chego lá em cima, ouço uma porta se abrir. Depois, uns toques na outra porta e o som dela se fechando. Meu coração bate que nem um louco. Será que um dos dois se atreveu a…?
O tempo passa. Nada se mexe, nada se ouve, nada parece acontecer. Entro no quarto, mas fico alerta a qualquer som que não vem. Já se passaram quase quinze minutos, e não aguento mais a incerteza. Desço as escadas de novo em silêncio. Só consigo ouvir uns murmúrios. Não aguento mais. Abro a porta…
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Pô! Eu já tava começando a sentir uns arrepios quando bateram na porta bem de leve. Mal dá tempo de me cobrir o pau com o lençol quando entra a Ana. Sei que é ela porque, mesmo no escuro, reconheceria a silhueta dela entre mil mulheres. Ela entra na ponta dos pés, de cabeça baixa, vestindo uma camiseta que cobre ela só até um pouco abaixo da linha onde deve estar a calcinha dela.
– O que foi, Ana? Como assim você vem tão tarde?
Ela parou e não levanta a cabeça. Tô ficando preocupado e insisto de novo.
– Ana, o que que tem?
Meu coração aperta quando ela finalmente levanta a cabeça e eu vejo os olhos dela cheios de lágrimas. Pulo da cama sem me importar com a nudez e seguro ela suavemente pelos ombros.
– Adri… não aguento mais. – ela fala baixinho, soluçando – É uma loucura, mas não consigo evitar. Não aguento mais. Preciso que me abrace, que me acaricie, que me pegue… Te quero.
Ia dizer que não sabia explicar o que sentia naquele momento, mas estaria mentindo igual um canalha. É verdade que tinha fantasiado em comer a Ana, mas agora não era isso que estava na minha cabeça. Vê-la tão vulnerável e destruída fazia uma determinação gelada apertar meu peito. Poucas coisas foram tão claras na minha vida quanto os sentimentos que estavam brotando em mim. Não tinha dúvida. Amava a Ana pra caralho. Não queria passar minha vida sem ela. E se isso não é amor, que o mundo se acabe agora mesmo.
Peguei a carinha dela entre minhas mãos e, suavemente, fui secando as lágrimas sem dizer nada. Ana me olhava nos olhos, na expectativa. Não podia demorar mais pra expressar meus sentimentos. Ela esperava por isso e eu não ia decepcioná-la. Devagar, aproximei meus lábios dos dela e a beijei, tentando colocar todo o amor que consegui reunir. Ana soltou um gemidinho de satisfação e alívio e passou os braços em volta do meu pescoço enquanto retribuía o beijo com a mesma suavidade que eu a beijava. Eu a abracei como se fossem tirá-la de mim, o que fez o corpo dela grudar no meu.
Com o abraço, a camiseta que ela usava subiu. Como eu estava nu e os peitos da Ana estavam cravados nos meus, a ereção que tinha perdido com o susto da entrada dela voltou pro meu pau. Quando subiu e ficou dura, se encaixou na entreperna da Ana, e eu senti perfeitamente que, por baixo da camiseta, ela não estava usando nada, pois se encaixou na buceta molhada dela. Ana se afastou dos meus lábios e só disse:
– Faz amor comigo.
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