Viagem de aposentado pra Argentina 19

O jornal caiu das minhas mãos. Corina tinha se colocado na minha frente e, com o vestido totalmente abotoado do pescoço até os joelhos, começou a desabotoar os botões devagar sobre a pele morena natural, além de bronzeada na praia. Logo apareceram os dois globos que foram se juntando até se encostar. Eu tinha me proposto a manter minhas convicções e resistir à tentação, e consegui aguentar até que as duas partes do vestido revelaram as curvas dos peitos, depois de se separarem de novo para formar a redondez da base. Me endireitei na cadeira e minhas mãos foram até ela, peguei ela pela cintura e, com um esforço sobre-humano, afastei ela de onde estava. Fechei os olhos, embora sentisse nas mãos a pele quente sob o tecido leve do vestido, mas me levantei e procurei a porta da rua. O pior de tudo foi ver a expressão de Corina, um olhar assustado, mistura de decepção, incompreensão e dúvida que se despediu de mim, mas ainda tive força para fechar a porta com um pouco mais de energia que o normal, que ecoou como um portão batendo.

Saí como um touro do curral para a arena, entre desorientado e furioso. Sabia o que não devia fazer, embora estivesse sendo muito difícil, mas o que tinha muito claro era que estava andando no fio da navalha. Minha família estava em perigo grave e, ao menor deslize, seria o fim; iria pro saco o casamento do meu filho com Corina, que era uma mulher especial, muito difícil de encontrar, e, acima de tudo, estava meu neto. Aquele anjinho não tinha que pagar pelo "otário do avô", que tinha a braguilha mais rápida do cone sul.

Também meu casamento, tantos anos juntos, com tudo o que tínhamos superado, as "crises", como chamam agora, que tínhamos passado por minha culpa e que minha mulher sempre me perdoou, e agora por uns ciúmes provavelmente injustificados, meu ego ferido só porque minha mulher não tinha me contado... minhas dúvidas e que eu achava que tinha todo o direito de saber, não me considerava machista (até agora), mas acreditava que minha mulher não devia nem podia esconder nada de mim.

Meus pés me levaram ao parque de sempre, meu amigo parecia meu confessor, imagino que já tava de saco cheio de mim, ele já tinha problemas demais pra aturar minhas bobeiras. Não precisei dar muitos detalhes, ele entendeu rápido, eu tinha descrito sem contar a lista de problemas que carregava nas costas. Ele parecia ser um homem de vasta experiência, criado numa sociedade bem patriarcal, embora no fundo reconhecesse que a mulher era o melhor da Criação. Ele mantinha a posição de que a mulher devia sempre contar com o homem, com suas razões se reafirmava, mas com suas ressalvas não deixava de reconhecer que no final os homens é que baixavam a cabeça, mesmo que antes tivéssemos feito as mulheres baixarem. Era um jogo idiota, mas que servia pra manter o *status quo*, aparentemente um duelo em que desde o início sabíamos que a partida tava perdida, mas concordei em pelo menos me mostrar firme nas minhas "convicções". O camarada compartilhou o diagnóstico como se fosse uma gravação da conversa que eu tive com a Malena, e eu contei pra ele. Bom, o resto da tarde que ela me dedicou não, mas os conselhos foram parecidos: eu devia reorientar meus relacionamentos e controlar melhor minha família.

Ele achou muito boa a ideia de fazer a viagem com meu filho pra Mendoza e botar terra no meio por uns dias. Dessa vez ele me deixou falar e depois soltou a opinião dele. Não falei, mas pensei que o mito de que os argentinos são bons psicólogos era totalmente real.

Num momento de reflexão, ele colocou a mão no meu braço e, se aproximando, disse:
— Tenho novidades da Magda.
— Sério? Conta, sou todo ouvidos. Pra quando vocês marcaram? (me aliviou mudar de assunto)
— Kkkk, que ansioso. Nada disso, a mina simplesmente me encontrou aqui, eu... Acho que ela queria me encontrar. Me deu uma amostra de que no primeiro dia não tinha ficado insatisfeita, embora a melhor parte tivesse ficado comigo. Antes que a coisa desandasse, avisei que meu problema me limitava muito, mas ela disse que já sabia e estava se preparando pra um encontro com todas as garantias. Enquanto falava isso, me mostrou a saia que tava usando, era tipo aquela de colegial, cruzada na frente e fechada com botões grandes. A mina se apertou contra mim e deixou uma das minhas mãos deslizar pela coxa até achar um botão desabotoado. O calor da entreperna logo acelerou minha respiração e, nos meus brônquios, acenderam as luzes amarelas. Tive que diminuir o ritmo do toque, mas com muita paciência ela foi deixando as pernas se abrirem e eu fui aventurando a mão no meu próprio ritmo.

Fiquei curtindo a maciez da pele e, conforme ia subindo, as pernas dela se abriam cada vez mais. Quando rocei a calcinha dela, a primeira coisa que fiz foi seguir a linha dos lábios, separei eles o máximo que pude. Magda parecia estar sussurrando algo no meu ouvido, mas uma perna dela estava por cima da minha e a outra ela deixava cair o mais aberta possível. Quando consegui afastar o elástico da calcinha e roçar o clitóris, a mina tava tão excitada que me abraçou por baixo da jaqueta e, apoiando a cabeça no meu ombro, gozou. Eu tava excitado, mas meus brônquios aguentaram a pressão. Curti pra caramba sentir o corpo da mulher vibrando colado no meu no banco do parque. Aquele dia era o dela, e preferi dedicar ele a ela. Ela prometeu voltar e dar um jeito de a gente se encontrar sem pressa e sem esforço. Fico feliz que Magda tenha voltado, isso mostra a qualidade dela como pessoa e o interesse pelos meus amigos. Pode ficar tranquilo que ela vai voltar e você vai estar nas melhores mãos.

Já mais animado, aceitei um mate que ele me ofereceu. Ele preparou como se fosse pra um iniciante, comparado com o que ele mesmo tomou, não tinha nada a ver. Nada parecido. Depois de uma série de comentários sobre as mulheres, deixei ele com uma cara de felicidade, provavelmente tava pensando no novo encontro com a Magda.

Quando depois do jantar me deitei, esperava dormir logo. Javier e eu tínhamos combinado acordar cedo pra pegar a estrada até Mendoza, que ficava a uns 1.100 km pra oeste. Mesmo o carro do meu filho sendo rápido, os limites de velocidade não deixavam a gente ir mais rápido. Corina e Javier também foram dormir cedo, e eu já tava nos braços de Morfeu quando uma mão roçou meu peito grisalho — era o sinal clássico de que a Elena queria “conversar”. “Oi, machão… Tá com muito sono?”

Naquele momento, já sabia que não ia dormir tão cedo. Deslizei pro lado da cama e me preparei pra posição das “confidências”, mas a Elena não tava com o mesmo plano. Ela se ajoelhou do meu lado, a cueca desapareceu e a boca dela procurou e encontrou meu pau. Já não estranhava mais os costumes diretos da Elena — ela não era mais a espanhola recatada. Agora ela colocava meu pau do jeito que queria e, quando conseguia, montava em cima e fazia ele sumir entre os lábios da buceta dela.

A diferença naquela noite é que ela se deitou sobre mim. Não era nada desagradável sentir os peitos dela no meu peito, os biquinhos roçando nos meus pelos grisalhos. Ela controlava o ritmo, enfiando e tirando o pau, deslizando os peitos pra cima e pra baixo em mim. Chegou perto do meu pescoço, me beijou e sussurrou no meu ouvido: “Pepe, você vai sentir minha falta esses dias?” “Como é que duvida? Claro que sim, você sabe que não tem outra igual a você.” “É isso que me dá medo — que você encontre uma mulher que goste mais de você do que eu. Eu não aguentaria.” “Isso não pode acontecer. Eu também tenho medo de você encontrar um jovem que te dê o que eu já não posso dar. Você é uma mulher muito gostosa, e tem jovens que aprenderam muito em pouco tempo.” “Fica tranquilo, eu não gosto deles.” Os jovens. Tem certeza? Desconfio que algum jovem te despertou para as delícias da juventude. O que você está insinuando, Pepe? Você sabe bem que desde que tirou minha virgindade, só você entrou em mim. Isso eu acreditava até pouco tempo atrás. Como assim, até pouco tempo atrás? E você não foi capaz de me perguntar? Quantas vezes eu fiz ouvidos moucos para comentários que fizeram sobre você, e você não consegue me perguntar algo tão simples? Eu temia o pior. O pior é isso: não tenho mais vontade de te ter dentro de mim.

Elena se levantou como uma mola e vestiu a calcinha, deitou-se de costas para mim e logo a ouvi soluçar. Me senti muito mal, mas não cedi. Ela também não me contou nada. A partir daí, não consegui mais dormir; na minha cabeça fervilhavam imagens da minha mulher sendo fodida por um jovem bem dotado, e ela se derretendo ao receber aquela pica que, mesmo na imaginação, eu não via, mas imaginava gigantesca. O "anjo" do outro lado da minha cabeça rebatia o "demônio" que insistia nos maus pensamentos e me dizia que nada daquilo tinha acontecido, que eram só imaginações minhas. De qualquer forma, eu teria gostado que ela tivesse falado claramente comigo, mesmo que depois eu fosse chorar sozinho, porque eu a amava.

Quando me levantei, me lavei e me barbelei. Na cozinha, encontrei Corina, que tinha se levantado para preparar o café da manhã do marido. Ela tinha enrolado o lençol de qualquer jeito no corpo e o segurava com uma mão só; com a outra, mexia no micro-ondas e nos outros preparativos. Ela me encarou com o mesmo olhar do dia anterior, não entendia minha atitude. Deve ter se distraído um momento com o micro-ondas, porque quando foi tirar a porra, se queimou na mão. A reação foi soltar a outra mão e jogar água na mão queimada. O lençol, logicamente, caiu no chão. A garota, abaixada na torneira da pia, refrescava a queimadura com a bunda nua. Na minha frente, os peitos caíam pra dentro da pia e se encharcavam de água. Eu tava totalmente desnorteado, sofrendo pelo dano que ela devia estar sentindo na mão por minha causa, mas ao mesmo tempo tava curtindo a visão daquele corpo numa posição perfeita pra ser empalado sem dificuldade nenhuma. O sentimento de culpa falou mais alto e me aproximei dela com calma, mas com firmeza. Corina, desculpa, mas não se molha com água da torneira, é melhor você passar azeite na queimadura ou babosa, se tiver algum creme.

Com as mãos dela entre as minhas, ela só queria que a dor passasse logo, chorava baixinho pra não acordar o Javier nem o menino. Juntei as mãos dela e fui derramando azeite de oliva com cuidado, com os peitos apertados entre os dois antebraços, os bicos ainda mais salientes. Na mesma hora, meu filho entrou como um furacão. O que aconteceu, Corina? Nada, filho, nada de mais, só que o micro-ondas esquentou demais o cum e quando ela pegou o copo, se queimou. Se queimou muito? Deixa eu ver... E o que você tá fazendo pelada na cozinha? É que acordei cedo pra deixar seu café da manhã pronto quando você acordasse, amor, e não quis te acordar. Ah! Valeu, que gentileza, desculpa, pai, não te cumprimentei, bom dia, sinto pelo ocorrido e ainda bem que você tava aqui e sabia o remédio, assim não vai criar bolha. Não tem importância, foi sorte, o que sinto é que a roupa dela caiu e ela ficou sem nada por baixo. Bah! Não tem importância, né, Corina? O mais importante é a queimadura. Na sua idade, já deve ter visto muitas mulheres peladas! São todas mais ou menos iguais.

Corina me olhou com um olhar diferente, dessa vez uma mistura de decepção pela avaliação do marido e outra esperando minha compensação, que eu tinha certeza que viria em breve. Ela pegou o lençol do chão e nem se deu ao trabalho de cobrir-se com ela, dobrou-a no braço bom e, rebolando a bunda e os peitos, foi atrás do marido dela para o quarto.

Já na estrada, depois de muitos km em silêncio, meu filho me perguntou: "Parece que você não está com boa cara, dormiu pouco ou tá de mau humor?" "Tô puto pra caralho, sua mãe e eu tivemos uma briga como nunca tivemos antes." "Bah! Isso não é nada, com uma boa transa tudo se resolve, já vai ver na volta, comigo aconteceu algo parecido." "Ah é? O que aconteceu?" "Pois é, não sei direito, só que a Corina, quando tava mais na tesão, me disse que esperava que eu me comportasse bem e que ela era minha verdadeira mulher, embora depois tenha suavizado choramingando que me amava, mas falou muito sério, parecia que sabia alguma coisa dos meus 'rolês' durante minhas viagens. Você não contou nada pra ela, né?" "Nem pensar, embora não goste do que você faz, jamais contaria nada, não queria que seu casamento fosse pro saco." "Pois é, já não sei, não sei se penso na Viviana, será que ela teria contado algo pra Corina? Pode ser, mas acho que não, você sairia mal, mas ela... além disso, a Viviana só se interessa pelo seu pau, nada mais." "Pois é, já não me ocorre mais nada, vamos esperar pra ver." "E com a mamãe, o que foi?" "Algo parecido também, mas na nossa idade as coisas se exageram muito, embora seja preciso ter cuidado, estamos arriscando muito." "E como é Mendoza?" "Pesquisei na internet e tô gostando por enquanto." "Você vai adorar, fica num vale colado nos Andes, é uma cidade muito avançada, com internet e WiFi bem desenvolvidos, agora tô nessa área. Pra você, que gosta de vinho, pode ir com uns micro-ônibus que percorrem vinícolas e fazem degustações. Ah! E tem outra coisa que vai te chamar muita atenção: lembra daquele carro Citroën 2 cavalos que você teve na Espanha? Pois aqui chamam de 'sapinhos' e uma empresa aluga eles pra ir de vinícola em vinícola." "Uff, quanto tempo, adoraria dirigir um agora." "Pois pode alugar e Dar uma volta, vão te dar informações e você vai se divertir pra caramba. Eu não sei como vou lidar com a estadia e se vou dormir no hotel ou não. Já… Jejeje, não pensa mal. Javier, que eu te conheço. Pai… agora sério, você se sentiu constrangido por ver a Corina pelada? Queria me desculpar por ela, com certeza ela deve estar envergonhada, foi tudo tão rápido. Não se preocupa, filho, eu aguento.

Mendoza me surpreendeu, era muito mais do que eu imaginava, aprendi um monte de coisas, estava entre as quatro primeiras cidades da Argentina e era muito yummy em vinho e comércio, as avenidas muito cuidadas e cheias de árvores que regavam com valas, era uma cidade bonita, tinha uma oferta enorme de hotéis, bares e restaurantes e lojas de primeira. Meu filho logo encontrou um hotel e alugou dois quartos individuais. Enquanto eu me distraía arrumando a roupa que levava numa bolsa de viagem, ele foi pra empresa preparar tudo.

Na recepção tinha um cara e uma mina, depois fiquei sabendo que eles se revezavam, não tinham muito trabalho porque só tinha 12 quartos e não dava pra notar muito movimento de hóspedes, então a maior parte do tempo ficavam na frente da tela do computador. Quando desci pra dar um passeio, o cara tava olhando o computador protegido pelo balcão alto, parecia que tava fazendo funções de controle do hotel, mas o vidro do armário que tinha nas costas refletia o monitor com uma cara de mulher em primeiríssimo plano, ela tinha uma rola dentro da boca. Pelo interesse que ele tava, não demorou pra conseguir o que queria e ela ficou cheia de porra até nos cílios. O cara nem se deu ao trabalho de mudar de página quando perguntei umas coisas sobre a cidade, no fim, com bastante apatia, ele deixou na minha frente uma série de folhetos pra fazer vários roteiros de vinícolas e lugares turísticos, o único gesto foi mudar de página na tela, agora aparecia um cara comendo ela. A buceta depilada de uma atriz me deu a impressão de que ela já tinha visto todos os filmes pornô que existiam.

Na rua, fui até um escritório que organizava um dos vários passeios. Tanto fazia pra mim, mas, depois de pegar informações na Booty, escolhi uma rota entre tantas. Ela passava pelo Vale do Uca e não parecia nada mal. Comprei o bilhete para o dia seguinte e me informei sobre o horário e os detalhes. Pelo visto, iam nos levar por diferentes fazendas, fazer degustações e demonstrações, além de oferecer produtos da região. Passei por um bar onde tinha bastante gente jantando, achei que era um bom sinal e tentei sentar numa mesa vazia, mas o garçom me parou porque estava reservada. Ao me ver sozinho e com todas as mesas lotadas, ele perguntou se eu me importaria de dividir a mesa com outras pessoas. Tanto fazia pra mim, e ele perguntou a um casal se eles me deixariam acompanhá-los. Eles também não acharam ruim.

Não eram muito velhos, com certeza não chegavam aos cinquenta anos, e ao lado deles tinha uma cadeira vazia. Imaginei que logo iam colocar outro companheiro ali, mas quando chegou uma garota de uns dezesseis anos, muito maquiada para a idade dela e para o meu gosto, era a filha do casal que tinha acabado de retocar os lábios e vinha pulando. Levantei para me apresentar, e ela, como todo cumprimento, me deu um sorriso delicioso. Conforme o jantar foi rolando, a gente foi entrando em conversa. Eu contei sobre minha visita, e quando perceberam meu sotaque, me perguntaram muitas coisas sobre a Espanha. Queriam ir de férias para distrair o pai, que tinha saído de uma depressão por motivos de trabalho, e como tinham uma boa situação financeira, queriam levantar o ânimo dele.

O homem parecia estar saindo do problema emocional dele e, de vez em quando, parecia mais ou menos simpático. Já a mulher era super ativa, não Ela parou de falar e gesticular, um costume que a filha tinha herdado. A menina era bem gostosa, juntava a doçura da idade com a beleza da mãe. Percebi que eram as duas que levavam o pai pra onde queriam, o homem já fazia o possível pra acompanhar o ritmo das duas mulheres. Falando de tudo, surgiu o assunto das viagens organizadas pelos vinhedos e, por coincidência, eles tinham contratado o mesmo passeio que eu. Tentei terminar o jantar o mais rápido possível e fui pro hotel.

Já tinham trocado o turno na recepção e agora estava a moça. Não era muito bonita, dava pra classificar como fisicamente normal, cabelo loiro liso com uma juba descuidada, repartida no meio, e uns óculos redondos com armação bem fina. Os olhos não eram nada demais, embora a boca fosse bem carnuda. Fiquei analisando tudo isso enquanto esperava ela terminar de escrever no computador. Parecia que tava fazendo todo o trabalho atrasado do dia que o colega tinha evitado. Gostei da dedicação da garota, ela não levantava a cabeça do monitor e teclava como uma condenada. Me senti mal em atrapalhar e, como não tava com pressa, sentei num banquinho no balcão, lendo todos os catálogos que vi.

Finalmente ela percebeu, porque me deu uma tossida. Ela ficou vermelha e pediu mil desculpas. Eu minimizei e elogiei a dedicação dela ao trabalho, mas fiquei com vontade de contar o uso que o colega fazia. Boa noite, me chamo Rosário e hoje é meu turno da noite, pegue sua chave. Se precisar de alguma coisa, é só me chamar. Obrigado, acho que não vou precisar de nada. Fico feliz em conhecê-la e saber que se chama Rosário, me lembra a cidade. Ahá! É que sou de lá, meus pais me colocaram esse nome por causa da cidade, ela é muito bonita. Com certeza menos que você. Ooh! Por favor, não tire sarro de mim, sei que não tenho nada de bonita. Imagino que isso foi alguém que disse com Muita autoridade estética, né? Todo mundo me fala isso, ou pior, ninguém me fala nada. Pois eu te digo, me permita dizer que você tem traços muito bonitos, só precisa saber valorizá-los, realçar as linhas mais gostosas e disfarçar se tiver algum defeito. Obrigada, mas não tenho nada pra realçar. E seus lábios, o que me diz? Bom... talvez isso... E seus olhos, com um pouco de sombra, seus cílios são enormes, igual ao cabelo, e uma mudança radical nos seus óculos. E mesmo só te vendo sentada, imagino que você tenha um corpo nada desprezível.

A garota se sentiu lisonjeada e se levantou, dando uma volta completa, embora a roupa que usava não fizesse justiça, dava pra ver que ela tinha um baita potencial. Quando ela se levantou, deixou o monitor do computador à mostra, e pelo mesmo vidro que o do colega dela, pude ver a tela. Não era em tons cinza de escritório como eu imaginava, mas sim colorida. Nela tinha uma parte com imagem e outra com texto, reconheci que era de um chat ao vivo. No texto, ela tava digitando e adicionando frases, esperando resposta, claro. Na imagem, só dava pra ver uma mão que passava de cima a baixo numa cock monstruosa, todas as veias possíveis inchadas ao máximo. Parecia que o cara tava desesperado pra gozar, porque tava se punhetando igual um louco e pedindo pra garota uma amostra de "colaboração". A garota olhava de soslaio pra tela, também desesperada pra ver os jatos que o parceiro tinha prometido, mas não ousava me deixar falando sozinha. Se você quer um conselho de um homem mais velho, dá atenção pro cara da tela, acho que ele merece, e você também.

Rosário, não sei se ouviu minhas últimas palavras, mas se sentou, liberada da obrigação comigo. O cara continuava agitando a cock dele, com mais de 23 cm, ameaçando gozar a toda hora, mas exigia que ela mostrasse pelo menos os peitos. Rosario se sentia moralmente obrigada e tava com vontade, não só isso, mas de ter aquele pau entre as pernas dela. Tinha me esquecido completamente do outro lado do balcão. Curioso, fui me mexendo pra conseguir ver direto o monitor. A mina nem notava meus movimentos, e em poucas manobras fiquei do lado dela, escondido pelo balcão — o monitor só dava pra ver pelo reflexo do vidro. Disfarçado, coloquei um suéter sobre o vidro, caso alguém entrasse de repente. Do lado do mouse estavam a calcinha da Rosario, ela devia ter tirado fazia um tempão, porque tava vidrada olhando o pau do moleque, que já tava se exibindo, segurando a rola com as duas mãos ao mesmo tempo e ainda sobrava um pedaço bom. O cara não parava de insistir: "Tira o sutiã, quero ver seus peitos". E assim, sem parar de digitar, a mina já nem notava minha presença. Tava doida pra ver a quantidade de porra que ameaçava sair daquele pauzão. A cara do moleque não dava pra ver, mas isso era o de menos — o importante era da cabecinha até os ovos redondos, depilados e colados no pau.

A resistência da mina chegou no limite. Ela abriu a camisa e levantou o sutiã sem nem soltar direito. Os dois peitos meio amassados ficaram na frente da webcam. O cara pediu mais, queria que ela aproximasse a câmera dos bicos, e ela fez — já tava tudo igual pra ela. Focou eles em primeiro plano. Na parte do monitor que mostrava a câmera dela, dava pra ver com todos os detalhes as aréolas com uns poros pequenos, coroadas pelos bicos rugosos, molhados das lambidas dela. Tava entregue à vontade do falo que se recusava a gozar. Os dois peitos separados, com os bicos tortos pela tensão, aguentavam todos os pedidos do cara: eram cuspidos, beliscados e lambidos. Mas o moleque tava tão empolgado quanto ela e pediu pra ver o resto. A mina hesitou, não se atrevia a tanto. Isso sim era... Não, fui eu quem virou o jogo a favor do garoto. Peguei a calcinha branca que estava do lado do mouse e deixei em cima do teclado, bem na vista do moleque.

Rosario olhou pra mim, mas acho que nem me viu. Pegou a câmera e, ao se sentir descoberta, empurrou a cadeira com rodinhas do escritório pra trás, colocou os pés em cima da mesa e, com um pé de cada lado do teclado, abaixou a luz que iluminou a buceta dela. A mão do garoto era quase uma sombra de tão rápida que ficou. A mina também fazia de tudo pra gozar com um dedo, mas o orgasmo não vinha. Tive que ajudar de novo. Fiquei atrás da cadeira giratória dela, soltei o sutiã que apertava ela a ponto de quase não deixar respirar. As duas tetas pularam livres. A mão de Rosario se mexia sem ordem nem rumo entre os lábios da buceta. Já não sabia mais se enfiava dois dedos ou mais. Peguei a cadeira giratória e virei ela de frente pra mim. Minha cabeça e minha boca mostraram pra Rosario onde ela devia focar. Enquanto eu chupava o clitóris dela, ela largou as mãos e agarrou os próprios pezinhos, sem parar de se filmar com a câmera. A surpresa do parceiro foi enorme, mas o tesão deixou ele mais louco ainda. Com as duas mãos, não parou até jorrar gozo pra tudo quanto é lado, enquanto Rosario nem piscava, olhando pro monitor, ignorando minha boca na buceta dela.

O moleque molhou de porra o teclado e até a câmera, porque saiu um borrão de cum. Rosario continuou segurando minha cabeça pra me fazer gozar. A merda foi que, assim que o garoto gozou, ele desligou a câmera e ficou tudo preto. Rosario, de boca aberta, sem acreditar, só disse: "Como eu queria ter uma piroca daquela dentro de mim." Com certeza era um exemplar e tanto, um pauzão. Quem achasse um igual, acho que ninguém mais teria um assim. É verdade, uma maravilha, era gigante, mas... era magra e tava do outro lado do monitor. O que isso quer dizer? Que você poderia terminar de... Gozar com uma que não é tão grande, mas é mais gordinha e que tá aqui e agora. Aqui? Por favor, senhor… Não custava nada você conferir. Não… deixa pra lá, já gozo outro dia, se eu te encontrar de novo. Bom, achei que você ia gostar de sentir um pau de verdade na sua buceta molhada… Que nem esse.

Apostei tudo numa carta só, já fazia um tempão que eu tava de pau duro, desde que ela tinha tirado o sutiã, e agora só queria encher a buceta dela com ele.

O rosto dela fez uma cara de admiração, passando a língua no lábio de baixo, e timidamente estendeu a mão pra ele. Posso tocar? E chupar também, e fazer ela gozar igual a do seu amigo. …Vai pro seu quarto, agora eu boto a placa de “volto já” e te sigo.

Quase não achava a chave pra abrir o quarto, a cama era de 90 cm, mas tinha duas, pela janela do primeiro andar onde eu tava entrava a luz piscando do letreiro luminoso que anunciava o hotel, tava bem largado e mais de uma letra falhava, mas dava um tom avermelhado no quarto. Não precisei acender a luz, a janela tava aberta, não fazia frio e as cortinas mexiam só um pouco, eu tava matutando todos esses detalhes quase sem lembrar da mina, a verdade é que ela tava demorando mais do que devia, sentei na beirada da cama e hipnotizado pelo tique-taque do letreiro esperei feito um otário, percebi tarde demais que a mina tinha me enrolado, tinha se livrado de mim do jeito mais besta, igual quem oferece um doce sem a menor intenção de dar.

Já tinha desistido da parada, tirei a roupa e me joguei no lençol, tava puto comigo mesmo e mais do que irritado pela minha inocência, tava bolado porque na minha idade já devia ter resolvido a parada ali mesmo, sei lá, ter enfiado ela de mão no Mostrador com a cara colada no monitor e ter fodido ela até que ela gritasse que meu pau era muito melhor que aquela enormidade que, eu mesmo, tinha ficado impressionado, mas nada disso tinha me ocorrido, eu tinha ido pro meu quarto com as pernas tremendo de excitação esperar aquela mina feinha vir até mim num hotel pedindo aos berros pra ser derrubada.

Não ouvi a porta, ela não bateu porque tinha um chave mestre, não percebi que ela tava atrás de mim até sentir o peso dela no meu colchão, me virei mais por educação do que por interesse, dei um pulo e fiquei de pé na frente dela. Pelo menos você é sincero… não tem ele tão grande, mas promete ser mais grosso. Glup… desculpa, não tinha te visto, já não te esperava, mas… É você? O que você acha?, só segui seus conselhos, espero que goste, desculpa ter demorado tanto, não tô acostumada, entende.

Recuei uns passos pra ver ela de longe, mesmo com o tom avermelhado do letreiro, percebi a transformação que ela tinha feito, o cabelo antes liso, repartido no meio, agora era uma juba loira (natural, claro), os olhos delineados e sombreados, com brilho dando um tom azulado, as maçãs do rosto bem maquiadas corrigindo a magreza da cara, mas a boca… fiquei calado olhando pra ela, mal separava os lábios vermelhos brilhantes mostrando uma dentição branca e perfeita.

Ela tava vestida com um avental de camareira, o mesmo que qualquer funcionária usaria pra limpar o quarto, mas quando abri, porque não tava abotoado, ela me mostrou por dentro, o sutiã, embora ela tivesse um, nem vi, era bem simples, mas os peitos dela lutavam pra escapar por todos os lados, definitivamente aquela não era a numeração dela e já devia ter trocado fazia tempo, a barriga lisa, os ossos do quadril marcados mostrando a magreza, mas a buceta dela não dava pra disfarçar por baixo da calcinha de Cor malva, as mãos dela estavam pra trás, então o roupão se abriu sozinho quando ela deu um passo à frente, quase na minha altura. Eu não sabia por onde começar, até que ela mostrou que nas mãos tinha uma garrafa de vinho e duas taças bem grandes.

Quis tirar a garrafa das mãos dela, mas ela mordeu a rolha e cuspiu, bebeu direto da garrafa e, me abraçando, me beijou, passando o líquido pra minha boca. Saboreei junto com a língua dela e engoli. Oi, me chamo Rosario, bem-vindo a Mendoza. Oi, me chamo Pepe, e tô encantado com a recepção.

Ela nem perguntou mais, serviu dois dedos de vinho nas taças e me ofereceu uma. — Sente isso? — O quê? — O vinho, no paladar e no corpo inteiro, é magnífico, passou muitos anos esperando uma ocasião especial pra sair da garrafa, e hoje é a melhor. — Tem gosto de glória, não imaginava que você entendia de vinhos. — Meu pai era um grande vinicultor, dos melhores, muito melhor que esses que hoje se anunciam tanto. Ele teve uma das maiores vinícolas de Mendoza, também tinha o hotel, onde se hospedava o melhor de todos os viticultores, acompanhados pelos seus sommeliers particulares de confiança. Aqui rolavam transações de muito dinheiro, todo mundo conhecia e respeitava ele, mas ele tinha um defeito… era jogador. Ainda lembro da mesa que montavam quando fechavam o salão de jantar, o dinheiro corria solto. Meu pai não deixava nem eu chegar perto. Lá eles apostavam tudo, mais de duas vezes apostaram as próprias esposas. Um deles exigiu comer a mulher do outro em cima da mesa, na frente de todo mundo. Pra quem perdeu, tava em jogo toda a fazenda, e ele aceitou. Meu pai tinha medo que algum se encantasse por mim. Eu sempre fui um patinho feio, mas porque meu pai não me deixava me arrumar pra ninguém reparar em mim. O fim demorou, mas chegou. Era uma jogada certeira, ele apostou tudo, menos o hotel. As cartas são assim, ele perdeu tudo numa mão só. Me arrumou um marido pra que eu pudesse… poder viver com o hotel, ele casou comigo e seis meses depois deu um tiro na cabeça. … Desculpa, nunca imaginaria isso, então o cara que estava aqui de manhã não é seu irmão? Não, é meu marido, não faz nada o dia inteiro, pelo menos obrigo ele a ficar um tempinho sentado ali enquanto cuido da minha casa, ou melhor, do quarto 12. E ele não faz nada? Eu vi ele na frente do computador digitando. Ah, eu sei, vendo pornô o dia inteiro, bate punheta e goza no teclado que depois eu tenho que limpar, bate tanta que nem me olha mais, hoje eu estava me aliviando sozinha, imaginando que aquele "pistolão" era pra mim. Aquele não, mas esse aqui vai ser. Não sei se devo depois de te contar tudo isso, não mereço. Claro que sim, você ficou linda pra caralho, não só pra mim, mas pra você mesma, queria se sentir gostosa tanto quanto é por dentro e conseguiu, tem uma boca deliciosa e uns olhos que apaixonam só de olhar, e um corpo tão desejável que olha como me deixou… só te peço uma coisa… Fala… o que você quiser. Que esqueça por um tempo seu passado, seu marido e… a pica gigante daquele filho da puta na tela. Kkkk, não sei como consigo rir mas obrigada, isso tá feito, vamos brindar por nós. Por nós. Bebemos de um gole só os dois dedos de vinho da taça, ela encheu de novo e cheirou. Cheira!… é uma maravilha, desse vinho não tem mais, sente o aroma, o cheiro de carvalho do barril, o sabor frutado e de tantas outras coisas? Sinto tudo isso e o sabor dos seus lábios e isso me embriaga… Nos fundimos num beijo desesperado, a garota não devia ter beijado há muito tempo porque se entregou pra mim naquele beijo, depois me abraçou e se deixou cair no colchão, a cama era estreita mas ela encolheu as pernas e tirou a calcinha, depois esticou e abriu as pernas colocando os pés para cada lado me convidando a entrar, não tivemos preliminares como eu queria, nem boquete, nem chupada de buceta, só transamos, ela me recebeu como quem recebe os reis magos, com toda a ilusão e ternura, dava pra ver a buceta dela agradecendo quando meu pau roçava todas as dobras dela, fazendo ela se sentir uma mulher desejada. A gente transou sem parar, uns momentos furiosos e outros mais calmos, fiz ela mudar de posição, algumas super básicas que ela nem conhecia, teria comido ela até pelo cu se tivesse pedido, mas não quis quebrar o encanto da primeira vez, era tudo tão inocente, o primeiro orgasmo pegou ela de surpresa, ela nem sabia o que era gozar de verdade, achou que tava tendo um treco, quando expliquei que era só ela gozando, ela só falou: "Me faz gozar de novo." Me esforcei pra ensinar umas posições novas pra ela, beijei os biquinhos dela, deixando eles durinhos como ela nunca tinha visto, ela mesma se surpreendeu, quando lambi o clitóris dela, ela achou que ia morrer, o marido só metia nela com o pau meia-bomba e nem esperava ela gozar, ensinei ela a chupar meu pau, ela só tinha visto na internet e achava nojento, mas quando sentiu minha cabeça entre os lábios dela, sugou até engolir quase tudo, quando falei que ia gozar, que não aguentava mais tanto prazer, ela insistiu pra gozar dentro dela, o marido sempre fazia isso e ela queria me sentir tremendo dentro da buceta dela, quase me convenceu, mas falei que tinha que ser na boca dela, por curiosidade ou pra me agradar, ela aceitou e quase engoliu toda a porra, o resto escorreu pelos peitos dela e ela mesma lambeu até deixar brilhando, juntos na cama estreita, a gente ficou conversando sobre um monte de coisas, até sobre vinhos, ela ficou me falando as qualidades que um bom vinho devia ter, ela realmente amava vinho, no fundo ela teria ficado a noite toda comigo, mas convenci ela a voltar pro quarto 12, já tinha problemas demais pra aumentar por minha causa. Quando ela saiu com o uniforme de faxineira, não parecia a mesma. Subiu pro quarto com passos firmes. Eu ia tomar banho, mas preferi não fazer isso — adorava o cheiro de vinho e sexo que a Rosário tinha deixado. Adormeci com os flashes do néon, ainda lembrando das tetas da garota e da buceta dela, toda vermelha. Adorava aquilo.

De manhã, acordei cedo. Tinha posto o alarme do celular por precaução, mas também tinha deixado recado na Recepção pra me ligarem às 7. Não devia ter feito isso. A voz desagradável e seca do marido da Rosário só disse: "São sete horas."

Tomei banho rápido e me preparei pra passar o dia de vinícola em vinícola. Não tinha muita esperança, mas na Espanha já tinha feito isso e me divertido pra caralho. Por curiosidade, me inscrevi. Me barbeava e ia me vestir quando senti um roçar na porta. Abri com cuidado e vi a Rosário com uma bandeja do que parecia ser o café da manhã dela. Ela mandou eu ficar quieto e me entregou a bandeja. Com as mãos ocupadas, não consegui evitar que a Rosário passasse a mão por baixo da bandeja e pegasse na minha pica, apertando de leve por um momento. Depois, fechou a porta devagar e subiu sem fazer barulho pro quarto dela.

Aquele café da manhã mixuruca foi uma delícia. Cada mordida me lembrava os lábios da garota, o calor da xícara de café, a maciez das tetas dela. Tomei até a última gota de café, lembrando dos sucos da buceta ardente dela.

Na recepção, o marido estava lá como sempre. Só dava pra ver a careca da cabeça dele, vidrado num filme pornô já visto e revisto — o espelho atrás dele confirmou isso (eu devia avisar a Rosário sobre o reflexo no vidro). Ele não falou nada, eu também não me despedi, mas já tava na porta quando voltei. Só por curiosidade, perguntei: "Com licença, moço... a senhora mais velha que tava aqui ontem já foi embora? Não é uma... Senhora idosa, é minha mulher e tem vinte e cinco anos, queria alguma coisa? Não, nada, só perguntar se aceitavam cachorros no hotel. Não aceitamos cachorros, tchau.

Quando saí na rua, caí na gargalhada, a senhora idosa “só” tinha 25 anos e não aceitava cachorros, com um já bastava.

Cheguei ao ponto de encontro da van do primeiro grupo, os assentos não eram numerados e me sentei num que achei quase no fundo, estranhei que conforme os outros iam chegando, iam se sentando nos outros assentos do outro lado. Eu fiz isso pra ficar de cara na janela e ver mais coisas, mas não foi uma boa ideia.

Dos últimos que apareceram foram o casal e a filha do restaurante. Como já estava tudo ocupado, tiveram que se contentar com o que tinha. Do meu lado sentou o marido, a mulher dele no outro assento ao lado, mas depois do corredor, e a filha do lado dela na outra janela.

Não demorou muito pra van arrancar, e uma aeromoça que eu não tinha visto até então porque subiu quase em movimento nos cumprimentou (em espanhol… que prazer) e explicou o plano da excursão: visitaríamos várias vinícolas além de admirar a paisagem cheia de vinhedos, e fariam degustações de diferentes vinhos. Além disso, em alguma vinícola nos ofereceriam um lanchinho e depois “sugeriu” que o educado seria comprar algumas caixas de vinho pra provar cada “caldo”.

Todo mundo ia feliz. No começo, admirei a cidade, linda, bem cuidada e com um clima bom. Quando pegamos a rota nacional 40, entramos no que ela disse ser o Portal do Sul. A aeromoça, muito simpática, explicava cada coisa curiosa, mas chegou um momento em que tudo que se via era uma planície de vinhedos que, com a velocidade, parecia um campo de grama.

Meu vizinho, seja por causa dos remédios... que eu devia tomar ou por causa do sol que entrava a jato pela janela (por isso todo mundo passava pro outro lado) logo começou a cochilar e a fazer cara de carneiro morrendo, a cabeça dele balançava no ritmo das curvas da estrada que, embora fossem poucas, de vez em quando batia na minha cabeça, eu tentava fugir dele me espremendo no vidro da janela, mas ele cada vez achava meu ombro mais confortável até que se apossou dele e começou a roncar.

Tive sorte que entramos numa cidade pequena e, ao virar nas ruas, ele se inclinou pro corredor e a mulher dele percebeu o problema, aproveitando um sinal vermelho ela o acordou e fez ele trocar de lugar, colocando ele encostado no vidro e a filha no corredor, acho que o homem nem percebeu a troca porque amassou a cara no vidro numa careta grotesca.

Até então tinha muito sol, os incômodos do cavalheiro e calor, agora tinha muito sol, a senhora tagarela e mais calor, a mulher se desmanchava em lamentações pelo comportamento do marido, me contou a história toda do começo ao fim, fiquei bem informado sobre o motivo da depressão dele e em parte compartilhava e entendia.

A excursão que eu achava que tinha muitas paradas se estendeu bastante, a primeira vinícola me impressionou pra caramba, estava claro que a indústria do vinho era muito forte e sabiam tirar proveito, nos fizeram uma degustação de vários vinhos, a maioria brancos bem fresquinhos, bebemos com mais sede do que paladar, embora tivessem dito pra ter paciência. O cavalheiro foi obrigado a descer, não sei bem pra quê, porque com o que ele tomava não podia beber álcool, mas desceu e subiu meio grogue, se até então a senhora já se mostrava tagarela, agora com o vinho fresco a língua soltou ainda mais. Realmente não sei pra que viemos, às vezes penso que é pra acalmar a consciência, porque meu marido nem percebe nada. mas a família… a gente vive assim há muito tempo, tempo demais pra mim, se não fosse pela minha filha… e claro, porque a família do meu marido ficaria com tudo, com certeza. Vou pensar no que fazer com meu marido, isso não é vida, nem ele vive nem eu vivo, e ainda sou jovem pra ficar cuidando de doente, ainda quero aproveitar a vida, o que a senhora acha? Sou jovem o bastante pra viver a vida? Sinceramente, sim senhora, a senhora é muito jovem e simpática, tem uma conversa envolvente, dá gosto ouvir e… ver ela. Mmm, obrigada, faz tempo que ninguém me diz isso. O senhor acha que ainda sou bonita de se ver? Me desculpe a expressão, como sou espanhol não conheço o jeito de falar argentino, mas no meu país eu diria que a senhora é muito gostosa. Oh! Não sei o que quis dizer, como fala em espanhol… repita pra mim! Pois é, que a senhora tem um corpo que faria qualquer homem feliz, principalmente na cama ou em qualquer outro lugar. Uff, deve ser o vinho, fiquei com um calorão e o senhor me diz umas coisas… Desculpe se a ofendi, deve ser o vinho também, mas sou sincero de verdade. Não me ofendeu, me lisonjeou, gosto que me digam coisas bonitas, em casa ninguém me diz nada e eu gosto de me mostrar, me vestir bem, me sentir linda por dentro e por fora. Por fora, juro que a senhora está linda, por dentro… eu poderia imaginar, embora não seja muito de imaginar… Pois por dentro eu uso uma lingerie de marca, adoro marcas, me vestir como aquelas modelos… me sinto como elas. Pra mim elas sempre foram deusas inalcançáveis, parecem irreais, é impossível alguém usar esses modelos. Uai, se eu te contasse, só uso o que anunciam nas revistas de moda, quer ver a alça do que estou usando por baixo? Não deve ser pra tanto, a propaganda engana. Não, o rosto não, olha aqui. Levantou um pouco a aba da camisa, mal dava pra ver a rendinha da alça do sutiã, dava pra ver que era de valor, mas preferi me fazer de descrente. Parece Bonito e na moda, mas isso é igual bolo: parece gostoso por fora, mas depois… Não, não acredita não, o sutiã é lindo, me custou uma fortuna, se meu marido descobre, ele me mata, embora pra ele tanto faz. Olha com calma.

Ela abriu mais alguns botões da camisa, agora minha visão ia até a metade da taça do sutiã, a peita inchada que ele segurava tava apertada e queria escapar por qualquer brecha. Olhei pro lado, a filha tava vidrada no fone e no tablet. É verdade, o tecido é bonito, mas a senhora deve estar sofrendo, deve apertar que nem uma armadura. Nem pensar, é de tule, se adapta super bem e não incomoda, pega o formato do peito e segura como se fosse uma mão. Quer passar um dedo pra ver que não aperta? Se a senhora insiste… mas mulher sofre demais, pra ficar gostosa aguenta tudo que tem que aguentar.

Enquanto eu justificava minha inspeção, um dedo passou só roçando a renda elástica. Não, não tenha vergonha, vê como não aperta nada? Eu nem sinto que to usando.

Ao dedo “tímido” se juntou o “esperto”, e a esse o “sabido”, e a esses o “abusado” — num instante a mão inteira tava entre o sutiã e o peito da senhora. Ela tava na expectativa, esperando minha avaliação, até que cheguei no bico. Ela segurou minha mão por cima da camisa por um momento, fechou os olhos e me soltou. Eu continuei até pegar o peito inteiro, até a barriga. Ela mesma abaixou a alça, a taça afrouxou, o peito era meu e eu brinquei com ele à vontade. Ela pegou a bolsa grande de ráfia que tava carregando, colocou na frente, abriu mais a camisa e abaixou a outra alça. Os dois peitos ficaram soltos, e minha mão percorreu eles por muitos quilômetros. As parreiras não me importavam, eu tinha entre meus dedos dois caroços maiores que qualquer um daqueles de uva. Quando a aeromoça anunciou a próxima parada, minha mão teve que desfazer o caminho. andou e devolveu os peitos pra dona, me olhou com olhos lânguidos e ajeitou a lingerie como antes.

Dessa vez a filha olhou pro pai, ele tava tão dormindo que até babava no vidro, com bom senso deixou ele onde tava, o veículo tava estacionado numa sombra boa e não ia passar calor, a gente desceu em bando igual sala de criança em excursão, a guia teve trabalho pra botar ordem, dava pra ver a impaciência de muitos pra provar os “vinhos” daquela adega, dava pra ver que era de mais categoria porque cuidavam até do mínimo detalhe, além de uma mesa enorme com todo tipo de vinho que produziam, umas taças arrumadas tavam prontas pra gente degustar com mais ou menos conhecimento os vinhos, um pouco mais adiante outra mesa tava cheia de aperitivos, sanduíches doces e salgados, a visita foi um sucesso, as taças esvaziaram rapidinho, o enólogo que explicava as excelências de cada taça ficou mais de uma vez com a palavra na boca porque uns enchiam as taças de qualquer garrafa e iam pra outra mesa pegar os melhores aperitivos, no fim a visita foi um sucesso porque atrás da mesa de aperitivos tinham um monte de caixas de papelão com garrafas que foram pegando e pagando sem reclamar nem perguntar que tipo de vinho continham.

A volta pro ônibus foi das mais animadas, alguns já cantavam alguma música de colégio, outros mais sérios olhavam com indignação os exageros e outros eram os do meio, a mulher do “depre” me pediu pra deixar ela ir na janela, pra mim não fez mal porque ia pegar menos sol e ia servir de tela pra vista do marido e da filha. O marido não deu sinal de ter acordado, deve ter reclinado o banco num momento de lucidez e tava como no sofá de casa, a filha tinha descoberto que o micro-ônibus tinha wi-fi e isso superou as expectativas dela. Após a explicação resumida da estadia, com uma ou outra provocação para os mais sem-vergonha, a comissária sentou e calou a boca. A esposa do belo adormecido logo voltou à carga com sua verborragia. Eu olhava para o infinito, dava pra ver as encostas dos Andes (já tinham me explicado aquilo) e, como estava à esquerda da dama, olhava de soslaio a camisa mal fechada pela pressa. Ela não se dava por achada, parecia que a mamada de antes já era página virada e agora voltava com histórias de família totalmente irrelevantes. As pontas dos meus dedos coçavam, esperando a qualquer momento voltar a explorar aquele par de tetas meio usadas.

A desculpa foi o calor. Segundo ela, fazia muito mais calor do lado da janela do que quinze centímetros mais para dentro (…?). Além disso, reclamou que tinha comido (não bebido) demais na última parada e se sentia inchada, então talvez afrouxar a saia a fizesse sentir melhor. Tudo isso ela argumentava, e eu só concordava. Ela me pediu que, por causa da apertura dos assentos, ajudasse a soltar o colchete que tinha do lado esquerdo da cintura. Na verdade, eram dois e um zíper. O zíper ela não tinha pedido, mas eu incluí na mesma operação. Ela suspirou satisfeita ao se sentir solta. Uns quilômetros adiante, era o calor de novo. Ela tirou a camisa de dentro da saia e desabotoou os botões de baixo, mostrando o umbigo que, segundo ela, a mãe tinha caprichado muito no nascimento pra deixar perfeito. E era mesmo: redondo e sugestivo. Ainda aproveitou pra me mostrar o desenho do sutiã por baixo. Mal consegui ver as copas por baixo, mas vi que não descansavam no peito. Estavam bem altas e, com a dureza que eu já tinha confirmado antes, tive uma ideia exata da qualidade das tetas da mulher. A saia ficou ela foi relaxando cada vez mais, ela tentava deixar só até um limite, mas se mexia as mãos ao falar não conseguia segurar a saia ao mesmo tempo e às vezes ficava roçando a borda da rendinha da calcinha. Que curioso, a rendinha que aparece é igual à do sutiã! Pelo amor de Deus! Eu sempre vou combinada, não me passaria pela cabeça misturar tecidos nem cores. Então você deve ter uma coleção bem completa! Reconheço que sim, olha, até com o mesmo sutiã posso usar várias calcinhas, tenho do tipo biquíni, fio dental, caleçon, e até umas que não posso te contar. Kkkk, não acredito, você tá querendo me zoar. Juro! Olha, hoje coloquei as de biquíni, são mais curtas e estreitas nos quadris, as normais são mais largas e as tangas são o mínimo, deixam a bunda toda de fora e parece que você não tá usando nada, com calça de lycra são ideais. Já vi que você é bem entendida nesse assunto, eu nunca tinha reparado… Ué, isso não é nada, te confesso que às vezes nem uso nada. Como assim nada? Nada de nada? Nada, sem calcinha, é uma sensação de liberdade especial e se eu coloco leggings dá pra ver os lábios da… você me entende. Não! Não é possível. É sim, e vou te contar um segredo que ninguém sabe, muito menos meu marido, tenho umas vermelhas que têm uma abertura da frente pra trás enfeitada com uma rendinha branca. É mesmo? E pra que serve isso? Deve roçar toda… Que inocente você é! Dá pra ver que não entende disso, com essas calcinhas quando vou pra festa, se encontro algum cara que me interessa, posso ir passear num lugar escuro e só preciso levantar a saia. Pra mostrar pra ele? Nossa, como você é ingênuo pra sua idade… aí eu levanto a saia, me agacho e o cara mete o pau em mim sem tirar a calcinha, e quando termina, só abaixo a saia e pronto, nada aconteceu. Ah! Que idiota eu sou, na minha juventude não tinha nada disso, naquela época você tinha que desembaraçar a moita de cabelo crespo e quando conseguia, alguém aparecia e já era… Haha… Que engraçado! Agora isso não acontece, olha mas não toca, hein?

A mulher afastou a cintura da saia e o elástico da calcinha minúscula, me mostrando uma buceta recém-depilada. A pele morena marcava o contorno do pelo cortado, até como uma leve trilha de formigas que chegava até o umbigo. Que maravilha! Se no meu tempo eu tivesse visto isso alguma vez… Bom, você não é tão velho assim e agora tem muitos filmes na internet que mostram bucetas depiladas. É, sim… mas o toque, o calor, a maciez, isso não dá pra descrever sem sentir. Não pense assim, é como qualquer outra parte do corpo, só é pele. Faz de conta que você dobra o braço, na dobra do cotovelo faz uma ruga igual aos lábios da buceta. Deixa eu ver? Ah! Pois é, mas o roçar do pelo recém-depilado… Beeem, tem coisas que são mais fáceis de mostrar do que explicar. Me dá a mão, mas deixa ela mole, hein? Eu vou colocar sua mão no meu Monte de Vênus e você vai “sentir” tudo isso.

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