Dentro daquela montanha-russa de emoções que foram os últimos nove meses, eu e María estávamos num ponto altíssimo de afeto e cumplicidade. A ponto de parecer remoto aquele medo de que ela se apaixonasse pelo Edu. María era madura demais, mulher demais pra se impressionar com ele; podia sentir mais ou menos atração, como eu sinto por muitas mulheres, mas pra ela sentir algo mais, do jeito que ela é, teria que ter uma estima ou admiração que simplesmente não existia.
Quanto ao Edu, claro que não respondeu minha mensagem, e eu duvidava que ele quisesse continuar conquistando, digamos assim, a María. E não duvidava por ele não ter me respondido, mas porque durante essas semanas eles não tiveram nenhum caso juntos, nem reuniões pequenas onde os dois estivessem, pelo que María me contava. E eu tinha certeza de que, se o Edu quisesse, poderia enrolar os chefes pra dividir casos com ela e, com toda facilidade, marcar reuniões e se verem cara a cara. Também nas cervejas de quinta-feira o Edu não parecia mostrar mais interesse pela María. E a Patrícia? Pelo que María contava, era ela quem tava atrás do Edu, e não o contrário, então não achava que ela fosse a causa desse desinteresse todo do Edu. Era muito difícil entender aquele cara, o que me deixava louco. Eu continuava esperando um novo ataque, não conseguia acreditar que ele não tentasse finalizar o serviço com a María depois de tudo.
Conforme o dia do casamento se aproximava, eu percebia que era ao mesmo tempo o que eu menos queria no mundo e o que mais queria. Por um lado, um casamento onde eu praticamente não conhecia ninguém, a uns cem quilômetros de casa, e com a tensão que me dava ver o Edu pessoalmente. Mas por outro, a chance de vê-los juntos, de ver se o Edu tentaria ali um último ataque — e digo último porque me parecia o contexto perfeito; se o Edu "deixasse passar" aquele dia, significaria que ele tinha sumido completamente do nosso jogo, da conquista dele, ou como quisesse chamar. Curiosamente, sobre isso... Eu parecia surpreendentemente calmo, estava tenso, mas até que bem. Durante aqueles dias, eu dizia pra mim mesmo que, se algo tivesse que acontecer, que acontecesse, e se o Edu não fizesse nada, não teria escolha a não ser esquecer o assunto. Mas é que, depois de tantos meses, eu precisava de um sim ou um não. Eu tava chegando com um desgaste psicológico e emocional brutal, e aquilo tinha que acabar, de um jeito ou de outro.
O casamento seria numa igreja nos arredores, e depois o coquetel e o jantar num Parador. Uns iam dormir num prédio anexo ao próprio Parador, que era tipo um hotel, e outros tinham arrumado um hotel perto. A Maria preferiu não dormir no Parador, segundo ela pra não ficar "no meio da bagunça toda", e eu achei de boa.
Felizmente, o calor tinha diminuído um pouco, o que era de se agradecer, já que obviamente eu iria de terno. A Maria, por sua vez, ficou até quase na véspera na dúvida entre usar um vestido verde de cetim com um decote ou ir com uma camisa branca de seda de manga longa e uma saia rosa "bufante", segundo ela, coisa que eu não entendia o que era até ver. Com o vestido, ela tava mais gostosa; com saia e camisa, parecia um pouco mais menininha. No fim, ela escolheu esse último visual, o que por um lado me decepcionou, porque eu achava que com o vestido ela chamaria mais a atenção do Edu por marcar mais o corpo, mas por outro lado era verdade que talvez ela estivesse mais bonita assim do que com o vestido.
Mas tudo mudou no dia do casamento. Chegamos no hotel, tomei banho, e enquanto fazia isso, um sentimento começou a me invadir, que começou como um formigamento e acabou me travando completamente. A água morna não me aliviava; eu sentia que tava diante de algo realmente grande, depois de tanto tempo eu ia ver ele, e ia ver ele com ela. No ambiente dele, por horas, com bebida no meio, parecia impossível que ele não tentasse algo o dia inteiro, e só de pensar nisso minha cabeça travava, meu coração batia descontrolado e meu pau ficava duro.
Eu hesitei em bater uma punheta ali mesmo, mas decidi tentar me acalmar, me convencer de que o que tivesse que acontecer, aconteceria. Que eu pouco podia fazer. Que não estava no meu controle. Nem nas mãos do Edu, mas sim nas da María.
Sai do chuveiro e a María entrou pra tomar banho, fui me vestir e o calor estava sufocante, talvez por termos entrado cem quilômetros continente adentro, apesar de ser outubro, a jaqueta do terno ia me sobrar, e muito, pelo menos até anoitecer.
Decidi não me vestir ainda, teria tempo enquanto a María se arrumava. Me deitei na cama pelado e ouvia o barulho do chuveiro. Tava tenso, morrendo de calor, diria que até tonto, e com o pau duríssimo fazia um bom tempo. Hesitei de novo em bater uma punheta, mas o que fiz foi entrar no banheiro, entrar na banheira e me colocar junto da María, que não se surpreendeu ao me ver e brincou por eu querer tomar banho duas vezes, embora os dois soubéssemos que não era essa minha intenção. Os dois sabíamos o que tava rolando. A María sabia tão bem quanto eu a importância daquele dia e acho que só de olhar pra minha cara dava pra ver meu estado.
O jato d'água, um pouco mais quente do que eu esperava, caía sobre nossas cabeças, quando minha boca foi na dela e comecei a beijá-la com doçura. Ela recebia meus beijos sem pressa e eu pensava se aquela boca seria minha e só minha pela última vez... levei minhas mãos aos peitos dela e comecei a acariciá-los até os bicos ficarem duros e me perguntava se aquelas tetonas seriam só minhas naquele momento, mas pela última vez. E minha mão começou a acariciar a buceta dela enquanto pensava se aquela buceta se abriria pra mais alguém além de mim.
A mão dela foi pro meu pau, agarrou ele com força, sem parar de nos beijar, e começou a bater uma punheta devagar, mas marcando o ritmo de um jeito que eu sentia que poderia gozar na hora. Palavras eram desnecessárias. Já não precisava mais olhar na minha cara. A María sabia que eu não aguentava mais. Que Meu pau assim, duro, representava sete longos meses com a mesma coisa na cabeça. Meu pau pedia pra eu descarregar aquilo e ela parecia entender. Minha mão começou a esfregar a buceta dela um pouco mais rápido até ouvir os primeiros gemidos, e ficamos assim por uns instantes em que eu sentia que ia gozar e também sentia que ela tava muito longe de fazer o mesmo. Sutilmente, ela afastou minha mão que a masturbava, como faz sempre que percebe que eu não peguei o ponto certo, e levou uma mão pros meus ovos e a outra usou pra continuar me punhetando, enquanto nossas línguas se fundiam no ar e debaixo d'água sem parar.
Maria terminou o serviço de um jeito impecável, sem parar de me beijar e apertando com força meu pau antes do meu orgasmo e com um pouco mais de delicadeza enquanto eu gozava. Parando de me sacudir no momento certo, e deixando que meu gozo misturado com a água molhasse a barriga dela. Não paramos de nos beijar em nenhum momento enquanto eu gozava, como se aquilo nos unisse mais, como se por isso houvesse mais união e compreensão.
Continuamos nos beijando por um tempo, enquanto eu deixava a água limpar meu membro e ela ensaboava a área que eu tinha molhado, até que acabei saindo do chuveiro. Um pouco mais relaxado, mas longe de estar tranquilo.
Pouco depois, eu tava vestindo o terno e o calor não parava. Olhava de canto como ela se vestia e a cada olhada parecia que ela ficava mais e mais gostosa. A camisa, mesmo sendo solta, ao ser enfiada dentro da saia, não conseguia esconder os peitões dela. Além disso, por ser tão branca, destacava mais o moreno dela, passando de gostosa pra deslumbrante. A saia na altura do joelho ou um pouco abaixo... com aquelas sandálias de salto... faziam umas pernas impressionantes, finas mas ao mesmo tempo fortes e femininas. Ela não se maquiou muito, não precisava sendo tão morena. E a juba dela caía livre pelas costas, me dando a impressão de que nunca tinha tido o cabelo tão comprido.
— Que gato. Você está de terno... — ela me disse.
Pra mim, era uma piada ela falar isso de mim, sendo que quem estava espetacular era ela. E lembrei, porque o assunto vivia na minha cabeça, que ela tinha dito mais de uma vez que o terno caía bem no Edu. Quase toquei no assunto, mas deixei pra lá. Por enquanto.
Depois de colocar a gravata, e como o quarto não era muito grande, ficamos de frente um pro outro e não tive escolha a não ser beijá-la. Os efeitos calmantes da masturbação tinham quase sumido por completo... Ela tentou fazer o beijo ser curto, mas eu a segurei pra que fosse não só longo, mas meio obsceno. Ela não se afastou, e eu levei a mão dela até minha virilha, por cima da calça do terno, e fiz ela deslizar pra cima e pra baixo sobre o meu pau, que já pulsava ali. Maria acabou se afastando um pouco e sorriu. Minhas mãos foram pra bunda dela, por cima da saia, e eu olhei nos olhos dela. Eu a queria loucamente, mas ela deve ter entendido outra coisa no meu olhar, porque perguntou: "O que você quer que eu faça?", sem que a mão dela tivesse parado de tocar minha virilha.
Nem preciso dizer que a ideia da Maria, assim vestida, e minutos antes de encontrarmos o Edu, ajoelhada tirando meu pau da calça... e colocando na boca dela, seria algo brutal pra mim, mas eu sentia que já estava abusando demais da paciência dela.
— Quero que... nada. Que você termine de se arrumar, ou vou entrar assim, vestido, no chuveiro de tanto calor que tô... — falei antes de beijá-la.
Chamamos um táxi que nos levou até a igreja. Minha tensão não é que aumentava a cada instante, é que já não podia subir mais. Eu chegava a ficar puto comigo mesmo por não conseguir controlar meus nervos. O engraçado é que, quando chegamos, tudo foi tão rápido que não tive tempo de piorar as coisas.
Vi o Edu de repente e não deu tempo de reagir nem de ficar mais nervoso. Ele estava com um grupo de gente, imaginei que do escritório, e apertou minha mão como se eu fosse um estranho. Deu dois beijos na María, totalmente seca. Nem um "como você está linda" nem uma brincadeira pra quebrar o gelo, como costuma rolar. Ele continuava bem moreno, pra variar, e como já tinha visto ele de terno por causa do trabalho, não achei diferente das outras vezes. Quem se sentia estranho e fora do lugar era eu. María logo cumprimentou a Paula e as outras amigas com muito mais entusiasmo, e eu me grudava nela como podia, numa situação bem desconfortável. Os noivos chegaram, e María não parecia ter muita intimidade com o colega que tava casando, e olhe lá com a noiva, mas conhecia umas quinze ou vinte pessoas, então tava bem à vontade e relaxada.
Não vi o Edu de novo até depois da igreja, quando já tinham nos levado de ônibus pro jardim do Parador, onde rolava a festa. Ele continuava com os colegas dele, e María com as amigas dela. Eu tentava me enfiar na conversa das minas na marra, sem muita vontade nem graça.
Foi por acaso que, tentando pegar um pedaço de presunto com um palito, acabei pegando com a mão, porque tava chato pra caralho, e aí ouvi uma voz bem rouca falando: "Melhor assim", e me deu um sorriso cúmplice, mas ao mesmo tempo sério. Aquilo foi a desculpa que eu precisava pra conversar com alguém que não fosse uma amiga da María e sair um pouco daquele looping. O cara também trabalhava no escritório, mas pelo visto não era advogado, e sim o cara que cuidava dos computadores e da parte de informática. Chamava-se Víctor, tinha uns 45 anos e um físico bem peculiar: alto, magro, com óculos sem aro e retangulares, bem antiquados, e o cabelo castanho num rabo de cavalo, mas com entradas bem visíveis. Também usava o terno com bem menos estilo e presença que os caras do escritório, mas nem por isso deixava de ter um certo carisma; tinha um magnetismo curioso, e uma voz rouca, como de quem já viveu muito. Pra minha surpresa, me vi perguntando umas coisas meio indiscretas, o que é raro em mim. Em uns dez minutos eu já tava perguntando sobre a vida dele, coisa que não costumo fazer. Depois de me falar que tinha muita solteira no casamento, mas que pegar alguém assim nunca foi o forte dele, perguntei se ele tinha vindo sozinho e ele me contou que era divorciado e tinha um filho de vinte anos. Enquanto eu ficava matutando o que ele quis dizer com aquela história de "pegar alguém assim", propuseram uma foto em grupo com a galera do escritório e eu perguntei por que ele não ia. Ele respondeu sério: "Não, não, não quero estragar a foto."
Fiquei observando enquanto o pessoal se arrumava pra foto e o fotógrafo mandando geral de um lado pro outro acabou colocando a Maria do lado do Edu.
— Tá vendo como ninguém sente minha falta? — disse o Victor.
Eu fiquei calado e ele continuou:
— Bom, e o que você acha deles? Vai ser hoje à noite, né?
CONTINUA, MAS SÃO POUCOS OS QUE FALTAM E ELES SÃO MUITO GOSTOSOS
Quanto ao Edu, claro que não respondeu minha mensagem, e eu duvidava que ele quisesse continuar conquistando, digamos assim, a María. E não duvidava por ele não ter me respondido, mas porque durante essas semanas eles não tiveram nenhum caso juntos, nem reuniões pequenas onde os dois estivessem, pelo que María me contava. E eu tinha certeza de que, se o Edu quisesse, poderia enrolar os chefes pra dividir casos com ela e, com toda facilidade, marcar reuniões e se verem cara a cara. Também nas cervejas de quinta-feira o Edu não parecia mostrar mais interesse pela María. E a Patrícia? Pelo que María contava, era ela quem tava atrás do Edu, e não o contrário, então não achava que ela fosse a causa desse desinteresse todo do Edu. Era muito difícil entender aquele cara, o que me deixava louco. Eu continuava esperando um novo ataque, não conseguia acreditar que ele não tentasse finalizar o serviço com a María depois de tudo.
Conforme o dia do casamento se aproximava, eu percebia que era ao mesmo tempo o que eu menos queria no mundo e o que mais queria. Por um lado, um casamento onde eu praticamente não conhecia ninguém, a uns cem quilômetros de casa, e com a tensão que me dava ver o Edu pessoalmente. Mas por outro, a chance de vê-los juntos, de ver se o Edu tentaria ali um último ataque — e digo último porque me parecia o contexto perfeito; se o Edu "deixasse passar" aquele dia, significaria que ele tinha sumido completamente do nosso jogo, da conquista dele, ou como quisesse chamar. Curiosamente, sobre isso... Eu parecia surpreendentemente calmo, estava tenso, mas até que bem. Durante aqueles dias, eu dizia pra mim mesmo que, se algo tivesse que acontecer, que acontecesse, e se o Edu não fizesse nada, não teria escolha a não ser esquecer o assunto. Mas é que, depois de tantos meses, eu precisava de um sim ou um não. Eu tava chegando com um desgaste psicológico e emocional brutal, e aquilo tinha que acabar, de um jeito ou de outro.
O casamento seria numa igreja nos arredores, e depois o coquetel e o jantar num Parador. Uns iam dormir num prédio anexo ao próprio Parador, que era tipo um hotel, e outros tinham arrumado um hotel perto. A Maria preferiu não dormir no Parador, segundo ela pra não ficar "no meio da bagunça toda", e eu achei de boa.
Felizmente, o calor tinha diminuído um pouco, o que era de se agradecer, já que obviamente eu iria de terno. A Maria, por sua vez, ficou até quase na véspera na dúvida entre usar um vestido verde de cetim com um decote ou ir com uma camisa branca de seda de manga longa e uma saia rosa "bufante", segundo ela, coisa que eu não entendia o que era até ver. Com o vestido, ela tava mais gostosa; com saia e camisa, parecia um pouco mais menininha. No fim, ela escolheu esse último visual, o que por um lado me decepcionou, porque eu achava que com o vestido ela chamaria mais a atenção do Edu por marcar mais o corpo, mas por outro lado era verdade que talvez ela estivesse mais bonita assim do que com o vestido.
Mas tudo mudou no dia do casamento. Chegamos no hotel, tomei banho, e enquanto fazia isso, um sentimento começou a me invadir, que começou como um formigamento e acabou me travando completamente. A água morna não me aliviava; eu sentia que tava diante de algo realmente grande, depois de tanto tempo eu ia ver ele, e ia ver ele com ela. No ambiente dele, por horas, com bebida no meio, parecia impossível que ele não tentasse algo o dia inteiro, e só de pensar nisso minha cabeça travava, meu coração batia descontrolado e meu pau ficava duro.
Eu hesitei em bater uma punheta ali mesmo, mas decidi tentar me acalmar, me convencer de que o que tivesse que acontecer, aconteceria. Que eu pouco podia fazer. Que não estava no meu controle. Nem nas mãos do Edu, mas sim nas da María.
Sai do chuveiro e a María entrou pra tomar banho, fui me vestir e o calor estava sufocante, talvez por termos entrado cem quilômetros continente adentro, apesar de ser outubro, a jaqueta do terno ia me sobrar, e muito, pelo menos até anoitecer.
Decidi não me vestir ainda, teria tempo enquanto a María se arrumava. Me deitei na cama pelado e ouvia o barulho do chuveiro. Tava tenso, morrendo de calor, diria que até tonto, e com o pau duríssimo fazia um bom tempo. Hesitei de novo em bater uma punheta, mas o que fiz foi entrar no banheiro, entrar na banheira e me colocar junto da María, que não se surpreendeu ao me ver e brincou por eu querer tomar banho duas vezes, embora os dois soubéssemos que não era essa minha intenção. Os dois sabíamos o que tava rolando. A María sabia tão bem quanto eu a importância daquele dia e acho que só de olhar pra minha cara dava pra ver meu estado.
O jato d'água, um pouco mais quente do que eu esperava, caía sobre nossas cabeças, quando minha boca foi na dela e comecei a beijá-la com doçura. Ela recebia meus beijos sem pressa e eu pensava se aquela boca seria minha e só minha pela última vez... levei minhas mãos aos peitos dela e comecei a acariciá-los até os bicos ficarem duros e me perguntava se aquelas tetonas seriam só minhas naquele momento, mas pela última vez. E minha mão começou a acariciar a buceta dela enquanto pensava se aquela buceta se abriria pra mais alguém além de mim.
A mão dela foi pro meu pau, agarrou ele com força, sem parar de nos beijar, e começou a bater uma punheta devagar, mas marcando o ritmo de um jeito que eu sentia que poderia gozar na hora. Palavras eram desnecessárias. Já não precisava mais olhar na minha cara. A María sabia que eu não aguentava mais. Que Meu pau assim, duro, representava sete longos meses com a mesma coisa na cabeça. Meu pau pedia pra eu descarregar aquilo e ela parecia entender. Minha mão começou a esfregar a buceta dela um pouco mais rápido até ouvir os primeiros gemidos, e ficamos assim por uns instantes em que eu sentia que ia gozar e também sentia que ela tava muito longe de fazer o mesmo. Sutilmente, ela afastou minha mão que a masturbava, como faz sempre que percebe que eu não peguei o ponto certo, e levou uma mão pros meus ovos e a outra usou pra continuar me punhetando, enquanto nossas línguas se fundiam no ar e debaixo d'água sem parar.
Maria terminou o serviço de um jeito impecável, sem parar de me beijar e apertando com força meu pau antes do meu orgasmo e com um pouco mais de delicadeza enquanto eu gozava. Parando de me sacudir no momento certo, e deixando que meu gozo misturado com a água molhasse a barriga dela. Não paramos de nos beijar em nenhum momento enquanto eu gozava, como se aquilo nos unisse mais, como se por isso houvesse mais união e compreensão.
Continuamos nos beijando por um tempo, enquanto eu deixava a água limpar meu membro e ela ensaboava a área que eu tinha molhado, até que acabei saindo do chuveiro. Um pouco mais relaxado, mas longe de estar tranquilo.
Pouco depois, eu tava vestindo o terno e o calor não parava. Olhava de canto como ela se vestia e a cada olhada parecia que ela ficava mais e mais gostosa. A camisa, mesmo sendo solta, ao ser enfiada dentro da saia, não conseguia esconder os peitões dela. Além disso, por ser tão branca, destacava mais o moreno dela, passando de gostosa pra deslumbrante. A saia na altura do joelho ou um pouco abaixo... com aquelas sandálias de salto... faziam umas pernas impressionantes, finas mas ao mesmo tempo fortes e femininas. Ela não se maquiou muito, não precisava sendo tão morena. E a juba dela caía livre pelas costas, me dando a impressão de que nunca tinha tido o cabelo tão comprido.
— Que gato. Você está de terno... — ela me disse.
Pra mim, era uma piada ela falar isso de mim, sendo que quem estava espetacular era ela. E lembrei, porque o assunto vivia na minha cabeça, que ela tinha dito mais de uma vez que o terno caía bem no Edu. Quase toquei no assunto, mas deixei pra lá. Por enquanto.
Depois de colocar a gravata, e como o quarto não era muito grande, ficamos de frente um pro outro e não tive escolha a não ser beijá-la. Os efeitos calmantes da masturbação tinham quase sumido por completo... Ela tentou fazer o beijo ser curto, mas eu a segurei pra que fosse não só longo, mas meio obsceno. Ela não se afastou, e eu levei a mão dela até minha virilha, por cima da calça do terno, e fiz ela deslizar pra cima e pra baixo sobre o meu pau, que já pulsava ali. Maria acabou se afastando um pouco e sorriu. Minhas mãos foram pra bunda dela, por cima da saia, e eu olhei nos olhos dela. Eu a queria loucamente, mas ela deve ter entendido outra coisa no meu olhar, porque perguntou: "O que você quer que eu faça?", sem que a mão dela tivesse parado de tocar minha virilha.
Nem preciso dizer que a ideia da Maria, assim vestida, e minutos antes de encontrarmos o Edu, ajoelhada tirando meu pau da calça... e colocando na boca dela, seria algo brutal pra mim, mas eu sentia que já estava abusando demais da paciência dela.
— Quero que... nada. Que você termine de se arrumar, ou vou entrar assim, vestido, no chuveiro de tanto calor que tô... — falei antes de beijá-la.
Chamamos um táxi que nos levou até a igreja. Minha tensão não é que aumentava a cada instante, é que já não podia subir mais. Eu chegava a ficar puto comigo mesmo por não conseguir controlar meus nervos. O engraçado é que, quando chegamos, tudo foi tão rápido que não tive tempo de piorar as coisas.
Vi o Edu de repente e não deu tempo de reagir nem de ficar mais nervoso. Ele estava com um grupo de gente, imaginei que do escritório, e apertou minha mão como se eu fosse um estranho. Deu dois beijos na María, totalmente seca. Nem um "como você está linda" nem uma brincadeira pra quebrar o gelo, como costuma rolar. Ele continuava bem moreno, pra variar, e como já tinha visto ele de terno por causa do trabalho, não achei diferente das outras vezes. Quem se sentia estranho e fora do lugar era eu. María logo cumprimentou a Paula e as outras amigas com muito mais entusiasmo, e eu me grudava nela como podia, numa situação bem desconfortável. Os noivos chegaram, e María não parecia ter muita intimidade com o colega que tava casando, e olhe lá com a noiva, mas conhecia umas quinze ou vinte pessoas, então tava bem à vontade e relaxada.
Não vi o Edu de novo até depois da igreja, quando já tinham nos levado de ônibus pro jardim do Parador, onde rolava a festa. Ele continuava com os colegas dele, e María com as amigas dela. Eu tentava me enfiar na conversa das minas na marra, sem muita vontade nem graça.
Foi por acaso que, tentando pegar um pedaço de presunto com um palito, acabei pegando com a mão, porque tava chato pra caralho, e aí ouvi uma voz bem rouca falando: "Melhor assim", e me deu um sorriso cúmplice, mas ao mesmo tempo sério. Aquilo foi a desculpa que eu precisava pra conversar com alguém que não fosse uma amiga da María e sair um pouco daquele looping. O cara também trabalhava no escritório, mas pelo visto não era advogado, e sim o cara que cuidava dos computadores e da parte de informática. Chamava-se Víctor, tinha uns 45 anos e um físico bem peculiar: alto, magro, com óculos sem aro e retangulares, bem antiquados, e o cabelo castanho num rabo de cavalo, mas com entradas bem visíveis. Também usava o terno com bem menos estilo e presença que os caras do escritório, mas nem por isso deixava de ter um certo carisma; tinha um magnetismo curioso, e uma voz rouca, como de quem já viveu muito. Pra minha surpresa, me vi perguntando umas coisas meio indiscretas, o que é raro em mim. Em uns dez minutos eu já tava perguntando sobre a vida dele, coisa que não costumo fazer. Depois de me falar que tinha muita solteira no casamento, mas que pegar alguém assim nunca foi o forte dele, perguntei se ele tinha vindo sozinho e ele me contou que era divorciado e tinha um filho de vinte anos. Enquanto eu ficava matutando o que ele quis dizer com aquela história de "pegar alguém assim", propuseram uma foto em grupo com a galera do escritório e eu perguntei por que ele não ia. Ele respondeu sério: "Não, não, não quero estragar a foto."
Fiquei observando enquanto o pessoal se arrumava pra foto e o fotógrafo mandando geral de um lado pro outro acabou colocando a Maria do lado do Edu.
— Tá vendo como ninguém sente minha falta? — disse o Victor.
Eu fiquei calado e ele continuou:
— Bom, e o que você acha deles? Vai ser hoje à noite, né?
CONTINUA, MAS SÃO POUCOS OS QUE FALTAM E ELES SÃO MUITO GOSTOSOS
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