Brincando com Fogo 20

Aquele domingo era o último dia de férias da María e decidimos ir pra uma piscina de hotel, daquelas que se você pagar, pode curtir as espreguiçadeiras e a piscina como se fosse mais um hóspede. A María tava usando um biquíni preto que cobria bem os peitos dela, o curioso é que, principalmente se eu via ela de longe, com aquele biquíni até parecia que ela tinha muito mais peito do que com outros que mostravam mais carne, porque via tanta pano preto na distância que automaticamente você sabia que tinha muita coisa pra esconder.
Se eu reparava nisso, os moleques que tavam na água também reparavam. A María deu a volta na piscina pra tomar uma ducha antes de entrar e eles não se seguraram nem um pouco pra olhar ela. Eu senti de novo aquilo que tinha começado a sentir quando conheci o Edu, tipo que ela fisicamente era demais pra mim, que merecia alguém do nível dela. Era uma puta besteira e acho que ninguém no meu lugar, ninguém normal fisicamente, mas com uma namorada gostosa pra caralho, pensaria igual a mim, mas pra mim era inevitável sentir assim.
Depois de nadar, ela se deitou numa espreguiçadeira, do meu lado. A respiração dela tava ofegante e o peito molhado subia e descia enquanto ela respirava, e não demorou pra surgir o assunto em questão, o assunto de que se o Edu não tinha subido na nossa casa tinha sido por um milagre que não dependia de nós dois. Eu ainda não entendia como o Edu não tinha vindo.
Perguntei pra María se o Edu tinha respondido mais alguma coisa e ela disse que não.
— Não que eu saiba. Espera. — ela disse, revirando a bolsa — Não. Ele não escreveu nada — falou depois de olhar.
— Que idiota não ter vindo.
— Pfff, cala a boca... sabe que eu acordei e pensei que tinha sonhado?
— Sério?
— Sim... demorei uns segundos pra perceber e achei que ia morrer.
A María parecia tranquila. Não tava com cara de querer jogar na minha cara que eu tinha empurrado ela a escrever pra ele.
— Então você não tava tão bêbada assim pra pensar que tinha sonhado. — falei depois de um silêncio.
— Tava com uma tontura do caralho, Pablo. E entre isso e... bom... também não... Pensava com muita clareza com aquilo dentro.
— Que aquilo?
— Aquilo que você tem aí entre as pernas, idiota.
— Perde a clareza com isso dentro? — falei também num tom descontraído, sentindo uma pequena ereção só pela conversa.
— Claro que perco... — disse ela se aproximando um pouco e me dando um beijo na bochecha.
— Ei, e o Edu vai ao casamento, claro.
— Pois é. Vamos quase todo mundo do escritório.
Faltavam cinco semanas para aquele casamento. Cinco semanas depois das quais eu ia encarar o Edu de qualquer jeito. Quem sabe a gente não se encontrava antes. Naquelas cinco semanas ainda iam rolar um monte de coisas, algumas bem estranhas.
Na manhã de segunda-feira, a Maria me mandou uma mensagem com algo que eu não entendia como não tinha sacado antes. Acho que o alívio que ela sentiu na manhã de domingo ao perceber o que quase tinha rolado com o Edu a cegou para o que seria vê-lo na segunda no escritório. Li a mensagem dela como se meu subconsciente já tivesse adivinhado tudo.
— Acabei de cruzar com o Edu no corredor. Que olhar de... sei lá, de tenho você comendo na minha mão. Que super babaca.
— O que você esperava, Maria — respondi.
— É que você não viu a cara de idiota dele.
— Imagino.
— Se ele soubesse que podia ter ficado batendo até amanhecer que a gente não ia abrir, não faria essa cara de otário.
— Mas foi muito tempo?
— Só de cruzar com ele já bastou. É que ele é muito metido. Me olhando como se eu morresse por ele. Que babaca sexy.
— Você não vai perguntar por que ele não veio?
— Nem fodendo, prefiro morrer do que puxar esse assunto. Pra mim aquilo nem aconteceu.
Maria estava puta com algo que era óbvio que ia rolar. Além disso, não dava pra esquecer que eles tinham trocado sabe-se lá que mensagens não fazia muito tempo. Não precisava ser um convencido como o Edu pra imaginar ou supor que ele tinha ela na mão. Não quis cutucar a ferida perguntando sobre ele quando a gente se viu depois do trabalho.
Foi uma semana estranha em que a segunda-feira Fizemos antes de dormir, igual que na terça, mas com umas gozadas bem sem graça. Voltamos àqueles cinco ou sete minutos em que eu gozava e acabava tudo, sem segunda rodada nem nada. Naqueles dias, fiquei me perguntando de novo por que o Edu não tinha vindo, se de algum jeito ele tinha contatado a Patrícia e preferido ela à Maria. Comer a Patrícia quando a Maria manda você ir na casa dela era loucura, mas minha relação com o Edu também não tava num ponto de eu poder perguntar isso.
No trabalho, às vezes dava vontade de mandar uma mensagem pro Edu. Até tinha feito um rascunho falando que o fato de não ter ido na casa dele não significava que eu queria parar nosso jogo, como a Maria ter convidado ele pra vir mostrava. Mas não conseguia mandar. Só de pensar em escrever pra ele, já ficava bem nervoso.
Na quarta à noite, tava transando com a Maria e já nos preliminares dava pra ver que ia ser outra foda sem graça, então perguntei sobre o Edu. Se ela não tinha perguntado no final por que ele não veio. Se encontrava com ele. Se iam pegar algum caso juntos. Se tinha algum evento próximo que fossem juntos. Ela primeiro disse que não tinha perguntado por que ele não veio e nunca perguntaria, depois respondeu outras perguntas com evasivas e acabou pedindo pra não falarmos mais dele. Aquela transa terminou como já prometia desde o começo, e fui dormir naquela quarta meio bolado.
Considerando que ela não queria falar do Edu, me surpreendeu que no dia seguinte, quinta, a Maria me escrevesse do lugar onde tomavam cerveja, toda alarmada e escandalizada porque a Patrícia e o Edu tinham sentado juntos e não paravam de conversar e, segundo ela, "se pegar". Quase respondi "achei que você não queria mais falar do Edu", mas deixei ela continuar. escrevendo que a Paula também tava alucinando, que a Patrícia não tinha papas na língua, que saias curtas ela usa... que ela é quase 10 anos mais nova, etc, etc.
Eu entendia que esse tipo de fofoca rola mais intensamente lá dentro, mas achava exagero que depois, em casa, pessoalmente, ela me contasse tudo de novo. Naquela quinta à noite nem me dei ao trabalho de aquecer a Maria pra transar, e na sexta também não. Como se meu orgulho tivesse meio ferido por ver uma Maria meio apática sexualmente. Às vezes parecia um drama, às vezes eu só botava a culpa na volta ao trabalho, na rotina ou no estresse.
No sábado à noite saí com uns amigos e a Maria também saiu com a Amparo, a Paula e a Patrícia — eu não entendia como de repente elas estavam saindo tanto, como se com mais uma elas se animassem mais, ou talvez fosse a Patrícia puxando elas, mas o fato é que tinham saído três vezes em dez dias.
Naquela noite cheguei em casa antes dela. Umas duas e pouco da madrugada. E fiquei pensando como a gente tinha estado tão perto de rolar algo realmente pesado entre o Edu e a Maria, na nossa casa, e de repente parecia que não tinha acontecido nada. Como o Edu conseguia deixar o assunto de lado assim, e como a Maria não queria nem falar dele por um lado, mas tava tão ligada na fofoca com a Patrícia por outro.
Me veio à mente que o Edu tinha a foto da Maria que eu tinha mandado pra ele. Aquela de pernas abertas no hotel, cabelo bagunçado... a camisa aberta... e escondendo os peitos com o cabelo, segurando um peito com uma mão e com a outra tampando a buceta. Me perguntei se o Edu batia uma pra aquela foto ou se não dava mais importância. Também me perguntava se o Edu tinha mesmo mandado uma foto da pica dele e se ela tinha apagado...
Só de pensar naquilo, a pica já ficava dura pra caralho e não demorei pra bater uma enquanto revisava aquela foto. Enquanto me masturbava, tinha certeza de que o Edu se acabava na punheta com ela. Mesmo que ele se aliviasse que María era só mais uma, e se ela era legal, e se não servia Patricia ou Nati ou Alicia ou qualquer outra, mas no fundo quem ele realmente queria comer era a María, e ele tinha batido uma pra aquela foto até ficar exausto. Minha punheta foi acelerando, primeiro imaginando o Edu batendo uma pra ela, e depois eu imaginava que aquela foto era real, que estávamos os três naquele quarto de hotel, e que eu batia uma sentado numa poltrona enquanto o Edu, de pé em cima da cama, se aproximava da María e enfiava o pauzão na boca dela, e ela, sem largar a buceta com uma mão e segurando um peito com a outra, começava a balançar a cabeça pra frente e pra trás e engolia o pau dele até a metade. Então, a María, com a boca cheia e a bochecha inchada pelo pedaço de carne que ela devorava, abria os olhos e me olhava... Aquilo me fez explodir num orgasmo do caralho e começar a gozar sem parar... escorrendo porra da ponta pra baixo, sobre meus dedos, por alguns segundos em que o olhar da María com o pau na boca não saía da minha cabeça.

Fui me deitar e dormi antes da María chegar. Ela chegou um pouco depois. Chegou bem sóbria e eu, meio de saco cheio de que lá só se falava do Edu quando ela queria, falei na lata:

— Vocês viram o Edu?

A resposta dela foi na hora e o tom me irritou:

— Nãooo... chato.

Ela me chamar de chato por perguntar uma vez só, sendo que eu nem tinha falado o nome dele desde quarta, realmente me irritou. Mas quase me incomodou mais ela começar a falar da Patricia, dizendo que ela tava muito curta, que tinha dado mole pra uns caras e tal.

— Se você não gosta dela, não sei pra que sai com ela.

— Não é que eu não goste, só me estranha ela estar nessa vibe.

Não é que eu tivesse algum interesse em defender uma desconhecida, mas a atitude da María me parecia estranha e fora de lugar. Ela sempre foi na dela, sem se meter com ninguém, como quem sabe que é gostosa mas não entra em rivalidades. Me pareceu absurda e A atitude dela é coisa de criança. Minha irritação não passou quando tentei transar com ela e ela não quis porque tava muito cansada. Virei pro meu lado da cama pensando que a gente tinha passado de umas das gozadas mais incríveis depois de anos de relacionamento pra transar pouco, mal e sem motivo nenhum.

Na semana seguinte, as coisas não melhoraram. Ela chegou tarde em casa um par de vezes porque tinha saído pra fazer compras com a Paula e, quando chegava, nossas transas continuavam sem graça. Eu, por orgulho, não quis falar sobre o Edu, mas cada vez ficava mais preocupado que a história com o Edu morresse na praia, depois de tão perto que a gente tinha chegado.

Eu tava cada vez mais desesperado. Fiquei um tempão no trabalho pensando se mandava mensagem pro Edu ou não. Sabia que se fizesse isso de uma vez, tudo ficaria na mão dele, seria meio que abrir mão da minha posição de vantagem depois de ter sido eu quem não respondeu à raiva dele por não ter ido na casa dele. Mas foi mais forte que eu. Eu realmente precisava que a coisa reacendesse, então mandei a mensagem. Mandei um seco: "A gente continua com nosso jogo ou você tá muito ocupado com a novinha?". Não tinham passado nem dois minutos que eu já tinha me arrependido. Arrependido por ter mandado e pelo conteúdo, porque relendo parecia coisa de criança e fofoqueiro, igual um moleque de colégio. Além disso, tinha a sensação absoluta de que ele não ia responder, e com o passar das horas, se confirmou.

No sábado à noite, claro, as quatro marcaram de sair de novo. Depois de jantar em casa, a Maria foi se arrumar e quando chegou na sala, eu não acreditei.

— Porra, Maria.
— O quê?
— Nada, você que sabe. Mas pra mim é um exagero.
— Não exagera.
— Não tô exagerando, Maria.
— Dá pra perceber muito?
— Porra, se dá...
— Bom, agora já foi. Não acho que seja tudo isso.
A Maria foi no espelho e não voltou atrás. A gente se despediu com um selinho e ela foi. Mais maquiada que o normal. Com o cabelo muito mais liso do que costumava usar. Com umas sandálias Com salto altíssimo e uma calça jeans moderna bem rasgada. Por cima, uma blusa de seda, estampada com cores claras e sem botões, de manga longa, mas aberta até quase embaixo, onde era amarrada. Sem sutiã. Claramente sem sutiã. Não sabia se ela tava tentando fazer uma competição ridícula com a Patrícia, mas o que me assustava era que aquela não era a Maria.
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Não duvidava que aquela blusa pudesse ser usada sem sutiã por gurias de 45 quilos ou influencers pra tirar foto, mas a Maria com aquelas tetonas dela... aquilo era, tipo... qualquer um que visse ela num pub teria que ir no banheiro bater uma na hora de olhar pra ela. Muitas vezes eu pensava que a Maria não era realmente consciente das tetonas que tinha, ou do efeito real que isso causa nos caras.
Não era tanto que o bico do peito marcasse, um pouco sim, porque o tecido, mesmo sendo sedoso, era relativamente grosso; o problema era que qualquer um que ficasse de lado e enfiasse o olho no decote dela ia ver quase meia teta, e meia teta da Maria era muita teta. Além disso, a gente tava falando de uma mina muito gostosa de rosto e com um corpo bonito, então não era a imagem de uma biscate qualquer, mas sim de uma gostosona semi-nua...
Eu tava meio cansado de tentar adivinhar o que significavam aquelas mudanças na Maria. Por um lado, aquelas mensagens com o Edu que ela disse que tinham sido uma besteira, mas eu continuava sem saber o que eles tinham escrito; por outro, aquela mania de criticar a Patrícia; por outro, se vestir assim; e por outro, que porra, sem falar do Edu, aquilo terminar em gozadas tão meia-boca. Esse último aspecto me parecia excitante e alarmante ao mesmo tempo. Não deixava de ser curioso como há meses eu fantasiava que o Edu deixava ela com muito mais tesão do que eu, e agora que tudo parecia indicar que era exatamente isso que tava rolando, me excitava, sim, mas também feria meu orgulho. Mas, o mais importante de Tudo, mas eu não conseguia ter certeza até que ponto a María tinha decidido que tudo relacionado ao nosso jogo com o Edu tinha acabado de vez.
Adormeci no sofá com a firme convicção de botar as cartas na mesa com a María o mais rápido possível.
Não devia estar dormindo muito profundamente, porque do sofá ouvi o elevador abrir, os saltos da María e a chave dela na porta. Olhei o relógio e eram duas e pouco da madrugada. Me surpreendi que fosse relativamente cedo. A María entrou e acho que se surpreendeu de me ver ali, na penumbra, largado no sofá, mas não falou nada e foi pra cozinha pegar um copo d'água. Voltou pra sala. Ainda não tínhamos trocado uma palavra até que eu falei:
— Como foi a noite?
— Bem. Normal. — respondeu meio seca.
Fez-se um silêncio enquanto a María bebia a uns metros de mim. Parecia completamente sóbria. No claro-escuro da sala, ela tava realmente potente, com o cabelo menos no lugar do que quando saiu, mais solta, tava mais gostosa. A blusa ainda tava no lugar, mas abria um pouco a qualquer movimento do torso, e eu me perguntava quantas vezes na noite ela tinha tido que fechar um pouco com a mão pra não mostrar tudo.
— Hoje não vai perguntar sobre o Edu? — disse antes de dar outro gole.
A pergunta dela me surpreendeu. Me pareceu meio desafiadora. Eu não quis ficar por baixo:
— Sobre o Edu você conta quando achar melhor...
— Quer que conte a noite ou não? — A María mudou a expressão pra uma mais suave. Talvez não esperasse que eu reagisse. Me levantei um pouco do sofá, dando a entender que era todo ouvidos, e ela começou a contar:
— Se for resumir em um minuto. A gente tava tomando um drink numa varanda e vimos ele do outro lado da rua entrar num pub. No fim, terminamos o drink e entramos. Vi ele de longe. A Patrícia foi ao banheiro e parou com ele. Começaram a conversar. A Paula e eu esperamos um tempo, mas eles continuavam falando e decidimos ir embora. A Amparo foi até eles e pronto.
— E o Edu te viu?
— Não. Acredito.
—Pena que você não me viu assim.
Era óbvio por que ele dizia aquilo. Levantei e me aproximei dela, que não dizia mais nada. Depois de um breve silêncio, falei:
—Ei, só pra você me manter informada, como é que tá a parada do Edu?
—Como assim, como é que tá?
—Você e o Edu, ou nós três. Nunca sei como chamar isso.
—Não tá de jeito nenhum. Acabou, já te falei. Já tenho que aturar ele me olhando como se eu suspirasse por ele. Tomara que ele se enrole com a Patrícia, se já não tão enrolados, e isso acabe de vez.
Eu não entendia muito bem o que tinha a ver ele se enrolar com a Patrícia ou não com o nosso jogo, já que desde que o conhecia ele tinha ficado com a Nati, a Alicia e sei lá mais quantas. Fiquei do lado dela, bem perto, e de perfil o decote dela era de matar.
—Com o perto que a gente já esteve. — falei.
—A gente nunca esteve perto de nada, Pablo. Foram umas mensagens meio de brincadeira e a parada do outro dia... que de qualquer jeito eu não teria aberto a porta nem louca.
—O outro dia que você mandou mensagem pra ele vir te comer porque tava bêbada, né? — assim que falei aquilo, percebi que soou mais pesado do que tinha soado na minha cabeça.
—Olha, Pablo, não tô a fim de brigar. O assunto Edu tá encerrado, sempre falo que já fomos longe demais. Pra você é muito fácil, não precisa ver a cara de gostoso dele de segunda a sexta.
—O assunto Edu tá encerrado de um lado, mas depois, no que envolve a Patrícia, você não para de falar dele.
Fez-se silêncio de novo. Eu me surpreendia com vontade de... não tanto de discutir, mas de extravasar, e sentia que ela tava prestes a explodir, mas eu tava pouco me lixando.
—Hoje a gente podia foder falando dele. — falei, colocando a mão na cintura dela.
—Não, sério, não aguento mais esse assunto.
—Só de despedida, que seja. A última vez.
—Não, juro, não aguento mais. Sério. A gente tá nessa desde março. Te peço por favor. Não aguento mais.
—Nem uma última vez...? Essa noite que ele pode estar comendo a Patrícia...
—É que eu tô pouco me fodendo pro que Chega. Não, sério. Acabou.
Maria colocou o copo na mesa e foi em direção ao corredor. Pra mim, realmente me fodia que as conversas acabassem quando ela queria e que o assunto Edu também acabasse quando ela queria.

Nós fomos pra cama e eu esperava uma aproximação vaga dela, mas não rolou. E eu também não quis forçar a barra. Me segurava, com muito esforço, mas me segurava.

Começou a semana seguinte e aconteceu algo que me deixou alucinado. Na segunda e na terça ela foi trabalhar com umas saias que eu não conhecia, umas minissaias que devia ter comprado com a Paula na semana anterior. Eram bem mais curtas do que o normal e com uns saltos no limite entre o elegante e o inapropriado. Maria sempre foi muito discreta no trabalho. Sóbria. Elegante. Clássica, quase careta. E aquilo beirava o chamativo. Por cima, uma camisa num dia e uma camiseta fina no outro... ambas peças também novas. Não falei nada nem dei muita importância, até quarta-feira, quando ela vestiu uma saia cinza curtíssima, outros sapatos de salto preto e por cima uma camisa que não era nova, mas era aquela cor de salmão ou rosa desbotado, que há muitos meses eu tinha pedido pra ela desabotoar um botão, porque abotoada parecia uma freira, mas desabotoada era de matar, e ela tinha recusado porque, segundo ela, se fizesse isso, aparecia o sutiã. Ela saiu de casa com aquele botão solto, como se fosse nada. Algo que meses atrás era quase uma loucura agora não parecia ser nada disso pra ela.

Ver ela sair de casa assim, ainda mais maquiada do que o normal, com o cabelo mais arrumado e alisado do que de costume... com parte da renda do sutiã aparecendo sem muita dificuldade... subida naqueles saltos... comecei a pensar seriamente se aquilo era uma competição com a Patrícia ou se era pra chamar a atenção do Edu. Ou as duas coisas. Me dava um tesão tremendo pensar que Maria se vestia assim pra ele... Me vi tão Duríssimo com aquilo, tive que bater uma antes de ir trabalhar. Sentia de verdade que minha mina se vestia tão leve, pra dizer de um jeito suave, pra chamar a atenção do filho da puta do Edu. Não sabia até que ponto ela queria atrair o olhar dele, mas era claro que tinha algo rolando. Na quinta, ela vestiu de novo uma saia curta e uma camiseta escura de seda com decote em V que marcava a silhueta dos peitos dela de um jeito espetacular... Deixei ela sair minutos antes de mim de novo pra eu bater uma punheta monstra pensando na imagem extremamente sexual que ela devia estar projetando no escritório, nas ereções que ia causar por lá, e, principalmente, pensando, imaginando, acreditando que toda aquela exibição de roupa nova e provocante tinha o objetivo de chamar a atenção do Edu. Quanto à nossa vida sexual, a gente não transava desde a quinta passada. Eu me aliviava com aquelas bronhas matinais, coisa que a Maria obviamente não fazia, e além disso, à noite a gente jantava e dormia junto na cama, então eu não entendia por que a Maria não dava em cima pra foder em nenhuma daquelas noites. Naquela mesma tarde, senti uma necessidade urgente de falar sobre o Edu com a Maria. Se não dava pra ser transando, que fosse do jeito que ela queria, ou seja, pela fofoca com a Patrícia. Tava no trampo e sabia que elas já estavam tomando umas cervejas, então mandei mensagem perguntando sobre o Edu e a Patrícia, sabendo que assim ela ia falar dele. E deu certo: ela me retransmitiu ao vivo que eles tinham sentado juntos, que ela tava na diagonal deles e que, por momentos, eles mantinham conversas paralelas, e também escreveu que tava começando a achar que talvez já estivessem se pegando. Tentei puxar pro meu lado e escrevi: "Não te excita saber que ele já deve tá comendo ela?". A resposta dela foi seca: "De jeito nenhum". Naquela noite de quinta, a Maria também não propôs nada, então eu, provavelmente por orgulho, deixei o sono me levar sem chegar perto dela. Seria idiota. Mas eu dizia pra mim mesmo que eu me aliviava gostoso com as punhetas da manhã vendo o espetáculo de como ela ia vestida pro trabalho pra chamar a atenção do Edu, e que, portanto, a mais prejudicada de que ali não se comia era ela.

Chegou a manhã de sexta e a roupa da Maria deu um salto de qualidade, se é que isso era possível. Tava tomando café com ela e não acreditava no que via. Beleza, era sexta e no escritório dela nesse dia se vestiam de forma mais informal, mas a Maria nunca tinha ligado pra essa tal norma e sempre tinha ido igual, sóbria.

Aquela saia, além de nova e bem curta, não era exatamente de terno ou social, não, era de couro. Combinada com saltões e uma camisa vermelha escura, quase grená, de gaze, bem fina... dava uma imagem foda. Não sabia quanta roupa ela tinha comprado naqueles dias. Ela foi embora de novo, me deixando alucinado, me presenteando com a visão da bunda dela enfiada naquele couro e de um sutiã preto que transparecia levemente por baixo da fina e, com certeza, caríssima camisa. Eu tinha passado a manhã inteira desejando que ela fosse logo pra sentar no sofá e fazer uma punheta realmente violenta, sem dúvida a melhor da semana... principalmente por causa daquela saia de couro tão curta... Meu Deus! Como me excitava que ela se vestisse assim pra ele! E enquanto eu batia uma, não tinha a menor dúvida de que aquela mudança era por ele. Que a competição com a Patrícia tava ali, mas ela não se vestia assim só pra ser a mais gostosa do escritório. Que se o Edu não existisse, ela teria deixado a Patrícia ganhar a guerra da advogada mais chamativa do escritório, pra usar um eufemismo.

Naquela sexta chovia pra caralho e eu lembrava no trabalho quando o Edu tinha buscado ela no escritório e levado no carro dele pra explanada do shopping, perto da nossa casa, aquele estacionamento que era na prática um puteiro e um ninho de voyeurs. A Maria me escreveu que ia fazer compras com a Paula de novo. Pra mim foi tão surreal que ela comprasse mais roupa como fetiche... tanto que na minha cabeça começou a pairar a ideia de pedir pra ela, naquela mesma noite, me mostrar o que tinha comprado. Sem dizer que eu sabia, ou pelo menos presumia claramente, pra quem ela tava comprando.
Fui buscá-la de carro. Vi ela se despedindo da Paula. Ela colocou umas sacolas no porta-malas e entrou. Tava meio molhada da chuva e a camisa vinho grudava no corpo dela, pra completar, ela encaixou o cinto de segurança entre os peitos, igual o Edu tinha me contado que ela fez naquela vez. De repente, tudo me teletransportou pro dia que o Edu levou ela pro point. Minhas punhetas aliviavam, mas não davam conta de mais de uma semana sem foder, somado a todo esse teatrinho da roupa da Maria. De repente, me vi pegando a rua de subida do lado de casa, e, enquanto a Maria me perguntava o que eu tava fazendo, por que não távamos indo pra garagem, eu estacionei onde o Edu tinha levado ela.
Nem eu sabia direito o que queria com aquilo. Estacionei e não tinha nenhum carro perto. Maria me perguntou de novo por que não íamos pra casa, mas obviamente já tava desconfiada. Desliguei o motor e perguntei se ela lembrava daquelas vezes que o Edu levava ela ali, mas ela não pareceu gostar da pergunta:
— Como assim "aquelas vezes"? Foi só uma vez.
— Só uma vez?
— É, só uma vez.
Fez-se um silêncio que ela quebrou:
— Sério, Pablo, vamos pra casa.
Era verdade que era meio surreal estar estacionado a cinquenta metros da rua da nossa casa. Nem sabia o que tava fazendo ali. Só perguntava a primeira coisa que vinha na cabeça:
— E o que vai rolar no casamento?
— No casamento? Por causa do Edu? Não vai rolar nada.
— A Nati vai?
— Ele já não tá com a Nati, mas não vai rolar nada e não quero passar o casamento desconfortável porque você fica me pedindo coisas pra eu falar pra ele... ou dançar com ele e tal. Já tô vendo onde você quer chegar. Vamos pra casa, anda.
Cada coisa que eu falava era beco sem saída.
Liguei o motor bem na hora que... momento em que um carrinho azul estacionava por perto.
— E essas compras todas? — perguntei
— Compras de quê?
— Não vai ser pra tu mostrar pro Edu que é poderosa ou competir com a Patricia. — soltei sem pensar.
— Meu Deus, Pablo, tu tá maluco, todo setembro eu compro roupa de temporada, que filme da cabeça tu tá montando... sério.
— Agora vai me dizer que essa saia, esses saltões ou a roupa que tu usou no sábado são normais.
Maria ficou quieta um instante até dizer:
— Não sei, Pablo. Tu tá impossível. Tô falando sério.
Tava um calor infernal dentro do carro. Tanto que os vidros embaçaram. Abri as janelas e vi que no carro do lado tinha um casal jovem. Mas tavam com comida porcaria, comendo no carro como se fosse nada. Pelo menos por enquanto.
Maria me tirou do devaneio falando:
— Olha, Pablo, ou tu liga o carro ou eu vou andando, mas não sei o que a gente tá fazendo aqui.
— Ah, só pra ver se o pessoal daquele carro transa ou aparece algum tarado. — Eu nem sabia o que tava dizendo. Só sabia que não queria ir pra casa.
— Pra quê? — perguntou.
— Ia ser excitante.
— Tudo ia ser excitante. Menos foder normal, tudo é excitante.
— Pra esse tal de foder normal que tu fala, a gente já tá uns oito ou nove dias sem fazer.
— Eu tive menstruada de domingo até ontem. Tão obcecado com teus filmes que nem disso tu percebe. Vamos pra casa, sério, por favor, eu te peço, Pablo.
— Vamos pra casa e aí?
Outro silêncio. Dessa vez bem longo. Maria me olhou, eu segurei o olhar dela. O olhar dela parecia dizer "tu é doido varrido", mas não tava com cara de brava de verdade. Ela acabou soltando o cinto e se aproximou sutilmente de mim, num claro gesto de paz. Me beijou na bochecha e eu acariciei o rosto dela. Meus lábios foram pros dela e senti a umidade da boca dela, fazendo praticamente toda a tensão da conversa se dissolver.
— Vamos pra casa foder. — sussurrei enrolando os dedos no cabelo dela. — Mas vamos falar do Edu enquanto eu te como. — falei mordendo um pouco os lábios dela. —Mmm... Pablo... não...
—A última vez.
—Não...
—Vamos... a última.
—Jura pra mim — sussurrou.
—A última vez... mas botando tudo pra fora.
—Botando tudo pra fora?
—É... posso acabar falando umas coisas que você não vai gostar...
—Enquanto a gente tá fazendo? — perguntou.
—Sim.
—Vamos, então. — disse como se não temesse nada do que eu pudesse falar.
Se aquela fosse mesmo a última vez que a gente ia foder falando do Edu, eu tava decidido a levar a Maria ao limite. Totalmente ao limite.
Chegamos em casa e na hora eu percebi que aquelas punhetas não tinham sido anestesia suficiente pra tudo que eu tava vivendo. Aquela saia e aqueles saltos altos pro Edu... aqueles ciúmes mais que prováveis da Maria com a Patrícia numa guerra por ele... era demais pra mim. Mal deixei ela largar as sacolas na entrada e em dois minutos, sem preliminares, sem nos despir... já tava dentro dela, metendo contra o sofá. Ela de joelhos no chão, recebendo minhas estocadas, com pancadas secas e quentes por trás. Com a saia na cintura, a calcinha abaixada até as coxas e minha calça nos tornozelos, ela recebia toda minha luxúria com firmeza e, por enquanto, quase sem gemer. Mas tava bem mais molhada e meu pau entrou com mais facilidade que outras vezes, apesar da falta de preliminares. Aquela não ia ser uma foda qualquer.
Nas minhas investidas raivosas, tinha muita luxúria, mas também um bocado de rancor porque ali só se falava do Edu quando ela permitia, e também muito orgulho ferido porque ela se arrumava pra ele, coisa que nunca fez pra mim. Também não ajudava no meu ódio o fato dela não gemer.
Não demorei pra me inclinar e sussurrar no ouvido dela:
—Tô adorando sua saia e essa roupa nova toda. Aposto que te olham muito no escritório.
Maria não se mexeu. Não virou o rosto. Só passou o cabelo pra trás da orelha. Como se nada fosse. Recebendo minhas palavras e meu pau com toda dignidade. Como se nada a afetasse.
—Aposto que o Edu não perde um detalhe do seu novos conjuntinhos da Promiscuous...
Eu me surpreendia falando aquelas frases tão grosseiras, mas ela continuava sem responder. Sem gemer. O corpo dela ia e vinha no ritmo das minhas estocadas e ela se agarrava no encosto do sofá e ofegava levemente, no máximo, como se a maneira dela de revidar meus ataques físicos e ofensas verbais fosse não gemendo.
Eu, apesar de ela não gemer, sentia a buceta dela perfeitamente lubrificada e quente. Sentia as coxas e a bunda dela ardendo e suadas quando eu acariciava... e insisti sussurrando no ouvido dela:
— Mas pra ter cara de Promiscuous Patricia. Sabe que não vai ganhar da Promiscuous, né?
Ela continuava em silêncio... Eu, debruçado sobre ela, desabotoava a camisa dela... acariciava o sutiã e puxava pra baixo com dois puxões... liberando os peitões dela pra amassar com uma mão e com força, enquanto com a outra segurava o pescoço dela e dizia:
— Além disso, a Patricia tem mais peito que você. Ainda. E mais bunda. A bunda dela é o dobro da sua. Ela é o dobro de mulher que você...
Enquanto eu falava isso, a mão que segurava o pescoço dela foi pra bunda dela pra dar uns tapas. Insisti que a bunda dela era muito pequena pro Edu, que ele queria uma maior. Acelerei o ritmo das estocadas. Dava pra ouvir minha bacia batendo na bunda dela de tanto que eu tava metendo. Mas ela continuava sem gemer ou responder.
— Com certeza ele já tá comendo ela. No final, preferiu foder ela do que você.
Aí sim a Maria respondeu. Com uma firmeza que me fodeu. Como se não estivesse sendo fodida, nem com os peitos apertados nem a bunda sendo batida. Simplesmente disse num tom sério e como se nada:
— Então todo mundo feliz.
Peguei ela pelo cabelo e puxando um pouco pra ela levantar a cabeça, falei:
— Depois de tudo, ele escolheu ela. E isso te fode. Você se veste pra ele e ele caga pra você... Com certeza nem te olha.
A resposta dela não demorou. Mostrando finalmente, pelo menos, um pouco de raiva:
— Cala a boca e goza logo, porra...
— Já?
— Sim... Acaba logo, filho da puta.
— Não, não. Vou gozar em um minuto, não se preocupa. mas na sua boca.
—Esquece. Goza dentro e goza logo. —disse ela, extremamente séria.
Acelerei o ritmo e puxei mais o cabelo dela. Eu não me reconhecia, mas ela nem reclamava, nem gritava, nem gemia. E quanto menos sons ela emitia, mais tesão eu sentia e mais puto eu ficava. Os peitos dela iam e vinham a cada estocada, o som dos nossos corpos era ensurdecedor, mas ela não só não ofegava como mantinha a boca completamente fechada e os olhos abertos. Acelerei ainda mais com a clara intenção de gozar, mas não ia dar a ela o prazer de obedecer e gozar dentro. Saí de dentro dela bem antes de sentir meu orgasmo e mal deu tempo de dizer: "Vou gozar nessa saia de puta que você tá usando..." e comecei a me masturbar até gozar abundantemente, de olhos fechados... sentia vários jatos me abandonando e aterrissando na saia de couro dela e mais longe. Um após o outro, aqueles tiros grossos e quentes foram saindo, e ela nem se mexeu. Nem se virou. Nem disse nada. Soltei pelo menos seis ou sete jatos e, quando terminei de gozar, abri os olhos e coloquei meu pau em cima da saia dela, bem onde tinha mais porra, que já escorria para baixo, sobre as nádegas dela. Ao abrir os olhos, vi que tinha sujado também a parte de baixo das costas dela, na camisa, e bastante.
Me afastei. Recuando, e imediatamente depois Maria se virou e ficou de pé. Verificou onde eu tinha sujado e não gostou:
—Você sujou minha camisa, e ela é de seda, imbecil, e não sai. Você é um idiota.
A cara dela foi de uma raiva tremenda. Talvez até ódio. Nunca em anos de relacionamento ela tinha me olhado assim. Tirou a camisa e levou a mão na bunda, porque a porra escorria para baixo, e com a camisa na mão e a mão atrás, foi para o banheiro.
Naquela noite, nem quis ir para o quarto. Me joguei no sofá e dormi lá. Enquanto pegava no sono, pensava que aquela transa tinha sido estranha, bizarra, quase desagradável... não me reconheci de jeito nenhum, mas Também era verdade que a maneira como a Maria levava as coisas, se vestindo daquele jeito pro Edu, me impedindo de fantasiar com ele e decidindo quando a gente falava dele e quando não, me parecia um egoísmo irritante pra caralho. Ela assumia a culpa por aquela foda agressiva e grotesca, mas não se confessava culpada de tudo que tava rolando entre a gente.

No fim de semana inteiro a gente não conseguiu fazer as pazes. E o pior é que a Maria fazia aniversário na terça e eu não queria chegar naquela noite assim. Mas durante o fim de semana ela também não facilitou, com respostas secas e uma atitude distante.

Na segunda ela foi trabalhar com roupa mais discreta, fosse pelo que eu tinha falado ou não. E na terça ela voltou a usar uma saia cinza nova e bem curta e uma camisa que com certeza não era nova. E chegou a terça e o que parecia que ia ser um problema, que era o aniversário dela, acabou dando uma força pra mim ou pros dois, porque o jantar foi foda, do começo ao fim. Dei os presentes pra ela, e alguns tinham um puta componente sentimental... então a gente acabou se abraçando e se beijando, se chamando de imbecis e dizendo que a gente procurava problema onde não tinha. Foi uma reconciliação estranha, como se não tivesse nada pra reconciliar apesar de tudo. Como se os fatos ainda estivessem lá, mas o foco fosse diferente.

Naquela noite a gente tava transando, de papai e mamãe, e a Maria, entre um sorriso e outro, me disse: "vai, fala do Edu, que você tá morrendo de vontade". "E você?", perguntei. E ela sorriu, acrescentando no gesto: "mas sem putaria nem Patricia...". Aquilo fez a foda aumentar de intensidade, desejo, tesão, luxúria... e a gente acabou exausto, se dizendo o quanto se amava.

Nas duas semanas seguintes, a Maria combinou roupa normal com roupa ousada no trabalho, de um jeito que eu parei de ter cem por cento de certeza de que ela se vestia pra ele. Por outro lado, nossas gozadas às vezes eram sem falar do Edu e às vezes falando dele, mas ele nunca chegava a me ligar. cuck, mas voltava naquilo de que o Edu saberia comer ela, que a pica dele acalmaria ela, diferente da minha, que até que era boa, mesmo ele sendo um gostoso e tal, e além disso, surgia com bastante naturalidade, como se a gente tivesse aperfeiçoando quando era pra meter ele imaginariamente na nossa cama e quando não era. Tudo parecia se normalizar, tanto a parada das roupas dela quanto a nossa vida sexual. Fora esses dois elementos, a Maria continuava com a fofoca dela sobre a Patrícia e o Edu; ainda desconfiava que eles já estavam se pegando, mas dizia não ter como saber com certeza e, pelo visto, a Patrícia não iria pro casamento, já que ainda era novata no escritório. E ela continuava saindo com as amigas algumas noites, às vezes mais recatada, às vezes mais ousada, mas nunca chegando ao extremo daquela noite que saiu sem sutiã.

Um dos assuntos que faltava resolver era o que elas tinham trocado naquela noite de quase sexo por mensagens. Aproveitando que a gente tava de bem, perguntei de novo, mas pedindo frases exatas, e ela disse que não lembrava ao pé da letra, mas que a parada tinha começado porque o Edu tinha dito que uma vez, transando com a Nati, tinha pensado nela. A Maria ficou surpresa e perguntou o que ele tinha imaginado ou o que ele tava fazendo com a Nati mais especificamente, e o Edu contava... mas ela, em nenhum momento, realmente interagiu falando coisas próprias, só ficou perguntando pra ele. Essa confissão me decepcionou um pouco, ao mesmo tempo que encaixou perfeitamente com como a Maria era, que tinha uma puta dificuldade pra escrever putaria comigo, apesar da nossa intimidade.

Fora isso, foi bem notável como tinha aumentado pra caralho o nosso amor, por assim dizer; que sempre esteve ali, mas agora era mais evidente, como se tivesse mais solto; a gente se falava que se amava com mais frequência, dormia abraçado, contava as coisas do trabalho com uma compreensão e envolvimento. especial, a gente transava falando do Edu sem vergonha... como se tivesse alcançando um nível de confiança ainda maior do que a gente tava acostumado.
E assim foi chegando o dia do casamento. Um dia que eu não sabia se o Edu tinha marcado a fogo no calendário ou se já tava pouco se fodendo pra mim, pra María, e pra toda a nossa história.

Continua, falta pouco

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