No dia seguinte de manhã, mandei mensagem pro Edu perguntando o que tinha rolado, e ele respondeu que ia me ligar quando saísse do trampo. Eu já esperava mais ou menos que ele fosse contar a mesma história que a Maria tinha contado, mas obviamente com aquele tom escroto e vulgar que ele usa pra falar tudo sobre a minha mina.
E, de fato, depois das oito da noite, ele me ligou e contou com todos os detalhes o quão safada e gostosa a Maria tinha ficado molhada no carro dele:
— Sabe o que era melhor, Pablito? Buff... o melhor era que a filha da puta tinha colocado o cinto de segurança no meio das duas tetas... Imagina as tetonas que isso fazia... Em cada semáforo, eu falava pra mim mesmo: "estende a mão e pega, mesmo que ela te dê um tapa, mas tu tem que fazer isso" hahaha, é que as duas tetonas saltavam pra frente igual dois mísseis... E quando estacionei o carro... uns bicos de peito do caralho... Acho que ela tava com tesão, tava com tesão sim, e é uma puta provocadora. Sua mina é uma provocadora, Pablito...
— É... sei lá... mas tu tentou alguma coisa?
— Olha... eu fiquei tão chocado com como as tetonas dela apareciam por baixo da roupa... que até admito que travei um pouco, e também não quero dar um passo em falso. Uma coisa é passar a mão depois de uns drinks, outra é no carro depois do trampo. Tem que ir com calma.
— É... bom... Ela me disse que tu afastou o cabelo dela.
— Ah, ela te contou? É que eu não sei o que ela te fala e de que jeito ela te fala.
— Bom... ela me falou num tom de surpresa... mas não num tom ruim. Ela falou tipo "Edu fez tal coisa... não sei se ele não quer algo..."
— Espero que ela te fale num tom de "tomara que o Edu queira algo", hahaha.
— Bom... não sei se tanto... é que ela dificilmente vai admitir isso pra mim assim na cara.
— Então, Pablito... pois é, a parada do cabelo: eu afastei o cabelo dela e pooorra... vi o bico do peito inteiro... aparecia como se ela não tivesse nada, e ali quase que eu fui pra cima... mas não tive certeza. Vou ver se levo ela mais vezes no carro. Carro... De qualquer forma, essa quinta depois de ir ao terraço com a galera do escritório, vou num bar com uns amigos... se eu convencesse ela a vir junto... É que, das minas, ela é a mais animada... às vezes percebo que quando o pessoal do escritório vai pra casa depois das cervejas no terraço, ela fica com cara de quem queria continuar.
-Já...
-E o que mais... continuo com o relatório de quão puta sua namorada é... hehe. Hoje mesmo tivemos reunião, por exemplo, mas ali é foda.
-Vocês dois sozinhos?
-Não, éramos mais... e ela se levantou pra abrir a porta pra circular um pouco de ar... porra, que rabo... de calça assim... ufff... ficamos todos calados disfarçando a piroca... kkkkk...
-É, de calça o rabo dela fica melhor,
-De calça e de saia, cara, você não faz ideia da puta sorte que tem. Mas olha, pra mim é perfeito que você queira que a gente também curta ela... kkkk. Quando vi ela, falei... tenho que agarrar bem aquele rabo, porra. Bom, vou deixar você, já cheguei no carro, certeza que você já tá de pau duro, né?
Ele não tava errado, eu não conseguia evitar ficar durasso toda vez que desligava o telefone depois de qualquer uma daquelas conversas com ele. É que o Edu falava como se ela não fosse minha namorada, como se eu e ele fôssemos parceiros de putaria e ela fosse uma qualquer. Mas não, era minha mina, e por isso as frases dele me davam um tesão tão especial, tão brutal...
Naquela noite, Maria e eu finalmente transamos. Mas na verdade, teria que dizer que fizemos amor. Sabia que não podia falar do Edu de jeito nenhum, tinha prometido isso. Não vou dizer que a foda foi sem graça, mas depois da excitação que a gente chegava com a fantasia do Edu... é que não dava pra comparar. Eu sentia que ela também devia perceber, talvez não tanto quanto eu, mas era extremamente óbvio que as gozadas sem falar do Edu eram muito menos intensas, diria que dos dois lados.
No dia seguinte, Maria e eu fomos ao cinema. Aproveitando que era dia de promoção no cinema. Não tinha sabido nada do Edu o dia inteiro e não falava dele com a Maria fazia quase quarenta e oito horas, que pode parecer pouco, mas comigo tendo o assunto na cabeça o tempo todo, parecia uma eternidade.
A gente tava sentado nas poltronas e ainda faltavam dez minutos pro filme começar; na verdade quase não tinha ninguém na sala ainda, quando eu perguntei.
— Maria, se você tivesse que falar... cinco momentos... ou cinco coisas que te deixassem a fim do Edu, o que diria?
— Hahaha, tá perguntando sério? — ela riu.
— Sim, vai, pensa.
— Bom, o Edu não me dá tesão... então a lista acaba rápido, haha.
— Então vai... cinco momentos em que você achou ele especialmente gostoso.
— Ai, Pablo, sei lá.
— Fala, Maria...
— Olha... cinco nem ferrando, se eu chegar a dois ou três...
— Então vai, três.
— Mmm... que cara de pau... vamos ver...
Tava entrando gente na sala, mas bem pouca, e a Maria pensava.
— Bom, um dia numa reunião... ele tava gostoso, eu vi e pensei caramba... acho que foi numa segunda... é que às vezes ele chega bem moreno do fim de semana, e além disso acho que tava de branco, com uma camisa branca... é isso, ele fica muito moreno.
— Beleza, e mais?
— Bom... outro dia no carro ele tava bonito.
— É? Quando você olhou pra rola dele?
— Pff... não seja bruto, vai. — ela riu.
— Beleza, e a terceira?
— Bom... aquele dia no hotel que ele tava se vestindo.
— É? Foi tão bom assim?
— Olha, não foi tão bom assim, mas ele tem um corpo bonito... tava... acho que com uma camisa azul meio vestida... e é isso, ele é moreno... tá em forma... e com a camisa aberta assim, colocando... sei lá, além disso eu tava dando uma bronca nele e ele com aquela cara de metido de "entra por um ouvido e sai pelo outro..."
— Então você fica a fim quando ele fica metido.
— Que isso Pablo, não falei isso. Falei ou falei que ele tava gostoso ou atraente nesses três momentos. Você é um dramático de verdade... — ela disse sorrindo e se aproximou pra gente dar um selinho. beijo.
O filme começou e depois de um tempo eu toquei nela um pouco e dei um beijo... coisa que ela aceitou, mas segurou minha mão com a clara intenção de me brecar de forma discreta.
Naquela noite, já deitados na cama, no escuro e prontos pra dormir, eu me aproximei dela e começamos a nos pegar... Eu passava meus dedos por cima da calcinha dela e a gente se beijava... acariciava os peitos dela por cima da camisola... Aqueles momentos em que você não sabe se a coisa vai ficar só nisso ou se vai rolar uma foda, quando, sem conseguir me controlar e enquanto passava meus dedos com mais força por cima da calcinha dela, eu falei:
— Quero te tocar enquanto você pensa nele... enquanto pensa naquele dia que ele se vestia com cara de gostoso.
— Ai, Pablo... Não dá pra largar esse assunto por um dia? — ela sussurrou.
— Tá bom, tá bom, já parei. — falei meio puto, mas exagerando um pouco minha raiva e tirando minha mão.
Ficamos os dois de barriga pra cima. Em silêncio. Até que passaram minutos suficientes pra ambos sacar que ali não ia rolar mais nada, e a gente dormiu.
No dia seguinte já era quinta e eu, meio sem querer, ficava fazendo um pouco de cara feia. No café da manhã a gente mal se falou e durante o dia não trocamos mensagem. Lá pelo meio da tarde ela acabou me escrevendo perguntando se tinha alguma coisa comigo, e eu falei que não tinha nada. Bateu oito horas e ela disse que ia tomar umas com o pessoal do escritório, e eu falei que beleza. E umas hora depois ela me escreveu:
— O Edu me chamou pra ir num outro bar com ele e uns amigos que ele tem. Quer que eu vá?
— Vai. Fica de boa com ele. — respondi na hora.
— Tava na cara... enfim.
— Bom, espero você pra jantar?
— Não.
Jantando em casa, eu tava num desespero. Pensando até onde o Edu poderia tentar chegar naquela noite, principalmente. Porque uma hora parecia que qualquer dia ele ia tentar tudo com a Maria, outra hora eu achava que ele não queria se apressar e não fazia nada. Também não sabia muito bem como minha namorada reagiria se ele tentasse alguma coisa. Tava todo confuso, totalmente perdido.
Tentei lembrar como ela tinha visto na hora do café da manhã. Ela tava usando uma camisa de seda bem delicada, numa cor tipo creme ou bege, que caía super bem nela, já que ela tava morena. E sempre arregaçava um pouco as mangas... usando com muito estilo. Além disso, a camisa, mesmo sendo folgada, marcava inevitavelmente os peitos dela, e ela usava por dentro de uma calça social preta que deixava a silhueta esbelta e ao mesmo tempo poderosa por causa dos saltos...
Eram dez da noite e eu escrevi pra Maria de novo:
— Como é que vocês tão?
Felizmente pro meu coração, ela não demorou mais de cinco minutos pra responder:
— Bem, os amigos são legais. Mais do que ele com certeza.
— É? Olha... você sabe... se ele tentar alguma coisa...
— Não sei, Pablo... a gente tá sempre na mesma.
— Vamos... se ele tentar alguma coisa, deixa um pouco, por favor, Maria, eu te peço.
— Pra isso você me escreve.
— Vamos, Maria, eu sei que você também curte tudo isso.
— Não sei, Pablo...
— Qual é, se ele tentar passar a mão em você, deixa e depois você para se ele passar do ponto.
— Ufa... não sei... Pablo, além disso, acho que ele não vai tentar nada.
— Mas se tentar, deixa um pouco, por favor. Você para e ele fica na vontade.
Ela não respondeu mais. E bateu onze horas. E até meia-noite. Fui pra cama muito surpreso porque a Maria ainda não tinha chegado... não era normal ela não ter voltado já, tendo que trabalhar no dia seguinte.
Finalmente ela chegou quase meia-noite e meia... Passou pelo banheiro e eu acendi a luz do abajur da mesinha. Ela entrou no quarto e eu perguntei:
— Então, como foi?
— Como foi? Não vou mais dar bola pra você, porra. A coisa escapou das nossas mãos.
— Pô!? Sério!? Ele tentou alguma coisa de novo!?
— Sim.
— Muito?? E você deixou um pouco??
— Olha, Pablo, isso não tem pé nem cabeça. Amanhã te conto. Agora não tô a fim.
— Não, fala sério, Maria, me conta agora. — falei, levantando... já tava com o pau duríssimo. Minha namorada percebeu na hora.
— Você é um filho da puta, Pablo. Já tá de pau duro... Não sei como você me pede pra fazer isso, porra... Você é um filho da puta. Você é um cuzão. e Edu um puto aproveitador. Mas tudo bem, você quer saber o que aconteceu? Quer saber como aquele porco passou a mão em mim?
– Sim...
************************************************** ******
– Claro, pra você é muito fácil pedir. Me pedir pra deixar um idiota me apalpar, sendo que amanhã vou ter que encarar a cara dele no trabalho.
– Qual é, Maria, não fica assim, falei me aproximando dela. Dei um beijo na bochecha dela e, quando tentei beijar a boca, ela desviou um pouco o rosto.
– Você não tem jeito, Pablo. Não vê que isso não leva a lugar nenhum? Só me faz passar mal, e você sabe a vergonha que vai ser amanhã.
– Vamos, me conta... não acho que foi tão grave assim.
Maria se afastou um pouco de mim e começou a se despir enquanto contava.
– Então, eu tava com ele e os amigos no bar e falei que ia ao banheiro. Cheguei lá, tinha uma mina dentro e fiquei esperando. Quando sinto alguém chegar por trás e colocar as mãos na minha cintura. Me virei e era o Edu, que falou algo tipo: "quando é que você vai me dar uma carona de novo?" E... sei lá, olhei pra frente de novo e falei que o banheiro masculino tava livre... e ele respondeu algo como: "não tô com pressa", ou algo assim. E ainda por cima tenho que aturar as besteiras de pegador dele...
Maria já tinha tirado os sapatos e também a calça, que dobrou com cuidado, enquanto eu, de pau duro, continuava ali em pé, ouvindo.
– E aí... o filho da puta acabou descendo um pouco as mãos...
– Não fode...
– Sim, Pablo, ele começou a passar a mão na minha bunda, era isso que você queria, né? E eu tava entre aguentar pra te contar ou mandar tudo pra merda na hora.
– Mas até onde ele desceu as mãos?
– Na bunda, Pablo. Ele tava atrás de mim, bem colado, apalpando minha bunda, como se eu fosse uma daquelas putas que ele pega toda noite.
Maria ficou na minha frente de calcinha, sutiã e camisa. A camisa ela começou a desabotoar, e eu cada vez mais tesudo, sem saber o que dizer.
– E o pior foi que apareceu um amiguinho dele que ficou tipo Surpreso, e Pablo disse pra ele entrar, que tava livre, sem tirar as duas mãos da minha bunda. E eu só pensava que, se ele tentasse descer um milímetro as mãos, eu ia parar ele... mas ele ficou ali. O amigo dele passou na frente, e depois Edu começou a falar umas coisas no meu ouvido... umas merdas tipo... que eu tava muito gostosa e tal.
A Maria tinha aberto a camisa completamente e tava tirando o sutiã que não tinha alças... Aí eu vi os peitos dela nus... grandes... perfeitos, e com o que ele tava me contando... Eu baixei um pouco a cueca, peguei na minha piroca e comecei a me tocar, mesmo sabendo que a Maria não ia gostar daquilo.
— Caralho... é que eu alucino de você ficar assim, Pablo...
— Vamos... Maria, você também fica com tesão em alguma coisa...
— Eu não fico com tesão... mas você ultimamente fica com tesão em tudo... Você fica com tesão de eu passar a mão em você, fica com tesão de imaginar que tão me comendo... fica com tesão de eu ter uma piroca muito maior que a sua...
Eu não esperava por aquilo, mas não só não achei ruim como me excitou ainda mais.
— Enfim... Pablo, e acabou. A mina que tava no banheiro saiu, e aí o filho da puta apertou minha bunda com força e meio que deu um tapinha pra eu entrar no banheiro. Meu Deus... que raiva que me deu! Que filho da puta...! Entrei no banheiro com vontade de matar ele... e também de matar você.
Maria me contando isso de calcinha e com a camisa aberta mostrando os peitos... aqueles peitos maravilhosos e firmes... que apontavam pra frente... aqueles mamilos e auréolas enormes... Eu me imaginava sendo apalpado pelo Edu... porra... tinha só um ou dois minutos que eu tava me masturbando e já sentia que podia gozar. De novo, me aproximei dela e, vendo que ela não aceitava meus beijos na boca, comecei a beijar o pescoço dela.
— Não, Pablo... não tô a fim, sério.
— Vamos... sei que você não tá tão brava assim... sei que alguma coisa te dá tesão...
Maria ficou em silêncio. Eu beijava o pescoço dela e continuava me masturbando colado nela.
— Meu Deus, Pablo... sério que você tá se masturbando assim... mas você se vê... não sei o que Pois é, de verdade...
Ela deixava eu beijar o pescoço dela enquanto continuava falando no meu ouvido.
— É que te excita tudo... te excita imaginar ele me comendo... porra... Isso é o que te excita... te excita ser um cuck... te excita isso de verdade?
Quando ela falou aquilo, achei que ia gozar... deu um espasmo no corpo inteiro quando ouvi ela dizer aquilo... mas ela insistiu.
— Sério que te excita ser um cuck, Pablo? Porra... isso é muito pesado... Mas além disso, te excita que ele tenha uma boa pica... te excita que ele foda como um animal... te excita que ele tenha comido aquela mina por três horas... enquanto você e eu... nossas gozadas duram dez minutos... é que tô começando a achar que a comparação te deixa com tesão...
— Porra, Maria...
— O quê...
— Que se você continuar... vou gozar... — falei no ouvido dela.
Maria levou a mão dela na minha pica e eu deixei. Levei minhas mãos na cintura dela e ela começou a me punhetar.
— Pablo... é que eu falo coisas que deveriam te incomodar e olha como você fica... — disse ela, me punhetando com força já.
— É... Maria... Deus, sério, tô quase...
— Então tô certa? Te deixa com tesão, por exemplo, que ele tenha uma boa pica e você... isso?
— Ufff... Sim... — eu mal conseguia responder de tanto tesão que dava o que ela falava, e ainda por cima como ela sacudia minha pica cada vez mais rápido... Subi minhas mãos pros peitos dela e respirava ofegante enquanto ela continuava me punhetando e perguntando:
— Te excita que ele foda sei lá quantas horas e a gente foda dez minutos...?
— Porra... Maria... você tá me matando...
— É?
— Sim... Maria...
— E aquilo que você me falou de bater uma imaginando ele me comendo...? Porra... é que vou começar a acreditar de verdade que você quer que eu acabe dando pra ele...
— Uf... Maria... vou gozar... deus...
— Sério?
— Siim...! Uufff...!
— Então goza no chão — ela falou de forma desdenhosa, se afastando de mim, se preparando pra se despir, sem nem olhar pra mim... Eu peguei minha pica rápido e com só mais duas sacudidas já comecei a gozar... gozar descontroladamente... me esparcindo no chão, ofegando rápido e lambuzando tudo... Gozava sem parar, com os olhos semicerrados no meio do quarto, enquanto Maria abria as gavetas do armário, sem querer participar de um orgasmo que se prolongava, espalhando mais e mais líquido branco pelo chão...
Fui pegar papel higiênico pra limpar tudo aquilo enquanto ela se metia na cama. Tava com muita vergonha, mas não conseguia controlar. Se eu tinha ficado assim só porque ela esfregou a bunda na minha calça... como eu ficaria se Edu fosse muito além... Mas acima de tudo, tava assustado, assustado por como me excitou Maria soltar aquela palavra... "cuck", assustado por não saber o que me esperava, sentia que tava entrando em algo totalmente desconhecido pra mim, algo sobre o qual nunca tinha refletido a fundo... Ainda não sabia exatamente o que queria, mas sabia que aquela frase de Maria, aquele "vou começar a acreditar de verdade que você quer que eu acabe dando pra ele...", me excitava tanto... me dava tanto tesão... que dava pra sentir como se meu coração fosse explodir.
Já os dois na cama, sabia que Maria ainda não dormia e falei baixinho:
— Maria, desculpa de verdade, mas é que não consigo controlar.
— Só peço que você se coloque no meu lugar.
— Eu sei, sei que é uma merda você trabalhar com ele... e que amanhã vai ter que vê-lo...
— Não é só isso, Pablo... às vezes acho que você não entende nada, mas olha, tanto faz, já passa da uma, vamos deixar pra lá.
***********************************************
Só na manhã seguinte é que percebi de verdade o que tinha dado errado. O problema foi que Edu tinha apalpado a bunda dela até quando quis e parou quando quis, sem que ela tivesse parado ele antes; se Maria tivesse afastado as mãos dele um décimo de segundo antes do que ele fez, nosso plano teria dado certo, mas não foi assim. assim... De qualquer forma, pensei que o melhor era deixar pra lá, preferia que a María se acalmasse antes de, talvez, no outro dia, contar isso pra ela.
A María me escreveu naquela sexta, meio que pedindo desculpa enquanto confessava que ainda tava puta. Ela disse que tinha falado coisas que não devia ter falado. "Acusações que sei que não são verdade", disse textualmente. A real é que nem eu sabia se ela tinha razão naquelas coisas que me disse.
O Edu me ligou na hora do almoço porque ia passar o fim de semana na casa de praia dele, segundo me contou, e não podia me ligar na saída do trabalho. Eu atendi o telefone nervoso, como não podia deixar de ser... depois de me dizer que tinha passado a mão na bunda dela um bom tempo, ele falou:
— Ah, Pablito... que namorada você tem... puta que pariu, que baita de uma calienta pica... Mas é uma mina meio estranha... tava passando a mão nela e ela fazia cara de bunda... E quando saiu do banheiro, achei que ia voltar pra mais, mas tava toda cheia de pose...
— Talvez ela esteja meio sobrecarregada, sei lá.
— Sobrecarregada? Mas que pussy você tá falando, Pablito, se uma mina deixa passar a mão é porque quer rolé ou é uma calienta pica, e se é uma calienta pica não faz cara de bunda... é meio estranho. Vocês não tão me enrolando, os dois, né...
— Que nada, deve ser que ela não sabe como reagir — fiquei gelado com aquela frase dele, completamente tenso.
— Bom... mas é estranho ela te contar o que a gente faz.
— Cada vez me conta menos. De ontem, quase não me contou nada.
— Beleza, isso é bom... Não tenho muito tempo agora... Mas... tava te falando que passei a mão na bunda dela... Porra... que rabão ela tem... e com aqueles shortinhos tão finos, sentia as duas nádegas perfeitamente... senti até o relevo da calcinha dela por baixo da calça... deus... que delícia... E falei que ela era uma gostosa... que a gente tinha que repetir a parada do carro, mas dessa vez nós fazendo o que os caras do carro do lado tavam fazendo, hahaha. E ela calada... porra, o melhor foi um momento em que eu me encostei mais... e Encaixei meu pau entre as nádegas dela... Deus... a safada percebeu, percebeu com certeza... mas não disse nada... eu tava meio duro, encaixando meu pau entre as nádegas dela enquanto continuava tocando ela e ela quietinha... Deus... me deixava do caralho. Ela te contou isso?
– Não... – eu tava durasso, ouvindo ele, num corredor do meu escritório.
– Bom... isso é bom, significa que estamos indo bem. E aí, Pablito? Tá de pau duro com isso que tô te contando?
– Bom... sim.
– Hahaha, lá no trampo de pau duro.
– É...
– Muito bem, Pablito... mas vi ela hoje de manhã umas duas vezes e ela desviou o rosto. Agora tá se fazendo de difícil... mas não sabe que isso me deixa mais tesudo ainda, haha. Bom, vou te deixar. Vai bater uma lá no banheiro do trampo.
– Já... haha. Sei lá... talvez em casa.
– Não, não, eu te falei pra bater uma lá, não foi uma sugestão.
Continua...
E, de fato, depois das oito da noite, ele me ligou e contou com todos os detalhes o quão safada e gostosa a Maria tinha ficado molhada no carro dele:
— Sabe o que era melhor, Pablito? Buff... o melhor era que a filha da puta tinha colocado o cinto de segurança no meio das duas tetas... Imagina as tetonas que isso fazia... Em cada semáforo, eu falava pra mim mesmo: "estende a mão e pega, mesmo que ela te dê um tapa, mas tu tem que fazer isso" hahaha, é que as duas tetonas saltavam pra frente igual dois mísseis... E quando estacionei o carro... uns bicos de peito do caralho... Acho que ela tava com tesão, tava com tesão sim, e é uma puta provocadora. Sua mina é uma provocadora, Pablito...
— É... sei lá... mas tu tentou alguma coisa?
— Olha... eu fiquei tão chocado com como as tetonas dela apareciam por baixo da roupa... que até admito que travei um pouco, e também não quero dar um passo em falso. Uma coisa é passar a mão depois de uns drinks, outra é no carro depois do trampo. Tem que ir com calma.
— É... bom... Ela me disse que tu afastou o cabelo dela.
— Ah, ela te contou? É que eu não sei o que ela te fala e de que jeito ela te fala.
— Bom... ela me falou num tom de surpresa... mas não num tom ruim. Ela falou tipo "Edu fez tal coisa... não sei se ele não quer algo..."
— Espero que ela te fale num tom de "tomara que o Edu queira algo", hahaha.
— Bom... não sei se tanto... é que ela dificilmente vai admitir isso pra mim assim na cara.
— Então, Pablito... pois é, a parada do cabelo: eu afastei o cabelo dela e pooorra... vi o bico do peito inteiro... aparecia como se ela não tivesse nada, e ali quase que eu fui pra cima... mas não tive certeza. Vou ver se levo ela mais vezes no carro. Carro... De qualquer forma, essa quinta depois de ir ao terraço com a galera do escritório, vou num bar com uns amigos... se eu convencesse ela a vir junto... É que, das minas, ela é a mais animada... às vezes percebo que quando o pessoal do escritório vai pra casa depois das cervejas no terraço, ela fica com cara de quem queria continuar.
-Já...
-E o que mais... continuo com o relatório de quão puta sua namorada é... hehe. Hoje mesmo tivemos reunião, por exemplo, mas ali é foda.
-Vocês dois sozinhos?
-Não, éramos mais... e ela se levantou pra abrir a porta pra circular um pouco de ar... porra, que rabo... de calça assim... ufff... ficamos todos calados disfarçando a piroca... kkkkk...
-É, de calça o rabo dela fica melhor,
-De calça e de saia, cara, você não faz ideia da puta sorte que tem. Mas olha, pra mim é perfeito que você queira que a gente também curta ela... kkkk. Quando vi ela, falei... tenho que agarrar bem aquele rabo, porra. Bom, vou deixar você, já cheguei no carro, certeza que você já tá de pau duro, né?
Ele não tava errado, eu não conseguia evitar ficar durasso toda vez que desligava o telefone depois de qualquer uma daquelas conversas com ele. É que o Edu falava como se ela não fosse minha namorada, como se eu e ele fôssemos parceiros de putaria e ela fosse uma qualquer. Mas não, era minha mina, e por isso as frases dele me davam um tesão tão especial, tão brutal...
Naquela noite, Maria e eu finalmente transamos. Mas na verdade, teria que dizer que fizemos amor. Sabia que não podia falar do Edu de jeito nenhum, tinha prometido isso. Não vou dizer que a foda foi sem graça, mas depois da excitação que a gente chegava com a fantasia do Edu... é que não dava pra comparar. Eu sentia que ela também devia perceber, talvez não tanto quanto eu, mas era extremamente óbvio que as gozadas sem falar do Edu eram muito menos intensas, diria que dos dois lados.
No dia seguinte, Maria e eu fomos ao cinema. Aproveitando que era dia de promoção no cinema. Não tinha sabido nada do Edu o dia inteiro e não falava dele com a Maria fazia quase quarenta e oito horas, que pode parecer pouco, mas comigo tendo o assunto na cabeça o tempo todo, parecia uma eternidade.
A gente tava sentado nas poltronas e ainda faltavam dez minutos pro filme começar; na verdade quase não tinha ninguém na sala ainda, quando eu perguntei.
— Maria, se você tivesse que falar... cinco momentos... ou cinco coisas que te deixassem a fim do Edu, o que diria?
— Hahaha, tá perguntando sério? — ela riu.
— Sim, vai, pensa.
— Bom, o Edu não me dá tesão... então a lista acaba rápido, haha.
— Então vai... cinco momentos em que você achou ele especialmente gostoso.
— Ai, Pablo, sei lá.
— Fala, Maria...
— Olha... cinco nem ferrando, se eu chegar a dois ou três...
— Então vai, três.
— Mmm... que cara de pau... vamos ver...
Tava entrando gente na sala, mas bem pouca, e a Maria pensava.
— Bom, um dia numa reunião... ele tava gostoso, eu vi e pensei caramba... acho que foi numa segunda... é que às vezes ele chega bem moreno do fim de semana, e além disso acho que tava de branco, com uma camisa branca... é isso, ele fica muito moreno.
— Beleza, e mais?
— Bom... outro dia no carro ele tava bonito.
— É? Quando você olhou pra rola dele?
— Pff... não seja bruto, vai. — ela riu.
— Beleza, e a terceira?
— Bom... aquele dia no hotel que ele tava se vestindo.
— É? Foi tão bom assim?
— Olha, não foi tão bom assim, mas ele tem um corpo bonito... tava... acho que com uma camisa azul meio vestida... e é isso, ele é moreno... tá em forma... e com a camisa aberta assim, colocando... sei lá, além disso eu tava dando uma bronca nele e ele com aquela cara de metido de "entra por um ouvido e sai pelo outro..."
— Então você fica a fim quando ele fica metido.
— Que isso Pablo, não falei isso. Falei ou falei que ele tava gostoso ou atraente nesses três momentos. Você é um dramático de verdade... — ela disse sorrindo e se aproximou pra gente dar um selinho. beijo.
O filme começou e depois de um tempo eu toquei nela um pouco e dei um beijo... coisa que ela aceitou, mas segurou minha mão com a clara intenção de me brecar de forma discreta.
Naquela noite, já deitados na cama, no escuro e prontos pra dormir, eu me aproximei dela e começamos a nos pegar... Eu passava meus dedos por cima da calcinha dela e a gente se beijava... acariciava os peitos dela por cima da camisola... Aqueles momentos em que você não sabe se a coisa vai ficar só nisso ou se vai rolar uma foda, quando, sem conseguir me controlar e enquanto passava meus dedos com mais força por cima da calcinha dela, eu falei:
— Quero te tocar enquanto você pensa nele... enquanto pensa naquele dia que ele se vestia com cara de gostoso.
— Ai, Pablo... Não dá pra largar esse assunto por um dia? — ela sussurrou.
— Tá bom, tá bom, já parei. — falei meio puto, mas exagerando um pouco minha raiva e tirando minha mão.
Ficamos os dois de barriga pra cima. Em silêncio. Até que passaram minutos suficientes pra ambos sacar que ali não ia rolar mais nada, e a gente dormiu.
No dia seguinte já era quinta e eu, meio sem querer, ficava fazendo um pouco de cara feia. No café da manhã a gente mal se falou e durante o dia não trocamos mensagem. Lá pelo meio da tarde ela acabou me escrevendo perguntando se tinha alguma coisa comigo, e eu falei que não tinha nada. Bateu oito horas e ela disse que ia tomar umas com o pessoal do escritório, e eu falei que beleza. E umas hora depois ela me escreveu:
— O Edu me chamou pra ir num outro bar com ele e uns amigos que ele tem. Quer que eu vá?
— Vai. Fica de boa com ele. — respondi na hora.
— Tava na cara... enfim.
— Bom, espero você pra jantar?
— Não.
Jantando em casa, eu tava num desespero. Pensando até onde o Edu poderia tentar chegar naquela noite, principalmente. Porque uma hora parecia que qualquer dia ele ia tentar tudo com a Maria, outra hora eu achava que ele não queria se apressar e não fazia nada. Também não sabia muito bem como minha namorada reagiria se ele tentasse alguma coisa. Tava todo confuso, totalmente perdido.
Tentei lembrar como ela tinha visto na hora do café da manhã. Ela tava usando uma camisa de seda bem delicada, numa cor tipo creme ou bege, que caía super bem nela, já que ela tava morena. E sempre arregaçava um pouco as mangas... usando com muito estilo. Além disso, a camisa, mesmo sendo folgada, marcava inevitavelmente os peitos dela, e ela usava por dentro de uma calça social preta que deixava a silhueta esbelta e ao mesmo tempo poderosa por causa dos saltos...
Eram dez da noite e eu escrevi pra Maria de novo:
— Como é que vocês tão?
Felizmente pro meu coração, ela não demorou mais de cinco minutos pra responder:
— Bem, os amigos são legais. Mais do que ele com certeza.
— É? Olha... você sabe... se ele tentar alguma coisa...
— Não sei, Pablo... a gente tá sempre na mesma.
— Vamos... se ele tentar alguma coisa, deixa um pouco, por favor, Maria, eu te peço.
— Pra isso você me escreve.
— Vamos, Maria, eu sei que você também curte tudo isso.
— Não sei, Pablo...
— Qual é, se ele tentar passar a mão em você, deixa e depois você para se ele passar do ponto.
— Ufa... não sei... Pablo, além disso, acho que ele não vai tentar nada.
— Mas se tentar, deixa um pouco, por favor. Você para e ele fica na vontade.
Ela não respondeu mais. E bateu onze horas. E até meia-noite. Fui pra cama muito surpreso porque a Maria ainda não tinha chegado... não era normal ela não ter voltado já, tendo que trabalhar no dia seguinte.
Finalmente ela chegou quase meia-noite e meia... Passou pelo banheiro e eu acendi a luz do abajur da mesinha. Ela entrou no quarto e eu perguntei:
— Então, como foi?
— Como foi? Não vou mais dar bola pra você, porra. A coisa escapou das nossas mãos.
— Pô!? Sério!? Ele tentou alguma coisa de novo!?
— Sim.
— Muito?? E você deixou um pouco??
— Olha, Pablo, isso não tem pé nem cabeça. Amanhã te conto. Agora não tô a fim.
— Não, fala sério, Maria, me conta agora. — falei, levantando... já tava com o pau duríssimo. Minha namorada percebeu na hora.
— Você é um filho da puta, Pablo. Já tá de pau duro... Não sei como você me pede pra fazer isso, porra... Você é um filho da puta. Você é um cuzão. e Edu um puto aproveitador. Mas tudo bem, você quer saber o que aconteceu? Quer saber como aquele porco passou a mão em mim?
– Sim...
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– Claro, pra você é muito fácil pedir. Me pedir pra deixar um idiota me apalpar, sendo que amanhã vou ter que encarar a cara dele no trabalho.
– Qual é, Maria, não fica assim, falei me aproximando dela. Dei um beijo na bochecha dela e, quando tentei beijar a boca, ela desviou um pouco o rosto.
– Você não tem jeito, Pablo. Não vê que isso não leva a lugar nenhum? Só me faz passar mal, e você sabe a vergonha que vai ser amanhã.
– Vamos, me conta... não acho que foi tão grave assim.
Maria se afastou um pouco de mim e começou a se despir enquanto contava.
– Então, eu tava com ele e os amigos no bar e falei que ia ao banheiro. Cheguei lá, tinha uma mina dentro e fiquei esperando. Quando sinto alguém chegar por trás e colocar as mãos na minha cintura. Me virei e era o Edu, que falou algo tipo: "quando é que você vai me dar uma carona de novo?" E... sei lá, olhei pra frente de novo e falei que o banheiro masculino tava livre... e ele respondeu algo como: "não tô com pressa", ou algo assim. E ainda por cima tenho que aturar as besteiras de pegador dele...
Maria já tinha tirado os sapatos e também a calça, que dobrou com cuidado, enquanto eu, de pau duro, continuava ali em pé, ouvindo.
– E aí... o filho da puta acabou descendo um pouco as mãos...
– Não fode...
– Sim, Pablo, ele começou a passar a mão na minha bunda, era isso que você queria, né? E eu tava entre aguentar pra te contar ou mandar tudo pra merda na hora.
– Mas até onde ele desceu as mãos?
– Na bunda, Pablo. Ele tava atrás de mim, bem colado, apalpando minha bunda, como se eu fosse uma daquelas putas que ele pega toda noite.
Maria ficou na minha frente de calcinha, sutiã e camisa. A camisa ela começou a desabotoar, e eu cada vez mais tesudo, sem saber o que dizer.
– E o pior foi que apareceu um amiguinho dele que ficou tipo Surpreso, e Pablo disse pra ele entrar, que tava livre, sem tirar as duas mãos da minha bunda. E eu só pensava que, se ele tentasse descer um milímetro as mãos, eu ia parar ele... mas ele ficou ali. O amigo dele passou na frente, e depois Edu começou a falar umas coisas no meu ouvido... umas merdas tipo... que eu tava muito gostosa e tal.
A Maria tinha aberto a camisa completamente e tava tirando o sutiã que não tinha alças... Aí eu vi os peitos dela nus... grandes... perfeitos, e com o que ele tava me contando... Eu baixei um pouco a cueca, peguei na minha piroca e comecei a me tocar, mesmo sabendo que a Maria não ia gostar daquilo.
— Caralho... é que eu alucino de você ficar assim, Pablo...
— Vamos... Maria, você também fica com tesão em alguma coisa...
— Eu não fico com tesão... mas você ultimamente fica com tesão em tudo... Você fica com tesão de eu passar a mão em você, fica com tesão de imaginar que tão me comendo... fica com tesão de eu ter uma piroca muito maior que a sua...
Eu não esperava por aquilo, mas não só não achei ruim como me excitou ainda mais.
— Enfim... Pablo, e acabou. A mina que tava no banheiro saiu, e aí o filho da puta apertou minha bunda com força e meio que deu um tapinha pra eu entrar no banheiro. Meu Deus... que raiva que me deu! Que filho da puta...! Entrei no banheiro com vontade de matar ele... e também de matar você.
Maria me contando isso de calcinha e com a camisa aberta mostrando os peitos... aqueles peitos maravilhosos e firmes... que apontavam pra frente... aqueles mamilos e auréolas enormes... Eu me imaginava sendo apalpado pelo Edu... porra... tinha só um ou dois minutos que eu tava me masturbando e já sentia que podia gozar. De novo, me aproximei dela e, vendo que ela não aceitava meus beijos na boca, comecei a beijar o pescoço dela.
— Não, Pablo... não tô a fim, sério.
— Vamos... sei que você não tá tão brava assim... sei que alguma coisa te dá tesão...
Maria ficou em silêncio. Eu beijava o pescoço dela e continuava me masturbando colado nela.
— Meu Deus, Pablo... sério que você tá se masturbando assim... mas você se vê... não sei o que Pois é, de verdade...
Ela deixava eu beijar o pescoço dela enquanto continuava falando no meu ouvido.
— É que te excita tudo... te excita imaginar ele me comendo... porra... Isso é o que te excita... te excita ser um cuck... te excita isso de verdade?
Quando ela falou aquilo, achei que ia gozar... deu um espasmo no corpo inteiro quando ouvi ela dizer aquilo... mas ela insistiu.
— Sério que te excita ser um cuck, Pablo? Porra... isso é muito pesado... Mas além disso, te excita que ele tenha uma boa pica... te excita que ele foda como um animal... te excita que ele tenha comido aquela mina por três horas... enquanto você e eu... nossas gozadas duram dez minutos... é que tô começando a achar que a comparação te deixa com tesão...
— Porra, Maria...
— O quê...
— Que se você continuar... vou gozar... — falei no ouvido dela.
Maria levou a mão dela na minha pica e eu deixei. Levei minhas mãos na cintura dela e ela começou a me punhetar.
— Pablo... é que eu falo coisas que deveriam te incomodar e olha como você fica... — disse ela, me punhetando com força já.
— É... Maria... Deus, sério, tô quase...
— Então tô certa? Te deixa com tesão, por exemplo, que ele tenha uma boa pica e você... isso?
— Ufff... Sim... — eu mal conseguia responder de tanto tesão que dava o que ela falava, e ainda por cima como ela sacudia minha pica cada vez mais rápido... Subi minhas mãos pros peitos dela e respirava ofegante enquanto ela continuava me punhetando e perguntando:
— Te excita que ele foda sei lá quantas horas e a gente foda dez minutos...?
— Porra... Maria... você tá me matando...
— É?
— Sim... Maria...
— E aquilo que você me falou de bater uma imaginando ele me comendo...? Porra... é que vou começar a acreditar de verdade que você quer que eu acabe dando pra ele...
— Uf... Maria... vou gozar... deus...
— Sério?
— Siim...! Uufff...!
— Então goza no chão — ela falou de forma desdenhosa, se afastando de mim, se preparando pra se despir, sem nem olhar pra mim... Eu peguei minha pica rápido e com só mais duas sacudidas já comecei a gozar... gozar descontroladamente... me esparcindo no chão, ofegando rápido e lambuzando tudo... Gozava sem parar, com os olhos semicerrados no meio do quarto, enquanto Maria abria as gavetas do armário, sem querer participar de um orgasmo que se prolongava, espalhando mais e mais líquido branco pelo chão...
Fui pegar papel higiênico pra limpar tudo aquilo enquanto ela se metia na cama. Tava com muita vergonha, mas não conseguia controlar. Se eu tinha ficado assim só porque ela esfregou a bunda na minha calça... como eu ficaria se Edu fosse muito além... Mas acima de tudo, tava assustado, assustado por como me excitou Maria soltar aquela palavra... "cuck", assustado por não saber o que me esperava, sentia que tava entrando em algo totalmente desconhecido pra mim, algo sobre o qual nunca tinha refletido a fundo... Ainda não sabia exatamente o que queria, mas sabia que aquela frase de Maria, aquele "vou começar a acreditar de verdade que você quer que eu acabe dando pra ele...", me excitava tanto... me dava tanto tesão... que dava pra sentir como se meu coração fosse explodir.
Já os dois na cama, sabia que Maria ainda não dormia e falei baixinho:
— Maria, desculpa de verdade, mas é que não consigo controlar.
— Só peço que você se coloque no meu lugar.
— Eu sei, sei que é uma merda você trabalhar com ele... e que amanhã vai ter que vê-lo...
— Não é só isso, Pablo... às vezes acho que você não entende nada, mas olha, tanto faz, já passa da uma, vamos deixar pra lá.
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Só na manhã seguinte é que percebi de verdade o que tinha dado errado. O problema foi que Edu tinha apalpado a bunda dela até quando quis e parou quando quis, sem que ela tivesse parado ele antes; se Maria tivesse afastado as mãos dele um décimo de segundo antes do que ele fez, nosso plano teria dado certo, mas não foi assim. assim... De qualquer forma, pensei que o melhor era deixar pra lá, preferia que a María se acalmasse antes de, talvez, no outro dia, contar isso pra ela.
A María me escreveu naquela sexta, meio que pedindo desculpa enquanto confessava que ainda tava puta. Ela disse que tinha falado coisas que não devia ter falado. "Acusações que sei que não são verdade", disse textualmente. A real é que nem eu sabia se ela tinha razão naquelas coisas que me disse.
O Edu me ligou na hora do almoço porque ia passar o fim de semana na casa de praia dele, segundo me contou, e não podia me ligar na saída do trabalho. Eu atendi o telefone nervoso, como não podia deixar de ser... depois de me dizer que tinha passado a mão na bunda dela um bom tempo, ele falou:
— Ah, Pablito... que namorada você tem... puta que pariu, que baita de uma calienta pica... Mas é uma mina meio estranha... tava passando a mão nela e ela fazia cara de bunda... E quando saiu do banheiro, achei que ia voltar pra mais, mas tava toda cheia de pose...
— Talvez ela esteja meio sobrecarregada, sei lá.
— Sobrecarregada? Mas que pussy você tá falando, Pablito, se uma mina deixa passar a mão é porque quer rolé ou é uma calienta pica, e se é uma calienta pica não faz cara de bunda... é meio estranho. Vocês não tão me enrolando, os dois, né...
— Que nada, deve ser que ela não sabe como reagir — fiquei gelado com aquela frase dele, completamente tenso.
— Bom... mas é estranho ela te contar o que a gente faz.
— Cada vez me conta menos. De ontem, quase não me contou nada.
— Beleza, isso é bom... Não tenho muito tempo agora... Mas... tava te falando que passei a mão na bunda dela... Porra... que rabão ela tem... e com aqueles shortinhos tão finos, sentia as duas nádegas perfeitamente... senti até o relevo da calcinha dela por baixo da calça... deus... que delícia... E falei que ela era uma gostosa... que a gente tinha que repetir a parada do carro, mas dessa vez nós fazendo o que os caras do carro do lado tavam fazendo, hahaha. E ela calada... porra, o melhor foi um momento em que eu me encostei mais... e Encaixei meu pau entre as nádegas dela... Deus... a safada percebeu, percebeu com certeza... mas não disse nada... eu tava meio duro, encaixando meu pau entre as nádegas dela enquanto continuava tocando ela e ela quietinha... Deus... me deixava do caralho. Ela te contou isso?
– Não... – eu tava durasso, ouvindo ele, num corredor do meu escritório.
– Bom... isso é bom, significa que estamos indo bem. E aí, Pablito? Tá de pau duro com isso que tô te contando?
– Bom... sim.
– Hahaha, lá no trampo de pau duro.
– É...
– Muito bem, Pablito... mas vi ela hoje de manhã umas duas vezes e ela desviou o rosto. Agora tá se fazendo de difícil... mas não sabe que isso me deixa mais tesudo ainda, haha. Bom, vou te deixar. Vai bater uma lá no banheiro do trampo.
– Já... haha. Sei lá... talvez em casa.
– Não, não, eu te falei pra bater uma lá, não foi uma sugestão.
Continua...
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