Às vezes, pra encontrar alguma coisa, você precisa parar de procurar e ela aparece; é comum. Acontece com objetos, com empregos, com alguns acontecimentos. Uma busca intensa nem sempre termina em sucesso e, mais de uma vez, só vira motivo de frustração.
Por vários motivos diferentes (tentativas incompletas, trabalho, grana, saúde, etc…), eu e minha mulher deixamos de procurar um terceiro pra nossas "brincadeiras" sexuais. Não porque perdemos o interesse, já que isso sempre esteve entre nossas fantasias, mas de certa forma sentimos que não estava muito ao nosso alcance; simplesmente achamos que estávamos fora de certo "circuito", pra dizer assim. "Uma hora a oportunidade aparece", falamos uma vez, e baixamos a bola. Já fazia uns quatro anos desde aquela última tentativa com nosso amigo e, simplesmente, não insistimos mais.
Aí, num feriado prolongado (uma semana santa, pra ser mais exato) (que de santa teve pouco…), fomos viajar pra Córdoba (não vou dizer a cidade pra proteger nosso anfitrião) e alugamos uma cabana. Uma cabaninha tranquila. Quarto, sala de estar com um sofá comprido e confortável, uma lareira aconchegante a lenha e, claro, uma cozinha que, pra esse caso, ninguém liga…
O terreno era grande, muito grande; tinha várias cabaninhas espalhadas por lá, espaço pra acampar, muitas churrasqueiras e uma área de lazer perto de um rio com píer e tudo. Chegamos e o Seu Júlio, o dono do lugar, nos mostrou as instalações. Seu Júlio (que obviamente não se chama assim, mas vamos chamar assim) é um cara com mais de 60 anos, mas aparenta menos de 50. Bem alto, magro mas não esquelético, grisalho mas não careca, e com uma atitude que muito cara de 30 queria ter. Ele nos mostrou o lugar, nos mostrou a casa, deixou cobertores e toalhas, se ofereceu pra "estar a nosso serviço" e seguiu com as tarefas dele. Andava pelo terreno com uma motinho puxando um carrinho onde levava várias coisas: lenha, cobertores, algum item que faltasse na cozinha e essas paradas. Um tipo de um trato bem caloroso sem ser pegajoso e uma certa vaidade pelo "lugar dele no mundo". Foi assim que ele definiu o lugar que tinha construído com as próprias mãos.
Lá pelo meio-dia terminamos de nos acomodar e nos preparamos pra tomar um fernet, como manda o figurino em Córdoba, pedimos pela primeira vez a ajuda do seu Júlio. Fui até a cabana dele buscar gelo… Mais tarde, queríamos pão pra tomar mate e lá fomos nós de novo perguntar pro seu Júlio onde ficava o mercadinho pra comprar pão. "Não temos mercadinho", ele respondeu, "porque mercadinho é uma zona. Tô fazendo pão caseiro, vão lá que daqui a pouquinho levo pra vocês…"
E foi o que ele fez. Em 15 minutos ouvimos a motinha chegar e o seu Júlio com o pão. Antes que ele fosse embora, pra não ter que voltar andando até a cabana dele de novo, perguntei onde podia comprar carvão, e carne, e tudo mais pra fazer um churrasquinho. "Carvão não compra não. Mais tarde eu trago lenha pra churrasqueira e outra pra lareira, o resto vocês compram naquele lugar", e nos deu as instruções pra chegar.
Dessa vez ele ficou um tempinho, tomou uns mates com a gente e contou mais sobre o camping e como foi construindo ele, e sobre a vida dele. Muitas viagens, muito trampo, muita farra, muitas experiências. Enfim, a vida bem vivida, como se diz, de um cara que passou dos sessenta e não se arrepende de nada; nem de todas as coisas que perdeu por causa de algumas decisões; um dandy o véio!
Quando voltamos do mercadinho pra onde ele mandou a gente, cruzamos com ele na entrada do terreno. Tava na motinha dele distribuindo lenha pelas cabanas. "Conseguiram tudo?", ele perguntou enquanto se aproximava iluminando com uma lanterna amarrada no guidão da moto. "Agora trago a lenha pra vocês", completou. E seguiu o caminho dele.
Pouco depois ouvimos a moto chegar na nossa cabana. Ele deixou um monte de lenha separando a da churrasqueira da da lareira. Na hora, não podia ser diferente, convidei ele pra dividir o churrasco com a gente. Não sei por que usei essa palavra, mas quando convidei, falei assim. Se não queria dividir essa bunda gostosa com a gente; o corte era tampa de bunda… Ela riu e disse que não; que já tinha uma rotina, que jantava a mesma coisa toda noite, bem leve, e que naquela hora ainda tinha atividades no camping, mas que se a gente quisesse, podia passar um pouco mais tarde pra dividir um vinho…
Fizemos o churrasco, comemos, e entre a ruiva e eu tomamos uma garrafinha de um malbec que a gente tinha trazido de casa. Daí a pouco ouvimos a moto e os passos do seu Júlio se aproximando. Lá estava o cara, garrafa na mão.
Arrumamos um lugar pra ele na mesa, abrimos o vinho, brindamos, bebemos, conversamos. Ele contou mais sobre a vida dele, as viagens, e perguntou um pouco sobre a gente enquanto a garrafa ia esvaziando. Aí percebi uma coisa. Percebi que ele sempre cuidava pra taça da ruiva estar cheia e uma certa galanteria nada disfarçada que também não era incômoda. Nisso ele conta que a gente lembrava um casal amigo dos anos dele em Ibiza. Aí comecei a sacar a parada… De repente fiquei meio nervoso. O velho safado me pegou desprevenido. A ruiva não tava bêbada, mas tava quase lá, e eu sei como a ruiva fica quando tá bêbada…
Naqueles dias a ruiva tava com o cabelo curtinho, bem curtinho, e naquela noite tava de jeans e uma regata que caía superbem nela e, naquela época, lembro, não sei por que, mas ela nunca usava sutiã e só precisava fazer ela rir um pouco pra notar o balanço dos peitos dela. Tava linda pra caralho!
Dito isso (o dos amigos de Ibiza) ele pergunta se a gente conhecia, e a gente respondeu que não, e aí ele contou um pouco do lugar e das atividades dele por lá, onde tocava um bar e fazia fotografia. Então voltou a falar do casal amigo e de como a gente se parecia. Nisso ele pergunta se a gente esperava dez minutos que ele ia buscar uma coisa na cabana dele e voltava. Ele se levantou, subiu na moto, acendeu a lanterna e saiu.
— Você percebeu que esse velho quer comer a gente? — perguntei pra ruiva assim que o Júlio foi embora. — Você é louco — ela respondeu, totalmente. desprevenida.
Boluda! Ibiza, um casal amigo, que a gente se parece, o que mais tu quer? Esse é um velho festeiro. Te garanto!
Eu não acredito…, insistiu ela. Sei lá… problema dele. O que tu tem? Medo?
Não, boluda. Respondo mesmo sabendo que sim. Me deu uma coisa assim… Pelo menos nervoso eu tava com certeza.
Barulho de moto, passos, seu Júlio, uma garrafa de conhaque numa mão e algo que a princípio parecia um livro e que depois acabou sendo um álbum de fotos na outra.
Gurizada; vou convidar vocês com isso. Era um conhaque francês que eu na minha puta vida tinha provado e que tava uma delícia. Jogada de mestre do velho; a ruiva já tinha aquela faísca nos olhos que se… me dava medo…
Olha… Esses são os guris que eu falo, nos diz e abre o álbum. Eram fotos em preto e branco, artísticas se quiser… Muita sombra e contraluz, a maioria pelados e semipelados… de Ibiza nada. A mina até parecia um pouco com a ruiva; a altura, o tipo de corpo, as sobrancelhas, a boca e o corte de cabelo. O carinha comigo, só que era meio careca, diria que quase nada, mas foi a segunda jogada de mestre do velho.
As fotos eram sutilmente eróticas e em algumas dava pra ver o corpo dela e no quadro mais de dois pares de mãos, ou duas ou mais mãos de pessoas diferentes. Outras eram sombras muito confusas que sugeriam mais de dois corpos.
Outra taça de conhaque e aí sim; a ruiva tava no ponto. Um mestre o velho; Maradona de 86!
Não demorou pra contar que o casal era swinger. É muito normal lá, eles têm outra cultura, destacou. Olhei de canto pra ruiva, ela fez o mesmo e ficou mais vermelha do que já tava. O velho viu os olhares como quem te pega o sinal do parceiro numa partida de truco. Não fez nada, não disse nada e continuou jogando as cartas dele. Agora os três sabíamos que estávamos jogando o mesmo jogo. Só faltava embaralhar e dar.
Vocês nunca fizeram swinger ou um ménage? Nos perguntou naturalmente, como quem pergunta se tu gosta de pescar. Não, dissemos quase juntos sem nos olharmos. E antes de estarmos juntos também não?, insistiu ele. Desculpa... Talvez eu esteja entrando num assunto espinhoso, mas vocês parecem ser pessoas muito abertas, sei lá... pelo nível da conversa... Não quero ser motivo de briga. Talvez o conhaque me deixou sem filtro. Desculpa, desculpa!
A gente entrou na brincadeira. Mais ou menos, a gente disse que nunca tinha surgido oportunidade, que nunca tínhamos pensado nisso, embora, claro, já tivéssemos fantasiado na cama, mas só isso.
Depois de um tempo, já no terceiro conhaque e a conversa tendo virado umas quantas vezes, o Julio contou, sem muitos detalhes, algumas experiências dele, e embora a ruiva já estivesse vermelha, não precisava colocar mais lenha na fogueira; só manter o fogo aceso. Eu ainda estava nervoso e com certeza dava pra perceber; ela estava um pouco mais solta, mas não totalmente relaxada, o cara era uma seda; a gente tava no território dele.
— Você deixaria? — solta a pergunta o Julio, já jogando com cartas mais altas.
— Eu não tenho que deixar ela fazer nada. Ela decide o que faz. Ela manda no corpo dela.
— E você? — pergunta pra ruiva enquanto enche os copos de novo.
— Sei lá... Depende... — responde ela, quase sem interesse. — Depende das pessoas, da situação... Sei lá... Acho que teria que ser uma situação muito especial...
— E você, o que faria? O que faria se visse ela transando com outro homem? — volta o Julio pra mim...
— Eu não tenho que fazer nada — falo, jogando as mesmas cartas que minha esposa. — É como ela disse. Depende de onde, como, com quem... Acho que tem que ser num clima de respeito, boa energia, sei lá... Imagino que o ambiente deve ser importante, como em qualquer relação.
— Beleza. Imagina uma noite nas serras de Córdoba, tomando um conhaque na companhia de um cara experiente que não tem nada a ver com vocês, num clima de total intimidade. Pode ser a noite, né?
— Pode ser... Pode ser... — falamos os dois.
Nisso, meu coração já tava a mil; a ruiva tava com as bochechas igual morango, e o cara, nada... Eu, um branco total.
— Vou contar pra vocês propor um jogo. Bem simples, ele diz enquanto se separa. Vendo os olhos de vocês dois e faço uma pergunta pra cada um. Dependendo do que responderem, digo se tão prontos ou não.
Aceitamos o jogo. A ruiva tirou uns lenços da bolsa e trouxe. Júlio vendeu ela primeiro e depois a mim.
Beleza, ele disse. Vão ficar em silêncio por um minuto e depois vem a pergunta.
O silêncio durou um minuto…
Te fiz alguma coisa, Sérgio? (não me chamo Sérgio, mas não importa)
Não! Respondo com firmeza.
E você, ruiva?
Você enfiou a pica na minha boca, ela responde.
E o que você fez?
Chupei.
Gostou?
Sim.
Te excitou?
Muito.
Tiro a venda?
Não.
Continuo?
Sim.
Silêncio de novo. Imediatamente tiro a venda e vejo o Júlio enfiando a pica na boca da minha mulher, totalmente entregue. Ele segurava as bochechas dela com certa doçura e lentamente fazia a rola percorrer a língua dela. Ela tava como hipnotizada, só se deixava levar.
Depois ele comeu a boca dela, pegou a mão dela e a levou até o sofá. Agora sim, colocou mais lenha na fogueira, na lareira e no corpo trêmulo da ruiva. Sentou ela e tirou a regata e a camiseta que ela usava por baixo. Os mamilos roçados da ruiva estavam acesos e duros como botões. Júlio lambeu eles com delicadeza.
Apaguei as luzes da cozinha e me aproximei deles. Agora só o fogo iluminava.
Sérgio trapaceou. Disse Júlio. Tirou a venda. O que a gente faz?
Então que ele olhe. Disse ela.
Ela manda. Disse Júlio e começou a desabotoar o jeans dela.
Eu tava duro. As pernas tremiam, a pica pulsava.
Que mulher gostosa que você é! Disse Júlio enquanto já a tinha de calcinha, totalmente entregue, com as pernas abertas e o peito ofegante.
Começou a apalpar ela suavemente enquanto continuava roçando os mamilos com a língua. Beijou ela, mordiscou, lambeu os lábios e o clitóris, puxando a calcinha fio dental pro lado.
Ela continuava vendada. Ele se despiu e se deitou. Levou a cabeça da ruiva de volta pra entrepernas dele e se… faz ela chupar de novo. Uma chupada longa, lenta e cada vez mais funda.
Que boca linda tua mulher tem, ele me diz. Não consigo tirar a pica de dentro. Quero comer ela e ela me prende mais com a boca.
Isso acontece comigo direto, respondo entre excitado e surpreso!
O que a gente faz com o Sergio? Deixamos ele brincar? O Julio pergunta pra ruiva. Ela acena com a cabeça sem parar de chupar a rola dele.
Começo a me despir e me aproximo do sofá. O Julio solta a cabeça da ruiva dele e leva até minha pica. Ela me chupa com força.
O Julio tira uma tira de camisinhas da calça e coloca uma. Enquanto ela continua com minha rola na boca, ele fica por trás e, só baixando a calcinha dela, começa a roçar o pau na buceta da ruiva. Ele esfrega, empurra, apoia, mas não come. Essa mulher é um inferno, ele diz, e automaticamente a ruiva abre mais a boca e me chupa como nunca!
Ele começa a comer ela. Devagar; sempre devagar o velho. Eu não sei se era por causa da dieta, se tava broxado ou fazia sexo tântrico, mas o cara tava bem duro. O tempo todo, como se nada. Ele segurava ela pela cintura. Ela com um joelho no sofá e um pé no chão. Eu de pé na frente dela vendo a rabeta dela ir e vir.
O Julio se abaixa, abre as nádegas dela com os polegares e começa a chupar o cu dela, e a ruiva treme e mexe a cintura. Ele molha ela. Molha toda; brinca com os dedos e a língua. Entra e sai. Levanta de novo, sempre duro, e começa a brincar com a ponta da rola no cu, molhado e quente da ruiva. Devagar, ele entra. Ela só para de chupar minha pica pra tomar um ar e dizer Siiiiim! Se agarra na minha rola e empurra o corpo contra o do Julio. Siiiiim! Ela diz de novo, ofegante.
Aí o Julio para com a rola toda dentro. Devagar, senta no sofá puxando ela pela cintura. Senta ela em cima dele e começa a balançar ela em círculos. A ruiva já tem o lenço pendurado no pescoço e se agarra nas pernas do Julio. Ele se Recosta um pouco mais pra trás e pega nos dois peitos dela, apertando e massageando. Ela só geme.
Agora ele abre as pernas dela, deixando a buceta bem aberta enquanto continua metendo nela, roça o clitóris dela com os dedos e me diz: "Quer ver ela voar? Topa? Topa comer ela?"
Eu me ajoelhei e mergulhei entre os lábios da buceta da ruiva. Era só água, só calor. Ela apertou minha cabeça, e ele agarrou os peitos dela de novo e pegou na bunda dela. Dessa vez com força. Não demorou nada pra ela gozar. Começou a pular, pensei que tava tendo um treco. Júlio não soltava ela, e eu tava duro que nem pedra. Não deu pra evitar. Não tinha como evitar. Levantei, me inclinei na frente dela e meti sem nenhum preâmbulo. Ela ainda tremia do orgasmo recente. Me surpreendi beijando ela com meu pau na buceta dela. Senti o toque estranho do pau do Júlio dentro do corpo dela, mesmo sem encostar nele. Foi estranho, me deu uma certa agonia, mas os gemidos e os movimentos da ruiva superavam qualquer coisa. A gente comeu ela assim por um tempo. Suave, mas com energia. Gozei dentro dela. Explodi sobre o corpo dela, apertado entre nós dois. Nunca tinha visto ela assim!
A gente se separou. Júlio tirou a camisinha e colocou outra. Sentou de novo e pediu pra ruiva sentar nele de novo, mas dessa vez de frente. "Agora você vai me comer", ele disse.
E ela fez isso. Enfiou os peitos na cara dele e devagar, bem devagar; quase uma tortura, foi enfiando o pau dele na buceta dela. Ele agarrou a bunda dela e começou a balançar. Eu me aproximei deles de novo. Peguei a gostosa por trás, agarrando os peitos dela e beliscando os bicos, espiando por cima do ombro dela como o pau do Júlio sumia entre as pernas dela. Júlio começou a tremer. Dessa vez era a vez dele. Soltei a ruiva e ela cuidou do resto. Em duas enfiadas, ele tava cravando os dedos nas nádegas dela e murmurando obscenidades.
A gente ficou assim por um tempo; num torpor. Júlio respirou fundo, juntou... As roupas dela, foi pro banheiro e se vestiu. A gente ficou do jeito que tava, enroscados no sofá.
Julio saiu sem muita cerimônia. Pegou o álbum dele e a garrafa de conhaque, desejou boa noite e bom descanso pra gente e foi embora na moto.
A gente tomou um banho junto. Transamos de novo e dormimos.
Por vários motivos diferentes (tentativas incompletas, trabalho, grana, saúde, etc…), eu e minha mulher deixamos de procurar um terceiro pra nossas "brincadeiras" sexuais. Não porque perdemos o interesse, já que isso sempre esteve entre nossas fantasias, mas de certa forma sentimos que não estava muito ao nosso alcance; simplesmente achamos que estávamos fora de certo "circuito", pra dizer assim. "Uma hora a oportunidade aparece", falamos uma vez, e baixamos a bola. Já fazia uns quatro anos desde aquela última tentativa com nosso amigo e, simplesmente, não insistimos mais.
Aí, num feriado prolongado (uma semana santa, pra ser mais exato) (que de santa teve pouco…), fomos viajar pra Córdoba (não vou dizer a cidade pra proteger nosso anfitrião) e alugamos uma cabana. Uma cabaninha tranquila. Quarto, sala de estar com um sofá comprido e confortável, uma lareira aconchegante a lenha e, claro, uma cozinha que, pra esse caso, ninguém liga…
O terreno era grande, muito grande; tinha várias cabaninhas espalhadas por lá, espaço pra acampar, muitas churrasqueiras e uma área de lazer perto de um rio com píer e tudo. Chegamos e o Seu Júlio, o dono do lugar, nos mostrou as instalações. Seu Júlio (que obviamente não se chama assim, mas vamos chamar assim) é um cara com mais de 60 anos, mas aparenta menos de 50. Bem alto, magro mas não esquelético, grisalho mas não careca, e com uma atitude que muito cara de 30 queria ter. Ele nos mostrou o lugar, nos mostrou a casa, deixou cobertores e toalhas, se ofereceu pra "estar a nosso serviço" e seguiu com as tarefas dele. Andava pelo terreno com uma motinho puxando um carrinho onde levava várias coisas: lenha, cobertores, algum item que faltasse na cozinha e essas paradas. Um tipo de um trato bem caloroso sem ser pegajoso e uma certa vaidade pelo "lugar dele no mundo". Foi assim que ele definiu o lugar que tinha construído com as próprias mãos.
Lá pelo meio-dia terminamos de nos acomodar e nos preparamos pra tomar um fernet, como manda o figurino em Córdoba, pedimos pela primeira vez a ajuda do seu Júlio. Fui até a cabana dele buscar gelo… Mais tarde, queríamos pão pra tomar mate e lá fomos nós de novo perguntar pro seu Júlio onde ficava o mercadinho pra comprar pão. "Não temos mercadinho", ele respondeu, "porque mercadinho é uma zona. Tô fazendo pão caseiro, vão lá que daqui a pouquinho levo pra vocês…"
E foi o que ele fez. Em 15 minutos ouvimos a motinha chegar e o seu Júlio com o pão. Antes que ele fosse embora, pra não ter que voltar andando até a cabana dele de novo, perguntei onde podia comprar carvão, e carne, e tudo mais pra fazer um churrasquinho. "Carvão não compra não. Mais tarde eu trago lenha pra churrasqueira e outra pra lareira, o resto vocês compram naquele lugar", e nos deu as instruções pra chegar.
Dessa vez ele ficou um tempinho, tomou uns mates com a gente e contou mais sobre o camping e como foi construindo ele, e sobre a vida dele. Muitas viagens, muito trampo, muita farra, muitas experiências. Enfim, a vida bem vivida, como se diz, de um cara que passou dos sessenta e não se arrepende de nada; nem de todas as coisas que perdeu por causa de algumas decisões; um dandy o véio!
Quando voltamos do mercadinho pra onde ele mandou a gente, cruzamos com ele na entrada do terreno. Tava na motinha dele distribuindo lenha pelas cabanas. "Conseguiram tudo?", ele perguntou enquanto se aproximava iluminando com uma lanterna amarrada no guidão da moto. "Agora trago a lenha pra vocês", completou. E seguiu o caminho dele.
Pouco depois ouvimos a moto chegar na nossa cabana. Ele deixou um monte de lenha separando a da churrasqueira da da lareira. Na hora, não podia ser diferente, convidei ele pra dividir o churrasco com a gente. Não sei por que usei essa palavra, mas quando convidei, falei assim. Se não queria dividir essa bunda gostosa com a gente; o corte era tampa de bunda… Ela riu e disse que não; que já tinha uma rotina, que jantava a mesma coisa toda noite, bem leve, e que naquela hora ainda tinha atividades no camping, mas que se a gente quisesse, podia passar um pouco mais tarde pra dividir um vinho…
Fizemos o churrasco, comemos, e entre a ruiva e eu tomamos uma garrafinha de um malbec que a gente tinha trazido de casa. Daí a pouco ouvimos a moto e os passos do seu Júlio se aproximando. Lá estava o cara, garrafa na mão.
Arrumamos um lugar pra ele na mesa, abrimos o vinho, brindamos, bebemos, conversamos. Ele contou mais sobre a vida dele, as viagens, e perguntou um pouco sobre a gente enquanto a garrafa ia esvaziando. Aí percebi uma coisa. Percebi que ele sempre cuidava pra taça da ruiva estar cheia e uma certa galanteria nada disfarçada que também não era incômoda. Nisso ele conta que a gente lembrava um casal amigo dos anos dele em Ibiza. Aí comecei a sacar a parada… De repente fiquei meio nervoso. O velho safado me pegou desprevenido. A ruiva não tava bêbada, mas tava quase lá, e eu sei como a ruiva fica quando tá bêbada…
Naqueles dias a ruiva tava com o cabelo curtinho, bem curtinho, e naquela noite tava de jeans e uma regata que caía superbem nela e, naquela época, lembro, não sei por que, mas ela nunca usava sutiã e só precisava fazer ela rir um pouco pra notar o balanço dos peitos dela. Tava linda pra caralho!
Dito isso (o dos amigos de Ibiza) ele pergunta se a gente conhecia, e a gente respondeu que não, e aí ele contou um pouco do lugar e das atividades dele por lá, onde tocava um bar e fazia fotografia. Então voltou a falar do casal amigo e de como a gente se parecia. Nisso ele pergunta se a gente esperava dez minutos que ele ia buscar uma coisa na cabana dele e voltava. Ele se levantou, subiu na moto, acendeu a lanterna e saiu.
— Você percebeu que esse velho quer comer a gente? — perguntei pra ruiva assim que o Júlio foi embora. — Você é louco — ela respondeu, totalmente. desprevenida.
Boluda! Ibiza, um casal amigo, que a gente se parece, o que mais tu quer? Esse é um velho festeiro. Te garanto!
Eu não acredito…, insistiu ela. Sei lá… problema dele. O que tu tem? Medo?
Não, boluda. Respondo mesmo sabendo que sim. Me deu uma coisa assim… Pelo menos nervoso eu tava com certeza.
Barulho de moto, passos, seu Júlio, uma garrafa de conhaque numa mão e algo que a princípio parecia um livro e que depois acabou sendo um álbum de fotos na outra.
Gurizada; vou convidar vocês com isso. Era um conhaque francês que eu na minha puta vida tinha provado e que tava uma delícia. Jogada de mestre do velho; a ruiva já tinha aquela faísca nos olhos que se… me dava medo…
Olha… Esses são os guris que eu falo, nos diz e abre o álbum. Eram fotos em preto e branco, artísticas se quiser… Muita sombra e contraluz, a maioria pelados e semipelados… de Ibiza nada. A mina até parecia um pouco com a ruiva; a altura, o tipo de corpo, as sobrancelhas, a boca e o corte de cabelo. O carinha comigo, só que era meio careca, diria que quase nada, mas foi a segunda jogada de mestre do velho.
As fotos eram sutilmente eróticas e em algumas dava pra ver o corpo dela e no quadro mais de dois pares de mãos, ou duas ou mais mãos de pessoas diferentes. Outras eram sombras muito confusas que sugeriam mais de dois corpos.
Outra taça de conhaque e aí sim; a ruiva tava no ponto. Um mestre o velho; Maradona de 86!
Não demorou pra contar que o casal era swinger. É muito normal lá, eles têm outra cultura, destacou. Olhei de canto pra ruiva, ela fez o mesmo e ficou mais vermelha do que já tava. O velho viu os olhares como quem te pega o sinal do parceiro numa partida de truco. Não fez nada, não disse nada e continuou jogando as cartas dele. Agora os três sabíamos que estávamos jogando o mesmo jogo. Só faltava embaralhar e dar.
Vocês nunca fizeram swinger ou um ménage? Nos perguntou naturalmente, como quem pergunta se tu gosta de pescar. Não, dissemos quase juntos sem nos olharmos. E antes de estarmos juntos também não?, insistiu ele. Desculpa... Talvez eu esteja entrando num assunto espinhoso, mas vocês parecem ser pessoas muito abertas, sei lá... pelo nível da conversa... Não quero ser motivo de briga. Talvez o conhaque me deixou sem filtro. Desculpa, desculpa!
A gente entrou na brincadeira. Mais ou menos, a gente disse que nunca tinha surgido oportunidade, que nunca tínhamos pensado nisso, embora, claro, já tivéssemos fantasiado na cama, mas só isso.
Depois de um tempo, já no terceiro conhaque e a conversa tendo virado umas quantas vezes, o Julio contou, sem muitos detalhes, algumas experiências dele, e embora a ruiva já estivesse vermelha, não precisava colocar mais lenha na fogueira; só manter o fogo aceso. Eu ainda estava nervoso e com certeza dava pra perceber; ela estava um pouco mais solta, mas não totalmente relaxada, o cara era uma seda; a gente tava no território dele.
— Você deixaria? — solta a pergunta o Julio, já jogando com cartas mais altas.
— Eu não tenho que deixar ela fazer nada. Ela decide o que faz. Ela manda no corpo dela.
— E você? — pergunta pra ruiva enquanto enche os copos de novo.
— Sei lá... Depende... — responde ela, quase sem interesse. — Depende das pessoas, da situação... Sei lá... Acho que teria que ser uma situação muito especial...
— E você, o que faria? O que faria se visse ela transando com outro homem? — volta o Julio pra mim...
— Eu não tenho que fazer nada — falo, jogando as mesmas cartas que minha esposa. — É como ela disse. Depende de onde, como, com quem... Acho que tem que ser num clima de respeito, boa energia, sei lá... Imagino que o ambiente deve ser importante, como em qualquer relação.
— Beleza. Imagina uma noite nas serras de Córdoba, tomando um conhaque na companhia de um cara experiente que não tem nada a ver com vocês, num clima de total intimidade. Pode ser a noite, né?
— Pode ser... Pode ser... — falamos os dois.
Nisso, meu coração já tava a mil; a ruiva tava com as bochechas igual morango, e o cara, nada... Eu, um branco total.
— Vou contar pra vocês propor um jogo. Bem simples, ele diz enquanto se separa. Vendo os olhos de vocês dois e faço uma pergunta pra cada um. Dependendo do que responderem, digo se tão prontos ou não.
Aceitamos o jogo. A ruiva tirou uns lenços da bolsa e trouxe. Júlio vendeu ela primeiro e depois a mim.
Beleza, ele disse. Vão ficar em silêncio por um minuto e depois vem a pergunta.
O silêncio durou um minuto…
Te fiz alguma coisa, Sérgio? (não me chamo Sérgio, mas não importa)
Não! Respondo com firmeza.
E você, ruiva?
Você enfiou a pica na minha boca, ela responde.
E o que você fez?
Chupei.
Gostou?
Sim.
Te excitou?
Muito.
Tiro a venda?
Não.
Continuo?
Sim.
Silêncio de novo. Imediatamente tiro a venda e vejo o Júlio enfiando a pica na boca da minha mulher, totalmente entregue. Ele segurava as bochechas dela com certa doçura e lentamente fazia a rola percorrer a língua dela. Ela tava como hipnotizada, só se deixava levar.
Depois ele comeu a boca dela, pegou a mão dela e a levou até o sofá. Agora sim, colocou mais lenha na fogueira, na lareira e no corpo trêmulo da ruiva. Sentou ela e tirou a regata e a camiseta que ela usava por baixo. Os mamilos roçados da ruiva estavam acesos e duros como botões. Júlio lambeu eles com delicadeza.
Apaguei as luzes da cozinha e me aproximei deles. Agora só o fogo iluminava.
Sérgio trapaceou. Disse Júlio. Tirou a venda. O que a gente faz?
Então que ele olhe. Disse ela.
Ela manda. Disse Júlio e começou a desabotoar o jeans dela.
Eu tava duro. As pernas tremiam, a pica pulsava.
Que mulher gostosa que você é! Disse Júlio enquanto já a tinha de calcinha, totalmente entregue, com as pernas abertas e o peito ofegante.
Começou a apalpar ela suavemente enquanto continuava roçando os mamilos com a língua. Beijou ela, mordiscou, lambeu os lábios e o clitóris, puxando a calcinha fio dental pro lado.
Ela continuava vendada. Ele se despiu e se deitou. Levou a cabeça da ruiva de volta pra entrepernas dele e se… faz ela chupar de novo. Uma chupada longa, lenta e cada vez mais funda.
Que boca linda tua mulher tem, ele me diz. Não consigo tirar a pica de dentro. Quero comer ela e ela me prende mais com a boca.
Isso acontece comigo direto, respondo entre excitado e surpreso!
O que a gente faz com o Sergio? Deixamos ele brincar? O Julio pergunta pra ruiva. Ela acena com a cabeça sem parar de chupar a rola dele.
Começo a me despir e me aproximo do sofá. O Julio solta a cabeça da ruiva dele e leva até minha pica. Ela me chupa com força.
O Julio tira uma tira de camisinhas da calça e coloca uma. Enquanto ela continua com minha rola na boca, ele fica por trás e, só baixando a calcinha dela, começa a roçar o pau na buceta da ruiva. Ele esfrega, empurra, apoia, mas não come. Essa mulher é um inferno, ele diz, e automaticamente a ruiva abre mais a boca e me chupa como nunca!
Ele começa a comer ela. Devagar; sempre devagar o velho. Eu não sei se era por causa da dieta, se tava broxado ou fazia sexo tântrico, mas o cara tava bem duro. O tempo todo, como se nada. Ele segurava ela pela cintura. Ela com um joelho no sofá e um pé no chão. Eu de pé na frente dela vendo a rabeta dela ir e vir.
O Julio se abaixa, abre as nádegas dela com os polegares e começa a chupar o cu dela, e a ruiva treme e mexe a cintura. Ele molha ela. Molha toda; brinca com os dedos e a língua. Entra e sai. Levanta de novo, sempre duro, e começa a brincar com a ponta da rola no cu, molhado e quente da ruiva. Devagar, ele entra. Ela só para de chupar minha pica pra tomar um ar e dizer Siiiiim! Se agarra na minha rola e empurra o corpo contra o do Julio. Siiiiim! Ela diz de novo, ofegante.
Aí o Julio para com a rola toda dentro. Devagar, senta no sofá puxando ela pela cintura. Senta ela em cima dele e começa a balançar ela em círculos. A ruiva já tem o lenço pendurado no pescoço e se agarra nas pernas do Julio. Ele se Recosta um pouco mais pra trás e pega nos dois peitos dela, apertando e massageando. Ela só geme.
Agora ele abre as pernas dela, deixando a buceta bem aberta enquanto continua metendo nela, roça o clitóris dela com os dedos e me diz: "Quer ver ela voar? Topa? Topa comer ela?"
Eu me ajoelhei e mergulhei entre os lábios da buceta da ruiva. Era só água, só calor. Ela apertou minha cabeça, e ele agarrou os peitos dela de novo e pegou na bunda dela. Dessa vez com força. Não demorou nada pra ela gozar. Começou a pular, pensei que tava tendo um treco. Júlio não soltava ela, e eu tava duro que nem pedra. Não deu pra evitar. Não tinha como evitar. Levantei, me inclinei na frente dela e meti sem nenhum preâmbulo. Ela ainda tremia do orgasmo recente. Me surpreendi beijando ela com meu pau na buceta dela. Senti o toque estranho do pau do Júlio dentro do corpo dela, mesmo sem encostar nele. Foi estranho, me deu uma certa agonia, mas os gemidos e os movimentos da ruiva superavam qualquer coisa. A gente comeu ela assim por um tempo. Suave, mas com energia. Gozei dentro dela. Explodi sobre o corpo dela, apertado entre nós dois. Nunca tinha visto ela assim!
A gente se separou. Júlio tirou a camisinha e colocou outra. Sentou de novo e pediu pra ruiva sentar nele de novo, mas dessa vez de frente. "Agora você vai me comer", ele disse.
E ela fez isso. Enfiou os peitos na cara dele e devagar, bem devagar; quase uma tortura, foi enfiando o pau dele na buceta dela. Ele agarrou a bunda dela e começou a balançar. Eu me aproximei deles de novo. Peguei a gostosa por trás, agarrando os peitos dela e beliscando os bicos, espiando por cima do ombro dela como o pau do Júlio sumia entre as pernas dela. Júlio começou a tremer. Dessa vez era a vez dele. Soltei a ruiva e ela cuidou do resto. Em duas enfiadas, ele tava cravando os dedos nas nádegas dela e murmurando obscenidades.
A gente ficou assim por um tempo; num torpor. Júlio respirou fundo, juntou... As roupas dela, foi pro banheiro e se vestiu. A gente ficou do jeito que tava, enroscados no sofá.
Julio saiu sem muita cerimônia. Pegou o álbum dele e a garrafa de conhaque, desejou boa noite e bom descanso pra gente e foi embora na moto.
A gente tomou um banho junto. Transamos de novo e dormimos.
5 comentários - Foi sem querer querendo
FELICITACIONES!!! Hubo otro más luego?¿
Saludos desde Córdoba 😉