Aprendendo sobre o love 12 (Final)

O momento chegou! Último capítulo!
A única coisa que espero é que essa linda saga tenha correspondido às suas expectativas!
Quero agradecer por me acompanhar e pedir desculpas pelos atrasos entre um capítulo e outro!
Um grande salve pra todo mundo!
Deixo pra vocês as partes anteriores!!


Parte 1:http://www.poringa.net/posts/relatos/3152930/Aprendiendo-sobre-el-amor.html
Parte 2:http://www.poringa.net/posts/relatos/3154026/Aprendiendo-sobre-el-amor-2.html
Parte 3:http://www.poringa.net/posts/relatos/3155373/Aprendiendo-sobre-el-amor-3.html
Parte 4:http://www.poringa.net/posts/relatos/3157100/Aprendiendo-sobre-el-amor-4.html
Parte 5:http://www.poringa.net/posts/relatos/3162047/Aprendiendo-sobre-el-amor-5.html
Parte 6:http://www.poringa.net/posts/relatos/3162323/Aprendiendo-sobre-el-amor-6.html
Parte 7:http://www.poringa.net/posts/relatos/3165014/Aprendiendo-sobre-el-amor-7.html
Parte 8:http://www.poringa.net/posts/relatos/3165203/Aprendiendo-sobre-el-amor-8-flashback.html
Parte 9:http://www.poringa.net/posts/relatos/3166037/Aprendiendo-sobre-el-amor-9.html
Parte 10:http://www.poringa.net/posts/relatos/3172847/Aprendiendo-sobre-el-amor-10.html
Parte 11:http://www.poringa.net/posts/relatos/3173620/Aprendiendo-sobre-el-amor-11.html


Parte especial fotos das gostosas:
http://www.poringa.net/posts/imagenes/3172507/Aprendiendo-sobre-el-amor-fotos-de-las-duenas-del-relato.html









RENATA
Tava me metendo em encrenca atrás de encrenca, esses anos não tava com muita sorte, e tudo mudou desde que conheci ela, tudo ia tão bem, ela tava crescendo, uma pessoinha tão inteligente, tão curiosa, mas tiraram ela do meu lado, e desde que fizeram isso, tudo na minha vida só foi de mal a pior.
Quando conheci a Mariangel, não acreditava como elas eram parecidas, eram praticamente idênticas, só o jeito delas era diferente e eu me iludi de novo. Iludir não seria a palavra certa, eu voltei a imaginar ela na Mariangel. Fiz com a Mariangel o que não consegui fazer com ela, por falta de coragem, por falta de peito.
Mas, embora fossem fisicamente iguais, não era o que eu queria, não era ela, não era o olhar dela, os gestos dela. Mesmo assim, comecei a me agarrar à Mariangel. Pena que ela já tivesse dono no coração. Como sempre digo: "as melhores mulheres nunca estão disponíveis". Mas isso não me impediu de transar com ela, mesmo sabendo que não era o amor da minha vida. Mesmo que o coração dela pertencesse a outra pessoa, não me importei. Por um momento, só um momento, senti que não era a Mariangel que estava comigo, mas sim ela — aquela garota que deixei "para trás" no meu passado.
Dias depois de começar a transar com a Mariangel, recebi uma ligação
Voz: Você tem uma missão nova – disse uma voz sombria – em alguns minutos vai receber uns papéis e as instruções pra essa missão – continuou me dando as ordens.
Só precisei esperar alguns minutos pra receber o pacote que ia me dizer qual era minha nova missão.
O pacote trazia umas chaves junto com um endereço, umas fotos de uma garota. O cabelo dela era avermelhado, lábios finos e rosados, uma mina muito gostosa. Atrás de uma das fotos tinha umas palavras: "vigia ela, é a filha dele". Queimei a foto segundos depois e fui pro endereço que tava anotado no papel junto com as chaves. As chaves eram do quarto de um apartamento. Dentro dele tinha outro bilhete: "apartamento 5-d". O meu era o 2-d.
Saí do apartamento e na mesma hora vi a mina da foto saindo do 5-d. Entrei de novo no meu antes que ela me visse. Essa missão era temporária, só pra conseguir informação. O que mais me interessava naquele momento era o que a gente tava fazendo no bar de strippers.
Semanas depois, Mariangel tinha sumido do bar, não ia mais, não atendia minhas ligações, não vinha me ver. Parece que tinha se reconciliado com o amor da vida dela e era melhor não me intrometer. Então, naquela noite, decidi sair com minhas amigas pra uma balada. Qual não foi minha surpresa quando encontrei lá a garota que eu tinha que vigiar. Cheguei nela, seduzi, dancei com ela, e ia beijá-la pra fazer isso parecer só um encontro casual entre duas desconhecidas numa balada. Mas, como eu já desconfiava, a garota já tinha namorada e recusou meu beijo.
Era uma boa garota, Luna era o nome dela, não parecia ser filha de um animal que nem o pai, mas fazer o quê, a gente não escolhe de quem é parente. Dividimos um táxi, e achei estranho ela dar um endereço que não era onde ficava o apartamento dela. Me ofereci pra acompanhá-la até o apê, pra não correr o risco de dar de cara com o pai. Mas achei suspeito, porque ela tava num estado grave de bebedeira, então descartei essa ideia e fui pro meu apartamento.
Me encontrei com a Luna de novo horas depois de deixar ela naquele apartamento, já não tava mais bêbada como eu tinha deixado, mas o sorriso dela tinha virado um olhar que tentava parecer normal. Os olhos entregavam que ela tava confusa, como se tivesse perdido alguma coisa, e que queria achar de novo.
Convidei ela pra um café, ela tava bem quietinha, mas puxei assunto, quanto mais a gente conversava, mais ela se soltava, até que chegou no papo de "amor", ela meio que fugia do assunto, mas eu tava curioso sobre ela, e acho que ela também tava na mesma.
R: te proponho uma coisa, vamos jogar – falei, arrancando dela um sorriso debochado que ela tentou esconder – se eu ganhar, você começa; se você ganhar, eu começo.
L: tá bom
O que eu fiz em seguida fez a Luna cair na gargalhada, porque eu tinha tomado posição pra jogar pedra, papel ou tesoura, e adivinha? Pois é! Perdi pra ela. Então, como mulher de palavra, tinha que cumprir o que a gente tinha combinado.
R: Astrid é o nome dela, 22 anos, cabelo e olhos castanhos, uns 1,60 de altura, sorriso sincero e bonito – Luna me observava atenta enquanto eu continuava contando minha história – conheci ela um dia que tava tentando fugir de uma mina que cuidava dela.
Flashback
Tava saindo de uma cafeteria, era fim de semana, tava meio apressada porque tinha que buscar alguém no aeroporto, mas ao virar uma esquina, alguém cruzou meu caminho. Uma mina vinha correndo, e o choque foi tão forte que acabei derramando meu café quente na blusa dela, mas ela nem piscou, só ficou me olhando com aqueles olhinhos assustados. Não sei o que ela viu em mim, mas acabou me puxando pra outra direção, entrando num beco. Segundos depois, vi uma garota que também vinha correndo passar direto sem perceber a nossa presença.
R: ei, cê tá bem? – não recebi resposta, em vez disso ela sentou no chão do beco, abraçou os joelhos e começou a balançar. As ações dela começaram a me assustar um pouco, e se eu tinha feito algo errado, ou se ela tava fugindo de alguém que queria machucar ela, e por que eu ainda tava ali olhando pra ela em vez de vazar.
R: qual teu nome? – falei enquanto me ajoelhava, de novo ela não respondeu e evitou meu olhar, olhava pra outro lado, um olhar vazio – não vou te machucar – falei acariciando a bochecha dela, na sequência ela virou pra me olhar, em silêncio e sem me dizer nada, dava pra ver uma tristeza enorme nos olhos dela
Fim do Flashback
L: "Por que você não respondia?" – ela perguntou, interrompendo minha história – "Você era tão assustadora antes?
R: já já já – riu ironicamente – não respondeu porque é uma mina especial
Flashback
Minutos depois, a garota que tava perseguindo a desconhecida na minha frente nos encontrou e veio correndo na nossa direção.
Gata: Cê tá aqui!! Vamo que já tá ficando tarde – falou puxando a outra com força, levantando ela. O que me surpreendeu foi que a mina que tavam arrastando pra fora do beco mesmo assim não falava nada, mas ficava olhando pra mim com os olhos assustados. E eu não consegui ignorar o jeito que tratavam ela.
R: Ei! Você vai machucar ela – falei chegando rapidamente ao lado dela, segurando as duas.
Garota: como se eu ligasse! – disse e puxou de novo a garota que ainda me olhava com olhinhos assustados, como pedindo pra eu não deixar que a levassem – não fala, não sente, só é mais um estorvo.
Não pude acreditar no que aquela mulher dizia. Rapidamente separei ela da garota, que agora choramingava de forma lastimosa enquanto a outra a arrastava, tentando fazê-la andar.
R: Não vou deixar você levar ela!!
Garota: beleza!! Tanto problema por uma autista! – não tive consciência do que fiz, mas assim que as palavras saíram dos lábios dela, minha mão estampou na bochecha dela.
Fim do Flashback
L: uau!!! –mais uma vez fui interrompida pela Luna
R: bom, já, já te contei muito sobre mim – tentei desviar o assunto – agora é sua vez.
L: Joo! Que droga, ainda faltou você contar – sei lá o que essa menina tinha, que me passava confiança – bom, minha garota se cham… - nisso ela foi interrompida pelo som do celular dela – alô? Ei ei, calma, respira primeiro que não tô te entendendo, Diana – depois fez um silêncio, imagino que pra ouvir o que estavam dizendo, as expressões dela mudaram em questão de segundos, os olhos se encheram de lágrimas, tapando a boca com uma das mãos – tô.. tô indo – disse e desligou rápido, levantando da mesa.
R: Ei, tá rolando alguma coisa? – falei, segurando ela.
L: "Preciso ir — ela tentava se soltar do meu aperto.
R: não vou deixar você ir embora nesse estado – ela parecia histérica, com lágrimas escorrendo aos montes e tentando segurar o choro
L: tô nem aí, tenho que ir – se soltou bruscamente do meu aperto, eu só pensava “não segue ela, não segue ela”
R: que idiota, Renata, que idiota –sussurrei para mim mesma enquanto seguia a Luna
Chegamos num hospital, a Luna foi com duas minas e eu fiquei meio de longe porque não era muito chegada nela e achei que seria abusado ir até onde tava com as amigas dela.
Depois de um tempo, decidi que era hora de ir embora. Ia me despedir da Luna quando um médico se aproximou dela, com a cara séria, claramente eram más notícias. Sem querer (claro que sim), ouvi o médico dizer pra Luna que a paciente tinha perdido muito sangue e que precisavam de um doador, mas que o tipo sanguíneo dela era muito raro, então não dava pra fazer muita coisa sem um doador pra garota. Depois de um tempo, o médico foi embora.
R: bom, eu tenho que ir – falei pra Luna, mas ao vê-la tão destruída, não aguentei e ofereci um pouco da minha ajuda – posso te ajudar em alguma coisa antes de ir?
L: ei, ei... – mal conseguia falar – tô... bem – consegui dizer entre um choro e outro
R: Tem certeza? – não podia ser tão direta e dizer "meu sangue também é raro" – é a sua mina que tá aí? – família não tinha, e o pai dela não era, né, evidentemente o doutor tinha se referido a uma garota e não a um homem.
L: ssi – disse com mais choro – tu... teve um aci..dente.
R: E o que o médico diz? – Não posso ficar assim, minha profissão e meu jeito de ser me impedem de ficar de braços cruzados.
L: o que um doador de sangue O- precisa
R: pronto, já foi – falei secando as lágrimas dela com minhas mãos – eu sou O-
Depois que a Luna se acalmou um pouco mais, fui com uma enfermeira e pedi pra ela dar um calmante pra Luna, que tava muito histérica por causa da mina dela. Fiquei um tempão com a enfermeira enquanto tiravam meu sangue. Quando terminou, a enfermeira foi na hora preparar meu sangue pra garota que ia receber, enquanto eu fiquei descansando uns minutos. 15 minutos depois, tava saindo do hospital, não me despedi da Luna porque deixei ela com as amigas dela, não queria me envolver mais do que já tava me envolvendo.
Decidi ir andando até o apartamento, tava meio distraída no caminho, meus pensamentos iam do bar de strippers pra missão onde eu tinha que vigiar a Luna, mas pra isso ia ter que chegar mais perto dela, ser amiga dela, e eu tava conseguindo, logo ia ganhar a confiança total dela e, de leve, descobrir sobre o pai dela.
garota: ai, cuidado – disse uma garota com quem eu esbarrei sem querer
R: ah, foi mal mesmo – pedi desculpa pra mina.
Nisso eu não percebi que tinha outra garota mais nova do que com quem eu tinha esbarrado.
—: Tá bem? – Fiquei paralisada, aquela voz eu conhecia.
Garota: sim, querido, estou bem, disse dando um sorriso pra garota, só precisei me virar e ver o rosto daquela voz familiar, fiquei sem reação ao ver que não tinha me enganado e claramente conhecia aquela garota
R: Astrid – foi a única coisa que eu pronunciei
O silêncio é a antesala da palavra. Sem dizer nada, dá pra falar tanta coisa que, às vezes, é melhor calar a boca e deixar que interpretem ou imaginem o que se quer comunicar através da magia do silêncio.
ELIZABETH
Já tinham se passado várias semanas desde que aconteceu o acidente da Mariangel. Desde aquele dia, as coisas ficaram meio estranhas. Luna, mesmo passando o tempo todo no apartamento da Mariangel, ainda não tinha voltado a morar com ela.
Estar no mesmo quarto que elas era meio desconfortável, dava pra ver o amor e o arrependimento, mas ainda não tinham dado aquele passo pra ficar totalmente juntas de novo.
Diana queria se meter com uma das ideias malucas dela, meio românticas, mas eu evitei que ela fizesse isso, porque não queria que, por uma intervenção nossa (sim, nossa, porque a Diana não ia me deixar de fora do plano dela), as coisas, em vez de avançar, voltassem pra trás.
Convenci a Diana dizendo que tinha um pressentimento de que elas voltariam logo, só precisávamos deixar as coisas rolarem por conta própria, é melhor não forçar o destino, se acontece é porque tinha que acontecer.
DIAS DEPOIS
Era um sábado à noite, e eu tava com minha melhor amiga Diana sentada no sofá vendo filmes velhos, cervejas na mão e um monte de porcaria ao nosso redor.
D: Em que momento a gente virou tão perdedora? – perguntei com um tom de tristeza.
E: Fala por você, eu não sou perdedora – respondi com deboche.
D: Assim?? E por que você está aqui comigo, num sábado à noite, e não numa festa? – revidei com um sorriso – Eli, me fala a verdade, desde quando você não toma uma boa dose de sexo?
Meu sorriso foi sumindo na mesma hora que o dela foi crescendo, me dando um olhar de vitória. Peguei uma almofada e joguei nela, mas ela desviou fácil.
E: Não fala nada, que tu tá igual a mim, também precisa de sexo.
D: Por isso que eu tô falando, a gente virou umas perdedoras.
E: Preciso de um pouco de emoção, algo que me tire dessa rotina chata – murmurei, desviando o olhar de novo pra televisão.
D: E se a gente der uma emoção a mais nas nossas vidas?? – ela disse séria
E: Ilumina aqui, querida Diana – eu zoei enquanto ela me fulminava com o olhar.
D: Você é contra transar? – pergunto ainda com cara séria.
E: Que pergunta é essa? Claro que não sou contra.
D: Deixa eu me expressar melhor. Você transaria comigo?
Graças a Deus que eu não estava bebendo a cerveja, porque juro que ia me engasgar.
E: "O quê?" – perguntei incrédula.
D: Proponho algo tipo "amigas com benefícios". Não vai significar nada. Só duas amigas que precisam de uma distração — respondeu Diana, dando de ombros apaticamente, enquanto Eli pensava na proposta dela, bolando algo a partir da ideia.
E: Que tal se a gente deixar isso mais interessante? — a voz dele subiu no final e fez Diana tremer.
D: O que você sugere? Vamos ficar de pervertidas? — perguntou ela, erguendo as sobrancelhas, só para encontrar a expressão séria de Eli.
E: Sugiro vinte e seis semanas — Diana olhou confusa para Eli, incentivando ela a continuar explicando.
E: Pois é, vinte e seis semanas cheias de sexo —ela informou, para o deleite da Diana. Os olhos dela se arregalaram e um sorriso se espalhou pelo rosto.
D: "Por que vinte e seis semanas?" — ela se perguntou em voz alta.
E: Ah, minha querida amiga pervertida, tem vinte e seis letras no alfabeto. Cada semana vai ser dedicada a uma letra diferente e nisso a gente decide qual vai ser a atividade da semana.
D: Beleza, curti como isso soa, mas em vez de seguir a ordem do alfabeto todinha, por que a gente não escreve todas as letras em papéis e alguém de nós escolhe uma? Assim, nunca vamos saber até o dia, vai ser uma surpresa.
E: O que você quer dizer?
D: O que quero dizer é que, todo domingo, começando amanhã, uma de nós vai escolher uma letra. Aí essa pessoa vai ter a semana inteira pra decidir o que quer fazer com a letra. Na sexta à noite, a gente conta pra outra qual letra escolheu e aí no sábado, a gente coloca em prática o ato, uma posição ou um lugar pra transar. E aí no domingo, a gente se recupera e começa o processo de escolher a letra de novo.
E: Beleza. Fechamos o trato. Começamos o jogo a partir de amanhã.
D: Gosto disso, mas já tô entediada, posso tirar uma letra?
E: e quem disse que você vai começar?
D: Porque fui eu que tive a ideia – respondeu mostrando a língua pra mim.
E: Madura Diana, e além disso, a ideia das letras foi minha.
D: Beleza, você tira a primeira letra, mas isso significa que eu tiro a última.
E: Beleza, vai escrevendo as letras enquanto eu procuro onde colocar elas.
D: Mas! Me dá uma mão, pelo menos.
E: Cala a boca e escreve!!
Dez minutos depois, e 26 pedaços de papel do mesmo tamanho colocados dentro de uma caixinha de presente.
D: Tá pronta? – perguntei mordendo o lábio dela.
E: não tem outro jeito, vamos acabar com isso.
A mão de Elizabeth mergulhou na caixinha, os dedos brincaram com os papeizinhos antes de puxar um. Ela abriu rapidinho, longe da Diana.
E: E agora?
D: Não sei... Tem alguma regra pra esse jogo?
Nada de beijos.
D: Fechado!
Depois de terminar as regras do jogo, as minhas foram dormir cada uma no seu quarto, agora só faltava esperar que fosse sábado de novo.
Elizabeth tava trabalhando em casa, pintando uma das suas próximas obras de arte. Ela era muito boa no que fazia, amava o trabalho dela.
Em casa, ela tinha seu próprio estúdio de arte, onde só ela entrava. Diana respeitava pra caralho o espaço de trabalho dela, eram raríssimas as vezes que precisava entrar pra tirar a Eli de lá e mostrar que fora daquele quarto também dava pra viver.
Quando Elizabeth foi pra cama no sábado à noite, tava nervosa, muito nervosa só de pensar que ia transar com a Diana. Também tava nervosa pela loucura que a vida dela ia virar. Nunca imaginou que uma proposta dessas ia sair da cabeça doida da Diana, e o pior é que ela tinha aceitado sem pestanejar.
Segunda e terça passaram muito rápido pra ela, nesses dias não tinha visto a Diana já que ela tava ocupada com o trampo dela.
Quarta-feira chegou e ela ainda não tinha pensado no que fazer com aquela letra, tava desesperada, um verdadeiro caco de nervos.
O quê, se ela não chegasse ao nível das mina que eu já peguei?
 
Diana ainda quer fazer isso?
 
Por que diabos eu aceitei isso?
 
Porra, aquela Diana idiota!
Quinta-feira à noite, e Elizabeth estava prestes a desistir de tudo. Porra! Ela até tinha pensado em pegar a caixinha e revisar todas as letras pra achar uma mais adequada, outra que não fosse a letra F.
Na sexta-feira finalmente veio uma ideia pra ela, então saiu do apartamento pra comprar umas passagens de ida e volta de trem pra um lugar turístico. No caminho pro destino, não ia rolar nada (haha, é, claro que não), já que ela ia encarar como só mais um rolê com a amiga Diana. Na volta pra casa, hmm, isso ela deixaria pra Diana.
Ao chegar em casa, encontrou Diana esperando ela pra comer.
D: Eli!! Finalmente você chegou, vem sentar, vamos comer. – falava bem animada - Como foi seu dia? Como você tá? Qual letra você tirou?
E: Tô bem, meu dia foi um pouco diferente dos outros – respondi enquanto me sentava na mesa, onde a comida já tava servida.
D: Você não respondeu minha pergunta!!
E: Eu sei – eu disse entre risadas. – ahm – suspirei – toquei na letra F.
Diana tava com um olhar pensativo, acho que ela tava procurando um sentido na letra.
D: Vamos foder? – quando ela disse isso, eu engasguei com a comida – hahaha como se fosse a primeira vez que você faz isso
E: KKK KKK.. bobinha.
D: "Tenho que esperar até amanhã pra saber o que vamos fazer?" – disse ela, levantando uma sobrancelha.
E: se tiver que ESPERAR, minha querida Diana
….F é para FEIRA….
DIANA
Ainda não faço ideia do que a Elizabeth quer, pra que ela quer que a gente saia de casa, se o que a gente vai fazer se faz numa cama e ela pelada. Já já já chega Diana, para de pensar besteira, conta até mil e não imagina a Eli numa cama pelada gemendo seu nome.. ah droga conta conta 1, 2, 3…
Tava tão distraída nos meus pensamentos que nem percebi quando a gente tinha chegado numa estação de trem.
Quando a gente entrou no trem, não tinha muita gente. Eu esperava um sinal da Eli pra saber se podia fazer alguma coisa, mas ela tava com a cara neutra. Odiava quando ela fazia essa cara, nunca sabia o que ela tava pensando até ela agir.
Já estávamos há 15 minutos de viagem, eu estava quase dormindo, quando sinto uma mão na minha perna. Olhei pra mão e percebi que era do Eli. A mão dele, à vista dos outros, parecia bem inocente, mas pra mim, pra mim significava muito mais.
A mão dela tava quente, apertava de leve minha perna, e quase sem perceber ia subindo até meu meio, mas de um jeito bem lento e torturante.
E: Nervosa? – ele perguntou perto do meu ouvido, nem percebi quando ele aproximou o rosto para falar comigo.
D: você me pegou desprevenida – eu disse “normalmente”, mas puta merda, como foi difícil falar como se nada tivesse acontecido.
E: Não se mexe – sussurrei, e em seguida passei a língua no seu ouvido, fazendo um arrepio percorrer todo o seu corpo. – Cê gosta da ideia de eu te tocar aqui no trem? Na frente dessa gente toda? – falei enquanto mordia a sua orelha. – Será que já cê tá molhadinha? – Mordi o lábio pra não gemer.
A mão dela tava cada vez mais perto da minha virilha, ela olhava pra minha expressão, eu sentia a mão dela cada vez mais quente, quanto mais subia, mais eu sentia o calor da mão dela, minha respiração já tava descontrolada, a Eli tava prestes a me tocar onde eu mais precisava.
E ela parou, a safada… PAROU!!!
D: Eli... – falei em tom de reclamação.
E: Me desculpa, Di, mas isso – disse passando rapidamente a mão no meu meio, me fazendo gemer – a gente deixa pra outra hora – ele se levantou com um olhar safado e esperou eu segui-lo.
Foi aí que percebi que o vagão tava praticamente vazio, e só faltava a gente descer.
Descemos e andamos um pouco pelo lugar, 20 minutos depois chegamos numa feira, algo fez click na minha cabeça, F significa Feira, ai meu Deus, não acredito que a Eli gosta da ideia de ter plateia, AI MEU DEUS!!
Assim que Eli comprou os ingressos, a primeira atração que a gente foi foi a roda-gigante. Eu tava meio nervosa, e saber que podia rolar alguma coisa enquanto a gente tava na atração me deixava ainda mais nervosa.
Em silêncio e meio corada, subi no brinquedo, com a Eli do meu lado.
E: Se você se arrependeu, ainda podemos parar.
D: n..ão amm tô meio nervosa só isso –Não fiquei pensando tanto nisso pra desistir na última hora.Pensei – vamos continuar.
Eli começou a puxar papo comigo e em uns segundos eu já tava relaxada, a gente foi conversando um pouco até que já tinha subido uns dois ou três metros.
E: não aguento mais esperar – ela se virou um pouco e atacou meu pescoço com beijos enquanto a mão dela acariciava minha perna
D: mmm Eli — uma das minhas mãos foi pro braço dela apertando enquanto sentia a mão dela me tocando onde eu mais precisava, comecei a rebolando devagar contra a mão dela.
Depois desabotoo minha calça e ela enfia a mão, me tocando – olha pra baixo – sussurra no meu ouvido – vê todas aquelas pessoas? – mal consegui concordar, tava muito concentrada em sentir a mão dela – qualquer um percebe o que a gente faz, como você evita gemer – apertou mais forte, me fazendo morder o lábio com força – percebem como eu te faço minha.
As palavras dela, o fato de estarmos num lugar público, de ser ela quem estava me tocando, tudo era tão irreal. Poucos minutos depois, com os sussurros dela no meu ouvido, o jeito que ela me tocava, logo eu tinha gozado.
Com a respiração ofegante, senti o Eli apertando minha calça de novo e, só alguns segundos depois, ouvi a voz do rapaz pedindo educadamente pra gente descer do brinquedo. Meio atordoada, olhei pro Eli, que com um olhar safado levou os dedos à boca — ação que me fez gemer baixinho.
Descemos e demos uma volta pela feira até que entramos na casa dos espelhos. Entramos com um grupo de pessoas, mas Eli pegou na minha mão, andava bem devagar, e assim as pessoas que tinham entrado com a gente se afastaram, até sumirem de vista.
Me pegando pela cintura, me levou até um espelho, eu fiquei de frente pra ele e ela colada nas minhas costas. As mãos dela acariciavam meu corpo com desejo, sem desviar o olhar do meu. As mãos passavam pelas minhas pernas, subindo até minha barriga, e subiam mais até pegar meus peitos, apertando eles enquanto mordia meu pescoço. Ela pressionava cada vez mais o corpo dela contra o meu, e uma das mãos foi descendo até minha buceta, me fazendo gemer alto. De repente, a Eli se afastou e, me pegando pela mão, me fez começar a andar. Eu nem tinha percebido que outro grupo de pessoas estava se aproximando da gente, e tivemos que sair da casa dos espelhos.
D: Vamos embora – falei assim que saímos da casa dos espelhos.
E: já quer ir embora? – disse um tanto triste
D: sim, quero você pelada na minha cama agora! – e assim, rapidinho, fomos pra nossa casa, e depois de tanto tempo desejando, finalmente tive a Elizabeth nua e na minha cama enquanto fazia amor com ela, sim, amor, pra mim não era só sexo, eu amava ela e ela me amava, só que ela ainda não tinha percebido.
DIA SEGUINTE (DOMINGO)
Acordava quase ao meio-dia, me encontrava sozinha na minha cama, a Eli não estava. Saí do quarto e encontrei ela na cozinha, terminando de fazer o café da manhã... ou será que devia dizer almoço?
E: dorminhoca – me cumprimentou com um beijo na bochecha, enquanto me servia a comida – ah, aqui está a sobremesa – disse colocando a caixinha de papeizinhos ao meu lado.
Peguei a caixa e tirei um papelzinho, li a letra que ia me tocar, dei um sorriso, rasguei e joguei o papel fora pra Eli não saber que letra tinha me tocado.
Mariangel
Essas semanas passaram meio rápidas pro meu gosto, a verdade é que uma parte de mim ficou feliz por ter tido aquele acidente, porque se um acidente me afastou da Luna, o outro me aproximou dela. Ainda não estávamos totalmente juntas, mas ela estava aqui, comigo, e as palavras dela... meu sorriso fica maior cada vez que lembro o que ela disse naquele dia no hospital.
Flashback
Depois de acordar e as visitas começarem, eu via os rostos delas e não conseguia evitar lembrar do meu primeiro acidente, só pensava "deus, de novo não". Mas eu só esperava que uma pessoa cruzasse aquela porta, e cada vez que via alguém entrando, desejava com toda força que fosse ela.
Espera e espera até que ela entra, pensei que vinha sozinha, mas não, ela entra junto com a Diana e mais uma outra mina.
D: oi – cumprimentei e na mesma hora fui dar um abraço nele, que respondi com toda a sinceridade do mundo – como você tá se sentindo?
M: agora melhor – falei enquanto olhava pra Luna, que desviou um pouco o olhar, mas isso não impediu que eu visse aquele sorrisinho adorável.
E: acho que não é o momento ideal pra conhecer alguém – disse a garota que estava do lado da Luna – me chamo Elizabeth, moro com a Diana – deu um sorriso pra Diana – você nos deu um baita susto, principalmente pra essa aqui – falou abraçando a Luna – tenta não brincar mais com facas – e dessa vez me deu um sorriso.
M: não se preocupa, não vou fazer de novo – falei, dessa vez dando um sorriso pra ela – e também não vou tomar mais de um ou dois copos
Nisso entrou uma enfermeira dizendo que o horário de visitas já ia acabar e perguntando pras minhas qual delas ia ficar comigo naquela noite.
L: Eu, eu vou ficar com ela.
M: cê não precisa fazer isso por obrigação, sabe disso, né?
L: dessa vez não vou deixar você passar por isso sozinha, tô aqui pra ficar
Fim do Flashback
Tem quatro palavras que são muito melhores do que dizer "Eu te amo", essas palavras são "Estou aqui pra ficar".

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