Continuamos com a história gostosa!
Aqui embaixo deixo a primeira parte pra vocês!
http://www.poringa.net/posts/relatos/3152930/Aprendiendo-sobre-el-amor.html
E aqui a segunda parte!
http://www.poringa.net/posts/relatos/3154026/Aprendiendo-sobre-el-amor-2.html
Agora chega de enrolação e vamos ao que interessa!!
E aí!!!
L: Me perdoa.. – Dizia quase chorando – eu quero muito. Mas não consigo, não consigo! – se agarrou em mim – tenha paciência, espera eu estar pronta – disse quase como uma súplica
M: não se preocupa, coração – falei abraçando ela ainda mais forte – vou esperar por você, a vida toda se for preciso.
Depois daquele dia, continuamos nos conhecendo, e cada vez que eu a conhecia mais, mais eu gostava dela. A voz dela é linda, a mais linda que já ouvi em toda a minha vida. Guardei até o menor detalhe, como quando ela levanta a sobrancelha quando a desafio em algo, quando desvia o olhar por ficar corada e inconscientemente morde o lábio, quando brinca com as mãos quando está nervosa. Tudo, eu gravei TUDO, cada mínimo detalhe dela.
Estava esperando o momento perfeito para a gente sair num encontro, e isso chegou depois de 2 semanas desde que começamos a nos conhecer melhor.
M: Te busco amanhã às 11h. – eu disse, estávamos no lugar onde ela me descobriu espiando ela, aquele virou nosso canto – leva algo confortável e uma jaqueta, meu bem.
L:você vai me dizer pra onde a gente vai– neguei com um sorriso nos lábios –Já te falei que não curto surpresas, porra.
M: Eu sei, meu coração, mas essa aqui você vai gostar – falei, beijando sua bochecha – prometo.
Ela se resignou a que eu dissesse para onde a levaria, eu contava as horas para levá-la ao encontro, ela está nervosa e ao mesmo tempo empolgada. Quando faltavam alguns minutos para as 11, eu já estava na frente da casa dela, desci da moto e ia tocar a campainha, quando ouço uns gritos.
L:Deixa eu ir!!– essa era a voz da Luna –SOCORROOO!!
Cara: Cala a boca, sua burra... – Dava pra ouvir objetos sendo jogados pela casa – Vem aqui ou vai ser pior. – Dava pra ouvir alguém caindo no chão.
L:caralho!!– grita, lua –mesmo que você tenha...parei de escuchar porque saiu um cachorro de um dos lados da casa, mas ele não fez nada, só me olhou e foi embora de novo, voltei a prestar atenção no que eles estavam dizendo-… você me dá nojo… ouviu NOJO!!!.
Cara: safada... Vou te dar um castigo bem merecido – o homem gritava com raiva – você não vai andar por dias, sua idiota.
Quando ouvi isso, fiquei alarmado. Bati na porta, toquei a campainha e ninguém saía, ainda dava pra ouvir as brigas…
M: LUNA!!! Abre, caralho! – gritei com todas as minhas forças, não me importava com os vizinhos, nem se chamassem a polícia, eu queria ver se ela estava bem.
Ouvi algo se quebrar, estava me assustando de verdade... Quando vejo a Luna surgir de um dos lados da casa, toda arrepiada, o cabelo dela estava meio bagunçado e ela tinha uma fina camada de suor... Eu ainda não tinha reagido até que ela me tirou dos meus pensamentos.
L:Vamos lá!!– Ele disse, me puxando pelo braço –anda logo, que ele pode chegar a qualquer momento.
Rapidamente subi na minha moto, ela se montou agarrada em mim, e antes mesmo de eu dar partida apareceu um homem mais velho, era grande, imagino que fosse o pai já que identifiquei alguns traços dela nele.
Cara: Luna, não vai não!! Ou você vai se arrepender..!! – disse o homem com um olhar assustador, parecia descontrolado, encarava Luna com raiva.
L:Arranca...– eu me chamo luna
E antes que a lua cheia nos pegasse, arranquei a toda velocidade. Parei 15 minutos depois, quando já estávamos longe da casa dela, desci da moto e fiz ela imitar minha ação.
M: você pode me explicar o que foi aquilo? – perguntei preocupada.
L:eu te falei pra não perguntar sobre meu passado– disse sem sequer olhar para mim –espera um minuto– disse, tirando o celular e se afastando um pouco de mim –Oi, Dona Trinidad... Sou a Luna, se eu não trouxer o Román de volta pra casa...eu olhava pra ela sem entender o que tava rolando– se eu for te procurar à noite, não se preocupe, e obrigado, prepare tudo que por volta das 9 eu estou aí.- ela desligou na minha cara.
M: Luna... Você pode me dizer o que está acontecendo? – Eu já estava muito impaciente, me sentia impotente sem saber como ajudá-la.
L…- suspirei, e agarrando minhas mãos ela disse-mari… vamos marcar esse encontro, né?– desde que saiu de casa não me olhava mais na cara– Eu... uff... Eu te conto quando terminar o encontro, ok? –então ela fez algo que me deixou atônita, foi ela quem procurou meus lábios e os roçou com os dela, para depois se afastar de novo de mim– Faz eu esquecer todos os meus problemas –isso foi um pedido? nossa, eu fiquei muito confusa.
M: E... eh, e... eu – não sabia o que dizer pra ela – va... Vamos... – falei, subindo de novo na moto.
Ela subiu alguns segundos depois de mim, me agarrou pela cintura e me beijou bem atrás da orelha. Essa ação me arrancou um suspiro e um tremor percorreu todo o meu corpo. Quando me recuperei, liguei a moto e partimos para o encontro.
A viagem até o local do encontro durou um pouco mais de 2 horas, chegamos em Cubiro, uma cidadezinha com um clima agradável, demos umas voltas pelo lugar, visitamos a igreja, comemos uns sorvetes, e depois levei ela para as lomas de Cubiro, lá demos uns passeios a cavalo, caminhamos um pouco, passamos um momento gostoso, mas essa não era a surpresa. Quando começou a escurecer, sugeri que a gente deitasse na grama e olhasse o céu.
O bom dessa cidade é que quando amanhece ou anoitece, o céu brinca com as cores, dá pra ver os crepúsculos mais lindos que já existiram. Dessa vez o céu estava pintado de um azul com roxo, com pequenas partes de laranja e amarelo, a vista estava espetacular. Mas mesmo com uma paisagem tão linda, eu me distraí vendo o sorriso maravilhoso da Luna, nunca me cansaria de olhar pra ela.
M: E aí, o que você achou de tudo até agora? – perguntei sem tirar os olhos de Luna.
L:tudo ficou muito gostoso...e me viro pra me ver– obrigada– estávamos ali deitadas as duas, nos olhando, eu alternava meu olhar entre os olhos e os lábios dela, mas não cheguei a beijá-la, esperava que ela tomasse a iniciativa, que fosse ela a decidir, ela inconscientemente mordeu o lábio, com esse simples gesto fez meus lábios ficarem secos, então umedeci meus lábios com a língua, vi que ela não parou de olhar para meus lábios enquanto fazia isso.
Eu tinha quase certeza que faltava só um pouquinho pra ele me beijar, então tomei a iniciativa e beijei o canto da boca dele. Ele me olhou meio frustrado e surpreso.
— Vamos — falei, me levantando e ajudando ele a se levantar. — Ainda tem uma surpresa.
Caminhamos até um lugar mais afastado, mais íntimo do que onde estávamos.
L:o..h MEU DEUS!!– disse surpresa, ela observava como ali havia uma mesa cercada de velas, tudo estava bem decorado (uma amiga me ajudou com tudo). Convidei-a para sentar enquanto pegava a comida de um carrinho e servia para nós, ela estava muito sorridente, parecia feliz, o que me deixava o dobro de feliz.
Quando terminamos o jantar, conversamos um pouco, até que chegou a hora da minha última surpresa do dia.
M: Luna... — falei nervosa — eh... eu tenho mais uma surpresa.
L:outra?.. Não, Mari, isso já é demais.
M: nem é o suficiente pra mostrar o que você me faz sentir... - ela corou - bom... eh, preciso que você coloque isso... - eu disse mostrando um lenço - é pra você não ver.
L… nossa…não entendia a expressão dela– não vou colocar isso, desculpa –ela me disse –se quiser eu tampo os olhos com as minhas mãos, não vou olhar, prometo
M: Tá bom – falei me levantando, ela imitou minha ação – fecha os olhos – ela fez com certa resistência, me aproximei dela e a beijei de novo no canto dos lábios, fiquei ao lado dela e a guiei alguns metros além de onde estávamos. – Espera aqui, não olha ainda – arrumei os últimos detalhes e fiquei na minha posição – finge que tá olhando pro chão – ela fez – agora abre os olhos.
A expressão dela, a cara dela, nunca vou esquecer, era uma mistura de surpresa, ilusão, felicidade... Adorei vê-la assim... Ela ainda não tinha saído do espanto, olhava para as velinhas onde estava escritoeu gosto de você, você me deixaria...e a palavra continuava com uma seta e apontava para mim. Eu tinha vários papeizinhos colados.
Luna se aproximou de mim bem devagar, eu esperei por ela com paciência, quando ela chegou perto, pegou o primeiro papelzinho visível... e nele estava escrito“..Te ensinar..”depois procuro outro que seguiu a frase do anterior“ a amar?”
Ela estava com lágrimas nos olhos, então, enxugando suas lágrimas, mostrei um papelzinho que estava na minha mão que dizia“procura no meu coração”ela viu onde meu coração estava, mas não viu os bilhetinhos, seu olhar era de confusão. Então peguei sua mão e levei até meu peito (nem preciso dizer que ele estava aceleradíssimo). Foi aí que ela percebeu que o bilhete estava debaixo da minha jaqueta. Ela afastou a jaqueta e viu vários papéis, pegou o primeiro que dizia“..Você quer..”depois pego o que vinha atrás“..Ser..”continuou com o outro“..Ai..”e eu pego o último“.. Namorada?”
Ela riu um pouco, estava chorando, eu não disse nada, só esperei a resposta dela.
Ele se aproximou de mim e me abraçou –mari, meu deus, isso é demais, você é demais– disse, enxugando as lágrimas –eu não te mereço, eu poderia te fazer muito dano, mari– disse, escondendo o rosto no meu pescoço –mas sou egoísta e não vou te deixar ir.
Então ele começou a acariciar meu pescoço com os lábios e o nariz, foi devagar, MUITO devagar, a única coisa que eu conseguia fazer era tremer com suas carícias. Ele subiu até minha orelha e sussurrou –sim, eu quero ser sua namorada– sem desgrudar os lábios da minha pele, ela chegou até meus lábios e os roçou com os dela, mas dessa vez finalmente deu o passo: prendeu meu lábio inferior entre os seus e puxou-o para ela, ao mesmo tempo que pressionava seus lábios contra os meus. Foi excitante, soltei um suspiro/gemido com o que ela fez.
Estava no mesmo céu, seus lábios tinham um sabor único, especial, estávamos nos beijando da forma mais linda, mais terna como nenhuma outra garota tinha me beijado antes. Com minha língua, contornei seus lábios pedindo permissão para entrar em sua boca, e ela quase imediatamente consentiu. Quando minha língua tocou a dela, escapou-se dela um gemido quase inaudível, aprofundamos um pouco mais o beijo. Em um momento, ela fez com minha língua o mesmo que eu fiz com seu lábio, foi inevitável não gemer novamente em seus lábios, aproximei-a mais de mim e nos beijamos até nos faltar o ar.
Ao nos separarmos, eu a observei, sua respiração estava irregular igual à minha, e seu rosto estava com uma cor vermelha adorável.
- Dois beijos assim e eu me apaixono por você - disse sem tirar os olhos dos dela.
Ela sorriu e me beijou de novo, desta vez enquanto a beijava, acariciei sua bochecha, seu cabelo, suas costas, e quando me afastei dela novamente, dei outro beijo fugaz que ela nem chegou a retribuir, beijei suas bochechas e me aproximei de seu ouvido e sussurrei - eu te adoro.
Ficamos um tempinho nos beijando, até que tivemos que voltar. Não a levei até a casa dela, ela me deu outro endereço que era um pouco longe da casa dela. Quando chegamos na casa, ela desceu rápido, eu a segui e, antes que ela chegasse na porta, a segurei e disse.
M: luna.. amor – quando eu disse amor ela me roubou um beijo – você poderia me dizer o que vai fazer…
L:vou buscar meu irmãozinho– eu olhei pra ela como querendo dizer que não era disso que eu tava falando– hmm...eu solto um suspiro– Vou ficar num hotel, não volto pra aquela casa e muito menos deixo meu irmãozinho com aquele animal.– ela me respondeu séria.
M: Não, amor, você tá muito enganada – ela me olhou confusa – você vai vir comigo pro meu apê, você dorme no meu quarto com o Román e eu durmo no sofá – ia protestar mas ele calou minha boca com um beijo – não tava te perguntando, você vai fazer, ok?
Luna me fulminou com o olhar e foi buscar o irmãozinho dela. Quando voltou, trouxe uma bolsa e o Román. Nós três subimos na moto (nós venezuelanos somos loucos, conseguimos ir até 7 pessoas na mesma moto). Ao chegar em casa, levei o Román pro meu quarto, porque ele tinha adormecido no caminho.
Depois de deitá-lo, fui conversar com a Luna.
M: amor... – Eu me enchi de coragem para perguntar – não quero te pressionar, eu sei que prometi não perguntar, mas é impossível pra mim – falei enquanto levava ela pra cozinha pra servir um copo de porra – algum dia você vai me contar o que aconteceu com você? – perguntei baixinho, como se falando assim doesse menos pra ela responder.
LOi.. Mari..-vi como ela brincava com as mãos, tava nervosa –Nossa... uff. Uma vez eu acabei engravidando...- abaixei o olhar para que ele não visse a tristeza que suas palavras me causavam –e.. eu perdi.. Eu perdi, meu bebê– ela me disse chorando– e foi culpa dele, aquele filho da puta... Ele me fez abortar na porrada...ela continuava chorando, eu a abracei para que ela visse que eu estava com elanão quero que faça o mesmo com o Roman– me abraço bem forte –e.. ele sempre me bate.. e.. e ele..-mas foi incapaz de continuar, não conseguia pronunciar uma palavra por causa do choro.
M: Já, meu amor... - disse consolando ela - Já... não vou deixar aquele espermatozoide malformado (hahaha) te tocar de novo - ela riu do jeito que falei, e essa era a ideia, fazer ela sorrir de novo. - Fica aqui o quanto quiser, não vou deixar você ir com o Román pra um hotel, tá?
Lamor…ela disse com seus olhinhos marejadosobrigada por ser do jeito que você é... T..e a..mo
Naquela noite Luna dormiu ao meu lado, no sofá-cama, enquanto Román dormia no meu quarto. No dia seguinte voltamos à casa da Sra. Trinidad para buscar outras bolsas. Ela tinha planejado fugir quando as coisas saíssem do controle. Por minha parte, procurei um advogado para lutar pela custódia de Román e que a dessem para Luna. Para isso, tínhamos que ter provas de que o pai de Luna não criava o filho da maneira correta.
Eu disse pra ela testemunhar que ele batia nela, mas ela não quis, falando que já tinha tentado antes mas não acreditavam nela, já que aquele desgraçado não deixava marcas que provassem agressão e/ou abuso.
Advogado: Senhorita, sem provas de que seu pai não está apto para cuidar do Román, nunca vamos conseguir ganhar um processo.
M: amor, você não lembra de nada que faça esse senhor perder a custódia do Román? Tráfico, drogas, nada?
L:….-Luna estava mergulhada nos pensamentos dela, não dizia nada e isso me preocupava.
Advogado: Desculpa, meninas, vou ter que me retirar, tenho uma reunião... - o advogado se despediu da gente e saiu o mais rápido possível.
M: amor, vamos encontrar um jeito de resolver isso, você vai ver que tudo vai dar certo.
L:toda vez que eu procuro ajuda, nunca acho– disse olhando para o chão –estou acostumada a perder o que eu quero.
M: não, gata, dessa vez a gente vai ganhar, eu prometo – levanta essa carinha – então sorria, amor, não quero você triste.
Já haviam se passado vários dias desde a reunião com o advogado. Luna e Román continuavam morando na minha casa, e a relação com a Luna só crescia. Ela tem um daqueles ares de inocência... que te envolve completamente. Viver ao lado dela nesses dias tem me feito tão feliz.
Algumas noites Luna tinha pesadillas, se levantava gritando ou chorando, então ela vinha para o sofá-cama tentar dormir comigo, eu sempre conseguia fazê-la pegar no sono de novo, embora houvesse vezes em que era difícil conseguir.
Román era o menino mais gostoso, lindo e fofo que eu já conheci, esse menino é um amor, ele nos fazia rir muito com suas travessuras.
Chegava em casa depois de passar a manhã e parte da tarde na universidade, Luna estava na cozinha preparando a comida, ela estava linda, estava cantarolando uma música enquanto dançava, não conseguia tirar os olhos do corpo dela, me aproximei em silêncio até onde ela estava, e a envolvi com meus braços, colocando minha cabeça no ombro dela depois de dar um beijo na bochecha.
M: oi amor..
L:Oi...disse, virando o rosto para me dar um beijo –como foi seu dia?
M: tava entediado porque você não tava do meu lado, amor – puxei ela mais pra perto de mim – O que você tá fazendo?
L:é surpresa...– Lambuzo um dos seus dedos com molho e levo até sua boca– mmmm..–Gemeu –tá uma delícia.
M: posso experimentar?? – ela sorriu para mim e novamente mergulhou os dedos, mas desta vez os direcionou para minha boca, aquele simples gesto fez minha pele toda arrepiar, ela estava me provocando e nós duas podíamos brincar assim, sem desviar o olhar dos olhos dela, levei os dedos dela à minha boca e os introduzi lentamente, saboreando tanto o gosto do molho quanto o sabor da pele dos seus dedos, fazia devagar, bem devagar, tomando meu tempo, às vezes passava minha língua, Luna não parava de olhar o que eu fazia, às vezes não conseguia evitar fechar os olhos, suas pupilas ficavam cada vez mais escuras, fui retirando seus dedos dos meus lábios – tá divino, me pergunto como estará o sabor…
Agarrei com meus dedos mais do molho e passei no pescoço dela, e depois lambi o molho do seu pescoço, não pude me controlar e dei uma mordida, deixando uma marca nela.
L:Ah... isso não vale, não.– ela pegou mais molho e passou no meu pescoço e imitou minha ação, ela mordeu meu pescoço com certa força, o que fez escapar um gemido da minha parte –agora estamos quites.Eu estava ficando excitado com o que estávamos fazendo.
Eu a encurralei contra a cozinha e a beijei, minhas mãos acariciavam seus lados e de vez em quando pegávamos mais molho para comer no corpo uma da outra, perto dos seios, no pescoço, nos dedos, na boca. Estava começando a tirar a camisa dela quando o Román apareceu.
R: mama… amm.. peito.. peito..ro.
A gente se arrumou um pouco a roupa, estávamos meio meladas de molho, soltamos uma risadinha nervosa, Luna preparou a mamadeira do Roman e foi colocá-lo pra dormir, enquanto eu tomava banho. Depois disso a gente nunca mais teve um encontro daqueles, acho que a Luna ficou com vergonha de falar do que aconteceu na cozinha.
Dias depois, o advogado se reuniu com a gente para dizer que o pai da Luna estava ameaçando processar a gente se não levássemos o Román de volta pra ele. A Luna tava muito puta, ela não queria deixar o Román sozinho com aquele cara, e eu também não queria que o Román fosse com ele.
L:NÃO!! Não vou permitir que o Román volte com aquele homem..!!
Advogado: Sinto muito, moça, mas ele é o pai da criança e quem tem a custódia, então ele pode processar por sequestro. Nos deram 10 dias para que Román volte para ele, senão vão entrar com a ação.
M: não tem como ele ficar mais tempo com a gente??
A: Não, senhora, ele não está disposto a negociar, quer o Román de volta, e vai conseguir a menos que a gente tenha algo contra ele.
Luna estava pensativa, ficou quieta um tempinho até que disse: acho que tenho algo contra ela– mas...o rosto dela mudou para um de irritação– teria que entrar naquela casa de novo.
M: não!! Não vou permitir que você chegue nem perto dessa casa, você tá maluca se acha que eu deixaria você ir.
L:nunca disse que ia ir..-disse irritada– só disse que ali estava o que eu precisava para fuder ele.
A: Se isso te coloca em risco, é melhor buscar outro jeito para você ficar com a guarda do Román – disse o advogado – Não estou disposto a te arriscar dessa forma.
Era sábado e eu acordei cedo para preparar o café da manhã da Luna e do Román... Tinha tudo pronto e estava indo para o quarto quando o Román aparece com os olhinhos marejados, estava quase chorando até que me viu.
M: Que foi, gostoso?? – perguntei, deixando a bandeja em uma mesinha.
R: mamãe... - disse com voz triste.
M; Luna está no quarto, vamos – peguei ele no colo e levei para o quarto, ao entrar percebi que ela não estava, deitei Román de novo na minha cama – espera um segundinho – disse a Román, procurei Luna no banheiro, na sala e nada, não a encontrava, estava ficando assustado e decidi ligar para ela, mas o telefone estava desligado. – Onde você está, Luna? – sussurrei para mim mesmo, liguei de novo e deixei vários áudios.
A Luna não apareceu a manhã toda, à tarde também não, à noite eu já não sabia mais o que fazer, estava desesperada para saber onde ela estava. Só bem tarde da noite é que ela voltou. Corri até onde ela estava, ela tinha a mesma expressão de dor que tinha antes de começarmos a namorar, aquela felicidade que ela tinha poucas horas atrás tinha sumido, e na real eu fiquei assustada, fiquei com medo de perguntar o que tinha acontecido.
Ela não me disse nada, nem olhou pra mim, evitou me tocar e até ficar perto de mim, pegou umas sacolas pretas e foi direto pro banheiro. Passaram mais de 30 minutos e eu estava com medo de que ela fizesse alguma loucura. Então abri a porta do banheiro e, pra minha surpresa, não estava trancada, abri devagar temendo com o que ia me deparar.
E o que vi me surpreendeu, Luna estava completamente nua sentada na banheira chorando, seu corpo estava todo vermelho, ela estava esfregando o corpo com sabão, tentando tirar uma sujeira que não existia nela.
Entrei de roupa e tudo na banheira com a Luna, e a abracei, não soube mais o que fazer, só a abracei. Ela correspondeu ao meu abraço por alguns segundos, mas depois me empurrou, saiu da banheira e sentou no chão do banheiro chorando.
L:não vem pra perto de mim– disse quando viu que ele ia abraçá-la de novo –não me toca, eu tô toda suja…disse, ainda tentando remover uma sujeira que não existia.
M: amor... tentei tocar nela mas ela me rejeitou, eu estava quase chorando.
LEu te avisei que ia te machucar...- ela me disse, chorando- você me disse que ele não faria isso de novo... Você prometeu!!!
M: eita, tava muito confusa - love, me conta o que tá rolando?
L:ele.. ele.. fez de novo..mal conseguia falar de tanto chorar– ele… m…e es…tuprou.
.
.
.
.
Aqui embaixo deixo a primeira parte pra vocês!
http://www.poringa.net/posts/relatos/3152930/Aprendiendo-sobre-el-amor.html
E aqui a segunda parte!
http://www.poringa.net/posts/relatos/3154026/Aprendiendo-sobre-el-amor-2.html
Agora chega de enrolação e vamos ao que interessa!!
E aí!!!
L: Me perdoa.. – Dizia quase chorando – eu quero muito. Mas não consigo, não consigo! – se agarrou em mim – tenha paciência, espera eu estar pronta – disse quase como uma súplica
M: não se preocupa, coração – falei abraçando ela ainda mais forte – vou esperar por você, a vida toda se for preciso.
Depois daquele dia, continuamos nos conhecendo, e cada vez que eu a conhecia mais, mais eu gostava dela. A voz dela é linda, a mais linda que já ouvi em toda a minha vida. Guardei até o menor detalhe, como quando ela levanta a sobrancelha quando a desafio em algo, quando desvia o olhar por ficar corada e inconscientemente morde o lábio, quando brinca com as mãos quando está nervosa. Tudo, eu gravei TUDO, cada mínimo detalhe dela.
Estava esperando o momento perfeito para a gente sair num encontro, e isso chegou depois de 2 semanas desde que começamos a nos conhecer melhor.
M: Te busco amanhã às 11h. – eu disse, estávamos no lugar onde ela me descobriu espiando ela, aquele virou nosso canto – leva algo confortável e uma jaqueta, meu bem.
L:você vai me dizer pra onde a gente vai– neguei com um sorriso nos lábios –Já te falei que não curto surpresas, porra.
M: Eu sei, meu coração, mas essa aqui você vai gostar – falei, beijando sua bochecha – prometo.
Ela se resignou a que eu dissesse para onde a levaria, eu contava as horas para levá-la ao encontro, ela está nervosa e ao mesmo tempo empolgada. Quando faltavam alguns minutos para as 11, eu já estava na frente da casa dela, desci da moto e ia tocar a campainha, quando ouço uns gritos.
L:Deixa eu ir!!– essa era a voz da Luna –SOCORROOO!!
Cara: Cala a boca, sua burra... – Dava pra ouvir objetos sendo jogados pela casa – Vem aqui ou vai ser pior. – Dava pra ouvir alguém caindo no chão.
L:caralho!!– grita, lua –mesmo que você tenha...parei de escuchar porque saiu um cachorro de um dos lados da casa, mas ele não fez nada, só me olhou e foi embora de novo, voltei a prestar atenção no que eles estavam dizendo-… você me dá nojo… ouviu NOJO!!!.
Cara: safada... Vou te dar um castigo bem merecido – o homem gritava com raiva – você não vai andar por dias, sua idiota.
Quando ouvi isso, fiquei alarmado. Bati na porta, toquei a campainha e ninguém saía, ainda dava pra ouvir as brigas…
M: LUNA!!! Abre, caralho! – gritei com todas as minhas forças, não me importava com os vizinhos, nem se chamassem a polícia, eu queria ver se ela estava bem.
Ouvi algo se quebrar, estava me assustando de verdade... Quando vejo a Luna surgir de um dos lados da casa, toda arrepiada, o cabelo dela estava meio bagunçado e ela tinha uma fina camada de suor... Eu ainda não tinha reagido até que ela me tirou dos meus pensamentos.
L:Vamos lá!!– Ele disse, me puxando pelo braço –anda logo, que ele pode chegar a qualquer momento.
Rapidamente subi na minha moto, ela se montou agarrada em mim, e antes mesmo de eu dar partida apareceu um homem mais velho, era grande, imagino que fosse o pai já que identifiquei alguns traços dela nele.
Cara: Luna, não vai não!! Ou você vai se arrepender..!! – disse o homem com um olhar assustador, parecia descontrolado, encarava Luna com raiva.
L:Arranca...– eu me chamo luna
E antes que a lua cheia nos pegasse, arranquei a toda velocidade. Parei 15 minutos depois, quando já estávamos longe da casa dela, desci da moto e fiz ela imitar minha ação.
M: você pode me explicar o que foi aquilo? – perguntei preocupada.
L:eu te falei pra não perguntar sobre meu passado– disse sem sequer olhar para mim –espera um minuto– disse, tirando o celular e se afastando um pouco de mim –Oi, Dona Trinidad... Sou a Luna, se eu não trouxer o Román de volta pra casa...eu olhava pra ela sem entender o que tava rolando– se eu for te procurar à noite, não se preocupe, e obrigado, prepare tudo que por volta das 9 eu estou aí.- ela desligou na minha cara.
M: Luna... Você pode me dizer o que está acontecendo? – Eu já estava muito impaciente, me sentia impotente sem saber como ajudá-la.
L…- suspirei, e agarrando minhas mãos ela disse-mari… vamos marcar esse encontro, né?– desde que saiu de casa não me olhava mais na cara– Eu... uff... Eu te conto quando terminar o encontro, ok? –então ela fez algo que me deixou atônita, foi ela quem procurou meus lábios e os roçou com os dela, para depois se afastar de novo de mim– Faz eu esquecer todos os meus problemas –isso foi um pedido? nossa, eu fiquei muito confusa.
M: E... eh, e... eu – não sabia o que dizer pra ela – va... Vamos... – falei, subindo de novo na moto.
Ela subiu alguns segundos depois de mim, me agarrou pela cintura e me beijou bem atrás da orelha. Essa ação me arrancou um suspiro e um tremor percorreu todo o meu corpo. Quando me recuperei, liguei a moto e partimos para o encontro.
A viagem até o local do encontro durou um pouco mais de 2 horas, chegamos em Cubiro, uma cidadezinha com um clima agradável, demos umas voltas pelo lugar, visitamos a igreja, comemos uns sorvetes, e depois levei ela para as lomas de Cubiro, lá demos uns passeios a cavalo, caminhamos um pouco, passamos um momento gostoso, mas essa não era a surpresa. Quando começou a escurecer, sugeri que a gente deitasse na grama e olhasse o céu.
O bom dessa cidade é que quando amanhece ou anoitece, o céu brinca com as cores, dá pra ver os crepúsculos mais lindos que já existiram. Dessa vez o céu estava pintado de um azul com roxo, com pequenas partes de laranja e amarelo, a vista estava espetacular. Mas mesmo com uma paisagem tão linda, eu me distraí vendo o sorriso maravilhoso da Luna, nunca me cansaria de olhar pra ela.
M: E aí, o que você achou de tudo até agora? – perguntei sem tirar os olhos de Luna.
L:tudo ficou muito gostoso...e me viro pra me ver– obrigada– estávamos ali deitadas as duas, nos olhando, eu alternava meu olhar entre os olhos e os lábios dela, mas não cheguei a beijá-la, esperava que ela tomasse a iniciativa, que fosse ela a decidir, ela inconscientemente mordeu o lábio, com esse simples gesto fez meus lábios ficarem secos, então umedeci meus lábios com a língua, vi que ela não parou de olhar para meus lábios enquanto fazia isso.
Eu tinha quase certeza que faltava só um pouquinho pra ele me beijar, então tomei a iniciativa e beijei o canto da boca dele. Ele me olhou meio frustrado e surpreso.
— Vamos — falei, me levantando e ajudando ele a se levantar. — Ainda tem uma surpresa.
Caminhamos até um lugar mais afastado, mais íntimo do que onde estávamos.
L:o..h MEU DEUS!!– disse surpresa, ela observava como ali havia uma mesa cercada de velas, tudo estava bem decorado (uma amiga me ajudou com tudo). Convidei-a para sentar enquanto pegava a comida de um carrinho e servia para nós, ela estava muito sorridente, parecia feliz, o que me deixava o dobro de feliz.
Quando terminamos o jantar, conversamos um pouco, até que chegou a hora da minha última surpresa do dia.
M: Luna... — falei nervosa — eh... eu tenho mais uma surpresa.
L:outra?.. Não, Mari, isso já é demais.
M: nem é o suficiente pra mostrar o que você me faz sentir... - ela corou - bom... eh, preciso que você coloque isso... - eu disse mostrando um lenço - é pra você não ver.
L… nossa…não entendia a expressão dela– não vou colocar isso, desculpa –ela me disse –se quiser eu tampo os olhos com as minhas mãos, não vou olhar, prometo
M: Tá bom – falei me levantando, ela imitou minha ação – fecha os olhos – ela fez com certa resistência, me aproximei dela e a beijei de novo no canto dos lábios, fiquei ao lado dela e a guiei alguns metros além de onde estávamos. – Espera aqui, não olha ainda – arrumei os últimos detalhes e fiquei na minha posição – finge que tá olhando pro chão – ela fez – agora abre os olhos.
A expressão dela, a cara dela, nunca vou esquecer, era uma mistura de surpresa, ilusão, felicidade... Adorei vê-la assim... Ela ainda não tinha saído do espanto, olhava para as velinhas onde estava escritoeu gosto de você, você me deixaria...e a palavra continuava com uma seta e apontava para mim. Eu tinha vários papeizinhos colados.
Luna se aproximou de mim bem devagar, eu esperei por ela com paciência, quando ela chegou perto, pegou o primeiro papelzinho visível... e nele estava escrito“..Te ensinar..”depois procuro outro que seguiu a frase do anterior“ a amar?”
Ela estava com lágrimas nos olhos, então, enxugando suas lágrimas, mostrei um papelzinho que estava na minha mão que dizia“procura no meu coração”ela viu onde meu coração estava, mas não viu os bilhetinhos, seu olhar era de confusão. Então peguei sua mão e levei até meu peito (nem preciso dizer que ele estava aceleradíssimo). Foi aí que ela percebeu que o bilhete estava debaixo da minha jaqueta. Ela afastou a jaqueta e viu vários papéis, pegou o primeiro que dizia“..Você quer..”depois pego o que vinha atrás“..Ser..”continuou com o outro“..Ai..”e eu pego o último“.. Namorada?”
Ela riu um pouco, estava chorando, eu não disse nada, só esperei a resposta dela.
Ele se aproximou de mim e me abraçou –mari, meu deus, isso é demais, você é demais– disse, enxugando as lágrimas –eu não te mereço, eu poderia te fazer muito dano, mari– disse, escondendo o rosto no meu pescoço –mas sou egoísta e não vou te deixar ir.
Então ele começou a acariciar meu pescoço com os lábios e o nariz, foi devagar, MUITO devagar, a única coisa que eu conseguia fazer era tremer com suas carícias. Ele subiu até minha orelha e sussurrou –sim, eu quero ser sua namorada– sem desgrudar os lábios da minha pele, ela chegou até meus lábios e os roçou com os dela, mas dessa vez finalmente deu o passo: prendeu meu lábio inferior entre os seus e puxou-o para ela, ao mesmo tempo que pressionava seus lábios contra os meus. Foi excitante, soltei um suspiro/gemido com o que ela fez.
Estava no mesmo céu, seus lábios tinham um sabor único, especial, estávamos nos beijando da forma mais linda, mais terna como nenhuma outra garota tinha me beijado antes. Com minha língua, contornei seus lábios pedindo permissão para entrar em sua boca, e ela quase imediatamente consentiu. Quando minha língua tocou a dela, escapou-se dela um gemido quase inaudível, aprofundamos um pouco mais o beijo. Em um momento, ela fez com minha língua o mesmo que eu fiz com seu lábio, foi inevitável não gemer novamente em seus lábios, aproximei-a mais de mim e nos beijamos até nos faltar o ar.
Ao nos separarmos, eu a observei, sua respiração estava irregular igual à minha, e seu rosto estava com uma cor vermelha adorável.
- Dois beijos assim e eu me apaixono por você - disse sem tirar os olhos dos dela.
Ela sorriu e me beijou de novo, desta vez enquanto a beijava, acariciei sua bochecha, seu cabelo, suas costas, e quando me afastei dela novamente, dei outro beijo fugaz que ela nem chegou a retribuir, beijei suas bochechas e me aproximei de seu ouvido e sussurrei - eu te adoro.
Ficamos um tempinho nos beijando, até que tivemos que voltar. Não a levei até a casa dela, ela me deu outro endereço que era um pouco longe da casa dela. Quando chegamos na casa, ela desceu rápido, eu a segui e, antes que ela chegasse na porta, a segurei e disse.
M: luna.. amor – quando eu disse amor ela me roubou um beijo – você poderia me dizer o que vai fazer…
L:vou buscar meu irmãozinho– eu olhei pra ela como querendo dizer que não era disso que eu tava falando– hmm...eu solto um suspiro– Vou ficar num hotel, não volto pra aquela casa e muito menos deixo meu irmãozinho com aquele animal.– ela me respondeu séria.
M: Não, amor, você tá muito enganada – ela me olhou confusa – você vai vir comigo pro meu apê, você dorme no meu quarto com o Román e eu durmo no sofá – ia protestar mas ele calou minha boca com um beijo – não tava te perguntando, você vai fazer, ok?
Luna me fulminou com o olhar e foi buscar o irmãozinho dela. Quando voltou, trouxe uma bolsa e o Román. Nós três subimos na moto (nós venezuelanos somos loucos, conseguimos ir até 7 pessoas na mesma moto). Ao chegar em casa, levei o Román pro meu quarto, porque ele tinha adormecido no caminho.
Depois de deitá-lo, fui conversar com a Luna.
M: amor... – Eu me enchi de coragem para perguntar – não quero te pressionar, eu sei que prometi não perguntar, mas é impossível pra mim – falei enquanto levava ela pra cozinha pra servir um copo de porra – algum dia você vai me contar o que aconteceu com você? – perguntei baixinho, como se falando assim doesse menos pra ela responder.
LOi.. Mari..-vi como ela brincava com as mãos, tava nervosa –Nossa... uff. Uma vez eu acabei engravidando...- abaixei o olhar para que ele não visse a tristeza que suas palavras me causavam –e.. eu perdi.. Eu perdi, meu bebê– ela me disse chorando– e foi culpa dele, aquele filho da puta... Ele me fez abortar na porrada...ela continuava chorando, eu a abracei para que ela visse que eu estava com elanão quero que faça o mesmo com o Roman– me abraço bem forte –e.. ele sempre me bate.. e.. e ele..-mas foi incapaz de continuar, não conseguia pronunciar uma palavra por causa do choro.
M: Já, meu amor... - disse consolando ela - Já... não vou deixar aquele espermatozoide malformado (hahaha) te tocar de novo - ela riu do jeito que falei, e essa era a ideia, fazer ela sorrir de novo. - Fica aqui o quanto quiser, não vou deixar você ir com o Román pra um hotel, tá?
Lamor…ela disse com seus olhinhos marejadosobrigada por ser do jeito que você é... T..e a..mo
Naquela noite Luna dormiu ao meu lado, no sofá-cama, enquanto Román dormia no meu quarto. No dia seguinte voltamos à casa da Sra. Trinidad para buscar outras bolsas. Ela tinha planejado fugir quando as coisas saíssem do controle. Por minha parte, procurei um advogado para lutar pela custódia de Román e que a dessem para Luna. Para isso, tínhamos que ter provas de que o pai de Luna não criava o filho da maneira correta.
Eu disse pra ela testemunhar que ele batia nela, mas ela não quis, falando que já tinha tentado antes mas não acreditavam nela, já que aquele desgraçado não deixava marcas que provassem agressão e/ou abuso.
Advogado: Senhorita, sem provas de que seu pai não está apto para cuidar do Román, nunca vamos conseguir ganhar um processo.
M: amor, você não lembra de nada que faça esse senhor perder a custódia do Román? Tráfico, drogas, nada?
L:….-Luna estava mergulhada nos pensamentos dela, não dizia nada e isso me preocupava.
Advogado: Desculpa, meninas, vou ter que me retirar, tenho uma reunião... - o advogado se despediu da gente e saiu o mais rápido possível.
M: amor, vamos encontrar um jeito de resolver isso, você vai ver que tudo vai dar certo.
L:toda vez que eu procuro ajuda, nunca acho– disse olhando para o chão –estou acostumada a perder o que eu quero.
M: não, gata, dessa vez a gente vai ganhar, eu prometo – levanta essa carinha – então sorria, amor, não quero você triste.
Já haviam se passado vários dias desde a reunião com o advogado. Luna e Román continuavam morando na minha casa, e a relação com a Luna só crescia. Ela tem um daqueles ares de inocência... que te envolve completamente. Viver ao lado dela nesses dias tem me feito tão feliz.
Algumas noites Luna tinha pesadillas, se levantava gritando ou chorando, então ela vinha para o sofá-cama tentar dormir comigo, eu sempre conseguia fazê-la pegar no sono de novo, embora houvesse vezes em que era difícil conseguir.
Román era o menino mais gostoso, lindo e fofo que eu já conheci, esse menino é um amor, ele nos fazia rir muito com suas travessuras.
Chegava em casa depois de passar a manhã e parte da tarde na universidade, Luna estava na cozinha preparando a comida, ela estava linda, estava cantarolando uma música enquanto dançava, não conseguia tirar os olhos do corpo dela, me aproximei em silêncio até onde ela estava, e a envolvi com meus braços, colocando minha cabeça no ombro dela depois de dar um beijo na bochecha.
M: oi amor..
L:Oi...disse, virando o rosto para me dar um beijo –como foi seu dia?
M: tava entediado porque você não tava do meu lado, amor – puxei ela mais pra perto de mim – O que você tá fazendo?
L:é surpresa...– Lambuzo um dos seus dedos com molho e levo até sua boca– mmmm..–Gemeu –tá uma delícia.
M: posso experimentar?? – ela sorriu para mim e novamente mergulhou os dedos, mas desta vez os direcionou para minha boca, aquele simples gesto fez minha pele toda arrepiar, ela estava me provocando e nós duas podíamos brincar assim, sem desviar o olhar dos olhos dela, levei os dedos dela à minha boca e os introduzi lentamente, saboreando tanto o gosto do molho quanto o sabor da pele dos seus dedos, fazia devagar, bem devagar, tomando meu tempo, às vezes passava minha língua, Luna não parava de olhar o que eu fazia, às vezes não conseguia evitar fechar os olhos, suas pupilas ficavam cada vez mais escuras, fui retirando seus dedos dos meus lábios – tá divino, me pergunto como estará o sabor…
Agarrei com meus dedos mais do molho e passei no pescoço dela, e depois lambi o molho do seu pescoço, não pude me controlar e dei uma mordida, deixando uma marca nela.
L:Ah... isso não vale, não.– ela pegou mais molho e passou no meu pescoço e imitou minha ação, ela mordeu meu pescoço com certa força, o que fez escapar um gemido da minha parte –agora estamos quites.Eu estava ficando excitado com o que estávamos fazendo.
Eu a encurralei contra a cozinha e a beijei, minhas mãos acariciavam seus lados e de vez em quando pegávamos mais molho para comer no corpo uma da outra, perto dos seios, no pescoço, nos dedos, na boca. Estava começando a tirar a camisa dela quando o Román apareceu.
R: mama… amm.. peito.. peito..ro.
A gente se arrumou um pouco a roupa, estávamos meio meladas de molho, soltamos uma risadinha nervosa, Luna preparou a mamadeira do Roman e foi colocá-lo pra dormir, enquanto eu tomava banho. Depois disso a gente nunca mais teve um encontro daqueles, acho que a Luna ficou com vergonha de falar do que aconteceu na cozinha.
Dias depois, o advogado se reuniu com a gente para dizer que o pai da Luna estava ameaçando processar a gente se não levássemos o Román de volta pra ele. A Luna tava muito puta, ela não queria deixar o Román sozinho com aquele cara, e eu também não queria que o Román fosse com ele.
L:NÃO!! Não vou permitir que o Román volte com aquele homem..!!
Advogado: Sinto muito, moça, mas ele é o pai da criança e quem tem a custódia, então ele pode processar por sequestro. Nos deram 10 dias para que Román volte para ele, senão vão entrar com a ação.
M: não tem como ele ficar mais tempo com a gente??
A: Não, senhora, ele não está disposto a negociar, quer o Román de volta, e vai conseguir a menos que a gente tenha algo contra ele.
Luna estava pensativa, ficou quieta um tempinho até que disse: acho que tenho algo contra ela– mas...o rosto dela mudou para um de irritação– teria que entrar naquela casa de novo.
M: não!! Não vou permitir que você chegue nem perto dessa casa, você tá maluca se acha que eu deixaria você ir.
L:nunca disse que ia ir..-disse irritada– só disse que ali estava o que eu precisava para fuder ele.
A: Se isso te coloca em risco, é melhor buscar outro jeito para você ficar com a guarda do Román – disse o advogado – Não estou disposto a te arriscar dessa forma.
Era sábado e eu acordei cedo para preparar o café da manhã da Luna e do Román... Tinha tudo pronto e estava indo para o quarto quando o Román aparece com os olhinhos marejados, estava quase chorando até que me viu.
M: Que foi, gostoso?? – perguntei, deixando a bandeja em uma mesinha.
R: mamãe... - disse com voz triste.
M; Luna está no quarto, vamos – peguei ele no colo e levei para o quarto, ao entrar percebi que ela não estava, deitei Román de novo na minha cama – espera um segundinho – disse a Román, procurei Luna no banheiro, na sala e nada, não a encontrava, estava ficando assustado e decidi ligar para ela, mas o telefone estava desligado. – Onde você está, Luna? – sussurrei para mim mesmo, liguei de novo e deixei vários áudios.
A Luna não apareceu a manhã toda, à tarde também não, à noite eu já não sabia mais o que fazer, estava desesperada para saber onde ela estava. Só bem tarde da noite é que ela voltou. Corri até onde ela estava, ela tinha a mesma expressão de dor que tinha antes de começarmos a namorar, aquela felicidade que ela tinha poucas horas atrás tinha sumido, e na real eu fiquei assustada, fiquei com medo de perguntar o que tinha acontecido.
Ela não me disse nada, nem olhou pra mim, evitou me tocar e até ficar perto de mim, pegou umas sacolas pretas e foi direto pro banheiro. Passaram mais de 30 minutos e eu estava com medo de que ela fizesse alguma loucura. Então abri a porta do banheiro e, pra minha surpresa, não estava trancada, abri devagar temendo com o que ia me deparar.
E o que vi me surpreendeu, Luna estava completamente nua sentada na banheira chorando, seu corpo estava todo vermelho, ela estava esfregando o corpo com sabão, tentando tirar uma sujeira que não existia nela.
Entrei de roupa e tudo na banheira com a Luna, e a abracei, não soube mais o que fazer, só a abracei. Ela correspondeu ao meu abraço por alguns segundos, mas depois me empurrou, saiu da banheira e sentou no chão do banheiro chorando.
L:não vem pra perto de mim– disse quando viu que ele ia abraçá-la de novo –não me toca, eu tô toda suja…disse, ainda tentando remover uma sujeira que não existia.
M: amor... tentei tocar nela mas ela me rejeitou, eu estava quase chorando.
LEu te avisei que ia te machucar...- ela me disse, chorando- você me disse que ele não faria isso de novo... Você prometeu!!!
M: eita, tava muito confusa - love, me conta o que tá rolando?
L:ele.. ele.. fez de novo..mal conseguia falar de tanto chorar– ele… m…e es…tuprou.
.
.
.
.
0 comentários - Aprendendo sobre o amor 3