Minhas experiências como acompanhante (XIV)

Eu tava na cama, de pernas juntas, e tinha acabado de mijar. Queria me mexer, mas alguma coisa me impedia. Fiquei revisando o que tinha rolado nas horas anteriores: tinha transado com um colega do ensino médio que não via há um tempo, tinha visto outra casal fazendo sexo oral na mesma casa — eu nem sabia que eles tinham um rolo — e, quando voltei pra minha casa, minha vizinha me comeu e mijou em cima de mim.

Levei uns quinze minutos pra voltar ao normal, olhando o sol entrando pela janela do meu quarto. O canto dos passarinhos e o trânsito de fim de semana. Levantei e ainda sentia minha virilha molhada, e, com as circunstâncias, não demorei a querer um banho. Fui até o banheiro e abri a água. Quando consegui uma temperatura agradável, entrei. Lavei o cabelo com shampoo e condicionador, tentando deixá-lo de novo num estado bom.

Peguei o sabonete e esfreguei o corpo, com mais vontade do que tava fazendo antes, principalmente da cintura pra baixo. Me certifiquei de tirar a maquiagem, porque ainda tinha resquícios, e era resistente à água. Depois do banho longo, saí, me cobri com uma toalha e me sequei com outra. Saí assim do banheiro e fui pra cozinha — tava com fome e precisava decidir o que ia comer.

Encontrei uma tortinha de legumes, peguei uma garrafa individual de cerveja e fui comer na sala. Me deitei no sofá, apoiando os pés na mesinha de centro. Tinha esquecido um abridor, então lembrei do jeito que meu pai me ensinou: peguei a garrafa e coloquei por baixo da borda da mesa, dei um tapinha seco na tampa e ela saiu na hora. Voltei pra minha posição e comi tranquila. Lembrei do que tinha rolado com minha amiga, então peguei o celular e mandei uma mensagem.

— Eu... Você me deixou sozinha hoje, me abandonou, haha — falei, não tava tão brava, mas queria saber o que tinha acontecido.

— É, verdade, me desculpa, não consegui te achar e precisei ir embora com urgência. Tive que... — encontrar com uma cliente importante e, se demorasse mais, podia chegar atrasada — ela me contou, notei sinceridade nas palavras dela.
— Tão importante assim? — perguntei.
— É uma diplomata espanhola, então sim, era importante kkk — ela disse — e, falando nisso, ela tem uma irmã, quer que eu faça o contato? Pagam muito bem.
— Sim, com certeza, marca já pra noite — falei na hora.
— Beleza, então, daqui a alguns minutos eu te ligo de novo — ela disse e a gente parou de se falar.
Continuei almoçando e, depois de terminar, fui aproveitando os últimos goles da cerveja. Tirei a toalha do cabelo e abri a toalha que estava enrolada no corpo, já estava bem seca, curti a brisa e me espreguicei. Tive a sorte de ter uma criação onde não se devia ter vergonha do próprio corpo, tinha que se orgulhar e não ter medo de mostrá-lo. Peguei minha cerveja e fui até a sacada, sentia prazer na vista e abusava disso. Como era fim de semana à tarde, não tinha muito movimento, só o ônibus de vez em quando, o táxi perdido e o transeunte solitário.
Ainda tava ansiosa pra buscar respostas, então me aproximei da sacada da minha vizinha e fiz "psiu", uma, duas e três vezes. Essa última foi a que pegou.
— Quer uma segunda rodada? — ela saiu do apartamento dela, vestindo um jogging preto, descalça com uma camiseta vermelha. Tava com o cabelo preso e um lápis na mão.
— Não, não — falei apressada — só queria te perguntar sobre uma coisa que aconteceu... — olhei pra ela.
— Tá falando do final, né? Não me surpreende, mas fica claro que fui leve com você, podia ter sido bem pior.
— Mas pera, isso você faz sempre? Por quê? — perguntei.
— É raro eu ter um encontro sexual com alguém e não fazer isso, me dá muito prazer. Uns anos atrás, um ex-namorado meu me apresentou essa parada e agora não consigo evitar — ela falou.
— Mas te excita? Mijar em outra pessoa? — não tava entendendo ela. —Sim, muito. É uma questão de dominação, em parte — me disse decidida.
—Ah, bom, tudo bem — olhei pra ela e sorri.
—Vou deixar você, tava fazendo uns esboços pra faculdade, ok? — disse e voltou pra dentro do apartamento dela.
Enquanto tomava o último gole da cerveja, fiquei pensando no que ela disse. Fiquei surpresa, mas aprendi a não julgar as pessoas. Pra ela, aquilo era o que gostava e tava tudo bem.
Passou um tempo e recebi outra mensagem da minha amiga.
—Ela vai te esperar nesse restaurante às dez da noite — me mandou o endereço, era perto do meu apartamento —. Se chama Helena, e vai estar com um vestido vinho. Te recomendo se vestir a altura, acho que não vai querer destoar. Se maquia bem e se perfuma.
Li a mensagem com atenção e agradeci. Fui direto pro meu quarto e abri o guarda-roupa, tinha que garantir que tinha roupa pra ocasião. Separei uns sapatos estilo Mary Jane com salto preto, junto com meias da mesma cor. Achei uma calça social justa cinza escuro, peguei um blazer azul marinho e uma camisa branca. Pra finalizar o look, escolhi um relógio fino branco, com a pulseira da mesma cor do resto. Se aquilo não fosse formal ou elegante, eu não sabia o que seria.
Faltavam várias horas pro encontro, então relaxei. Fiquei vendo TV, fazendo zapping. Nunca foi minha obsessão, mas já usei várias vezes pra passar o tempo. Passei por um canal onde comentavam sobre um festival de música eletrônica que ia rolar em breve. Falavam do local onde ia acontecer, um lugar grande, destino tradicional pra esse tipo de evento. Os ingressos iam ser muitos, ia ser um evento grandão mesmo. Também falavam dos artistas que iam estar presentes, alguns internacionais e outros nacionais. O evento parecia bem interessante, talvez depois eu desse uma olhada. Pelas entradas e fui. Fiquei lá, vendo a “caixa boba” como muitos chamavam, por várias horas. Quando me dei conta já era noite, começava a se aproximar o horário do encontro, então comecei a me preparar. Apesar de já ter tomado banho horas antes, queria estar impecável pra aquela mulher. Tomei um banho caprichado, sendo eficiente ao mesmo tempo que rápido. Me vesti com a roupa que tinha separado e preparei uma bolsinha pequena pra levar, me perfumei e saí do meu apartamento.

Ainda faltava um tempinho, mas preferi chegar bem no horário. Esperei um táxi na frente do prédio e suspirei, minutos depois já estava a caminho, não sabia o que esperar da mulher, tava na expectativa de como ela seria, e o que ia exigir de mim, dos meus serviços. Ao chegar no endereço indicado vi que era um restaurante chique, paguei o transporte e desci, antes de entrar tentei me ver no reflexo de uma das janelas, pra garantir que tava arrumada, depois entrei e comecei a procurar visualmente se conseguia vê-la entre as mesas, não conseguia avistar, quando um homem, vestido de terno muito elegante, com óculos escuros, se aproximou de mim, me pegou suavemente pelo braço e me olhou.

— Senhorita Sofia? — ele perguntou.
— Sim, sou eu, por quê?
— Me acompanhe por favor, ela está te esperando — disse.

Decidi confiar nesse homem e o segui, passamos por várias mesas, até a parte que parecia mais reservada do lugar. Nosso destino final foi uma mesa onde estava uma mulher com um vestido bordô, liguei os pontos rapidamente e minha cabeça concluiu que estava diante de Helena. Era uma mulher linda, voluptuosa, com atributos generosos. Tinha um cabelo castanho claro, preso num coque, sustentado por dois palitos chineses pretos, além disso tinha olhos azuis e uma pele que à vista parecia de seda. Na mesa estava servida uma paella de frutos do mar, na sua respectiva prataria no centro da mesa, tinham duas taças e um vinho branco.
Ela se levantou e ficamos de frente uma para a outra, o homem que tinha me acompanhado até ali foi embora e ficamos sozinhas. Ela estendeu a mão direita e me olhou, no dedo anelar usava um anel prateado, com uma pedra bonita, de opala preta. Ficamos trocando olhares, as duas paradas. Depois de um silêncio que durou só uns segundos, ela falou comigo.
— Beija meu anel — disse firme, com o sotaque aparecendo.
Peguei a mão dela com cuidado e fiz o que mandaram, depois soltei e levei a mão dela devagar para o lado do corpo. Quando olhei de novo, vi um sorrisinho escondido.
— Senta, pode beber e comer do que tem na mesa — ela mandou de novo. Ela sentou e eu fiz o mesmo, deixei a bolsa no encosto da cadeira e tomei um pouco do vinho do meu copo.
— Por que aquele homem me trouxe até aqui? — perguntei.
— É o Omar, parte da minha segurança, além do Xavier e do Alonso, se você olhar ao redor, os três estão perto de mim, de terno e com capacidade pra me proteger — ela disse.
— Ah, tá bem... — saber disso me intimidou um pouco. Peguei um garfinho e comi um pouco daquele prato grande pra relaxar — O que você tá pensando em fazer? Ou o que quer de mim?
— Vai saber na hora certa, pretendo ficar com você por um tempo indeterminado, pode ser pouco ou pode ser muito. Não quero ficar presa a um horário, entendeu? — ela falou.
— Hmm, não é como eu costumo trabalhar... Mas posso me adaptar — falei sincera.
Na hora, ela tirou da bolsa um envelope preto e me entregou. Olhei o conteúdo e eram várias notas de valor médio de moeda europeia. Fechei e guardei na minha própria bolsa, continuamos o jantar com uma conversa tranquila, sem assuntos muito importantes, por pelo menos uma hora, até que ela disse:
— Quero que você pegue sua bolsa, vá ao banheiro, tire a calcinha e tire uma foto no espelho, com a calça no joelho, mostrando que Você tirou a mesma, quando voltar pra mesa vai me entregar, entendeu? — Ela disse, o jeito dela era autoritário.
Sem me fazer esperar, peguei minha bolsa e fui pro banheiro feminino, entrei e, por sorte, por ser um restaurante chique, estava bem cuidado e não tinha ninguém. Entrei em um dos cubículos e tranquei a porta. Deixei minha bolsa de lado, tirei os sapatos, depois a calça, que dobrei em cima da tampa do vaso, e aí tirei a calcinha fio dental, tinha escolhido uma de renda preta com detalhes brancos. Guardei na minha bolsa e agora era questão da foto. Peguei meu celular e saí, devagar, me certificando de que ainda estava sozinha.

Por sorte, confirmei que continuava sozinha. Parei na frente do espelho grande que tinha, acima das pias no meio do lugar, peguei meu celular e abri a câmera, afastei um pouco as pernas e tirei algumas fotos. Meu corpo acelerou, respirei fundo e voltei pro cubículo. Me vesti de novo devagar e saí, me olhei no espelho pra ver se tava arrumada e voltei pra mesa em silêncio.

Procurei a calcinha fio dental e entreguei pra ela com o punho fechado, pelo lado da mesa. Ela pegou e, por cima da mesa, cheirou, apoiando no nariz e na boca. Foram duas ou três respiradas longas e depois guardou na própria bolsa dela.

— Me mostra a foto agora — ela disse, me olhando. Eu abri as imagens no celular e mostrei. Ela parecia satisfeita.

O jantar tinha terminado e ela pediu a conta. Quando chegou o resumo, deixou um cartão de crédito preto e a gente esperou o recibo.

— Agora vamos pra minha casa, vamos ficar sozinhas, então não se preocupa — ela me disse.

— Tá bom — eu olhei pra ela, fazendo entender que tava tudo bem. Minutos depois, o recibo chegou, ela assinou e a gente se levantou.

— Três passos atrás de mim — ela disse e começou a andar. Eu segui como foi indicado. Enquanto andava, notei que três homens de terno nos seguiam, mantendo distância. Lembrei que eram os seguranças da mulher.

Saímos. do restaurante e caminhamos pelo estacionamento, chegamos até uma caminhonete da marca BMW, modelo X5, preta com vidros escuros. Um dos homens que estavam nos seguindo tinha se adiantado, e agora abria a porta e a segurava para Helena. Ela entrou e eu esperei do lado de fora, na distância indicada, ela não podia me ver da abertura do veículo. O homem que segurava a porta me olhou estranhado pela minha atitude.
— Pode entrar — ouvi e entrei, bem devagar, e senti a porta se fechar atrás de mim.
Escolhi me sentar com as costas eretas e as mãos no colo, olhando para o chão da caminhonete. O homem que estava conosco subiu do lado do motorista e começamos a viagem.
— Quero que você tire a roupa. Agora — ela disse. Com o motorista ali e não estando sozinhas, fiquei um pouco tímida, mas fechei os olhos e obedeci. Enquanto fazia isso, vi de relance ela pegar uma bolsa de pano vermelha vazia e segurá-la nas mãos. Quando fiquei completamente nua, coloquei toda a minha roupa dentro, e ela pegou de um lugar que não pude ver um pequeno colar de couro, que tinha uma corrente curta de elos, prateada e bem brilhante.
— Você será minha puta pelo tempo que estivermos juntas, e vai se dirigir a mim me chamando de Ama, sim? — ela disse enquanto se aproximava e colocava o colar ao redor do meu pescoço. Eu assenti e a olhei — Você tem uns pezinhos duros, está excitada, sua cadela? — ela perguntou.
— Sim, minha Ama — respondi. Imediatamente ela os pegou com as duas mãos e apertou forte. Como não esperava por isso, gemi alto, não consegui me segurar. Segundos depois, ela soltou. Meu corpo manteve aquela sensação de pressão, e agora eles tinham ficado sensíveis, além de levemente eretos.
Ela me agarrou pela nuca, juntando meu cabelo num punhado nas costas e puxou devagar para baixo. Instintivamente, minha cabeça seguiu o mesmo caminho, fazendo com que meu pescoço ficasse exposto. Helena se aproximou e Lambeu ela toda, do começo ao fim. Antes de se separar, me deu uma mordidinha suave e depois voltou pro lugar dela. Quando me recompus, pude ver e sentir que a gente tava parando, já tinha chegado no destino. Vi que a gente tava num jardim, com uma fonte grande no centro e um monte de flores plantadas. Também vi um carro entrando no mesmo lugar atrás da gente, talvez o resto da segurança tivesse ali.

— Já podem ir, Omar, não vão precisar dos seus serviços pelo resto da noite — falou a mulher pro motorista. Com um "Sim, Senhora", o homem obedeceu e saiu do carro, apontou pro outro veículo e os outros fizeram o mesmo. Os três entraram no prédio por uma entrada meio longe e sumiram.

— Vamos pro meu quarto, entendeu?, e como você é uma putinha, vai de quatro — disse enquanto abria a porta da caminhonete do lado dela e saía, segurando uma ponta da corrente.

— Sim, senhora — falei, e saí devagar. Quando senti o chão, me ajoelhei.

Na hora, vi que o chão era de pedrinhas brancas. "Isso vai doer pra caralho" — pensei. Ela começou a andar, e eu tentei seguir o mais perto possível. Agora que ela tava no controle da corrente, não queria que por eu ser lenta ela puxasse ou algo assim. Meus joelhos, os peitos dos pés e as palmas das mãos já sentiam o castigo das pedras. Definitivamente, isso não foi feito pra andar assim.

Foram uns trinta passos da Helena até chegar no quarto dela. Tava iluminado por castiçais antigos e velas. Só tinha uma cama grande, com lençóis brancos e fronhas pretas. O chão era de madeira cor de cobre escuro, e tinha um baú enorme, que parecia ter saído de outro século, aos pés da cama. Era marrom noz, com tiras de um metal preto velho. Ela me fez andar até a armação. da cama, e amarro a corrente nela. Ela me olhou e disse:
—Você vai ficar aqui, quieta até eu voltar, entendeu? — falou me encarando.
—Sim, senhora — respondi, e me sentei sobre minhas pernas, com as mãos no colo.

Ela foi por um corredor que eu não sabia pra onde levava. Fechei os olhos e tentei relaxar e repensar a situação. Claramente, Helena era uma mulher que curtia o poder. Sabendo da vida que ela levava, não me surpreendia que se sentisse assim. Imaginei que a preocupação dela com os interesses dos outros tava no milésimo lugar, enquanto todos os outros lugares estavam ocupados só pelas próprias necessidades e interesses dela.

Um tempo depois — que eu não conseguia precisar, já que não tinha relógio à vista — ouvi uns passos se aproximando, parecia um calçado pesado. Os segundos passavam e aquele barulho ficava cada vez mais presente, mais perto. Quando finalmente Helena chegou de novo, ela tava vestida com botas de plataforma bem altas, o cabelo preso num rabo de cavalo, e tava pelada. Numa das mãos, ela segurava um chicote preto, com o cabo vermelho.

Ela chegou perto de mim de um jeito ameaçador, me pegou pelo pescoço, apertou e começou a bater de leve com o chicote nas minhas bochechas. Aí eu entendi que isso ia ser sério. Ela desamarrou minha coleira da estrutura da cama, tirou ela, deixando só o colar em mim. Me pegou pelo cabelo e me jogou na cama. Voei um pouco e caí no centro. Por sorte, o colchão era bem macio, então não me machuquei. Ela me agarrou pelos pés e puxou, me deixando mais perto da borda da cama, bem no alcance das mãos dela. Senti ela apalpar meu corpo com força, apertou os lábios da minha buceta sem nenhum cuidado e esticou eles. Eu já tinha parado de gemer, só gritava. Quatro de cada cinco gritos eram de dor, e só um de prazer. Ela agarrou meus mamilos e esticou eles pro teto. A cada segundo, eles ficavam mais duros. mais.
—Você é minha putinha? — ela me perguntava enquanto, ao soltar meus mamilos, arranhava meu abdômen. Não eram unhas de gata afiadas, mas ainda assim doíam um pouco.
—Sim, minha dona! Sim! — eu dizia, imersa no intenso castigo que meu corpo recebia.
Ela me deixou sozinha para eu recuperar o fôlego, e assim fiz, acariciando meu corpo devagar, tentando diminuir a intensidade das dores que sentia. Ela começou a andar ao redor da cama como uma leoa enjaulada. Eu podia ouvir cada passo no chão, por causa da sensibilidade do meu corpo e do peso das botas dela. Vi quando ela se sentou no baú e cruzou as pernas, ainda segurando o chicote na mão. Ao ver aquela cena, pensei que o melhor seria recuperar a compostura e pelo menos me sentar na cama. Fiz isso do mesmo jeito que antes, quando estava amarrada à estrutura da cama, só que agora estava em cima dela. Ela me olhou com aqueles olhos penetrantes e disse:
—Aos meus pés, putinha — falou sem desviar o olhar, enquanto mexia as botas para se acomodar. Tentei cumprir a ordem o mais rápido possível. Levantei da cama, fui até ela e me sentei no chão. O pé que estava elevado ficou bem na minha frente; eu podia ver o brilho da parte de cima da bota e a sola gasta embaixo.
—Acha que vão se lamber sozinhas? — ela disse.
—Não, minha dona — respondi e comecei a usar minha língua, tentando esticá-la o máximo possível para cobrir mais superfície. Tinha um gosto entre látex e plástico, pra ser sincera, nada agradável, mas mesmo assim continuei com a tarefa. Mantive minhas mãos para trás das costas, juntas e imóveis. De repente, senti uma mão acariciando levemente meu cabelo. Parei por um instante, mas segundos depois ouvi: — Não te mandei parar — o que me fez continuar. Umas cinco minutos se passaram, e minha língua começou a ficar dormente. pude sentir como a bota que eu tava lambendo descia até tocar o chão, e agora a outra bota ocupava o lugar dela, ela tinha cruzado as pernas e trocado as posições, sem ter percebido isso, agora eu tava lambendo a bota que tocava o chão, e sentia uma presença suave no meu cabelo, era a sola da bota que ela tinha em cima de mim.
Mudei de posição e agora lambia a nova bota, continuei assim e agora minha barriga começava a doer, era uma posição meio desconfortável. Ao sentir que tinha deixado o par de calçados em condições iguais, pude sentir um carinho no meu cabelo. Era de uma mão meio áspera.
— Já pode parar de lamber — me disse Helena. Assim eu fiz e olhei pra ela. Ela sorria me olhando nos olhos — você tá com sede, né? — me perguntou.
— Sim, minha ama — falei, sendo sincera, um pouco de água ou algo que refrescasse minha boca não cairia nada mal.
Foi aí que eu vi que do lado dela tinha uma garrafinha de água, não sabia de onde ela tinha tirado, mas tava ali. Ela pegou e eu me aproximei, oferecendo minha boca pra beber, fechei os olhos e esperei ela me dar de beber. Segundos depois fui recebida por água, por todo meu rosto e cabelo, abri os olhos e a Helena tava segurando a garrafa por cima da minha cabeça, tinha derramado tudo em cima de mim. Tava com a maior parte do cabelo molhado, meus ombros e pescoço. Uns fios de água continuavam descendo, passando pelos meus peitos até minha barriga, assim como molhavam minhas costas até a cintura.
— Melhorou? — ela perguntou.
— Sim, ama, obrigada — menti, tinha preferido beber direto na boca, embora tivesse sido um pouco refrescada pela água.
— Por hoje é só, em breve vou te chamar de novo pra marcar outro encontro, tá bem? — ela disse — fica aqui, em alguns minutos um dos meus seguranças vai trazer sua roupa e te levar até sua casa. Vou deixar meu número pra você anotar. Até logo. — terminou de falar e se levantou, sem se despedir foi até a porta e saiu.
Fiquei alguns segundos Imóvel, senti muita vergonha. Passei a mão no meu corpo e peguei a água que consegui, levando-a à boca. Levantei e fui me sentar na cama, estava agitada e fisicamente exausta. É possível que os castigos que recebi hoje me acompanhem por alguns dias. Suspirei e pulei quando ouvi uma batida na porta. Fui até lá e abri, tomando cuidado para ficar do lado de dentro da porta e assim esconder minha nudez.

— Senhorita, aqui estão suas roupas — disse um homem de terno, reconheci que era um dos três que estavam com Helena e comigo no restaurante. Ele me entregou a mesma bolsa onde ela tinha guardado as roupas quando estávamos na caminhonete ao chegar. Agradeci e fechei a porta. Arrumei as roupas na cama e estava tudo impecavelmente organizado e dobrado, além de ter um cartão de visita rosa, com o nome e o número de celular dela. Me vesti rapidamente e tentei arrumar meu cabelo, como estava molhado, foi um pouco mais fácil.

Quando terminei, saí devagar do quarto. O mesmo homem estava esperando do lado da porta. Ele me viu e perguntou:

— Pronta? — disse o homem, sendo direto nas palavras.

— Sim — respondi.

Ele apontou para um pequeno Mercedes-Benz prateado. Fomos até ele e, muito cavalheirescamente, ele me abriu a porta. Entrei e, minutos depois, estávamos a caminho de casa. Não houve conversa, era tudo silêncio, então decidi abrir uma janela para pelo menos ouvir os barulhos da cidade. Depois do longo trajeto, chegamos. Agradeci e desci. Entrei no prédio e peguei o elevador.

3 comentários - Minhas experiências como acompanhante (XIV)

No es mi onda la de hoy, no se si vas a juntar los puntos para seguir, igual te dejo 10
agradezco tu sinceridad, la verdad es que lo hice mas como una prueba para "evaluar" el gusto de mis lectores,los limites,argumentos y demas
Muy buen relato . Probar cosas nuevas siempre es exitante . Un estilo 50 sombras no puede fallar nos gustó
(que se interprete con el mejor humor) por favor no compares mi intento de relato con esa pila de porqueria jaja, mi abuela puede escribir algo mas erotico y bien escrito que 50 sombras
Tu relato nos gusto . Es algo distinto a lo que hacemos . Y 50 riene lo suyo . . Es cierto no es gran cosa . Por suerte el sexo y el herotismo es muy amplio y en algo nos identifica siempre . Saludos
Muy buen relato,uno de los mejorcito de que leo en mucho tiempo,muy bien redactado,detallista y muy caliente.... Prácticamente me sentí parte del relato.un 10