Às vezes, a gente pode passar anos sem viver de verdade, e de repente toda a nossa vida se concentra num único instante, e não tem mais volta.
Gustavo Gabriel.
Uma história comum de qualquer mulher
Moro num bairro da zona oeste, a só vinte e cinco quilômetros do Obelisco. Quando comprei o terreno com o Oscar, era uma área bem pouco povoada, com uns perrengues pra chegar no centro da capital federal.
Naquela época, o Oscar, meu parceiro de um clube social, e eu nos viramos numa vida modesta, com pouca grana os dois, já que nossos pais eram funcionários da ferrovia (antiga administração do Sarmiento).
Os anos foram passando, e com as trocas de prefeitos, a região foi melhorando até que um dia mudou de vez: quando construíram uma rodovia.
O Oscar, meu marido agora, quando a gente começou a namorar, era um estudante de veterinária. Eu sempre via ele saindo quando ia trabalhar cedo num armazém (como caixa), e via ele voltar de noite, quando eu já tava quase indo dormir.
Depois de quatro anos de namoro, a gente casou quando o Oscar já tinha um ano de formado.
Um dia, aquele anjo.
Eu tava terminando de limpar o chão da cozinha depois de ligar a máquina de lavar, quando, de repente, ela parou de funcionar. Em segundos, a cozinha inundou, com um cheiro de queimado.
Foi a gota d'água daquele mês, que em todo casamento acontece de vez em quando.
Quando me recomponho, liguei pra uma oficina de reparos que, na real, era um bando de ex-funcionários de empresas originais que começaram a consertar máquinas de lavar, geladeiras, micro-ondas, etc., por conta própria. Gente da região que tava começando um novo trampo: trabalhar de forma independente, já que muitos tinham ficado desempregados.
O funcionário chegou. Tempo que a empresa tinha me informado, assim como a gente tinha combinado, me mostrando o crachá da empresa, que batia com o que me ligaram meia hora antes pra avisar quem viria.
Na real, quando vi ele, não prestei muita atenção porque a princípio não achei nada demais, mas ele era muito educado, tinha uma altura normal e uma cara de pessoa de confiança.
Mandei ele entrar e ele disse que se chamava Enrique F., igual ao crachá.
Assim que tirou o anorak, deixou à mostra o corpo daquele homem.
Enquanto a gente ia comentando o problema, ele foi relaxando e até ria, e aí dava pra ver que o que eu tinha achado uma cara normal, quando ele sorria era bem atraente, especialmente a boca e os dentes brancos como, porra.
Apesar do uniforme, dava pra perceber que ele tinha um peito bem definido (sem exagerar na musculatura) e umas pernas que eram fortes. Ao mesmo tempo, disse ter trinta e dois anos.
— Olha, ali está a lavadora — apontei pra ele.
Acrescentando quase na hora: — Me desculpa, vou terminar minhas coisas, me chame se precisar de algo.
Depois de uma hora, ele me chamou:
— Senhora, por favor, pode vir.
Quando cheguei, vi o motor da lavadora e uma série de fios queimados, e a roupa dele e o chão cheios de fuligem bem preta.
— Queimou o motor, causando a queima da fiação.
No motor, acrescentando: — Vou ter que rebobinar e trocar os fios até a chave de partida e o térmico, que é uma plaquinha que também tá queimada. O custo do reparo são dois mil paus.
Uma quantia que realmente seria impossível pra mim, até meu marido chegar em quinze dias, e eles não aceitavam nem cheque nem cartão de crédito.
Depois de ouvir o custo, falei idiotamente:
— Moço, espera, vou te servir um café — ele aceitou de boa. Contei minha situação, que não tinha esse dinheiro até meu marido voltar, e perguntei se não tinha outra solução mais barata.
— Bem, senhora — ele disse depois de olhar de novo. O motor e anotar o número da plaqueta queimada me esclareceu:
"Senhora, o que vou fazer (por conta própria, sem avisar o dono com quem trabalho): me dá duzentos pilas e assina o recibo onde eu informo pra senhora que o serviço foi de ‘desentupimento do cano de descarga da máquina de lavar’ e o custo. Assina como aceito e entrego o recibo oficial do reparo.
Por isso e pelo tempo que gastei, justifica os duzentos pilas.
E amanhã (sábado), que não trabalho, à tarde venho trazer o motor já arrumado."
Depois de tomar o café que eu dei pra ele, me deu a grana e foi embora.
Perto da noite, minha cunhada ligou dizendo que em uma hora passaria pra levar meus dois filhos, se não me incomodasse, eles iam passar o fim de semana prolongado no sítio dela.
Quase na hora, liguei no celular pro meu marido contando o que tinha acontecido e o custo da máquina de lavar. Na resposta, ele me disse:
"Chego na quarta-feira, antes disso é impossível. Se não der pra arrumar até quarta, a gente resolve junto o drama." Comentei como a gente ia resolver e ele ficou feliz.
Naquela noite, sozinha em casa, quando fui me deitar, pela primeira vez em mais de dois meses me masturbei.
Meio que como uma descarga dos rolês que tinham acontecido, mas quando tava terminando, apareceu a cara daquele rapaz que tinha vindo naquela tarde.
Mal consegui dormir e repeti essa punheta mais duas vezes, e quando acabei pela terceira, peguei no sono.
Mas quando na janela, que eu tinha deixado aberta, surgiram os primeiros sopros de luz do novo dia, acordei. Era quase oito e meia de um dia cinza, prestes a chover.
Enrique ligou à uma e meia da tarde dizendo que lá pelas três chegaria com o motor e a fiação.
Uma tarde fria e chuvosa.
Ele tinha chegado com uma caixa de ferramentas enorme e um ajudante bem novinho.
Ao mesmo tempo, esse jovem ajudou ele a colocar o motor na máquina de lavar e perguntou se podia ir pra oficina pegar a fiação de outra máquina, pra entregar na segunda de manhã.
"Pode sim", ele disse. Quando terminar, fecha. Te vejo na segunda.
Deixo a caminhonete pra ele e tiro a bike de trás. Tchau, Enrique...
Tchau, ouvi ele dizer.
Lá pelas quatro da tarde, a tempestade ficou ainda mais forte. Eu estava deitada na cama.
— Senhora, por favor, venha — ouvi o Enrique me chamando.
— Por favor, a senhora pode colocar a roupa e o sabão? Assim vejo como funciona.
Aproveitei pra colocar a roupa dos meus filhos e o sabão que ele pediu. Ao mesmo tempo, o Enrique ligou a máquina de lavar, e com um barulho mágico e encantador, ela começou a pedir água. Em poucos minutos, já tava funcionando e lavando direitinho, como sempre.
— Bom, por via das dúvidas, vou ficar até ver como escoa a água e termina o ciclo...
Aproveitei aquele momento pra oferecer um café pra ele, com um pedaço de bolo que tinha comprado na casa da Angélica, que fazia tudo caseiro de manhã.
Sentamos na mesa da cozinha, cada um numa ponta.
Não sei o que realmente me influenciou: o silêncio de um olhar longo que ele me deu, a chuva que começou a cair ainda mais forte, o silêncio de duas pessoas que escondiam seus desejos mais íntimos...
Fiquei olhando pra ele em silêncio, enquanto a chuva daquela tarde se ouvia cada vez mais forte.
De repente, ele se levantou da mesa, me olhando nos olhos (eu continuei parada na mesa), talvez desejando que ele começasse as coisas que eu magicamente queria.
Se aproximando de mim e me tocando, senti o desejo dele.
Ele me beijou longamente e com muita doçura.
Eu devia me surpreender, não conseguir me soltar dele. Era eu, uma mulher casada.
E nunca tinha traído meu marido.
Mas naquele instante, senti os lábios dele, e foi aí que peguei uma das mãos dele e apertei, desejando ele.
A língua dele, agora com meu sinal, começou um caminho mágico que minha língua permitiu percorrer minha boca.
E ao mesmo tempo, eu fiz o mesmo com minha língua, na boca dele.
Aos poucos, ele foi me apertando com força.
E eu respondi com ainda mais força...
De repente, peguei a mão dele e, mecanicamente, o levei pro meu quarto. que desde a manhã tinha arrumado direitinho, tinha comprado uma caixa de camisinha na farmácia a duas quadras de casa...
Deixei na minha mesa de cabeceira, bem debaixo do meu abajur aceso...
...talvez o destino tenha permitido que naquela tarde, com sua chuva e o quanto eu estava gostosa em casa sozinha, meus filhos ausentes, meu marido trabalhando a muitos quilômetros de casa e aquele homem que soube me deixar muito molhada com seus beijos apaixonados e suas carícias por todo o meu corpo, agora me fizesse o amor, que era o que eu mais desejava agora—
Não começamos a nos despir, em silêncio e devagar...
Eu não sentia vergonha dele ver meu corpo, pelo contrário, via que ele gostava e isso me dava mais tesão no que estava fazendo.
Vi ele se despir, também devagar.
Ele estava me fazendo viver um momento maravilhoso de prazer, com certeza ia ser ainda mais incrível quando ele enfiasse em mim.
Me despi completamente, me deitei na cama e o observei com calma...
Fazia tempo que não via um homem mais novo que eu pelado, antes a gente tinha um canal na TV que quando meu marido viajava eu assistia, mas o Enrique era um homem jovem maravilhoso, um corpo que combinava com a altura dele, uns peitinhos pouco marcados, uma barriga lisa e um pau...
Ali, aquele pau me chamou a atenção, o tamanho do pau dele, era uma coisa grossa e grande, mesmo quando não estava totalmente duro, mas comparado com o do meu marido era enorme.
Foi aí que minha buceta, naquele momento e ao ver aquilo, começou a ficar molhada, sim, se ele soubesse fazer direito, ia me levar ao paraíso, mas se não soubesse me esquentar, ia doer, era hora de esperar como ele ia me comer...
E dele eu ouvi:
— Amor, este dia será o começo da nossa paixão.
— Sim, querido, vai ser assim...
Ele se deitou na cama bem junto de mim, começando um jogo de carícias agora sim mais intensas do que no começo, nos beijamos longamente, enquanto nossas mãos percorriam nossos corpos nus, bem devagarzinho.
Recebi carícias conhecidas e algumas outras desconhecidas para mim (nunca (as recebi assim do meu marido).
Com meu marido tudo era mais normal, quase como nos livros de boas maneiras, ele cumpria.
Mas agora com esse homem jovem, me senti outra mulher, me entregando inteira a tudo que ele pedisse.
Quando ele levou a língua na minha buceta e brincou com meu clitóris, achei que ia voar de prazer...
E ele apertou a cabeça contra minha barriga, e eu pedi pela primeira vez, falei amor
Mete mais fundo essa língua, assim sim... mais... mais... mais, terminei quase exigindo aos gritos.
Então ele foi chupando meu clitóris de um jeito que meu marido nunca tinha feito, era a primeira vez que eu entregava ao Enrique os sabores da minha intimidade, e só de pensar nisso comecei a explodir (em espasmos violentos que terminavam com uma expressão intensa de prazer no meu corpo, recomeçando na hora) nunca no meu casamento tinha acontecido, sentia meu corpo tremer como nunca, jorrando das minhas entranhas o líquido que ele recolhia com a língua.
Me senti feliz, assim brincamos um tempo antes de sentir o pau dele brincando na entrada da minha buceta.
Ali naquele momento, senti meus lábios da buceta conhecendo um pau diferente, mais grosso do que aquele que me desvirginou, se ajustando magicamente ao tamanho da cabeça dele que estava entrando em mim...
Aos poucos foi enfiando, eu apertava minhas mãos nas costas dele e fechava os olhos, doía, mas meus sucos davam passagem pra ele conseguir meter em mim.
E assim ele fez, tinha ele dentro de mim, tinha chegado até o fundo, mas não aguentava, dizendo ao Enrique
Amor... espera eu me acostumar com teu pau na minha buceta, amor...
É muito maior que o do meu marido...
Mas (ao mesmo tempo) completei:
Você me esquentou como ninguém nunca fez, sou sua putinha, amor, sua putinha pra sempre, me chama no dia que quiser e começa a me foder, amor
Adicionando docemente, amor, assim, me mama, que você tá me rasgando toda, Enrique, meu amor, sou sua putinha, come ela, rasga ela Toda love......
Nunca imaginei que diria algo assim pra um homem que não fosse meu marido, mas também nunca soube o que é ter outra rola dentro de mim que não fosse a do meu marido.
Ele saiu de casa domingo às três da tarde.
Arrumei minha casa, lavei os lençóis que, ironicamente, a máquina de lavar já tinha cuidado.
Naquela noite, fui dormir bem cedo, quando meus filhos chegaram...
Epílogo:
Passaram-se meses e anos.
A relação de esposa e amante durou quase três anos, e ela conheceu muitos hotéis e motéis na capital e no interior, além de inventar um monte de mentiras pros filhos dela.
Mas um dia ela engravidou do amante.
Em algum lugar do interior, ela fez um aborto escondido do marido, pagando do próprio bolso, e assim acabou naquele momento e para sempre a relação entre os dois amantes...
Ggc
Almagro,
Buenos Aires, Argentina
Gustavo Gabriel.
Uma história comum de qualquer mulher
Moro num bairro da zona oeste, a só vinte e cinco quilômetros do Obelisco. Quando comprei o terreno com o Oscar, era uma área bem pouco povoada, com uns perrengues pra chegar no centro da capital federal.
Naquela época, o Oscar, meu parceiro de um clube social, e eu nos viramos numa vida modesta, com pouca grana os dois, já que nossos pais eram funcionários da ferrovia (antiga administração do Sarmiento).
Os anos foram passando, e com as trocas de prefeitos, a região foi melhorando até que um dia mudou de vez: quando construíram uma rodovia.
O Oscar, meu marido agora, quando a gente começou a namorar, era um estudante de veterinária. Eu sempre via ele saindo quando ia trabalhar cedo num armazém (como caixa), e via ele voltar de noite, quando eu já tava quase indo dormir.
Depois de quatro anos de namoro, a gente casou quando o Oscar já tinha um ano de formado.
Um dia, aquele anjo.
Eu tava terminando de limpar o chão da cozinha depois de ligar a máquina de lavar, quando, de repente, ela parou de funcionar. Em segundos, a cozinha inundou, com um cheiro de queimado.
Foi a gota d'água daquele mês, que em todo casamento acontece de vez em quando.
Quando me recomponho, liguei pra uma oficina de reparos que, na real, era um bando de ex-funcionários de empresas originais que começaram a consertar máquinas de lavar, geladeiras, micro-ondas, etc., por conta própria. Gente da região que tava começando um novo trampo: trabalhar de forma independente, já que muitos tinham ficado desempregados.
O funcionário chegou. Tempo que a empresa tinha me informado, assim como a gente tinha combinado, me mostrando o crachá da empresa, que batia com o que me ligaram meia hora antes pra avisar quem viria.
Na real, quando vi ele, não prestei muita atenção porque a princípio não achei nada demais, mas ele era muito educado, tinha uma altura normal e uma cara de pessoa de confiança.
Mandei ele entrar e ele disse que se chamava Enrique F., igual ao crachá.
Assim que tirou o anorak, deixou à mostra o corpo daquele homem.
Enquanto a gente ia comentando o problema, ele foi relaxando e até ria, e aí dava pra ver que o que eu tinha achado uma cara normal, quando ele sorria era bem atraente, especialmente a boca e os dentes brancos como, porra.
Apesar do uniforme, dava pra perceber que ele tinha um peito bem definido (sem exagerar na musculatura) e umas pernas que eram fortes. Ao mesmo tempo, disse ter trinta e dois anos.
— Olha, ali está a lavadora — apontei pra ele.
Acrescentando quase na hora: — Me desculpa, vou terminar minhas coisas, me chame se precisar de algo.
Depois de uma hora, ele me chamou:
— Senhora, por favor, pode vir.
Quando cheguei, vi o motor da lavadora e uma série de fios queimados, e a roupa dele e o chão cheios de fuligem bem preta.
— Queimou o motor, causando a queima da fiação.
No motor, acrescentando: — Vou ter que rebobinar e trocar os fios até a chave de partida e o térmico, que é uma plaquinha que também tá queimada. O custo do reparo são dois mil paus.
Uma quantia que realmente seria impossível pra mim, até meu marido chegar em quinze dias, e eles não aceitavam nem cheque nem cartão de crédito.
Depois de ouvir o custo, falei idiotamente:
— Moço, espera, vou te servir um café — ele aceitou de boa. Contei minha situação, que não tinha esse dinheiro até meu marido voltar, e perguntei se não tinha outra solução mais barata.
— Bem, senhora — ele disse depois de olhar de novo. O motor e anotar o número da plaqueta queimada me esclareceu:
"Senhora, o que vou fazer (por conta própria, sem avisar o dono com quem trabalho): me dá duzentos pilas e assina o recibo onde eu informo pra senhora que o serviço foi de ‘desentupimento do cano de descarga da máquina de lavar’ e o custo. Assina como aceito e entrego o recibo oficial do reparo.
Por isso e pelo tempo que gastei, justifica os duzentos pilas.
E amanhã (sábado), que não trabalho, à tarde venho trazer o motor já arrumado."
Depois de tomar o café que eu dei pra ele, me deu a grana e foi embora.
Perto da noite, minha cunhada ligou dizendo que em uma hora passaria pra levar meus dois filhos, se não me incomodasse, eles iam passar o fim de semana prolongado no sítio dela.
Quase na hora, liguei no celular pro meu marido contando o que tinha acontecido e o custo da máquina de lavar. Na resposta, ele me disse:
"Chego na quarta-feira, antes disso é impossível. Se não der pra arrumar até quarta, a gente resolve junto o drama." Comentei como a gente ia resolver e ele ficou feliz.
Naquela noite, sozinha em casa, quando fui me deitar, pela primeira vez em mais de dois meses me masturbei.
Meio que como uma descarga dos rolês que tinham acontecido, mas quando tava terminando, apareceu a cara daquele rapaz que tinha vindo naquela tarde.
Mal consegui dormir e repeti essa punheta mais duas vezes, e quando acabei pela terceira, peguei no sono.
Mas quando na janela, que eu tinha deixado aberta, surgiram os primeiros sopros de luz do novo dia, acordei. Era quase oito e meia de um dia cinza, prestes a chover.
Enrique ligou à uma e meia da tarde dizendo que lá pelas três chegaria com o motor e a fiação.
Uma tarde fria e chuvosa.
Ele tinha chegado com uma caixa de ferramentas enorme e um ajudante bem novinho.
Ao mesmo tempo, esse jovem ajudou ele a colocar o motor na máquina de lavar e perguntou se podia ir pra oficina pegar a fiação de outra máquina, pra entregar na segunda de manhã.
"Pode sim", ele disse. Quando terminar, fecha. Te vejo na segunda.
Deixo a caminhonete pra ele e tiro a bike de trás. Tchau, Enrique...
Tchau, ouvi ele dizer.
Lá pelas quatro da tarde, a tempestade ficou ainda mais forte. Eu estava deitada na cama.
— Senhora, por favor, venha — ouvi o Enrique me chamando.
— Por favor, a senhora pode colocar a roupa e o sabão? Assim vejo como funciona.
Aproveitei pra colocar a roupa dos meus filhos e o sabão que ele pediu. Ao mesmo tempo, o Enrique ligou a máquina de lavar, e com um barulho mágico e encantador, ela começou a pedir água. Em poucos minutos, já tava funcionando e lavando direitinho, como sempre.
— Bom, por via das dúvidas, vou ficar até ver como escoa a água e termina o ciclo...
Aproveitei aquele momento pra oferecer um café pra ele, com um pedaço de bolo que tinha comprado na casa da Angélica, que fazia tudo caseiro de manhã.
Sentamos na mesa da cozinha, cada um numa ponta.
Não sei o que realmente me influenciou: o silêncio de um olhar longo que ele me deu, a chuva que começou a cair ainda mais forte, o silêncio de duas pessoas que escondiam seus desejos mais íntimos...
Fiquei olhando pra ele em silêncio, enquanto a chuva daquela tarde se ouvia cada vez mais forte.
De repente, ele se levantou da mesa, me olhando nos olhos (eu continuei parada na mesa), talvez desejando que ele começasse as coisas que eu magicamente queria.
Se aproximando de mim e me tocando, senti o desejo dele.
Ele me beijou longamente e com muita doçura.
Eu devia me surpreender, não conseguir me soltar dele. Era eu, uma mulher casada.
E nunca tinha traído meu marido.
Mas naquele instante, senti os lábios dele, e foi aí que peguei uma das mãos dele e apertei, desejando ele.
A língua dele, agora com meu sinal, começou um caminho mágico que minha língua permitiu percorrer minha boca.
E ao mesmo tempo, eu fiz o mesmo com minha língua, na boca dele.
Aos poucos, ele foi me apertando com força.
E eu respondi com ainda mais força...
De repente, peguei a mão dele e, mecanicamente, o levei pro meu quarto. que desde a manhã tinha arrumado direitinho, tinha comprado uma caixa de camisinha na farmácia a duas quadras de casa...
Deixei na minha mesa de cabeceira, bem debaixo do meu abajur aceso...
...talvez o destino tenha permitido que naquela tarde, com sua chuva e o quanto eu estava gostosa em casa sozinha, meus filhos ausentes, meu marido trabalhando a muitos quilômetros de casa e aquele homem que soube me deixar muito molhada com seus beijos apaixonados e suas carícias por todo o meu corpo, agora me fizesse o amor, que era o que eu mais desejava agora—
Não começamos a nos despir, em silêncio e devagar...
Eu não sentia vergonha dele ver meu corpo, pelo contrário, via que ele gostava e isso me dava mais tesão no que estava fazendo.
Vi ele se despir, também devagar.
Ele estava me fazendo viver um momento maravilhoso de prazer, com certeza ia ser ainda mais incrível quando ele enfiasse em mim.
Me despi completamente, me deitei na cama e o observei com calma...
Fazia tempo que não via um homem mais novo que eu pelado, antes a gente tinha um canal na TV que quando meu marido viajava eu assistia, mas o Enrique era um homem jovem maravilhoso, um corpo que combinava com a altura dele, uns peitinhos pouco marcados, uma barriga lisa e um pau...
Ali, aquele pau me chamou a atenção, o tamanho do pau dele, era uma coisa grossa e grande, mesmo quando não estava totalmente duro, mas comparado com o do meu marido era enorme.
Foi aí que minha buceta, naquele momento e ao ver aquilo, começou a ficar molhada, sim, se ele soubesse fazer direito, ia me levar ao paraíso, mas se não soubesse me esquentar, ia doer, era hora de esperar como ele ia me comer...
E dele eu ouvi:
— Amor, este dia será o começo da nossa paixão.
— Sim, querido, vai ser assim...
Ele se deitou na cama bem junto de mim, começando um jogo de carícias agora sim mais intensas do que no começo, nos beijamos longamente, enquanto nossas mãos percorriam nossos corpos nus, bem devagarzinho.
Recebi carícias conhecidas e algumas outras desconhecidas para mim (nunca (as recebi assim do meu marido).
Com meu marido tudo era mais normal, quase como nos livros de boas maneiras, ele cumpria.
Mas agora com esse homem jovem, me senti outra mulher, me entregando inteira a tudo que ele pedisse.
Quando ele levou a língua na minha buceta e brincou com meu clitóris, achei que ia voar de prazer...
E ele apertou a cabeça contra minha barriga, e eu pedi pela primeira vez, falei amor
Mete mais fundo essa língua, assim sim... mais... mais... mais, terminei quase exigindo aos gritos.
Então ele foi chupando meu clitóris de um jeito que meu marido nunca tinha feito, era a primeira vez que eu entregava ao Enrique os sabores da minha intimidade, e só de pensar nisso comecei a explodir (em espasmos violentos que terminavam com uma expressão intensa de prazer no meu corpo, recomeçando na hora) nunca no meu casamento tinha acontecido, sentia meu corpo tremer como nunca, jorrando das minhas entranhas o líquido que ele recolhia com a língua.
Me senti feliz, assim brincamos um tempo antes de sentir o pau dele brincando na entrada da minha buceta.
Ali naquele momento, senti meus lábios da buceta conhecendo um pau diferente, mais grosso do que aquele que me desvirginou, se ajustando magicamente ao tamanho da cabeça dele que estava entrando em mim...
Aos poucos foi enfiando, eu apertava minhas mãos nas costas dele e fechava os olhos, doía, mas meus sucos davam passagem pra ele conseguir meter em mim.
E assim ele fez, tinha ele dentro de mim, tinha chegado até o fundo, mas não aguentava, dizendo ao Enrique
Amor... espera eu me acostumar com teu pau na minha buceta, amor...
É muito maior que o do meu marido...
Mas (ao mesmo tempo) completei:
Você me esquentou como ninguém nunca fez, sou sua putinha, amor, sua putinha pra sempre, me chama no dia que quiser e começa a me foder, amor
Adicionando docemente, amor, assim, me mama, que você tá me rasgando toda, Enrique, meu amor, sou sua putinha, come ela, rasga ela Toda love......
Nunca imaginei que diria algo assim pra um homem que não fosse meu marido, mas também nunca soube o que é ter outra rola dentro de mim que não fosse a do meu marido.
Ele saiu de casa domingo às três da tarde.
Arrumei minha casa, lavei os lençóis que, ironicamente, a máquina de lavar já tinha cuidado.
Naquela noite, fui dormir bem cedo, quando meus filhos chegaram...
Epílogo:
Passaram-se meses e anos.
A relação de esposa e amante durou quase três anos, e ela conheceu muitos hotéis e motéis na capital e no interior, além de inventar um monte de mentiras pros filhos dela.
Mas um dia ela engravidou do amante.
Em algum lugar do interior, ela fez um aborto escondido do marido, pagando do próprio bolso, e assim acabou naquele momento e para sempre a relação entre os dois amantes...
Ggc
Almagro,
Buenos Aires, Argentina
1 comentários - La señora del lavarropa