Um Casamento Perfeito (Final)

Minha esposa quer que eu conte agora o que fazemos na temporada de verão com meus colegas da empresa.
Quando chega a primavera, as reuniões da empresa passam a ser quinzenais no iate do Gerente. É lindo. Tem uma sala ampla onde podemos jogar cartas, e um dormitório esplêndido com todo o conforto.
Sempre somos convidados, embora eu seja o único executivo de segundo nível que vai. Só têm acesso os executivos de alto escalão, aliás, não participa nenhuma outra mulher, já que consideram um passeio de homens, mas minha esposa é tão simpática que eles mesmos reconhecem que me convidam porque adoram que ela participe. Ela é tão atenciosa e agradável que não duvido que em pouco tempo, assim que houver uma vaga no nível superior, vão me oferecer a posição, senão por que me convidariam para compartilhar seus momentos de lazer com eles?
No iate, os 3 convidados, junto com o dono do iate, depois do almoço se dedicam a jogar cartas. Como nem Maria Laura nem eu gostamos desses jogos, ficamos tomando sol e descansando no convés. Depois que terminam a partida, saímos para pescar. É engraçado, porque como são caras tão ricos, não jogam cartas por dinheiro, mas sim pelos lugares para sair pescando. O bote tem espaço para quatro passageiros. Como eu não jogo cartas, me incluem direto na excursão. Maria Laura enjoa no bote, então não vai, e os quatro restantes definem sua participação na partida. Segundo me contam, os três que tiram a melhor pontuação vão pescar, e o que sobra fica cuidando do barco. Enfim, nunca vou entender as excentricidades desses caras. Mas é gratificante que sempre tenha um lugar pra mim. Como digo, logo serei um dos executivos principais da empresa. Talvez nessa hora eu os entenda.

Depois desse primeiro encontro, o gerente se manteve à distância. Evidentemente não queria que ninguém suspeitasse na empresa. Devo reconhecer que a Passei muito bem. Ele me tratou com muita cortesia e suavidade, e era exatamente o que eu precisava naquele momento. Pra brutalidade, já tinha meu garotão da manhã que a cada dia ficava mais possessivo e selvagem.

Até que um dia meu marido me liga da empresa pra dizer que tinham convidado ele pra navegar. Perguntou se eu queria ir, e pra falar a verdade, água em quantidade não é uma coisa que me fascine, então disse que ficaria em casa.

Pouco depois o celular toca de novo, e dessa vez era um número desconhecido.
- Quem fala?
- Jorge, Senhora. O Gerente da empresa do seu marido.
Tanta formalidade me mostrou que meu marido tinha dado o número e estava por perto.
- Meu marido está por perto?
- Sim, Senhora. Eu também estou encantado de ouvir sua voz.
- Você é ousado, hein? Pedir meu número pro meu marido...
- Sim, seu esposo me deu o número pra que eu a convencesse a vir navegar com uns amigos.
- Não me interessa, enjoo fácil.
- Não nesse iate, que é grande e muito estável.
- Vou pensar. Liga mais tarde quando meu marido não estiver.
- Agradeço sua deferência. Ligo depois. E desligou.

O celular toca de novo. Meu esposo.
- Sim, querido?
- Meu amor, não me faça passar vergonha com o Gerente. Aceita vir com a gente. Se você não gostar, nunca mais vou te obrigar.
- Vou pensar. Digo a mesma coisa que disse a ele. E agora estou ocupada, amor.
Nos despedimos e desligamos.

Não duvidei nem por um minuto que o que o gerente queria era me ter de pernas abertas pra ele. Mas a época de ofertas já tinha acabado. Se não tivesse um bom motivo, minha vida estava bem como estava. Meu marido, a quem amo, e meu garotão que me fode como um selvagem.

Quando o telefone tocou de novo, como imaginei, o tom era outro.
- Oi, Jorge.
- Oi, Laurita, imagino que decidiu nos acompanhar.
- Não vejo como ir vai me beneficiar, disse no modo calculista.
- Bom, olha, se você não vier, os méritos que seu marido está conquistando vão ser freados bem rápido.
- E se eu for?
- Então, assim que houver uma vaga nos cargos hierárquicos, o primeiro recomendado será seu marido. Além disso, preparei uma surpresa que sem dúvidas vai te agradar e te satisfazer. Você vai se sentir uma rainha, te garanto.
- Não cria ilusões porque com meu esposo presente, mal vamos poder nos cumprimentar.
- Eu cuido disso, não se preocupe. E te garanto que nenhum dos colegas do seu marido vai saber de nada. Pelo contrário. Vão pensar que ele está conosco por seus próprios méritos.
- Tudo bem, Jorge. Pode contar comigo então. Você sabe ser convincente.

No domingo seguinte, cedinho, estávamos no píer. O iate realmente parecia imponente. Ao subir a bordo, fomos apresentados. Estavam o gerente de compras, Duílio; o de Marketing, Fabrício; e o de Recursos Humanos, Mariano. Os três beiravam os 50 anos. O mais atraente era Duílio, e o menos bonito era Fabrício. De qualquer forma, todos pareciam atléticos, bronzeados e com a segurança que o poder dá. Os três foram muito simpáticos comigo e meu marido.

Enquanto os três levavam meu marido para conhecer o iate, Jorge aproveitou para conversar comigo.
- Laurita, hoje é o dia em que você pode fazer méritos de sobra para o futuro do seu maridinho.
- Não imagino como, disse sorrindo.
- Bom, não se irrite, mas fiz sua propaganda com meus amigos do Conselho Gerencial, hoje presentes no iate.

Olhei para ele friamente.
- Pensei que você fosse um homem e não um adolescente que corre para contar suas aventuras aos amigos, disse.
- Você sabe que sou um homem, mas temos uma relação muito próxima e de confiança entre nós. E a verdade é que todos, ao conhecê-la, tiveram vontade de te provar. E você, convenhamos, não é muito difícil de convencer. Gosta de se divertir, e se ainda pode tirar alguma vantagem para sua família, imagino que não vai se ofender.
- Se está pensando numa orgia, lamento desapontá-lo. Não é meu estilo. Me deito com um homem quando tenho vontade e vale a pena. Não por obrigação, e muito menos como uma puta no cio para ser servida por toda a manada, disse fingindo irritação. Jorge se aproximou mais. - Exatamente, foi o que eu falei pra eles, e por isso decidimos sortear quem teria o prazer de passar algumas horas com você nessa nave. - Que legal, me sortearam e não avisaram o prêmio do que estava acontecendo? Vocês estão loucos? - Shh, não levanta a voz. Ainda não te sorteamos. A ideia é que depois do almoço nós quatro vamos jogar cartas. Eu sei que seu marido não gosta e você também não. Você vai ser o prêmio de quem ganhar. Achei graça na imaginação desses maduros. - Se você aceitar, claro, disse Jorge suplicando minha aprovação. - Na verdade, não deixa de ser novidade. Vai ser a primeira vez que meu par vai ser decidido pelo acaso. Tá bom. Não vou dizer nada e vamos ver como essa ideia desenrola. Nesse momento a expedição voltava com meu marido à frente. Quando passou na nossa frente, um polegar levantado de Jorge indicou que estava tudo sob controle. A cara de felicidade dos outros três era digna de quadro. - Barco bonito, disse meu marido, você tem que ver o dormitório, querida. - Vou ter tempo, disse com duplo sentido, e vi como o resto dos homens teve que se segurar para não soltar a gargalhada. - Bom, vou botar tudo pra funcionar. Não sei por que, mas acho que vamos passar um dia fora do comum. Foi para o posto de comando, ligou os motores e saímos devagar do amarração, rumo a águas abertas. A manhã transcorreu tranquila. Todos nos trocamos. Os homens com seus shorts de banho e regatas, e eu com um conjunto de duas peças bem sugestivo, colado no corpo, queSentados no convés, todos conversamos, tomamos uns tragos e rimos das fofocas de escritório tão comuns. Com muita cortesia, algum dos homens me fazia alguma pergunta sobre minha vida cotidiana que eu respondia com um sorriso. No meio-dia almoçamos um bufê frio de primeira, regado com champanhe e sucos, e depois da refeição, Duilio sugeriu que para fazer a digestão e antes de sair de pesca, jogássemos um baralho.
Todos aceitaram, menos meu marido e eu.
- E por que jogamos? Perguntou Mariano.
Inconscientemente, todos me olharam por um segundo e rapidamente viraram a cabeça para evitar que meu marido suspeitasse.
- Já sei. Pelos lugares no bote para a pescaria.
- Tem lugar para 4, disse Paolo, e acho que um deve ser para Fabián, já que ele não joga cartas.
- Por favor, não se preocupem por mim. Estou me divertindo pra caramba, disse meu marido sorrindo, enquanto eu começava a imaginar do que se tratava.
- E a María Laura não vai querer ir? Perguntou Duilio.
- Não. Eu enjoo muito fácil, prefiro ficar a bordo.
- Bom, então tudo resolvido. Quem perde fica a bordo, e os outros vão pescar. E começaram a jogar.
Meu marido sugeriu que fôssemos para o convés pegar um sol, coisa que aceitei na hora. Tínhamos que deixá-los jogar em paz.
Mais de uma hora ficamos no convés, às vezes no sol, às vezes sob uma lona que dava uma sombra. De dentro, ouviam-se as exclamações da partida.
- Parece que estão jogando uma fortuna, disse meu marido, se é só por um lugar no bote.
- É que são muito competitivos. Não gostam de perder em nada, disse disfarçando.
- É provável que você tenha razão. Enfim, agradeço por ter vindo. Me fez um grande favor.
- Sua vida é a minha, meu amor. Se você está bem, eu também estou. Estamos juntos em tudo, disse beijando-o suavemente nos lábios.
- A verdade é que ver você vestida assim me excitou muito. Esta noite vai ser de primeira, disse meu marido prometendo algo que não conseguiria cumprir, como sempre acontecia.
- Mal posso esperar, meu amor, disse acariciando seu cabelo.
Nesse momento, as exclamações indicaram que a partida havia terminado.
Os quatro saíram e nos informaram que Jorge, Fabricio e Duilio haviam ganhado e sairiam para pescar com meu marido.
- Sinto muito que você tenha que ficar, disse meu marido a Mariano. Se quiser, te deixo meu lugar, propôs
- Nem sonhando. O jogo é o jogo. Você curte a viagem e eu fico com a minha má sorte.
- Não reclama, Mariano, disse Jorge. Azarado no jogo, sortudo no amor.

Carregaram os equipamentos de pesca no bote, vestiram os coletes salva-vidas e partiram rapidamente. Meu marido me acenava da popa com a mão, enquanto se afastava.

Quando viraram um pontinho distante e contornaram a península de uma ilha, Mariano subiu ao convés com duas taças de champagne gelado.
- Laurita, acho que você gosta que te chamem assim, né? Disse sorridente, vamos brindar.
- E por que estamos brindando?
- Pela sorte que tive hoje. É o dia mais sortudo da minha existência, te garanto.
- Vamos, não deve ser tanto assim, disse, esvaziando metade da taça.
- Espero que seja pra você também. Meu sonho é que você se divirta muito e volte pra casa satisfeita.

Eu estava sentada no convés, enquanto ele permanecia de pé. Ele se ajoelhou ao meu lado, deixou a taça no chão e, segurando meu rosto, virou-o lentamente até ficarmos frente a frente. Então sua boca se colou na minha. Foi um beijo suave, quente, erótico, sem pressa, um beijo perfeito, ao qual, em poucos segundos, comecei a responder como merecia.

Pouco depois estávamos rolando pelo convés como dois adolescentes. Em um momento, ele me pegou nos braços e, assim levantada, me levou ao quarto do iate. Era lindo como tinham dito. Uma cama King Size ocupava quase todo o espaço.

Não foi difícil me despir, já que a roupa que eu usava era mínima, e também não levei muito tempo para ter o pau dele profundamente enfiado na minha boca. Não era nada descomunal, mas o suficiente para eu gozar que nem uma putinha. Quando enfiei tudo na boca e, com a língua, percorri suas bolas ao mesmo tempo, achei que ele ia morrer de prazer.

Um 69 nos colocou em igualdade de condições. Foi a língua dele agora que se enfiou profundamente na minha buceta, e brincou com meu clitóris, me levando ao sétimo céu.

Ele O primeiro encontro foi o mais convencional possível. Ele me deitou de costas e, cobrindo meu corpo com o dele, me penetrou até o fundo, para então começar a me foder com firmeza.
Ficamos nessa por uns 10 minutos. Tive meu primeiro orgasmo e senti o sêmen dele inundar meu corpo.
Descansamos um pouco, tomamos outra taça de champanhe, e então me esforcei para levantar o armamento de novo. Minha boca conseguiu em minutos.
Agora, de quatro, ele me montou como um expert, enquanto suas mãos apertavam meus peitos e beliscavam meus mamilos endurecidos. Esse encontro durou quase meia hora, e o pau dele talhou cada milímetro da minha buceta. Meus dois orgasmos não se compararam ao clímax profundo que Mariano alcançou. Achei que ele ia morrer ali mesmo.
Ficamos deitados conversando e nos acariciando, já satisfeitos.
— Espero que você tenha gostado — disse ele, quando a hora do retorno dos pescadores já se aproximava.
— Eu me diverti muito, Mariano. Gostei bastante, mas não se iluda achando que isso vai virar rotina. Você sabe que não podemos transformar isso em um hábito.
— Eu sei, Laurita. Vou ter que confiar na sorte, já que não queremos que isso saia desse ambiente. Mas queria te pedir um favor.
— O que quiser, lindo.
— Quero que você me chupe. Não sei quanto gozo ainda tenho, porque me esvaziei feito um animal, mas o pouco que sobrar, quero que você leve no estômago.
Sem dizer uma palavra, voltei a tomar posse do pau dele com minha boca e comecei a me esmerar em um boquete que tinha que ser único, porque fazer um homem de 50 anos ter um terceiro orgasmo em pouco tempo não era tarefa fácil. Era um verdadeiro desafio.
Levei 10 minutos para ele endurecer, e mais dez para deixar Mariano à beira do orgasmo. Finalmente, ele se tensionou e, com um gozo mais mental do que físico, cuspiu o pouco que lhe restava na minha boca, e eu me apressei a engolir. Naquele momento, começou a se ouvir o motor de popa do bote voltando.
Rapidamente me vesti e fui para o convés. Mariano fez o mesmo e se recostou. Na sala, como se estivesse descansando.
Alguns minutos depois, o bote chegou ao lado do iate, e meu marido subiu feliz como uma criança, comemorando o que havia pescado.
Os outros o encorajavam e aproveitavam sua alegria. Eu os observava e pensava como as pessoas podem ser hipócritas. Assim como eu.
Naquela noite, meu marido fez amor comigo como sempre. Lembrando da tarde, cheguei ao orgasmo, o que o deixou muito feliz, e ele adormeceu imediatamente.
Pela manhã, excitada como nunca, saí para correr e passei pelo prédio da minha amiga.
Hoje, meu marido ocupa a gerência de Recursos Humanos. Jorge contratou um piloto para o iate, então continuam jogando cartas para decidir quem vai pescar. E lá vão o piloto contratado, meu marido e os dois "vencedores", enquanto o perdedor descontraía sua má sorte no quarto do iate.
Meu casamento é exemplar. E você, amigo leitor, sabe como é realmente o seu?

2 comentários - Um Casamento Perfeito (Final)

Excelente eelato. Te.invitamos a pasar por nuestros posts para saber tu opinión besitos.
Stooge
excelente relato, se parece un poco a mi matrimonio solo que yo soy consciente de lo que hace mi mujer y ella justamente lo hace para enriquecer nuestra cama... saludos +5.
Um Casamento Perfeito (Final)