Jogo da Cadeira (Conto Erótico)

— Topa uma brincadeira de cadeira?
— Como é que é? Tem sexo? Porque se tiver, eu quero.
— Claro, e muito roçamento. Mãos amarradas e venda nos olhos.
— Eu gosto de observar…
— Melhor ainda, a gente tem visão.
— O que a gente faria se se visse?
— Eu ia demorar pra te despir. Ia te deixar de calcinha e sutiã. Ia te sentar e amarrar suas mãos, de leve, sem marcar, passar meus lábios pelos seus, só roçando.
— Tá me provocando.
— Ia beijar teu pescoço, devagar, até chegar nos teus peitos. Ia desabotoar um por um. Ia te lamber.
— Ah!
— Ia te beijar e morder até te excitar. Ia continuar descendo, beijar tua barriga. Devagar, com tesão.
— A gente ia fazer?
— Te comer? Sim, óbvio.
— Eu ia gostar.
— Ainda não. Se contenta com meus beijos.
— Seus beijos são mais gostosos, claro.
— Seus lábios nos meus.
— Você me abraçaria forte, bem forte, pra passar o frio?
— Ia te apertar contra mim, o frio sumia. Pele com pele.
— Tô excitada! Louca por você, você sabe.
— Sim, eu sei.
— “Vamos sonhar”
— Por que sonhar, se pode ser real? Um dia, só um dia basta.
— Sinto uma coisa percorrendo meu corpo.
— Você soltaria suas lindas mãos. Olharia nos meus olhos.
— Eu roçaria meus lábios nos seus. Você me agarraria forte.
— Você abriria as pernas devagar.
— Você me beijaria. Me sentaria no seu colo.
— Você me excita. Abriria um pouco mais as pernas, destacando tudo de lindo em você. Me deixaria penetrar. Devagar. Lento. Fundo. Gemidos. Arranhões nas minhas costas. A gente se beijaria, riria exausto de prazer.

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