Quando, aos meus 40 anos, decidi me separar, parecia que o mundo ia acabar. Depois de 17 anos casada, meu marido não tinha conseguido continuar escondendo as infidelidades dele, e eu me cansei de passar por trouxa com a única desculpa de manter o casamento e a família.
Minha filha não entendeu no começo por que o pai dela estava saindo de casa, mas cinco anos depois, já na universidade, tudo ficou claro e compreensível pra ela. Claro, ela continuava amando e visitando o pai, mas não me culpava mais pela separação.
Com o Carlos, a gente se conheceu no ensino médio, e sempre ficamos juntos, sabendo que íamos acabar casados, o que fizemos quando terminamos nossas faculdades. Ele se formou arquiteto e eu contadora, e os dois desenvolvemos nossas profissões junto com nossa parceria.
O Carlos e a Roxana (esse é meu nome) éramos o casal modelo pra todo mundo que a gente conhecia, menos pros mais íntimos, que sabiam das aventuras constantes do meu marido com toda mulher que aparecia na frente dele.
Depois da separação, nossos amigos foram se afastando, como sempre acontece quando são amigos dos dois e o casal se desfaz. Eu me concentrei no meu trabalho, firmando uma boa situação financeira, e na criação da minha filha, que, com a ajuda do meu ex e a contribuição generosa dele, foi relativamente fácil.
Mas, de repente, minha filha foi pra universidade e, aos 45 anos, me toquei de que estava agora, sim, totalmente sozinha.
Como meu escritório funcionava perfeitamente, eu tinha muito tempo livre, sem saber no que gastar. Fui indo pra academia várias vezes por semana, até que um dia, enquanto fazia umas compras, vi um anúncio do início de uma oficina pra aprender a dançar tango.
A verdade é que sempre gostei de dançar, diferente do meu ex, que odiava essa atividade, então a gente raramente dançava. E, embora o tango não fosse minha paixão, pensei que era uma boa prática pra qualquer outro ritmo.
Fui lá. O endereço foi anunciado e me informei sobre as condições, principalmente se precisava ir em casal, o que me deixava de fora, mas a recepcionista me explicou que não era necessário. Foi assim que me inscrevi e, na sexta-feira seguinte à noite, estava entrando no salão. Como havia outras atividades no local, as aulas começavam às 9 da noite e duravam até as 11. A recepcionista ia embora depois que todos os alunos de tango chegavam.
Me vesti com uma calça jogging folgada e uma blusona comprida que cobria todo o meu corpo. No local, havia mais dois casais que me cumprimentaram muito educadamente, e logo chegou o professor. Um cara de uns 35 anos, moreno, com um porte muito bom, provavelmente por causa da atividade que fazia com a dança. Ele se apresentou para mim como Santiago, já que os outros alunos já o conheciam, e começamos a fazer um aquecimento para soltar ombros, quadris, cintura e pernas.
Depois de um tempo, começamos a praticar como andar, como nos mover, e aos poucos fomos percorrendo o salão em casal, e no meu caso, forçosamente meu par era o professor, que realmente se mexia muito bem.
As duas horas passaram voando e terminei exausta e suada. Mas outras coisas também me impactaram.
A dança era realmente excitante. A comunhão com o parceiro era de um nível que equivalia a uma relação física e espiritual muito mais profunda. Saí de lá desejando que a semana passasse rápido.
Entre uma aula e outra, me dediquei a ler sobre a história do tango e da dança, descobrindo coisas interessantes. Sua origem de bordel, a proibição de dançá-lo em muitos lugares justamente por ser tão sensual, e outras coisas, que já tinha lido e achado idiotas, até que comprovei na pele que realmente o tango era tão excitante quanto diziam. Que, além disso, não havia duas pessoas que dançassem igual, que o papel dominante era do homem, e que ao dançar, ele refletia sua personalidade.
Na semana seguinte, Fui ansiosa pra continuar aprendendo, e as observações do Santiago foram úteis pra mim. Mas eu tava achando difícil entender o que ele queria que eu fizesse, e muitas vezes eu travava.
— Fica tranquila. Você tem que escutar com o corpo. Não tenta olhar pros pés, porque isso não adianta. Você tem que sentir o outro — ele me aconselhava com um sorriso, sem me tratar por "você", mantendo uma distância que inspirava respeito, e por isso eu também não o tratava assim.
Quando começamos com os oitos e variações, a coisa ficou mais complicada pra mim, e eu me perdia várias vezes. Santiago, com toda a paciência, me guiava e me corrigia. Mas eu não conseguia parar de olhar pros pés pra tentar acompanhá-lo, e a única coisa que conseguia era me confundir ainda mais.
Já tinham passado umas 4 ou 5 aulas, e apesar de todo meu esforço, eu tava achando difícil entender o que tinha que fazer.
Uma noite, já bem decepcionada e envergonhada por não conseguir corrigir meus erros, tinha decidido que seria minha última aula.
Quando cheguei, subi pro salão e sentei pra esperar os outros. Lá pelas 9h10, o professor subiu.
— Oi, Roxana — ele me cumprimentou enquanto apertava minha mão.
— Oi, Santiago — falei séria.
— Como cê tá?
— Ah, mais ou menos. A verdade é que tô bem decepcionada por não conseguir me adaptar pra dançar, e decidi que não vou mais vir — falei de uma vez.
Santiago me olhou e sorriu.
— Imaginei que algo assim tava passando pela sua cabeça. Mas o problema é que você não consegue parar de tentar ver o que a gente tá fazendo, em vez de sentir no seu corpo, na sua pele, nos seus braços, nas suas pernas. O tango é um sentimento, e a conexão entre os dançarinos passa pelo contato, não pelos olhares.
— É, você já me disse isso várias vezes, mas sabe o quê? Eu não consigo entender como funciona na prática.
— Por isso mesmo, hoje decidi que ia me dedicar só a você. Avisei os outros casais que hoje não teria aula pra eles deixarem a gente sozinho, se você não se importar.
Olhei pra ele, surpresa.
— Não, de jeito nenhum, Santiago. Agradeço pela consideração, mas me parece que nada... vamos conseguir, falei decepcionada.
- Tô nessa há anos. Deixa comigo que te garanto que vai dar tudo certo. Agora, vamos aquecer, disse ele se dirigindo pra pista. Levantei e fui atrás, não muito convencida.
Fizemos o aquecimento, soltamos coluna, braços e pernas, e depois começamos a andar pelo salão tentando pegar o ritmo.
Aí ele colocou música e começamos a dançar, e os mesmos problemas de sempre apareceram.
Santiago parou.
- Vou fazer algo pra você se concentrar, espera aqui.
Ele foi até a entrada e apagou todas as luzes. Fiquei no escuro, surpresa, no meio do salão. Só a música mantinha a presença dela.
De repente, um braço me envolveu e uma mão pegou a minha.
- Agora, mesmo que queira olhar os pés, não vai conseguir. Vai ter que se deixar levar e tentar interpretar, pelo contato entre os corpos, o que eu quero de você.
E começou a dançar, devagar, seguindo o ritmo do tango. No começo, me senti mais perdida do que nunca, mas com o passar dos minutos comecei a interpretar o que o corpo de Santiago me dizia. Fechei os olhos e deixei meu corpo segui-lo. Devagar, percebi como começávamos a nos complementar perfeitamente.
- Assim tá melhor? Ele sussurrou no meu ouvido.
- Sim, Santiago. Agora te sinto perfeitamente, respondi.
Devagar, o corpo dele se aproximou do meu até ficarmos colados, e mesmo tão juntos, não nos atrapalhávamos e nos movíamos em uníssono. A sensação era maravilhosa.
Mas algo aconteceu. Não sei se foi o calor dos corpos tão próximos, o aroma viril de Santiago, a sensualidade dos movimentos dele, mas percebi que começava a ficar excitada, como há muito tempo não ficava. Na real, bem antes de me separar, meu marido já não me excitava, e disso já fazia 5 anos. Inconscientemente, meu corpo se grudou mais no meu parceiro, e eu roçava nele o tempo todo com meus quadris quando girava. Aos poucos, comecei a sentir uma dureza que batia no meu corpo quando eu esbarrava. Uma dureza que Apesar dos anos, ela era inconfundível. Santiago estava ficando excitado igual a mim, e o pau dele não deixava dúvidas.
De repente, ele se afastou.
— Bom, já entendeu, vou acender as luzes — disse ele, tentando se acalmar, coisa que eu não estava disposta a permitir.
— Espera — falei, pegando na mão dele —, li que o tango antigamente tinha fama muito ruim por causa do jeito que era dançado. Pode me mostrar como era?
A mão dele ficou tensa.
— Não, Roxana, acho que por hoje já dançamos o suficiente. Outro dia, quando todo mundo estiver aqui, explico — disse ele, tentando se soltar.
— Não quero que explique. Sabe que não aprendo assim. Quero que a gente faça — falei com segundas intenções.
— Não queria que você se ofendesse — disse ele, com uma voz que mostrava que já estava pronto pra se deixar convencer —, eram movimentos muito sensuais, cuja intenção era levar ao ato sexual.
— Não vou me ofender. Além disso, ninguém pode nos ver. Nem a gente — falei rindo.
Ele se aproximou de novo devagar e me pegou nos braços, agora mais possessivos. Começamos a nos mover, e em alguns passos dele, uma das pernas entrava entre as minhas e roçava na minha buceta. A sensação era realmente excitante. Com minhas limitações, quando eu virava, esmagava meu quadril contra o pau dele, que estava duro como pedra. Nossas respirações começaram a ficar ofegantes. Nós dois percebíamos. Minha cabeça descansou no ombro dele, e minha respiração entrecortada ecoava no ouvido dele, tentando fazer ele entender como eu estava. E ele entendeu.
Fizemos uma figura, e quando ficamos de frente de novo, a boca dele buscou a minha, e a coxa dele se cravou na minha entrepernas, enquanto me puxava contra o corpo dele, fazendo a perna roçar na minha buceta com firmeza e sensualidade. Me pendurei no corpo dele e fechei os olhos.
De repente, Santiago se afastou.
— Desculpa — disse ele, com a voz trêmula.
— Me dá mais — falei, avançando contra o corpo dele. Me pendurei no pescoço dele e o beijei com desespero. Ele me abraçou pela cintura e me segurou enquanto nossas bocas brincavam, se Se procuravam, se roçavam e no fim se fundiam enquanto nossas línguas se enroscavam. E ao fundo, a música de tango era o cenário perfeito para o que estava por vir.
Uma das mãos dele desceu pelo meu corpo até acariciar a parte de fora de uma das minhas pernas, pra depois subir até se posicionar entre elas, e começar com um dos dedos a brincar sobre os lábios da minha buceta. Com isso, minha mão foi atrás do corpo dele na escuridão, e por cima da calça dele, agarrei aquela vara bestial, longa e grossa. Naquele momento, as mãos dele foram por baixo da minha camiseta pra se apossar dos meus peitos e dos meus mamilos endurecidos, prova clara do meu estado que eu já não podia, nem queria esconder.
— Agora me sente? — perguntou Santiago enquanto apalpava meus peitos.
— E o senhor? — retruquei enquanto minha mão acariciava o pau dele.
— Acho que a gente devia parar, antes que saia do controle — disse ele, como pra cumprir tabela.
— Já saiu do controle, Santiago. Quero ir até o fim. Quero que me dê tudo o que tem — falei, apertando a lança dele por cima da calça.
Com agilidade, ele pegou minha camiseta e levantou até conseguir tirá-la por cima da minha cabeça, e eu ajudei. Voltamos a nos abraçar e nos beijar, mas agora as mãos dele avançavam sobre meus seios, entrando por baixo do meu sutiã, que eu desabotoei e deixei cair pra facilitar as manobras dele.
Minhas mãos foram atrás do zíper da calça dele. Abri e tive trabalho pra extrair o monstro que o cara tinha entre as pernas. Na escuridão não dava pra ver, mas minha mão mal conseguia envolvê-lo, e dava pra segurar com as duas mãos, sobrando ainda a cabeça. Nunca tinha tido uma coisa daquelas nas mãos. Santiago desabotoou a calça, deixando cair no chão, e tirou os sapatos, saindo da roupa e ficando nu da cintura pra baixo. Minha mão procurou e encontrou um par de bolas grandes e duras que pendiam dentro da sacola dele, como se fosse um touro campeão. Esse moleque tinha um equipamento do caralho. Enquanto eu tocava, senti que me molhava toda. como nunca.
Quis me abaixar pra chupar ele, mas ele não deixou.
— Você vai ter tempo pra jogos orais depois. Agora não é a hora — falou no meu ouvido, enquanto abaixava minha calça de moletom.
Tirei os tênis e, quando a calça desceu junto com a calcinha que veio arrastada, tirei tudo, ficando completamente nua. Ele tirou a camiseta e também ficou totalmente nu. A mão dele buscou minha buceta e encontrou uma poça molhada e pronta.
— Se me permite, quero te dar o que você precisa — sussurrou no meu ouvido.
— Claro, ué — respondi, segurando ele pelo pescoço.
Com um movimento harmônico, ele levantou meu corpo do chão, e minhas pernas envolveram a cintura dele. O pau dele pulsava contra meus lábios vaginais.
— Ajeita ele — disse ele, calmo e seguro.
Uma das minhas mãos soltou o pescoço dele e, enfiando entre minhas pernas, peguei o pau dele, puxei a pele e encaixei entre meus lábios. Devagar, voltei a me pendurar no pescoço dele.
— Agora é a hora — falou, enquanto fazia meu corpo descer lentamente até que a cabeça fervente da vara dele cruzasse a fronteira. Nossa viagem ao prazer tinha começado, e nada poderia pará-la.
Devagar, ele foi me penetrando, e eu me senti cheia como nunca. Meu marido nunca tinha conseguido me fazer sentir assim.
Quando eu estava totalmente empalada, Santiago começou a andar devagar pela sala. A música de fundo me fazia sentir naqueles puteiros do começo do século, quando os caras passavam a rola nas mulheres na pista de dança, e sem conseguir evitar, comecei a gozar como uma puta.
Sem parar de andar, ele me levou até o banco onde trocávamos de calçado. Uma vez lá, sentou com uma perna de cada lado e, devagar, me abaixou até que minhas costas ficassem no banco e minhas pernas subissem até os ombros dele. Nessa posição, ele começou a serrar fundo em mim. A sensação era incrível. O pau dele percorria cada centímetro da minha buceta. Ia e vinha. Se movia em círculos, como se alargasse minha caverna, descansava no fundo, e depois... Me retiro quase por completo e depois volto a mergulhar até o fundo e começo novamente minha dança sexual. Meu orgasmo, que nunca tinha se completado, continuava ali flutuando, me elevando e me abaixando como ondas do mar. Nunca senti o que estava sentindo. Nunca tinha transado com um homem de verdade, pensei, enquanto me entregava por completo. De repente, o pau dele se esticou, endureceu, seus movimentos aceleraram e, como uma tromba d'água, explodiu dentro de mim. Um líquido quente e inconfundível me inundou, como lava ardente, e meu clímax finalmente se completou, me fazendo uivar como uma gata no cio. Ficamos ali, os dois um sobre o outro, tentando recuperar o fôlego.
Por fim, Santiago se retirou. Um barulho, como se estivessem abrindo uma garrafa, anunciou que seu pistão de carne tinha saído da minha buceta. Ele pegou uma toalha que estava ali perto e começou, com delicadeza, a limpar meu sexo, de onde jorrava jato após jato do seu esperma grumoso e pegajoso. O curioso é que aquele toque suave da toalha no meu sexo me excitou completamente de novo. Naquela noite, eu estava totalmente louca. Não me reconhecia.
Ele fez com que eu me virasse no banco e, com agilidade, me levantou pela cintura, colocando minhas pernas sobre os ombros dele, deixando meu sexo na frente do rosto dele. E então foi a boca dele que mergulhou nele. Achei que ia morrer de prazer. Mas quando ele se sentou no banco, me deparei com o pau dele, grosso como uma linguiça, pedindo minha total dedicação. Peguei ele com minha boca e comecei a chupar desenfreadamente.
Ele soltou meu sexo por um momento.
— Agora sim, sua dedicação é útil. Se continuar assim, vai conseguir muito rápido que eu esteja pronto para te aproveitar de novo — disse ele, voltando a se apossar da minha buceta. A língua dele ia do meu clitóris até meu cu, e ao voltar, entrava dentro do meu sexo e me fazia voar.
Para compensar, tentei engolir o pau dele inteiro, mas era impossível. Mal consegui pegar um pouco mais da metade, quando senti que chegava na minha garganta. Minhas mãos, enquanto isso... brincavam com suas bolas quentes e grandes. E aquela pica que estava mole no começo começou a responder ao meu trabalho. Em alguns minutos, estava mais dura do que no início. Sentindo ela assim, fiquei surpresa por ter conseguido guardar ela toda. Era enorme.
Quando Santiago sentiu que já estava pronto, me tirou dos ombros dele e me fez ficar de quatro no banco. Ele se posicionou na minha traseira e ficou na altura certa para que a junção fosse perfeita. E foi. Ele avançou e me cravou como os melhores. Um novo gemido saiu da minha boca, mas era de puro prazer.
Dessa segunda vez, como ele já tinha gozado, durou muito mais. A estocada dele era selvagem. Pensei que ia me partir ao meio pelo jeito que ele me macetava. Me fez gozar um par de vezes, enquanto complementava a pica dele com dois dedos dentro do meu cu. Comecei a desejar que ele me sodomizasse, mas não tive coragem de pedir. Não queria que ele pensasse que eu era tão puta. E fiquei com vontade. Ele não tentou arrombar meu rabo.
— Se a senhora está satisfeita, vou gozar — disse ele, enquanto a respiração acelerava.
— Espera, espera — falei, parando ele.
— O que foi? — perguntou.
— Queria ver você gozar. Quero na minha boca — falei, surpresa por ser tão safada.
— Como quiser — disse ele, descendo e dando a volta no banco para ficar de frente para mim. Nessa posição, enfiou a pica na minha boca e começou a me comer por aquele buraco como tinha feito pelo outro.
Passaram uns cinco minutos até que ele finalmente se esvaziou, quase me sufocando. Apesar de já ter acabado, era tanto tesão que ele jogou mais um monte de porra. Engoli um pouco, mas não consegui com tudo, e o gozo dele caiu no meu rosto e no meu pescoço, depois escorrendo até o chão.
Depois de um tempo, quando já estávamos banhados e vestidos e com a luz acesa, começamos a conversar como se nada tivesse acontecido.
— Espero que a senhora tenha entendido como é o tango — disse ele.
— Sim, Santiago. Realmente, a falta de luz fez com que eu tivesse que me esforçar para entender os sinais do corpo do meu parceiro. Acho que agora tudo vai ser mais fácil. E o resto foi maravilhoso, eu disse:
– Agradeço. Lamento não ter realizado todas as suas fantasias.
– Como qual? Perguntei, como se estivesse surpresa.
– Você vai descobrir no dia em que eu te tratar por "você", ele disse com um sorriso malicioso.
Desde aquele dia, não tive mais problemas para dançar tango. Nas sextas-feiras, na aula, nos damos bem, e os outros ficam admirados com a rapidez que aprendi. Virei a parceira fixa do professor sempre que ele faz uma apresentação.
Na aula seguinte, quando cheguei, Santiago me cumprimentou, dizendo: "Como você está, Roxana?" – e eu soube que, depois do horário, íamos continuar praticando no escuro o tango de prostíbulo, que é o que eu prefiro. E com todas as variações.
Minha filha não entendeu no começo por que o pai dela estava saindo de casa, mas cinco anos depois, já na universidade, tudo ficou claro e compreensível pra ela. Claro, ela continuava amando e visitando o pai, mas não me culpava mais pela separação.
Com o Carlos, a gente se conheceu no ensino médio, e sempre ficamos juntos, sabendo que íamos acabar casados, o que fizemos quando terminamos nossas faculdades. Ele se formou arquiteto e eu contadora, e os dois desenvolvemos nossas profissões junto com nossa parceria.
O Carlos e a Roxana (esse é meu nome) éramos o casal modelo pra todo mundo que a gente conhecia, menos pros mais íntimos, que sabiam das aventuras constantes do meu marido com toda mulher que aparecia na frente dele.
Depois da separação, nossos amigos foram se afastando, como sempre acontece quando são amigos dos dois e o casal se desfaz. Eu me concentrei no meu trabalho, firmando uma boa situação financeira, e na criação da minha filha, que, com a ajuda do meu ex e a contribuição generosa dele, foi relativamente fácil.
Mas, de repente, minha filha foi pra universidade e, aos 45 anos, me toquei de que estava agora, sim, totalmente sozinha.
Como meu escritório funcionava perfeitamente, eu tinha muito tempo livre, sem saber no que gastar. Fui indo pra academia várias vezes por semana, até que um dia, enquanto fazia umas compras, vi um anúncio do início de uma oficina pra aprender a dançar tango.
A verdade é que sempre gostei de dançar, diferente do meu ex, que odiava essa atividade, então a gente raramente dançava. E, embora o tango não fosse minha paixão, pensei que era uma boa prática pra qualquer outro ritmo.
Fui lá. O endereço foi anunciado e me informei sobre as condições, principalmente se precisava ir em casal, o que me deixava de fora, mas a recepcionista me explicou que não era necessário. Foi assim que me inscrevi e, na sexta-feira seguinte à noite, estava entrando no salão. Como havia outras atividades no local, as aulas começavam às 9 da noite e duravam até as 11. A recepcionista ia embora depois que todos os alunos de tango chegavam.
Me vesti com uma calça jogging folgada e uma blusona comprida que cobria todo o meu corpo. No local, havia mais dois casais que me cumprimentaram muito educadamente, e logo chegou o professor. Um cara de uns 35 anos, moreno, com um porte muito bom, provavelmente por causa da atividade que fazia com a dança. Ele se apresentou para mim como Santiago, já que os outros alunos já o conheciam, e começamos a fazer um aquecimento para soltar ombros, quadris, cintura e pernas.
Depois de um tempo, começamos a praticar como andar, como nos mover, e aos poucos fomos percorrendo o salão em casal, e no meu caso, forçosamente meu par era o professor, que realmente se mexia muito bem.
As duas horas passaram voando e terminei exausta e suada. Mas outras coisas também me impactaram.
A dança era realmente excitante. A comunhão com o parceiro era de um nível que equivalia a uma relação física e espiritual muito mais profunda. Saí de lá desejando que a semana passasse rápido.
Entre uma aula e outra, me dediquei a ler sobre a história do tango e da dança, descobrindo coisas interessantes. Sua origem de bordel, a proibição de dançá-lo em muitos lugares justamente por ser tão sensual, e outras coisas, que já tinha lido e achado idiotas, até que comprovei na pele que realmente o tango era tão excitante quanto diziam. Que, além disso, não havia duas pessoas que dançassem igual, que o papel dominante era do homem, e que ao dançar, ele refletia sua personalidade.
Na semana seguinte, Fui ansiosa pra continuar aprendendo, e as observações do Santiago foram úteis pra mim. Mas eu tava achando difícil entender o que ele queria que eu fizesse, e muitas vezes eu travava.
— Fica tranquila. Você tem que escutar com o corpo. Não tenta olhar pros pés, porque isso não adianta. Você tem que sentir o outro — ele me aconselhava com um sorriso, sem me tratar por "você", mantendo uma distância que inspirava respeito, e por isso eu também não o tratava assim.
Quando começamos com os oitos e variações, a coisa ficou mais complicada pra mim, e eu me perdia várias vezes. Santiago, com toda a paciência, me guiava e me corrigia. Mas eu não conseguia parar de olhar pros pés pra tentar acompanhá-lo, e a única coisa que conseguia era me confundir ainda mais.
Já tinham passado umas 4 ou 5 aulas, e apesar de todo meu esforço, eu tava achando difícil entender o que tinha que fazer.
Uma noite, já bem decepcionada e envergonhada por não conseguir corrigir meus erros, tinha decidido que seria minha última aula.
Quando cheguei, subi pro salão e sentei pra esperar os outros. Lá pelas 9h10, o professor subiu.
— Oi, Roxana — ele me cumprimentou enquanto apertava minha mão.
— Oi, Santiago — falei séria.
— Como cê tá?
— Ah, mais ou menos. A verdade é que tô bem decepcionada por não conseguir me adaptar pra dançar, e decidi que não vou mais vir — falei de uma vez.
Santiago me olhou e sorriu.
— Imaginei que algo assim tava passando pela sua cabeça. Mas o problema é que você não consegue parar de tentar ver o que a gente tá fazendo, em vez de sentir no seu corpo, na sua pele, nos seus braços, nas suas pernas. O tango é um sentimento, e a conexão entre os dançarinos passa pelo contato, não pelos olhares.
— É, você já me disse isso várias vezes, mas sabe o quê? Eu não consigo entender como funciona na prática.
— Por isso mesmo, hoje decidi que ia me dedicar só a você. Avisei os outros casais que hoje não teria aula pra eles deixarem a gente sozinho, se você não se importar.
Olhei pra ele, surpresa.
— Não, de jeito nenhum, Santiago. Agradeço pela consideração, mas me parece que nada... vamos conseguir, falei decepcionada.
- Tô nessa há anos. Deixa comigo que te garanto que vai dar tudo certo. Agora, vamos aquecer, disse ele se dirigindo pra pista. Levantei e fui atrás, não muito convencida.
Fizemos o aquecimento, soltamos coluna, braços e pernas, e depois começamos a andar pelo salão tentando pegar o ritmo.
Aí ele colocou música e começamos a dançar, e os mesmos problemas de sempre apareceram.
Santiago parou.
- Vou fazer algo pra você se concentrar, espera aqui.
Ele foi até a entrada e apagou todas as luzes. Fiquei no escuro, surpresa, no meio do salão. Só a música mantinha a presença dela.
De repente, um braço me envolveu e uma mão pegou a minha.
- Agora, mesmo que queira olhar os pés, não vai conseguir. Vai ter que se deixar levar e tentar interpretar, pelo contato entre os corpos, o que eu quero de você.
E começou a dançar, devagar, seguindo o ritmo do tango. No começo, me senti mais perdida do que nunca, mas com o passar dos minutos comecei a interpretar o que o corpo de Santiago me dizia. Fechei os olhos e deixei meu corpo segui-lo. Devagar, percebi como começávamos a nos complementar perfeitamente.
- Assim tá melhor? Ele sussurrou no meu ouvido.
- Sim, Santiago. Agora te sinto perfeitamente, respondi.
Devagar, o corpo dele se aproximou do meu até ficarmos colados, e mesmo tão juntos, não nos atrapalhávamos e nos movíamos em uníssono. A sensação era maravilhosa.
Mas algo aconteceu. Não sei se foi o calor dos corpos tão próximos, o aroma viril de Santiago, a sensualidade dos movimentos dele, mas percebi que começava a ficar excitada, como há muito tempo não ficava. Na real, bem antes de me separar, meu marido já não me excitava, e disso já fazia 5 anos. Inconscientemente, meu corpo se grudou mais no meu parceiro, e eu roçava nele o tempo todo com meus quadris quando girava. Aos poucos, comecei a sentir uma dureza que batia no meu corpo quando eu esbarrava. Uma dureza que Apesar dos anos, ela era inconfundível. Santiago estava ficando excitado igual a mim, e o pau dele não deixava dúvidas.
De repente, ele se afastou.
— Bom, já entendeu, vou acender as luzes — disse ele, tentando se acalmar, coisa que eu não estava disposta a permitir.
— Espera — falei, pegando na mão dele —, li que o tango antigamente tinha fama muito ruim por causa do jeito que era dançado. Pode me mostrar como era?
A mão dele ficou tensa.
— Não, Roxana, acho que por hoje já dançamos o suficiente. Outro dia, quando todo mundo estiver aqui, explico — disse ele, tentando se soltar.
— Não quero que explique. Sabe que não aprendo assim. Quero que a gente faça — falei com segundas intenções.
— Não queria que você se ofendesse — disse ele, com uma voz que mostrava que já estava pronto pra se deixar convencer —, eram movimentos muito sensuais, cuja intenção era levar ao ato sexual.
— Não vou me ofender. Além disso, ninguém pode nos ver. Nem a gente — falei rindo.
Ele se aproximou de novo devagar e me pegou nos braços, agora mais possessivos. Começamos a nos mover, e em alguns passos dele, uma das pernas entrava entre as minhas e roçava na minha buceta. A sensação era realmente excitante. Com minhas limitações, quando eu virava, esmagava meu quadril contra o pau dele, que estava duro como pedra. Nossas respirações começaram a ficar ofegantes. Nós dois percebíamos. Minha cabeça descansou no ombro dele, e minha respiração entrecortada ecoava no ouvido dele, tentando fazer ele entender como eu estava. E ele entendeu.
Fizemos uma figura, e quando ficamos de frente de novo, a boca dele buscou a minha, e a coxa dele se cravou na minha entrepernas, enquanto me puxava contra o corpo dele, fazendo a perna roçar na minha buceta com firmeza e sensualidade. Me pendurei no corpo dele e fechei os olhos.
De repente, Santiago se afastou.
— Desculpa — disse ele, com a voz trêmula.
— Me dá mais — falei, avançando contra o corpo dele. Me pendurei no pescoço dele e o beijei com desespero. Ele me abraçou pela cintura e me segurou enquanto nossas bocas brincavam, se Se procuravam, se roçavam e no fim se fundiam enquanto nossas línguas se enroscavam. E ao fundo, a música de tango era o cenário perfeito para o que estava por vir.
Uma das mãos dele desceu pelo meu corpo até acariciar a parte de fora de uma das minhas pernas, pra depois subir até se posicionar entre elas, e começar com um dos dedos a brincar sobre os lábios da minha buceta. Com isso, minha mão foi atrás do corpo dele na escuridão, e por cima da calça dele, agarrei aquela vara bestial, longa e grossa. Naquele momento, as mãos dele foram por baixo da minha camiseta pra se apossar dos meus peitos e dos meus mamilos endurecidos, prova clara do meu estado que eu já não podia, nem queria esconder.
— Agora me sente? — perguntou Santiago enquanto apalpava meus peitos.
— E o senhor? — retruquei enquanto minha mão acariciava o pau dele.
— Acho que a gente devia parar, antes que saia do controle — disse ele, como pra cumprir tabela.
— Já saiu do controle, Santiago. Quero ir até o fim. Quero que me dê tudo o que tem — falei, apertando a lança dele por cima da calça.
Com agilidade, ele pegou minha camiseta e levantou até conseguir tirá-la por cima da minha cabeça, e eu ajudei. Voltamos a nos abraçar e nos beijar, mas agora as mãos dele avançavam sobre meus seios, entrando por baixo do meu sutiã, que eu desabotoei e deixei cair pra facilitar as manobras dele.
Minhas mãos foram atrás do zíper da calça dele. Abri e tive trabalho pra extrair o monstro que o cara tinha entre as pernas. Na escuridão não dava pra ver, mas minha mão mal conseguia envolvê-lo, e dava pra segurar com as duas mãos, sobrando ainda a cabeça. Nunca tinha tido uma coisa daquelas nas mãos. Santiago desabotoou a calça, deixando cair no chão, e tirou os sapatos, saindo da roupa e ficando nu da cintura pra baixo. Minha mão procurou e encontrou um par de bolas grandes e duras que pendiam dentro da sacola dele, como se fosse um touro campeão. Esse moleque tinha um equipamento do caralho. Enquanto eu tocava, senti que me molhava toda. como nunca.
Quis me abaixar pra chupar ele, mas ele não deixou.
— Você vai ter tempo pra jogos orais depois. Agora não é a hora — falou no meu ouvido, enquanto abaixava minha calça de moletom.
Tirei os tênis e, quando a calça desceu junto com a calcinha que veio arrastada, tirei tudo, ficando completamente nua. Ele tirou a camiseta e também ficou totalmente nu. A mão dele buscou minha buceta e encontrou uma poça molhada e pronta.
— Se me permite, quero te dar o que você precisa — sussurrou no meu ouvido.
— Claro, ué — respondi, segurando ele pelo pescoço.
Com um movimento harmônico, ele levantou meu corpo do chão, e minhas pernas envolveram a cintura dele. O pau dele pulsava contra meus lábios vaginais.
— Ajeita ele — disse ele, calmo e seguro.
Uma das minhas mãos soltou o pescoço dele e, enfiando entre minhas pernas, peguei o pau dele, puxei a pele e encaixei entre meus lábios. Devagar, voltei a me pendurar no pescoço dele.
— Agora é a hora — falou, enquanto fazia meu corpo descer lentamente até que a cabeça fervente da vara dele cruzasse a fronteira. Nossa viagem ao prazer tinha começado, e nada poderia pará-la.
Devagar, ele foi me penetrando, e eu me senti cheia como nunca. Meu marido nunca tinha conseguido me fazer sentir assim.
Quando eu estava totalmente empalada, Santiago começou a andar devagar pela sala. A música de fundo me fazia sentir naqueles puteiros do começo do século, quando os caras passavam a rola nas mulheres na pista de dança, e sem conseguir evitar, comecei a gozar como uma puta.
Sem parar de andar, ele me levou até o banco onde trocávamos de calçado. Uma vez lá, sentou com uma perna de cada lado e, devagar, me abaixou até que minhas costas ficassem no banco e minhas pernas subissem até os ombros dele. Nessa posição, ele começou a serrar fundo em mim. A sensação era incrível. O pau dele percorria cada centímetro da minha buceta. Ia e vinha. Se movia em círculos, como se alargasse minha caverna, descansava no fundo, e depois... Me retiro quase por completo e depois volto a mergulhar até o fundo e começo novamente minha dança sexual. Meu orgasmo, que nunca tinha se completado, continuava ali flutuando, me elevando e me abaixando como ondas do mar. Nunca senti o que estava sentindo. Nunca tinha transado com um homem de verdade, pensei, enquanto me entregava por completo. De repente, o pau dele se esticou, endureceu, seus movimentos aceleraram e, como uma tromba d'água, explodiu dentro de mim. Um líquido quente e inconfundível me inundou, como lava ardente, e meu clímax finalmente se completou, me fazendo uivar como uma gata no cio. Ficamos ali, os dois um sobre o outro, tentando recuperar o fôlego.
Por fim, Santiago se retirou. Um barulho, como se estivessem abrindo uma garrafa, anunciou que seu pistão de carne tinha saído da minha buceta. Ele pegou uma toalha que estava ali perto e começou, com delicadeza, a limpar meu sexo, de onde jorrava jato após jato do seu esperma grumoso e pegajoso. O curioso é que aquele toque suave da toalha no meu sexo me excitou completamente de novo. Naquela noite, eu estava totalmente louca. Não me reconhecia.
Ele fez com que eu me virasse no banco e, com agilidade, me levantou pela cintura, colocando minhas pernas sobre os ombros dele, deixando meu sexo na frente do rosto dele. E então foi a boca dele que mergulhou nele. Achei que ia morrer de prazer. Mas quando ele se sentou no banco, me deparei com o pau dele, grosso como uma linguiça, pedindo minha total dedicação. Peguei ele com minha boca e comecei a chupar desenfreadamente.
Ele soltou meu sexo por um momento.
— Agora sim, sua dedicação é útil. Se continuar assim, vai conseguir muito rápido que eu esteja pronto para te aproveitar de novo — disse ele, voltando a se apossar da minha buceta. A língua dele ia do meu clitóris até meu cu, e ao voltar, entrava dentro do meu sexo e me fazia voar.
Para compensar, tentei engolir o pau dele inteiro, mas era impossível. Mal consegui pegar um pouco mais da metade, quando senti que chegava na minha garganta. Minhas mãos, enquanto isso... brincavam com suas bolas quentes e grandes. E aquela pica que estava mole no começo começou a responder ao meu trabalho. Em alguns minutos, estava mais dura do que no início. Sentindo ela assim, fiquei surpresa por ter conseguido guardar ela toda. Era enorme.
Quando Santiago sentiu que já estava pronto, me tirou dos ombros dele e me fez ficar de quatro no banco. Ele se posicionou na minha traseira e ficou na altura certa para que a junção fosse perfeita. E foi. Ele avançou e me cravou como os melhores. Um novo gemido saiu da minha boca, mas era de puro prazer.
Dessa segunda vez, como ele já tinha gozado, durou muito mais. A estocada dele era selvagem. Pensei que ia me partir ao meio pelo jeito que ele me macetava. Me fez gozar um par de vezes, enquanto complementava a pica dele com dois dedos dentro do meu cu. Comecei a desejar que ele me sodomizasse, mas não tive coragem de pedir. Não queria que ele pensasse que eu era tão puta. E fiquei com vontade. Ele não tentou arrombar meu rabo.
— Se a senhora está satisfeita, vou gozar — disse ele, enquanto a respiração acelerava.
— Espera, espera — falei, parando ele.
— O que foi? — perguntou.
— Queria ver você gozar. Quero na minha boca — falei, surpresa por ser tão safada.
— Como quiser — disse ele, descendo e dando a volta no banco para ficar de frente para mim. Nessa posição, enfiou a pica na minha boca e começou a me comer por aquele buraco como tinha feito pelo outro.
Passaram uns cinco minutos até que ele finalmente se esvaziou, quase me sufocando. Apesar de já ter acabado, era tanto tesão que ele jogou mais um monte de porra. Engoli um pouco, mas não consegui com tudo, e o gozo dele caiu no meu rosto e no meu pescoço, depois escorrendo até o chão.
Depois de um tempo, quando já estávamos banhados e vestidos e com a luz acesa, começamos a conversar como se nada tivesse acontecido.
— Espero que a senhora tenha entendido como é o tango — disse ele.
— Sim, Santiago. Realmente, a falta de luz fez com que eu tivesse que me esforçar para entender os sinais do corpo do meu parceiro. Acho que agora tudo vai ser mais fácil. E o resto foi maravilhoso, eu disse:
– Agradeço. Lamento não ter realizado todas as suas fantasias.
– Como qual? Perguntei, como se estivesse surpresa.
– Você vai descobrir no dia em que eu te tratar por "você", ele disse com um sorriso malicioso.
Desde aquele dia, não tive mais problemas para dançar tango. Nas sextas-feiras, na aula, nos damos bem, e os outros ficam admirados com a rapidez que aprendi. Virei a parceira fixa do professor sempre que ele faz uma apresentação.
Na aula seguinte, quando cheguei, Santiago me cumprimentou, dizendo: "Como você está, Roxana?" – e eu soube que, depois do horário, íamos continuar praticando no escuro o tango de prostíbulo, que é o que eu prefiro. E com todas as variações.
7 comentários - Dançando no escuro
Excelente !!
Gracias por compartir 👍
Yo comenté tu post, la mejor manera de agradecer es comentando alguno de los míos...