Otra noche en San Nicolás (I) (Gay)

Passaram-se mais de dez meses, entre uma coisa e outra, até que finalmente pude voltar pra San Nicolás, e não foi por pensar numa noite de sexo que eu voltei. Peguei novos clientes pra minha consultoria de sistemas, e minha empresa nascente se expandiu bastante. Tive que contratar mais vários funcionários, treiná-los e, enfim, me dedicar de corpo e alma aos novos clientes, deixando os antigos pra um funcionário sob meu comando.

Também minha esposa teve alguns problemas de saúde, entre eles uma infecção urinária que me deixou sem botar nela por seis meses. Às vezes eu batia uma pensando na noite que tinha passado em San Nicolás, mas bem de vez em quando: tava tão cansado que mal chegava em casa já dormia.

Esse tempo serviu pra confirmar que Martín não mentia quando dizia que não ia usar a parada da câmera pra me chantagear nem nada: nem uma mensagem, nem uma foto, nem um vídeo fora do lugar chegou pra mim nesse período. Então por esse lado fiquei tranquilo que não teria problema por aí. Eu, no essencial, percebi que não tinha mudado: continuava gostando de fazer amor com minha esposa, adorava o cheiro de buceta, e não sentia atração por homens na rua. Só tinha sido, acabei pensando, uma coisa do momento, um se deixar levar pela paixão da situação, por todo o tesão envolvido.

Mesmo assim, as punhetas que eu batia lembrando disso me faziam soltar gozadas intermináveis que batiam no meu rosto, e que, às vezes, eu levava aos lábios pra sentir o gosto, tentando lembrar como era.

Passou o tempo, e quatro meses depois da noite nicoleña, a empresa que era minha cliente em San Nicolás faliu por problemas financeiros (pra mim, quem afundou foi o filho do dono com a Lucrecia, que era uma puta de cuidado e gastava fortunas). Então ir até lá de novo era no mínimo mais difícil, já que os clientes principais ficavam mais pro norte e leste de Rosário do que pro sul.

Mas aconteceu que uns sete meses depois dos acontecimentos que contei antes, um novo Cliente apareceu na empresa, e era de San Nicolás. Era uma empresa grande exportadora de biodiesel que precisava de um software novo. Então tive que programar várias idas e vindas, muitas pernoites e dias inteiros lá, indo com dois funcionários para trabalhar pesado nesse sistema, porque eles tinham um prazo curto para deixar tudo operacional.

Resumindo, não tinha nem meia hora livre pra pensar em ligar pro Martín e ver qual era, porque não tinha tempo nem oportunidade.

Mas, depois de dois meses de trampo, consegui terminar o sistema, e um mês depois fui dar uma revisada, mas sozinho, sem os funcionários. Minha esposa, nessa semana, estava justamente de férias e aproveitou pra ir com os meninos e os pais dela pra Foz do Iguaçu, que ela não conhecia.

Eu não pude por causa do trabalho, claro. Não era uma desculpa falsa, mas fazer o quê...

Terminei de resolver as coisas na empresa, meio apressado (embora tenha demorado mais do que planejei ou queria), e saí umas cinco da tarde. Fui pra uma praça, sentei num banco e tirei, com todo o nervosismo do mundo, o celular. Tava muito nervoso e muito tarado, quase que minhas mãos tremiam na hora de ligar.

Mas foi anticlimático: ninguém atendia, por mais que eu ouvisse o toque tocar e tocar. Desliguei, com um pouco de raiva e uma certa tristeza e decepção. Fui andando, devagar, até a rodoviária, sem saber se ia direto embora, se ligava de novo, ou o que fazer. No fim, na rodoviária, liguei de novo antes de comprar a passagem: nada. Tive que fazer fila pra comprar a passagem, porque era sexta-feira, e o lugar tava lotado de gente querendo voltar do trabalho pra Rosário, ou ir pra Rosário fazer compras depois de uma semana de trampo.

Cheguei na moça do balcão, comprei a passagem, e me preparei pra esperar, já que faltava uma hora pra sair. Caminhava impaciente pelo saguão, olhando pra plataforma, querendo dar um jeito de fugir dali. Depois de uma hora, chega o ônibus. Abrem as portas pra embarcar, e bem na hora toca o celular. Olho o número: Martín. Saí da fila e, tentando me afastar da multidão, atendi:
— Alô! Alô! — falei.

— E aí, doido! — ouvi a voz do Martín no telefone. Se eu tinha alguma dúvida, minha ereção instantânea tirou todas, pelo menos sobre ir vê-lo.
— Quanto tempo, hein! Podia ter ligado antes, não? — ele me provocou com uma risada safada.
— Sim... é que andei muito ocupado... hmm... uma pergunta... não sei se... tô perto... — gaguejei, nervoso que nem uma novinha.

— Vem logo, toma um negócio comigo. Tô com uns amigos. — ele falou, e eu meio que travei. Não tava certo se queria estar com desconhecidos de novo. Com o Martín sim, mas com mais ninguém.
— Ah... não, então melhor eu passo outro dia... a gente se vê. Vou embora agora. — falei, nervoso.

Ouvi uma pausa do outro lado do telefone, e depois a voz do Martín, firme, quase autoritária, me dizendo:
— Não. Fica. Vem vindo que eu dou um jeito nos caras. Você vem e a gente conversa.

E eu fui. Não tive escolha depois de ouvir aquilo. Fui andando, às vezes devagar porque tava com medo, e às vezes acelerando o passo porque já previa o que ia rolar.

Toquei a campainha quando cheguei, e ele mesmo abriu a porta. Sem camisa, a calça folgada na cintura, aquele sorriso torto, agora com barba, uma barba curta meio loirinha. Uma correntinha com um símbolo que não reconheci, acho que japonês, pendurada no pescoço, batendo nos abdominais definidos que ele ainda tinha. A pele bronzeada do peito ia dando lugar a uma parte sem bronzeado acima da cueca, que cobria (por enquanto) o pulsar da ereção crescente dele.

— Entra. Mandei todo mundo pra puta que pariu. — ele falou, enquanto se afastava. Quando passei colado nele pela porta estreita, de costas, senti o calor que o corpo dele soltava, e ele encostou a rola na minha bunda. Lembrei de tudo de uma vez, tudo que eu queria esquecer, e soltei um gemido.

— Como é que cê tá! — ele disse, fechando a porta com força e levando uma mão pro meu pescoço e outra pro meu cu, enfiando a mão por baixo da calça, acariciando minhas nádegas e deslizando um dedo... pela racha, enquanto eu ficava imóvel contra a parede com a outra mão.
– Uff... tá bem fechadinho de novo – ele disse, enquanto enfiava um dedo no meu cu – vamos ter que trabalhar um pouco – completou. Ele soltou meu pescoço de repente e me empurrou pro lado. Cruzou os braços enquanto eu, meio confuso, olhava pra ele.

– Tira a roupa agora – ele ordenou.
– Aqui? No quintal? – falei, sem entender.
– Sim, promíscuo, agora! – com voz autoritária.

Comecei a tirar a camisa, a calça, os sapatos e as meias. Fiquei ali no meio do quintal, de repente tímido, sem graça com a reação que ele teve, tentando me cobrir.
– O que cê tá fazendo? – ele gritou. – Pelado, viado! – completou com a mão levantada como se fosse me bater. – E entra no banheiro e se limpa bem. Você tem que fazer méritos hoje, ou achou que vinha só e eu te comia??

Tirei a cueca rápido e entrei no banheiro, sem fechar a porta e olhando pra ver o que o Martín fazia. Ele tava lá parado, de braços cruzados, esperando. Impaciente, dava pra ver.

Tomei banho rápido, sem esquecer de limpar bem o suor do dia do corpo. Me intimidava muito isso, ficar nu na frente de alguém que me olhava sem dizer ou fazer nada, então me apressei. Assim que saí da água, Martín, sem dizer uma palavra, apontou pra virilha dele.

Me ajoelhei devagar na frente dele e, com minhas mãos, fui até o cinto pra desprender, deixando a calça cair no chão.

Por baixo da sunga dava pra ver claramente a forma do pau dele duro, latejando. Lentamente, aproximei meu rosto dele e puxei suavemente a cueca dele pra baixo, pra libertar da prisão aquele pau, que tava tão lindo quanto na primeira vez que vi. Quase pulou, livre do cativeiro, e ao cair bateu no meu rosto. Abri a boca, coloquei a língua pra fora e, como se estivesse saboreando um sorvete, passei por toda a extensão do tronco, só parando uns momentos na cabeça e, com a ponta, percorri ela inteira. Depois continuei, só com a língua, voltando a percorrer o caminho inverso, uma vez e outra. Na quarta... Uma vez, Martín perdeu a paciência, me pegou pelos cabelos e levou minha boca até a cabeça da porra da pica. Engoli a cabeça inteira e comecei a chupar e saborear ela dentro da minha boca.
Tentei engolir a pica toda, mas não conseguia, não entrava. Mesmo assim, dei o meu melhor, deixando ela toda babada e ensopada de saliva.

Abri os olhos e olhei pra ele, com meia pica dentro da minha boca.
— Cê acha que só isso basta? — ele me disse, e completou, com a mão na minha nuca: — Você se comportou mal, Juli, e vai ter que pagar de algum jeito. — E falando isso, empurrou minha cabeça até o corpo dele, me fazendo engasgar com a pica. Tentei respirar, mas não
conseguia, só podia tentar prender a respiração e não me afogar enquanto ele comia minha boca, com uma metida e tirada poderosa e profunda.

— Deixa bem molhadinha, porque daqui vai pro seu cu, entendeu? — ele disse enquanto continuava metendo e tirando a pica da minha boca.
Continuamos assim por um tempo, minha boca e a pica dele escorrendo saliva, quando ele me pegou pelos cabelos de novo e me levou até a cama. Ele se deitou de barriga pra cima e me jogou aos pés dele.
— Bom, você se saiu bem — ele disse, com um sorriso no rosto. — Continua, mas agora devagar.

Por dez longos minutos, me dediquei à pica dele devagar, chupando suavemente agora, segurando com a mão e batendo uma punheta bem lentinha. Quando ele começou a gemer, coloquei na boca e soltei, só com os lábios e a língua tocando ela. Senti os movimentos dele
preverem a chuva de porra que entrou na minha boca, e fui engolindo a porra aos poucos.

— Boa — ele disse, depois de um tempinho, no qual eu não tinha soltado a pica da boca, mesmo que ela tivesse amolecido um pouco. — Agora traz esse seu cu aqui, que vou preparar ele.

Sem soltar a pica dele, mudei de posição pra deixar minha bunda ao alcance dele. Enquanto continuava chupando, ele começou a meter um dedo, e depois outro e mais um dentro de mim. Devagar, com lubrificante, foi me abrindo e acostumando.
Ele tirou a pica da minha boca, já dura de novo, quando viu que eu tava pronta. Quis me mexer, porque tinha ficado de bruços, olhando pro pé da cama, mas ele me segurou firme pelas pernas e subiu em cima de mim.
—Não se mexe, gosto assim — ele disse, e sem mais palavras, enfiou as pernas entre as minhas, fez força e as separou, pra apontar o pau e meter dentro do meu cu, sem muita cerimônia, bruto, quase selvagem. Gemi de dor, mas não falei nada enquanto a cabeça da porra do pau e depois metade do tronco entravam em mim. Só esperou uns instantes pra meter tudo de uma vez, e deixou enterrado dentro de mim por um minuto, nada mais, antes de começar a bombar. Ele se movia em cima de mim devagar, mas forte e fundo, como um pistão de motor, com uma cadência lenta, mas sem pausa entre uma estocada e outra.
Sentir aquele pau de novo dentro de mim fez eu gozar na hora, sujando os lençóis, mas a tesão não baixou, pelo contrário, continuei sentindo o prazer daquela foda.
Depois de um tempo, ele começou a acelerar o ritmo, ainda sem dizer nada. Eu ouvia o rangido das molas da cama enquanto nossos corpos subiam e desciam, ouvia o tapa tapa tapa da pélvis dele batendo na minha bunda enquanto aquele pau entrava e saía. Levantei um pouco as pernas, mas ele cravou os joelhos e eu não conseguia escapar daquela pegada. Isso pareceu deixá-lo ainda mais excitado, e ele acelerou as investidas até me fazer gemer de prazer de novo, apesar da dor nas pernas que eu sentia. Ele esmagou minha cabeça contra a cama enquanto me bombava com muita força, tanto que me deu um pouco de medo.
Mas não durou muito: em poucos minutos, senti os jatos de leite saindo do pau dele e batendo dentro de mim. Sentia que transbordava de tanto que ele tinha gozado dentro.
—Uff... mortal — ele disse, largado em cima de mim. Depois de uns dois minutos, ele sai, me vira, e ao ver que eu ainda estava quente, pegou meu pau e começou a me punhetar, enquanto enfiava um dedo no meu cu. Ao ver que saía porra, ele recolheu o que escorria e alternava enfiando dois dedos no meu cu. cu, depois tirando eles e levando até minha boca. Eu chupava com gosto aquela porra que era dele, enquanto gozava da punheta. Não demorou muito, senti que ia gozar e falei pra ele. Sem dizer nada, ele riu, segurou minha cabeça e levantou um pouco, enquanto apontava meu pau pra minha boca. Abri a boca e recebi um pouco do jato de sêmen da minha própria porra na boca, enquanto ele ria.
Quando terminamos, fomos os dois pro banheiro pra limpar os restos de porra e o suor, e me deixei ensaboar porque tava muito cansado.

Quase não conseguia ficar de pé, mas tive que juntar forças quando o pau dele (duro de novo!) começou a se enfiar atrás de mim.
Ele me comeu suave e devagar no banho, com a água morna caindo sobre nós. Eu não gozei dessa vez, tava muito cansado, mas mesmo assim gostei, curti aquela comida lenta e longa que ele me deu de pé.
Deitamos na cama, e eu dormi quase na hora (como sempre).

Mais uma vez sonhei com os eventos daquela noite, misturados um pouco com a vergonha de fazer algo proibido, e no sonho sentia a humilhação de ser descoberto, sentia que riam de mim. Acordei, e tinha quatro caras da idade do Martín, vestidos e rindo enquanto Martín fazia gestos de que me comia.

(Continua...)

2 comentários - Otra noche en San Nicolás (I) (Gay)

inotle +1
Ya te estas subiendo solo a la carretilla!!
kramalo +1
muy bueno....ahora, hay que ver lo que se viene.....ja!!
Hoy subo el final.